terça-feira, 18 dezembro, 2018
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Índia assina acordos de defesa com a Grã-Bretanha e a Suécia

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Saab Gripen NG, demonstrador de tecnologias do Gripen E/F

A turnê européia do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, resultou em uma série de acordos sendo feitos entre o primeiro-ministro e seus pares suecos e britânicos, sinalizando que a Índia pode estar avançando nas seleções de uma série de grandes aquisições de defesa.

Modi se reuniu com o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, em 17 de abril, para discutir os laços de defesa mais próximos que podem indicar que a Índia deseja adquirir o carro-chefe da nação, o caça Saab Gripen.

Seguiu-se uma reunião com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, em 18 de abril, durante a qual os líderes concordaram em trabalhar juntos no reforço da segurança cibernética.

A Força Aérea Indiana está buscando um novo caça, tendo liberado um pedido de informações (RFI) para 110 aeronaves no início de abril, e a Saab tem sido ativa em divulgar os benefícios de seu Gripen E para a concorrência.

FONTE: Jane’s

Força Aérea Brasileira em 1979, poster da revista Flap Internacional

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Reprodução do poster “Força Aérea Brasileira em 1979″, da revista Flap Internacional, enviado gentilmente pelo leitor e colaborador Roberto Santana.

Para os leitores mais antigos, que já eram entusiastas nessa época, é uma oportunidade para matar a saudade. Para os leitores mais novos, permite conhecer como era a FAB daquele período histórico e comparar com o atual, pois alguns tipos de aeronaves ainda estão em operação.

A Aviação de Caça da FAB de 1979 com os Mirage III, F-5E/B e AT-26 Xavante tinha aviões mais novos do que os de hoje, mas já não era mais o estado da arte.

A Aviação de Treinamento empregava o Neiva T-25 Universal e o jato Cessna T-37C, este último sendo substituído pelo turboélice T-27 Tucano no início dos anos 1980.

A Aviação de Transporte tinha ainda o venerável Douglas C-47, o anfíbio Catalina que operava nos rios da Amazônia, o C-115 Buffalo e o Avro 748 (C-91).

A Aviação de Patrulha operava o EMB-111 Badeirulha e os P-16 Tracker, estes últimos a bordo do porta-aviões Minas Gerais.

Abaixo segue a tabela publicada no livro “Air Forces of the World” de 1979, com os números, tipos de aeronaves e suas bases. Apesar de conter algumas incorreções, ela dá uma boa ideia de como era a FAB e a Aviação Naval da MB.

Leia mais:
A missão da Força Aérea Brasileira no programa Memória do Brasil
Força Aérea Brasileira completa 75 anos de criação

Vídeo: Saab True Collaboration – 4º episódio

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Como acontece a troca de conhecimento entre a Saab e a Indústria Aeronáutica Brasileira? Por meio da cooperação industrial, um processo complexo, que envolve não somente aspectos técnicos, mas também uma profunda interação entre as partes, e com um objetivo em comum: fazer com que o Brasil seja capaz de desenvolver, montar e manter uma aeronave supersônica – o Gripen – aqui no Brasil.

A enorme competência da Embraer, adquirida ao longo dos últimos anos, e sua posição no mercado internacional neste setor, fez da empresa o parceiro ideal para desenvolver e montar o Gripen aqui no Brasil.

Outra empresa brasileira de alta tecnologia envolvida no programa Gripen da FAB é a Akaer. Entre o projeto e o desenvolvimento de peças estruturais e o cálculo dessas peças, a Akaer já realizou mais de meio milhão de horas de trabalho, o que representa um salto de anos em termos de operabilidade.

Já a AEL, é a fornecedora de importantes equipamentos da cabine do caça Gripen, desenvolvendo três sistemas distintos: o Wide Area Display (WAD), o Head Up Display (HUD) e o capacete Targo (Helmet Mounted Display – HMD).

Entre outubro de 2015 e 2024, mais de 350 engenheiros e técnicos brasileiros das empresas parceiras da Saab irão à Suécia para participar de cursos e treinamentos presenciais, o que representará uma década de aprendizado e parceria intensa.

Assista aos outros vídeos da série clicando aqui.

‘Nervos de aço’: ex-piloto de caça pousa 737 da Southwest após explosão de motor

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Tammie Jo Shults quando ainda era piloto da Marinha

A piloto Tammie Jo Shults aterrissou com segurança um avião de passageiros 737 da Southwest Airlines depois que um dos motores a jato explodiu em voo. Ela está sendo elogiada como uma heroína pelos passageiros.

Tammie Jo Shults pousou o voo 1380 em um aeroporto da Filadélfia após o incidente na terça-feira, de acordo com os passageiros. Uma mulher faleceu devido a ferimentos.

Shults pousou o jato em segurança depois que o motor esquerdo explodiu, quebrou uma janela e uma passageira foi quase sugada para fora do avião. Ela foi salva por outros passageiros, mas acabou falecendo.

A Sra. Shults serviu na Marinha dos EUA por 10 anos e pilotou caças F/A-18.

A causa da explosão ainda não foi determinada, mas autoridades disseram que uma investigação preliminar do acidente, que matou uma passageira e deixou vários outros feridos, encontrou indícios de fadiga de metal em uma lâmina do fan que quebrou, segundo o US National Transportation Safety Board (NTSB).

