terça-feira, 25 junho, 2019
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Airshow China 2018: apresentação do caça J-10B com TVC

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O caça Chengdu J-10B equipado com um motor de empuxo vetorado (TVC – thrust vectoring control) realizou hoje uma exibição impressionante no Airshow China 2018.

A aeronave é provavelmente propulsada por uma versão avançada do motor chinês Shenyang WS-10 equipado com um bocal articulado.

A vetorização de empuxo melhora a capacidade de manobra de um caça, já que não precisa depender totalmente de superfícies de controle aerodinâmico.

Com geradores de fumaça rosa nas pontas das asas, o J-10B TVC realizou loops verticais apertados, uma manobra com ângulo alto e lento de ataque, uma manobra cobra e a queda de folha.

O motor WS-10 está equipando os caças J-10 e o J-11, este último uma cópia chinesa do Sukhoi Su-27. Os primeiros J-10 foram equipados com Saturn AL-31FN da Rússia, que é baseado no AL-31F que equipa o Su-27.

Não está claro se a vetoração de empuxo será aplicada aos futuros membros da família J-10.

Airshow China 2018: Embraer projeta demanda de 1.390 novos jatos de até 150 assentos no mercado chinês

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E-Jets E2 da Embraer
E-Jets E2 da Embraer

Zhuhai, China, 6 de novembro de 2018 – A Embraer divulgou hoje, durante a 12ª China International Aviation & Aerospace Exhibition (Exposição Internacional de Aviação & Aeroespacial da China), a mais recente previsão para o mercado chinês de aviação comercial. A Embraer prevê que o mercado chinês irá demandar 1.390 novos jatos com até 150 assentos nos próximos 20 anos (avaliados em USD 82 bilhões, a preços de lista).

“Segundo as estatísticas, o mercado da Ásia-Pacífico teve o maior crescimento em termos de volume de passageiros em 2017. Na China, especificamente para o mercado interno, a taxa de crescimento foi de 13,3%. Graças ao constante ritmo de crescimento econômico, investimento contínuo na construção de aeroportos, a implementação de planos básicos de serviços aéreos e aumento de classe média, fatores que impulsionaram a demanda por viagens aéreas, acreditamos que nos próximos 20 anos, aeronaves com até 150 lugares terão um enorme potencial na China”, disse Arjan Meijer, Chief Commercial Officer, Embraer Aviação Comercial.

Nas últimas décadas, a China introduziu uma série de políticas favoráveis ​​para apoiar o crescimento do tráfego aéreo e alcançou grande sucesso na construção de aeroportos. De acordo com o plano da CAAC, autoridade de aviação da China, mais de 50 novos aeroportos serão construídos durante o 13º Plano Quinquenal. Até 2035, outros 140 aeroportos serão construídos, sendo a maioria será aviação regional. Com o aumento do número de aeroportos, o mercado exige mais aeronaves regionais com um número adequado de assentos para desenvolver novas rotas.

Ao mesmo tempo, os dados mostram que os 30 principais aeroportos da China movimentam quase 80% do total de passageiros, o que resulta na capacidade saturada e na escassez de “slots” em aeroportos centrais. Portanto, a Embraer acredita que as companhias aéreas vão investir mais nos mercados secundários e terciários com abundantes fontes de aviação.

“Os E-Jets e E-Jets E2 da Embraer, com tamanho adequado, atenderão perfeitamente à demanda de mercado em cidades secundárias e terciárias e atenderão às necessidades de várias companhias aéreas. Com grande eficiência operacional e excelente desempenho, os E-Jets e os E-Jets E2 criarão mais valor para nossos clientes chineses, explorarão mercados potenciais para as companhias aéreas, melhorarão a acessibilidade para os viajantes e contribuirão para o desenvolvimento da aviação regional na China”, disse Guo Qing, Diretor de Vendas e Marketing para a China da Embraer Aviação Comercial.

Para atender à crescente demanda por viagens, a Embraer lançou os E-Jets E2, a mais nova geração de jatos da Empresa, com o objetivo de construir a mais eficiente e confortável família de aeronaves de corredor único com até 150 assentos. Até o momento, o programa E-Jets E2 registrou mais de 270 pedidos, dos quais mais de 130 são firmes. Na China, a Embraer registrou 22 compromissos para os E-Jets E2.

Em abril de 2018, a Embraer entregou os primeiros E-Jets E2 do mundo para a Widerøe da Noruega. Até o momento, três E190-E2 já acumularam mais de 2.500 horas de voo com a Widerøe, alcançando um excelente índice de confiabilidade em torno de 99%.

E190-E2

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

Airshow China 2018: PLAAF mostra capacidades na exposição de Zhuhai

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Cargueiro estratégico Y-20
Cargueiro estratégico Y-20

A Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (PLAAF) tem uma grande presença no exibição estática deste ano no Airshow China em Zhuhai, incluindo a inauguração pública de um novo tipo operacional.

A aeronave mais notável da PLAAF em exibição é um UAV, o AVIC Wing Loong II, que pela primeira vez está aparecendo no show nas marcações da PLAAF. Além disso, está no área da PLAAF e foi visto sendo atendido por técnicos da força aérea.

A aparência do tipo, que se assemelha ao Reaper General Atomics MQ-9, sugere que ele está em serviço com a PLAAF. A aeronave em exibição parece ser uma versão anterior do Wing Loong II, já que não possui winglets vistos em exemplos mais recentes promovidos pela AVIC.

Em um panfleto distribuído no evento China Aviation Expo em Pequim, em 2015, as ilustrações da AVIC mostraram que o Wing Loong II tem três pontos duros sob cada asa, cada um capaz de transportar dois mísseis ar-terra, para um total de 12. O Loong I, ao contrário, tem apenas um ponto duro por asa, cada um carregando uma única arma.

Outras aeronaves incluem o helicóptero de ataque pesado Avicopter WZ-10, o avião transporte estratégico Xian Y-20, o transporte tático Y-12, o avião KJ-500 airborne early warning & control (AEW&C) e um bombardeiro estratégico H-6K.

UAV Wing Loong II
UAV Wing Loong II

Os caças em explosição estática incluem um Chengdu J-10B, um JH-7A e um Nanchang A-5. O A-5 é um tipo legado que supostamente se aposentou em 2017. Imagens de mídia social sugerem que o exemplar de exibição estática foi entregue ao show na traseira de um caminhão.

Das aeronaves em exposição, o exemplar mais interessante para os observadores ocidentais é o H-6K, uma versão muito atualizada do Tupolev Tu-16. O tipo tem seis pontos duros para mísseis de cruzeiro de longo alcance. A aeronave em exposição é carregada com os mísseis de cruzeiro K/AKD63B e K/AKD20. Em 2017, uma demonstração do K/AKD63B viu a arma voar por uma janela e destruir um prédio de quatro andares.

Em agosto, um relatório do Pentágono alertou sobre a ameaça dos bombardeios de Pequim. Ele observou que o H-6K tem maior alcance e autonomia do que as versões anteriores do H-6, e oferece uma “capacidade de ataque ofensivo contra Guam”.

O exemplar em exposição inclui vários recursos modernos. Estes incluíam uma cúpula de comunicações via satélite na fuselagem superior, um sensor eletro-óptico sob o queixo da aeronave e um radome fechado para abrigar o radar.

Aeronaves chegando para o Air Show China em Zhuhai

Caça J-10B
Caça J-10B
Caça JF-17
Caça JF-17
Caça-bombardeiro JH-7A
Caça-bombardeiro JH-7A
Aeronave AEW&C KJ-500
Aeronave AEW&C KJ-500
Aeronave AEW&C KJ-2000
Aeronave AEW&C KJ-2000
Aeronave de transporte Y-12
Aeronave de transporte Y-12

FONTE: FlightGlobal

Aeronave EP-3 dos EUA interceptada por caça Su-27 russo no Mar Negro

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EP-3E Aries
EP-3E Aries

MAR NEGRO – Em 5 de novembro de 2018, uma aeronave americana EP-3 Aries voando no espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro foi interceptada por um caça Su-27 russo. Essa interação foi considerada insegura devido ao Su-27 conduzir um passe de alta velocidade diretamente na frente da aeronave da missão, colocando em risco os pilotos e a tripulação.

A interceptação do Su-27 fez um passe adicional, fechando com o EP-3 e aplicando seu pós-combustor enquanto conduzia uma curva inclinado. A tripulação do EP-3 relatou turbulência após a primeira interação e vibrações do segundo. A duração da interceptação foi de aproximadamente 25 minutos.

Enquanto os militares russos estão dentro do seu direito de operar no espaço aéreo internacional, essa interação foi irresponsável. Esperamos que eles se comportem dentro dos padrões internacionais estabelecidos para garantir a segurança e evitar incidentes, incluindo o Acordo de 1972 para a Prevenção de Incidentes no Mar e em Alto Mar (INCSEA). Ações inseguras aumentam o risco de erro de cálculo e potencial para colisões no ar.

A aeronave dos EUA estava operando de acordo com o direito internacional e não provocou essa atividade russa.

FONTE: US Navy

Airshow China 2018: Jato Embraer E190-E2 ‘Shark’ inicia turnê de demonstração

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Embraer 190-E2 - foto de Suresh Atapattu
Embraer 190-E2 – foto de Suresh Atapattu

O jato E190-E2, ostentando a pintura de tubarão na fuselagem, iniciou a turnê de demonstração na China no dia 1º de novembro. Essa iniciativa, que se encerra em 20 de novembro, faz parte da turnê mundial de demonstração do E190-E2. A aeronave visitará vários aeroportos considerados desafiadores na China para mostrar as capacidades da mais silenciosa, limpa e eficiente aeronave de corredor único da nova geração no segmento, especialmente quando estiver operando em mercados exigentes.

A turnê pela China acontece na sequência de apresentações bem sucedidas nos Estados Unidos, África, Europa e, mais recentemente, na região da Ásia-Pacífico, onde o E190-E2 demonstrou excelente capacidade de longo alcance em voos de quase seis horas.

