terça-feira, 21 maio, 2019
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Documentário ‘Spitfire’

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Eles dizem que ele era lindo. Um sonho. Mas apesar de toda sua boa aparência, ele também era um assassino.

SPITFIRE é um conto épico e abrangente de determinação, visão e coragem. É a história de um avião que foi forjado em competição, moldado com a chegada das nuvens da guerra, e refinado no calor branco do combate – que se tornou o mais famoso avião de combate já feito.

Creditado com a mudança de curso da história do mundo, esta é a história do Spitfire – contada nas palavras dos últimos veteranos de combate sobreviventes.

Com impressionantes imagens aéreas do melhor fotógrafo de aviação do mundo, o filme também contém imagens raras, remasterizadas digitalmente, dos tumultuosos dias da década de 1940, quando seu poder nos céus era incomparável.

SPITFIRE também explora como este avião extraordinário voa ainda hoje e como se tornou um ícone internacional.

Seminário discute relações bilaterais entre Brasil e Suécia

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Saab JAS 39E Gripen
Saab JAS 39E Gripen

Suecos e brasileiros abordaram temas atrelados ao desenvolvimento das relações de segurança bilateral entre os dois países no seminário “Uma estreita cooperação de segurança à distância – o desenvolvimento da relação de segurança bilateral entre o Brasil e a Suécia”, promovido pela Folk och Forsvar, uma associação independente sueca – cuja tradução livre é “Sociedade e Defesa” – que promove a discussão pública de assuntos relacionados à política de segurança, política de defesa e segurança social, ocorrido na segunda quinzena de setembro em Estocolmo, na Suécia. O programa Gripen foi mencionado, em diversos momentos, como o catalizador da cooperação entre os países.

Lena Bartholdsson, Chefe do Departamento de Estratégia e Política de Segurança do Ministério da Defesa da Suécia e o Embaixador Alessandro Candeas, Diretor do Departamento de Assuntos de Defesa e Segurança do Ministério das Relações Exteriores do Brasil abordaram os interesses comuns relacionados à segurança e à cooperação industrial, os benefícios e os desafios da parceria entre os países.

Lena falou sobre o longo e bem-sucedido relacionamento entre os países tanto pelo ponto de vista diplomático quanto industrial. De acordo com a executiva, essa nova era traz mais cooperação industrial aos países e estreitam a parceria na área de segurança. O anúncio da aquisição dos caças supersônicos Gripen pelo Brasil foi um marco para ambos os países.

“A Suécia passou a cooperar de maneira ainda mais intensa e próxima no que compete à inovação, transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, treinamentos, entre outras importantes contribuições de excelência que fortalecem e ampliam a capacidade da base industrial de defesa e segurança do Brasil”, explicou Lena Bartholdsson. “A Saab tem trabalhado diretamente com seus parceiros da indústria local brasileira desenvolvendo o projeto do caça e seus sistemas. Enxergamos que o Gripen tem grande potencial de beneficiar outras áreas da economia brasileira”.

No seminário, Alessandro Candeas apresentou suas perspectivas sob o ponto de vista brasileiro e exaltou os quase dez anos da próspera cooperação estratégica entre Brasil e Suécia que, apesar da distância física, ambos têm a visão comum de garantir a estabilidade e a segurança global.

“A América Latina é uma região bastante pacífica, com pouca tensão entre os países. Se falarmos sobre o Brasil, hoje, um dos seus objetivos mais importantes é garantir a segurança das águas do Atlântico. Se ampliarmos a análise, olhando para os países da região, os principais gargalos estão relacionados ao tráfico de drogas e a questão dos refugiados, como é o caso da Venezuela, em que cerca de 2,5 milhões estão o país”, explicou Alessandro.

O Embaixador reforçou o discurso de Lena Bartholdsson e enfatizou a relevância do programa Gripen que amplificou o estreitamento da relação entre os países.

DIVULGAÇÃO: MSLGROUP/Publicis Consultants

Vídeo: Tucano 35 anos

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EMBRAER EMB-312. Tucano, 35 anos. O dia 29 de setembro de 2018 marcou os 35 anos de operação de um avião que se tornou um marco na história da Força Aérea Brasileira e de mais 15 nações no mundo que operaram o treinador turboélice avançado da EMBRAER.

Em alguns países serviu apenas como treinador, em outros também como plataforma de ataque e até mesmo caça garantindo a soberania do espaço aéreo. Já no Brasil, além de cumprir todas essas missões, serviu por quase 30 anos na famosa Esquadrilha da Fumaça.

​O Tucano mudou a forma de treinamento intermediário e avançado no mundo. Quando todos voavam jatos, a EMBRAER apostou num novo modelo de treinamento que seria mais eficaz e com custo muito mais baixo de aquisição e operação.

Entretanto, tinha assentos ejetáveis, com instrutor e aluno sentando um na frente do outro ao invés da configuração lado a lado. O aluno completava o curso avançado utilizando 20% a menos das horas de voo se comparado a um jato.

Tinha um cockpit semelhante aos dos caças de 3ª geração da sua época, o que facilitava em muito a conversão do piloto militar para a aviação supersônica. Através de simples procedimentos era possível fazer o acionamento do motor. Uma única manete controlava a sua potência. Era um turboélice com alma de jato!

A história do Tucano é contada através de um documentário de mais de 100 minutos de duração, feito por iniciativa do jornalista e fotógrafo João Paulo Zeitoun Moralez, que foi lançado e disponibilizado gratuitamente em alta resolução na internet em 29 de setembro de 2018 – 35 anos depois de entrar em serviço na Força Aérea Brasileira.

Um time de ases como o Coronel Aparecido Camazano Alamino, Ary Guilherme Leber, Celso Luis Cardoso Vilarinho, Ruy Flemming e Ozires Silva estão presentes no documentário.

Para assistir ao vídeo, acesse www.tucano35.com

YT-27 Tucano no primeiro voo
YT-27 Tucano no primeiro voo
Publicidade do Tucano no ano de seu primeiro voo
Publicidade do Tucano no ano de seu primeiro voo

Boeing e Embraer podem fabricar cargueiro KC-390 também nos EUA

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Embraer KC-390
Embraer KC-390

O jornal Valor Econômico noticiou que a Boeing e a Embraer negociam a instalação de uma linha de montagem do novo cargueiro militar KC-390 nos Estados Unidos.

