segunda-feira, 23 setembro, 2019
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Senta a Pua! – documentário completo

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‘Lançar-se sobre o inimigo com decisão, golpe de vista e vontade de aniquilá-lo’

Senta a Pua! é um documentário brasileiro de 1999 dirigido por Erik de Castro. O diretor produziria ainda A Cobra Fumou em 2003 e dirigiria novo documentário em 2012, O Brasil na Batalha do Atlântico, encerrando uma trilogia sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.

O documentário versa sobre a atuação do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Baseado no livro homônimo do brigadeiro Rui Moreira Lima, conta com depoimentos do próprio Lima e outros integrantes do grupo como os brigadeiros Corrêa Netto, Meira, Neiva e Joel Miranda.

A Força Aérea Brasileira comemora todos os anos no dia 22 de abril o aniversário da Aviação de Caça, por ter sido o dia de sua maiores realizações no Teatro da Itália na Segunda Guerra Mundial. No dia 22 de abril de 1945, o 1º Grupo de Aviação de Caça realizou 11 missões de 44 surtidas, com somente 22 pilotos.

Caças da Força Aérea Brasileira nos anos 90

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Texto e fotos de Roberto F. Santana

Brasília, início dos anos noventa. A Força Aérea Brasileira expõe ao público alguns exemplares de sua força de aeronaves de caça e ataque.

No pátio dos hangares do 6º Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA), caças como o Mirage III, Northrop F-5E, AMX A-1 e AT-27 Tucano.

As fotos, tiradas com uma máquina fotográfica simples da época, não deixam de revelar o excelente estado de conservação das aeronaves da FAB, como camuflagem original dos F-5E e uma das primeiras variações na pintura dos Mirage III, um belo azul acinzentado.

A exposição revelava também todo um capricho e atenção dispensadas ao público por parte da Força Aérea Brasileira, as aeronaves eram expostas com todo seu arsenal, perfeitamente ordenado e exposto em frente aos aviões.

É possível notar também que o Mirage III já tinha sofrido uma de suas modificações, como os ‘canard’ e os tanques externos capazes de transportar bombas (réservoir penduraile Kangourou RPK).

As fotos do F-5E mostram algo interessante, a aeronave está equipada com três tanques externos, cada um com capacidade de 1.040 litros de combustível, configuração extremamente rara de ser vista, principalmente em voo.

Caça J-10 pode prejudicar o JF-17 sino-paquistanês no mercado internacional

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Caça chinês J-10C

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Aéreo

Há pelo menos cinco anos que o projeto do caça sino-paquistanês JF-17 Thunder (FC-1 para os chineses) vem tentando se impor no mercado internacional como um jato militar de 4ª geração (eletrônica) e custo modesto.

Os resultados, até agora, são pequenos.

Encomendas, mesmo, só as das forças aéreas do próprio Paquistão e da vizinha Myanmar (antiga Birmânia). A Nigéria promete, há mais de um ano, ficar com três exemplares, para testes. Arábia Saudita, Egito, Argentina, Bangladesh, Sri Lanka e Irã manifestaram interesse na aeronave, mas depois recuaram.

Mais recentemente o Thunder vem sendo confrontado com um outro novato na faixa dos caças leves: o indiano LCA Tejas. Nesse momento, ambos disputam a preferência da Aviação Militar da Malaísia.

Agora, o sofrido JF-17 precisa enfrentar outro oponente, representante da vigorosa indústria aeronáutica chinesa: o interceptador Chengdu J-10 – cujo nome é Dragão Vigoroso.

Os detalhes dessa competição são bem conhecidos dos fabricantes do J-10. Afinal, a Chengdu é a mesma indústria que, em parceria com o Pakistani Aeronautical Complex, projetou e fabrica o Thunder.

Nesse momento, dirigentes da fábrica chinesa lidam com duas corporações militares asiáticas que parecem vivamente interessadas no J-10: as forças aéreas do Laos e de Bangladesh (antiga Bengala Oriental).

JF-17M de Myanmar

MiG – Cercados por nações da Indochina – Tailândia e Vietnã – muito mais poderosas pelo ar, os laosianos acabam de importar um lote de jatos russos de treinamento avançado Yakovlev Yak-130, próprios para a formação de pilotos de combate, e sinalizam estar determinados a providenciar um substituto para os seus caças de 1ª linha: os antiquados MiG-21, fabricados na extinta União Soviética.

Bangladesh que, para o desgosto da vizinha Índia, vem importando quantidades crescentes de material militar chinês (especialmente para a Marinha), também estaria firmemente interessada no J-10.

O portal de notícias militares chinesas ChinaMil (China Military Online) informou, nesta quinta-feira (24.01), que tanto o governo de Vientiane como o de Daca, teriam capacidade de absorver entre um e dois esquadrões de J-10 – ou seja, entre 12 e 24 unidades do avião.

De acordo com o ChinaMil, o valor unitário da versão básica do J-10 está no patamar dos 30/35 milhões de dólares (a do JF-17 fica entre 25 e 30 milhões).

No final do ano passado, o Comandante do Exército paquistanês, general de quatro estrelas Qamar Javed Bajwa, de 59 anos, sentou na nacele de um J-10 durante o exercício aéreo conjunto China-Paquistão Shaheen VII. O pessoal da Chengdu ficou animado com a perspectiva de os paquistaneses adotarem seu novo caça, mas depois disso veio só o silêncio.

Aos observadores do Ocidente parece pouco provável que os militares de Islamabad, que apoiam o esforço de sua indústria para exportar o JF-17, possam, agora, curvar-se ao J-10 – jato considerado de 4,5º geração, equivalente ao Lockheed Martin F-16 (que o Paquistão já opera).

As armas do J-10C

Saab oferece o caça Gripen E para a Suíça

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Caça Saab JAS 39E Gripen voa com mísseis Meteor
Caça Saab JAS 39E Gripen com mísseis Meteor

Com o apoio da Suécia, a Saab apresentou hoje a sua proposta para a aquisição de novos aviões de combate suíços à armasuisse, a agência suíça de aquisição de defesa. A Saab oferece o Gripen E e um abrangente programa de participação industrial para a indústria suíça, que corresponde a 100% do valor do contrato.