A turnê de demonstração também inclui a estreia da aeronave na 12ª China International Aviation & Aerospace Exhibition (Exposição Internacional de Aviação & Aeroespacial da China), que acontece de 6 a 11 de novembro na cidade de Zhuhai, no Sul da China. O E190-E2 é o primeiro de três novos E-Jets E2 que a Embraer desenvolveu para suceder seus E-Jets de primeira geração. Entre os dias 6 e 8 de novembro, a aeronave estará em exibição estática. A Embraer também terá um estande onde apresentará uma experiência única em realidade virtual dos E-Jets E2.

A Embraer realizará uma coletiva de imprensa em 6 de novembro, das 14h às 15h, na Sala 210, para divulgar as perspectivas de mercado no setor de aviação comercial da China nos próximos 20 anos e de que forma os jatos comerciais da Embraer, com até 150 assentos, apoiam o desenvolvimento da aviação civil da China.

A China é o segundo maior mercado mundial de E-Jets. Entregamos 153 aviões comerciais na região, o que significa que os E-Jets E2 têm uma enorme base para se desenvolver. Em comparação com a primeira geração de E-Jets, o desempenho do E2 atingiu um novo nível. Desde a entrada em serviço do E190-E2, com a Widerøe, em abril deste ano, a aeronave alcançou uma excelente índice de confiabilidade de 99%. Estamos ansiosos para apresentar esta aeronave revolucionária aos nossos operadores chineses”, disse John Slattery, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial.

No final deste ano, a Embraer entregará o primeiro E190-E2 à Fuzhou Airlines, nosso cliente de lançamento dos E-Jets E2 na China. A eficiência e a confiabilidade dos E-Jets E2 permitirão às companhias aéreas crescer com lucratividade e abrir novos mercados”, disse Guo Qing, Diretor de Vendas e Marketing para a China da Embraer Aviação Comercial.

O E190-E2 é o primeiro de três novos E-Jets E2s que a Embraer está desenvolvendo para suceder seus E-Jets da primeira geração. Comparado com a primeira geração do E190, o E190-E2 oferece uma redução de 17,3% em termos de consumo de combustível e quase 10% menos que o concorrente direto. Isso a torna a aeronave mais eficiente de corredor único no mercado. O E190-E2 traz mais flexibilidade com alcance máximo de até 5.300 km, ou cerca de 1.000 km a mais do que o E190 de primeira geração.

O E190-E2 também oferece economias significativas para as companhias aéreas em termos de custos de manutenção, com uma redução de até 25%. A aeronave possui os maiores intervalos de manutenção, com 10.000 horas de voo para verificações básicas e sem limite de calendário na utilização típica de E-Jets. Isso significa 15 dias adicionais de utilização de aeronaves em um período de dez anos.

Os pilotos da primeira geração de E-Jets precisam de apenas 2,5 dias de treinamento e sem a necessidade de um simulador de voo completo para pilotar o E2, o que diminui a carga de treinamento e economiza tempo e dinheiro para as companhias aéreas. O cockpit do E2 apresenta avançada aviônica integrada Honeywell Primus Epic 2. Juntamente com os controles fly-by-wire, os sistemas trabalham juntos para melhorar o desempenho da aeronave, diminuir a carga de trabalho do piloto e reforçar a segurança de voo.

Do ponto de vista do passageiro, a cabine do E2 apresenta um confortável leiaute de dois assentos de cada lado do corredor. A ausência de um assento no meio permite que os passageiros tenham uma experiência de voo agradável, com mais espaço para as pernas e para armazenamento de bagagem.

“O extraordinário desempenho de decolagem e de pouso do E190-E2, associado aos sistemas avançados de aviônica e de navegação, fazem desta uma das melhores aeronaves para atender aos mercados cujos aeroportos estão localizados em elevadas altitudes. Por exemplo, o E190-E2 pode voar a rota Lhasa-Chengdu ao longo do ano com o máximo de passageiros. Com o novo nível de eficiência trazido pelos E-Jets E2, as companhias aéreas podem conectar mais destinos, incluindo aqueles em elevada altitude, a seus hubs, adicionando mais receita aos seus sistemas com baixos custos operacionais”, disse Guo.

Até o momento, a Embraer registrou 221 pedidos firmes de aeronaves na China, 187 das quais foram entregues, incluindo 153 aviões comerciais e 34 jatos executivos. Os ERJs e os E-Jets transportam mais de 20 milhões de passageiros por ano, em cerca de 550 rotas que ligam 150 cidades em todas as regiões da China.

A Embraer é a principal fabricante mundial de jatos comerciais com até 150 assentos. A empresa possui 100 clientes de todo o mundo operando as famílias de aeronaves ERJ e de E-Jets. Somente para o programa de E-Jets, a Embraer registrou mais de 1.800 pedidos e 1.400 entregas, redefinindo o conceito tradicional de aeronaves regionais. Hoje, os E-Jets estão voando na frota de 70 clientes em 50 países.

E190-E2
E190-E2

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

China vai superar os EUA como o maior mercado de aviação do mundo

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C919
Jato comercial chinês C919

Ásia-Pacífico lidera a previsão de demanda de 20 anos para passageiros

De acordo com a última edição do Air Passenger Forecast da IATA, a Ásia-Pacífico será a maior impulsionadora da demanda de 2015 a 2035, com mais da metade do novo tráfego de passageiros vindo da região.

A China substituirá os EUA como o maior mercado de aviação do mundo (definido pelo tráfego para, dentro e fora do país) por volta de 2024.

A Índia substituirá o Reino Unido pelo terceiro lugar em 2025, enquanto a Indonésia e o Japão ficarão em 5º e 7º lugar respectivamente.

Dos cinco mercados que mais crescem em termos de passageiros adicionais por ano durante o período de previsão, quatro serão da Ásia:

  • China (817 milhões de novos passageiros para um total de 1,3 bilhão)
  • EUA (484 milhões de novos passageiros para um total de 1,1 bilhão)
  • Índia (322 milhões de novos passageiros para um total de 442 milhões)
  • Indonésia (135 milhões de novos passageiros para um total de 242 milhões)
  • Vietnã (112 milhões de novos passageiros para um total de 150 milhões).

Até 2035, mais 1,8 bilhão de passageiros anuais serão transportados para, dentro e fora da Ásia-Pacífico, para um tamanho de mercado total de 3,1 bilhões. A região também crescerá 4,7% ao ano.

FONTE: International Air Transport Association (IATA)

VÍDEOS: Contribuição da Suécia no Trident Juncture 2018

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Durante o exercício Trident Juncture 18, a Força Aérea Sueca está operando com caças Saab JAS 39 Gripen.

Os jatos estão operando a partir da estação aérea de Bodö na Noruega, juntamente com aviões de combate de outras forças aéreas.

O voos de combate, juntamente com unidades da Marinha Sueca, representam a contribuição da Suécia para a Força de Reação da OTAN (NRF).

O vídeo abaixo mostra caças F-16 dos EUA operando a partir da base aérea de Kallax no norte da Suécia.

FOTOS: Operações aéreas no exercício Trident Juncture 2018

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A OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, está realizando o exercício militar Trident Juncture – cuja edição de 2018 é considerada um dos maiores exercícios da aliança até agora.

O Tridente Juncture está sendo realizado na Noruega e nas regiões adjacentes, de 25 de outubro a 7 de novembro. Temos sido muito abertos sobre essas datas e elas têm sido consistentes.

Além das operações aéreas, o exercício também compreende desembarques anfíbios e combates terrestres.

O Trident Juncture 2018 está sendo usado para testar o conceito 30-30-30-30 – que implica na capacidade de mover 30 batalhões, 30 esquadrões de aeronaves e 30 navios em 30 dias.

O porta-aviões USS Harry S. Truman (CVN-75) da Marinha dos EUA também está participando do exercício, juntamente com o navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima (LHD 7), entre outros.

Embraer e American Airlines assinam novo contrato para 15 jatos E175

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E175 da American Airlines
E175 da American Airlines

São José dos Campos – SP, 5 de novembro de 2018 – A Embraer e a American Airlines Inc. assinaram um pedido firme para quinze jatos E175 configurados com 76 assentos. O valor do contrato é de USD 705 milhões, com base nos atuais preços de lista, e será incluído na carteira de pedidos firmes da Embraer (backlog) do quarto trimestre de 2018. As entregas começarão em 2020.

Somado aos pedidos anteriores de E175 realizados pela companhia aérea, este novo contrato resulta em uma encomenda total de 104 aeronaves do modelo pela American Airlines desde 2013. O pedido mais recente, para 15 jatos, havia ocorrido em maio de 2018.

A American Airlines selecionou a Envoy, subsidiária integral da American Airlines Group Inc., para operar as quinze aeronaves, que serão configuradas com um total de 76 assentos, sendo 12 assentos de Primeira Classe e 64 de classe econômica, incluídos os de classe econômica Extra.

“Este novo pedido da American Airlines mostra o valor que as companhias aéreas seguem depositando no nosso bem sucedido jato E175”, disse Charlie Hills, Diretor de Marketing e Vendas para a América do Norte da Embraer Aviação Comercial. “Estamos totalmente comprometidos em fornecer soluções de frota que tenham um impacto final positivo, e nosso E175 é o responsável pela liderança com mais de 80% de participação no mercado norte-americano.”

Incluindo este novo contrato, a Embraer vendeu mais de 435 jatos do modelo E175 para companhias aéreas na América do Norte desde janeiro de 2013, obtendo mais de 80% do total de pedidos no segmento de jatos de até 76 assentos.

A Embraer é líder mundial na fabricação de jatos comerciais com até 150 assentos. A companhia conta com 100 clientes em todo o mundo operando os jatos das famílias ERJ e E-Jets. Apenas para o programa de E-Jets, a Embraer registrou mais de 1.800 pedidos firmes e 1.400 entregas, redefinindo o conceito tradicional de aeronaves regionais.