O estado do motor esquerdo do Boeing 737 após o pouso

Dogfight: F-16 Block 52 turco e Mirage 2000-5 grego

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O vídeo acima mostra parte de um ‘dogfight’ entre um caça F-16 Block 52 turco e um Mirage 2000-5 grego, em um simulador de voo. A Grécia e a Turquia freqüentemente se envolvem em combates aéreos simulados no Mar Egeu, mas os aviões costumam estar desarmados.

O vídeo do simulador mostra o Mirage 2000 no Head Up Display (HUD) do caça F-16 turco, tentando escapar em curvas apertadas sobre o mar. No início a altitude do engajamento está muito baixa, depois o Mirage tenta escapar na vertical, mas o F-16 turco continua na posição 6 horas do caça grego.

Na semana passada, em um incidente real, um avião de combate grego Mirage 2000-5 caiu sobre o Mar Egeu no dia 12 de abril, informaram vários meios de comunicação.

O avião de combate grego Mirage 2000-5 caiu na quinta-feira perto da ilha de Skyros, no Mar Egeu, de acordo com várias reportagens, e o ministro da Defesa da Grécia disse que o piloto faleceu.

O jornal grego Kathimerini citou uma fonte dizendo que o Mirage estava retornando de uma missão para interceptar jatos turcos.

Ambas as agências de notícias turcas e gregas relataram que foi realizada uma operação de busca e resgate pela Marinha Grega.

“Um M2000-5, desapareceu a 9 milhas náuticas da ilha de Iskiri (Skiros) no nordeste”, informou o jornal Milliyet da Turquia, citando uma declaração da Força Aérea Grega.

De acordo com a reportagem do Milliyet, os militares da Turquia disseram que seus jatos não estavam perto do local do acidente quando ele aconteceu.

Dogfight: F-16 Block 52 turco e Mirage 2000-5 grego. Local da queda do caça grego

Turquia acelera projeto de caça furtivo TAI TF-X

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TAI TF-X

Projeto nacional de avião de combate stealth recebe incentivo de 4,8 bilhões de liras turcas, com planos para voar até 2023

ISTANBUL – A Turkish Aerospace Industries Inc. (TAI) arregaçou as mangas para produzir o caça nacional da Turquia, o TF-X. O jato de caça de quinta geração, um dos maiores projetos de design do país, anunciado pelo presidente Recep Tayyip Erdoğan, será realizado dentro de um sistema de incentivo baseado em projetos.

As atividades de projeto preliminar receberam um certificado de incentivo de 4,8 bilhões de liras turcas (US$ 1,16 bilhão) sob o programa de incentivo. O projeto empregará 3.200 pessoas, com uma contribuição indireta de emprego estimada em cerca de 11.200.

Falando ao diário turco Dünya, o gerente geral da TAI, Temel Kotil, disse que eles trabalharão com a British BAE Systems, que desempenha vários papéis no projeto das aeronaves F-35. “Prevemos um período de quatro anos para a fase preliminar do projeto. Nesta fase, a estrutura do avião será determinada. O desenvolvimento de engenharia, tecnologia, infra-estrutura de testes e processos de certificação da aeronave e a aquisição de capacidade para o design do jato de combate são etapas desta fase”, disse Kotil.

Kotil também disse que a TAI estabelecerá a tecnologia, recursos humanos e investimentos físicos para o jato TF-X, informando que uma equipe muito grande estará trabalhando no projeto.

Ele também explicou que o primeiro protótipo do TF-X deve estar pronto para seu primeiro voo em 2023. “O TF-X é um avião furtivo de quinta geração que pode atingir velocidades supersônicas com pós-combustores”, disse Kotil. “Queremos que todas as coisas funcionem e estejam prontas até 2029 e que os aviões sejam colocados em serviço para as Forças Armadas da Turquia em 2031.”

FONTE: Daily Sabah

Embraer abre 150 vagas para estágio; seleção será por inteligência artificial

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Inscrição pode ser feita até 19 de maio; veja como participar

A Embraer vai utilizar inteligência artificial para identificar novos talentos. A nova ferramenta começa a ser usada no processo que vai selecionar 150 estagiários de nível superior para trabalhar a partir de agosto deste ano na fábrica de São José dos Campos e outras unidades.

Os candidatos às vagas de estágio já podem se cadastrar no site http://embraer.gupy.io até o dia 9 de maio. No novo sistema, a análise dos perfis é feita após cada inscrição, o que agiliza a resposta aos estudantes interessados, segundo informou a empresa.

Todos os candidatos farão a seleção online respondendo a testes de perfil, lógica e inglês. A cada etapa, o candidato recebe um feedback automático sobre o desempenho e sua média de pontuação na avaliação.

Após a avaliação desse projeto piloto para seleção dos estagiários, a empresa pretende expandir a aplicação da tecnologia de inteligência artificial para todas as ações de atração e retenção de talentos.

“A Embraer é uma empresa líder em inovação, trabalha com tecnologia de ponta nos seus produtos e agora está buscando alçar novos voos na área de tecnologia para gestão de pessoas. A combinação com a tecnologia de inteligência artificial vai fortalecer o processo de seleção de forma muito mais precisa”, afirmou Carlos Griner, Vice-Presidente de Pessoas e Sustentabilidade da Embraer, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa.

Segundo a empresa, um segundo processo seletivo para estágio em ensino superior é previsto para o final do ano, para atender a média de contratação da Embraer de 300 estagiários por ano.

FONTE: www.meon.com.br

Caça chinês J-10C entra em serviço

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Caça J-10C

PEQUIM – O novo caça multifunção da China, o J-10C, começou o serviço de combate na segunda-feira, anunciou a Força Aérea do Exército de Libertação Popular (PLAAF).