Seria uma segunda linha de montagem, adicional àquela já existente em Gavião Peixoto, no interior paulista.

O projeto faz parte do acordo em que a fabricante americana de aviões pretende adquirir o controle da unidade de aviação comercial da Embraer. A área de produção de aviões militares não será vendida, mas as duas empresas pretendem, adicionalmente, criar uma joint venture na área de Defesa para instalação da fábrica do cargueiro nos EUA.

O KC-390 “made in USA” seria apenas montado naquele país, a partir das mesmas peças que hoje integram o projeto do cargueiro produzido no Brasil. Com essa americanização do produto, abrem-se dois novos mercados para o produto da Embraer:

  1. o próprio mercado americano, que inclui a força aérea e também outras instâncias como a guarda nacional, e,
  2. nações aliadas dos EUA dentro do programa “Foreign Military Sales” (FMS), que conta com a estrutura diplomática e de financiamento do país para comercialização de produtos americanos.

Alguns exemplos de países contemplados pelo FMS são Coreia do Sul, Japão, Israel, Austrália e muitos outros.

Existem hoje cerca de 3,7 mil cargueiros em operação no mundo, com idade média de 35 anos. Isso gera um potencial de mercado de 2 mil cargueiros nos próximos 20 anos.

Domina esse mercado hoje o C-130 Hercules, fabricado pela Lockheed. Trata-se de um modelo antigo que passa por uma atualização e o produto da Embraer pretende disputar esse mercado.

O A-29 Super Tucano, avião de ataque leve da Embraer, já é fabricado em Jacksonville, na Flórida, justamente para que possa ser comprado pelo governo americano. A sede americana também está na Flórida, em Fort Laudardale.

Vista em corte do KC-390. Clique na imagem para ampliar
Vista em corte do KC-390. Clique na imagem para ampliar

Acidente com caça F-35B do USMC nos EUA

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Lockheed Martin F-35B Lightning II

Um caça F-35B Lightning II Joint Strike Fighter do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA caiu nesta sexta-feira na Carolina do Sul, perto da Marine Corps Air Station (MCAS), em Beaufort, segundo a ABC News e outros meios de comunicação, citando autoridades militares.

O piloto ejetou e seu estado está sob observação, segundo o informe de um oficial. A aeronave militar, reconhecida como a arma mais cara dos Estados Unidos, caiu pouco antes do meio-dia em um acidente de Classe A a apenas oito quilômetros da estação aérea, informou o Gabinete do Xerife do Condado de Beaufort ao jornal The Herald.

Um acidente de Classe A é um incidente grave envolvendo mais de US$ 2 milhões em danos ou a destruição total da aeronave.

O MCAS na Carolina do Sul é o lar de cinco esquadrões de F/A-18 e um esquadrão de F-35B.

O acidente acontece apenas um dia depois que o F-35B do USMC atingiu um importante marco no Afeganistão, onde a aeronave fez sua estreia em combate na quinta-feira contra alvos do Talibã.

Embora tenham ocorrido acidentes, incêndios e incidentes, como quando um F-35B pegou fogo há dois anos, isso marca o primeiro acidente do F-35, informou o Corpo de Fuzileiros Navais.

Caça F-35 tem preço reduzido em novo contrato de produção

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Lockheed Martin F-35A Lightning II
Lockheed Martin F-35A Lightning II

Aviões do modelo F-35A agora vão custar abaixo de US$ 90 milhões

FORT WORTH, Texas, 28 de setembro de 2018 / PRNewswire / – O Departamento de Defesa dos EUA e a Lockheed Martin (NYSE: LMT) finalizaram um contrato de US$ 11,5 bilhões para a produção e entrega de 141 aviões F-35, o menor preço por aeronave no histórico do programa.

Pelo décimo primeiro ano consecutivo, o custo de um F-35A (CTOL) foi reduzido. O preço unitário do F-35A, incluindo aeronaves, motor e imposto, é de US$ 89,2 milhões. Isso representa uma redução de 5,4% em relação aos US$ 94,3 milhões que custou para um F-35A no Lote de Produção Inicial de Baixa Cadência (Low-Rate Initial Production Lot) 10 (LRIP 10).

No LRIP 11, o custo unitário do F-35B (STOVL) foi reduzido para 115,5 milhões de dólares. Isso representa uma redução de 5,7% em relação aos US$ 122,4 milhões que custou para a variante de pouso vertical e decolagem curta no LRIP 10. O custo unitário do F-35C, versão naval, foi reduzido para US$ 107,7 milhões. Isso representa uma redução de 11,1% em relação aos US$ 121,2 milhões que o custo para a variante embarcada (CV) no LRIP 10. O contrato LRIP 11 financia 91 aeronaves para os EUA, 28 para os parceiros internacionais do F-35 e 22 para os clientes de Foreign Military Sales do F-35. As entregas começarão em 2019.

“Reduzir os custos é fundamental para o sucesso deste programa”, disse o vice-almirante Mat Winter, diretor executivo do programa F-35. “Estamos cumprindo nosso compromisso de obter o melhor preço para os contribuintes e combatentes.

“Este contrato para o próximo lote de F-35 representa um acordo justo para o governo dos EUA, nossa parceria internacional e indústria. Continuamos focados em reduzir agressivamente o custo do F-35 e entregar o melhor valor”.

Com tecnologia stealth, velocidade supersônica, sensores potentes, grande capacidade de armas e implantação global, o F-35 é a aeronave de combate mais avançada já construída, permitindo que mulheres e homens uniformizados executem sua missão e retornem para casa com segurança. Mais do que um jato de caça, a capacidade do F-35 de coletar, analisar e compartilhar dados, é um poderoso multiplicador de forças que aprimora todos os recursos aéreos, de superfície e terrestres no campo de batalha.

“Este contrato representa um avanço significativo para o programa F-35, à medida que continuamos a aumentar a produção, reduzir custos e entregar capacidades de transformação a nossos homens e mulheres uniformizados”, disse Greg Ulmer, vice-presidente e gerente geral do F-35. “À medida que a produção aumenta e implementamos iniciativas de redução de custos adicionais, estamos no caminho certo para reduzir o custo do F-35A para US$ 80 milhões até 2020, que é igual ou menor que as aeronaves legadas, proporcionando um grande salto na capacidade.”

Lockheed Martin F-35B Lightning II
Lockheed Martin F-35B Lightning II

Progresso do Programa

O contrato mais recente é uma demonstração do progresso e maturidade do programa, já que a indústria e o governo agora estão de olho em futuras abordagens de aquisição para os próximos três lotes de produção para reduzir ainda mais os custos.

Com mais de 320 aeronaves operando a partir de 15 bases em todo o mundo – o F-35 está desempenhando um papel fundamental no atual ambiente de segurança global. Mais de 680 pilotos e 6.200 mantenedores foram treinados e a frota do F-35 ultrapassou mais de 155.000 horas de voo acumuladas. A confiabilidade do sistema de armas F-35 continua melhorando através de uma combinação de melhorias de hardware e software.

Além da capacidade avançada, o F-35 proporciona estabilidade econômica aos EUA e às nações aliadas, criando empregos, comércio e segurança e contribuindo para a balança comercial global. O F-35 é fabricado por milhares de homens e mulheres na América e em todo o mundo. Com mais de 1.500 fornecedores em 46 estados e Porto Rico, o programa F-35 suporta mais de 194.000 empregos diretos e indiretos apenas nos EUA. O programa também inclui mais de 100 fornecedores internacionais, criando ou mantendo milhares de empregos internacionais.

Lockheed Martin F-35C Lightning II
Lockheed Martin F-35C Lightning II

Sobre a Lockheed Martin

Sediada em Bethesda, Maryland, a Lockheed Martin é uma empresa global de segurança e aeroespacial que emprega aproximadamente 100.000 pessoas em todo o mundo e dedica-se principalmente à pesquisa, projeto, desenvolvimento, fabricação, integração e manutenção de sistemas, produtos e serviços de tecnologia avançada. Este ano, a empresa recebeu três Edison Awards por inovações inovadoras em autonomia, tecnologia de satélite e energia direcionada.

FONTE: Lockheed Martin

Boeing e Saab vencem concorrência do programa de jatos T-X da USAF

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Boeing T-X
Boeing T-X

Contrato de US$ 9,2 bilhões inclui 351 jatos, 46 simuladores e equipamentos terrestres associados

ST. LOUIS, 27 de setembro de 2018 – Os pilotos da Força Aérea dos EUA em breve irão treinar para o combate com jatos T-X e simuladores da Boeing [NYSE: BA].

“O anúncio de hoje é a culminação de anos de foco inabalável da equipe da Boeing e da Saab”, disse Leanne Caret, presidente e CEO da Boeing Defense, Space & Security. “É um resultado direto de nosso investimento conjunto no desenvolvimento de um sistema centrado nos requisitos exclusivos da Força Aérea dos EUA. Esperamos que o T-X seja um programa de concessão durante grande parte deste século.”

A Boeing e sua parceira de compartilhamento de risco, Saab, projetaram, desenvolveram e testaram em voo dois jatos totalmente novos e específicos – provando o design do sistema, a repetibilidade na capacidade de fabricação e treinamento.

“Essa seleção permite que nossas duas empresas cumpram um compromisso que assumimos em conjunto há quase cinco anos”, disse Håkan Buskhe, presidente e diretor executivo da Saab. “É uma grande conquista para a nossa parceria com a Boeing e nossa equipe conjunta, e estou ansioso para entregar a primeira aeronave de treinamento para a Força Aérea dos EUA”.

A Boeing agora está liberada para começar a fazer pedidos com seus fornecedores, incluindo a Saab. Mais de 90% das ofertas da Boeing serão feitas nos EUA, suportando mais de 17.000 empregos em 34 estados.

A Saab atende o mercado global com produtos, serviços e soluções líderes mundiais em defesa militar e segurança civil. A Saab tem operações e funcionários em todos os continentes do mundo. Através de um pensamento inovador, colaborativo e pragmático, a Saab desenvolve, adota e aprimora novas tecnologias para atender às necessidades de mudança dos clientes.

FONTE: Boeing

Caças F-35B do USMC realizam primeiro ataque aéreo

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Caça F-35B Lightning II pronto para decolar do do navio de assalto anfíbio USS Essex (LHD 2)
Caça F-35B Lightning II pronto para decolar do navio de assalto anfíbio USS Essex (LHD 2)

O caça F-35B Joint Strike Fighter dos EUA fez seu primeiro ataque aéreo nas últimas 24 horas, de acordo com três autoridades de defesa dos EUA.

O ataque ocorreu no Afeganistão contra um alvo fixo do Talibã. A aeronave envolvida era a variante do Corpo de Fuzileiros dos EUA (USMC) que voa a partir do navio de assalto anfíbio USS Essex.

O jato furtivo F-35 é considerado o sistema de armas mais caro da história, e seu desenvolvimento foi atingido por vários atrasos antes de ser considerado pronto para combate.

Ele é apontado como o futuro da aviação militar: uma aeronave letal e versátil que combina capacidades furtivas, velocidade supersônica, extrema agilidade e tecnologia de ponta de fusão de sensores, de acordo com a Lockheed Martin, principal fabricante do avião.

O F-35B é uma das três variantes do avião F-35 e o único com a capacidade de pousar verticalmente como um helicóptero. Ele também pode decolar de um espaço muito mais curto do que outros jatos de combate. A variante do Corpo de Fuzileiros Navais foi a primeira a ser designada como pronta para combate.

O F-35 tem sido o favorito do presidente Donald Trump, que elogiou a aeronave várias vezes por ser “invisível”. A aeronave tem capacidade reduzida para ser vista por radares adversários, mas não é invisível.

FONTE: CNN

Helvetic Airways assina pedido firme para 12 jatos E190-E2

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Zurique, Suíça, 26 de setembro de 2018 – A Embraer e a Helvetic Airways assinaram um contrato para um pedido firme para 12 jatos E190-E2. O acordo foi anunciado no Farnborough Airshow, em julho, como uma Carta de Intenção.

A encomenda tem valor de USD 730 milhões, com base nos atuais preços de lista, e será incluído na carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer do terceiro trimestre de 2018.

O contrato inclui também direitos de compra para outras 12 aeronaves E190-E2, com direitos de conversão para o modelo E195-E2, elevando o potencial da encomenda para até 24 aeronaves. Com todos os diretos de compra sendo exercidos, o acordo tem valor estimado em mais de USD 1,5 bilhão, pelos atuais preços de lista.

O anúncio foi feito pelas duas empresas durante a estreia em Zurique do E190-E2, a aeronave mais eficiente e silenciosa de corredor único do mundo, como parte de sua turnê europeia e da Comunidade de Estados Independentes (CEI).

As primeiras 12 aeronaves E190-E2 começarão a substituir os cinco Fokker 100 e os sete E190 da Embraer, em um período entre o final de 2019 e 2021. Os direitos de compra para as 12 aeronaves adicionais (E190-E2 ou E195-E2) permitirão à Helvetic Airways crescer de acordo com oportunidades de mercado.

A Embraer é líder mundial na fabricação de jatos comerciais com até 150 assentos. A companhia conta com 100 clientes em todo o mundo operando os jatos das famílias ERJ e E-Jets. Apenas para o programa de E-Jets, a Embraer registrou mais de 1.800 pedidos firmes e 1.400 entregas, redefinindo o conceito tradicional de aeronaves regionais.

Sobre a Helvetic Airways

A Helvetic Airways AG opera sete aeronaves E190 e cinco Fokker 100. Quatro aeronaves E190 estão há um longo período a serviço da Swiss International Air Lines como parte de uma parceria da ACMI (Aeronave, tripulação, manutenção e segurados, no termo em inglês). A Helvetic Airways usa a aeronave remanescente para voos da ACMI e seus próprios negócios programados e fretados. A Helvetic Airways também gerencia uma instalação de manutenção no aeroporto de Zurique (EASA Parte 145). Atualmente, a empresa possui 440 funcionários.

A Helvetic Airways tem trabalhado em estreita cooperação com a Horizon Swiss Flight Academy Ltd., Kloten, Suíça (www.horizon-sfa.ch), desde abril de 2008. Ambas as companhias fazem parte do Grupo Helvetic Airways, Freienbach, na Suíça.

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

China testa radar quântico capaz de detectar aeronaves furtivas

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Antena de radar chinês
Antena de radar 3D chinês

Uma grande empresa de defesa estatal chinesa projetou e construiu um radar quântico de ponta, que, segundo observadores militares, poderá eventualmente detectar aeronaves furtivas (stealth) a grandes distâncias.

O radar, desenvolvido e produzido pelo Instituto Nanjing de Tecnologia Eletrônica na província de Jiangsu, é capaz de detectar e rastrear alvos a mais de 100 quilômetros de distância, disse Sun Jun, chefe do Laboratório de Tecnologia de Detecção Inteligente do instituto, em entrevista exclusiva ao China Daily.

O instituto tem trabalhado com a Universidade de Ciência e Tecnologia da China e a Universidade de Nanjing, juntamente com outros parceiros de pesquisa, na realização de testes de campo do protótipo do radar, e melhorou amplamente sua precisão e sensibilidade, disse ele.

O radar ainda está sendo testado e é mais como um protótipo de demonstração de capacidades futuras, disse Sun, acrescentando que versões futuras terão melhores propriedades anti-furtivas.

As características do radar quântico incluem alta confiabilidade, precisão e viabilidade em ambientes eletromagnéticos sofisticados. Ele também tem uma boa mobilidade que permitirá que ele seja montado em vários tipos de plataformas”, disse o engenheiro sênior. “Isso resolveu as dificuldades tradicionais de radar em termos de lidar com alvos furtivos e sobreviver às contra medidas inimigas.”

O instituto de Nanjing, parte da China Electronics Technology Corp, com sede em Pequim, é o maior e mais desenvolvido projetista de sistemas de radar de vigilância militar do país. Seus produtos têm ampla presença no Exército de Libertação Popular da China e foram vendidos para mais de 20 nações da África e da Ásia, segundo o instituto.

Radares militares tradicionais dependem de ondas de rádio para detectar alvos, o que, consequentemente, os torna suscetíveis a medidas de interferência. A maioria dos sistemas de radar existentes não pode detectar aeronaves furtivas porque esses aviões são feitos de materiais absorventes de radar e têm projetos aerodinâmicos “furtivos”.

Em comparação, os radares quânticos transmitem partículas subatômicas, em vez de ondas de rádio, quando buscam por alvos, de modo que não serão afetados por materiais absorventes de radar e projetos de baixa assinatura. Além disso, os radares quânticos não são enganados pelas táticas tradicionais de bloqueio de radar.

Além dessas vantagens, os radares quânticos também podem ser adotados na defesa de mísseis e exploração espacial no futuro. Eles vão revolucionar os arsenais de radar, de acordo com pesquisadores da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa do PLA em Changsha, na província de Hunan.

A China tem investido uma quantia considerável de recursos para as tecnologias quânticas, na tentativa de ser pioneira no que os líderes chineses consideram um dos campos mais importantes na ciência e tecnologia do futuro.

FONTE: China Daily

Primeiro jato Pampa III de produção faz voo inaugural

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Primeiro Pampa III de produção realiza primeiro voo
Primeiro Pampa III de produção realiza primeiro voo. Foto: FAdeA  

O primeiro jato de treinamento avançado FAdeA IA-63 Pampa III de produção realizou seu primeiro voo em 21 de setembro.

A aeronave, série E-824, é a primeira de três aeronaves a serem entregues à Força Aérea Argentina (FAA) para complementar seus 18 Pampa II mais antigos.

Essas Pampas II serão, com o tempo, atualizadas para o padrão Pampa III, com o trabalho principal compreendendo a instalação de um “glass cockpit” completo.

Este marco significa a retomada da produção do Pampa depois que os últimos modelos saíram da linha da então Lockheed Martin em 2008.

Mais 16 aeronaves parcialmente concluídas estão armazenadas desde então.

FAdeA IA-63 Pampa III
FAdeA IA-63 Pampa III

FONTE: Jane’s

Aconteceu de novo: o ‘invisível’ F-22A Raptor foi flagrado na Síria…

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Por Sérgio Santana*

É um fato: não existem verdades absolutas. A mais recente comprovação desta afirmação surgiu um dia atrás, quando começaram a correr pela internet imagens de um Lockheed Martin F-22A Raptor alegadamente detectado pelo sensor infravermelho de um Sukhoi Su-35S “Flanker-E” da Força Aeroespacial da Rússia então em operação sobre a Síria.

