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Dassault e DGA testam o Rafale em configuração pesadamente armada

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Rafale em teste com seis AASM dois Meteor quatro Mica e três tanques de 2000l - foto Dassault

O trabalho, considerado preliminar, foi financiado pela própria Dassault e conduzido em colaboração com a Direção Geral de Armamento da França. Segundo a empresa, o Rafale está ampliando ainda mais sua versatilidade

A Dassault Aviation divulgou nesta quinta-feira, 23 de janeiro, uma nota a respeito dos primeiros testes de voo bem-sucedidos completados pelo Rafale numa nova configuração pesadamente armada. A configuração, que pode ser vista nas fotos divulgadas com a nota, compreende seis mísseis ar-terra de precisão AASM Hammer, quatro mísseis ar-ar de longo alcance da família Mica, dois mísseis ar-ar de alcance extra-longo Meteor, assim como três tanques externos de 2.000 litros.

Rafale em teste com seis AASM dois Meteor quatro Mica e três tanques de 2000l - foto 5 Dassault

Rafale em teste com seis AASM dois Meteor quatro Mica e três tanques de 2000l - foto 4 Dassault

A Dassault informou que esse trabalho preliminar foi financiado pela própria empresa, e conduzido em colaboração com a Direção Geral de Armamento (DGA) da França. O objetivo é chegar a uma completa liberação do envelope de voo. Pela melhoria das capacidades dos quatorze pontos duros da aeronave, incluindo oito sob as asas, o Rafale é, segundo a Dassault, o único caça no mundo capaz de carregar 1,5 vezes o seu próprio peso.

Ainda segundo a nota da empresa, a capacidade “omnirole” do Rafale responde às necessidades de países que requerem, a custos controlados, uma ferramenta operacional e versátil, capaz de cumprir todas as missões de forma mais efetiva, ao mesmo tempo em que mobiliza menos recursos. Dois caças Rafale representam o mesmo potencial de seis caças da classe do Mirage 2000, o que mostra a capacidade do caça em racionalizar forças armadas.

Rafale em teste com seis AASM dois Meteor quatro Mica e três tanques de 2000l - foto 3 Dassault

Rafale em teste com seis AASM dois Meteor quatro Mica e três tanques de 2000l - foto 2 Dassault

A nova configuração foi possível pela arquitetura aberta do avião, projetado desde o início para executar todas as missões previamente realizadas por sete diferentes tipos de aeronaves na França. Essa configuração combina grande autonomia com a versatilidade do sistema de armas, o que, ainda segundo a Dassault, demonstra o poder e a superioridade operacional do Rafale. O caça já possui, conforme divulgado pela empresa, uma gama de configuração sem igual, incluindo a capacidade de ataque em profundidade equipado com dois mísseis de cruzeiro Scalp e três tanques de 2.000 litros, o que foi usado pelas Forças Armadas Francesas na Operação Harmattan na Líbia, em 2011.

Essa demonstração da configuração pesadamente armada vem poucos dias após a Dassault receber o contrato do Ministério da Defesa da França para a versão F3-R do Rafale, o que para a empresa demonstra que o caça é parte de um contínuo processo de melhorias para atender aos requerimentos de seus operadores.

Rafale em teste com seis AASM dois Meteor quatro Mica e três tanques de 2000l - foto 6 Dassault

FONTE / FOTOS: Dassault (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em francês)

VEJA TAMBÉM:

94 COMMENTS

  1. Em um fórum um carinha fez uns cálculos e, se aqueles forem os AASM baseados na Mk.82, são 8.400Kg que o Rafale está transportando nessas fotos.

  2. Muito bem, pesadamente fortíssimo armado e bonito de se ver. Mas nem os EUA compraria para eles, aliás, deve ser muito caro para qualquer pais mante-lo nessa configuração!
    Os CDF desse fórum por favor, façam os cálculos de quanto exatamente o Rafale carrega na primeira foto em termos de preço de cada missel, fora o querosene x 3!

  3. Ainda bem que compramos o mais barato, pois com esse peso todo (+/- 8.500 Kg), aí e que ele ia ficar mesmo “NA CHOM” ou no hangar como preferirem, se é que teriamos EUROS para coloca-lo nesta configuração.

  4. M@K,

    Tanto um quanto outro, conforme o kit instalado (caso tenha ou não a parte propulsora que amplia o alcance, além da parte dedicada à guiagem).

    Para saber mais sobre o AASM, clique nos diversos links específicos sobre a arma que colocamos na lista “veja também” ao final da matéria.

  5. Ah! Outra coisa.
    Com essa carga bélica do Rafale, me lembrei daquele filme: “Águia de Aço”, onde um herói norte americano vai sozinho com seu belo F16 enfrentar a força aera de uma país inimigo. O cara destrói refinarias, defesas AA, caças inimigos e uma base dos coitados e nunca acabava a munição. Quem sabe os franceses lançam uma versão própria deste filme com o Rafale. Com essa carga bélica vão poder destruir meio mundo.

  6. Nunão,
    Eu acho que não há opção em relação ao kit de extensão de alcance da AASM.
    Só existe o kit de cauda com o propulsor foguete, que pode ser ou não acionado.

    Se chamarmos de míssil um projétil guiado autopropelido a AASM é um míssil.
    Seu conceito é muito parecido com o do MÍSSIL Bullpup AGM-12, que era chamado de míssil, e também ao da “bomba” AGM-123 Skipper, que era chamado de “BOMBA”. rsrsrs
    Vai entender!

  7. “Vespão
    23 de janeiro de 2014 at 20:48 #
    Incomparável .

    Pena que optamos pelo + barato para delirio do pessoal do lado negro da força .”

    Concordo e acrescento:

    Não temos KC/MRTT, nenhum se é que se pode chamar de um C 130 para toda a FAB como satisfatório,

    Chegamos a ter 28 C 130, hoje temos 04 e olhe lá,

    Demoramos quase 20 anos para definir o FX,

    No GDA os Jaguares estavam “voando desarmados” nos últimos tempos,

    Os F 103 foram desativados com somente 4 000 hs/voo,

    Fizemos exercícios com misseis fora da validade,

    As Sextas-Feiras é meio expediente para economizar grana,

    Estou me esquecendo de mais coisas ? Help, me ajudem!

    Na Fantasiolândia onde você deve morar, ai tudo bem ….

  8. Bela configuração. Para testes e “vespinhas” de blog ficarem ouriçadinhas… 🙂

    Na prática a utilidade de uma configuração de armas de ataque ao solo com três tanques de longo alcance e armas de ataque BVR e, mais inútil ainda (nesse caso), armas de combate WVR, é altamente discutível, para dizer o mínimo…

    Carregado desse jeito, logo pouco manobrável, e com o RCS de um terópode, um caça desses não poderia dar combate a, por exemplo, um Mirage 2000-5 e seu MICA.

    Suas armas de longo alcance teriam sua eficácia tremendamente prejudicada pelo imenso RCS. Suas armas de curto alcance não serviriam para nada em um dogfight, a menos que ele abandonasse todas as outras e os tanques. Sobram as armas de ataque ao solo, poucas perto do que poderiam ser se não tivesse carregado de armas ar-ar. Ou seja, ao contrário do dito pela Dassaulto, nem econômico ele seria.

    Em suma: o MAIS BARATO Gripen daria conta com tranquilidade, seja em BVR, seja em WVR, seja em maior capacidade de ataque ao solo.

    Mas a foto é bonita, e é isso que conta para as rafalechetes e as “vespinhas” de internet.

    Sds.

  9. Eu olho esta foto e imediatamente me vem a mente a quantidade de desenhos, gráficos e trapizombas apresentadas pelo público “supports Rafale” sobre RCS x Alcance e super trunfo e blá blá…
    Conclusão: para cumprir a missão pendurado com tudo aquçlo ele precisa dos três” tancões”, o que faria o dito cujo brilhar como uma árvore de natal até no radar Furuno da barca de Niterói.
    Mito desvendado……..

    Grande abraço

  10. Quanto aos comentários referentes à inutilidade da configuração, se puderem responder a esse leigo… Nos anos 90 eu lia que a tecnologia permitia aos caças cumprirem diversas missões numa só surtida. Lembro até do texto que dizia que “antes se perguntava quantos aviões eram necessários a uma missão e agora a pergunta é quantas missões um caça pode cumprir numa só surtida”. Algo assim. Bem propaganda mesmo.
    Da guerra do Golfo, vi vídeos que mostravam os F/A-18 partindo para missões de ataque, durante o voo mudavam para o modo ar-ar, engajavam e derrubavam algum caça usando os Sparrow (acho que ainda não tinham os AIM-120) e voltavam pra sua missão de ataque.
    Hoje não é mais assim?
    Numa situação de completa superioridade aérea como a de 1991, não seria possível uma configuração desse tipo mostrada no Rafale? Ou voltamos à questão de ter numa mesma missão aviões para o ataque, outros para combate aéreo e, pra quem pode, alguns pra guerra eletrônica?
    No mais, também achei as fotos incríveis

  11. Amigos,

    O normal é que os aviões primeiro façam a missão de ataque e, em seguida, complementem sua missão com permanência em PAC, protegendo os demais aviões amigos.
    Essas foram as missões designadas para os Rafales no exercício Cruzex 2010, por exemplo.
    Essa não é uma configuração para utilizar em uma missão ar-ar pura, com expectativa de dogfight. Dogfight para quem está armado com mísseis BVR e de muito longo alcance é última opção. Nesse caso, certamente tanques e adaptadores seriam alijados para o combate.
    Abraços,

    Justin

  12. Sim, é viável esta configuração para ataque. Lembrem dos raids de Israel contra o Iraque e Síria: as aeronaves estavam completamente carregadas de mísseis, bombas e combustível para atacar seus alvos.
    Lembrem também que o combustível dos tanques externos é o primeiro a ser gasto pela aeronave justamente para serem ejetados depois.
    É melhor os caças levarem tudo o que precisam “amarrado” em si mesmos do que depender de aviões-tanque depois, já que nenhum daqueles atacará alvos a uma distância razoável sem recorrer a combustível externo ou a estes últimos. Há sempre de se escolher entre um ou outro.