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

Gerentes dos projetos KC-390 e Gripen NG se reúnem em Brasília

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Simpósio promovido pelo Estado-Maior da Aeronáutica visa à atualização sobre o andamento dos projetos

O Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) realiza, pela sexta vez, o Seminário para Acompanhamento da Implantação dos Projetos KC-390 e Gripen F-39. O evento, que acontece nesta quarta (31/10) e quinta-feira (01/11) em Brasília (DF), reúne os principais atores envolvidos nos processos de desenvolvimento e aquisição das novas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo um dos organizadores, Coronel Aviador Jorge Marques de Campos Junior, o EMAER tem buscado reunir os gerentes a cada três meses para debater como está o andamento das ações que precisam ser tomadas por diversas Organizações Militares da FAB pelo país. “Mais do que só acompanhar, nosso intuito aqui é identificar os óbices e oferecer soluções, de forma a cumprir o cronograma e evitar atrasos”, disse. A cada seminário, um plano de ação é elaborado, de forma a distribuir responsabilidades em áreas como infraestrutura, orçamento e recursos humanos.

O Coronel Marques explica que o recebimento desses dois novos vetores – a aeronave multimissão KC-390 e o caça F-39 Gripen NG – requer uma série de esforços. Na Ala 2, em Anápolis (GO), por exemplo, há a necessidade de adaptação de instalações existentes e construção de outras. Outro caso é a capacitação dos militares que vão operar as novas aeronaves: no âmbito do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), controladores de defesa aérea já estão sendo treinados, inclusive por meio de intercâmbios, para dar o suporte necessário à operação do Gripen.

No primeiro dia do evento, acompanhado pelo Chefe da Sétima Subchefia do EMAER, Major-Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic, e pelo Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro do Ar Marcio Bruno Bonotto, os temas da pauta foram os dois projetos relacionados ao KC-390 – um de aquisição e outro de desenvolvimento da aeronave. “Diante das novas possibilidades de emprego multitarefa e das novas tecnologias que serão incorporadas, essas aeronaves provocarão mudanças doutrinárias significativas no Comando da Aeronáutica, uma vez implantadas e operando com sua capacidade máxima”, disse o Coronel Marques.

Concepção do Saab Gripen E da FAB

FONTE: Força Aérea Brasileira

Embraer espera aprovação da joint venture com a Boeing até o final do ano

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Por Gregory Polek

A Embraer espera receber a aprovação do governo brasileiro para avançar com sua proposta de joint venture em dezembro, após consulta entre o atual governo de Michel Temer e a nova administração do presidente Jair Bolsonaro. Falando durante a conferência de analistas de investimento do terceiro trimestre da empresa com analistas de investimentos no dia 30 de outubro, o presidente-executivo da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, disse que espera apresentar o acordo final para a administração antes de deixar o cargo. “Ainda estamos nos estágios finais da Boeing para finalizar os últimos detalhes”, disse Silva. “Assim que materializarmos este acordo final, vamos trazer o acordo para ser aprovado pelo governo da atual administração.”

No entanto, o atual governo disse que vai compartilhar os termos do acordo com a equipe de transição de Bolsonaro antes de emitir a aprovação. Até recentemente, a Embraer não sabia se o governo de Temer entraria ou não em consultas com o governo de Bolsonaro.

“Isso não estava 100% claro há um mês”, disse Silva. “Mas agora está claro que o Sr. Temer gostaria de compartilhar nossa solicitação de aprovação com a nova administração.” Felizmente para a Embraer, a administração que está chegando enviou sinais de que adota uma visão favorável da joint venture proposta. Uma vez que a JV recebe a bênção das duas administrações, o próximo passo envolve convocar uma assembleia geral. “Nossa expectativa é que isso aconteça em dezembro”, confirmou Silva.

O acordo seria fechado depois que obtivesse aprovação dos acionistas e passasse o controle antitruste com as autoridades competentes, em algum momento no segundo semestre de 2019, estimou ele.

Sob os termos do acordo preliminar alcançado em julho, a Boeing assumirá uma participação de 80% no negócio de aviação comercial da Embraer. O memorando de entendimento propõe a formação de uma joint venture destinada a “alinhar estrategicamente” as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de ciclo de vida das empresas.

A transação valoriza as operações de aeronaves comerciais da Embraer em US$ 4,75 bilhões e prevê um valor de US$ 3,8 bilhões para a participação de 80% da Boeing na joint venture. A Boeing disse que espera que a parceria resulte em um efeito positivo em seus lucros a partir de 2020 e gere “sinergias” anuais de custos de cerca de US$ 150 milhões até o terceiro ano.

Uma declaração conjunta anunciando o acordo indicou que a Boeing assumirá o controle operacional e gerencial da nova empresa, mas que uma equipe de gestão baseada no Brasil, incluindo um presidente e CEO, liderará a joint venture e se reportará ao CEO da Boeing, Dennis Muilenburg.

FONTE: AINonline

Canadá aceitará ofertas de novos caças em maio de 2019

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Caças CF-18 Hornet do Canadá
Caças CF-18 Hornet do Canadá

O site Defense News noticiou que o Canadá espera aceitar ofertas formais para um novo caça a jato em maio, com a primeira aeronave entregue em 2025, de acordo com autoridades do Canadá.

Um esboço do pacote de propostas para 88 caças foi emitido para as empresas para feedback até o final deste ano, disse Pat Finn, vice-ministro adjunto de material do Departamento de Defesa Nacional. A partir daí, as instruções finais de licitação para a aquisição de CA$ 16 bilhões (US$ 12 bilhões) serão emitidas e as licitações serão solicitadas até maio de 2019, acrescentou.

A aeronave substituirá a frota atual de jatos de caça CF-18 do Canadá. As aeronaves que se espera que sejam consideradas incluem o F-35 da Lockheed Martin, o Eurofighter Typhoon, o Dassault Rafale, o Gripen da Saab e o Boeing Super Hornet.

O governo canadense exigirá um pacote robusto de benefícios industriais garantidos ou compensações do vencedor, disseram autoridades do governo. Mas isso pode ser um problema para o F-35, já que o Canadá ainda é um parceiro nesse programa, o que não garante contratos entre nações participantes. O trabalho no programa F-35 é baseado no melhor valor e preço.

A participação industrial canadense no programa F-35 alcançou US$ 1 bilhão, com mais de 110 empresas canadenses tendo firmado contratos relacionados ao programa de aeronaves.

Jeff Waring, diretor-geral da política de benefícios industriais do Departamento de Inovação, Ciência e Desenvolvimento Econômico do Canadá, disse que o país vê o programa de jatos de caça como uma “oportunidade única de geração para a economia canadense”.

Mas ele observou que a política de benefícios industriais é flexível. “É uma abordagem orientada para o mercado”, disse ele. “Isso incentiva os fornecedores a fazer investimentos que façam sentido para eles”.

A questão dos benefícios industriais já foi discutida com empresas interessadas em fazer lances no projeto, e essas conversações continuarão à medida que o feedback for recebido sobre o pacote preliminar de propostas, disseram autoridades do governo.

Contrato revisado do A400M pode ficar para 2019

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A Airbus está atualmente adaptando os transportes A400M para adicionar recursos não disponíveis no momento da entrega original e para substituir a caixa de engrenagens principal do motor. Esta aeronave da Força Aérea Francesa está sendo atualizada na fábrica
A Airbus está atualmente adaptando os transportes A400M para adicionar recursos não disponíveis no momento da entrega original e para substituir a caixa de engrenagens principal do motor. Esta aeronave da Força Aérea Francesa está sendo atualizada na fábrica

PARIS – As negociações entre a Airbus e as nações clientes da A400M em um novo contrato podem não estar concluídas até 30 de novembro como planejado atualmente, e podem ficar para 2019.

Ao anunciar o resultado do terceiro trimestre da empresa nesta manhã, o Diretor Executivo da Airbus, Tom Enders, disse: “No A400M,…. as discussões sobre alteração de contrato estão avançando, mas um pouco mais lentas do que o planejado.”

Isto confirma os comentários feitos por Joel Barre, diretor-geral de armamentos da França, durante uma audiência do comitê de defesa do Parlamento em 10 de outubro, na qual ele confirmou que “nós tivemos algumas dificuldades nas negociações entre a OCCAr e Airbus, e entre a OCCAr e as seis nações participantes. ”A OCCAr, a agência europeia de aquisição de defesa, é a agência executiva do programa A400M.

Barre acrescentou que, “para ser bastante aberto, a Airbus acha que estamos retendo muitos dos seus pagamentos, e empurrando-os para muito longe no futuro, mas está fazendo isso para garantir que consertará o programa o mais rápido possível”.

A Airbus, a OCCAr e as nações participantes deveriam renegociar o contrato de produção e, especialmente, os cronogramas de entrega e pagamento, em janeiro, mas quando isso se mostrou impossível, uma Declaração de Intenção (DoI) foi assinada em fevereiro como uma solução provisória. É válido até 30 de novembro e deve ser substituído por um novo contrato até então.

O contrato de produção original, já emendado uma vez, deveria ser renegociado depois que a Airbus ameaçou interromper o programa, a menos que obtivesse mais flexibilidade financeira por parte dos governos.

“A Airbus diz ter perdido 8 bilhões de euros até o momento no programa, e também perdemos dinheiro, mesmo porque tivemos que comprar substitutos para o C-130”, disse Joel Barre aos parlamentares durante a audiência. Os governos estão tomando uma linha dura, porque esta é a segunda vez que a empresa pede para renegociar o contrato, enquanto a Airbus não está disposta a continuar perdendo dinheiro em cada aeronave que entrega porque os governos retêm os pagamentos.

“No programa A400M, a Airbus está progredindo nas capacidades militares e com o plano de entrega e modernização”, disse a empresa no comunicado de imprensa de hoje sobre os resultados financeiros do terceiro trimestre.

“A Airbus está cumprindo os objetivos estabelecidos em fevereiro de 2018 como parte da estrutura de Declaração de Intenção (DoI), que foi acordada com a OCCAR e as Nações, mas o progresso para converter o DoI em uma emenda contratual é um pouco mais lento do que o planejado.