Equipado com um avançado sistema aviônico e várias armas ar-ar, o caça desenvolvido domesticamente tem capacidade de combate aéreo em alcance médio e próximo e é capaz de atacar com precisão alvos terrestres e marítimos, disse a Força Aérea em um comunicado.

É o caça supersônico de terceira geração da China e fez sua estreia quando o PLA comemorou seu 90º aniversário em julho de 2017 na base de treinamento militar de Zhurihe, na Região Autônoma da Mongólia Interior.

Shen Jinke, porta-voz da Força Aérea do Exército de Libertação Popular, disse que a Força Aérea vai avançar no treinamento e na prontidão para a guerra, e aguçar suas capacidades de defesa e ataque aéreo.

Ele também salvaguardará firmemente a segurança do espaço aéreo da China e os interesses estratégicos nacionais na nova era, disse Shen.

O novo jato é modificado a partir do caça J-10 e ajudará a melhorar as capacidades de combate e prontidão da força aérea, disse Wang Mingzhi, um especialista militar.

A Força Aérea está gradualmente construindo um sistema de combate adaptado à necessidade de guerra aérea informatizada, composta de caças de superioridade aérea, como a série J-11, caças multifuncionais como J-10 e J-16, e caças furtivos de nova geração como o J-20 e bombardeiros de médio e longo alcance como o H-6K, disse Wang.

FONTE: China Daily

SAIBA MAIS:

Infográfico: Caças a jato dos Estados Unidos da América – 1945 a 2015

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Os aviões de combate dos Estados Unidos da América continuam na liderança tecnológica

No infográfico acima de autoria de u/numante, podemos relembrar a evolução dos aviões de combate americanos que marcaram a História da Aviação Militar.

Apesar do desenvolvimento tardio da propulsão a jato nos Estados Unidos da América, o desenvolvimento dos caças a jatos americanos alcançou números muito superiores aos produzidos na Europa Ocidental.

Como grandes vencedores da Segunda Guerra Mundial, os EUA continuaram a desenvolver sua indústria aeronáutica e defesa durante a Guerra Fria sempre buscando manter a liderança tecnológica diante dos equipamentos produzidos pela União Soviética.

Em várias guerras localizadas, aviões de combate produzidos pelos EUA e pela URSS entraram em combate, como na Guerra da Coreia e na Guerra do Vietnã, além das Guerras Árabe-Israelenses.

O aprendizado absorvido nesses conflitos serviu para aperfeiçoar continuamente a tecnologia dos aviões de combate americanos. A indústria aeronáutica dos EUA foi pioneira em muitos avanços tecnológicos, como o voo supersônico, fly-by-wire, stealth, entre outros.

Os aviões de combate americanos ainda continuam sendo o “benchmark” pelo qual são medidos os aviões produzidos no resto do planeta, mas aos poucos o “gap” tecnológico tem sido reduzido pela Rússia e China.

Infográfico: Caças a jato da Europa Ocidental – 1944 a 2003

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A ameaça da União Soviética obrigou as nações da Europa Ocidental a desenvolverem continuamente seus aviões de combate

No infográfico acima de autoria de u/numante, podemos relembrar a evolução dos aviões de combate da Europa Ocidental que marcaram a História da Aviação Militar.

A Inglaterra saiu na frente na invenção do motor a jato, mas os alemães foram mais rápidos no desenvolvimento e no emprego operacional dos primeiros caças a jato no final da Segunda Guerra Mundial.

Depois da Segunda Guerra e durante todo o período da Guerra Fria, Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Suécia desenvolveram e produziram aviões de combate dos mais diversos tipos, alguns com versões embarcadas em navio-aeródromo.

Observar como os ingleses e franceses mantiveram uma linhagem de caças constante ao longo do tempo, com os suecos também acompanhando a evolução com seus projetos próprios.

A evolução dos caças da União Soviética, que mostraram seu valor na Guerra da Coreia, obrigou as nações da Europa Ocidental a buscarem a superioridade aérea a cada novo modelo lançado pelo inimigo.

Primeiro como caças puros, caças-bombardeiros, depois como interceptadores e finalmente como aviões de combate multifuncionais, os aviões de combate foram responsáveis por grande parcela da evolução tecnológica da indústria aeronáutica. Na busca do aumento da velocidade, foram sendo desenvolvidos novos materiais mais leves e resistentes e motores mais potentes.

A aviônica também sofreu grande evolução com a adoção dos computadores analógicos e depois digitais, radares e sistemas de guerra eletrônica.

Venezuela planeja inspeção dos caças Sukhoi Su-30MK2 com a Rússia

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Su-30MKV da Venezuela

O site infodefensa.com noticiou que, no início de abril, a Venezuela recebeu uma visita de uma comissão russa para uma reunião no Serviço de Eletrônica de Aviação Militar da Venezuela para discutir a inspeção mencionada, que foi liderada pelo diretor do Departamento de Logística do componente aéreo, general de divisão Carlos Lucio Siso Briceño.

As informações foram divulgadas através de uma breve mensagem oficial divulgada pelo Twitter, que não detalha o que foi discutido na reunião, nem o escopo e o status atual do projeto de Inspeção Capital do Su-30MK2.

Os Su-30MK2 na Venezuela

Em julho de 2006, o governo da Venezuela negociou a compra de 24 caças Sukhoi Su-30MK2 na Rússia, e as quatro primeiras unidades chegaram ao país em novembro daquele ano.