De acordo com as informações divulgadas pelo General Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia e primeiro vice-ministro da Defesa, em 13 de dezembro 2017 um piloto de Raptor certamente confiando na baixa visibilidade radar da sua aeronave estava em missão de ataque próximo a aviões militares russos no espaço aéreo sírio.

Entretanto, o F-22A foi forçado a suspender sua missão ao ser alertado de algum modo da presença do “Flanker-E”, que inicialmente, a julgar pelas fotos divulgadas, rastreou o adversário utilizando o seu detector de radiação infravermelha. E estava posicionado para obter uma vitória, caso tivesse recebido ordens neste sentido.

A fama de “aeronave invisível” do F-22A (palavras que na verdade definem nada mais que um avião concebido para ser detectado em um tempo que reduza capacidade efetiva de reação do adversário contra ele) contribui para que um evento como esse pareça mais um daqueles mitos tão populares em uma época em que qualquer pessoa pode manipular imagens com aplicativos. Entretanto, em outra ocasião (em fevereiro deste ano, durante um episódio ainda a ser por nós descrito) o Raptor foi seguido por outro Flanker, o que contrariaria o seu conceito. Por ora vamos, portanto, ao F-22A flagrado pelo detector de radiação infravermelha do Su-35S.

F-22 sendo rastreado pelo Su-35 na Síria
F-22 sendo rastreado pelo Su-35 na Síria

Inicialmente, deve ser lembrado que a geração de aeronaves “stealth”, da qual o Lockheed Martin F-22A Raptor faz parte, tem na capacidade de gerar baixa refletividade ao radar (então reduzindo a efetividade da reação de um provável inimigo) o ponto mais conhecido do sua definição. Entretanto, esta não é absoluta. No estágio tecnológico atual (e ainda por um bom tempo) não existe aeronave com índice de reflexão às ondas do radar igual a zero.

Entretanto, para complicar um pouco mais a situação de tais aeronaves, além da radiação eletromagnética (oriunda do radar), elas estão sujeitas a outro tipo de interferência à sua operacionalidade, ainda mais impossível de ser contornada: a radiação infravermelha.

Para a sua compreensão correta se faz necessário entender alguns fenômenos físicos.

Todos os dispositivos militares projetados para detecção de calor possuem como princípio a descoberta da radiação infravermelha no ano de 1800, quando o físico William Herschel fez atravessar a luz solar por um prisma de vidro, resultando no arco-íris, de cujas cores ele efetuou medição de temperatura, verificando aquecimento crescente conforme se aproximava a cor vermelha, a última do espectro. Contudo, Herschel notou que havia temperatura ainda mais elevada em uma zona após o vermelho, invisível ao olho humano, designando tal região de “infravermelha” pela frequência das suas ondas ser inferior às do próprio vermelho.

Em 1879, Josef Stefan comprovou através de experimentos que todos os corpos cuja temperatura esteja acima de 273 graus centígrados negativos emitem tal radiação, que está, conforme o comprimento das suas ondas (medido em “mícron”, a milésima parte de um milímetro) dividida em três porções: próxima, entre 0.7 e 5 mícron; média, entre 5 e 30 mícron; e distantes, entre 30 e 1000 mícron. Dessas zonas, contudo, somente aquelas cobrindo 3-5 mícron – com temperatura ao redor de 450°C – e 8-12 mícron, aquecida a cerca de 17°C, são utilizadas em detectores de calor, por serem totalmente imunes à ação da atmosfera.

F-22 sendo rastreado pelo Su-35 na Síria
F-22 sendo rastreado pelo Su-35 na Síria

Estas propriedades findaram, ao longo da História, por serem aproveitadas no dispositivo que modernamente se conhece pela sigla IRST, do inglês Infra-Red Search and Tracking, busca e rastreio infravermelho.

Com relação ao seu desempenho e contrariamente ao entendimento comum, a saída de um propulsor a jato não representa a única fonte do calor a ser detectado por um IRST. O volume de radiação IR deixado pela trajetória de uma aeronave de asa fixa – denominado sua “assinatura” infravermelha – é a soma das emissões de calor assim geradas: pelas partes de temperatura mais elevada (seções quentes do motor e o seu bocal de exaustão, cujo calor aumenta consideravelmente com a utilização de pós-combustores, comuns em aviões de caça e ataque); pelo nível de fumaça; a quantidade de aquecimento resultante do atrito da aeronave com o ar (seguida do consequente vapor, especialmente oriunda da seção frontal da mesma e de suas asas) e pelas radiações do céu, do sol e mesmo da superfície terrestre refletidas na aeronave. Já nos helicópteros, além dos dutos exaustores do motor, as principais fontes de calor são as demais partes quentes do mesmo – como as palhetas das turbinas – a cauda, aquecida pelos gases oriundos do propulsor e, por fim, a própria fumaça. Dentre os tipos de propulsor, os turbojatos geram mais calor, seguidos dos turbo ventiladores (ou “turbofans”, cuja economia de combustível quase generalizou o seu uso na Aviação Militar) e dos turboélices.

IRST do Su-35
IRST do Su-35

Outros fatores determinam a detecção de uma aeronave através do IRST, a exemplo da posição deste em relação ao seu “alvo” (quando “visto” frontalmente e pelas laterais, os níveis de fumaça e de temperatura emanados pela estrutura contribuem sobremaneira para “denunciar” a sua presença, ao passo que, quando detectados por trás, a maior fonte de radiação IR tornam-se as partes quentes do motor) e da altitude e condições meteorológicas em que este se encontra: à baixa altura e na presença de nuvens, quando existem altas concentrações de vapor d’água e gás carbônico, a transmissão de radiação IR é muito afetada, o contrário do que ocorre a grandes altitudes, acima dos 10.000 metros.

Contudo, existem determinadas condições de altitude e velocidade que resultam em zonas nas quais há pouca probabilidade de a quantidade de calor gerada por uma aeronave denunciar sua presença. Um estudo do Departamento de Engenharia Aeroespacial do Instituto Indiano de Tecnologia, publicado em 2007, afirmava que para um propulsor turbofan em potência militar seca – situação em que um crescente número de aeronaves de caça alcança velocidade supersônica sem utilizar pós-combustores, capacidade denominada supercruzeiro – tais zonas situam-se entre 1.800 metros e 2.400 metros de altitude (com a aeronave voando a até Mach 1.4, equivalente a 1.713 km/h) e entre 4.500 e 4.700 metros, aqui com o vetor atingindo velocidade pouco superior a 1.836 km/h, equivalente a cerca de Mach 1.5.

IRST do Su-35
IRST do Su-35

Fora de tais condições, a possibilidade de uma aeronave ser denunciada pela sua assinatura térmica cresce exponencialmente.

E esta possibilidade é ainda maior diante de IRSTs de última geração, como o OLS-35, que equipa o Su-35S. Dentre as suas características mais marcantes estão a capacidade de reconhecimento visual do alvo, operação em uma ampla gama de altitudes e condições meteorológicas e mesmo tipos de solo contra os quais uma aeronave esteja posicionada, de maneira que o alvo se destaca do seu cenário de fundo. O dispositivo, conectado ao sistema de pontaria do Flanker-E, apresenta alcances de detecção entre 35 e 90km, se a aeronave for detectada do seu quadrante dianteiro ou traseiro, respectivamente.

Considerando que a geração de calor numa aeronave possui diversas origens, fica evidente que artifícios como misturar a saída dos gases quentes com correntes de ar frio ou direcioná-las para fora da esteira aerodinâmica da trajetória da aeronave são ainda menos eficientes que os complicados designs dos caças stealth e seus revestimentos (a exemplo do “Topcoat” do F-22A Raptor) que visam respectivamente a refletir as ondas eletromagnéticas em várias direções e a absorvê-las, de modo que apenas uma fração da quantidade originalmente emitida retorne ao radar adversário.      

Su-35 na Síria
Su-35 sobre a Síria

*Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina-UNISUL, na qual é um dos pesquisadores do Núcleo de Estudos Sociedade, Segurança e Cidadania-NESC); Pós-graduando em Engenharia de Manutenção de Aeronaves (PUC-MG). Autor de “Embraer 145ISR – Programa, Versões, Operadores e Emprego” (C&R Editorial, 2012), coautor de “Beyond the Horizon – The History of AEW&C Aircraft” (Harpia Publishing, 2014) e de “E-8 JSTARS, Boeing-Northrop Grumman’s Joint Surveillance Target Attack Radar System (Schiffer Publishing, 2019). Único colaborador brasileiro com artigos regularmente publicados nas prestigiosas “Air Forces Monthly” e “Combat Aircraft Monthly”.

Rússia reforçará baterias antiaéreas da Síria em resposta a Israel

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Sistema de defesa aérea S-300, conhecido como SA-10 Grumble pela OTAN
Sistema de defesa aérea S-300, conhecido como SA-10 Grumble pela OTAN

Kremlin reitera avaliação de que derrubada de aeronave que matou 15 soldados russos na semana passada foi provocada por Israel

MOSCOU — O governo da Rússia reiterou nesta segunda-feira que considera os militares israelenses culpados pela derrubada de um avião de reconhecimento russo pela defesa antiaérea síria, na semana passada, e afirmou que o incidente prejudicará as relações russo-israelenses. Na última sexta-feira, o governo de Israel havia afirmado que conseguira provar sua inocência no incidente, ocorrido na terça-feira da semana passada.

— A destruição do avião causou a morte de 15 dos nossos soldados. Segundo as informações de nossos especialistas militares, houve atos premeditados dos pilotos israelenses, algo que só pode prejudicar nossas relações [com Israel] — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmando a avaliação inicial do Ministério da Defesa russo, de que um jato israelense usou a cobertura do avião russo para atacar alvos iranianos na Síria.

Em reação ao incidente, o Ministério da Defesa russo anunciou que vai reforçar a defesa antiaérea síria com baterias S-300 e bloqueará as comunicações no Mediterrâneo entre os aviões que bombardeiem a Síria.

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, informou que os militares sírios já foram treinados para usar esse sistema de defesa, que originalmente iria ser enviado à Síria em 2013. Segundo ele, a entrega havia sido suspensa “a pedido de Israel”.

— No entanto, a situação mudou nos últimos dias — frisou Shoigu.

Nas regiões costeiras da Síria no Mediterrâneo, acrescentou ele, “a navegação por satélite, os radares de bordo e os sistemas de comunicação de aviões militares que estejam atacando alvos em território sírio serão bloqueados”.

Para o Kremlin, a aeronave russa foi usada como “escudo” contra os mísseis sírios no incidente.

— Estamos convencidos de que nossas medidas vão esfriar o ardor de alguns e impedirão ações irrefletidas que são uma ameaça para nossos soldados — avisou Shoigu.

Apesar das implicações diretas das palavras de Shoigu, o porta-voz do Kremlin disse que a decisão russa sobre os S-300 “não estava dirigida a nenhum terceiro país”.

— A Rússia precisa aumentar a segurança de suas forças e isso deve estar claro para todo mundo — afirmou.

No momento, há sistemas antiaéreos S-300 implantados em torno da base naval russa de Tartus, no território sírio. Há sistemas ainda mais modernos (S-400) na base aérea russa de Khmeimim, no Oeste da Síria. Nos dois casos, os sistemas são operados pelos russos, e não pelos sírios.

FONTE: O Globo/Agências Internacionais

USAF precisa de mais 74 esquadrões de combate para enfrentar China e Rússia

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F-15E Strike Eagles realizando um "Elephant Walk"
F-15E Strike Eagles realizando um “Elephant Walk”

WASHINGTON – Autoridades da Força Aérea dos EUA disseram que o serviço deve crescer dramaticamente até 2025, incluindo a adição de dezenas de esquadrões de combate e 40.000 aviadores para enfrentar as crescentes ameaças representadas pela China e pela Rússia.

A secretária da Força Aérea, Heather Wilson, e o general David Goldfein, chefe de gabinete, disseram que precisariam desenvolver estimativas de custos antes de apresentarem seu plano ao Congresso. Analistas militares disseram que as novas forças podem custar mais de US$ 30 bilhões por ano.

Wilson e Goldfein delinearam a iniciativa, intitulada “A Força Aérea que Precisamos”, no Pentágono, no dia 17 de setembro.

O plano é baseado na estratégia de defesa do presidente Donald Trump, na avaliação da força militar dos adversários e na capacidade da USAF de enfrentá-los, disseram Wilson e Goldfein. A Estratégia de Defesa Nacional de 2018, lançada em janeiro, pede ao Pentágono que defenda a pátria, mantenha as armas nucleares, derrote a China ou a Rússia, lide com ameaças como Irã e Coreia do Norte e continue a combater extremistas.

“O mais estressante de todos esses casos é a China”, disse Wilson.

Ela observou que a China lançou um porta-aviões, realizou missões de bombardeio de longo alcance que podem chegar aos EUA e militarizou as ilhas artificiais no Mar do Sul da China. A Rússia realizou seu maior exercício militar em quatro décadas, envolvendo 300 mil soldados, disse Wilson.

O plano da USAF prevê ameaças à segurança nacional dos EUA aumentando por cinco anos, a partir de 2025. Ele pede que os gastos comecem agora a atendê-los.

A principal das recomendações é adicionar 74 esquadrões de combate ao grupo atual de 312 esquadrões, um aumento de quase 24%. O esquadrão é a unidade básica de combate da Força Aérea. Um esquadrão de caça pode conter de 18 a 24 aeronaves.

Caças F-35A da USAF
Caças F-35A da USAF

 

Os bombardeiros representam a necessidade mais crítica, disse Wilson: A USAF tem nove esquadrões e precisa de mais cinco. Precisamos adicionar 14 esquadrões de reabastecimento para os 40 que temos, disse ela.

Essas aeronaves precisarão de pilotos, mantenedores e outras equipes de apoio. Ela e Goldfein estimaram que as fileiras dos membros da USAF e das reservas da Força Aérea precisariam crescer para 717.000 aviadores, um aumento de 40.000.

“A Força Aérea é pequena demais para o que a nação nos pede”, disse Wilson. “Temos 312 esquadrões hoje. Nossa análise diz que precisamos de 386.”

Wilson e Goldfein se recusaram a estimar o custo do plano, sugerindo que ele é acessível. “Não é banhado a ouro”, disse ela.

Analistas disseram que acrescentar aviões e pilotos necessários para operá-los é uma proposta cara.

Os custos para 40 mil militares somariam cerca de US$ 5,2 bilhões por ano, disse Todd Harrison, especialista em orçamento militar do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. A USAF gasta cerca de US$ 53 bilhões anualmente em operações, treinamento e recrutamento, disse Harrison. Um aumento de 24% nos esquadrões aumentaria esse custo em US$ 13 bilhões, disse ele.

A total requerido para voar os novos aviões de guerra e pagar os aviadores chegaria a US$ 18 bilhões, disse ele. Isso não inclui o custo de comprar as novas aeronaves.

“Eu não poderia nem arriscar um palpite sobre isso sem conhecer a mistura de aeronaves envolvidas”, disse Harrison.

Com base em um aumento de 20% na solicitação atual de orçamento pela Força Aérea, Loren Thompson, consultor do setor de defesa e analista militar do Instituto Lexington, estimou que o serviço precisaria de US$ 30 bilhões adicionais por ano.

Com a inflação, isso elevaria o orçamento da Força Aérea para além de US$ 200 bilhões até 2030, disse ele. Isso é mais do que os 175 bilhões de dólares que os chineses gastam com seu exército, marinha e força aérea, disse Thompson.

FONTE: US Today

Saab oferece atualização de capacidade para os Gripen da SAAF

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Saab Gripen D da SAAF
Saab JAS 39D Gripen da SAAF

O grupo aeroespacial e de defesa sueco Saab propôs à Força Aérea da África do Sul (SAAF) adotar a última atualização incremental desenvolvida para o caça JAS 39C e JAS 39D Gripen. A atualização é designada MS20 (Material Standard 20).

“O Gripen foi desenvolvido com o conceito de upgrades contínuos – pequenas atualizações a cada segundo ou terceiro ano”, explicou o executivo de marketing sênior da Saab para Oriente Médio e África, Mats Lundberg, à Engineering News Online na exposição Africa Aerospace and Defense 2018. “Esta foi uma exigência da Força Aérea Sueca. Eles querem estar à frente das ameaças e ter a mais recente tecnologia. Acreditamos que podemos fazer isso melhor através de pequenos upgrades contínuos”.

A atualização MS20 já foi implementada pelas Forças Aéreas Sueca, Checa e Húngara. “Estamos propondo que os demais operadores do Gripen (África do Sul e da Tailândia) também adotem o mesmo padrão”, afirmou. “É mais fácil para nós apoiar o Gripen se todos forem do mesmo padrão – somos apenas uma empresa relativamente pequena!”

Os Gripens da SAAF estavam atualmente em um “padrão muito bom”, relatou ele. A aeronave havia sido operada na África do Sul por dez anos e já havia passado por várias atualizações. Mas o MS20, que era um pacote de software, permitiria que a aeronave integrasse novos sistemas e capacidades.

Por exemplo, permitiria que a aeronave operasse mísseis ar-ar além de alcance visual (BVRAAMs) – e a Denel Dynamics está desenvolvendo o Merlin BVRAAM. O MS20 também aumentaria o desempenho do radar do Gripen e permitiria a instalação de um sistema automatizado de prevenção de colisão com o solo. A Força Aérea Sueca está usando o MS20 para melhorar o desempenho de reconhecimento de seus Gripens.

“Um cliente não precisa adotar toda a gama de recursos oferecidos no MS20, apenas aqueles que eles precisam”, assegurou Lundberg. “O MS20 também aborda questões de obsolescência e faz parte do gerenciamento de obsolescência, quando se trata de software. Ele agiliza as coisas.”

O pacote MS20 pode ser personalizado para atender às necessidades específicas de cada operador. No caso da África do Sul, a Saab faria um estudo de desenvolvimento em conjunto com a indústria sul-africana e a SAAF. Em seguida, um MS20 personalizado pela SAAF seria desenvolvido na África do Sul e integrado à aeronave.

“Isso seria então verificado usando a capacidade de teste já estabelecida na África do Sul – o Gripen Fighter Test Center na área de testes da Denel em Overberg”, ressaltou. “Seria um programa de dois a três anos, feito na África do Sul, envolvendo sul-africanos. Não seria apenas um caso de adotar um sistema desenvolvido na Suécia.”

“Entendemos que o financiamento é curto na África do Sul e que o Gripen provavelmente não é uma prioridade no momento, mas estamos buscando um bom modelo financeiro, em colaboração com o governo sueco e a agência sueca de defesa”, afirmou. “Reconhecemos que isso levará tempo. Mas envolver-se no MS20 beneficiará a África do Sul, inclusive a indústria local. Também ajudará no desenvolvimento de sistemas de armas na África do Sul – com MS20, seria possível testar novas armas locais com o Gripen”.

FONTE: Engineering News

60 anos da estreia do míssil Sidewinder em combate

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Um AIM-9B Sidewinder no Phillippine Air Force Aerospace Museum
Um AIM-9B Sidewinder no Phillippine Air Force Aerospace Museum

O míssil ar-ar AIM-9 Sidewinder estreou em combate em 24 de setembro de 1958, em Wenzhou, China.

Quatro F-86Fs da Força Aérea da República da China (RoCAF) armados com o GAR-8, designação inicial do AIM-9B, abateram quatro MiG-17 da Força Aérea da República Popular da China (PLAAF) durante uma missão para cobrir jatos RF-84F da RoCAF.

Um total de seis GAR-8 foram disparados durante a batalha. Outros cinco MiG-17 da PLAAF foram abatidos por metralhadoras M3 Browning ponto 50 dos F-86.

Uma arma secreta da época, um lote de mísseis GAR-8 e seus trilhos de lançamento foram entregues a Taiwan apenas um mês antes, em 18 de agosto.

Família AIM-9 Sidewinder
Família AIM-9 Sidewinder
F-86F da RoCAF com míssil AIM-9B
F-86F da RoCAF com míssil AIM-9B

SAIBA MAIS:

Começa Campeonato Brasileiro de Voo a Vela em Bebedouro

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Teve início no domingo, 23, o 60º Campeonato Brasileiro de Voo a Vela, em Bebedouro. O campeonato acontece no Aeroporto Municipal “Comandante Luis Martins Araújo” e conta com a participação de 32 pilotos.

As provas foram abertas com o hasteamento das bandeiras do Brasil, do estado de São Paulo, de Bebedouro, da Federação Brasileira de Voo a Vela (FBVV) e do Aeroclube de Bebedouro. Estiveram presentes o prefeito de Bebedouro, Fernando Galvão, Valéria Caselato, presidente da FBVV, Angelo Hermini, presidente do Aeroclube de Bebedouro, a Academia da Força Aérea, os pilotos competidores, equipes e visitantes.

O brasileiro vai até o próximo sábado (29).

Esse é o primeiro campeonato brasileiro que conta com a participação feminina de duas competidoras, Valéria Caselato e Carolina Foganholo. Há 10 anos não se via mulheres participando da etapa nacional da competição. Outro fato importante é a participação da Academia de Força Aérea, com um rebocador, 3 planadores e toda a sua equipe. Há 17 anos o Clube de Voo a Vela da Academia da Força Aérea não participava de competições.

Para apresentação dos regulamentos, provas do campeonato e análise das condições meteorológicas, é realizada diariamente uma reunião de Briefing para as equipes competidoras.

Confira a classificação do 1º dia de provas:

Categoria Clube:

  • 1º Sérgio Bassi, com 892 pontos, planador Elfe S4, do CVV-CTA.
  • 2º Luis Improta, com 762 pontos, planador Std. Libelle, de Bauru.
  • 3º Milton Soares, com 748 pontos, planador ASK 21, de Bebedouro.

Categoria Racing:

  • 1º Luis Affonso, com 1,000 pontos, planador Std. Jantar, do CVV-CTA.
  • 2º Itamar Lessa, com 929 pontos, planador ASW 20B, de Bebedouro.
  • 3º Fábio Weber, com 890 pontos, planador Std. Jantar, do CVV-CTA.

 

Categoria KW-1:

  • 1º Henrique Neto, com 733 pontos, planador KW-1, de Tatuí.
  • 2º João Mendes, com 723 pontos, planador KW-1, de Marília.
  • 3º Carolina Foganholo, com 717 pontos, planador KW-1, de Marília.

Categoria Open:

  • 1º Henrique Navarro, com 1,000 pontos, planador Nimbus 4T, de Bebedouro.
  • 2º Gustavo Shigueno, com 886 pontos, planador Ventus 2cxM/18m, de Bebedouro.
  • 3º Júlio Ribeiro, com 861 pontos, planador ASH 25E/26m, do Planalto Central.

Realizado pelo Aeroclube de Bebedouro, o campeonato tem o apoio da Federação Brasileira de Voo a Vela e dos parceiros Bebedouro Clube, MD Brasil, Com5 Comunicação, Elite Aero, Skysight e o canal Na Base.

Mais informações podem ser obtidas diretamente com o presidente do Aeroclube de Bebedouro, Ângelo Hermini, pelo (17) 99121-9777 ou aero_bebedouro@mdbrasil.com.br

Informações à Imprensa:

Lançamento do livro ‘E-8 JSTARS’, de Sérgio Santana

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E-8 JSTARS
E-8 JSTARS

O renomado autor brasileiro de Aviação e Defesa Sérgio Santana publica mais um livro, desta vez o primeiro dedicado exclusivamente ao Sistema de Radar de Ataque de Vigilância Conjunta (Joint Surveillance Target Attack Radar System) E-8 da Boeing-Northrop Grumman – JSTARS – a atual vigilância terrestre dos EUA, gerenciamento de batalha e aeronave de comando e controle.

O histórico completo do E-8, desde as origens do conceito JSTARS até as últimas informações disponíveis sobre o uso atual, é apresentado.

O livro também traça o caminho evolutivo seguido pela aeronave (desenvolvida a partir do Boeing 707), dos vários estudos que resultaram na versão definitiva da aeronave, para seus vários modelos desde a sua primeira utilização em 1991.

Os aspectos técnicos do equipamento da missão do E-8 são abordados em detalhes, e características operacionais como as exigências reais envolvidas em missões reais também são descritas, todas baseadas na documentação oficial.

O livro também examina o papel desempenhado pelo JSTARS em todas as operações de combate em que participou durante toda a sua carreira, desde a Tempestade no Deserto até o presente, e discute o conceito para o futuro.

Sérgio Santana, autor de livros e artigos sobre Aviação e Defesa publicados no Brasil e exterior, é também pesquisador do Núcleo de Estudos Sociedade, Segurança e Cidadania da Universidade do Sul de Santa Catarina (NESC-UNISUL).

O lançamento do livro E-8 JSTARS – Boeing-Northrop Grumman’s Joint Surveillance Target Attack Radar System está marcado para abril de 2019 e poderá ser adquirido neste site.