  13. Não estou entendendo toda essa celeuma com a configuração, que eu acho sim bastante válida, conforme o cenário. O objetivo dos testes é justamente validar o envelope de voo em configurações pesadas assim, e se estão gastando com esses testes (que não são baratos), creio que é um esforço que não pode ser explicado unicamente pelo marketing. Em operações reais do passado recente, chegou-se a voar com cargas parecidas com essas (o que tem de mais novo nesse caso é o acréscimo do par de mísseis Meteor e o uso de três tanques de 2000 litros, ao invés de dois).

    Exemplos não faltam de outros caças em configurações pesadas em operações reais (e não de propaganda). Há inúmeras imagens (de operações reais) do F-15E Strike Eagle voando há muito tempo em configurações que misturam mísseis ar-ar BVR e WVR com mísseis ar-solo e bombas guiadas. Super Hornet idem, e até mesmo F-16. A diferença é que esses dois últimos, de porte mais próximo ao do Rafale (um pouco menos num, um pouco mais em outro) normalmente são vistos em operações reais com bem menos mísseis ar-ar do que se vê nessa configuração do Rafale – o que é lógico se pensarmos na dinâmica das operações ao longo dos conflitos, com mais fotos das fases em que já se tem superioridade aérea pra lá de garantida. Nas fotos do tipo “primeiro dia” que se pode garimpar com jatos em configurações que misturam armamento ar-ar e ar-solo, o normal é ver Hornet, Super Hornet e F-16 com uns 4 mísseis ar-ar, fora as bombas e mísseis ar-solo, sendo que outros jatos de um mesmo pacote acabam focando seu armamento só no combate ar-ar.

    A ideia é justamente ter a flexibilidade de fazer o que o Justin citou: ataque primeiro e PAC em seguida para proteger outras aeronaves. Mas, como escrevi acima, isso não quer dizer que todas as aeronaves de um pacote estariam configuradas de maneira igual. Se pensarmos na Força Aérea Francesa, vimos isso claramente na Líbia, em que os pacotes que saíram diretamente da França nos primeiros dias tinham aeronaves em configurações diferentes, algumas voltadas só para o combate ar-ar. Depois, quando não havia mais qualquer possibilidade de ameaça ar-ar, o mais comum foi ver configurações mistas parecidas com esta aí, embora com menos cargas (e já decolando de pistas mais próximas da área de operações), porém só com um par de mísseis ar-ar (no caso do Rafale, e normalmente nenhum no caso do Mirage 2000D).

    E isso também não quer dizer que nessa configuração que parece focar no primeiro dia de ataque, no caso da escolta falhar e a aeronave ter que se defender, que o caça assim configurado faria o combate com tudo isso pendurado. Os caças assim armados tentariam provavelmente se evadir após alijar as bombas, seja para combater num outro dia, seja para voltar ao combate ainda na mesma missão caso as circunstâncias assim permitirem ou exigirem, após conseguirem uma posição mais vantajosa em relação aos atacantes (e caso estes também não tenham se evadido após cumprirem a missão de fazer o ataque fracassar).

    As variáveis são muitas, e a capacidade de levar cargas diferentes como essas são válidas, a meu ver, e passam longe de serem uma iniciativa apenas francesa (seja com objetivos de demonstrar capacidades reais ou propaganda).

    Taí o próprio Gripen NG, que o Brasil escolheu, mostrando configurações pesadamente armadas, dentro de suas capacidades, aproveitando a nova configuração de pontos duros externos da nova versão (com dois a mais na linha central e maior capacidade dos já existentes):

    http://www.aereo.jor.br/2008/09/08/o-arsenal-do-gripen-ng/

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2008/09/gripen-ng-5.jpg

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2008/09/gripen-ng-4.jpg

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2008/09/gripen-ng-3.jpg

    Essas imagens de 2008 são concepções, porém o demonstrador já mostrou algumas configurações pesadas reais em voo (desde 2010), com novos tanques de grande capacidade (de 450 galões, ou cerca de 2000 litros, o mesmo que os tanques externos mostrados no Rafale), visando empregos similares, embora com outros tipos de bombas, ao demonstrado pelo caça francês nas fotos desta matéria, então reforço que não entendo essa celeuma focada unicamente no Rafale:

    http://www.aereo.jor.br/2010/09/21/gripen-ng-demo-mostra-seus-tanques-externos-de-maior-capacidade/

  14. Não entendi essa de “nova configuração”. A Dassault sempre exalta a capacidade de carga do Rafale, desde sempre.

    Agora observando essas fotos, nota-se que a metade da carga é tanques extras de combustível.

    E faltou o mais importante. Qual é o raio de ação dessa configuração, sem a necessidade de reabastecimento?

    Ou é somente para tirar fotos e voltar para a base? 🙂

    []’s

  15. Nick,

    O texto é claro ao dizer que se trata de uma campanha de testes para validar envelope de voo em configuração mais pesada.

    Isso permite atacar ao mesmo tempo mais longe e com mais armamento sendo transportado do que já foi feito em operações reais. Quanto isso acrescenta? Não sei, mas pode permitir tanto maior alcance (num traslado do tipo estratégico, como se viu no ataque do primeiro dia feito na Líbia a partir de bases francesas, com REVO no caminho) quanto maior permanência na área do alvo depois de se ter decolado de bases mais próximas (no caso citado, a partir da Córsega e depois a partir da Sicília), atacando pelo menos seis alvos terrestres por aeronave ao longo de certo tempo (o que já foi feito na Líbia e no Mali), graças à quantidade maior de combustível carregado (ou a ser complementado num REVO) que garantiria essa permanência, ao mesmo tempo em que, terminado o armamento ar-solo, sobraria o armamento ar-ar para a PAC (que também poderia ser ampliada com REVO próximo à área de operações, o que foi bastante comum tanto na Líbia quanto no Mali).

    A capacidade de carga pesada com mísseis de cruzeiro scalp e tanques externos já havia sido demonstrada e comprovada em operações reais.

    O que acrescentaram de fato agora, para testes de envelope de voo (ou seja, testar velocidade máxima, alcance em cruzeiro, manobrabilidade, altitude máxima, agilidade, aceleração, e todas as curvas de desempenho / consumo etc nessa configuração) foi um par de mísseis Meteor (levados onde antes se levava dois Mica, que passaram nessa configuração para as estações subalares) e um tanque central ao que já se usava operacionalmente (além de mais um AASM no cabide triplo ao invés dos dois que normalmente se via, embora fotos com três em cada cabide também não fossem incomuns). As configurações anteriores citadas podem ser vistas nessas imagens do Rafale em operações reais sobre a Líbia e o Mali – e, no caso do Mali, já era comum ver três tanques externos ao invés de dois:

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2012/03/Ca%C3%A7as-Rafale-com-armamento-e-tanques-externos-foto-For%C3%A7a-A%C3%A9rea-Francesa.jpg

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2012/03/Ca%C3%A7as-Rafale-em-reabastecimento-em-voo-foto-For%C3%A7a-A%C3%A9rea-Francesa.jpg

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2013/04/Rafale-Mali-8.jpg

  16. Nunão, os tanques do Gripen, pelo link que você forneceu, são de 450 galões (imagino americanos) o que dá 1.700 litros.

    Não existe problema nenhum com esses testes, só os ______________________

    NOTA DOS EDITORES:

    COMENTÁRIO EDITADO NA SUA SEGUNDA PARTE, QUE LEVOU A UMA BRIGA COM OUTRO COMENTARISTA, OBRIGANDO A DELETARMOS SUMARIAMENTE DEMAIS COMENTÁRIOS QUE PROSSEGUIRAM NESSA BRIGA ABSOLUTAMENTE INÚTIL.

    POR FAVOR, DEIXEM SUAS RUSGAS PESSOAIS PARA OUTROS ESPAÇOS.

    • Clésio,

      Fiz as contas aproximadas com galões imperiais, mas de fato posso estar errado. Precisaria pesquisar mais, só que estou de saída.

      De qualquer forma, os tanques do Gripen NG têm 100 galões a mais que os do Gripen C/D (350 galões para 450 galões) e, pelo que sei, a carga máxima externa de combustível do NG deve ser de 3.500 quilos, aproximadamente (provavelmente pensando em traslado) o que somando com a carga interna que passou a cerca de 3.500 quilos na nova versão, dá um total de 7 t de combustível.

      Precisamos da ajuda do Ivan, o frentista…

      Saudações!

  17. Ainda bem que o Justin e o Nunão salvaram a discussão..

    Quando eu li a primeira crítica sobre variedade de armas das fotos, o primeiro exemplo que me veio a cabeça foi o da FAA Israelense e seus F-15…

    E nada impede que a Armeé d’Lair faça raids no norte da África com essa configuração, realizando REVO no Mediterrâneo…

  18. Muito bom o debate, muito bom mesmo.

    Cliquem no vídeo e nos link’s: (Quem quiser. lógico)

    http://www.cadillac.com/future-cars/2015-escalade.html

    Vindo com o acessório no banco do carona, eita ….

    Preço sem o acessório:

    http://www.webmotors.com.br/comprar/cadillac/escalade/6-2-curta-4×2-v8-gasolina-4p-automatico/4-portas/2013/11078146

    Mas só tenho grana U$$ para ter e manter um desses:

    http://www.webmotors.com.br/comprar/volvo/xc60/3-0-t6-top-awd-turbo-gasolina-4p-automatico/4-portas/2013/10086049

    Não queremos ficar a pé, que cheguem logo:

    http://www.webmotors.com.br/comprar/volvo/xc60/3-0-comfort-awd-turbo-gasolina-4p-automatico/4-portas/2009/11161318

    Aliás o que o$ france$e$ fabricam com 04 rodas que seja parecido ?

    Entenderam a pergunta e os trocadilhos ?

    EUA – Sweden – France

    SH – G NG – Rafale prix le plus élevé

    Chico Pinheiro, “graças a Deus é sexta-feira!”

  19. Pois é, foi o que me ocorreu também – afinal, qualquer folheto da Dassault exaltava a qualidade de seu produto era ser um “multitarefa verdadeiro”. Desde 2009 esses folhetos fazem referência ao fato do Rafale transportar 1,5 X seu peso em armamento e/ou pods e tanques externos. Qual é a novidade? Tamb me ocorreu que durante a campanha da Líbia deve ter sido feito, se não a mesma coisa, pelo mns algo parecido.