A proposta consistindo de opções para 30 e 40 aeronaves de caça Gripen E de nova construção é uma resposta à Solicitação de Proposta (RFP), que a armasuisse emitiu em 6 de julho de 2018. A Suíça tem a necessidade de substituir sua frota de caça F/A 18 aeronaves Hornet e F-5 E/F Tiger.

“A solução proposta do Gripen E apresenta a mais recente tecnologia disponível e baixos custos de aquisição, operação e suporte que darão à Suíça um tamanho ideal de frota, com o melhor efeito operacional total nas próximas décadas”, diz Jonas Hjelm, diretor da área de negócios da Saab Aeronáutica.

Como parte da proposta para a Suíça, a Saab oferece participação industrial suíça no valor de 100% do valor do contrato. A cooperação com a indústria suíça, em todas as regiões do país, em manufatura, manutenção e tecnologia, melhorará a competência e as capacidades destinadas à sustentação e ao desenvolvimento do sistema Gripen E na Suíça. A Saab tem uma base histórica, forte e ampla de fornecedores na Suíça, que este programa irá expandir ainda mais para assegurar uma cooperação eficiente ao longo da vida.

O programa Gripen E está progredindo conforme o planejado, com a produção em andamento e as entregas dos clientes a partir deste ano. As mais recentes tecnologias estão sendo incorporadas para fornecer às forças aéreas capacidades operacionais projetadas para derrotar as ameaças de hoje, mas também o futuro. Os principais marcos alcançados durante os últimos seis meses incluem voos com mísseis IRIS-T e METEOR, bem como a segunda aeronave do Gripen E em voo.

Cinco nações operam atualmente o Gripen: Suécia, África do Sul, República Tcheca, Hungria e Tailândia. A Suécia e o Brasil encomendaram o Gripen E. Além disso, a Escola de Pilotos de Teste do Império do Reino Unido (ETPS) usa o Gripen como plataforma para treinamento de pilotos de teste.

DIVULGAÇÃO: Saab

Mais informações sobre o novo drone russo de combate

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O tamanho do drone Okhotnik comparado ao caça-bombardeiro Su-34

As primeiras imagens de um novo drone de combate (UCAV – Unmanned Combat Air Vehicle) russo Okhotnik provocaram grande repercussão na mídial internacional.

Analistas militares disseram que novas fotos do drone Okhotnik tomadas à distância podem ter sido tiradas durante os testes terrestres de novembro em Novosibirsk. O drone de combate foi submetido a testes no verão passado e deve voar pela primeira vez em 2019, informou a Interfax em junho passado, citando uma fonte não identificada.

Novas fotos em close-up do drone stealth “impressionantemente grande” foram amplamente compartilhadas nas redes sociais na quinta-feira.

O grande tamanho do Okhotnik, comparado a um trator puxado, sugere que o drone pode ser tão grande quanto um caça de peso médio, mas mais curto e com uma envergadura muito maior.

O UCAV parece ser propulsado por um motor de caça a jato de tamanho normal, o que ajudaria a decolar com pesos brutos altos.

Por ser ainda um protótipo, a aeronave deverá sofrer mudanças no desenho, principalmente no setor traseiro.

  • Na interessante comparação de tamanho do drone com um Su-34, algumas estimativas aproximadas:
  • Envergadura: 19,3 – 19,4 metros
    Comprimento: 15,1 m
  • Área da asa – 118 m2
  • Peso Carregado: 27.000kg

A319 ACJ da Força Aérea Italiana em Recife

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A319 ACJ da Força Aérea Italiana – Foto: Victor dos Santos Farias

Um avião A319 ACJ (Airbus Corporate Jet), versão executiva do A319 da Força Aérea Italiana, pousou ontem (23) em Recife trazendo a Ministra da Defesa da Itália.

O motivo da visita da ministra da Defesa da Itália, Elisabetta Trenta, foi acompanhar o andamento da licitação de que participam quatro empresas italianas, uma delas com um estaleiro em Pernambuco.

O processo é para definir a indústria que vai construir as corvetas classe Tamandaré da Marinha do Brasil. A expectativa da Itália é que a construção ocorra em Pernambuco.

Leia a notícia completa sobre a visita no site Poder Naval, clicando aqui.

FOTO: Victor dos Santos Farias / COLABOROU: Valter Andrade

Foto do drone de combate russo e nova pintura do Su-57

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Sukhoi Okhotnik

Foi divulgada a primeira foto do drone Sukhoi Okhotnik (Caçador), UAV da ataque (construído pela Novosibirsk Aviation Plant), que completou seus primeiros testes de pista em novembro.

O Okhotnik também conhecido como S-70 está programado para completar seu primeiro voo em 2019, com entregas marcadas para 2020.

Coincidentemente a Rússia também divulgou imagens de um caça Sukhoi Su-57 com uma nova pintura que traz na cauda a silhueta do drone Okhotnik acompanhando o caça de quinta geração russo.

Talvez este Su-57 seja usado na campanha de ensaios do Okhotnik ou a pintura faça alusão ao futuro emprego operacional conjunto das aeronaves.

Su-57 com pintura pixelizada do drone na barriga

COLABOROU: Rustam Bogaudinov

F-16 do deserto: Indonésia modernizou 24 caças por US$ 670 milhões

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Pilotos da USAF se preparam para levar o quinto lote de F-16 para a Indonésia, em 14 de março de 2017, na Hill AFB – Foto: USAF

A Força Aérea da Indonésia (Tentara Nasional Indonesia – Angkatan Udara, TNI-AU) ganhou, em janeiro de 2012, 30 caças F-16 que estavam armazenados no AMARG, nos EUA.

Destes, 24 aviões foram depois atualizados do Bloco 25 para o padrão Bloco 52 pela Força Aérea dos EUA (USAF) no Complexo Logístico de Ogden (Base Aérea de Hill, Utah).

As aeronaves F-16 envolvidas foram originalmente voadas pelas unidades da Força Aérea dos EUA e da Guarda Aérea Nacional, mas foram desativadas e armazenadas por vários anos no 309th Aerospace Maintenance and Regeneration Group (AMARG) na Davis-Monthan AFB, no deserto do Arizona.

Os 30 caças F-16C/D estocados no deserto foram recebidos sem custo, sendo que seis deles foram canibalizados para gerar peças sobressalentes.

O governo indonésio pagou US$ 670 milhões para modernizar 24 jatos com novos aviônicos, motores, asas, trem de pouso e outros componentes.

A mídia local relatou que a reforma incluiu extensão da vida útil, como a revisão das asas, trem de pouso e motores, bem como melhorias de capacidade de aviônicos. Estes incluem um radar AN/APG-68 atualizado (V), enlace de dados no padrão Link 16, sistema de guerra eletrônica AN/ALQ-213, RWR (alerta radar) ALR-69 Classe IV e contramedidas ALE-47.

As três primeiras aeronaves modernizadas foram recebidas em 25 de julho de 2014.

Lista de equipamentos oferecidos pelos EUA ao Brasil inclui caças

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Caças F-16 armazenados no AMARG

O jornalista Roberto Lopes noticiou no Forças Terrestres que, no fim de 2018, Washington enviou uma correspondência com uma lista de material militar usado disponível para o Ministério da Defesa do Brasil.

Os diferentes itens dessa relação são, tecnicamente, considerados “excedentes” das Forças Armadas dos Estados Unidos, e podem ser adquiridos, via Foreign Military Sales (FMS), a preços facilitados, por nações consideradas “amigas” dos EUA (e, em alguns casos, também por doação pura e simples).

A lista incluiria fragatas da classe Oliver Perry, helicópteros Black Hawk, Cobra, veículos utilitários, tanques M1 Abrams e também caças supersônicos, segundo uma fonte.

A Força Aérea dos EUA retirou de serviço no ano de 2010, 135 caças F-15C/D Eagle e 112 F-16C Fighting Falcon. Os aviões foram armazenados no AMARG (Aerospace Maintenance and Regeneration Group), na Davis-Monthan AFB, no deserto do Arizona, juntamente com aeronaves mais antigas.

Caças F-15 estocados no AMARG

Em 2013, antes da definição do vencedor do Programa FX-2, noticiamos que um grupo de militares do Comando da Aeronáutica planejava visitar os Estados Unidos para avaliar células estocadas de F-16 no deserto do Arizona. O objetivo era selecionar algumas destas células usadas para equipar a FAB em função da aposentadoria dos Mirage 2000 e de parte da frota de F-5 e A-1.

O número de caças seria superior à quantidade necessária para a formação de um esquadrão (12 aviões), podendo chegar a dois esquadrões. A busca seria por modelos das versões C/D Block 40/42. Seriam aeronaves construídas na época da Guerra do Golfo (1990/1991) e, portanto, células com mais de 20 anos.

Entretanto, depois que o Gripen NG foi selecionado para o Programa F-X2 da FAB, a compra de caças usados da USAF perdeu o sentido, já que as primeiras unidades do Gripen E deverão ser entregues a partir de 2021.

USAF financia testes de mísseis Cuda ‘Half-Raam’ da Lockheed

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Modelo em 3D do míssi ar-ar Cuda

A Força Aérea dos EUA (USAF) financiou um programa de demonstração de testes de voo para o míssil ar-ar Cuda da Lockheed Martin, levando o conceito depois de cinco anos da sua aparição, diz a empresa.

Os testes de voo, financiados pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea (AFRL), avaliarão como o Cuda se compara com a capacidade de manobra em fase terminal do míssil ar-ar de alcance médio Raytheon AIM-120 (Amraam), diz Frank St. John, vice-presidente executivo da área de negócios Missiles and Fire Control da Lockheed.

Às vezes chamada de “half-raam”, a Lockheed projetou o Cuda para ter um alcance similar ao AIM-120 em um pacote com metade do tamanho, permitindo que caças existentes, como o F-22 e F-35, carregassem o dobro de mísseis ar-ar internamente.

O alcande proposto do míssil Cuda na mesma faixa do AIM-120 pode parecer contra-intuitivo em um pacote relativamente pequeno, mas a Lockheed insiste que é possível. Após o lançamento, o motor de foguete do AIM-120 queima por apenas alguns segundos, então usa a inércia e controla as aletas para manobrar enquanto se aproxima do alvo.

O Cuda de tamanho médio também usa o mesmo princípio. Para compensar o volume reduzido de propulsor, a Lockheed adiciona um sistema de controle de desvio e atitude (DACS) derivado do míssil PAC-3 terrestre. O DACS insere pequenos propulsores de foguete no nariz do míssil. Combinados com aletas de controle montadas à ré, tais propulsores poderiam, em teoria, tornar o Cuda mais eficiente que o AIM-120 durante a fase terminal de uma interceptação de longo alcance.

Além do F-22 e do F-35, a Lockheed também considera que Cuda desempenha um papel potencial no programa Next Generation Air Dominance (NGAD) da USAF. A área de negócios de Aeronáutica da Lockheed, com sua divisão Skunk Works em Palmdale, Califórnia, lidera as discussões da empresa com a Força Aérea na área da NGAD, mas a Missiles and Fire Control também participa com um conjunto de tecnologias, diz St. John.

Além de novos mísseis, a Lockheed também está avaliando como combinar essas armas com uma variedade de sensores, incluindo busca por infravermelho e rastreamento (IRST).

“Atualmente, há financiamento da AFRL para desenvolver o Cuda. Também há sensores – sensores de abertura distribuídos, sendo também financiados e sensores IRST”, diz St. John. “Estamos fazendo o trabalho de colaboração [análise operacional] com o pessoal de Palmdale sobre como esses sensores e armas permitem uma futura plataforma de domínio aéreo. Eu não posso entrar muito mais do que isso por causa das classificações de segurança.”

F-35 equipado com 12 misseis ar-ar Cuda nas baias internas

FONTE: Aviation Week

Israel atacou vários sistemas de defesa aérea Pantsir-S1 na Síria

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As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram que atacaram várias das baterias de defesa aérea Pantsir-S1 das Forças Armadas sírias em Damasco, no dia 21 de janeiro

Em 21 de janeiro, a IDF afirma ter atingido alvos iranianos e sírios em Damasco, incluindo o avançado sistema de defesa aérea Pantsir-S1.

As IDF disseram que a operação durante a madrugada teve como alvo a Força de Quds de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, bem como as defesas aéreas sírias. Quatro pessoas morreram.

“Durante o nosso ataque, dezenas de mísseis terra-ar sírios foram lançados, apesar de avisos claros para evitar esse tipo de reação. Em resposta, também atacamos várias baterias de defesa aérea das Forças Armadas sírias”, disse o comunicado militar.

Além disso, militares israelenses divulgaram imagens mostrando os vários sistemas de defesa antimísseis Pantsir-S1 (SA-22, de acordo com a designação da Otan) de fabricação russa atingidos diretamente durante um ataque aéreo israelense na Síria.

O Pantsir-S1 é um sistema de mísseis/canhões combinados e avançados, de fabricação russa, do tipo móvel em caminhões 8×8. O sistema de arma transportável/SAM inclui até 12 mísseis superfície-ar dispostos em dois grupos de 6 tubos na torre e um par de canhão de 30 mm.

Este não é o primeiro caso em que a Força Aérea Israelense destrói o sistema Pantsir-S1 com impunidade.

Em 10 de maio de 2018, caças israelenses atingiram vários alvos militares na Síria, incluindo o sistema russo Pantsir-S1.

Pantsir-S1
Pantsir-S1

Singapura identifica o F-35 como solução de caça a longo prazo

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Mockup do F-35 em Singapura

O ministro da Defesa de Singapura, Ng Eng Hen, anunciou na mídia social que após a conclusão de uma avaliação técnica pela Força Aérea da República da Singapura (RSAF) e Agência de Ciência e Tecnologia de Defesa (DSTA), o Lockheed Martin F-35 foi selecionado como o sucessor de caça de próxima geração para a frota existente de F-16.

O anúncio feito em 18 de janeiro é uma pequena surpresa. A RSAF opera atualmente uma mistura de caças de origem norte-americana e baseia alguns dos seus F-15 e F-16 nos Estados Unidos para fins de treinamento de pilotos e tripulantes. Os laços militares entre a República de Singapura e os Estados Unidos são próximos, e o F-35 tem sido visto em muitos círculos como um sucessor natural do F-16.

Singapura seguiu o programa F-35 desde que se juntou como observador em 2004. Os EUA ofereceram a participação de Singapura como participante de “Cooperação em Segurança” (isto é, cliente do FMS) durante a fase de Desenvolvimento e Demonstração do Sistema (SDD) do programa, acesso a briefings de projeto e permitir que Singapura faça pedidos antecipados, pelo modesto custo de US$ 24 milhões.

Uma pedra angular da defesa e da política de segurança de Singapura é a necessidade de projetar poder e alavancar sua vantagem tecnológica militar como uma dissuasão útil contra possíveis inimigos, tanto próximos quanto estrangeiros. A adição do F-35 ajudaria esse requisito, ao mesmo tempo em que forneceria à RSAF uma plataforma capaz de operar juntamente com seus aliados estratégicos nos EUA e na Austrália.

Com a China continuando a pressionar suas reivindicações territoriais no Mar do Sul da China e seus militares desenvolvendo seus próprios caças stealth avançados, Singapura, sem dúvida, considera uma aquisição do F-35 como combinando as melhorias realizadas por um rival em potencial.

A advertência do anúncio da Ng Eng Hen é que a avaliação técnica realizada pela RSAF e pela DSTA concluiu que apenas um pequeno número de F-35 deveria ser comprado para realizar uma avaliação completa dos caças e determinar sua adequação antes de obter uma compra em maior quantidade.

Em outras palavras, essa é uma abordagem cautelosa envolvendo um processo de compra, venda e avaliação visto como necessário antes de empreender uma aquisição tão cara.

O ministro da Defesa também observou que as agências de Singapura precisam agora discutir com seus colegas americanos como melhor avançar em tal aquisição – um processo que deve levar de 9 a 12 meses antes que uma decisão final seja tomada.

Singapura tradicionalmente mantém seus planos de defesa secretos. Quando realiza um programa de compras, faz isso de maneira cuidadosa e incremental.

Assim, a determinação de fazer uma avaliação detalhada e mensurada do Joint Strike Fighter é menos incomum do que a abordagem de “pequenos lotes de compra-para-teste” ignorada por uma nação como Israel, muitas vezes vista como o modelo relativamente emulado por Singapura na construção de um forte exército com uma limitada reserva de mão de obra.

Também é digno de nota que o Ministério da Defesa não divulgou qual variante do F-35 pretende adquirir para o período final de avaliação.

A variante F-35 “B” de decolagem curta e pouso vertical (STOVL) faz sentido para Singapura devido à sua área de terra limitada e, portanto, sua vulnerabilidade a ataques aéreos inimigos e mísseis/foguetes em suas pistas.

O recurso STOVL eliminaria a necessidade de alinhar as aeronaves em um aeródromo, permitindo que a RSAF conseguisse dispersar sua frota em vez de sujeitar a aeronave a ser atingida no solo ou inutilizada devido a danos em suas pistas. Para esses jatos de STOVL, apenas uma capacidade limitada da pista é necessária.

FONTE: Forecast International

Há 45 anos, acontecia o ‘flight zero’ do YF-16

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No vídeo abaixo, o piloto Phil Oestricher conta como foi o “flight zero” do protótipo YF-16 que quase acabou em acidente, em 20 de janeiro de 1974.

Durante o teste de táxi em alta velocidade, o piloto de testes da General Dynamics decidiu decolar para evitar a destruição da máquina e aterrissou em segurança seis minutos depois.

O simulador que Oestricher tinha treinado não retratava adequadamente as forças do manche, e ele não soube avaliar quanto de aileron estava comandando. Após a corrida de decolagem, o YF-16 mal podia ser controlado, e Oestricher decidiu que seria mais seguro voar.

O estabilizador horizontal direito foi avariado neste primeiro voo inadvertido do YF-16. Ele foi substituído em cerca de três dias, durante os quais o sistema de controle de voo foi ajustado para compensar os comandos excessivamente sensíveis do manche durante a decolagem.

O piloto de testes e engenheiro Phil Oestricher, a primeira pessoa a pilotar o protótipo YF-16, faleceu em Fort Worth, Texas, no dia 18 de dezembro de 2015, aos 84 anos de idade.

Phil Oestricher e o segundo protótipo do F-16 em maio de 1974

VÍDEO: Filme promocional do Northrop F-20 Tigershark

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O vídeo do final deste post reproduz o filme de vendas do Northrop F-20 Tigershark (inicialmente F-5G) feito pela Northrop na década de 1980. O F-20 era um caça leve financiado pela iniciativa privada, projetado e construído pela Northrop.

Seu desenvolvimento começou em 1975 como uma evolução adicional do Northrop F-5E Tiger II, apresentando um único motor GE F404 que melhorou muito o desempenho geral, e uma moderna suíte de aviônicos, incluindo um radar poderoso e flexível. Comparado com o F-5E, o F-20 era muito mais rápido, ganhava capacidade ar-ar além do alcance visual (BVR) e possuía um conjunto completo de modos ar-solo capazes de disparar a maioria das armas dos EUA. Com essas capacidades aprimoradas, o F-20 tornou-se competitivo com projetos de caça contemporâneos como o General Dynamics F-16 Fighting Falcon, mas era muito mais barato comprar e operar.

Grande parte do desenvolvimento do F-20 foi realizado sob um projeto do Departamento de Defesa dos EUA (DoD) chamado “FX”. O FX procurou desenvolver caças que seriam capazes de combater as mais recentes aeronaves soviéticas, mas excluindo as tecnologias de linha de frente sensíveis usadas pelas próprias aeronaves da Força Aérea dos Estados Unidos. O FX era um produto das políticas militares de exportação do governo Carter, que visavam fornecer aos países estrangeiros equipamentos de alta qualidade sem o risco de a tecnologia da linha de frente cair nas mãos dos soviéticos. A Northrop tinha grandes esperanças para o F-20 no mercado internacional, mas mudanças políticas após a eleição de Ronald Reagan fizeram com que o F-20 tivesse que competir por vendas contra aviões como o F-16, o mais recente projeto de caça da USAF.

A Northrop assinou um Memorando de Acordo com a Força Aérea, em maio de 1983, que responsabilizou a Força Aérea pela certificação do desempenho do F-20, pelo programa de certificação de aeronavegabilidade e preço fixo. A lenda do setor aeroespacial Chuck Yeager, empregado como porta-voz da Northrop, elogiou a aeronave como “magnífica” e foi destaque em publicidade.

Em novembro de 1982, o Bahrein se tornou o primeiro cliente. A Coreia do Sul também explorou a produção local do F-20, e em melhorias de suporte foram implementadas. Ests incluíram upgrades de aviônicos, um tanque de combustível expandido e o uso de compósitos de fibra de vidro. As mudanças foram tão extensas que um quarto protótipo foi construído para testá-las. Em 1983, a Northrop estava envolvida em várias negociações simultâneas para o F-20, e suas perspectivas pareciam positivas.

Em 10 de outubro de 1984, o protótipo GG1001 caiu na Coreia do Sul em um voo de demonstração, matando o piloto Darrell Cornell da Northrop. Uma investigação não encontrou falhas mecânicas ou de projeto no F-20 e concluiu que Cornell havia desmaiado devido a forças g excessivas (G-LOC). Outro protótipo, o GI1001, caiu em maio de 1985 em Goose Bay, Labrador, matando o piloto Dave Barnes da Northrop. Mais uma vez o acidente foi atribuído ao G-LOC. Barnes estava praticando sua rotina acrobática para o Paris Air Show.

Devido a esses acidentes, o clima político e outras questões, o programa de desenvolvimento da Northrop foi abandonado em 1986 depois de três protótipos terem sido construídos e um quarto parcialmente concluído.

F-20 e Chuck Yeager
F-20 Tigershark

Trump revela planos ambiciosos de defesa contra mísseis

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O presidente Trump revelou nesta quinta-feira um plano abrangente para defender os EUA e seus aliados do ataque de mísseis balísticos.

O plano é a primeira atualização da estratégia de defesa antimísseis do país em quase uma década, mas em muitos aspectos é uma reminiscência da Iniciativa de Defesa Estratégica do presidente Ronald Reagan, um programa que foi mais tarde apelidado de “Star Wars”.

O relatório descreve uma bateria de novas tecnologias – incluindo lasers e sistemas baseados em espaço – que o Pentágono quer combater o que considera ser uma ameaça crescente de mísseis. Ele também pede a adição de 20 sistemas de mísseis interceptadores a um sistema existente de 44 interceptadores baseados em Fort Greely, no Alasca.

“Nosso objetivo é simples”, disse Trump em um comunicado do Pentágono na quinta-feira. “Para garantir que possamos detectar e destruir qualquer míssil lançado contra os Estados Unidos em qualquer lugar, a qualquer hora, em qualquer situação.”

Os críticos foram rápidos em apontar que o cumprimento dessa meta custaria muitos bilhões de dólares.

“Seria incrivelmente caro”, diz Laura Grego, física da Union of Concerned Scientists que monitora programas de defesa antimíssil. Grego diz que os comentários de Trump remontam aos dias da Iniciativa de Defesa Estratégica de Reagan. Esse programa custou bilhões e, no final, sua visão de uma defesa geral contra ataques nucleares baseada no espaço provou ser tecnicamente muito desafiadora.

A última revisão do Pentágono sobre defesa antimísseis foi realizada em 2010, sob o presidente Barack Obama. Essa revisão anterior enfatizou a ameaça de nações como o Irã e a Coreia do Norte e pediu uma defesa limitada que pudesse detê-los.

As coisas mudaram desde então.

A Coreia do Norte testou com sucesso um míssil balístico intercontinental capaz de chegar aos Estados Unidos. China e Rússia, enquanto isso, estão trabalhando em armas avançadas que podem, em teoria, escapar das defesas antimísseis existentes.

A nova revisão ainda chama o Irã, e descreve a Coreia do Norte como uma “ameaça extraordinária”, apesar das negociações em curso entre o Norte e a administração Trump.

Mas também se concentra fortemente na Rússia e na China, que estão desenvolvendo sistemas que impedem a defesa, como um míssil de cruzeiro movido a energia nuclear e armas hipersônicas capazes de voar a mais de cinco vezes a velocidade do som.

“Os EUA agora ajustarão sua postura para também se defenderem contra qualquer ataque com mísseis, incluindo mísseis hipersônicos e de cruzeiro”, disse Trump.

Esse ajuste pode levar a uma corrida armamentista, adverte Vipin Narang, especialista em controle de armas do MIT. A evocação explícita de armas russas e chinesas pode oferecer uma oportunidade política para que esses países acelerem seus programas, argumenta. “Isso será um presente para Putin.”

Mas outros dizem que uma corrida armamentista já está em andamento.

“Estaremos sempre em uma corrida armamentista, quer você queira ou não”, diz Trey Obering, ex-chefe da Agência de Defesa de Mísseis, que agora é vice-presidente executivo da consultoria Booz Allen Hamilton.

Obering diz que a nova revisão da defesa antimíssil é “just in time”, dadas as crescentes ameaças que a nação enfrenta. Ele acrescenta que muita coisa mudou desde os anos 80. Os avanços em materiais, computação e foguetes tornaram a defesa contra mísseis mais barata do que nunca, diz ele.

Tom Karako, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, acrescenta que as ambições do Pentágono, conforme escritas no relatório, são mais modestas do que a meta de Trump de destruir qualquer míssil no planeta. “Eu acho que é uma boa aspiração”, diz Karako. “Mas da minha leitura do documento, diz algo um pouco menor”. A maior parte do dinheiro para sistemas avançados, como lasers, será restrita inicialmente a P&D, diz ele.

No geral, ainda não está claro quanto da estratégia de defesa antimísseis de Trump se tornará realidade. Em seu discurso, o presidente insinuou que os aliados ricos dos EUA poderiam ajudar a pagar pelas defesas, mas o físico Grego diz que é mais provável que os membros do Congresso sejam os que autorizarão o financiamento.

“A Câmara Democrata será muito mais cética do que os congressos anteriores”, ela prevê. “Ele vai ter dificuldade em passar muitas dessas coisas.”

Alcance dos mísseis balísticos da China

FONTE: NPR

KC-390: relacionamento com a Boeing será chave para marketing e redução de custos

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Embraer KC-390
Embraer KC-390

A joint venture de defesa da Embraer com a Boeing usará a alavancagem da empresa americana em relação aos fornecedores para cortar custos de peças e componentes no transporte tático KC-390.

A companhia brasileira disse em uma conferência de investidores em 16 de janeiro que também vai se apoiar na rede internacional de vendas e marketing da Boeing, bem como na influência geopolítica dos EUA, para expandir as vendas do transporte.

“Nos mercados em que os EUA têm uma enorme influência geopolítica, concorremos com a Lockheed Martin nesses mercados”, disse Nelson Salgado, diretor financeiro da Embraer. “Agora, com a parceria com a Boeing, estamos abrindo todos esses mercados, os EUA e os mercados onde os EUA têm influência geopolítica significativa. Com a alavancagem da Boeing na cadeia de suprimentos, teremos grandes possibilidades de reduzir custos no [KC-390] e torná-lo um produto [que seja] mais competitivo também. ”

O KC-390 é equipado com dois turbofans A25 International Aero Engines V2500 e pode transportar 80 soldados ou 64 paraquedistas. A aeronave é projetada para executar missões como transporte de carga e de tropas, entrega de tropas e cargas aéreas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento e combate a incêndios florestais.

Para lançar a nova joint-venture de defesa, a Embraer e a Boeing contribuirão com caixa e ativos, diz Salgado.

“O principal ativo com o qual a Embraer vai contribuir é a licença que temos para comercializar o KC-390 em todo o mundo exclusivamente. A propriedade intelectual do KC-390 pertence à Força Aérea Brasileira e ainda pertencerá à Força Aérea Brasileira”, afirma. “Nossa contribuição em dinheiro será algo abaixo de US$ 100 milhões.”

Nas imagens, exemplos de configurações de carga do KC-390:
7 pallets 463L (dois deles sobre a rampa);
1 helicóptero Blackhawk;
1 veículo blindado LAV-25; 3 veículos
Humvee, entre outras possíveis

A joint venture voltada para a defesa também manterá as instalações de montagem final da Embraer em Melbourne, na Flórida, em Gavião Peixoto, no Brasil, e em Jacksonville, na Flórida. A Embraer diz que também está pesquisando a adição de uma instalação de montagem final para o KC-390 nos EUA.

O KC-390 é voltado para o segmento de mercado preenchido pela Lockheed Martin C-130 Hercules, que detém a maior fatia do mercado global de transporte militar em 2018 com 878 aeronaves ativas, ou 21% de participação de mercado, segundo o Flight Fleets Analyzer do FlightGlobal. A Embraer alega que o KC-390 tem o menor custo de ciclo de vida no mercado, bem como as velocidades máximas que ultrapassam o rival do turboélice.

A Embraer planeja continuar testando o avião de transporte em 2019, incluindo testes avançados de lançamento aéreo com cargas pesadas, reabastecimento aéreo e operações de pista não pavimentadas. A empresa afirma que a primeira aeronave de produção será entregue à Força Aérea Brasileira no primeiro semestre de 2019. O Flight Fleet Analyzer do FlightGlobal mostra que o serviço tem 27 pedidos firmes.

Existem 38 cartas de intenção para encomendar aeronaves de clientes internacionais, incluindo seis LOIs da Argentina, seis do Chile, 12 da Colômbia, duas da República Tcheca, seis de Portugal e seis da SkyTech, empresa de serviços de aviação com sede em Lisboa, de acordo com o Flight Fleet Analyzer.

Devido a uma excursão de pista com o protótipo 001 em maio de 2018, a declaração de capacidade operacional final para a aeronave está atrasada até o segundo semestre de 2019, diz a empresa. O incidente levou a empresa a incorrer em um item especial de US$ 127 milhões, reduzindo a receita de 2018 da unidade de defesa e segurança da empresa para US$ 600 milhões dos US$ 800 milhões a US $900 milhões previstos.

Vista em corte do KC-390. Clique na imagem para ampliar
Vista em corte do KC-390. Clique na imagem para ampliar

FONTE: FlightGlobal

SAIBA MAIS:

Inteligência dos EUA confirma que China desenvolve bombardeiro tático furtivo além do bombardeiro estratégico

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Concepção do futuro bombardeiro médio chinês JH-XX

O site The Drive noticiou que um braço da Comunidade de Inteligência dos EUA confirmou publicamente a existência de não um, mas dois programas de desenvolvimento de bombardeiros furtivos chineses pela primeira vez em um novo relatório. Além do muito divulgado programa de bombardeiros pesados ​​furtivos H-20, a China também está trabalhando em um bombardeiro furtivo menor, com foco regional, comumente chamado de JH-XX.

Esta nova informação está contida no último relatório da Força Militar Chinesa da Agência de Inteligência da Defesa (DIA), divulgado em 15 de janeiro de 2019. A DIA reiniciou a publicação de suas análises públicas não secretas do “Poder Militar” em 2017, que remontam à Guerra Fria — quando produzia relatórios do Poder Militar Soviético. Este novo exame das capacidades da China diz que as informações que contém estão atualizadas a partir de novembro de 2018.

“A PLAAF (Força Aérea do Exército de Libertação Popular) está desenvolvendo novos bombardeiros furtivos de médio e longo alcance para atacar alvos regionais e globais”, explica um anexo do relatório. “A tecnologia furtiva continua a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento desses novos bombardeiros, que provavelmente atingirão a capacidade operacional inicial não antes de 2025.”

O relatório oferece alguns detalhes específicos sobre os projetos dessas aeronaves e não atribui uma nomenclatura a nenhum deles. “Esses novos bombardeiros terão recursos adicionais, com upgrades de espectro total em comparação com as atuais frotas de bombardeiros operacionais, e empregarão muitas tecnologias de caça de quinta geração em seu projeto”, diz amplamente a revisão.

Embora o relatório nunca o mencione pelo nome no texto, uma nota de rodapé confirma que o “bombardeiro furtivo de longo alcance” em questão é o Xian H-20. Acredita-se que esta aeronave seja um projeto de asa voadora muito vagamente análogo ao Northrop Grumman B-2 Spirit.

Concepção do bombardeiro estratégico H-20

Esta aeronave terá aproximadamente 4.000 a 5.000 milhas de raio de combate, poderá transportar cargas de armas pesadas internamente e, de acordo com a DIA, ter um radar ativo de varredura eletrônica (AESA) para melhor identificar alvos, ameaças e outros perigos. O relatório da Agência também diz que será capaz de transportar “munições guiadas com precisão”. Isso provavelmente incluirá uma ampla gama de armas, de bombas inteligentes de ataque direto a armas de alto impacto, como ataque terrestre e mísseis de cruzeiro antinavio.

Com uma carga de mísseis de cruzeiro de ataque terrestre CJ-10K ou CJ-20, ambos podendo transportar ogivas nucleares ou convencionais, o H-20 daria à China uma capacidade estratégica completamente nova e uma nova maneira de manter alvos em todo o Pacífico e Ásia em risco. “A implantação do bombardeiro proporcionaria à China sua primeira tríade nuclear de sistemas de distribuição espalhados por terra, mar e ar – uma postura considerada desde a Guerra Fria para melhorar a capacidade de sobrevivência e a dissuasão estratégica”, observa o relatório da DIA.

Com mísseis antinavio, os bombardeiros furtivos e de longo alcance poderiam representar uma ameaça nova e significativa para os navios de guerra hostis, especialmente os grupos de batalha dos porta-aviões americanos. Isso daria aos chineses um meio adicional de negar acesso a certas partes do Pacífico durante uma crise ou, pelo menos, forçar seus oponentes a reavaliarem seu cálculo de risco, o que poderia levá-los a alterar ou retardar seus avanços. Mesmo atuando como uma plataforma de sensor de longo alcance e com um nodo de segmentação sozinho, o H-20 poderia fornecer informações de alvos para outras armas localizadas a centenas ou mesmo milhares de quilômetros de distância.

O relatório da DIA não aponta diretamente para nenhum relatório público existente quando se discute o “bombardeiro médio”, que ele também descreve como um “bombardeiro tático” e um “bombardeiro”. No entanto, isso é quase certamente uma referência a um projeto da Shenyang Aircraft Corporation que veio a ser conhecido como o JH-XX.

Concepções artísticas do JH-XX
Concepções artísticas do JH-XX

Maquete do JH-XX
Maquete do JH-XX

Alguns sugeriram que o JH-XX foi a oferta da Shenyang para o programa de bombardeio estratégico, que então perdeu para o H-20. O relatório da DIA indica que estes são, na verdade, dois projetos distintos. Imagens de um modelo da aeronave menor surgiram pela primeira vez on-line em 2013 e o design provavelmente antecede isso consideravelmente. O H-20 está em desenvolvimento desde o início dos anos 2000 e o projeto de caças furtivos J-20 data do final da década de 1990.

O modelo, que desde então serviu de base para várias artes não oficiais de fãs, tem uma asa enflechada semelhante a um caça, com dois motores, cada um alimentado por entradas de ar separadas no topo da fuselagem atrás do cockpit. Tal como acontece com o H-20, o relatório da DIA diz que a aeronave contará com um radar AESA.

Relatos anteriores haviam descrito o modelo JH-XX como tendo um compartimento de armas ventral principal, bem como compartimentos separados montados lateralmente para o que pareciam ser mísseis ar-ar. O relatório da DIA faz referência específica à capacidade da aeronave de empregar mísseis ar-ar “de longo alcance”, que a China está testando ativamente, bem como “munições guiadas com precisão”.

Esses mesmos relatórios sugeriram que a aeronave poderia ter um peso máximo de decolagem de 60 a 100 toneladas, mas a extremidade inferior parece mais plausível, considerando a extensão estimada do avião em torno de 100 pés. Também teria um raio de combate muito menor do que o H-20, com estimativas variando de aproximadamente 1.000 a 2.000 milhas, para corresponder ao seu foco em conjuntos de alvos regionais mais localizados e missão.

Com esse alcance, o JH-XX ainda teria a capacidade de desafiar alvos de tipo estratégico, como instalações militares dos EUA no Japão e possivelmente até em Guam, bem como bases na Índia, no Mar da China Meridional e além. O design poderia priorizar velocidade, bem como furtividade também. Isso poderia dar ao menor caça-bombardeiro vantagens adicionais quando se trata de números de surtidas e para penetrar com sucesso através da rede de defesa aérea integrada de um inimigo. Acima de tudo, permite operações multifuncionais, incluindo o apoio a missões ar-ar de longo alcance, sem uma forte dependência de aviões-tanque vulneráveis ​​ou mesmo o uso de campos de pouso costeiros, que seriam os mais vulneráveis ​​a ataques durante – fora de conflito.

A existência confirmada de maiores e menores programas de aviões bombardeiros furtivos chineses é uma revelação bem-vinda, na medida em que esclarece muita confusão quanto ao que tem sido falado na imprensa ao longo dos anos. Os detalhes desses dois programas díspares foram cronicamente confundidos na mídia, levando a afirmações de capacidade muito estranhas e conflitantes. Isso elimina muito disso e permitirá um entendimento muito mais claro das informações no futuro, bem como análises de maior qualidade.

O conceito de bombardeiro regional chinês parece ser análogo aos conceitos de ‘caça-bombardeiro regional’ penetrantes dos EUA dos meados dos anos 2000. O conceito FB-22 proposto pela Lockheed Martin e o conceito FB-23 da Northrop Grumman foram apresentados para uma concorrência que acabou não indo adiante.

Designs propostos do FB-22
Northrop Grumman FB-23 Condor Ghost
Maquete do FB-23 Condor Ghost
Maquete do FB-23 Condor Ghost

Malásia testa caça sino-paquistanês, mas pede para ver de perto o indiano Tejas

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Caça LCA Tejas
Caça LCA Tejas

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Aéreo

A Real Força Aérea da Malásia pediu à empresa aeronáutica indiana Hindustan Aeronautics Limited (HAL) que envie um dos seus novos caças Tejas à feira de armamentos LIMA’19 (Langkawi International Maritime and Aerospace Exhibition), que acontecerá entre os dias 26 e 30 de março no Mahsuri International Exhibition Centre, da cidade de Langkawi (a 408 km da capital Kuala Lampur).

A notícia foi dada pelo site do jornal econômico indiano Business Standard.

Na quarta-feira da semana passada (09.01), um artigo publicado pelo portal de notícias indonésio IB Times, de autoria do jornalista Prathapan Bhaskaran, informou: a novidade deu “alento moral” aos funcionários do grupo HAL, que atravessa dificuldades financeiras (e deixou alguns de seus funcionários sem salário na passagem do ano).

De acordo com o IB Times, a fábrica indiana mandará à Malásia um dos seus mais antigos exemplares do LCA (Light Combat Aircraft) Tejas Mk.1

Bhaskaran diz que, aparentemente, o Ministério da Defesa da Malásia está interessado em experimentar o jato. Isso depois de já ter testado o caça sino-paquistanês JF-17 Thunder (que os chineses chamam de FC-1).

Segundo o articulista do IB Times, a Aviação Militar malaia poderia absorver até 30 jatos Tejas.

É a primeira vez que uma força aérea admite estar comparando as características e condições de aquisição dos jatos Tejas e JF-17. Conforme se sabe, Índia e Paquistão são arquirrivais históricos.

JF-17 Thunder

Preços – Nesse cotejamento, o Tejas está, aparentemente, em desvantagem.

Além de ser comercial e operacionalmente mais bem sucedido que o aparelho indiano, a versão básica do JF-17 – já vendida às forças aéreas do Paquistão e de Myanmar (antiga Birmânia) – tem um preço unitário na casa dos 25 milhões de dólares, enquanto o avião da HAL parte de 29 milhões…

Os indianos enfatizam que seu caça incorpora recursos aeronáuticos mais avançados do que outras aeronaves de seu porte, como um sistema totalmente digital de controle de voo, o uso extensivo de materiais compostos, sofisticado glass cockpit e o motor americano GE F-404IN, considerado de melhor desempenho que os mobilizados para projetos aeronáuticos asiáticos.

Concebido para operar como aeronave de 4ª geração (eletrônica), mas visto com desconfiança por analistas do mercado aeronáutico (que o consideram de desempenho e capacidades limitadas), o Tejas resultou de uma parceria do Centro de Desenvolvimento Aeronáutico do governo de Nova Déli com a HAL.

Sua versão embarcada em porta-aviões foi rejeitada pela própria Marinha da Índia, que (levando-se em consideração a necessidade de transportar uma carga de armamentos importante) a considerou excessivamente pesada para operar a bordo de navios-aeródromos.

Versão naval do Tejas sendo testada em Ski Jump

Cooperação – Depois de receber alguns modelos Mk.1, a Força Aérea da Índia encomendou algumas dezenas de Tejas Mk.2, e estimula o fabricante a desenvolver o modelo Mk.3 – que, em tese, teria mais chances de ser reconhecido como um moderno caça de 4ª geração.

Além da Malásia, também o Egito – que, anos atrás, testou o JF-17 – demonstra interesse no Tejas.

“A HAL está buscando oportunidades iminentes para o Tejas no sudeste e no oeste da Ásia”, disse ao portal IB Times o Chairman e Diretor Gerente de Produtos de Defesa da HAL, R. Madhavan.

Em 2016, ao escolher o Bahrein Air Show para debutar no exigente mercado das feiras de aviação, o Tejas decolou de Bangalore e voou por 2.500 km até o Bahrein, com paradas técnicas na cidade indiana de Jamnagar, perto do Mar da Arábia, e em Muscat, capital e cidade mais populosa do Sultanato de Omã.

Observadores ocidentais dizem que o interesse da Malásia no caça indiano pode ser resultado do ambiente de cooperação militar que se estabeleceu entre os governos de Kuala Lampur e Nova Déli.

As forças aéreas malaia e indiana mantém um núcleo de intercâmbio de informações acerca da operação do caça multirole russo Sukhoi 30. Os malaios usam o modelo MKM da aeronave, e os indianos a versão MKI.

Nesse contexto, as duas forças aéreas realizaram, em agosto passado, um importante exercício bilateral.