“Riscos permanecem, em particular no desenvolvimento de capacidades técnicas, assegurando exportações suficientes no prazo, na confiabilidade operacional da aeronave, em particular no que diz respeito a motores, e na redução de custos de acordo com a linha de base revisada.”

Para acessar a demonstração financeira completa no site da Airbus, clique aqui.

Airbus A400M

FONTE: defense-aerospace.com

Helicóptero H-36 Caracal da FAB pousa em navio da MB

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Helicóptero H-36 operando com o NDM Bahia
Helicóptero H-36 operando com o NDM Bahia

A operação foi resultado de um mês de estudos de um Grupo de Trabalho Interforças, coordenado pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas

O Helicóptero H-36 Caracal, do Esquadrão Puma (3º/8º GAV), da Força Aérea Brasileira (FAB), efetuou, pela primeira vez, um pouso embarcado em um navio em alto mar. A missão ocorreu no dia 24 de outubro, no Navio Doca Multipropósito Bahia (NDM Bahia), da Marinha do Brasil (MB) e contou, também, com a participação do Exército Brasileiro (EB).

O pouso foi resultado de um mês de estudos de um Grupo de Trabalho Interforças (GTI), coordenado pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, do Ministério da Defesa (MD), e integrado por militares das três Forças.

A MB disponibilizou a embarcação e realizou a qualificação de tripulações do EB e da FAB; o EB participou com quatro militares (dois oficiais pilotos e dois graduados tripulantes) e a FAB participou com a aeronave e com nove militares (um oficial superior coordenador, quatro oficiais pilotos e quatro graduados tripulantes).

“A importância da capacitação que o Esquadrão e, por conseqüência, a FAB acabou adquirindo, é a de poder, a bordo de embarcações da Marinha, operar em qualquer parte do mundo. Pois são justamente os helicópteros, vetores extremamente versáteis, aqueles mais utilizados em missões humanitárias da ONU”, avaliou o Comandante do 3°/8° GAV, Tenente-Coronel Aislan Brum Cursi.

Para o coordenador do grupo, Vice-Almirante Victor Cardoso Gomes, o acontecimento foi um marco. “Tanto o Exército quanto a FAB estão acostumados a cumprir missões em áreas restritas, então, se ambientar em uma situação embarcada, é algo em que a orientação pra pouso, a fonia e os circuitos de tráfego aéreo são diferentes e demandam uma preparação grande. É uma ação que exige tomar precauções de segurança”, explicou.

H-36 da FAB pousado no NDM Bahia
H-36 da FAB pousado no NDM Bahia

O treinamento inicial começou no dia 15 de outubro na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), no Rio de Janeiro (RJ). Nos dois primeiros dias, ocorreram aulas teóricas sobre a doutrina da MB acerca do pouso embarcado. Já o terceiro dia foi utilizado para a realização de treinamento dos procedimentos numa plataforma em terra, ao lado da pista de São Pedro. Tal treinamento ocorreu em uma aeronave da Marinha, com tripulação mista, visando a ambientação com os sinais dos orientadores, sinalizadores e o restante do pessoal embarcado.

Entre os dias 22 e 24 de outubro, ocorreu o efetivo pouso embarcado no NDM Bahia em alto mar. No primeiro e segundo dias, os pousos foram realizados ainda com uma aeronave da MB, com tripulação mista. Já no dia 24, foram utilizados helicópteros do 3º/8º GAV, com equipagem completa da FAB.

Atualmente o H225M, na FAB conhecido como H-36, é utilizado pelas três Forças Armadas do Brasil, sendo esse um dos principais fatores de sua escolha para futuras participações em operações embarcadas.

“A interoperabilidade tem sido cada vez mais importante, pois a interação entre as Forças torna possível uma maior flexibilidade diante de vários cenários que possam aparecer. Isso já vem acontecendo, inclusive, na parte logística, onde o projeto HXBR troca muitas informações entre aeronaves similares. Temos aproveitado esse ganho, e agora partimos para a parte operacional também”, ressaltou o Comandante do Esquadrão HU-2, da Marinha do Brasil, Capitão de Fragata Leonardo Alonso Corrêa da Costa.

NDM Bahia - G40
NDM Bahia – G40

FONTE: Força Aérea Brasileira

Embraer divulga os resultados do 3º trimestre de 2018

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E190-E2
E190-E2

DESTAQUES

  • No 3º trimestre de 2018 (3T18), a Embraer entregou 15 jatos comerciais e 24 executivos (17 leves e sete grandes), comparado aos 25 jatos comerciais e 20 executivos (13 leves e sete grandes) do 3T17;
  • No 3T18, a carteira de pedidos firmes (backlog) da Companhia fechou em US$ 13,6 bilhões;
  • No trimestre, o EBIT[1] e EBITDA² foram de R$ 176,6 milhões e R$ 412,2 milhões, respectivamente, levando a margens de 3,9% e 9,0%. No acumulado do ano, o EBIT e o EBITDA foram de R$ 181,9 milhões e R$ 845,5 milhões, respectivamente e inclui o impacto negativo de um item especial, não recorrente de R$ 458,7 milhões no 2T18, referente a um aumento de custos no contrato de desenvolvimento do KC-390, em decorrência do incidente com o protótipo 001 ocorrido em maio;
  • O EBIT e o EBITDA ajustados nos nove primeiros meses do ano (9M18) foram de R$ 640,6 milhões e R$ 1.304,2 milhões, respectivamente e excluem o item especial referente ao KC-390. Nesse mesmo período, as margens EBIT e EBITDA ajustadas foram de 5,2% e 10,6%, respectivamente, dentro das estimativas da Embraer para 2018 de margens ajustadas EBIT entre 5% e 6% e EBITDA entre 10% e 11%;
  • No 3T18, a Embraer apresentou Prejuízo líquido de R$ 83,8 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,1142. O Prejuízo líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos, contribuições sociais e itens especiais) foi de R$ 119,3 milhões e o Prejuízo por ação ajustado ficou em R$ 0,1626;
  • A Embraer teve um uso livre de caixa ajustado de R$ 669,4 milhões durante o 3T18 e terminou o trimestre com uma posição total de caixa de R$ 12.580,7 milhões, com uma dívida de R$ 16.106,2 milhões, resultando em uma dívida líquida de R$ 3.525,5 milhões;
  • A Companhia reafirma todas as suas estimativas financeiras e de entregas para 2018, que não incluem o impacto não recorrente da revisão de base de custos do KC-390, ocorrida no 2T18.

PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS

São Paulo, SP, 30 de outubro de 2018 – (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) As informações operacionais e financeiras da Empresa, exceto quando de outra forma indicadas, são apresentadas com base em números consolidados de acordo com as normas contábeis IFRS (International Financial Reporting Standards) e em Reais. Os dados financeiros trimestrais são derivados de demonstrações financeiras não auditadas, enquanto os dados anuais são auditados, exceto quando de outra forma indicado.

É importante mencionar que, na comparação entre o 3T18 e o 3T17 a variação cambial ocorrida no período, em que o Dólar norte-americano teve uma apreciação de 26% em relação ao Real brasileiro, afetou positivamente diversas contas e o resultado no 3T18.

RECEITA LÍQUIDA E MARGEM BRUTA

A Embraer entregou 15 aeronaves comerciais e 24 executivas (17 jatos leves e sete jatos grandes) no 3T18, para um total acumulado de 39 aeronaves entregues no trimestre. Isso se compara a um total de 45 aeronaves entregues no 3T17, das quais 25 foram comerciais e 20 executivas (13 jatos leves e sete jatos grandes). Durante os 9M18 a Companhia entregou 57 jatos comerciais e 55 executivos (40 leves e 15 grandes), comparados ao mesmo período de 2017 quando foram entregues 78 jatos comerciais e 59 executivos (40 leves e 19 grandes). A Embraer mantém sua previsão de entregar, no ano, de 85 a 95 jatos comerciais e de 105 a 125 jatos executivos (70 a 80 jatos leves e 35 a 45 jatos grandes). A Companhia espera que as entregas dos segmentos de Aviação Comercial e Aviação Executiva aumentem significantemente ao longo do 4T18.

No 3T18, a Receita líquida foi de R$ 4.581,3 milhões, apresentando 11% de crescimento em relação ao 3T17 apesar de um menor número de entregas nos segmentos de Aviação Comercial. Parte desse crescimento está atrelado ao melhor desempenho dos outros segmentos de negócio, onde tivemos crescimento das entregas na Aviação Executiva, crescimento da receita de Defesa & Segurança e de Serviços & Suporte mas parte também está relacionada à variação cambial ocorrida no período, conforme descrito anteriormente. Nos 9M18, a receita líquida da Embraer foi de R$ 12.341,7 milhões, comparada aos R$ 13.118,9 milhões do 9M17.

A Margem bruta consolidada foi de 18,1% no 3T18 e se manteve estável em relação aos 18,2% do 3T17. Nos 9M18, a Margem bruta consolidada foi de 15,5% comparada aos 17,9%, dos 9M17, impactada principalmente pela queda da Margem bruta nos segmentos de Aviação Comercial e de Defesa & Segurança, que foram parcialmente compensadas pela expansão no segmento de Aviação Executiva.

RESULTADO OPERACIONAL E MARGEM OPERACIONAL

O Resultado operacional (EBIT) e a Margem operacional no 3T18 foram de R$ 176,6 milhões e 3,9%, respectivamente e permaneceram praticamente estáveis em relação aos R$ 176,0 milhões e os 4,3% reportados no 3T17. No 3T18, o EBIT e o EBITDA não tiveram qualquer influência de itens especiais, o que por sua vez ocorreu no 3T17 que sofreu um impacto negativo de R$ 11,4 milhões referentes aos impostos sobre as remessas executadas para pagamentos no exterior, após a finalização da investigação do FCPA. Excluindo-se esse item especial, no 3T17 o EBIT ajustado foi de R$ 187,4 milhões e a Margem EBIT ajustada foi de 4,6%.