    Pelo que me lembro (peço q De Martini ou o JC me corrigijam, se eu estiver errado), tanto na Guerra do Golfo qto na do Iraque, aeronaves inscursoras voavam carregadas de armamento mas escoltadas por F-16 por Tornados, voando numa camada superior. E, além do mais, as defesas já tinham sofrido pelo menos duas incursões de amaciamento: mísseis de cruzeiro e ataques tipo SEAD. Quer dizer, os planejadores já não deviam estar lá mto preocupados com defesa antiaérea com um mínimo de coordenação. Acho que numa missão real, os franceses fariam mais o mns o mesmo.

    E de mais a mais – não imaginava que tivéssemos tantos francófobos por aqui. Só isso explica alguns comentários irados/irônicos… Se a Dassault e a DGA quiserem pegar um Rafale, pendurar dois ônibus, um em cada asa, e colocar um caminhão tanque no meio, que diferença isso fará pra nós aqui?

    Saudações a todos.

    • “Desde 2009 esses folhetos fazem referência ao fato do Rafale transportar 1,5 X seu peso em armamento e/ou pods e tanques externos. Qual é a novidade? Tamb me ocorreu que durante a campanha da Líbia deve ter sido feito, se não a mesma coisa, pelo mns algo parecido. “

      Bitt,

      A novidade está na quantidade maior de itens carregados (os mesmos itens, com exceção do Meteor), em relação à campanha da Líbia que você citou.

      Em comentário meu mais acima, estão fotos de ações reais na Líbia e no Mali para comparar com essas dos testes trazidas ontem, sendo que as imagens anteriores mostram configurações menos pesadas.

      O “normal” na Líbia e no Mali era ter quatro bombas guiadas e dois (eventualmente três) tanques externos, além de dois a quatro mísseis ar-ar, tudo numa só aeronave, e agora testa-se uma configuração um pouco mais “parruda”, incluindo o Meteor e mais bombas, juntamente com o terceiro tanque externo.

      Essa é a novidade: testes do envelope de voo nessa configuração mais pesada, que pode se tornar mais comum em conflitos futuros. E só.

      Por fim, continuo sem entender (ao menos racionalmente, já que emocionalmente é Freud que explica) o motivo de toda a celeuma a respeito disso. Já passou da hora da briga de torcida dos tempos do F-X2 entrar para a história, e tentarmos ver nos posts motivos para comparar de modo mais produtivo o que se testa em outros países e aeronaves e o que deveremos ter aqui na nossa aviação de combate com o Gripen E/F, comparar possibilidades, configurações, missões, capacidades, entender similaridades e diferenças, ao invés de ficar nas briguinhas tolas de sempre.

      Essas picuinhas são até divertidas de vez em quando, mas cansam pela extrema repetição. São como piadas velhas, ficam sem graça.

  20. A celeuma vem da paixão (ou ódio) falando mais alto que a razão.
    Alguns não gostam do Rafale e pronto. Ninguém precisa gostar. É um direito.
    Se essa antipatia resultar em alguma bobagem postada, há sempre alguém pra corrigir.
    No final, tudo se encaixa

  21. Do jeito que estavam os comentários iniciais, eu pensei que a tecnologia das defesas aéreas tinham evoluído tanto que não seria mais possível um avião cumprir uma missão assim, como “uma árvore de natal”, como disseram.
    Fico preocupado que voltemos àquela mentalidade dos anos 60, quando se imaginava que os aviões tinham se tornado obsoletos, que os SAM dariam conta de qualquer um que levantasse voo. Quantos projetos acabaram por conta disso? Quantos grandes aviões desapareceram? Todo mundo passando a voar rasante pra evitar aparecer nos radares…
    Com o F-22, passei a ficar preocupado com o contrário, que nada poderia mais se defender os “aviões invisíveis”. Mas de lá pra cá, tivemos F-117 derrubado nos Balcãs, F-22 diversas vezes engajado em exercícios, mesmo em BVR.
    Não tem facilidade pra ninguém! Mas ainda há espaço para a força bruta embarcada nas asas de um belo avião

  22. Grievous
    24 de janeiro de 2014 at 11:22 #

    Belo comentario .penso eu que alguns colegas e gripeiros de coração , deveriam parar com essa de torcida de futebol., realmente lamentavél.

    Quanto ao vetor sueco ainda no papel ,só resta o comentario ….(Ele não impõe medo,mas fará se respeitar )

  23. “Mas ainda há espaço para a força bruta embarcada nas asas de um belo avião”

    Bela observação – eu diria que definitiva.
    na biografia de Marcel Dassault existe uma passagem que se encaixa nesta sua. Teria ele observado, ao assistir um desfile no qual voavam Mirages, em 1961: “Não existe dúvida: se é bonito, voa bem.”

    Saudações.

  24. Carlos Alberto, tive que usar o tradutor (rs).
    O Rafale é mesmo caro, mas o F-14 também tinha fama de ser caríssimo e mesmo assim é amado por todos.
    O fato é que ficamos livres do Rafale. Teremos nossa pulga atômica. Então podemos deixar o Rafale voando feliz nos céus da França e, se tudo der certo pra ele, da Índia também.
    Vespão,
    No fundo acaba sendo mesmo uma questão a la torcida de futebol. Mas é até legal, desde que não descambe pra troca de ofensas.
    Um pouco de provocação é até divertido. Gera mais possibilidades de trocas de ideias.
    Mesmo as fugidas do tema da notícia são boas.
    É só ver a notícia dos KC-46. A maioria dos comentários ficou praticamente off topic e nem por isso deixou de ser produtivo.
    Pra quem cai no erro de só querer ver as notícias dos grandes caças e deixa de lado aquelas que falam de aviões de transporte, por exemplo, fica a dica. Há muita coisa de interessante rolando por esses tópicos.
    Saudações

  25. Grievous

    “Carlos Alberto, tive que usar o tradutor”

    Grafia do Latin(a regrinha, lembra?), não seja tão severo, isso é grave (rs)

    “O fato é que ficamos livres do Rafale.”

    Enfim, concordamos.

    Sempre fui SH mesmo, mas G NG tá bom, afinal de contas

    ‘Não é um avião para assustar, mas impõe respeito’

    E quer saber minha opinião depois da decisão ?

    Não foi o melhor, mas foi o mais aconselhável.

    Depois que a Maria Antonieta tupiniquim e o MAG, este o verdadeiro “L’État c’est moi” detonaram o SH por causa da espionagem de butiquim, ir de Suécia é trancham !

    “….que falam de aviões de transporte….”

    Estou sempre mencionando, comentando etc ….sobre esse tema, inclusive “cutucando” em tópicos não específicos.

  26. Estimado Dom Juarez Martinez

    muy buenas tardes

    ¿Madre de Dios, la sangre española?

    Tenga la seguridad de que esto pasará pronto.

    No importa, nuestros intercambios de ideas vienen primero.

    Mantenga la calma y sigamos adelante.

    Un cordial saludo de su hermano

    Carlos Alberto

  27. Bem, agora eu serei obrigado a defender o rafale. Dentre os caças de geração 4+, o vetor frances é o 3º mais discreto, perdendo apenas de Gripen (0.1m²) e Typhoon (0.25/0.75m²), provavelmente não excedendo 2m² totalmente armado. É bom lembrar que o super lobby, por exemplo, sem armamento externo e tanques subalares já tem 1.2m².

    Portanto o rafale full armed é ainda muito mais discreto que o F-15, por exemplo, que conta com 25m² e mesmo com material absorvente de revestimento, não pode ficar com menos de 10m². O F-16 também segue estas afirmativas por suas linhas. Portanto, de longe, ainda que os radares APG tenham um histórico de superioridade sobre os Thales, em um combate ar-ar BVR o rafale abateria ambos.

    A partir disso, a tecnologia “stealth” só é possível numa noite fria, mas que não chova nem neve, uma vez que o f-117 que tinha RCS menor que o f-22 foi abatido por uma defesa antiaérea com tecnologia dos anos 70/80, uma vez que a chuva no metal cria outros reflexos, bem como, o revestimento absorvente derrete no calor (e é uma das causas do f-35 não poder ultrapassar mach 1, e fez do f-22 um grande alvo na Red Flag Alaska, para o Typhoon.

    É bom lembrar que o Blackbird SR-71 também era travado por Mig-25 e Mig-31.

    Saudações.

  28. Carlos Alberto Soares
    24 de janeiro de 2014 at 14:38#

    “Enfim, concordamos.”

    Só pra constar: Eu também preferia o SH, em segundo lugar o Rafale e por último o Gripen. Achava o último com cara de fraquinho.
    Sobre a questão do preço, aqui tudo fica caro mesmo…
    Porém, uma grande maioria não queria o Rafale de jeito nenhum, então estamos livres.
    Não importa mais a torcida. Acabou.
    Agora eu sou Gripen desde pequenininho (rs).
    Peguei gosto nesse “aviãozinho”

    Saudações

  29. Ivany,
    Eu não concordo muito com isso não!
    Meu predileto (Super Hornet) rsrsrss provavelmente tem o menor RCS de todos os caças de 4,5 G.
    É dito ser de 0,1 m².
    Quem tinha RCS de 2 m²
    2 era o F-18 Hornet.
    Quanto ao RCS numa configuração armada, duvido que seus 2 Amraams semi-embutidos produza um incremento de RCS maior do que o incremento de dois Micas ou Meteors nos Rafales e nos NG, que são levados em “cabides”.
    Também duvido que os dois AIM-9X nas pontas das asas seja pior que os dois MICA-IR nas pontas das asas do Rafale.
    Quanto ao RCS do F-16, também é dito ser de 1 m² desde sempre.
    O F-15 é dito ser de no máximo 15 m², o que não é muito diferente do que você mencionou.
    Também pelo que sei o RCS do F-22 é menor que do F-117. Mas em termos de capacidade de sobrevivência nem se discute, independente de ser maior ou menor, a capacidade de sobrevivência do F-22 é muitíssimo maior por que não depende exclusivamente da furtividade, como era o caso do F-117.
    Também o fato de um único F-117 ter sido abatido por uma tecnologia dos anos 60, após mais de 3000 surtidas bem sucedidas, não é muito significativo, pelo contrário, é um dado que só enobrece o caça americano.
    Quanto às deficiências dos materiais RAM, você está sendo muito pessimista e vendo todo copo com metade de leite como estando “meio vazio”, ao invés de “meio cheio”. rsrsssss
    Eu não apostaria minha vida nessa “fragilidade” das aeronaves stealths americanas não.
    O que ocorre por lá, nos States, é que há uma grande transparência na evolução da tecnologia, o que é prato cheio para os críticos de plantão.
    Em sendo tudo como você disse, a USAF e a USN/USMC estaria literalmente paralisada.
    Não creio que seja verdade!
    Um abraço.

  30. Quanto aos MiGs travarem no SR-71, há de se saber o que quer dizer “travar”.
    Quantas vezes houve esse travamento?
    Qual era a taxa de travamento? Quantos por cento das vezes?
    Se travar 2 ou 3 vezes em 25 anos de operação ininterrupta pra mim é uma taxa extremamente baixa.
    Também “travar” seria sinônimo de “interceptar”? De abater?
    Olha que você pode ter um SR-71 (RCS de 5 m², Mach 3.3 e 26.000 metros de altitude) por alguns segundos e nem sequer ter tempo de disparar um míssil porque a aeronave já teria saído do envelope cinético do míssil antes que pudesse ser lançado.
    Não estou dizendo que tudo que é americano é maravilhoso. Só estou dizendo que só nós, entusiastas e do público em geral é que imaginamos que os engenheiros americanos, russos, chineses, etc, desenvolvam equipamentos para serem invencíveis ou perfeitos.
    Na verdade eles produzem para que um dado equipamento tenha uma boa taxa de operacionalidade e de sobrevivência,tendo em vista o que o outro lado dispõe, de modo a que seja altamente positivo do ponto de vista de custo/benefício.
    Um abraço.

  31. Críticas de equipamento americano que deixa qualquer desavisado achando que lá a bruxa anda solta que nem por estas bandas:
    O novo porta-aviões Gerald Ford é caro e nem catapulta que funciona tem.
    O DDG-1000 tem um canhão que não serve pra nada e custa o olho da cara.
    Os LCS não servem pra nada e são desdentados (isso eu concordo rrsrs)
    O LPD-17 tem problema crônico na grampola da parafuseta
    O F-35 não pode com chuva, sol, vento, etc.
    O F-22 não tem um gerador de O2 que funciona e seu material RAM desprega sob chuva, neve, vento, sol, maresia, poeira, neblina, fumaça de churrasco, etc.
    O M-1 tem uma turbina que não aguenta a areia do deserto.
    Os caras que apertam os botões dos Minuteman usam cueca rendada com freada de bicicleta e colam na prova.
    E por aí vai!
    Ou seja, ou tem um brasileiro lá responsável pelo aquisição de equipamento militar ou tão exagerando muito.

  32. Será que alguém em sã consciência acredita mesmo que um caça stealth tem um revestimento que não pode com chuva e nem com neve?
    Mas que tem base lá no Alasca?
    E mesmo que o RCS do F-22 aumente na chuva e o material RAM na periferia do bocal do F-35 derreta quando em pós-combustão, você acha mesmo que é a tal ponto desses caças ficarem piores que os que já têm naturalmente imenso RCS sob qualquer aspecto?
    Quer dizer que o material RAM que derrete no F-35 vai interferir tanto assim mesmo estando lá na traseira do bicho?
    Quer dizer que um Typhoon com RCS 1000 X maior que o de um F-22, sem supercruise (descente), com um radar inferior, sem TVC, de uma hora pra outra fica superior ao F-22 porque este está “molhado”?
    Ora! Menos né pessoal!
    Tudo bem que o RCS deve ser caro, descascar, precisar de manutenção frequente, precisar de remendo, reboque e mão de tinta extra, mas daí pra achar que se chover ele não presta mais é bem diferente.
    Acho crível que após várias missões a tinta ou o material RAM usado na cauda do F-35 comece a se soltar ou perca suas propriedades e precise ser reparado com certa frequência e que deixa os operadores pau da vida e os projetistas putos, agora, daí pra achar que o caça não pode acelerar ou entrar em regime supersônico nunca é no mínimo ingenuidade.

  33. Srs

    A configuração de carga plena como esta do Rafale ou de qualquer outro caça bombardeiro é mais de marketing do que de aplicação prática, pela perda de capacidade de manobra que impõe, tanto que os testes foram financiados pelo fabricante e não pelo governo francês.
    Observem que quanto mais penduricalhos são acrescentados, mais cresce a carga alar e o arrasto, dois fatores que impactam fortemente na capacidade de manobra.
    Ou seja, um avião assim carregado é um pato gordo cujos comandos precisam ser tratados com delicadeza.

    Sds

  34. Ah claro, essa configuração é utilíssima… Desde que se combine com o “Charlie” que ele só pode interceptar Rafale depois que ele despejar seus AASMs e se alijar dos tanques…

    Na boa, ainda que eu fosse uma Rafalechete, eu teria VERGONHA de falar que uma barbaridade dessas é “melhor” que qualquer coisa só porque a foto é bonita, como falou o Sr. Hornet, acima.

    Srs. Clésio, Hornet e outros, isso aí funciona com quem NÃO TEM força aérea, caso de Líbia e Afeganistão. Não é preciso ser nenhum gênio pra saber disso!

    Qualquer F-5 melhorzinho e bem armado bota essa bos. de Rafale “arregadão” NA CHOM, aliás como provou a Cruzex citada pelo Justin, acima.

    Ora, tenham decência senhores! Dizer que isso aí é “melhor” que um Gripen (me refiro ao C/D) é uma PIADA!

  35. Sim, é necessário ter superioridade aérea para essa configuração ser eficaz, mas o fato é de que é útil, afinal, em alguma situação. Se Israel algum dia atacar o Irã com seus F-15 e F-16, qual será mesmo a configuração utilizada? Três tanques externos + tanques conformais + bombas + mísseis ar-ar – algo igual ou pior em termos de arrasto do que o visto aí em cima.
    Lembremos dos já citados F-15E e F/A-18 na Desert Storm.
    Eu, de minha parte, restrinjo-me a afirmar que a configuração é sim útil em algum cenário, razão para que não veja ela como um non-sense ou algo risível.
    Lembrarei mais uma vez de que no mínimo um ou dois desses tanques serão alijados antes de o caça sequer entrar em território inimigo.

  36. Caro Nunão,

    Como as próprias campanhas na Libia e no Mali já provaram a capacidade de ataque a longa distância (com auxilio de Revo) dos Rafales, continuo com a opinião que essa “validação” de composição tanques extras+misseis+bombas inteligentes não passa de marketing.

    Ou seja, RP para manter o caça da Dassault na midia visto que não assinou ainda na Índia e nos EAU também anda meio devagar. 🙂

    []’s

    • Caro Nick,

      Eu já vejo um pouco diferente:

      É claro que um lado de marketing pode estar envolvido, e o próprio conflito na Líbia, algo sério e real, serviu como oportuna vitrine de armamentos à época e é explorado nesse sentido.

      Porém, vejo algumas diferenças também reais entre essa configuração e as utilizadas na Líbia e no Mali.

      O terceiro tanque externo (ao invés dos dois comumente vistos) permite um pouco mais de tempo de voo entre um Revo e outro, seja num longo percurso até o alvo ou para mais tempo de missão, o que alivia um recurso (uso dos aviões de revo) que foi considerado escasso tanto numa campanha quanto na outra, e permite mais tempo de permanência sobre a área de ação entre os reabastecimentos em voo. Isso é útil.

      Para esse tempo de permanência ser utilizado de forma também útil, está sendo mostrada a instalação de mais duas bombas, somando seis ao invés das quatro que se via nas fotos operacionais das duas campanhas citadas.

      Tudo isso junto se mostra como uma certa novidade, e se está sendo testado o envelope de voo nessa configuração, é possível que em futuros conflitos vejamos seu emprego. Pode ser que não e que fique restrita ao marketing, é claro. Poderemos pôr essas hipóteses à prova mais à frente, pois conflitos não deverão faltar, como não têm faltado.

      O que está “sobrando” um pouco, na minha opinião, é mísseis ar-ar. Acho que o par de Mica sob as asas está demais, bastariam os dois Meteor sob a fuselagem e os dois Mica nas pontas das asas, para uma configuração swing role mais do que satisfatória e que diminuiria um pouco o arrasto. Talvez o excesso de marketing esteja aí, visando impressionar clientes externos com as imagens.

      Saudações.

  37. Oh Bosco,

    “Quanto aos MiGs travarem no SR-71, há de se saber o que quer dizer “travar”.
    Quantas vezes houve esse travamento?”

    Pode-se dizer que o MIG 31 foi praticamente a gota d’água para que a Administração Reagan desse o ponta pé que faltava no Programa Guerra nas Estrela, que no fim deu xabú mas deu ao mundo o GPS com o programa NavStar e resolveram completar também o programa do B-1.

    Tudo isso porque os pilotos dos Blackbirds não conseguiam mais ir e voltar da Ex-URSS mais impunes, pois os Foxhound interceptavam suas rotas e conseguiam acompanha-los (com o radar lógico) por um bom tempo. Os Sr-71 subiam, aceleravam e percebiam que ainda estavam sendo acompanhados.

    O que eles levaram um tempo para entender, era que as esquadrilhas de MIG 31 funcionavam como uma matilha, fechavam uma rota, forçando os Blackbirds a outra, onde já tinha mais outra esquadrilha a espreita. MIG 31, era fã do bichão.

    Qualquer semelhança com o conceito de matilha que o F-35 propõe não é mera concidência. 😉

    Sds.

  38. Vader
    24 de janeiro de 2014 at 18:58

    Pensei seriamente em como comentar o que escrevestes sem te ofender e admito que foi bem difícil, já que teus dois comentários neste post ultrapassaram o ridículo…

    Mas eu acho que posso dizer que tenho decência Sr. Vader, e tenho mente sã também!

    Demos uma olhada nesta imagem:

    http://d3e11nsse60sj1.cloudfront.net/wp-content/uploads/2012/01/israeli-f16.jpg

    Que idiotas estes israelenses em, que caças imprestáveis!

    “Apenas um Sith pensaria de um modo tão absoluto”!

    Obs. Antes de me chamar de “rafalechete”, sou um defensor do Gripen NG na FAB, mas pra mim é apenas um caça, não uma religião… O Rafale não é o capeta! 😛

  39. Nunão,

    “Talvez o excesso de marketing esteja aí, visando impressionar clientes externos com as imagens. ”

    E já acho que só se vai com uma configuração MEGASUPERPOWER dessa ai com superioridade aérea ou com escoltas….