Uma vez que a entrega foi completada, os 24 aviões foram distribuídos ao Grupo Aéreo de Caza Nº 11, com sede na Base Aeroespacial ‘Capitán Manuel Ríos’, e ao Grupo Aéreo de Caza Nº 13, destacado na Base Aérea ‘Teniente Luis del Valle García’, de Barcelona, capital do estado Anzoátegui.

Desde a chegada dos primeiros aviões, foi anunciada, em diferentes ocasiões, a compra de 12 unidades adicionais, que, até hoje, não se materializaram.

Em setembro de 2015, a aeronave matrícula AMBV-0460 e pertencente ao Grupo 11, foi perdida em um trágico acidente no qual seus dois tripulantes morreram, conforme informação publicada pelo site da empresa venezuelana Telesur.

No início deste mês de abril de 2018, houve o desdobramento tático de cinco caças Su-30MK2 e militares Grupo No. 13 para o Adiestramiento Operacional Yavire 01-18.

Modernização e reforço da frota

Depois do acidente, o ministro da Defesa, Comandante Vladimir Padrino López, informou que o presidente Nicolas Maduro tinha sido instruído para substituir o avião que caiu e aumentar a frota de Su-30MK2 com 12 aeronaves adicionais, o que foi confirmado em Outubro seguinte pelo próprio Maduro, como também publicado Infodefensa.

As negociações com a empresa russa Rosoboronexport, pertencente ao consórcio estatal Rostec começou em outubro de 2015, conforme relatado pelo então comandante da Aviação Militar, major general Edgar Valentín Cruz Arteaga. E, no final do mês, o ministro Padrino López anunciou o investimento de 480 milhões de dólares para melhorar e estender a vida útil da frota de caças Su-30MK2 da aviação militar.

As negociações com a Rosoboronexport continuaram março 2016, mas um mês depois, o vice-diretor do Serviço de Cooperação Técnico-Militar Federal da Rússia, Anatoli Punchuk disse: “Concluímos as negociações relevantes e a oferta apresentada ao cliente. Estamos esperando que o lado venezuelano responda.” Desde então, não houve mais informações sobre o assunto de nenhuma das partes.

FONTE: infodefensa.com

Índia e Suécia assinam pacto de segurança para permitir ToT de defesa sueca

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Demonstrador do Gripen de Nova Geração (NG) com quatro mísseis antinavio RBS-15

Saab disputa concorrência de caças com o Gripen E

Por Dipanjan Roy Chaudhury

A Índia e a Suécia devem assinar um acordo de segurança quando o primeiro-ministro Narendra Modi visitar Estocolmo na próxima semana, disseram pessoas familiarizadas com os desenvolvimentos, uma medida que facilitará a transferência de tecnologia (ToT) se a sueca Saab for escolhida para construir aviões de combate na Índia.

A viagem de dois dias de Modi, a partir de 16 de abril, marcará a primeira visita de um primeiro-ministro indiano à nação nórdica em 30 anos.

Além do pacto de segurança, um plano de ação e um Documento sobre Parceria para Inovação serão emitidos após a Cúpula de Estocolmo entre Modi e sua contraparte sueca, disseram as pessoas citadas anteriormente, acrescentando que a Suécia está empenhada em aumentar sua parceria com a Índia para o nível estratégico.

No ano passado, a Saab assegurou que garantirá a transferência de tecnologia “completa” de seu caça Gripen E para a Índia, caso a empresa obtenha o contrato para fornecer uma frota de aeronaves de combate à Força Aérea Indiana.

O Gripen E, uma versão avançada do Gripen C/D, é um avião de combate leve, monomotor e multirole equipado com aviônicos avançados.

A empresa também disse que construirá a mais moderna instalação aeroespacial do mundo na Índia, além de criar uma base de fornecedores locais de sistemas auxiliares.

Saab RBS-70 VSHORAD

Defesa aérea

A Saab, que tem uma joint venture com o grupo Adani, também está interessada em fabricar sistemas de mísseis de defesa aérea de alcance muito curto (VSHORAD) no país. O processo de aquisição está pendente há quase 10 anos.

A empresa de defesa sueca está mostrando sua tecnologia no DefExpo 2018 em curso em Chennai. A empresa está se concentrando na iniciativa “Make in India” do governo de Modi, que oferece um mercado maior do que seu país de origem. Durante um período de tempo, fará seus mísseis na Índia, disseram as pessoas citadas anteriormente.

Delhi e Estocolmo se concentraram na construção de uma parceria estratégica. A Suécia apoiou a Índia em sua participação no Sistema de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR) e ampliou o apoio total à candidatura da Índia para a sua adesão ao Grupo de Fornecedores Nucleares (NSG).

A Suécia tem uma longa história de investimentos na Índia, de acordo com um documento do Ministério de Assuntos Exteriores. De acordo com dados do governo de outubro de 2017, existem mais de 170 joint ventures suecas e subsidiárias integrais no país. Várias grandes empresas suecas – Ericsson, Swedish Match (WIMCO), SKF e ASEA (mais tarde ABB) – entraram na Índia antes mesmo de conquistar a independência.