Nos 9M18, o EBIT e a margem EBIT foram de R$ 181,9 milhões e 1,5%, respectivamente, comparados ao EBIT de R$ 859,6 milhões e à margem EBIT de 6,6% do 9M17. É importante ressaltar que na comparação entre os anos, nos 9M18, o EBIT teve um impacto negativo não recorrente de R$ 458,7 milhões relacionados à revisão de base de custos do KC-390, ocorrida no 2T18 em decorrência do incidente com o protótipo 001 ocorrido em maio. Nos 9M17, o EBIT foi negativamente impactado por R$ 4,3 milhões de itens especiais. Excluindo-se esses valores, nos 9M18 o EBIT e a Margem EBIT ajustados foram de R$ 640,6 milhões e 5,2%, respectivamente, e nos 9M17 foram de R$ 863,9 milhões e 6,6%, respectivamente. A queda no acumulado de 2018 quando comparado ao acumulado de 2017 se dá principalmente pelo menor número de entregas na Aviação Comercial, conforme já mencionado anteriormente.

As despesas administrativas totalizaram R$ 176,5 milhões no 3T18, representando crescimento em relação aos R$ 151,1 milhões relatados no 3T17, e subiram de R$ 413,3 milhões nos 9M17 para R$ 469,9 milhões nos 9M18. As despesas comerciais cresceram de R$ 210,8 milhões no 3T17 para R$ 291,7 milhões no 3T18 e no acumulado anual, saíram de R$ 704,1 milhões para R$ 777,8 milhões nos 9M18. A variação cambial ocorrida no período foi o principal contribuinte para esse aumento. As despesas com Pesquisa caíram de R$ 45,1 milhões no 3T17 para R$ 34,8 milhões do 3T18. Nos 9M18 essa mesma despesa foi de R$ 101,7 milhões e ficou estável em relação aos R$ 100,8 milhões incorridos nos 9M17, porém dentro da estimativa anual da Companhia de US$ 50 milhões.

A conta Outras receitas (despesas) operacionais líquidas apresentou despesa de R$ 150,2 milhões no 3T18, comparada a uma despesa de R$ 166,5 milhões no 3T17 que incluía o impacto líquido negativo de R$ 4,3 milhões referente aos itens especiais, conforme mencionado anteriormente, sem o qual essa conta seria uma despesa de R$ 162,2 milhões. Esse crescimento ocorreu principalmente em função da variação cambial. Nos 9M18, Outras receitas (despesas) operacionais líquidas, apresentaram despesas de R$ 375,5 milhões em comparação à despesa de R$ 245,0 milhões nos 9M17. Ajustando-se para os itens especiais registrados nesta linha, nos 9M17 a Embraer apresentou despesa de R$ 240,7 milhões em comparação à despesa de R$ 375,5 milhões nos 9M18. A principal razão para esse aumento é devido ao aumento de impostos sobre remessas, relacionado às nossas operações de aeronaves usadas, assim como o aumento de despesas com o impairments de aeronaves usadas e com serviços de consultoria.

RESULTADO LÍQUIDO

No 3T18, a Embraer apresentou Prejuízo líquido de R$ 83,8 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,1142. Isso se compara, no 3T17, com o Lucro líquido de R$ 331,9 milhões e com o Lucro por ação de R$ 0,4513. Nos 9M18, o Prejuízo líquido foi de R$ 590,9 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,8053.

O Lucro líquido ajustado, excluindo Imposto de renda e contribuição social diferidos e também o impacto líquido, após imposto do item especial não recorrente descrito anteriormente, foi de R$ 119,3 milhões no 3T18, comparado ao Lucro líquido ajustado de R$ 188,9 milhões no 3T17. O Prejuízo por ação excluindo-se esses mesmos itens foi de R$ 0,1626 no 3T18, comparado ao Lucro por ação de R$ 0,2568 do 3T17. Nos 9M18, o Prejuízo líquido ajustado foi de R$ 194,8 milhões, comparado ao Lucro líquido ajustado de R$ 771,9 milhões nos 9M17. O Prejuízo por ação ajustado foi de R$ 0,2655 nos 9M18, comparado ao Lucro por ação ajustado de R$ 1,0495 nos 9M17.

O lucro (prejuízo) líquido e o lucro (prejuízo) líquido ajustado nos 9M18 foram negativamente impactados por menores resultados operacionais, além de maiores despesas financeiras líquidas e perdas cambiais líquidas. O crescimento das despesas financeiras líquidas se deve em grande parte pela atual posição de dívida líquida e à menor receita financeira de nosso caixa e equivalentes, enquanto que as perdas cambiais estão associadas à desvalorização do real em relação ao dólar norte-americano desde o início de 2018. A Embraer antecipa que algumas dessas perdas cambiais podem se reverter até o final do ano.

ATIVOS E PASSIVOS MONETÁRIOS E ANÁLISE DE LIQUIDEZ

A Companhia encerrou o 3T18 com uma posição de Dívida líquida de R$ 3.525,5 milhões, representando um aumento em relação à Dívida líquida de R$ 2.780,9 milhões ao final do 2T18, principalmente em função do fluxo de caixa negativo durante o trimestre. No final do trimestre, a Companhia possuía um Total de financiamentos da ordem de R$ 16.106,2 milhões, aumento de R$ 442,8 milhões em relação ao final do 2T18, principalmente em função da variação cambial do período.

No 3T18, a Companhia apresentou um Uso livre de caixa ajustado de R$ 669,4 milhões, comparado ao Uso livre de caixa ajustado de R$ 102,0 milhões no 3T17. Isso se deve em grande parte ao Caixa líquido usado pelas atividades operacionais (líquido de investimentos financeiros e ajustado pelos impactos não recorrentes no caixa) de R$ 306,7 milhões no 3T18, em comparação aos R$ 334,7 milhões gerados no 3T17. Os principais fatores que explicam um maior Uso livre de caixa no 3T18 incluem o impacto no capital de giro, principalmente pelos estoques mais altos e o Prejuízo líquido reportado no 3T18. Nos 9M18, a Companhia apresentou um Uso livre de caixa ajustado de R$ 1.877,5 milhões, comparado ao Uso livre de caixa ajustado de R$ 9,4 milhões nos 9M17. A Companhia espera gerar um fluxo de caixa livre significativo no 4T18, impulsionado por um maior volume de entrega de aeronaves. A Embraer mantém sua projeção de ter um Uso livre de caixa ajustado de US$ 100 milhões ou menos em 2018, já que espera um crescimento significativo de entregas no último trimestre desse ano.

As Adições líquidas ao imobilizado totalizaram R$ 105,2 milhões no 3T18 e R$ 149,2 milhões no 3T17. Desse total, no 3T18, o CAPEX representou R$ 74,0 milhões, as Adições de aeronaves disponíveis para leasing ou em leasing foram de R$ 8,8 milhões e as Adições ao programa Pool de peças de reposição foram de R$ 22,4 milhões. Nos 9M18, o CAPEX foi de R$ 206,6 milhões, comparado aos R$ 353,8 milhões dos 9M17. A Companhia espera que o investimento em CAPEX deve terminar 2018 abaixo de sua estimativa de US$ 200 milhões para 2018, entretanto esse menor investimento em CAPEX não impacta negativamente os projetos em andamento na Empresa.

As Adições ao intangível no 3T18 foram de R$ 257,5 milhões e estão relacionadas a todos os investimentos em desenvolvimento de produtos, principalmente do programa dos E-Jets E2, no segmento de Aviação Comercial, que evoluiu conforme planejado. Os investimentos em desenvolvimento, líquidos da Contribuição de parceiros foram de R$ 257,5 milhões no 3T18 e nos 9M18, o acumulado líquido dessa conta ficou em R$ 296,2 milhões. A Companhia prevê que esses investimentos líquidos da Contribuição de parceiros deverão aumentar no 4T18, porém deverão ficar abaixo de sua estimativa anual de US$ 300 milhões.

No 3T18, o endividamento da Empresa teve crescimento de R$ 442,8 milhões em relação ao final do 2T18 e totalizou R$ 16.106,2 milhões. A dívida de longo prazo totalizou R$ 14.792,6 milhões, enquanto a dívida de curto prazo foi de R$ 1.313,6 milhões. Considerando o perfil atual da dívida, o prazo médio de endividamento é de 5,5 anos. O custo da dívida em Dólar, ao final do 3T18 ficou estável em 5,27% a.a. e o custo da dívida em Reais também permaneceu estável em 3,45% a.a.

A relação do EBITDA nos últimos 12 meses versus as despesas sobre os juros caiu de 1,76 no 2T18 para 1,36 no 3T18. Ao final do 3T18, 11% da dívida total eram denominadas em Reais.

A estratégia de alocação de caixa da Embraer continua sendo uma das principais ferramentas para a mitigação do risco cambial. Ajustando a alocação do caixa em ativos denominados em Reais ou Dólares norte-americanos, a Companhia busca neutralizar sua exposição cambial sobre as contas do balanço. Ao final do 3T18, o caixa alocado em ativos denominados em Dólar Norte-Americano era de 85%.

Complementando sua estratégia de mitigação dos riscos cambiais, a Companhia aderiu a alguns hedges financeiros para reduzir a exposição do seu fluxo de caixa.

Essa exposição ocorre pelo fato de que aproximadamente 10% da Receita líquida da Companhia é denominada em Reais e aproximadamente 20% dos seus custos totais também são denominados em Reais. Ter os custos denominados em Reais superiores às receitas gera tal exposição. Para 2018, cerca de 45% da exposição em Real está protegida, caso o Dólar se desvalorize abaixo de R$ 3,32. Para taxas de câmbio acima deste nível, a Empresa se beneficiará até um limite médio de R$ 3,75 por Dólar. Para 2019, a Embraer já levantou cerca de 90% do seu hedge zero cost collar, com um piso médio de R$ 3,42 e um teto médio de R$ 4,10.