    …. e nesse caso, quem está sobrando é o par de Meteor ou melhor, está sendo subutilizado.

    – se a “coalizão” tiver superioridade aérea garantida, o que eventualmente aparecer e eu usar o Meteor, provavelmente será um desperdício. Em operações como a Southern Watch em 1996, os F-16 já não decolavam para PAC em suas Kill Box levando os AIM-120 e levavam apenas um par de AIM-9. Isso acontecia pela simples falta de ameaça significativa e do próprio desgaste dos mísseis, que sabemos, “perde” vida útil quando está “voando” na asa de uma aeronave, apesar dos mísseis que vão no “corpo” da aeronave sofrerem menos, mas ainda sim sofrem.

    – no segundo caso, com as escoltas, o Meteor também estará sendo subutilizado, pois a não ser que o cara seja muito fominha rsrsrs, ele irá se desviar da missão para ir atrás de um kill alijando toda a carga, mas isso só poderia acontecer se houvesse um verdadeiro enxame de inimigos e até as escoltas estivessem em perigo, mas ai, ISSO É UM MEGA PROBLEMA DE INTELIGÊNCIA E PLANEJAMENTO.

    Mas as fotos ficaram o bicho…:) lembram até os F-4 no Vietnam, com uma carga de 18 Mk-83(?), akilo sim era carga pesada em um caça rsrsrs.

    Obs.: sim… eu seu, todas burras. 🙁

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7c/F-4E-81st-tfs.jpg

    Sds.

  40. Lyw,
    O Carlo Kopp é um dos maiores admiradores da tecnologia russa e é um crítica feroz da tecnologia ocidental.
    Veja o que ele diz sobre o Super Hornet, principalmwnte na parte dedicada à redução do RCS:
    (http://www.ausairpower.net/SuperBug.htmlP)
    Quanto às comparações entre o RCS das mais diversas aeronaves há muitas tabelas para corroborar minha afirmação, mas como todas são muito parecidas…
    (http://defence.pk/threads/rcs-of-different-fighters.20908/)
    (https://www.facebook.com/5thGenerationFighterAircrafts/posts/573867899291446)
    Mesmo em tabelas mais pessimistas, o RCS do SH nunca é menor do que o do Rafale.
    Um abraço.

  41. Caro Grievous

    Concordamos novamente, apenas uma ressalva:

    Para mim a jaca não teria entrado nem na lista curta.

    Explico:

    Sempre afirmei que é uma bela máquina, mas todos os custos envolvidos, da aquisição a flanelinha do PB, mais o que os franceses fizeram no pós venda mundo afora e principalmente com o Brasil, tô fora.

  42. Pra facilitar, o que o Carlo Kopp escreveu sobre o SH:

    “The F/A-18E aircraft makes considerable use of panel join serration and edge alignment. Close inspection of the aircraft shows considerable attention paid to the removal or filling of unnecessary surface join gaps and resonant cavities. Where the F/A-18A-D used grilles to cover various accessory exhaust and inlet ducts, the F/A-18E/F uses centimetric band opaque perforated panels. Careful attention has been paid to the alignment of many panel boundaries and edges, to scatter travelling waves away from the aircraft boresight.

    It would be fair to say that the F/A-18E/F employs the most extensive radar cross section reduction measures of any contemporary fighter, other than the very low observable F-22 and planned JSF. While the F/A-18E/F is not a true stealth fighter like the F-22, it will have a forward sector RCS arguably an order of magnitude smaller than seventies designed fighters. Since every deciBel of RCS reduction counts until you get into the range of weapon payload RCS, the F/A-18E/F represents the reasonable limit of what is worth doing on a fighter carrying external stores. None of the RCS reduction features employed in the F/A-18E/F are visible on any of the three Eurocanards, which raises interesting questions about the relative forward sector RCS reduction performance of these types.”

  43. Bosco,

    já me metendo no papo de vc’s, gosto muito das análises do Air Power Australia que é chei de diagramas e tem as fuguras tb rsrsrs.

    Mas no trecho: “None of the RCS reduction features employed in the F/A-18E/F are visible on any of the three Eurocanards, which raises interesting questions about the relative forward sector RCS reduction performance of these types.”

    acho que isso leva a gente a especular se o NG terá algum tratamento semelhante ou até se esse flerte da SAAB com a Boeing não poderá abrir uma brecha para isso.

  44. Vader,

    Sou leitor do poder aéreo desde quando você ainda “atendia” por Felipe CS. Mas tudo bem, vou recolher-me a minha insignificância diante de vossa majestade e não lhe dirigirei mais a palavra!

  45. Oganza,
    Eu acho que o Gripen já tem um RCS bem reduzido e embora deva ser maior do que o do SH, mais ou menos se encaixa em outro trecho da análise do Carlo Kopp, quando diz: “Since every deciBel of RCS reduction counts until you get into the range of weapon payload RCS, the F/A-18E/F represents the reasonable limit of what is worth doing on a fighter carrying external stores.”
    Não creio que se consiga uma redução que faça muita diferença tendo em vista que o NG leva sua “carga” externamente.
    Talvez numa configuração mais enxuta (por exemplo, com 4 mísseis ar-ar) a pequena diferença de RCS entre os caças se faça sentir, mas não na maioria das vezes.
    Nesse caso o SH leva uma ligeira vantagem porque tudo indica que tem um RCS menor enquanto seu radar é o mais “potente”, de maior alcance, dentre os de 4,5 G.
    Acho que a parceria vais se dar mas é em relação ao quinta geração que a SAAB anunciou.
    Um abraço.

  46. Caros colegas que comentaram sobre o Tio David:

    Líbano, sem comentários.

    Egito, desde o acordo de CD nada acontece.

    Jordânia, idem.

    Syria, faz tempo que não há uma campanha em larga escala, mas as poucas que aconteceram foram acompanhadas de escolta.

    Iraque, idem e com revoo.

    Irã, nunca aconteceu, mas:

    Seriam com escoltas em largo número, revoo idem.

    Ai é que está a dúvida ?

    Israel teria condições de atacar o Irã depois que este adquiriu novas(?) capacidades?

    Isso importaria em quantas baixas?

    Calculadas e suportáveis?

    Qual seria a relação baixas x benefícios efetivos?

    Muitos falam que Israel não está disposto “pagar para ver”.

    Outros falam que essa ação seria uma combinação de forças e suas tecnologias do primo Jacob com o Tio Sam.

    Pelos fatos mais recentes há direção é que não saberemos, felizmente ou não é outro assunto, somente o tempo dirá.

    Mas creiam-me, se o Estado de Israel for atacado ou sofrer uma ameaça que sobre o ponto de vista do Vovô Moses pode ser extremamente grave:

    a família Mordechai vai agir com Tio Sam ou sem ele.

    Ai se conhecerá verdadeiras capacidades bélicas de Israel combinadas com doutrinas e estratégias de ‘tirar o inimigo do pé”

    Não estou falando da BombNuc, mas de um conjunto de meios somadas a sua alta disponibilidade.

    Alias, tenho dúvidas se o Tio David vai de F 35, irão testar a exaustão e terá que vir ‘num precinho ó” o pct completo, mais estoques em larga monta, deverá ser uma quantidade restrita para poderem analisar melhor e por ai vai ….

    Sei lá, isso vai dar muito assunto ainda mais adiante.

  47. Caro Bosco,

    contigo é só aula seguida de mais aulas, gratificante.

    Minha ignorância técnica no assunto está aliviada com seu comentário: SH era o “the best” mesmo, nossa opinião.

    Mas reitero, tá bom, tá trancham !

    Creio que teremos meno$ problema$.

  48. Caros

    Matéria do próprio PA:
    http://www.aereo.jor.br/2010/02/01/um-pouco-sobre-secao-reta-radar-rcs-e-tecnologia-stealth/

    Typhoon não fazer supercruise eficiente, super lobby com RCS 0,1…

    Tem gente jogando supertrunfo com cartas de tarô, acredito.

    Existem sites da red flag, do exercício europeu de liderança de caça, e demais dados relevantes, como comandantes de Esquadrões identificado (diferente daquele paquistanês que disse ganhar da RAF em dogfight…). O rafale é caro, não seria o meu caça preferido, mas dizer que ele é ruim é querer forçar a barra. Ótimo caça multifunção, um dos vetores top do mundo, assim como o F-15 (que leva desvantagem BVR e provavelmente WVR) F-16, Typhoon, Gripen, Tornado…

    Se o super lobby fosse “tão bom” os EUA teriam-no comprado para equipar sua guarda nacional no mínimo. A USAF ainda usa F-16 block 25 e nenhum f/a-18 e/f, e essa aeronave só tem dois operadores. É bom caça naval, e bem maior que o legacy hornet, sem nenhum revestimento furtivo nem baias de armamentos conformais: como teria RCS menor?

    Enfim, nada impede que tenhamos um ou outro vetor preferido (e eu sou fan declarado do Typhoon), mas temos que basear o debate em argumentos factíveis.

    Saudações a todos.

  49. Caro Ivany, os dados que o Bosco passou do Super Hornet foram “validados” pelo maior russófilo do planeta, o tal de “Dr. Kopp”.

    Não é porque a USAF não o utiliza que ele não possa ter RCS menor que o do F-16, isso é uma bobagem dita pelo Sr., em se tratando de caças com 30 anos de diferença de projeto. A USAF nunca usou o SH porque quando este veio à luz ela estava entupida de F-15 e F-16, e mais preocupada com os seus stealth F-22 e F-35. Simplesmente não havia espaço para outro caça. Ademais, sabemos da rixa histórica entre as duas forças com relação a suas aeronaves.

    No mais, antes de duvidar do baixo RCS do SH sugiro ao amigo OLHAR fotos do mesmo e verificar, como diz o artigo do Aéreo, diversas das características stealth aplicadas no SH, características estas que de fato não se aplicam no mesmo grau a nenhum dos eurocanards.

    Sds

  50. PS: acho triste o amigo chamar de “super-lobby” uma das mais poderosas aeronaves do mundo, e o caça que carrega o piano da mais poderosa força aeronaval que jamais singrou os sete mares.

  51. Caríssimos, a USAF não utiliza o F/A-18E/F porque desde o fim da Desert Storm eles assumiram o compromisso de NUNCA MAIS comprar um caça que não fosse stealth. Se vocês não acreditarem, podem pesquisar quantos caças não-stealth a USAF adquiriu depois de 1991. Verão que o número é NULO. Não por acaso, a idade média da frota de F-15 e F-16 está muito avançada, com pilotos mais novos que seus caças.
    Além disso, NUNCA que a USAF compraria um caça naval. Se fosse para adquirir mais vetores de 4,5 geração, ela simplesmente iria de F-16 Block 60 ou F-15E+++; não haveria motivo para comprar um caça com o qual não estão familiarizados e no mais… “É do pessoal da Navy”, então já viu. Lembrem que há grande competição entre as Armas naquele país.
    Sobre Carlo Kopp, no artigo em questão o autor afirmou que o F/A-18E/F é o caça mais furtivo com exceção da 5a geração. É lógico, óbvio, evidente e ululante que NUNCA a furtividade do mesmo poderia ser comparada com a de 5a geração, pois ele não possui baias internas. Se “liso” ele possui uma seção reta-radar mínima, NUNCA entraria em combate com tal configuração, pois precisa carregar armas externas: não há alternativa. E aí está o problema: qualquer carga externa no Super Hornet compromete sua furtividade. Quem afirmasse o contrário precisaria provar como um caça cheio de cabides sob as asas (pois ele é incapaz de levar armas semi-conformalmente, tal como F-15 e EF-2000) pode ser “furtivo”.

    Saudações.

  52. Srs

    O projeto de aviões, como a maioria das atividades humanas segue “modas”.
    Na década de 50, para dar combate aos bombardeiros estratégicos, os caças eram interceptores pensados para alta taxa de ascensão e alta velocidade. Daí, tivemos os F104, Lightining, Mirage e F4.
    Porém, na década de 60 os bombardeiros perderam importância e as guerras que aconteceram mostraram as limitações de tais aviões quando quiseram convertê-los em caça bombardeiros. Destes, o F4 foi o que obteve mais sucesso sendo usado até hoje e pode ser designado como o primeiro multirole (designação nova para uma velha coisa).
    Na década de 70, enquanto os norte americanos mantinham a filosofia de terem a aviões mais especializados (depois do fracasso do F111) e partiram para caças ainda puros (F15 e F16) os europeus se encantaram com a idéia do avião faz tudo e investiram no Tornado que acabou sendo um ótimo avião de ataque mas um sofrível caça (apesar da versão F3 ter sido aprimorada como interceptor).
    Apesar dos relativos fracassos anteriores, os planejadores militares e fabricantes continuaram perseguindo a idéia, os primeiros encantados por terem uma economia na logística e os segundos para terem um produto para empurrar aos clientes para qualquer necessidade imaginável.
    Assim os europeus deram seguimento as tentativas para obterem aviões faz tudo e os conflitos seguintes, por envolverem oponentes dissimilares deram base para a idéia, tanto que o Tio Sam também aderiu, com os F16, originalmente pensados como caças leves virando caças bombardeiros e o F/A 18 sendo desenvolvido para substituir os F4, A7 e A4.
    Os Rafale, Gripen, Typhoon e F18 são desta safra, diferindo apenas no grau que são mais eficientes como caça ou bombardeiro, visto que são soluções de compromisso.
    Pelas características e resultados divulgados, pode-se dizer que os Gripen e Typhoon foram pensados mais como caças e os Rafale e F18 foram pensados mais como bombardeiros.
    De qualquer forma, qualquer um deles perde em agilidade conforme carregam mais equipamentos pelo peso adicional e pelo maior arrasto. Assim defender a idéia que um deles, no limite de peso e de arrasto pode ter um comportamento dinâmico adequado para operar sem escolta em um TO onde haja alguma defesa aérea, como sugere a configuração apresentada, é um exemplo de insensatez. Serve como propaganda, mas nenhum comandante sensato faria isto.
    É claro que é possível carregar um avião quase no limite com bombas ou mísseis ar solo, porém este avião deverá operar com escolta ou em área sem oposição aérea. Observem que mesmo na Líbia os aviões que operavam como bombardeiros contaram com escoltas, o que já diz tudo sobre a questão.

    Sds

  53. Ivany,
    Para cada característica stealth que você apontar no Gripen ou no Rafale eu aponto 3 no SH.
    Os próprios dados do Aereo que você postou o link não corroboram seu comentário das 16:04.
    Nenhuma tabela de 2007 pra cá coloca o Super Hornet com RCS maior que a dos eurocanards.
    Esta tabela do Aéreo que você indicou é mais antiga, formulada no final de década de 90/início de 2000.
    Vale salientar que está história de RCS reduzido em caça de 4,5ªG começou com o Super Hornet, que apesar de 40% maior que o F-18 agregou uma série de características de “forma” visíveis até para um leigo, que visava a redução do RCS. Sem falar na utilização de materiais RAM e equivalentes.
    Há vinte e poucos anos nem se discutia isso em relação ao Rafale.
    Outra coisa meu amigo, eu em lugar algum disse que o Rafale é ruim. Muito pelo contrário. Acho ele um excelente caça e torço para que tenha sucesso mundo afora.
    Não gostava dele para a FAB, mas mesmo assim era o que considerava o segundo mais indicado para o F-X2, depois do SH.
    Quanto a exercícios de combate aéreo, me interessaria por “dados” e não por notícias.
    Noticiar que no exercício de tal ano o caça X foi vencedor, pra mim é completamente fora de contexto. Não sei quantas simulações de combate teve naquele exercício, daquele ano. Costumam ser dezenas.
    Não sei as regras usadas no tal exercício.
    Não sei como um dado caça se sai nos outros exercícios dos outros anos. Não sei como um dado caça se saiu em outros exercícios, de outros países.
    Não sei quais eram os objetivos dos exercícios.
    Eu sou cético por natureza (e ateu por convicção) e não me iludo com perifotos com porta-aviões ou fotos de HUD com caças na mira.
    O fato de um caça “ganhar” tal exercício neste ou naquele ano e que teve o F-22 ou o Rafale ou o Gripen na mira pra mim é uma informação isolada que sozinha não acrescenta nada, e usar isso como prova de alguma coisa é que considero jogar super trunfo com cartas de tarô.
    E se você acredita na alegada capacidade supercruise do Typhoon, de Mach 1.3, armado (??) fique à vontade. Eu particularmente nunca vi nada oficial a respeito, nem do fabricante nem dos usuários.
    Se tiver um link confiável, por favor, me indique.
    Um abraço!

  54. Não sou ingênuo de dizer que um caça é ruim porque tem um RCS de 0,75 m² e outro é melhor porque tem RCS de 0,25 m². Ora! Já passei dos cinquenta e há muito não me deixo levar por picuinhas.
    Isso é uma diferença tão irrelevante que a USAF nunca mexeu no seu F-16, que desde sempre tem um RCS na faixa de 1 m².
    A coisa começa a ficar relevante quando há diferença de uma ordem de grandeza, na faixa de 10X mais ou 10X menos, o que denota uma redução ou incremento no alcance de detecção de um determinado radar na ordem de 50%.
    Vale salientar que os dados de RCS (em geral, especulativos) dispostos na internet dizem respeito geralmente ao aspecto frontal e serve para qualquer radar, seja operando na banda X, Y ou Z. rsrsrs

    Quanto ao RCS do SR-71 ao qual referi num comentário anterior como sendo de 5 m² foi um erro de digitação. Queria ter escrito 0,5 m².

  55. Caros

    Vejam os depoimentos de pilotos de F-14 que passaram a operar o super lobby na Marinha. Nunca encontrei nenhum piloto falando bem do vetor sucessor, o rosário de queixas é tão grande que gerou um livro.

    Vocês estão comparando um avião feito gambiarra em outro projeto, o legacy, que voa torto para compensar os adendos, que tem projeto convencional de aeronave (não foi levado em conta nenhum design ou revestimento “stealth”) e dizendo que ele tem o RCS de um f-117. Pois é, eu que não vou ficar com raiva, ofender e discutir com os senhores. Cada um pensa da maneira que quiser e interpreta os dados da maneira que quiser.

    Só que pelo o que eu entendo de engenharia aeronáutica e dinâmica de vôo, é impossível esse RCS para o super lobby (que ainda é um bimotor).

    Sobre a mach 1.4 supercruise do Typhoon, existe o relatório final técnico da Suíça (de onde o Gripen NG saiu vencedor) em que a Força Aérea Suíça fala exatamente este número. Lógico que ninguém é obrigado a aceitar testes de uma força aérea, todos têm toda a liberdade de discordar ou dizer que determinado teste favoreceu essa ou aquela aeronave…

    Enfim, saudações a todos.

  56. RCS igual do F-117? Quem foi o louco que disse isso?

    Quanto a “voar torto”, talvez seja porque ele esconde sua sonda de reabastecimento enquanto a do Rafale fica lá espetada direto. rsrsrsrs

    Também me retiro da improdutiva discussão.

    Um abraço a todos.

  57. Nunão

    Eu li as 4 matérias sobre o desenvolvimento do sh, mas em nenhuma delas lembro de ver algo relacionado à diminuição do RCS. Do link que voce me passou, só estão acessíveis a 2ª e a 4ª partes.

    Quanto ao propagado por alguns aqui, a RCS do f/a-18 slh sendo 0,1m², basta ver a matéria do assunto que postei o link anteriormente (do próprio PA), bem como inúmeros sites e estudos do f-117 que classificam esta como sendo sua assinatura “molhado”. Ainda sobre isso, querer dizer que um bimotor tradicional, grande, cheio de armamento (10 estações) tem menos assinatura que o Gripen, dentro dos meus conhecimentos (e lógico que não sou engenheiro, só aficionado) é loucura.

    Quanto à avaliação de avião mesmo, sou muito mais o legacy do que o super lobby, e o primeiro só foi suplantado pelo alcance do segundo. E o fato do Rafale M ter sido cogitado para a marinha dos EUA já mostra a qualidade do avião. No meu entender, Mig-29KRu e Rafale M são os melhores caças navais da atualidade.

    Outra que ia me esquecendo: A Grã-Bretanha recebeu uma proposta de venda, a preço simbólico, de uma frota de 30 aeronaves super lobby dois anos antes do Harrier GR9 sair de operação na Royal Navy. Preferiram ficar sem aviação de asa fixa naval à operar os lobeiros.

    Saudações a todos.

  58. Iväny,
    Ninguém aqui, pelo menos eu não, defende que o RCS de um SH carregado em suas 11 estações é menor que o de um Gripen sem carga.
    Isso seria um absurdo, tanto é que ninguém ousou expressar essa ideia.
    Todos os dados de RCS sobre caças disponíveis na internet dizem respeito à configuração limpa, sem cargas externas.
    Qualquer dado sobre o RCS de uma aeronave nas diversas configurações de carga externa é pura especulação, e para comparar caças, parte-se deste princípio.
    Quanto ao F-117, creio que você não leu direito o artigo do Aéreo que indicou.
    Vamos ao artigo do Aéreo:

    “Abaixo, algumas projeções de RCS de aviões de combate e mísseis:

    B-52: 100 m2
    F-4, A-10: 25 m2
    B-1B: 1 m2
    Tornado: 8 m2
    MiG-21: 3 m2
    MiG-29: 5 m2
    F-16C/18C: com RCS reduzida, 1,2 m2
    F-18E, Rafale 0,75 m2
    Gripen: 0,1m2
    Eurofighter 0,25-0,75 m2
    Exocet, Harpoon 0,1 m2
    JSF: 0,005 m2
    F-117, B-2, F-22: 0,01 a 0,001 m2
    F-22: os requisitos de RCS eram de 1/1000 do F-15, o que foi provavelmente atingido. Se a RCS do F-15 for de 25 m2, o F-22 teria 0.025 m2 na pior projeção.

    Como vê o F-117 tem um RCS de acordo com a tabela contida no artigo do “Aéreo” que você indicou, na pior das hipóteses, de 0,01 m², portanto, no mínimo 10 X menor que o RCS que eu coloquei com sendo do Super Hornet numa configuração limpa, que é de 0,1 m².

    Um abraço.

  59. Isso, eu confundi pela quantidade de zeros. Mas eu não disse também que o super lobby full é mais discreto que o Gripen, ou que vocês teriam dito isso. O que eu digo é que ele é bem maior (pela grande quantidade de estações de armamento) que o Gripen e gera muito mais calor (precisamente o dobro do Gripen NG, já que usam o mesmo motor), portanto, esses dois somados geram mais assinatura no radar.

    Existem algumas discrepâncias desta tabela com outras, mas não sobre os aviões que eu queria comparar. Esse é um assunto delicado, inclusive, pois o cálculo é bem sensível e qualquer medida não tomada em conta altera o resultado, então, nada que deprecie o PA. Mas é sabido, amplamente por exemplo, que o Mig-29 tem menos assinatura que o Mig-21.

    Existe essa rivalidade do pessoal da Navy e da USAF, mas ela não foi maior que o f-4, por exemplo, operado por ambos e ainda pelos marines.

  60. Caro Ivany, a assinatura de calor dos motores pode até influenciar no espectro infravermelho da traseira de um caça (curioso é imaginar que algum caça, exceto o F-22, não seja detectável em seu quadrante traseiro, coisa aliás de pouca utilidade prática, vez que salvo situações muito específicas, uma interceptação jamais se dá por tal quadrante), mas não tem influência alguma na assinatura de radar. São coisas tão diferentes quanto ar e água.

    O amigo claramente não gosta do Super Hornet, como eu não gosto do Rafale, por exemplo. Direito seu.

    Daí a dizer que tal caça é uma porcaria, como o amigo quer, vai uma distância muito grande. Acho que os dados expostos pelo Bosco, sem falar na contradição em que o amigo se meteu, ao citar dados que dizem exatamente o contrário de sua tese, acabam com a discussão.

    Sds.

  61. Voltando ao assunto do Rafale, cada vez mais fica fundamental o contrato com a Índia ser assinado logo, e é claro que a divulgação das fotos dos testes dessa matéria sejam, além da justa divulgação um esforço ligado a questões operacionais, um esforço de marketing (só discordo dos testes em si serem puro marketing, como alguns argumentam).

    Tomara que as fotos sejam mais um elemento para ajudar as coisas a andarem mais rápido na Índia (afinal, a Força Aérea Indiana faz pressão todo dia para tudo andar mais rápido).

    Quanto mais tempo passa, mais outros assuntos resvalam na venda à Índia, desde coisas sérias como as negociações básicas de cunho industrial, passando pela morte por ataque cardíaco do principal negociador indiano, até questões econômicas como a queda constante do valor da rúpia (gerando cortes nos orçamentos militares, o que voltou à baila nos últimos dias) e políticas como as eleições indianas que estão se aproximando.

    Agora, parece que até coisas não relacionadas têm potencial de gerar estorvos: o caso da mudança da primeira-dama francesa, por exemplo.

    Jornais estão dando conta da saia-justa de uma viagem à Índia (com objetivos humanitários) que a agora ex-primeira dama tinha marcado e que até poucos dias atrás ela ainda insistia em ir.

    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/francois-hollande/10596820/President-Hollande-the-very-public-face-of-a-private-affair.html

    Eu sinceramente estou na torcida para que o contrato do Rafale na Índia saia logo, de preferência até março, final do ano fiscal indiano (o que está logo aí).

    Afinal, até a pulada de cerca do presidente francês já ganhou potencial de gerar problemas para o acordo! Nenhum caça merece tanta confusão no caminho de ganhar seu primeiro contrato de exportação.

  62. Vader

    Não acredito que o f-18 sh seja uma porcaria. Ele é inapelavelmente um ótimo caça naval. Também é ruim de negócio (2 operadores), mas como você mesmo falou, é a aeronave mais importante no combate da USNavy. Não gostar da aeronave não significa que eu sou louco. Eu me baseio, nos contra-argumentos a favor dele, em depoimentos dos próprios pilotos. Tem um livro exaltando o F-14 e descendo o pau nele. Eu ficaria feliz se ele viesse para a Marinha, por exemplo.

    O combo de área alar e alta temperatura aumenta a detecção no radar. Quanto mais quente, mais reflexo gera aos pulsos de rádio, uma vez que estes também são eletromagnéticos, portanto, uma forma de calor. Claro que os IR são outro esquema de ondas, baseado exclusivamente na detecção de calor sem ressonância eletromagnética. Nesse ponto em específico, a discordância foi em relação à RCS do super lobby e sua impossibilidade de ter uma menor do que Gripen, Typhoon e Rafale, por exemplo.

    Enfim, o caça que eu prefiro é o Typhoon, mas por gostar dele não posso desmerecer os outros. Analisando ainda pela lógica de aeronave x negócio que o amigo gosta de usar, o F-15 tem contrato até 2022, e discordamos sobre o melhor entre os dois (F-15 x F/A-18 E/F). O F-15 custa quase o dobro e mesmo assim tem mais mercado que o sh. O lobbysta tem uma dificuldade de mercado externo e perdeu várias concorrências, mas eu não vejo as coisas apenas por esse lado.

    Pelo ponto de vista de equilíbrio de forças, para que o Rafale não acabe, também tô na torcida que o contrato indiano saia. A diversidade de vetores de ponta na aviação mundial é benéfica para nós, os aficionados.

  63. Srs

    A indústria aeronáutica de defesa européia, francesa inclusa, parece estar na condição daquele que tem uma solução à procura de um problema.
    Os caças e aviões de ataque novos hoje disponíveis, exceto o F35 e os chineses, foram concebidos nas décadas de 70 e 80, em plena guerra fria.
    O problema é que a situação geopolítica mudou bastante e segue mudando, e os conflitos, em sua maioria são assimétricos ou mesmo de baixo nível tecnológico geral.
    Para estes conflitos, faz falta aviões de custo operacional e de compra baratos, compatíveis com esta realidade.
    Até o Tio Sam veio queimando dólares no Afeganistão por anos a fio por não dispor de avião de ataque de custo de operação baixo e robusto para operar na região.
    É claro que o cenário vem mudando e as condições geopolíticas sinalizam que esta janela relativamente calma de conflitos assimétricos deve acabar, mas mesmo assim, os conflitos de baixa intensidade, mas de longa duração devem continuar nas regiões periféricas, particularmente na África; e aviões simples, robustos e baratos tem um razoável mercado potencial.
    Porém, os europeus estão mergulhados em seus projetos de décadas passadas, tentando recuperar o investimento, e o Tio Sam atolou-se em seus stealth.
    A coisa está de tal ordem que um F20 teria mercado, pela sua simplicidade e custo; até porque muitos países ainda tem relutância em comprar aeronaves dos chineses, os únicos que parece estar vislumbrando tal mercado.

    Sds

  64. Caro Ivany, o F-16 teve até filme descendo o pau nele quando foi lançado, e não era filme B não, era Hollywood! O mesmo aconteceu com o F-4 em seu tempo, e certamente acontecerá com o F-35. Isso não quer dizer nada.

    Qualquer aeronave com motores jato é plotável no espectro IR, e isso independente de ter um ou dois motores. O seeker IR do míssil vai identificar um ou outro do mesmíssimo jeito.

    Radares trabalham em bandas. Não sou técnico no assunto, mas creio pouquíssimo provável que um radar (que como o nome diz trabalha com ondas no espectro de RÁDIO) possa detectar sinais infravermelhos, e vice-versa. São instrumentos completamente distintos. Ha artigos no Aéreo sobre isso (a enciclopédia Nunão pode lhe ajudar nisso); sugiro consultá-los antes de dizer que maior espectro IR interfere na seção cruzada de radar.

    Por fim, o Rafale não é um caça ruim, mas é um péssimo negócio para qualquer força aérea que não seja francesa. Já o Super Hornet não é o melhor caça do mundo, mas é indiscutivelmente um ótimo negócio para um monte de forças aéreas. E lembro ao amigo que o SH JÁ É usado por uma força estrangeira. O Rafale não.

  65. Prezados,

    essa comparação de A Vs B está quase sem sentido, sem falar no tal “super lobby” e o fato de só ter 2 operadores, ambos satisfeitíssimos.

    No caso de F-15 e F/A-18 SH, ambos são máquinas absurdas e o que vai determinar a vitória dessa ou da aquela nação usando algum dos vetores em questão Vs Typhoon ou Rafale (também absurdos), será o contexto das operações + a que sistemas de defesa eles estarão inseridos… se vai ter AWCS ou não, redes SAMs, radares em terra, defesa costeira, etc… etc… no mais estamos falando de exercícios, onde TODAS as situações são controladas tanto pra a segurança do mesmo quanto para se atingir os objetivos propostos.

    E quanto a opiniões de pilotos “declarando” que a Força perdeu com a saída do Tomcat, isso é relativo, pois é a opinião de um operador de um vetor específico que cumpria uma tarefa específica em detrimento de um vetor que passou a cumprir várias outras tarefas que o F-14 não poderia cumprir por conta da gênesis de seu projeto. Na verdade os pilotos reclamam mais hoje em dia é da quantidade de coisas que eles tem que dar conta, pois os vetores são muito mais capazes.

    Mas falei do F-15 e F/A-18 SH no início porque esse é um “problema” da Boeing, pois esses são seus 2 únicos AC no mercado e a LM está “garantida” pelos próximos 40 anos com o F-35. E do ponto de vista da industria de defesa, a Cia de Seattle ainda não tem um produto novo para ser oferecido na próxima década, quando as linhas de produção de seus ACs estará fechada. Dai me chama a atenção a análise do Control, onde a tal ordem mundial teria espaço até para o F-20, e então me lembro do T-X, que quem sabe não possa ser a contra partida americana para dar resposta a essa demanda com um AC de treinamento avançadíssimo numa versão fighter e mais barata de adquirir e operar que um Gripen E/F por exemplo.

    Sds.

  66. Mas voltando ao post,

    essa configuração do Rafale é na melhor das hipóteses um desperdício, como disse no meu post – 25 de janeiro de 2014 at 0:07

    Isso ai só serve para impressionar quem não conhece absolutamente nada de aviação de combate, porque NENHUM comandante sério de alguma Força Aérea minimamente séria iria se deixar levar por tal capacidade, apesar da configuração ser possível.

    Segue.

    E já acho que só se vai com uma configuração MEGASUPERPOWER dessa ai com superioridade aérea ou com escoltas….

    …. e nesse caso, quem está sobrando é o par de Meteor ou melhor, está sendo subutilizado.

    – se a “coalizão” tiver superioridade aérea garantida, o que eventualmente aparecer e eu usar o Meteor, provavelmente será um desperdício. Em operações como a Southern Watch em 1996, os F-16 já não decolavam para PAC em suas Kill Box levando os AIM-120 e levavam apenas um par de AIM-9. Isso acontecia pela simples falta de ameaça significativa e do próprio desgaste dos mísseis, que sabemos, “perde” vida útil quando está “voando” nas asas de um AC, apesar de que os mísseis que vão no “corpo” da aeronave sofrerem menos, mas ainda sim sofrem.

    – no segundo caso, com as escoltas, o Meteor também estará sendo subutilizado, pois a não ser que o cara seja muito fominha rsrsrs, ele irá se desviar da missão para ir atrás de um kill alijando toda a carga sendo que as escoltas estariam lá. Mas isso só poderia acontecer (o alijamento da carga) se houvesse um verdadeiro enxame de inimigos e até as escoltas estivessem em perigo, mas ai meus caros, ISSO SERIA UM MEGA PROBLEMA DE INTELIGÊNCIA E PLANEJAMENTO.

    Sds.

  67. Oganza,

    Ainda acho que estão fazendo tempestade em copo d’água com isso.

    Em relação à configuração que foi usada operacionalmente (ou seja, em condições reais de combate) em determinadas fases dos conflitos da Líbia e do Mali, que era de quatro bombas guiadas (ou mísseis) ar-solo, quatro mísseis ar-ar, e dois tanques externos, o que basicamente se fez foi aumentar tudo em um terço para esses testes.

    Eu acho que em algumas situações essa configuração pode ser útil sim, como a composição de um pacote de ataque a longo alcance. As variáveis dos conflitos possíveis são muitas. Acho que se está deixando de olhar para elas e para as dinâmicas das operações. Dá a impressão de que, na crítica, estão achando que para toda e qualquer situação os caças decolariam com essa carga, ou que toda uma esquadrilha decolaria para um ataque com todas as aeronaves exatamente nessa configuração, quando essa é uma de muitas opções possíveis para atender a inúmeras variações de emprego.

  68. Outra coisa:

    Às vezes se olha de forma muito estreita para um conflito na hora de compará-lo com outro.

    Algumas perguntas que podem ser pertinentes buscar resposta: na intervenção no Mali, que foi um esforço de uso de aviões de combate basicamente francês (diferente da Líbia, que envolveu caças de outros países, ou do Iraque e Afeganistão) por que os caças Rafale iam para as missões com mísseis ar-ar? Por que eles comumente portavam quatro mísseis Mica além dos armamentos ar-solo? Só para desgastar os mísseis? Só para propaganda? E isso em surtidas em que o alcance e a falta de alternativas de pouso poderia ser algo crítico, e em que até o peso de quatro mísseis pode ser algo a se pensar como empecilho?

    Seria por causa de alguma oposição aérea por parte de rebeldes no Mali (o que seria ridículo) ou por causa de uma precaução contra alguma surpresa vinda de vizinhos? Havia guarda-chuva da OTAN no Mali ou os pacotes de ataque franceses teriam que se bastar, no caso de um eventual problema? Que vizinhos tinham que ser convencidos a se juntar aos franceses e operar sob seu guarda-chuva? Após despejar o armamento e mudar para PAC, ou numa volta à base, que surpresas poderiam eventualmente surgir na região, ou em algum outro cenário que possamos pensar?

    Creio que, quando se começa a fazer essas perguntas, o cenário para aeronaves operarem dotadas de um mix de armamento ar-ar e ar-solo pode começar a fazer sentido, conforme o cenário.

    Na minha opinião, e já escrevi isso, há algum exagero em seis mísseis ar-ar nessa configuração dos testes, e creio que os quatro que vimos comumente nas missões sobre a Líbia e o Mali já seriam mais do que o suficiente. Mas não vejo muito mais exagero do que isso não, quando se pensa em explorar a fundo as potencialidades da aeronave.

    Algumas vezes eu vejo comentários cheios de certezas e respostas prontas. Eu gosto muito mais das dúvidas, das perguntas que podem fazer a gente pensar um pouco mais sobre as operações reais e suas possibilidades(independentemente da questão ligada à propaganda do caça, explorada na divulgação desses testes).

  69. Ok Nunão,

    estava escrevendo o post quando li a sequência do seu e acho que o que estava escrevendo meio que caminha um pouco ao lado do que você propõe… então segue:

    claramente não conheço todas as situações possíveis para o envelope de emprego de um AC, mas conheço umas boas 2 dúzias onde simplesmente não consigo conceber tal carga e veja bem, me refiro única e exclusivamente a utilização do Meteor nessa configuração.

    Pois sem ele, é totalmente útil e até necessário, pelo simples fato do Meteor ser um aparato até certo ponto superlativo hoje no mundo e único no inventário do Ocidente.

    Sem ele, só para exemplificar uma situação, eu poderia estar em TO onde teria que atacar alvos onde a perna de ida e volta tivesse que ser feita contornando espaços aéreos não liberados (Nações não colaborativas), e por consequência a zona de REVO tivesse obrigatóriamente que estar afastada pelo risco de alguma reação mais contundente de tais Nações e que dessa forma, cada envelope tivesse que entregar o máximo de carga, com o máximo de permanência e com o máximo alcance possível, mas nessa situação tão belicosa, eu teria que ter escoltas, REVO, AEW, SEGINT, etc… etc. E todo esse aparato é possível apenas para poucas nações, assim como é para poucas a operação do Rafale.

    E em uma configuração pesada assim, o Meteor está atrapalhando mais do que ajudando pois a maioria dos adversários vai enxergar o “gordo” Rafale muito antes do mesmo enxergar a ameaça, que por sua vez vai ligar o PC, vai subir e irá lançar seus mísseis em velocidade supersônica com todos ganhos cinéticos e de alcance que isso proporciona e é ai que entra a escolta e torna o Meteor praticamente um peso morto.

    Sds.

  70. Prezado Lord Vader

    “Por fim, o Rafale não é um caça ruim, mas é um péssimo negócio para qualquer força aérea que não seja francesa. Já o Super Hornet não é o melhor caça do mundo, mas é indiscutivelmente um ótimo negócio para um monte de forças aéreas. E lembro ao amigo que o SH JÁ É usado por uma força estrangeira. O Rafale não.

    Parabéns, comungo da sua afirmação e acrescento:

    Utilizado e em larga escala.

    O Rafale não é ruim, é muito bom !

    Ma$ impagável sobre todo$ o$ a$pecto$ e a convivência $$$ com o$ france$e$ foi pé$$ima.

  71. Caros

    No tocante ao radar, não estou dizendo que ele capta emissões de calor, mas sim, que o aquecimento da célula de avião como um todo aumenta a reflexibilidade de ondas, principalmente no tipo Doppler.

    Quanto aos F-15 e f/a-18 e/f, já houve essa discussão em outros tópicos, principalmente quando do fechamento da linha de montagem do super lobby, cuja causa é a falta de competitividade da Boeing entre os projetos da nova geração (ela perdeu o F-22 e o f-35 para a Lockheed, o segundo amplamente controverso). O que por outro lado não preocupa muito a Boeing por que eles têm o F-15 vendendo a todo vapor até 2022 e uma frota de reabastecedores e transportadores consolidada no mundo. Mas isso já é outro assunto.

    No fim, sobre a configuração em si, desse Rafale, apresentada nas fotos, eu entendo que é uma experiência acima da propaganda. Ele tem potencial para engajar BVR, fazer o trabalho de bombardeio à superfície e ainda defender-se de outras ameaças aéreas na volta pra casa. Pode ser improvável, porque geralmente não se usa um único avião para se cumprir a missão, mas, o poder destrutivo da combinação é muito grande.

  72. Uma grande aeronave. De todos os concorrentes do FX2, acho o Rafale aquele com e desenho mais harmônico. Mas realmente, tanto Rafale como S. Hornet se tornaram máquinas complexas e caras demais para o nosso sempre apertado orçamento, o que tornou o Gripen a escolha mais sensata.
    Uma pena não termos condições de adquirir Gripen E Rafale E S. Hornet. Ou de criarmos os nossos próprios vetores.
    Uma vez decididos pelo Gripen, tomara que aqueles que tomam essas decisões tenham visão suficiente para já começar a pensar no futuro substituto do Gripen, lá por 2050 ou mais, e que seja decidido projetá-lo e fabricá-lo no Brasil, do início ao fim.

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