terça-feira, 16 julho, 2019
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IMAGENS: Caça F-5EM da FAB perde os lançadores de mísseis em pouso duro na CRUZEX 2018

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Durante a CRUZEX 2018, atividade multinacional promovida pela Força Aérea Brasileira, houve relatos de que pelo menos três caças F-5EM da FAB foram parar no hangar de manutenção por pane seca, devido a instrumentos que não apresentaram a leitura correta.

Um dos caças F-5EM perdeu as sapatas de trilhos lançadores de mísseis de ponta de asa durante o pouso (clique nas fotos para ampliar e assista ao vídeo abaixo).

Suspeita-se que o pouso “duro” tenha ocorrido justamente por causa da pane seca, pois o avião pode ter tido que pousar urgentemente antes que os motores apagassem em voo.

A violência do pouso transmitiu a energia do impacto dos trens de pouso para as pontas das asas, causando o colapso dos trilhos lançadores de mísseis.

As fotos em sequência mostram o F-5EM 4849 batendo com as rodas do trem de pouso principal na pista e depois a roda do trem esquerdo descolando da pista, enquanto os lançadores das pontas das asas se soltam do avião.

O F-5EM 4849 faz parte do primeiro lote de caças F-5 adquiridos pela FAB, no início dos anos 1970.

Contratempos no exercício CRUZEX 2018

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O Exercício Cruzex 2018 transcorreu sem acidentes, mas teve alguns incidentes, com algumas ocorrências acontecendo no mesmo dia.

Um caça F-5M da FAB perdeu as sapatas de trilhos lançadores de mísseis de ponta de asa durante o pouso (assista ao vídeo abaixo).

Dois outros caças F-5M da FAB foram parar no hangar de manutenção por pane seca, devido a instrumentos que não apresentaram a leitura correta.

Um Mirage 2000P do Peru trincou o canopy e caças F-16C da USAF tiveram pane por ingestão de FOD (Foreign Object Debris). O problema causou a perda de uma turbina e sérios danos em outra, motivo pelo qual a USAF apresentou nota de protesto junto à FAB.

Um piloto de KC-135 falou informalmente que o comandante disse o seguinte: “só retornamos aqui quando resolverem os problemas de sujeira e detritos da pista e pátio de estacionamento”.

O Chile também teve problemas similares, e na quinta feira (29) pela tarde chilenos e americanos não voaram em protesto.

Para completar, um cachorro deu um baile nas pistas de taxiway, correndo de um lado para o outro na hora das decolagens.

Caças F-16 belgas escoltam Su-27 russo no Báltico

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Em 28 de novembro de 2018, caças F-16A do componente aéreo das forças armadas belgas escoltaram um caça Su-27P da Aviação Naval da Frota Báltica da Marinha Russa que voava perto do espaço aéreo lituano.

Os caças da Bélgica estão localizados nos Estados Bálticos, no âmbito do programa da OTAN para a Patrulha Aérea Báltica, a fim de proteger o espaço aéreo da Lituânia, Letônia e Estônia contra as invasões de aeronaves russas.

Assista ao vídeo feito por um dos caças belgas durante a escolta do Sukhoi russo.

Vídeo de encerramento do Exercício CRUZEX 2018

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A CRUZEX 2018 encerrou suas atividades nesta sexta-feira (30/11), e você pode conferir os melhores momentos assistindo ao vídeo preparado pela FAB.

Confira os melhores momentos do exercício operacional promovido pela FAB que reuniu 13 países e mais de 100 aeronaves.

A-29 Super Tucano: Pentágono anuncia contrato de US$ 344 milhões para fornecer 12 aviões à Nigéria

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A-29 Super Tucano
A-29 Super Tucano

A Sierra Nevada Corp., Centennial, Colorado, foi premiada com um contrato UCA (undefinitized contract action) de US$ 329.076.750 para 12 aeronaves A-29 para a Força Aérea da Nigéria.

O montante total não-excedido do UCA é aprovado em US$ 344.727.439 para incluir um sistema FLIR para seis aeronaves. Esta peça é projetada para ser financiada logo após o contrato UCA.

Além das 12 aeronaves, este contrato prevê dispositivos de treinamento de solo, sistemas de missão, sistemas de debrief de missão, peças sobressalentes, equipamentos de apoio no solo, equipamentos de missões alternativas, apoio contíguo à contratação temporária dos EUA, apoio logístico no exterior do empreiteiro continental dos EUA (OCONUS) e cinco representantes de serviço de campo para suporte a OCONUS por três anos.

O trabalho será realizado em Jacksonville, Flórida, e deve ser concluído em maio de 2024. Os fundos de vendas militares estrangeiras (FMS – Foreign Military Sales) no valor de US$ 220.167.735 estão sendo obrigatórios no momento da concessão.

O Centro de Gerenciamento de Ciclo de Vida da Força Aérea, na Base da Força Aérea de Wright-Patterson, Ohio, é o supervisor de contratação.

Corte seccional do A-29 Super Tucano (clique na imagem para ampliar)
Corte seccional do A-29 Super Tucano (clique na imagem para ampliar)

FONTE: US Department of Defense

Aviões espiões chineses continuam a invadir zonas de defesa aérea da Coreia e do Japão

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Shaanxi Y-9JB de SIGINT/ELINT
Shaanxi Y-9JB de SIGINT/ELINT

Pequim se recusa a dizer a Seul porque avião espião entrou na Kadiz

Um avião espião chinês entrou na zona de identificação de defesa aérea da Coreia (Kadiz – Korea’s air defense identification zone) sem aviso prévio por três vezes na segunda-feira (26.11), mas Pequim não respondeu aos pedidos de Seul para uma explicação em sua hotline militar.

O avião militar chinês entrou pela primeira vez na Kadiz a noroeste da ilha de Jeju por volta das 11 da manhã, de acordo com o Joint Chiefs of Staff. O avião inicialmente voou para fora da Kadiz cerca de 40 minutos depois em direção a Ieodo, um recife subaquático controlado pela Coreia em águas que tanto Seul quanto Pequim reivindicam, e entrou brevemente na zona de identificação de defesa aérea do Japão (Jadiz).

O avião militar chinês parecia ser uma aeronave de guerra e vigilância eletrônica Shaanxi Y-9JB.

O avião entrou na Kadiz do sudeste de Pohang em Gyeongsang do Norte e novamente perto de Ieodo. Ele então refez sua rota e finalmente deixou a zona na direção oeste em direção à China às 3h53 da tarde.

A Coreia exigiu respostas por meio de sua linha direta com a China a respeito da razão pela qual seu avião militar entrou na Kadiz, mas o lado chinês não respondeu. A Força Aérea Sul-Coreana transmitiu vários avisos e solicitou que o avião deixasse imediatamente a Kadiz, mas o lado chinês ainda não respondeu.

A linha direta conecta o Centro Mestre de Controle e Denúncia da Coreia, ou MCRC, ao centro de monitoramento de defesa aérea do Comando de Teatro do Norte da China. Destina-se a evitar confrontos acidentais. Uma autoridade militar coreana disse na terça-feira que “esta é a primeira vez que a China não responde pela linha direta de entrada não autorizada na Kadiz”.

A Força Aérea Sul-Coreana despachou 10 caças, incluindo seus F-15K e KF-1, em resposta. O Ministério da Defesa Nacional de Seul convocou Du Nong Yi, adido militar na embaixada chinesa em Seul, para apresentar um protesto sobre a invasão. Da mesma forma, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano também convocou um funcionário da embaixada chinesa e expressou “arrependimento” no mesmo dia e solicitou que tal incidente “não se repita”.

Aviões militares chineses entraram na Kadiz sem aviso prévio 110 vezes entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados apresentados pela Força Aérea ao Comitê de Defesa da Assembléia Nacional na terça-feira. Isso inclui os dois casos de tempo de voo prolongado na Kadiz e breves entradas. O número de entradas aumentou 11 vezes em relação ao ano passado, quando as aeronaves chinesas entraram na Kadiz sem aviso prévio 10 vezes.

É uma prática internacional informar um país antes de entrar em sua zona de identificação de defesa aérea (ADIZ). As forças armadas chinesas ignoraram esse costume e, na segunda-feira, evitou a comunicação com Seul, o que pode ser interpretado como um flagrante desrespeito pela Kadiz. Especialistas vêem a entrada contínua da China na ADIZ na região como uma afirmação de seu poder militar.

“A China está taticamente obtendo informações sobre a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão e confirmando a postura de defesa dos três países”, disse Kim Hyung-Cheol, ex-vice-chefe de gabinete da Força Aérea. “A China, depois de reivindicar estrategicamente o Mar Amarelo, está agora tentando colocar a Península Coreana e o Mar do Leste dentro de seu quintal e ter sua influência reconhecida”.

A China proclamou unilateralmente sua própria ADIZ no Mar da China Oriental em 23 de novembro de 2013. Ela se sobrepõe a áreas reivindicadas pela Coreia e pelo Japão.

“A Força Aérea Chinesa, à medida que desenvolve suas capacidades, está expandindo seu escopo de atividades”, disse Park Byung-kwang, pesquisador do Instituto de Estratégia de Segurança Nacional, com sede em Seul. “Ao transferir sua influência para a Península Coreana e Mar do Leste, a encruzilhada para o Oceano Pacífico, está, ao mesmo tempo, mantendo o Japão, seu antigo inimigo, sob controle”.

Isto marca a sétima vez este ano que um avião militar chinês entrou na Kadiz em uma rota passando perto de Ieodo, Ilha de Jeju, Pohang e Ilha Ulleung. Aviões chineses percorreram rotas semelhantes em janeiro, fevereiro, abril, julho, agosto e outubro deste ano.

Pequim defendeu as entradas anteriores na Kadiz como “exercícios de treinamento” para Seul.

“A invasão da Força Aérea Chinesa na Kadiz se regularizou”, disse Kim. “A este nível, parece que está sendo realizada sob as ordens de uma linha de comando mais alta do que o Comando do Teatro do Norte da China, que supervisiona situações de emergência na península coreana.”

FONTE: Korea Joongang Daily

Caças F-15E, F-35B e Rafale no Exercício Trilateral Point Blank 18-3

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Nas fotos, caças F-15E da USAF da Base RAF Lakenheath, F-35B Lightning II britânico da Base RAF Marham, Rafale da Força Aérea Francesa de Mont de Marsan – França e avião-tanque Voyager da RAF de Brize Norton, voam em formação durante o Exercício Trilateral Point Blank 18-3, em 27 de novembro de 2018.

Este exercício Point Blank representa uma oportunidade para melhorar a interoperabilidade entre os aliados da OTAN e a integração entre aviões de combate de quarta e quinta geração.

Mais de 40 aeronaves da Força Aérea dos EUA, da Royal Air Force e da Força Aérea Francesa participam deste exercício trilateral.

Assista também ao vídeo disponibilizado no final deste post.

FOTOS: USAF/RAF

China desenvolve variante do cargueiro Y-20 para reabastecimento em voo

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Cargueiro militar Y-20
Cargueiro militar Y-20

A China está modificando sua aeronave de transporte estratégico Y-20 para assumir novas missões, como o reabastecimento aéreo, disse um informante militar.

Uma variante de avião-tanque do Y-20 está agora em desenvolvimento, disse o especialista que está familiarizado com o assunto, no domingo, sob condição de anonimato.

Várias reportagens na semana passada afirmaram ter encontrado um protótipo para uma versão de reabastecimento aéreo do Y-20 em uma foto de satélite comercial no Aeroporto Yanliang em Xi’an, capital da província de Shaanxi, no noroeste da China.

A China precisa urgentemente de um avião-tanque de reabastecimento aéreo que tenha uma capacidade maior de combustível do que o HU-6, um avião-tanque desenvolvido a partir do bombardeiro H-6, para que sua força aérea se torne estratégica, disse o especialista, observando que o reabastecimento em voo permite que um jato de combate voe muito mais longe sem aterrissar e alcance alvos mais distantes.

O J-20, o jato de combate furtivo mais avançado da China, é capaz de receber combustível em voo, informou a Televisão Central da China (CCTV) no início deste mês.

Embora a China também opere alguns aviões-tanque russos II-78, que são muito maiores do que o HU-6, a Rússia relutou em vender mais a um preço razoável, levando a China a decidir desenvolver seu próprio grande reabastecedor, disse o especialista.

O Y-20, da China, é uma aeronave de transporte de grande porte de 200 toneladas, fabricada nacionalmente e tem tamanho similar ao da aeronave de transporte Il-76, da Rússia, na qual a Il-78 é baseada, disse ele.

A aeronave iniciou os serviços na Força Aérea do Exército de Libertação Popular em 2016, segundo a agência de notícias Xinhua.

O fato de que o Y-20 é construído internamente significa que os desenvolvedores chineses podem tornar as alterações relativamente fáceis e transformá-lo em uma plataforma para desenvolver mais variantes, disse o especialista.

A China tem experiência em fazer variantes de aeronaves de transporte no passado, informaram os relatórios.

A China modificou a aeronave de transporte Y-9 para um avião de alerta, patrulha e aviões antissubmarino, de acordo com uma reportagem da CCTV no sábado.

O especialista observou que também é possível que a China possa fabricar mais variantes do Y-20, observando que uma aeronave de alerta antecipado pode ser a mais viável, dado o tamanho e a autonomia do Y-20.

Concepção do Y-20 reabastecendo um caça J-31
Concepção do Y-20 reabastecendo um caça J-31

FONTE: Global Times

Legion Pod da Lockheed Martin recebe contratos de desenvolvimento e produção

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F-15C com Legion POD no pilone ventral
F-15C com Legion POD no pilone ventral

ORLANDO, Flórida, 27 de novembro de 2018 / PRNewswire — A Lockheed Martin (NYSE: LMT) fechou dois contratos com a Boeing, a principal fornecedora do caça F-15, para a integração e produção do Legion Pod®. Estes incluem um contrato de Desenvolvimento de Engenharia e Manufatura (EMD) de 28 meses e um contrato de Produção Inicial de Baixa Cadência (LRIP) para produzir 19 sistemas.

Sob o contrato EMD, a Lockheed Martin integrará, testará e qualificará o Legion Pod para a frota F-15C da Força Aérea dos EUA. As primeiras unidades da EMD estarão disponíveis no início de 2019.

As primeiras entregas de produção e sobressalentes começarão em 2020, apoiando a capacidade operacional inicial e o campo da Força Aérea dos EUA.

“Com um Legion Pod totalmente integrado no F-15 Eagle, a Força Aérea dos EUA terá uma capacidade revolucionária para combater as ameaças mais poderosas”, disse Michael Williamson, vice-presidente de Sensores e Sustentabilidade Global da Lockheed Martin Missiles and Fire Control. “A integração e a produção simultâneas são um testemunho tanto da maturidade do Legion Pod quanto da capacidade avançada comprovada que é urgentemente necessária no campo”.

Em 2017, o Legion Pod foi selecionado como o sistema de Busca e Rastreamento por Infravermelho para a frota de F-15C da Força Aérea dos EUA. Transportáveis ​​entre plataformas, os futuros planos de expansão do Legion Pod incluem o F-15E, F-16 e sistemas não-tripulados. Flexível por design e pronto para produção, o Legion Pod está pronto para servir como o próximo sistema de sensores de escolha para aeronaves de asa fixa.

Legion Pod

Sobre a Lockheed Martin

Sediada em Bethesda, Maryland, a Lockheed Martin é uma empresa global de segurança e aeroespacial que emprega aproximadamente 100.000 pessoas em todo o mundo e dedica-se principalmente à pesquisa, projeto, desenvolvimento, fabricação, integração e manutenção de sistemas, produtos e serviços de tecnologia avançada. Este ano, a empresa recebeu três Edison Awards por inovações inovadoras em autonomia, tecnologia de satélite e energia direcionada.

FONTE: Lockheed Martin

KAI vai apresentar o Light Armed Helicopter (LAH) em dezembro

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Mockup do KAI Light Armed Helicopter (LAH)
Mockup do KAI Light Armed Helicopter (LAH)

A Korea Aerospace Industries (KAI), indústria sul-coreana de defesa, planeja lançar o protótipo do Light Armed Helicopter (LAH) para o Exército do país em dezembro, disseram autoridades no domingo.

O LAH deve substituir a velha frota dos helicópteros de ataque do Exército, incluindo MD500s e 70 AH-1S Cobras.

“Após o lançamento do protótipo da LAH no próximo mês, um teste de motor está programado para março do próximo ano e um voo inaugural em maio”, disse uma autoridade da KAI.

Baseado no helicóptero Eurocopter EC155, o LAH é projetado para voar a uma velocidade de 324 quilômetros por hora e tem um alcance de cerca de 905 km. Sua carga máxima de decolagem é de 4,9 toneladas com o helicóptero a ser equipado com um canhão de 20 mm e mísseis guiados fabricados localmente contra blindados.

O primeiro LAH operacional está definido para ser entregue às unidades no final de 2022.

Enquanto isso, a KAI retomou as negociações com as Filipinas sobre a possível venda de helicópteros multi-função da Surion KUH-1, segundo seu CEO Kim Jo-won.

Surion KUH-1
Surion KUH-1

A oferta de exportação da KAI foi interrompida com o acidente fatal em julho de um Marineon operado pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Coreia do Sul. Uma equipe de investigação disse que um componente de rotor defeituoso fornecido por um subcontratado aparentemente foi responsável pelo acidente.

O Marineon é uma variante do Surion especializada para os Fuzileiros.

Kim disse que sua empresa reiniciou “conversas de tecnologia” com as Filipinas na semana passada sobre a possibilidade de fornecer Surions para o arquipélago.

Modelos concorrentes incluem o Sikorsky UH-60 Black Hawk.

Se a KAI conseguir exportar o Surion para as Filipinas, a Indonésia também poderá ser um potencial comprador, disse Kim durante uma recente coletiva de imprensa na sede da empresa em Sacheon, na província de Gyeongsang do Sul.

FONTE: Yonhap News Agency

Embraer comemora entrega de 1.400 unidades do avião agrícola Ipanema

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Botucatu, 28 de novembro de 2018 – A Embraer comemora a entrega de 1.400 unidades do avião Ipanema, líder no segmento de aviação agrícola no Brasil, com 60% de participação no mercado. Movida a energia renovável (etanol), a aeronave é mais ágil e eficiente, o que garante maior produtividade.

O Ipanema é usado principalmente na pulverização de fertilizantes e defensivos agrícolas, evitando perdas por amassamento na cultura e flexibilizando a operação. As principais culturas que têm demandado o avião são: soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, banana, citrus, eucalipto e café. Multitarefas, ele também pode ser utilizado para espalhar sementes, combater vetores e larvas, no combate primário a incêndios e povoamento de rios.

O aumento da população mundial tem exigido da agricultura cada vez mais eficiência e competitividade. “A presença do Ipanema no mercado, e o resultado de 1.400 aeronaves entregues desde sua concepção, faz da Embraer uma grande aliada da produção agrícola do País”, afirma o diretor da Unidade Produtiva da Embraer de Botucatu, Alexandre Solis.

É neste contexto que a Embraer garante a constante busca pelo melhor em tecnologia e inovação: prova disso é o desempenho do modelo Ipanema 203 que garante uma faixa de aplicação de até 24 metros com excelente uniformidade, comprovado pelo estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“As melhorias incorporadas no Ipanema ao longo dos anos para atender às necessidades dos clientes explicam o sucesso da aeronave”, diz Solis. “Hoje é um dia importante, um dia de grande orgulho para a Embraer e para todos os envolvidos no sucesso deste avião. Poucas aeronaves no mundo atingiram a marca de 1.400 unidades produzidas. Este é um resultado fora da curva e nos motiva a crescer ainda mais”, complementa.

O Ipanema é um dos primeiros aviões lançados pela Embraer e fabricado de forma ininterrupta há mais de 40 anos na unidade de Botucatu (SP). O avião iniciou sua história no fim dos anos 60 com a necessidade de modernizar as técnicas agrícolas no Brasil, principalmente para o combate das pragas que, naquela época, destruíam as plantações de café. Em 31 de julho de 1970, o Ipanema fez seu primeiro voo e desde então tem evoluído em diversos aspectos, atingindo resultados importantes.

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

Vale a pena abduzir de novo: sonda InSight da NASA em Marte

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A imagem acima foi divulgada na segunda-feira, 26/11, pela agência espacial NASA, dos Estados Unidos, e mostra foto tirada pela sonda InSight que pousou naquele dia na superfície de Marte. A sonda, chamada de “InSight lander”, possui uma câmera (Instrument Deployment Camera – IDC) em seu braço robótico, e ainda tinha uma cobertura transparente anti-poeira instalada para prevenir que partículas a atingissem. Para enviar a imagem à Terra, ela foi retransmitida pela nave não tripulada Odyssey da NASA, que orbita Marte.

A sonda enviou ao controle na Terra sinais de que seus painéis solares de 2,2 metros de largura estão abertos e coletando energia na superfície de Marte. Esses painéis são baseados nos que equiparam a sonda Phoenix, mas têm tamanho maior para permitir operações durante todo um ano marciano (equivalente a dois anos terrestres). Com os painéis solares abertos, a InSight tem o tamanho de um carro grande. As duas ilustrações abaixo dão ideia das configurações da InSight durante o pouso e em funcionamento pleno.

O programa conta com diversos parceiros europeus. Para ontem (terça-feira) a previsão era realizar experiências com o braço robótico e mais fotos do solo, para definir onde os instrumentos científicos levados pela InSight serão colocados. A expectativa é que em dois ou três meses eles funcionarão a pleno, mandando dados para a Terra. Enquanto isso, a sonda usará seus sensores meteorológicos e magnetômetro (instrumento que mede intensidade de campos magnéticos) para leituras do local de seu pouso, a planície Elysium.

O local do pouso foi escolhido, segundo informe anterior da NASA, por ser “perfeitamente plano”, parecendo-se com um “estacionamento de estádio”. Missões anteriores investigaram a superfície explorando cânions e rochas, mas o papel da InSight é estudar mais fundo o subsolo de Marte, permitindo entender melhor a formação do planeta rochoso, e para isso era necessário um lugar plano – no mapa abaixo, vê-se a posição da InSight e das sondas de missões anteriores.

Para saber mais sobre o interior de Marte a sonda utilizará instrumentos para medir ondas sísmicas, realizará perfurações mais profundas (5 metros) que anteriores para medir a perda de temperatura do solo, e outros instrumentos para coletar informações sobre o eixo de rotação do planeta, que permitirão saber mais sobre o seu núcleo.

Oferecimento dos “Abduzidos do iê iê iê”, com seu novo vídeo “Supernova

Esta série é uma oportunidade para discutir assuntos espaciais, ufológicos e afins aqui no Poder Aéreo, e é um oferecimento da banda “Abduzidos do iê iê iê, um trio de rock que alega ter sido abduzido em meados dos anos 60. Agora eles dizem que finalmente voltaram ao planeta Terra, tendo envelhecido apenas uma parcela dessas cinco décadas de ausência (Einstein explica…).

Os “Abduzidos do iê iê iê” aproveitam para divulgar seu novo vídeo abaixo, com a música “Supernova Clique na imagem para acessar o vídeo no Youtube.

Clique nos links a seguir para curtir as páginas no Instagram e Facebook, inscrever-se no canal da banda no YouTube, e seguir os passos desse trio que voltou ao planeta Terra!

VEJA TAMBÉM:

‘Derrotar, não apenas competir’: a visão da China em relação aos Estados Unidos

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Caça furtivo chinês J-20
Caça furtivo chinês J-20

Nas últimas duas décadas, o Exército de Libertação Popular da China (PLA – People’s Liberation Army) fez avanços rápidos na construção de novas capacidades e conceitos operacionais. O poder aeroespacial tem sido uma característica central da rápida modernização do PLA. Em particular, desde 2004, a Força Aérea do PLA (PLAAF – People’s Liberation Army Air Force) buscou uma estratégia de serviço destinada a desenvolver a capacidade de “processar simultaneamente operações aéreas e espaciais integradas, ofensivas e defensivas”.

Este relatório explora a medida em que o desejo de “competir” com a Força Aérea dos EUA – USAF (ou outras forças aéreas avançadas) influencia o pensamento do PLA sobre o desenvolvimento do poder aeroespacial militar. Ele examina como a China escolhe entre as opções de “copiar” as potências estrangeiras e “inovar” suas próprias soluções para vários problemas militares operacionais, bem como as áreas nas quais a China decide não competir.

Principais conclusões

  • O objetivo do PLA é derrotar, não apenas competir
  • O principal impulsionador do desenvolvimento do poder militar aeroespacial chinês é a visão do PLA de que ele precisa estar preparado para impedir e, se necessário, derrotar os Estados Unidos em um confronto de alto nível.
  • O PLA parece copiar militares estrangeiros quando pode encontrar conceitos organizacionais, operacionais ou de hardware de baixo custo que possam se adaptar do exterior para resolver os desafios operacionais que enfrenta. Em contraste, quando as capacidades externas ou práticas organizacionais são irrelevantes para os conjuntos de problemas aeroespaciais militares chineses, o PLA ou inova sua própria solução ou se recusa a replicar a capacidade externa (embora continue a rastreá-las e estudá-las).
  • O PLA parece não competir em certas áreas porque não precisa de certas capacidades para realizar sua missão dirigida, ou tem outros meios para resolver o problema militar em questão.

Recomendações

  • A USAF deve entender os avanços que a China está fazendo em domínios específicos relacionados à ISR, elevação estratégica e tática, e plataformas e ativos de ataque, bem como projeção de energia no espaço e contra as arquiteturas de satélite baseadas no espaço.
  • Além disso, a USAF deve monitorar uma série de outros investimentos e mudanças do PLA, inclusive nos campos da doutrina, organização, treinamento, recursos humanos, logística, aquisições e instalações.

Clique aqui para o relatório completo (73 páginas em PDF) no site da Rand Corp.

FONTE: Rand Corp

Japão vai encomendar mais 100 caças F-35 dos EUA

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Primeiro F-35A do Japão, entregue em 5 de junho de 2017 em Nagoya, fabricado pela Mitsubishi Heavy Industries (MHI)

Movimento vem em resposta à ascensão militar da China e à pressão de Trump

TÓQUIO – O Japão está se preparando para encomendar mais 100 caças furtivos F-35 dos EUA para substituir alguns de seus antigos F-15, segundo fontes.

O plano pode ser considerado uma resposta à escalada militar da China, bem como um aceno ao pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Tóquio compre mais equipamentos de defesa americanos. O Japão já pretendia adquirir 42 dos novos caças.

Um único F-35 custa mais de 10 bilhões de ienes (88,1 milhões de dólares), o que significa que o pedido adicional ultrapassaria 1 trilhão de ienes.

O governo do Japão planeja aprovar a compra quando adotar novas Diretrizes do Programa Nacional de Defesa em uma reunião de gabinete em meados de dezembro. Também incluirá o pedido do F-35 em seu programa de defesa de médio prazo, que abrange o ano fiscal de 2019 até o ano fiscal de 2023. O governo quer obter 42 caças F-35 como sucessores de seus F-4 até o ano fiscal de 2024.

Os 42 caças que o Japão originalmente planejou comprar são todos F-35A, uma variante de decolagem e pouso convencional. Os 100 aviões adicionais incluiriam tanto o F-35A quanto o F-35B, que é capaz de decolagens curtas e aterrissagens verticais.

Atualmente, o Japão opera cerca de 200 caças F-15, aproximadamente metade dos quais não pode ser atualizada. O Ministério da Defesa quer substituir os aviões que não podem ser atualizados com os 100 caças F-35, enquanto moderniza e mantém os F-15 restantes.

Para acomodar os F-35B, o governo pretende modificar o porta-helicópteros JS Izumo da Força Marítima de Autodefesa para embarcar os caças.

Os vizinhos do Japão estão ocupados apresentando suas próprias aeronaves militares avançadas. A China incorporou seu caça furtivo J-20 de projeto local em fevereiro e, em 2030, alguns especialistas esperam que o país construa uma frota de mais de 250 jatos de quinta geração – como é conhecida a última geração de caças como o F-35.

A Rússia também deve apresentar seu Sukhoi Su-57 de quinta geração em 2019, no mínimo.

Para acompanhar, Tóquio acredita que é imperativo aumentar significativamente a aquisição de jatos stealth mais sofisticados.

Ao mesmo tempo, Trump exortou repetidamente o Japão a comprar mais equipamentos americanos e reduzir o desequilíbrio comercial entre os países. Comprar mais dos caças de alto preço é uma maneira rápida de fazer isso.

Em setembro, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse a Trump: “A introdução de equipamentos de alto desempenho, incluindo material americano, é importante para que nosso país fortaleça suas capacidades de defesa.”

FONTE: Nikkei Asian Review

Vídeo: Marcos Pontes – Astronauta | Foras de Série

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Em vídeo do canal Foras de Série, Marcos Pontes – primeiro astronauta brasileiro –  conta detalhes da sua vida e como conseguiu ingressar na Academia da Força Aérea (AFA).

Marcos Cesar Pontes, nascido em Bauru em 11 de março de 1963, é tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), atualmente na reserva, e um político brasileiro filiado ao Partido Social Liberal (PSL). Em outubro de 2018 foi eleito segundo suplente de senador na chapa encabeçada por Major Olímpio.

Foi o primeiro astronauta brasileiro, sul-americano e lusófono a ir ao espaço, na missão batizada “Missão Centenário”, em referência à comemoração dos cem anos do voo de Santos Dumont no avião 14 Bis, realizado em 1906.

Em 30 de março de 2006 partiu para a Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, com oito experimentos científicos brasileiros para execução em ambiente de microgravidade. Retornou no dia 8 de abril, a bordo da nave Soyuz TMA-7.

Desde 2011, atua como embaixador da Organização da ONU para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). Em 31 de outubro, Marcos Pontes aceitou um convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para ser ministro da Ciência e Tecnologia em seu eventual governo.

Voa o 39-9, segundo caça Saab Gripen E de testes

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Saab Gripen E 39-9
Saab Gripen E 39-9 decolando para o primeiro voo (clicar na imagem para ampliar)

No dia 26 de novembro, a Saab completou o primeiro voo de sucesso da segunda aeronave de teste Gripen E.

A segunda aeronave de teste Gripen E, designada 39-9, decolou em seu primeiro voo às 9h50 do dia 26 de novembro de 2018. O voo de teste foi operado no aeroporto de Saab em Linköping, na Suécia, com o piloto de testes Robin Nordlander da Saab nos controles.

“Algumas pessoas acham que ser um piloto de testes é o trabalho mais excitante do mundo e deveria ser. Voar o Gripen E significa trabalhar sem muito esforço, mesmo em um voo inaugural como este. O voo foi muito suave e o 39-9 é um verdadeiro prazer de pilotar. Estou ansioso para voltar a colocá-lo no ar e em breve colocar os novos sistemas em teste”, diz Robin Nordlander, Piloto Experimental de Testes da Saab.

Durante o voo de 33 minutos de duração, o piloto realizou várias ações para validar as características de voo e vários critérios de teste, como o software, o sistema de suporte de vida e o sistema de rádio.

“É muito gratificante ver a segunda aeronave Gripen E entrar no programa de testes de voo como planejado. Esta nova aeronave nos permite expandir as atividades experimentais à medida que testamos mais funcionalidades com sistemas a bordo, enquanto, com duas aeronaves voando agora, estamos aumentando o ritmo geral de testes. O programa continua a gerar bons progressos e gerar interesse, pois nossos clientes e outros estão ansiosos para ver e aprender mais sobre as capacidades que o Gripen E dará aos seus pilotos”, diz Jonas Hjelm, diretor da área de negócios da Saab Aeronáutica.

A próxima fase do programa de testes do Gripen 39-9 é o teste dos sistemas e sensores táticos.

DIVULGAÇÃO: Saab

AEL Sistemas passa a 
integrar a cadeia global de produção do Gripen

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A empresa brasileira, importante parceira e beneficiária do programa Gripen no Brasil desde 2015, amplia acordo com a Saab e torna-se fornecedora da cadeia global da companhia sueca. A AEL Sistemas passa a exportar displays de última geração para equipar os caças Gripen E/F não só no Brasil, mas também na Suécia

Os 60 caças Gripen E encomendados pela Suécia passarão a incluir, a partir de 2020, os mais modernos displays desenvolvidos pela AEL Sistemas, permitindo harmonizar os programas brasileiro e sueco. Os três displays – Wide Area Display (WAD), Head-Up Display (HUD) e Helmet Mounted Display (HMD) – foram desenvolvidos, inicialmente, para atender as necessidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB). Como resultado da nova configuração harmonizada das aeronaves, os displays serão também exportados para os caças Gripen E da Força Aérea sueca. O novo acordo transforma a AEL Sistemas em um dos principais fornecedores globais da Saab.

A padronização dos programas Gripen E/F brasileiro e sueco é exemplificada pelas inovações oferecidas pela AEL Sistemas e promove uma transferência de tecnologia inversa, do Brasil para o mundo, mostrando um novo exemplo de transbordamento (spillover effect) na parceria industrial. Esta façanha supera as expectativas da FAB no que se refere ao aumento da capacidade da indústria nacional, um dos grandes objetivos do programa Gripen brasileiro, e é fruto de intensa transferência de tecnologia e colaboração técnica entre Saab e AEL.

Após inúmeras sessões de treinamento com pilotos suecos e brasileiros em simuladores equipados com o display panorâmico de alta resolução da AEL (WAD), os pilotos concluíram que a apresentação de dados recebidos e fusionados em um sistema de tela única era uma solução melhor que a anterior. O WAD é um sistema inteligente e redundante, com tela panorâmica (19 x 8 polegadas) de alta resolução, que permite exibir uma imagem contínua em toda a sua extensão, e é capaz de receber entradas de teclas multifuncionais, touch screen ou interfaces externas. É a principal fonte das informações de voo e missão na cabine de piloto, aumentando a consciência situacional tática do piloto.

WAD – Foto:_Gilmar Gomes – AEL Sistemas

“Estamos satisfeitos com o fato de a escolha de uma configuração específica de displays, realizada pela Força Aérea Brasileira, ter sido aceita para equipar os caças Gripen E da Força Aérea Sueca, padronizando as duas frotas com uma configuração de última geração, que coroa aparceria entre a AEL e a Saab. Tanto o WAD quanto os outros dispositivos são únicos e oferecem aos pilotos do Gripen E/F uma consciência situacional que não existia no passado”, diz Sergio Horta, presidente da AEL Sistemas.

Além do WAD, a AEL também fornecerá aos caças Gripen E suecos o Head-Up Display (HUD) – um display com amplo campo de visão que fornece ao piloto as informações essenciais de voo e de missão diretamente na parte frontal superior do cockpit – e o Helmet Mounted Display (HMD) – um capacete que permite ao piloto ver os dados e as imagens dos alvos reais e virtuais, adicionando funcionalidades que aumentam as capacidades de julgamento e consciência situacional do piloto.

Este é mais um resultado excepcional de um programa de transferência de tecnologia. De um lado, a Saab compartilha sua experiência no desenvolvimento e construção de caças e sistemas complexos com a indústria brasileira. Em contrapartida, a AEL desenvolveu sistemasexclusivos e robustos que beneficiam tanto a FAB quanto a Força Aérea sueca.

“Este é um passo muito importante no desenvolvimento e inovação do Gripen E/F globalmente. Exportar este tipo de equipamento complexo e exclusivo é resultado de uma cooperação efetiva entre Brasil e Suécia, e é um grande momento na cooperação industrial no programa Gripen em todo o mundo”, diz Mikael Franzén, diretor e chefe da unidade de negócio Gripen Brasil da Saab Aeronautics.

Agora, a empresa brasileira torna-se parte da cadeia de produção global do Gripen. Todos os pedidos futuros dos Gripen terão os três displays (WAD, HUD e HMD) desenvolvidos pela AEL Sistemas como padrão.

A AEL no programa Gripen 

Em fevereiro de 2015, a Saab anunciou a seleção da AEL Sistemas como parceira para o desenvolvimento dos caças Gripen E/F para a Força Aérea Brasileira, com a função de desenvolver e fornecer o Wide Area Display (WAD), o Head-Up Display (HUD) e o Helmet Mounted Display (HMD). Na ocasião, também foi assinado um contrato entre as empresas para a transferência de tecnologia.

A AEL entregou os modelos A, B e C do protótipo das unidades do WAD para o Gripen do Brasil, respectivamente em 2015, 2016 e 2018. Em maio de 2016, a empresa anunciou a entrega da aplicação de Interface Homem-Máquina (Human-Machine Interface – HMI) para o WAD, uma versão preliminar de software que demonstra os conceitos de HMI da Saab para o futuro WAD

Segue em curso uma intensa transferência de tecnologia para a AEL, fazendo com que a empresa desenvolva competências, colocando-a na vanguarda da tecnologia em displays panorâmicos. Novas tecnologias vêm sendo adicionadas no desenvolvimento HMI para os avançados caças, juntamente com a capacidade de realizar manutenção de aviônicos.

Sobre a AEL Sistemas

A AEL Sistemas é uma empresa brasileira, situada em Porto Alegre, que há mais de 35 anos dedica-se a projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de avançados sistemas eletrônicos, com foco nos mercados aeroespacial, de defesa e de segurança pública. Capacitada para o fornecimento, projeto e desenvolvimento de aviônicos, eletro-ópticos, sistemas de comunicação, sistemas espaciais, ARP (aeronaves Remotamente Pilotadas) e simuladores, a empresa participa de projetos estratégicos das Forças Armadas Brasileiras como Gripen, KC-390, Guarani e SISFRON – Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras. Através de tecnologias e conhecimentos avançados, infraestrutura moderna e treinamento sistemático, a AEL produz soluções de última geração, confiáveis e inovadoras, com a qualidade de seus produtos e serviços reconhecidos internacionalmente.

Sobre a Saab

A Saab atende o mercado global com produtos, serviços e soluções de ponta nas áreas de defesa militar e segurança civil. A Saab possui operações e funcionários em todos os continentes. Graças a suas ideias inovadoras, colaborativas e pragmáticas, a Saab desenvolve, adota e aprimora novas tecnologias para atender às necessidades, em constante mudança, de seus clientes.

DIVULGAÇÃO: FSB Comunicação

Valor Econômico: Gripen sueco vai adotar WAD da AEL Sistemas

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WAD no cockpit do Gripen - AEL Sistemas - Foto: Gilmar Gomes
WAD no cockpit do Gripen – AEL Sistemas – Foto: Gilmar Gomes

SAAB faz reunião em Brasília para tratar do programa Gripen

Por Fernando Exman

Representantes da sueca SAAB e da Força Aérea da Suécia mantiveram encontros em Brasília na semana passada com autoridades do governo e executivos da indústria do Brasil, na última reunião de alto nível do atual governo da parceria bilateral que culminará na renovação dos caças da Força Aérea Brasileira (FAB). Os suecos já se preparam para retornar ao país após a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, num momento em que a gaúcha AEL Sistemas protagoniza o primeiro caso de transferência inversa de tecnologia da parceria.

“Sabemos que haverá outros indivíduos. É assim que é. Depois de 1° de janeiro vamos voltar, trabalhar com novos indivíduos nas diferentes posições”, disse ao Valor o vice-presidente da SAAB e chefe da área de negócios da Saab Aeronautics, Jonas Hjelm, lembrando que a Suécia também passa por um período de transição pós-eleitoral. “Mas isso não é tão estranho para nós. Fazemos isso o tempo todo ao redor do mundo.”

Segundo o executivo, o cronograma do programa está respeitado. A próxima reunião anual de alto nível será no fim de 2019, na Suécia. Antes, em meados do ano, o primeiro Gripen será entregue, quando se começará os ensaios em voo na cidade sueca de Linkoping, pelos próprios pilotos brasileiros.

Os demais caças serão entregues no Brasil a partir de 2021. Ao todo, serão 36 Gripen – 28 monoposto e 8 biposto. Em 2024, o último caça será entregue à FAB. “O ano de 2019 vai ser um ano muito importante para a parte brasileira do projeto”, comentou Hjelm.

O negócio foi anunciado pela FAB no fim de 2013, após longo processo de seleção. À época, foi estimado em US$ 4,5 bilhões. Segundo a SAAB, o contrato foi feito na moeda sueca por 39,3 bilhões de coroas suecas. Pela câmbio de sexta-feira, US$ 0,11, hoje o contrato estaria em US$ 4,3 bilhões.

Essa visita ocorreu num momento em que, pela primeira vez, uma empresa brasileira tornou-se integrante da cadeia global de fornecedores da SAAB. A pedido da FAB, a AEL já havia desenvolvido uma tela de última geração, sensível ao toque e de área maior que a versão original, que agradou aos militares suecos. Assim, passará também a fazer parte dos 60 caças adquiridos pela Suécia e dos Gripen vendidos a outros países.

WAD para o caça Gripen – Divulgação: AEL
WAD para o caça Gripen – Divulgação: AEL

“Quando a Suécia decidiu ter o mesmo equipamento, a mesma tela, que as aeronaves brasileiras, isso também significa que nós da SAAB vemos a AEL Sistemas como nossa parceira global. Eles vão fazer parte da nossa cadeia global de fornecimento”, explicou Hjelm. “Esse equipamento vai estar em todos os Gripen que forem vendidos, não só nos brasileiros, como na ideia original. É algo enorme para a gente e para a AEL”, disse.

Segundo ele, a tela é mais intuitiva e será mais fácil de operar pelos futuros pilotos dos caças, hoje jovens já habituados a manejar tablets. “A aeronave é muito fácil de pilotar, isso não é o grande desafio. O desafio é tomar a decisão certa em tempo, a partir da informação apresentada na tela. As telas são vitais, muito, muito importantes”, acrescentou ao Valor o tenente-coronel Rickard Nyström, chefe de relações internacionais da Força Aérea da Suécia.

O valor do negócio envolvendo SAAB e AEL Sistemas não foi divulgado devido a cláusulas de confidencialidade. Segundo seu presidente, no entanto, o projeto Gripen representa 20% do faturamento total da empresa e 50% das exportações. Números que podem alterar, caso os Gripen ampliem seu mercado. “Qualquer que seja o sucesso deles será o nosso sucesso”, afirmou Sergio Horta.

Segundo Hjelm, a parceria entre EMBRAER e BOEING, outro tema que está no foco da empresa sueca devido à estreita parceria da SAAB com EMBRAER, não foi comentado nos encontros de Brasília. Autoridades brasileiras têm prometido atualizar os suecos das novidades envolvendo a união das duas companhias.

Simulador do Gripen E com WAD no Farnborough Airshow
Simulador do Gripen E com WAD no Farnborough Airshow

FONTE: Valor Econômico