ATIVOS E PASSIVOS OPERACIONAIS

A variação cambial do período teve influência também no aumento das contas do balanço na comparação entre o 2T18 e o 3T18. O investimento em capital de giro durante o 3T18 impactou negativamente a geração de fluxo de caixa livre, impulsionada principalmente pelos níveis mais altos dos Estoques que encerraram o 3T18 em R$ 11.174,0 milhões, comparados aos R$ 9.774,4 milhões ao final do 2T18. Os Estoques da Embraer, geralmente aumentam nos três primeiros trimestres do ano em antecipação aos níveis mais altos de entrega esperados para o quarto trimestre, devido à sazonalidade do negócio. No entanto, os Estoques no final do 3T18 também foram superiores ao nível reportado no final do 3T17 de R$ 7.740,5 milhões, devido a um maior número de entregas programadas para o quarto trimestre deste ano em comparação ao quarto trimestre do ano passado. Durante o 3T18, as Contas a receber de clientes, líquidas, aumentaram R$ 59,1 milhões, encerrando o trimestre em R$ 3.602,3 milhões. A conta Fornecedores foi de R$ 3.628,9 milhões no 2T18 para R$ 3.836,3 milhões no 3T18. Os Financiamentos a clientes e os Adiantamentos de clientes fecharam o 3T18 em R$ 59,1 milhões e R$ 4.349,9 milhões, respectivamente. No 3T18, o Intangível teve crescimento de R$ 439,4 milhões e ficou em R$ 7.586,5 milhões. O Imobilizado encerrou o trimestre em R$ 7.947,7 milhões, ante os R$ 7.727,6 milhões do final do 2T18.

PEDIDOS FIRMES EM CARTEIRA

Considerando-se todas as entregas, bem como os pedidos firmes obtidos durante o período, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) da Companhia fechou o trimestre em US$ 13,6 bilhões.

RECEITA POR SEGMENTO

No 3T18, o segmento de Aviação Comercial teve participação de 33,2% na Receita líquida da Companhia, acima dos 53,7% do 3T17 em função da queda de 25 para 15 no número de entregas de aeronaves na comparação entre os trimestres. O segmento de Aviação Executiva teve crescimento de participação de 16,6% no 3T17 para 27,2% no 3T18, dado o maior número de entregas na comparação entre os períodos. O segmento de Defesa & Segurança teve 19,3% de participação na receita no 3T18, acima dos 11,6% do 3T17 em função do crescimento de 86% das receitas no período. O segmento de Serviços & Suporte teve crescimento de 28% na receita na comparação entre os trimestres, representando 20,1% de participação na receita líquida da Companhia no 3T18, comparada aos 17,4% de participação no 3T17. Outras receitas representaram 0,2% de participação no 3T18.

AVIAÇÃO COMERCIAL

Durante o 3T18, a Embraer entregou 15 aeronaves comerciais, como segue:

Durante o trimestre foram alcançados marcos importantes no desenvolvimento do programa dos E-Jets E2 foram alcançados. Como parte da campanha de certificação para o E195-E2, a Embraer concluiu com sucesso os testes de “water spray”, realizados em Julho nas dependências da fábrica de Gavião Peixoto. A empenagem horizontal do E175-E2, feita de materiais compósitos, foi concluída em agosto. As certificações do E195-E2 e do E175-E2 são esperadas para 2019 e 2021, respectivamente.

Durante o Farnborough Airshow, em julho a Embraer recebeu um expressivo número de compromissos de vendas para novas aeronaves. Estes somaram 300 aeronaves, avaliadas em US$ 15,3 bilhões se todas as opções e direitos de compra forem exercidos.

A dinamarquesa Nordic Aviation Capital, maior companhia de leasing de aviões regionais do mundo, assinou uma Carta de Intenção para adquirir três E190.

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A., que será a primeira operadora do E195-E2, quase dobrou seu pedido para o modelo. A companhia assinou uma Carta de Intenção para 21 E195-E2. Quando esta se converter em um contrato formal, a Azul terá 51 E2.

A Republic Airways, companhia dos EUA, assinou uma Carta de Intenção para adquirir até 200 E-Jets. Quando a carta for convertida em um contrato formal, a companhia terá pedidos firmes para 100 E175, e direitos de compra para 100 E175 adicionais. A empresa ainda tem o direito de converter o pedido para a próxima geração de jatos regionais da Embraer, E175-E2.

Durante o 3T18, a Embraer recebeu a confirmação de alguns compromissos assinados na feira de Farnborough, como segue.

A United Airlines, operadora regional dos Estados Unidos, está adicionando 25 jatos E175 à frota. Esses novos E175 serão configurados com 70 assentos em três classes: United First, Economy Plus e United Economy. O contrato tem um valor de US$ 1,1 bilhão, baseado no preço de lista atual, e as entregas começarão no 2T19.

A Embraer e a operadora suíça Helvetic Airways assinaram um pedido firme de 12 E190-E2. A Helvetic aposentará seus cinco Fokker 100 e substituirá sua frota atual de sete E190 com a nova geração de E-Jets. O pedido firme tem um valor de US$ 730 milhões, baseado nos atuais preços de lista, e foi incluído na carteira de pedidos do 3T18. O contrato também inclui direitos de compra para 12 E190-E2 adicionais, com direitos de conversão para E195-E2, elevando o potencial do pedido para um total de 24 E-Jets E2. Se todos os direitos de compra forem exercidos, o acordo tem um preço de lista de US$ 1,5 bilhão.

A Embraer e a Binter Canárias da Espanha também assinaram um contrato para até cinco E195-E2, dos quais três são pedidos firmes e dois são direitos de compra.

O pedido da companhia regional americana SkyWest para 100 E175-E2 firmes e 100 opções não será mais considerado na carteira de pedidos da Embraer a partir do 3T18.

Ao final do 3T18, a carteira de pedidos (backlog) e entregas da Aviação Comercial era a seguinte:

Phenom 100EV-25
Phenom 100EV-25

AVIAÇÃO EXECUTIVA

No 3T18, foram entregues 17 jatos leves e sete jatos grandes, totalizando 24 aeronaves executivas.

Durante o terceiro trimestre de 2018, a Embraer marcou presença no AirVenture de Oshkosh (Experimental Aircraft Association’s AirVenture, em inglês), com a estreia do Phenom 300E e também com o Phenom 100EV, que fez a sua primeira aparição pública em no evento de Oshkosh em 2017. Ambas aeronaves, que entraram em serviço recentemente, foram compradas por novos clientes e também clientes da base Embraer que já possuíam as versões predecessoras, validando os parâmetros chave de projeto dos jatos Phenom: conforto premium, excepcional desempenho e baixo custo operacional

Também no terceiro trimestre:

  • A Executive AirShare se tornou o primeiro frotista americano a adicionar à sua frota o jato leve Phenom 300E. A adição desta aeronave tornou a Executive AirShare o primeiro operador comercial de todas as versões dos jatos Phenom. O Phenom 300E entrega desempenho excepcional e aviônicos de nova geração, acompanhados de um projeto de interior revolucionário.
  • A Embraer Aviação Executiva entregou o quinto jato Legacy 450 para a AirSprint, Inc., empresa de capital privado que oferece serviços de propriedade compartilhada de jatos, baseada em Calgary, Aberta, no Canadá. A AirSprint começou a operar o seu primeiro Legacy 450 sob leasing em Dezembro de 2016, e desde então recebeu cinco novos jatos Legacy 450, levando a sua frota para seis aviões deste modelo.
  • A Embraer China sediou o EEOC (Embraer Executive Operators Conference, em inglês) de 2018 em Tianjin, com a presença de mais de 100 convidados. Os encontros de operadores EEOC têm sido realizados por cinco anos consecutivos com o objetivo de construir uma plataforma de comunicação altamente efetiva entre operadores, fornecedores e a Embraer.
  • A Embraer Aviação Executiva participou da recentemente renomeada RUBAE (Russian Business Aviation Exhibition, em inglês) com o jato de cabine média Legacy 500 e com a estreia do Phenom 300E na exposição estática. A feira é realizada em Vnukovo-3, em Moscou, o maior centro de aviação executiva no Leste Europeu.
Primeiro voo do KC-390 de série
Primeiro voo do KC-390 de série

DEFESA & SEGURANÇA

Durante o 3T18, a campanha de testes em voo para certificação do KC-390 superou a marca de 1.900 horas de voo. O desenvolvimento do programa avançou rumo à Certificação de Tipo da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A produção da aeronave, na planta de Gavião Peixoto, avançou com a montagem das aeronaves de 004 a 008.

Com relação aos Programas de Missões Especiais, a Embraer entregou a terceira aeronave Legacy 500 ao Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) da Força Aérea Brasileira. A aeronave faz parte do Programa I-X.

No período, foi entregue à Diretoria Aeronáutica (DAerM), da Marinha do Brasil, a quarta aeronave do Programa AF1/1A que tem por objetivo a modernização do seu sistema aviônico.

No terceiro trimestre foram entregues etapas relevantes do projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) devido às organizações militares subordinadas ao Comando Militar do Oeste, do Exército Brasileiro, incluindo três centros de comando e controle (CC2) móveis, três módulos de telemática operacional (MTO) para comunicação tática móvel e dois sistemas de Vigilância, Monitoramento e Reconhecimento (SVMR) móveis dotados dos radares SENTIR M20.

ERJ 145
ERJ 145

SERVIÇOS & SUPORTE

No 3T18, a Embraer Serviços & Suporte e a Sahara Africa Aviation, provedora líder de serviços de aviação, assinaram um contrato plurianual do programa Pool para peças sobressalentes e de apoio a seus dois jatos Embraer ERJ 145 recém-adquiridos. Com sede na África do Sul, a Sahara também possui a maior frota mundial do turboprop Embraer 120 Brasília.

Também nesse mesmo trimestre, a Kenya Airways assinou um contrato de vários anos de adesão ao Programa de Planejamento Colaborativo de Estoques da Embraer (ECIP, na sigla em inglês). No âmbito deste programa, a Embraer assumirá o planejamento e a reposição de uma parte considerável do estoque de peças de reposição dos 15 jatos Embraer E190 operados pela Kenya Airways. O programa faz parte de um conjunto de serviços que a Embraer oferece ou está em desenvolvimento para dar suporte à crescente frota mundial de aeronaves Embraer através da TechCare, a nova plataforma que reúne todo o portfólio de produtos e soluções para entregar a melhor experiência de serviços e suporte.