FONTE: The Ecnomomic Times

Embraer entrega 14 jatos comerciais e 11 executivos no 1º trimestre de 2018

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Primeiro E190-E2 da Wideroe

O principal destaque do trimestre foi a certificação tripla do jato E190-E2, primeira aeronave da segunda geração de E-Jets de aviões comerciais

São José dos Campos – SP, 16 de abril de 2018 – A Embraer (NYSE: ERJ; BM&FBOVESPA: EMBR3) entregou 14 jatos para o mercado de aviação comercial nos Estados Unidos, Europa e Ásia Pacifico ao longo do primeiro trimestre de 2018 (1T18). No segmento de aviação executiva, 11 unidades foram entregues nesse período, sendo oito jatos leves e três jatos grandes.

Veja os detalhes das entregas na tabela abaixo:

Entregas por Segmento 1T18
   
Aviação Comercial 14
EMBRAER 175 (E175) 11
EMBRAER 190 (E190) 3
 
Aviação Executiva 11
Phenom 100 3
Phenom 300 5
Jatos leves 8
Legacy 450 2
Legacy 500 1
Jatos grandes 3
TOTAL 25

 

Com relação ao valor consolidado da carteira de pedidos firmes da Embraer, em dólares americanos, a Embraer divulgará esse valor referente ao 1T18, juntamente com os resultados do 1T18 em 27 de abril de 2018, uma vez que a carteira de pedidos firmes passou a fazer parte das Demonstrações Financeiras, de acordo com os  novos requisitos da IFRS 15.

O principal destaque do trimestre foi a certificação tripla do jato E190-E2, primeira aeronave da segunda geração de E-Jets de aviões comerciais, ocorrida em 28 de fevereiro. O avião recebeu o Certificado de Tipo da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Federal Aviation Administration (FAA), dos Estados Unidos, e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA). É a primeira vez que um programa aeronáutico com o nível de complexidade do E2 recebe um certificado de tipo das três das maiores autoridades internacionais de certificação simultaneamente.

Antes da certificação, a Embraer anunciou os resultados finais dos testes em voo confirmando o E2 como as mais eficientes aeronaves de corredor único do mercado. Em termos de consumo de combustível, o E190-E2 provou ser 1,3% melhor do que originalmente esperado, o que representa uma melhoria de 17,3% em relação ao E190 de geração atual.

E190-E2 com as cores da Wideroe

O E190-E2 também se torna assim o avião mais ambientalmente amigável na categoria, com o menor nível de ruído externo e emissões. Resultados de testes em voo confirmaram que o desempenho de decolagem do E190-E2 também é melhor que a especificação original. O alcance da aeronave a partir de aeroportos com altas temperaturas e grandes altitudes (Hot and High, no termo em inglês), como Denver e Cidade do México, aumenta 600 milhas náuticas em comparação com aeronaves de geração atual. Já o alcance a partir de aeroportos com pistas curtas, como London City, na Inglaterra, também aumenta em mais de 1.000 milhas náuticas, permitindo que a aeronave alcance destinos como Moscou, na Rússia, e no norte da África sem paradas.

O E190-E2 também terá os intervalos de manutenção mais longos no mercado de aviões de corredor único com 10 mil horas de voo para atividades básicas de manutenção sem limite de calendário para utilizações típicas. Isso significa 15 dias a mais para utilização da aeronave em um período de dez anos, comparado à atual geração de E-Jets. Outro ganho chave é o tempo de treinamento de transição para pilotos. Pilotos da atual geração de E-Jets precisarão de apenas dois dias e meio de treinamento sem necessidade de um simulador de voo completo para estarem qualificados a operar um E2.

Por outro lado, a Embraer Defesa & Segurança anunciou, durante o Singapore Airshow, a assinatura de uma Carta de Intenção com a empresa de serviços de aviação SkyTech para aquisição de até seis aeronaves de transporte multimissão KC-390. As aeronaves estão destinadas a diversos projetos de defesa e ambas as empresas também concordaram em avaliar uma potencial colaboração estratégica com o objetivo de explorar conjuntamente novas oportunidades de negócios nas áreas de treinamento e serviços.

Durante o 1T18, a Embraer entregou o primeiro jato executivo Phenom 300E depois de receber a certificação da Federal Aviation Administration (FAA), dos Estados Unidos, da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency-EASA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O novo modelo de jatos leves foi lançado e apresentado na Conferência e Exposição de Aviação Executiva da NBAA-BACE, em outubro de 2017.

Carteira de Pedidos – Aviação Comercial (31 de Março de 2018)
Modelo Pedidos Firmes Opções Entregas Pedidos Firmes a Entregar
E170 191 5 190 1
E175 603 150 511 92
E190 592 44 549 43
E195 169 1 164 5
175-E2 100 100 0 100
190-E2 74 97 0 74
195-E2 106 90 0 106
Total 1.835 487 1.414 421
Obs.: Entregas e pedidos firmes em carteira incluem aeronaves vendidas pelo segmento de Defesa para companhias aéreas estatais (Satena e TAME).

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

Preparativos para o ataque à Síria foram rastreados por OSINT

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RQ-4 Global Hawk

Por David Cenciotti

Na noite entre 13 e 14 de abril, aviões dos EUA, Reino Unido e França lançaram uma primeira onda de ataques aéreos contra alvos terrestres na Síria.

O que se segue é uma recapitulação baseada em OSINT (Open Sources Intelligence), já que a maioria das aeronaves envolvidas nos ataques pode ser rastreada on-line através de informações de domínio público.

A ação “limitada” foi precedida pela atividade de coleta de informações realizada por muitos dos ativos que sobrevoaram o leste do Mar Mediterrâneo recentemente.

O primeiro sinal de que algo estava prestes a acontecer era a presença incomum de um drone RQ-4 Global Hawk que rastreava o Líbano e a Síria poucas horas antes de as primeiras armas chegarem às instalações químicas/infraestrutura do regime sírio.

O RQ-4, indicativo “Forte 10” voou por várias horas a oeste do Líbano, provavelmente apontando seus sensores IMINT e SIGINT/ELINT para as baterias da Defesa Aérea Síria que estava em status de prontidão. O drone então se moveu para sudoeste, ao norte do Egito, onde foi acompanhado por um RC-135V indicativo Fixx74. Era cerca de 23h20 GMT e parecia que as duas plataformas ISR, depois de coletar informações de uma posição próxima, estavam abrindo espaço para os bombardeiros que chegavam.

RC-135V

Aqui está a posição do Fixx74.

Entre as aeronaves que chegavam para conduzir seu bombardeio do Mediterrâneo, estavam os jatos Dassault Rafale da Força Aérea Francesa de Saint Dizier AB, na França, apoiados por aviões-tanque C-135FR e Tornados GR4 da RAF com seus mísseis Storm Shadow, lançados da base RAF Akrotiri no Chipre. Enquanto o transponder estava desligado, a presença dos bombardeiros e de seus aviões-tanque foi vazada por suas comunicações via rádio com agências civis da ATC, como a Athinai ACC, que ocorreu em freqüências não-criptografadas de VHF transmitidas pela Internet no LiveATC.net.

Curiosamente, pelo menos dois pacotes de 5 caças (cada um supostamente incluiu 4 x F-16Cs da 31FW e 4 x F-15Cs da 48FW carregados com mísseis ar-ar – na verdade, o segundo incluiu apenas 3 Vipers ao invés de 4) apoiados por aviões-tanque KC-135, desde cobertura DCA (Defensive Counter Air) para os bombardeiros e para os navios de guerra que lançaram TLAMs.

Após as primeiras ondas de ataques, que também envolveram os B-1s da Força Aérea dos EUA de Al Udeid, outro drone Global Hawk foi lançado de Sigonella para realizar o BDA (Battle Damage Assessment).

Os ataques aéreos exigiram um enorme apoio de aviões-tanque. Havia 7 aviões-tanque KC-135 e KC-10 no ar no sul da Europa em direção ao Mar Mediterrâneo, algo incomum para uma noite de sexta-feira. No momento desta escrita, havia 13 (!) aviões-tanque no ar: alguns estão arrastando o segundo pacote dos F-15 e F-16s dos EUA de volta para Aviano na Itália, enquanto outros estão reposicionando para RAF Mildenhall ou Souda Bay após uma noite de operações:

Outro avião interessante rastreado on-line após o ataque, é um Bombardier E-11A 11-9358 do 430th EECS (Expeditionary Electronic Combat Squadron), localizado em Kandahar no Afeganistão. A aeronave é um recurso BACN (comunicações aerotransportadas no campo de batalha): BACN é um sistema tecnológico de “gateway” que permite que aeronaves com sistemas de rádio e datalinks incompatíveis troquem informações táticas e se comuniquem.

Bombardier E-11A 11-9358

Ao orbitar em grandes altitudes, os recursos aéreos equipados com BACN fornecem um elo de comunicação entre os aliados, independentemente do tipo de aeronave de suporte e em um ambiente sem linha de visada (LOS). O sistema BACN também é instalado a bordo dos UAVs Global Hawk EQ-4B. Embora não possamos ter certeza, é bastante provável que a aeronave também esteja envolvida nos ataques aéreos, fornecendo uma ponte de dados entre as partes envolvidas.

No final, graças ao ADS-B, Mode-S e MLAT, tivemos uma boa ideia do que aconteceu durante a primeira onda de ataques aéreos na Síria. Obviamente não está completo, ainda é bem interessante.

H/T para @AircraftSpots @Buzz6868 @CivMilAir @GDarkconrad @ItaMilRadar @planesonthenet e muitos outros por fornecer detalhes, dicas, links e o que era necessário para preparar este artigo. Vocês são demais!

FONTE: The Aviationist

Vídeo: jatos Tornado GR4 da RAF com mísseis Storm Shadow atacam a Síria

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Quatro jatos Tornado da RAF lançaram mísseis de cruzeiro Storm Shadow sobre alvos na Síria. Os sofisticados mísseis de cruzeiro “bunker-buster” foram lançados contra uma antiga base de mísseis a 24 km a oeste de Homs, onde avaliou-se que a Síria tinha estocado itens usados ​​para fabricar armas químicas.

Uma vez lançados pelos Tornado a 1.000 km/h, os Storm Shadow voam rente ao solo e são capazes de encontrar seu próprio caminho para um alvo pré-programado com precisão.

Os mísseis Storm Shadow, que pesam 1.300 kg, têm mais de cinco metros de comprimento e autonomia de 560 quilômetros (300 milhas) e são movidos por um turbojato. Dotados de uma ogiva BROACH de 400 kg (900 libras) – ver gráfico no final da matéria, com uma carga penetrante inicial que lhe dá a capacidade de penetrar um “bunker”, seguida por uma espoleta retardada para controlar a detonação da ogiva principal.

O míssil Storm Shadow é do tipo “fire and forget’” programado antes do lançamento. Os planejadores da missão programam o míssil com as defesas antaéreas e o alvo em mente. O míssil Storm Shadow segue um caminho semi-autônomo, em um trajeto de voo baixo, guiado por mapeamento de GPS e terreno até a área alvo, o que significa que a aeronave não precisa entrar no espaço aéreo do inimigo e se colocar em risco. Quando se aproxima de seu alvo, o míssil sobe e de repente mergulha.

Pode subir a uma altitude de até 130 pés (40 metros) para alcançar a melhor probabilidade de identificação e penetração de alvos. Durante este processo, o cone do nariz é descartado para permitir que uma câmera termográfica de alta resolução investigue a área alvo.

O míssil Storm Shadow tenta localizar seu alvo com base em suas informações de alvo, mas se isso não der certo e houver um alto risco de danos colaterais, ele voará para um ponto de queda fora da área alvo.

Aprimoramentos recentes incluem a possibilidade de retransmitir informações do alvo antes do impacto e usar um link de dados unidirecional para transmitir informações de avaliação de danos de batalha de volta à aeronave lançadora.

Clique na imagem para ampliar

Mais informações sobre o ataque aéreo contra a Síria

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Instalações que foram alvo do ataque de ontem

No briefing feito no Pentágono hoje pela manhã, o tenente-general Kenneth F. McKenzie Jr disse : “Eu usaria três palavras para descrever essa operação: precisa, esmagadora e eficaz”.

Os mísseis Tomahawk foram a arma principal: das 105 usadas no ataque, 66 mísseis TLAM foram lançados de 3 navios da Marinha dos EUA e um submarino.

Dezenove (19) mísseis JASSM-ER (usados pela primeira vez em combate) foram lançados de dois bombardeiros B-1B Lancer, 8 mísseis Storm Shadow lançados de 4 Tornado GR4 da RAF e 12 mísseis SCALP foram lançados por navios e caças da França (3 por fragata FREMM e 9 por caças Rafale).

Segundo McKenzie, “a resposta da Síria foi notavelmente ineficaz em todos os domínios. Eles normalmente disparavam suas armas após o último impacto de nossas armas.” Ele acrescentou que os sírios lançaram pelo menos 40 armas sem sucesso.

McKenzie também confirmou que os B-1B empregaram o míssil JASSM-ER com alcance de 1.000 km (620 milhas). O JASSM original tem alcance de 370 km (230 milhas).

As aeronaves lançaram os ataques de fora do espaço aéreo sírio.

Míssil Tomahawk BGM-109 TLAM sendo lançado de destróier da Marinha dos EUA
O míssil JASSM em lançamento de teste

Alvos antes e depois do ataque

LEIA TAMBÉM:

MoD Russo: Defesa Aérea da Síria interceptou 71 mísseis de cruzeiro lançados pelo Ocidente

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Sistema de mísseis antiaéreos S-125 Neva/Pechora, designado SA-3 Goa pela OTAN

O Ministério da Defesa russo comentou sobre um ataque conjunto com mísseis americanos, britânicos e franceses contra a Síria, que ocorreu no dia em que os especialistas da OPCW (Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons) deviam iniciar uma investigação sobre as alegações de um ataque químico em Douma, uma reivindicação denunciada por Damasco. como uma provocação.

O Ministério da Defesa russo afirmou que a maioria dos mísseis lançados pelos estados ocidentais na Síria foi derrubada pelas defesas aéreas da República Árabe enquanto se aproximavam de seus alvos.

“O sistema de defesa aérea sírio vem conduzindo uma luta antiaérea”, acrescentou o ministério.

Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, a Síria repeliu o ataque ocidental com sistemas de defesa aérea fabricados na URSS há mais de 30 anos.

“Os meios de defesa aérea da Síria: os sistemas de defesa aérea S-125, S-200, [assim como] as unidades Buk e Kvadrat foram usadas para repelir o ataque com mísseis.”

No final do dia, o Estado-Maior da Rússia emitiu um comunicado, dizendo que um total de 71 mísseis de cruzeiro de 103 foram interceptados pela Síria, acrescentando que nenhum aeródromo militar do governo foi danificado como resultado do ataque.

Míssil S-200 Angara/Vega/Dubna sírio, conhecido como SA-5 Gammon na OTAN
Sistema de mísseis Buk, designado com SA-11 e SA-17 pela OTAN
Sistema Kvadrat, ou 2K12 “Kub”, designado SA-6 “Gainful” na OTAN

“Há alguns anos, nos recusamos a fornecer sistemas de defesa aérea S-300 para a Síria devido ao pedido de alguns de nossos parceiros ocidentais. Levando em conta o que aconteceu, consideramos possível voltar a esta questão. E não apenas em relação à Síria, mas no que diz respeito a outros estados”, afirmou o Estado Maior.

As forças de defesa aéreas sírias interceptaram todos os 12 mísseis de cruzeiro, que foram usados ​​para atacar o aeródromo militar de Dumeir, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.

Nos últimos 1,5 anos, a Rússia restaurou totalmente o sistema de defesa aérea da Síria e continua a melhorá-lo”.

Sistema de defesa aérea S-300, conhecido como SA-10 Grumble pela OTAN

Defesas Aéreas Russas não foram usadas para repelir ataque de mísseis

As defesas aéreas da Rússia não foram usadas para repelir o ataque com mísseis no território da República Árabe da Síria, disseram os militares.

Nenhum dos mísseis de cruzeiro lançados pelos EUA e seus aliados entrou na zona de responsabilidade das defesas aéreas russas, cobrindo objetos em Tartus [instalação naval] e Hmeymim [base aérea localizada na província de Latakia] “, explicou o Ministério da Defesa da Rússia.

“Os sistemas russos de defesa aérea nas bases de Hmeymim e Tartus detectaram e rastrearam todos os lançamentos de mísseis de veículos navais e aéreos dos EUA e da Grã-Bretanha”, afirmou o Estado-Maior da Rússia, acrescentando que não registrou a participação da aviação francesa na região do ataque.

De acordo com os militares russos, o ataque maciço de mísseis contra alvos de infra-estrutura militar e civil foi conduzido por navios de guerra dos EUA em conjunto com as forças aéreas britânicas e francesas no horário de 3:42-5:10 de Moscou.

Um total de 100 mísseis de cruzeiro e ar-terra foi lançado contra alvos na Síria, afirmou o Ministério da Defesa da Rússia, observando que dois navios de guerra dos EUA realizaram o ataque do Mar Vermelho, bem como a aviação tática sobre o Mar Mediterrâneo e  Bombardeiros de B-1B da área de al-Tanf.

Ocidente atacou a Síria no dia em que especialistas da OPCW (Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons) começaram a investigar suspeita de ataque químico

Ao comentar a suposta resposta de Ocidente a um suposto ataque químico em Douma, que atribui a Damasco, o Estado Maior da Rússia enfatizou que armas químicas não foram produzidas na Síria.

“Acreditamos que este ataque não é uma resposta a um suposto ataque químico, mas uma reação ao sucesso das forças armadas sírias na libertação de seu território do terrorismo internacional”.

“O ataque foi realizado exatamente no mesmo dia em que a missão especial da OPCW estava marcada para começar seu trabalho em Damasco para investigar o incidente na cidade de Douma, onde armas químicas teriam sido usadas”, enfatizaram os militares russos.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, também criticou a decisão dos países ocidentais, dizendo que o ataque” foi lançado na capital de um Estado soberano que vem lutando pela sobrevivência há anos em meio à agressão terrorista”.

Durante o dia, Estados Unidos, Reino Unido e França lançaram ataques com mísseis contra vários alvos na Síria em resposta a um suposto ataque químico no subúrbio de Damasco, Douma, no leste de Ghouta, que foi atribuído a Damasco, apesar do lançamento de uma investigação sobre o incidente. Na sexta-feira, o Ministério da Defesa russo afirmou que tinha provas de que o “ataque químico” em Douma havia sido uma provocação e tinha sido encenado por ONGs apoiadas pelo Ocidente, incluindo os Capacetes Brancos.

Enquanto o chefe do Pentágono, James Mattis, disse que os ataques aéreos dos EUA à Síria foram um “tiro único”, o general Joseph Dunford, chefe do Estado-Maior Conjunto, disse a repórteres que Washington não tinha mais ataques planejados no momento.

Segundo Dunford, os Estados Unidos utilizaram um canal normal de solução de conflitos com a Rússia e não coordenaram alvos antes dos ataques aéreos na Síria. Ao mesmo tempo, ele disse que não sabia “de nenhuma atividade russa”, quando perguntado se alguma defesa russa havia engajado navios ou mísseis americanos, franceses ou britânicos.

Ao comentar sobre a possibilidade de um ataque com mísseis norte-americanos à Síria depois de acusações a Damasco de um ataque químico em Douma, que ainda não foi investigado por especialistas internacionais, o Ministério da Defesa da Rússia alertou que Moscou responderia se suas tropas na Síria estivessem ameaçadas.

As bases militares russas na Latakia da Síria – a base aérea de Hmeymim e a instalação naval de Tartus – foram protegidas pelos sistemas de defesa aérea S-400 e S-300, bem como pelo sistema de mísseis superfície-ar Pantsir-S1. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os sistemas S-400 e Pantsir fornecem cobertura aérea para o grupo russo de aviação Hmeymim, enquanto os S-300s protegem as instalações navais da Rússia.

FONTE: Sputnik News

Ataque americano ‘não ficará sem consequências’, diz embaixador russo nos EUA

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Imagem mostra risco luminoso no céu produzido por míssil antiaéreo sírio no momento do ataque – Foto: Hassan Ammar/AP

Anatoly Antonov afirmou que ‘avisos não foram ouvidos’ e que ‘Estados Unidos não tem direito moral para culpar outros países’

WASHINGTON – O embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, afirmou nesta sexta-feira, 13, por meio de comunicado que o ataque americano contra bases sírias “não ficará sem consequências”.

“Nossos avisos não foram ouvidos”, escreveu Antonov. “Novamente, estamos sendo ameaçados. Nós avisamos que tais ações não ficarão sem consequências”.

Na noite desta sexta-feira, o presidente americano Donald Trump anunciou um ataque contra três bases sírias ligadas ao suposto ataque químico que ocorreu em Duma, nos arredores de Damasco, na semana passada.

Os mísseis americanos miravam um centro de pesquisa em, Damasco, um depósito de supostas armas químicas em Homs, no oeste da Síria e um posto de comando próximo deste depósito.

Antonov afirmou que “toda a responsabilidade” pelas ações seguintes aos ataques será de Washington, Londres e Paris. A França e o Reino Unido se aliaram aos Estados Unidos em uma coalização única para atacar o regime do presidente sírio Bashar Al-Assad.

“Insultar o Presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível”, escreveu Antonov. “Os Estados Unidos – o detentor do maior arsenal de armas químicas do mundo – não tem direito moral para culpar outros países.”

Comunicado da Embaixada da Rússia nos EUA feito pelo Facebook:

FONTE: Estadão

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