No mesmo período, a Embraer Serviços & Suporte e a LOT Polish Airlines, companhia aérea nacional da Polônia, líder na Europa Central, assinaram uma extensão do contrato de suporte para atender sua frota de 34 E-Jets. O contrato atenderá a frota atual de 18 jatos E170 e E175s e os 16 jatos E190 e E195 – que incluem os seis E195 adicionais que a LOT arrendou em 2018 da Nordic Aviation Capital (NAC A/S) e que já estão em operação, e quatro novos E190 que a companhia aérea irá operar a partir de janeiro de 2019.

ENTENDIMENTOS COM A BOEING

Em 05 de julho de 2018, a Embraer anunciou que assinou um memorando de entendimento preliminar e não vinculante com a The Boeing Co. (Boeing), por meio do qual as partes estabeleceram as premissas básicas para uma potencial combinação de determinados negócios, que incluirá a criação de uma joint venture (JV) entre a Companhia e a Boeing. A JV consistirá no negócio de Aviação Comercial da Embraer e operações, serviços e capacidades de engenharia relacionados a tal negócio.

Em 31 de julho de 2018, por ocasião da divulgação dos resultados do segundo trimestre, a Embraer anunciou que a Embraer e a Boeing haviam iniciado negociações sobre os documentos finais da transação, que orientariam de forma vinculante a estrutura e os termos financeiros da transação em bases mutuamente satisfatórias.

A Embraer e a Boeing continuam a negociar os documentos finais da transação. No entanto, não há garantia quanto à conclusão dos documentos finais ou a consumação da transação, ou o tempo ou termos destes.

RESULTADOS DE 2017 REFORMULADOS PARA AS NOVAS REGRAS CONTÁBEIS

Algumas informações referentes aos resultados trimestrais foram atualizadas devido a adoção do IFRS 15 (Receita de Contratos com Clientes) e do IFRS 9 (Instrumentos Financeiros) à partir de 1º de janeiro de 2018.

RECONCILIAÇÃO DO IFRS E INFORMAÇÕES “NÃO GAAP”

Definimos Fluxo de caixa livre como Fluxo de caixa operacional menos Adições ao imobilizado, Adições ao intangível, Investimentos financeiros e Outros ativos. O Fluxo de caixa livre não é uma medida contábil no IFRS. Ele é apresentado porque é utilizado internamente como uma medida para avaliar certos aspectos do nosso negócio. A Companhia também acredita que alguns investidores o acham uma ferramenta útil para medir a posição de caixa da Embraer. O Fluxo de caixa livre não deve ser considerado como uma medida de liquidez da Companhia ou como uma medida de seu Fluxo de caixa como reportado em IFRS. Além disso, o Fluxo de caixa livre não deve ser interpretado como uma medida do Fluxo de caixa residual disponível para a Companhia para gastos discricionários, uma vez que a Companhia pode ter exigências obrigatórias de serviço da dívida ou outras despesas não discricionárias que não são deduzidas desta medida. Outras empresas do setor podem calcular o Fluxo de caixa livre de maneira diferente da Embraer para fins de divulgação de resultados, limitando assim sua utilidade para comparar a Embraer com outras empresas do setor.

O EBITDA LTM ​​representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização acumulado ao longo dos últimos 12 meses. Não é uma medida financeira do desempenho financeiro da Companhia em IFRS. O EBIT conforme mencionado neste material de divulgação refere-se ao lucro antes de juros e impostos e, para fins de relatório, é o mesmo que o informado na Demonstração de Resultados como Lucro Operacional antes da Receita Financeira.

O EBIT e o EBITDA são apresentados porque são utilizados internamente como medidas para avaliar certos aspectos do negócio. A Empresa também acredita que alguns investidores os consideram ferramentas úteis para medir o desempenho financeiro de uma empresa. O EBIT e o EBITDA não devem ser considerados como alternativas para, isoladamente ou como substitutos da análise da condição financeira da Companhia ou dos resultados das operações, conforme divulgado no IFRS. Outras empresas do setor podem calcular o EBIT e o EBITDA de maneira diferente da Embraer para fins de divulgação de resultados, limitando a utilidade do EBIT e do EBITDA como medidas comparativas.

O EBIT ajustado e o EBITDA ajustado são medidas não-GAAP e ambos excluem o impacto de vários itens não recorrentes, conforme descrito nas tabelas abaixo.

O Lucro líquido ajustado é uma medida não-GAAP, calculada pela adição do Lucro líquido atribuído aos Acionistas da Embraer mais imposto de renda diferido e contribuição social do período, bem como pela remoção do impacto de itens não recorrentes. Além disso, para fins de cálculo dos benefícios (despesa) do Imposto de Renda da Embraer, a Companhia é obrigada a registrar impostos resultantes de ganhos ou perdas devido ao impacto das variações do Real sobre o Dólar norte-americano sobre ativos não monetários (principalmente Estoque, Intangível e Imobilizado). É importante observar que os impostos resultantes de ganhos ou perdas sobre ativos não monetários são considerados impostos diferidos e são contabilizados na demonstração consolidada do Fluxo de caixa da Companhia, sob imposto de renda e contribuição social diferidos.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

RELAÇÕES COM INVESTIDORES
Eduardo Couto, Christopher Thornsberry, Caio Pinez, Nádia Santos, Paulo Ferreira e Viviane Pinheiro.

Tel: (12) 3927 1000

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SOBRE A EMBRAER
Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Para mais informações, visite o site www.embraer.com.br

Este documento pode conter projeções futuras, declarações e estimativas a respeito de circunstâncias ou eventos ainda não ocorridos, incluindo, porém não limitado às declarações de guidance. Estas projeções futuras e estimativas têm embasamento, em grande parte, nas atuais expectativas, projeções sobre eventos futuros e tendências financeiras e industriais que afetam os negócios da Embraer. Essas estimativas estão sujeitas a riscos, incertezas e suposições que incluem, dentre outras: condições gerais econômicas, políticas e comerciais, tanto no Brasil quanto nos mercados onde a Embraer atua; expectativas e estimativas da direção relacionadas ao desempenho financeiro futuro; planos e objetivos da direção; planos e programas de financiamento e efeitos da competição; tendências para o setor e oportunidades de crescimento; inflação e volatilidade do câmbio; os planos de investimento da Empresa; eficiência operacional e sinergias da Embraer e sua capacidade de desenvolver e entregar produtos nas datas previamente acordadas; resultados de operações; estratégias de negócio; benefícios de novas tecnologias e regulamentações governamentais existentes e futuras. Para obter informações adicionais sobre fatores que possam influenciar os resultados diferentemente daqueles previstos pela Embraer, favor consultar os relatórios arquivados pela Embraer na U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em particular os fatores discutidos nos capítulos Forward Looking Statements e Risk Factors no Relatório Anual – Form 20F da Embraer. Palavras como “acredita”, “pode”, “poderá”, “estima”, “continua”, “antecipa”, “pretende”, “espera” e termos similares têm por objetivo identificar expectativas. A Embraer não se sente obrigada a publicar atualizações nem a revisar quaisquer estimativas em decorrência de novas informações, eventos futuros ou quaisquer outros acontecimentos. Em vista dos riscos e incertezas inerentes, tais estimativas, eventos e previsões sobre o futuro podem não ocorrer. Os resultados reais e a performance da Embraer podem diferir substancialmente daqueles publicados anteriormente como expectativas da Embraer.

DIVULGAÇÃO: Embraer

Caças stealth J-20 vão se juntar ao Airshow China 2018 em Zhuhai

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Vários caças furtivos J-20 foram vistos nos céus acima de Zhuhai, na província de Guangdong, na China, em preparação para o Airshow China 2018 em novembro, disse um especialista militar.

Quatro J-20 da Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (PLAAF) sobrevoaram o Aeroporto Zhuhai Jinwan por volta das 8h30 da manhã de terça-feira.

Duas formações de J-20, cada uma consistindo de dois jatos de combate, fizeram um passe baixo pelo aeroporto, após o qual um deles fez uma performance solo de acrobacias.

Os jatos de combate logo partiram sem pousar no aeroporto.

O Airshow China 2018 será realizado em Zhuhai de 6 a 11 de novembro.

Apesar da ausência do J-20 da lista de aeronaves participantes divulgada pelo organizador do show aéreo no sábado, é muito provável que a aeronave faça uma aparição surpresa, disse Song Zhongping, um especialista militar e comentarista de TV, ao Global Times na terça-feira.

O J-20 pode realizar performances de voo para demonstrar o quanto a PLAAF o dominou nos últimos dois anos, disse Song.

No show aéreo anterior, há dois anos, o J-20 fez sua estreia com uma exposição aérea por menos de um minuto na cerimônia de abertura.

Os espectadores disseram que foi muito impressionante, exceto que foi muito curta.

Song disse que espera que o J-20 esteja disponível por um período prolongado de tempo este ano, notando que realizará baixas passagens em formação e performances de acrobacias individuais como aconteceu na terça-feira.

O J-20 mostrará mais de sua manobrabilidade de combate que surpreenderá os espectadores no show aéreo, disse Song.

A aeronave de transporte Y-20, o bombardeiro H-6K, a aeronave de alerta antecipado KJ-500, o veículo aéreo não-tripulado GJ-2 e o caça J-10B estão entre os aviões a serem exibidos no show aéreo, segundo a lista de aeronaves participantes.

FONTE: Global Times

Poder Aéreo no Marrakech Air Show

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Mirage F1 marroquino
Mirage F1 marroquino

Por Jean François Auran
Especial para Forças de Defesa/Poder Aéreo

A sexta edição do show aéreo marroquino “Marrakech Air Show”, ocorreu de 24 a 27 de outubro de 2018 no pátio da base da Força Aérea em Marrakech, como nas edições anteriores. Duzentos expositores de 80 países participaram do evento este ano com a presença de grandes empresas como Airbus, Bell, Lokheed Martin, Embraer e Thales.

Muitos aviões militares e civis foram expostos para visitantes profissionais. O show foi aberto ao público em geral em 27 de outubro. Deve-se notar o alto número de aeronaves das Moroccan Royal Armed Forces e Royal Gendarmerie. A abertura do show aéreo foi marcada por demonstrações dos F-16 marroquinos, da equipe acrobática «la Marche verte» e de 2 Canadairs CL 415.

Os americanos vieram com uma participação impressionante nesta 6ª edição do show. Muitos aviões militares estavam em apresentação estática como o helicóptero AH-1 Viper e AH-64 Apache. A aeronave de patrulha marítima P-8 Poseidon foi apresentada em adição ao C-17 e ao venerável KC-135 da Utah ANG. A empresa Gulfstream exibiu seu G550 e a BELL seu novo helicóptero de cinco lugares, o Bell 505.

A Airbus levou um CASA 295 português e um A330 MRTT britânico para apresentar sua oferta de aeronaves militares. Em seu stand, ela apresentou também um modelo do helicóptero H125M. As Forças Aéreas Reais Marroquinas e a Gendarmaria Marroquina usam helicópteros franceses há quase 50 anos. Atualmente, estão em andamento discussões para a substituição do Puma e Gazelles da Força Aérea.

Durante a exposição, a Airbus e a Heliconia assinaram um acordo para criar um centro de manutenção em Marrakech para os helicópteros H125 e H135 que operam na África Ocidental. A Heliconia é um grupo internacional com subsidiárias na França, Marrocos e Senegal. A Airbus também está desenvolvendo sua rede de subcontratados no Marrocos, que agora é um participante importante no campo da subcontratação aeronáutica.

Esta edição foi marcada pela presença da “Indústria Aeroespacial Turca”, que apresentou em seu voo o helicóptero de ataque T129 pela primeira vez em um território africano. A empresa turca espera vender este poderoso helicóptero de ataque ao Marrocos.

A empresa brasileira Embraer apresentou um estande no show em Marrakech, mas não exibiu nenhuma aeronave. Distribuiu um folheto sobre sua forte presença no mercado africano. A Embraer representa 29% das entregas de aeronaves com até 150 assentos no continente. Isso representa um total de 150 aeronaves para 45 operadoras em 23 países. A empresa certificou a empresa Atlantic Air Industries Marrocos (AAI Marrocos), com sede em Casablanca, para a manutenção de aeronaves ERJ.

Presença maciça das Forças Armadas Reais

A instituição militar marroquina proporcionou um enorme apoio à organização desta atividade e aproveitou a oportunidade para mostrar as suas capacidades e a sua história. Um hangar da base foi inteiramente dedicado a apresentações com materiais e fotos. A Marinha Real Marroquina e a Gendarmaria também exibiram suas capacidades.

O Marrocos tem uma grande força aérea em termos de capacidade e coerência. O objetivo é proteger o espaço aéreo de alguns de seus vizinhos que também possuem capacidades significativas. O país optou por diversificar seus equipamentos com aeronaves americanas e europeias. Esta mistura tecnológica é particularmente sensível ao nível dos caças e aeronaves de transporte que o Marrocos usou, por exemplo, quatro C-27J Spartan, mas também sete Casa 235.

A Royal Moroccan Air Force tem muitas aeronaves, algumas das quais estão equipadas para “missões especiais”. Estes são equipados para missões anti-gafanhoto que fazem aplicação aérea. Outros aviões estão equipados para a semeadura de nuvens para provocar chuvas, com 160 dessas missões realizadas desde 1994 pela Morrocan Air Force.

A Morrocan Air Force também está aberta à cooperação internacional há várias décadas. As escolas da Força Aérea recebem muitos estagiários de 18 países africanos e do Oriente Médio.

Marrocos, um player em ascensão na indústria da aviação

A indústria da aviação marroquina está em rápida expansão há quase 10 anos. Suas fábricas trabalham para muitas empresas do setor, como Airbus, Bombardier, COMAC, Embraer e Sukhoi. Muitos estandes na mostra destacaram as vantagens de trabalhar com empresas marroquinas com uma expertise reconhecida e custos trabalhistas mais baixos em comparação com os países europeus e norte-americanos.

Conclusão

Esta edição do programa Marrakech Air Show parece ter atraído menos pessoas do que em 2016. Geralmente marcada para abril, teve que ser adiada em outubro e o calendário está cheio de eventos como Euronaval e Milipol.

Era imperativo que o Marrocos realizasse esse evento porque esse setor é de vital interesse para o país. Os Estados Unidos demonstraram, por sua importante presciência, seu compromisso com a segurança e a estabilidade deste país, que há muitos anos tem sido um aliado fiel.

Alphajets franceses
Alpha Jets franceses
F-16 da Força Aérea do Marrocos
F-16 da Força Aérea do Marrocos
ARS-300
ARS-300
AW139 RMAF
AW139 RMAF
Bell 505
Bell 505
C-27J Spartan
C-27J Spartan
Canadair CL-415
Canadair CL-415
Canadair CL-415
Canadair CL-415 do Marrocos
CASA 235 FAR
CASA 235 FAR
CL-415
CL-415
CL-415
CL-415
King Air 200 equipado para a semeadura de nuvens com o objetivo de provocar chuvas
King Air 200 equipado para a semeadura de nuvens com o objetivo de provocar chuvas
Dauphin da Marinha Real do Marrocos
Dauphin da Marinha Real do Marrocos
EC-145 da Gendarmerie Royale Marocaine
EC-145 da Gendarmerie Royale Marocaine
F-5E Tiger II marroquino
F-5E Tiger II marroquino
F-16 Block 52 marroquino
F-16 Block 52 marroquino
Visão geral da feira
Visão geral da feira
Gulftream G550
Gulftream G550
H225
H225 da Gendarmerie Royale Marocaine
Helicópteros da Heliconia
Helicópteros da Heliconia
KC-135 da Utah Air National Guard
KC-135 da Utah Air National Guard
MRTT da RAF
MRTT da RAF
Estande da DSCA
Estande da DSCA
Estande da Embraer
Estande da Embraer
Estande de equipamentos de evacuação aeromédica
Estande de equipamentos de evacuação aeromédica
Estande da Thales e MBDA
Estande da Thales e MBDA
Super King Air 200
Super King Air 200
T-6C Texas
T-6C Texas
T129 da Turquia
T129 da Turquia
T129 em voo de demonstração
T129 em voo de demonstração
UH-1D FAR
UH-1D marroquino

Embraer e FAB comemoram 50 anos do primeiro voo do Bandeirante

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Primeiro voo do Bandeirante

São José dos Campos, 26 de outubro de 2018 – A Embraer e a Força Aérea Brasileira (FAB) realizaram hoje uma cerimônia para celebrar os 50 anos do primeiro voo do Bandeirante, avião bimotor que representa um marco na história da indústria aeronáutica nacional e que levou à criação da Embraer em 1969 para a produção em série e comercialização do produto.

O evento recriou a solenidade oficial de 26 de outubro de 1968, quando centenas de convidados testemunharam o voo da aeronave que partiu da pista — na época não pavimentada — de São José dos Campos, interior de São Paulo. A celebração contou com a presença do Ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, do primeiro diretor superintendente da Embraer, engenheiro Ozires Silva, e da atual diretoria e funcionários da Companhia.

“O Bandeirante representou muito mais do que uma aeronave, mas um novo ciclo de transformação da indústria brasileira. Ele representa um Brasil que é aguerrido, capaz de unir competência, talento e inovação”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, CEO e diretor-presidente da Embraer. “Esta data comemorativa nos oferece uma oportunidade para agradecer e celebrar os pioneiros da Embraer e da indústria aeronáutica brasileira, os nossos próprios bandeirantes, que desbravaram as fronteiras da tecnologia aeronáutica. A Embraer é hoje uma empresa que compete em igualdade de condições tecnológicas com as maiores do mundo porque há 50 anos um grupo de engenheiros, projetistas e pilotos ousou trazer à vida uma aeronave que se tornou uma lenda.”

“Os 50 anos do Bandeirante devem ser comemorados sob diversos pontos de vista. Inicialmente como uma continuidade da genialidade e inventividade do brasileiro no campo da aviação. Ademais, o primeiro voo do Bandeirante representa também o início da inserção do Brasil em um contexto de destaque na indústria aeronáutica mundial, por meio da criação da Embraer e do estabelecimento de sucessivas parcerias de sucesso em diversos projetos, os quais após 50 anos projetaram a empresa a um patamar de reconhecimento e excelência incontestável em nível mundial”, disse o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato.

O primeiro protótipo do Bandeirante, então denominado de IPD-6504, realizou o voo de teste inaugural em 22 de outubro de 1968, com a presença da equipe técnica do projeto. O avião, pintado nas cores da FAB, deixou o hangar do X10, do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), para decolar às 7h07 e retornou para pouso 50 minutos depois sob o comando do major-aviador José Mariotto Ferreira e do engenheiro de voo Michel Cury. Mas foi somente quatro dias depois que o avião foi apresentado oficialmente a autoridades e jornalistas, e o voo novamente realizado.

Digno de seu nome, o avião Bandeirante liderou o desenvolvimento da aviação regional global e impulsionou a indústria aeronáutica brasileira, com o início de uma história de sucesso que permitiu transformar ciência e tecnologia em engenharia e capacidade industrial, hoje reconhecidas em todos os continentes nos quais voam os aviões fabricados pela Embraer.

Para a construção do primeiro protótipo, decorreram três anos e quatro meses, entre os primeiros estudos preliminares e o voo inaugural. Para isso, foram gastos 110 mil horas de projeto, tendo sido executados 12.000 desenhos de fabricação, 22.000 horas de cálculo estrutural e aerodinâmico e 282.000 horas de fabricação do avião e do seu ferramental.

Ao longo de mais de duas décadas, a Embraer produziu e entregou 498 aviões Bandeirante em diversas configurações civis e militares. Atualmente, cerca de 150 aeronaves estão em operação em linhas aéreas, táxi-aéreos, entidades governamentais e Forças Aéreas nas Américas, Ásia, Africa, Europa e Oriente Médio.

 

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer