segunda-feira, 17 junho, 2019
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Oferta de Gripen da Saab à Finlândia inclui o GlobalEye

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Saab Gripen E e GlobalEye
Saab Gripen E e GlobalEye

A Saab anuncia que sua oferta de caças Gripen para a Finlândia, apresentada em janeiro deste ano, também inclui duas aeronaves GlobalEye Airborne Early Warning and Control (AEW&C).

O GlobalEye é um ativo estratégico, que pode estar em operação 24 horas por dia, sete dias por semana, para vigilância do espaço aéreo e do solo. Essa capacidade de AEW&C aumentá a consciência situacional da Finlândia e aumentará o tempo de pré-alerta, apoiando a proteção da integridade territorial da nação. Os sistemas AEW&C demonstraram fornecer um efeito de dissuasão eficiente enquanto aumentam e maximizam a eficácia de combate de uma frota de caça.

“Nossa oferta para a Finlândia é uma solução abrangente para o poder aéreo e a defesa aérea, respondendo aos requisitos do programa HX. O GlobalEye é a solução AEW&C mais avançada do mundo e combinada com a aeronave de combate Gripen E/F, proporcionará uma contribuição substancial para a capacidade operacional conjunta das Forças de Defesa Finlandesas”, afirma Anders Carp, vice-presidente sênior e chefe da área de negócios da Saab.

A Saab, apoiada pela Suécia, apresentou sua proposta para a licitação de caça finlandesa em janeiro deste ano. A proposta da Saab inclui 64 aeronaves Gripen, das quais 52 são do tipo monoposto e 12 do Gripen F biposto, assim como duas aeronaves GlobalEye AEW&C. A Finlândia declarou que está planejando uma decisão de aquisição em 2021.

Como parte da proposta, a Saab oferece o equipamento necessário e serviços associados para operar a aeronave, bem como um pacote substancial de armas e sensores. A proposta da Saab também inclui um programa de cooperação industrial com o objetivo de construir amplas capacidades nacionais na Finlândia para a segurança dos suprimentos. Ele apresenta transferência de recursos de manutenção, reparo e revisão para a indústria local, bem como a produção de aeronaves e o estabelecimento de um centro de sustentação e desenvolvimento na Finlândia.

O GlobalEye é a mais recente e avançada solução AEW&C do mercado, estabelecendo um novo padrão industrial com vigilância aérea, marítima e terrestre em uma solução única e multifuncional. O GlobalEye oferece uma ampla faixa de detecção, autonomia e capacidade de desempenhar várias funções, incluindo tarefas como busca e salvamento, vigilância de fronteiras e operações militares conjuntas. O GlobalEye está atualmente em contrato e em produção.

A Saab atende o mercado global com produtos, serviços e soluções líderes mundiais em defesa militar e segurança civil. A Saab possui operações e funcionários em todos os continentes do mundo. Através de um pensamento inovador, colaborativo e pragmático, a Saab desenvolve, adota e aprimora novas tecnologias para atender às necessidades de mudança dos clientes.

GlobalEye AEW&C
GlobalEye AEW&C

FONTE: Saab

Turquia exibirá o mock-up do seu caça de 5ª geração no Paris Airshow pela primeira vez

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ANKARA — A Turkish Aerospace exibirá pela primeira vez o mock-up do caça turco no International Paris Airshow. A 17ª edição do International Paris Airshow acontecerá no aeroporto de Le Bourget de 17 a 23 de junho de 2019.

A Turkish Aerospace, além do modelo de caça turco, exibirá as plataformas ATAK, ANKA, HÜRJET e GÖKBEY. Além disso, o helicóptero ATAK realizará demonstrações de voo durante o show.

Um importante e histórico desenvolvimento da Turquia será testemunhado em uma das maiores feiras de exposições aeroespaciais do mundo, em Paris. O modelo de um-para-um do Projeto de Caça Turco, iniciado para atender às necessidades da Força Armada Turca, principal contratante da Turkish Aerospace, será exibido ao público pela primeira vez em Paris.

Assim, a Turquia demonstrará mais uma vez a sua infraestrutura, tecnologias e capacidades para produzir aviões a jato de 5ª geração, o que é considerado inestimável para uma potência líder como os EUA, Rússia e China.

De acordo com os principais objetivos da indústria aeroespacial turca, aumentando o projeto, a produção e a certificação da aeronave a jato, todos os recursos nacionais e nacionais serão acionados.

Em relação ao primeiro showcase do Caça Turco, o Presidente e CEO da Turkish Aerospace Prof. Temel Kotil disse:

“Nós tocamos o projeto mais importante da Turquia, que conduzimos o orgulho, para o ponto mais alto. Faremos o que poucos países do mundo fazem. Pela primeira vez, exibiremos o caça turco em Paris para mostrar nossas capacidades. Assim, a Turquia demonstra que não há diferença em relação a outros países do ponto de vista da infraestrutura tecnológica.

“Como Turkish Aerospace, aspiramos a cumprir as primeiras conquistas da Turquia de maneira disciplinada e concentrada. Para realizar as metas mencionadas, continuaremos a expandir nossa empresa e a construir nosso exército de engenheiros. Estou à espera de todos os nossos engenheiros qualificados que dizem “seja minha parte também para o meu país”. A Turkish Aerospace abriu suas portas para você. Aguardamos com expectativa a sua determinação, paciência e trabalho ”.

A Turkish Aerospace, classificada entre as cem melhores empresas globais na indústria aeroespacial e de defesa, é o centro de tecnologia em projeto, desenvolvimento, modernização, fabricação e suporte de ciclo de vida de sistemas aeroespaciais integrados, desde plataformas fixas e rotativas a sistemas UAV e sistemas espaciais e é uma das maiores e mais importantes empresas de defesa e aeroespaciais da Turquia.

FONTE: Turkish Aerospace

Força Aérea dos EUA realiza teste de voo de míssil hipersônico

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AGM-183A sob a asa de um B-52

A Força Aérea dos EUA conduziu com sucesso o primeiro teste de voo da sua Air Launched Rapid Response Weapon AGM-183A, ou ARRW, em uma aeronave B-52 Stratofortress em 12 de junho na Base Edwards da Força Aérea, Califórnia.

Uma versão somente de sensor do protótipo ARRW foi transportada externamente por um B-52 durante o teste para coletar dados ambientais e de dados de manuseio da aeronave.

O teste coletou dados sobre impactos de arrasto e vibração na própria arma e no equipamento de transporte externo da aeronave. O protótipo não possuía explosivos e não foi lançado do B-52 durante o teste de voo. Esse tipo de coleta de dados é necessário para todos os sistemas de armas da Força Aérea em desenvolvimento.

“Estamos usando as autoridades de prototipagem rápida fornecidas pelo Congresso para levar rapidamente as capacidades de armas hipersônicas ao combatente”, disse o Dr. Will Roper, secretário assistente da Força Aérea para Aquisição, Tecnologia e Logística. “Nós definimos um cronograma agressivo para a ARRW. Chegar a este teste de voo a tempo destaca o incrível trabalho de nossa força de trabalho de aquisição e nossa parceria com a Lockheed Martin e outros parceiros do setor”.

A Força Aérea está liderando o caminho nos esforços de prototipagem de armas hipersônicas lançadas do ar. Como um dos dois esforços hipersônicos de prototipagem rápida, a ARRW está pronta para atingir capacidade operacional inicial no ano fiscal de 2022.

“Esse tipo de velocidade em nosso sistema de aquisição é essencial – nos permite lançar recursos rapidamente para competir contra as ameaças que enfrentamos”, disse Roper.

O teste de voo serve como o primeiro de muitos testes de voo que expandirão os parâmetros de teste e as capacidades do protótipo ARRW.

O esforço de prototipagem rápida da ARRW concedeu um contrato em agosto de 2018 para a Lockheed Martin Missiles and Fire Control, Orlando, Flórida, para revisão crítica de projeto, teste e suporte à prontidão de produção para facilitar o trabalho dos protótipos em campo.

FONTE: USAF

A400M: Alteração do contrato entre a Airbus e OCCAR

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Airbus A400M

AMSTERDÃ — A Airbus SE, por meio de sua subsidiária Airbus Military SL, assinou a emenda do contrato A400M com a OCCAR, a organização com sede na Alemanha para cooperação conjunta de armamentos, que administra o programa multinacional em nome das Launch Customer Nations Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Turquia, Bélgica e Luxemburgo.

Esta assinatura do contrato conclui as discussões entre os dois lados sobre o Rebaselining Global do programa A400M, que foi iniciado em março de 2017.

“O objetivo geral do Rebaselining Global – tanto para a Airbus quanto para o OCCAR e o Launch Customer Nations – foi recuperar uma base contratual sustentável e assegurar a execução adequada do programa A400M”, disse Dirk Hoke, diretor executivo da Airbus Defence and Space. “Gostaria de agradecer aos nossos clientes pelo envolvimento e apoio durante as discussões nos últimos dois anos. Esta nova situação também apoiará nossos esforços para exportar o A400M em todo o mundo”.

Com a emenda do contrato, a Airbus e a OCCAR e as Nações de Lançamento do Cliente concordaram com o seguinte:

1. Novo plano de desenvolvimento de capacidades

Com base neste novo plano, a Airbus pretende fornecer todos os recursos acordados em um período de tempo ajustado e dar uma sólida visibilidade às Launch Customer Nations para um melhor planejamento de operações e compromissos. Os primeiros elementos desse novo planejamento já foram implementados com entregas de capacidades táticas que permitem que as Launch Customer Nations operem em vários perfis de missão em todo o mundo.

2. Novo cronograma de entrega de produção

Todas as partes concordaram em estender o plano de produção do A400M, mantendo o cronograma contratual do programa até 2030. O novo cronograma de entrega da produção atende às expectativas das Launch Customer Nations e reduz significativamente a exposição financeira.

Além disso, o novo cronograma de entrega permite que o programa A400M ajuste a cadência de produção para acomodar pedidos de exportação nos próximos anos.

3. Novo cronograma de entrega de modernização

O novo contrato de retrofit com as Launch Customer Nations implementará o padrão contratual final com recursos associados a todas as aeronaves A400M entregues.
Este novo acordo minimizará as paralisações de aeronaves para atender às expectativas dos clientes enquanto otimiza o processo de modernização da Airbus.

4. Novos termos financeiros

A Airbus, OCCAR e as Launch Customer Nations concordaram com a implementação de um mecanismo de retenção financeira revisado. Este novo esquema reconhece o alcance das capacidades do A400M que já foram implementadas em serviço, mantendo um incentivo para finalizar o desenvolvimento do padrão contratual final.

Além disso, uma compensação significativa em produtos e serviços foi acordada em troca de obrigações financeiras acumuladas devido a entregas atrasadas. Isso proporciona aos clientes e ao setor uma oportunidade de aprimorar em conjunto a plataforma A400M.

“As discussões com nossos clientes em relação ao Rebaselining Global do programa A400M já haviam fornecido os primeiros resultados tangíveis em 2018. Com base nesta assinatura de alteração do contrato, a Airbus está totalmente comprometida em continuar nesse caminho positivo e fornecer aos seu atuais e futuros clientes do A400M com a aeronave de transporte militar mais poderosa e tecnologicamente avançada disponível no mercado”, disse Dirk Hoke.

A Airbus é líder global em aeronáutica, espaço e serviços relacionados. Em 2018, gerou receitas de € 64 bilhões e empregou uma força de trabalho de cerca de 134.000. A Airbus oferece a gama mais abrangente de aviões de passageiros. A Airbus também é líder europeia no fornecimento de aviões-tanque, aviões de combate, transporte e missão, além de uma das principais empresas espaciais do mundo. Em helicópteros, a Airbus fornece as soluções de helicópteros civis e militares mais eficientes do mundo.

A400M descarregando o helicóptero Tiger
A400M descarregando o helicóptero Tiger

FONTE: Airbus

Gripen não participará de testes de voo na Suíça

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Saab Gripen E 39-10
Saab Gripen E 39-10

A agência suíça de defesa, armasuisse, recomendou formalmente à Saab que não participasse com o Gripen E nos próximos testes de voo na Suíça.

O motivo é que os testes de voo foram projetados para avaliar apenas as aeronaves que estão operacionalmente prontas em 2019. Os testes de voo fazem parte do processo de avaliação de caças que prevê entregas de aeronaves em 2025. O Gripen E entrará em serviço operacional antes da Suíça agendar entregas e atenderá a todas as suas capacidades definidas.

No entanto, o plano de desenvolvimento do Gripen E não corresponde ao plano suíço de realizar testes de voo com aeronaves que estão operacionalmente prontas em 2019. Portanto, a Saab decidiu não participar dos testes de voo suíços em Payerne de 24 a 28 de junho.

O Gripen E está atualmente sendo desenvolvido, testado e produzido para a Suécia e o Brasil. É a aeronave de combate mais moderna e tecnologicamente avançada em desenvolvimento. O programa está sendo executado em uma velocidade rápida e bem-sucedida, com as entregas dos clientes começando no final deste ano.

Após um convite da armasuisse, a Saab apresentou uma proposta para o Gripen E em 25 de janeiro de 2019. Desde a apresentação da proposta em janeiro, as expectativas da armasuisse sobre os testes de voo evoluíram para contar com a participação de aeronaves operacionalmente prontas. Como o Gripen E ainda está para se tornar operacional, a Saab apresentou soluções para realizar os testes de voo suíços em 2019.

Uma oferta para complementar a aeronave de teste Gripen E com uma aeronave Gripen C operacional para os testes de voo em junho de 2019 não foi aceita pela armasuisse. Os concorrentes demonstraram capacidades em plataformas existentes, que são diferentes das versões oferecidas para entrega.

Em todo o programa Gripen E, a Saab comunicou publicamente o status do desenvolvimento do Gripen E, já que os principais marcos do programa foram aprovados. Pode-se supor que a armasuisse tinha o conhecimento relevante quando convidaram a Saab a participar do processo de licitação em 2018, tanto do programa de desenvolvimento do Gripen E quanto das condições sob as quais o Gripen E seria capaz de competir.

Acreditamos que o Gripen E é a melhor escolha para a Suíça e a oferta, apresentada em janeiro de 2019, ainda está de pé. A Saab está comprometida em entregar pelo menos 40 caças Gripen E a tempo, atendendo aos requisitos e dentro do orçamento planejado, incluindo um conceito abrangente de suporte com contribuição local, garantindo os custos operacionais mais acessíveis e o mais alto nível de autonomia.

Terceiro Gripen E, 39-10

Contexto

F-5E Tiger II e F/A-18 Hornet da Força Aerea Suíça
F-5E Tiger II e F/A-18 Hornet da Força Aerea Suíça

A Suíça tem a necessidade de substituir sua frota de caça de aeronaves F/A-18 Hornet e F-5 E/F Tiger. Em janeiro de 2019, a Saab ofereceu uma proposta que consistia em opções de 30 e 40 novos aviões de caça Gripen E para a Suíça. A proposta do Gripen E satisfaz todas as capacidades necessárias para a Suíça e é baseada na configuração da Força Aérea Sueca, conforme solicitado.

No processo anterior de aquisição de aeronaves de caça suíças, a Saab ofereceu à Suíça o Gripen E em uma aquisição conjunta com a Suécia. Na época, cronograma do Gripen E estava alinhado para atender ao requisito suíço para a IOC em 2021. Quando a Suíça decidiu parar a aquisição de novos caças em 2014, o cronograma foi alterado e adaptado de acordo com as exigências suecas e brasileiras.

No momento da entrega, o Gripen E fornecerá à Força Aérea Suíça a mais recente tecnologia disponível e integrada em uma plataforma madura e robusta que atende a todas as necessidades da Suíça. O Gripen E se destaca entre os concorrentes na aquisição de caças suíços como o mais novo sistema de aeronaves.

O programa Gripen E está progredindo conforme o planejado, com a produção em andamento e as entregas dos clientes a partir deste ano. As mais recentes tecnologias estão sendo incorporadas para fornecer às forças aéreas capacidades operacionais projetadas para derrotar as ameaças de hoje, mas também do futuro. Os principais marcos alcançados durante os últimos seis meses incluem voos com mísseis IRIS-T e Meteor, bem como o primeiro voo da terceira aeronave Gripen E.

A Saab atende o mercado global com produtos, serviços e soluções líderes mundiais em defesa militar e segurança civil. A Saab possui operações e funcionários em todos os continentes do mundo. Através de um pensamento inovador, colaborativo e pragmático, a Saab desenvolve, adota e aprimora novas tecnologias para atender às necessidades de mudança dos clientes.

FONTE: Saab

Suíça: Saab não participará de testes para um novo caça a jato

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Saab Gripen E
Saab Gripen E (clique na imagem para ampliar)

BERN – Na quinta-feira, 13 de junho de 2019, a fabricante sueca Saab informou à armasuisse que a Saab não participaria dos ensaios de voo e solo para um novo caça do Exército suíço em Payerne com o Gripen E.

O teste do Gripen E foi agendado de 24 a 28 de junho de 2019. Com sua não participação nos testes de voo e solo, o Gripen E sai do processo de avaliação.

O retorno aos testes de voo e solo em um estágio posterior contradiz o princípio da igualdade de tratamento para todos os candidatos e não é uma opção.

Desde o início de 2018, a armasuisse tem estado em contato regular com todos os candidatos e explicou claramente o processo e os critérios.

Com base nas informações e análises atuais sobre o grau de maturidade e a integração dos subsistemas, especialistas da armasuisse e da Força Aérea Suíça chegaram à conclusão de que várias das missões planejadas não podiam ser realizadas de forma conveniente.

Por esse motivo, a armasuisse recomenda que a Saab se retire da avaliação.

Aparentemente, Saab também chegou à conclusão e, separadamente, estimou a não participar nos ensaios de voo e terra.

Os quatro candidatos seguintes permanecem na avaliação:

  • Airbus com o Eurofighter (DE)
  • Boeing com o Super Hornet F/A-18 (EUA)
  • Dassault com o Rafale (FRA)
  • Lockheed Martin com o F-35A (EUA)

Procedimento adicional no projeto do Novo Caça a Jato

As descobertas da fase de análise e testes serão resumidas separadamente nos relatórios de especialistas da armasuisse em colaboração com a Equipe do Exército, a Força Aérea, a Base Logística do Exército e a Base de Suporte à Liderança. Esses relatórios técnicos são a base para uma comparação sistemática e abrangente entre os candidatos, que será realizada no segundo semestre de 2020. Os relatórios técnicos também servem para determinar o tamanho da frota necessária para cada tipo de aeronave.

A armasuisse irá, com base no calendário atual, preparar um segundo pedido de oferta nesta base e apresentá-lo aos candidatos.

Usando os resultados da segunda oferta, a armasuisse irá comparar os candidatos com base nos relatórios técnicos e determinar os benefícios totais por candidato. Em seguida, será elaborado o relatório de avaliação, no qual o respectivo benefício total será comparado com os custos de aquisição e operação por 30 anos.

A decisão de seleção do tipo é feita pelo Conselho Federal.

FONTE: Agência de Compras de Defesa da Suíça, Armasuisse

F-35: Pentágono luta contra o relógio para consertar problemas graves e não relatados

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F-35
Caças F-35

WASHINGTON – O site americano Defense News publicou hoje uma série de reportagens informando que nos últimos anos, os líderes do Departamento de Defesa dos Estados Unidos deixaram de citar problemas técnicos como a maior preocupação do programa F-35 e lamentando as despesas de compra e manutenção da aeronave.

Mas a realidade pode ser pior. De acordo com documentos obtidos exclusivamente pelo Defense News, o F-35 continua a ser marcado por falhas e defeitos que, se não forem corrigidos, podem criar riscos para a segurança dos pilotos e questionar a capacidade do caça de atingir partes importantes de sua missão:

Pilotos de F-35B e F-35C, obrigados a observar limitações na velocidade do ar para evitar danos à estrutura do F-35 ou ao revestimento furtivo. Picos de pressão no cockpit que causam dor “excruciante” e sinusite. Problemas com o monitor montado no capacete e a câmera de visão noturna que contribuem para a dificuldade de aterrissar o F-35C em um porta-aviões.

Estes são alguns dos problemas com o jato que os documentos descrevem como deficiências de categoria 1 – a designação dada a grandes falhas que afetam a segurança ou a eficácia da missão.

Todos, com exceção de alguns desses problemas, escaparam ao escrutínio intenso do Congresso e da mídia. Alguns outros foram brevemente mencionados em relatórios de grupos de fiscalização do governo.

Mas a maioria desses problemas não foi divulgada publicamente, expondo a falta de transparência sobre as limitações do sistema de armas mais caro e de alto perfil do Departamento de Defesa.

Esses problemas afetam muito mais operadores do que a base de clientes da Força Aérea, do Corpo de Fuzileiros Navais e da Marinha dos EUA. Onze países – Austrália, Bélgica, Dinamarca, Itália, Israel, Holanda, Noruega, Japão, Coreia do Sul, Turquia e Reino Unido – escolheram a aeronave como seu futuro caça, e nove nações parceiras contribuíram com fundos para a desenvolvimento do F-35.

Em conjunto, esses documentos fornecem evidências de que o programa F-35 ainda está enfrentando sérios problemas técnicos, mesmo quando se encontra em um momento-chave de transição.

E o relógio está avançando. Até o final de 2019, os líderes do Departamento de Defesa devem tomar uma decisão crítica sobre a possibilidade de fechar a porta no estágio de desenvolvimento do F-35 e seguir em frente com uma produção de cadência total. Durante este período, a cadência de produção anual vai disparar dos 91 jatos fabricados pela Lockheed Martin em 2018 para mais de 160 em 2023.

De um modo geral, a política do departamento exige que todas as deficiências sejam solucionadas antes do início da produção com cadência total. Isso significa reduzir os dispendiosos retrofits necessários para trazer os aviões existentes ao padrão.

Um F-35C Lightning II do Strike Fighter Squadron (VFA) 147 se aproxima do USS Abraham Lincoln (CVN 72) para pouso
Um F-35C Lightning II do Strike Fighter Squadron (VFA) 147 se aproxima do USS Abraham Lincoln (CVN 72) para pouso

As 13 deficiências incluem:

  • No sistema de logística do F-35 (ALIS) atualmente não tem como os operadores estrangeiros do F-35 impedirem que seus dados secretos sejam enviados para os Estados Unidos.
  • O inventário de peças sobressalentes mostrado pelo sistema de logística do F-35 nem sempre reflete a realidade, causando cancelamentos ocasionais de missões.
  • Picos de pressão de cabine no cockpit do F-35 são conhecidos por causar barotrauma, a palavra dada ao ouvido extremo e dor sinusal.
  • Em condições muito frias – definidas como ou próximas de 30 graus Fahrenheit – o F-35 erroneamente relatará que uma de suas baterias falhou, às vezes levando as missões a serem abortadas.
  • Voo supersônico acima de Mach 1.2 pode causar danos estruturais e formação de bolhas no revestimento furtivo do F-35B e F-35C.
  • Depois de fazer certas manobras, os pilotos F-35B e F-35C nem sempre conseguem controlar completamente o pitch, roll e yaw da aeronave.
  • Se o F-35A e o F-35B estourarem um pneu durante o pouso, o impacto também poderá romper ambas as linhas hidráulicas e representar um risco de perda de aeronave.
  • Um “brilho verde” às vezes aparece no visor montado no capacete, lavando as imagens no capacete e dificultando a aterrissagem do F-35C em um porta-aviões.
  • Nas noites com pouca luz das estrelas, a câmera de visão noturna às vezes exibe estrias verdes que tornam difícil para todas as variantes ver o horizonte ou pousar em navios.
  • O modo de busca marítima do radar do F-35 apenas ilumina uma pequena faixa da superfície do mar.
  • Quando o F-35B aterrissa verticalmente em dias muito quentes, motores mais antigos podem ser incapazes de produzir o empuxo necessário para manter o jato no ar, resultando em uma aterrissagem dura.

O Pentágono identificou quatro deficiências adicionais da categoria 1 desde o início dos testes operacionais em dezembro de 2018, principalmente centradas em interfaces de armas, disse Winter.

“Elas não são catastróficas. Se elas fossem, teriam que parar o teste. Não há nada assim”, disse ele. “Elas serão correções diretas de software. Nós só precisamos implementá-las”.

F-35: Velocidades supersônicas podem causar grandes problemas no revestimento furtivo

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Caça F-35C e o destróier stealth USS Zumwalt, da Marinha dos EUA

O site Defense News noticiou que em altitudes extremamente altas, as versões do jato F-35 da Marinha dos EUA e do Corpo de Fuzileiros Navais só podem voar em velocidades supersônicas por curtos períodos de tempo antes que haja um risco de dano estrutural e perda de capacidade stealth, um problema que pode impossibilitar que o F-35C da Marinha realize interceptações supersônicas.

O Departamento de Defesa não pretende estabelecer uma correção para o problema, que influencia não apenas a fuselagem do F-35 e o revestimento de baixa observação que o mantém furtivo, mas também as inúmeras antenas localizadas na parte de trás do avião que estão atualmente vulneráveis a danos, de acordo com documentos obtidos exclusivamente pelo Defense News.

O Escritório do Programa Conjunto F-35 classificou os problemas dos modelos “B” e “C” como deficiências separadas da categoria 1, indicando em um documento que o problema apresenta um desafio para a realização de uma das principais missões do caça. Nesta escala, a categoria 1 representa o tipo mais grave de deficiência.

Ambas as deficiências foram observadas pela primeira vez no final de 2011, após testes de vibração, onde o F-35B e o F-35C voaram a velocidades de Mach 1,3 e Mach 1,4. Durante uma inspeção pós-voo em novembro de 2011, descobriu-se que o F-35B sustentava “borbulhamento e empolamento” do revestimento furtivo nos lados direito e esquerdo do estabilizador horizontal e na cauda.

Durante testes similares do F-35C em dezembro de 2011, os “danos térmicos” que comprometeram a integridade estrutural do estabilizador horizontal e da cauda foram visíveis.

Por exemplo, um F-35C só pode voar a Mach 1.3 com pós-combustor por 50 segundos cumulativos, o que significa que um piloto não pode permanecer 50 segundos nessa velocidade, desacelerar por alguns segundos e acelerar novamente. No entanto, os requisitos de tempo são redefinidos depois que o piloto opera com potência militar – uma configuração de potência do motor que permite menos velocidade e empuxo do que o pós-combustor – por um período de três minutos.

O F-35B pode voar por 80 segundos cumulativos a Mach 1,2 ou 40 segundos a Mach 1,3 sem risco de dano.

Mas, para os modelos C e B, voar a Mach 1,3 acima dos limites de tempo especificados representa o risco de induzir danos estruturais ao estabilizador horizontal da aeronave.

É inviável para a Marinha ou para o Corpo de Fuzileiros Navais operar o F-35 contra uma ameaça do mesmo nível sob tais restrições, reconhecem os documentos.

“Um piloto marcar o tempo não é prático ​​em cenários operacionalmente relevantes”, diz um documento. Outro documento disse que “os pilotos não conseguirão cumprir com o limite de tempo em muitos casos devido à alta carga de trabalho da missão, resultando em missões perdidas devido a danos na aeronave”.

E quando essas violações de cronômetro ocorrem, elas resultam em “degradação da capacidade stealth, danos a antenas de comunicação, navegação e identificação e/ou significativo dano no estabilizador horizontal”, explicou um documento.

Embraer exibe o avião multimissão KC-390 no Paris Air Show

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KC-390
Embraer KC-390

São Paulo – SP, 11 de junho de 2019 – A Embraer levará à 53ª edição do Paris Air Show Internacional, na França, o primeiro avião de transporte multimissão KC-390 de produção na configuração que será operada pela Força Aérea Brasileira (FAB).

A aeronave, de número 004, participará do principal evento da indústria aeronáutica deste ano, que acontece de 17 a 23 de junho, no aeroporto de Le Bourget, onde realizará demonstrações aéreas nos dois primeiros dias da feira. Em comum acordo com a FAB, o avião retornará ao Brasil após o evento para dar início ao processo de aceitação e entrega.

“A produção da primeira aeronave que será entregue à FAB marca uma importante mudança na dinâmica da Embraer no mercado”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “O KC-390 é um avião multimissão que tem despertado grande interesse internacional e o Paris Air Show é o evento ideal para exibir a aeronave na configuração que será operada pela FAB, comprovando sua flexibilidade, desempenho e produtividade superiores”.

“A expectativa para a entrada em serviço é enorme pelo fato da aeronave ser um marco na aviação militar, onde sua modernidade trará uma implementação e aperfeiçoamento na doutrina de emprego desse vetor multimissão, contribuindo sobremaneira para o cumprimento da missão da FAB de controlar, defender e integrar”, concluiu o Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, Comandante da Aeronáutica.

O Programa KC-390 já alcançou alguns marcos importantes, como o Certificado de Tipo da Agência de Aviação Civil (ANAC), do Brasil, e a produção da primeira aeronave de série, que realizou o primeiro voo em outubro de 2018. A campanha de testes em voo atualmente acumula mais de 2.200 horas de voo.

O KC-390 da Embraer é uma aeronave de transporte tático, desenvolvida para estabelecer novos padrões na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. É capaz de realizar diversas missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento em voo, busca e salvamento e combate a incêndios florestais.

Vista em corte do KC-390. Clique na imagem para ampliar
Vista em corte do KC-390. Clique na imagem para ampliar

Sobre a Embraer

Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer completa 50 anos de atuação nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança, Aviação Agrícola. A Companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer Serviços & Suporte a clientes no pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

Nova Zelândia seleciona o Lockheed C-130J como transporte militar preferido

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Lockheed C-130J
Lockheed C-130J Super Hercules

Por Jamie Freed

SINGAPURA (Reuters) – A Nova Zelândia anunciou nesta terça-feira que selecionou o C-130J Super Hercules, da Lockheed Martin, como o substituto preferido de cinco velhos aviões de transporte militar C-130 Hercules, uma escolha em linha com seus aliados mais próximos.

O gabinete buscará informações detalhadas sobre os custos por meio do processo de venda militar estrangeira (FMS) dos EUA, disse o ministro da Defesa da Nova Zelândia, Ron Mark, acrescentando que o governo estimou anteriormente o custo em mais de NZ$ 1 bilhão (US$ 659,50 milhões).

“Depois de considerar cuidadosamente a gama de aviões militares de transporte aéreo, o Super Hercules foi selecionado, pois oferece o alcance necessário e capacidade de carga útil, além de satisfazer plenamente os requisitos da NZDF”, disse ele em uma declaração referindo-se à Força de Defesa da Nova Zelândia.

“Precisamos de um desempenho comprovado, e esta aeronave é testada e aprovada. Não podemos correr riscos com o que é uma das nossas capacidades militares mais críticas”, disse Mark.

Um porta-voz da Lockheed Martin disse que sua empresa estava entusiasmada em receber a Nova Zelândia na família de operadores da C-130J. Os Estados Unidos, o Reino Unido, a Austrália e o Canadá, aliados próximos da Nova Zelândia e outros membros da rede de compartilhamento de informações Five Eyes, todos têm esses aviões.

A Airbus SE havia proposto seu A400M e a Embraer SA lançou seu KC-390 para substituir os transportes Hercules da década de 1960, segundo fontes da indústria com conhecimento do assunto.

Um porta-voz da Airbus disse que sua empresa respeitava a decisão da Nova Zelândia, mas acrescentou que o A400M se provou em serviço com as principais forças aéreas do mundo.

A Embraer não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Mark disse que nenhuma decisão final do contrato foi feita para o C-130J em números, custos detalhados ou implicações de financiamento e orçamento. Um plano comercial deve progredir para o gabinete no próximo ano, disse ele.

No ano passado, a Nova Zelândia concordou em comprar quatro aviões Boeing P-8A Poseidon por NZ$ 2,34 bilhões, incluindo os custos de treinamento para fortalecer sua capacidade de patrulhamento marítimo.

OBS: (US$ 1 = 1,5163 dólares da Nova Zelândia)

FONTE: WHTC

EmbraerX revela novo conceito de veículo voador para a mobilidade aérea urbana do futuro

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Washington, Estados Unidos, 11 de junho de 2019 – A EmbraerX revela hoje um novo conceito de veículo voador elétrico durante a Uber Elevate Summit 2019 em Washington, Estados Unidos. O evento reúne uma comunidade global de fabricantes, investidores e representantes governamentais com o objetivo de tornar realidade a visão sobre a mobilidade aérea urbana compartilhada.

O conceito da aeronave elétrica com capacidade de decolagem e pouso na vertical, conhecida como eVTOL, é um dos múltiplos projetos da EmbraerX, uma subsidiária para negócios disruptivos da Embraer focada em esforços colaborativos para ativar e acelerar o ecossistema da mobilidade urbana.

“Como uma aceleradora de mercado comprometida com o desenvolvimento de soluções que transformam experiências da vida, unimos a visão do desenvolvimento centrado no ser humano com os nossos 50 anos de expertise em negócios e engenharia de uma forma única. Esses são os fatores por trás dos avanços técnicos e das inovações que estamos trazendo para esse novo conceito de eVTOL”, explica Antonio Campello, Presidente & CEO da EmbraerX.

A abordagem da EmbraerX voltada ao ser humano tem sido fundamental no projeto do eVTOL, que busca a melhor experiência do usuário para fazer uma aeronave facilmente acessível para todos.

Este novo conceito de aeronave é resultado de uma ampla gama de testes e simulações que consideram a otimização operacional para o ambiente urbano, priorizando alta confiabilidade, baixos custos de operação, menos ruído, funcionamento totalmente elétrico e progressivamente autônomo.

“A equipe da Embraer se concentrou na experiência do cliente em seu mais recente conceito de veículo aéreo, utilizando redundâncias de sistemas para alcançar os mais altos níveis de segurança, ao mesmo tempo em que o sistema propulsor de oito rotores gera sustentação ao longo de toda sua extensão e emite baixo ruído. Nossa equipe está ansiosa em continuar colaborando com a Embraer para desenvolver um veículo aéreo de compartilhamento silencioso, sustentável e seguro”, disse Mark Moore, diretor de engenharia de aviação da Uber.

A EmbraerX também está comprometida com o desenvolvimento de diversas outras soluções sob medida para o ecossistema aéreo urbano, incluindo a nova plataforma de negócios Beacon, projetada para promover a colaboração e sincronizar empresas e profissionais de serviços de aviação, de forma mais ágil, para manter as aeronaves voando.

Além disso, em parceria com dezenas de controladores de tráfego aéreo, acadêmicos, pilotos e especialistas do setor, a EmbraerX propôs recentemente um projeto de tráfego aéreo urbano prático, simples e robusto para permitir que mais aeronaves operem em ambientes urbanos.

Sobre a EmbraerX

A EmbraerX é uma aceleradora de mercado comprometida com o desenvolvimento de soluções que transformam experiências da vida. Uma subsidiária de inovação disruptiva da Embraer S.A., está localizada na cidade de Melbourne, na Flórida, Estados Unidos. Seus postos avançados no Vale do Silício e em Boston são integrados à equipe de engenharia da Companhia no Brasil, todos colaborando com as comunidades globais de inovação. Com uma mentalidade de startup, a EmbraerX faz parte do Uber Elevate Network, uma rede que está co-criando o futuro do transporte aéreo urbano sob demanda.

A equipe de inovadores, criadores, líderes de pensamento e designers da EmbraerX combina a visão do desenvolvimento centrado no ser humano, com a expertise em negócios e engenharia para enfrentar alguns dos maiores problemas de mobilidade da humanidade. A EmbraerX está envolvida em diversos projetos, incluindo o desenvolvimento de um conceito de veículo elétrico de decolagem e pouso na vertical (conhecido como eVTOL), um sistema de gerenciamento de tráfego aéreo urbano e a plataforma de negócios Beacon, projetada para conectar e sincronizar recursos da indústria, cadeia de suprimentos pós-venda e profissionais de serviços aeronáuticos. Para mais informações, visite EmbraerX.com

Sobre a Embraer

Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer completa 50 anos de atuação nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança, Aviação Agrícola. A Companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer Serviços & Suporte a clientes no pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

Voa o terceiro caça Saab Gripen E; o quarto será o da FAB

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Terceiro Gripen E, 39-10

O Programa do caça Gripen NG (Gripen E/F) alcançou mais marco hoje, com o primeiro voo do terceiro Gripen E (39-10), realizado na fábrica da Saab em Linköping, na Suécia. O avião fez um voo de 57 minutos pilotado por Jakob Hogberg.

No Programa de Testes do Gripen E, os protótipos 39-8 e 39-9 estão servindo como plataforma para a Flight Test Instrumentation (FTI) e para testes de sistemas.

O 39-10 aferirá o peso correto da aeronave, e também testará a plataforma e sistemas.

Os Gripens E 39-9 e 39-10 se beneficiaram com computadores novos e atualizados, melhorando ainda mais a capacidade da aeronave, em relação à primeira 39-8. A 39-7 era o demonstrador do Gripen NG, um Gripen D modificado.

O Gripen 39-10 deverá ser seguido pelo primeiro avião da Força Aérea Brasileira, que está em fase final de montagem na Suécia.

Programa de Testes do Gripen E
Programa de Testes do Gripen E

Falando no mês passado, Eddy de la Motte, chefe de unidade de negócios da Saab do Gripen E/F, disse que a empresa pretende ter oito aeronaves da nova geração voando antes do final deste ano, incluindo quatro exemplares de produção que estão em fase final de montagem em Linköping.

A Força Aérea Sueca receberá 60 caças Gripen E, e o Brasil – primeiro cliente de exportação –, terá uma frota de 36 unidades, com 28 monopostos e oito Gripen F bipostos.

Assista abaixo ao vídeo da decolagem do Gripen E 39-10.

Piloto Jakob Högberg após o primeiro voo com o Saab Gripen E 39-10

MBDA assina contrato de 200 milhões de euros com o Brasil para fornecer 100 mísseis Meteor

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Míssil MBDA Meteor Beyond-Visual Range (BVR)

A fabricante de mísseis europeia assinou um contrato no valor de cerca de 200 milhões de euros com o Brasil para o armamento do caça Gripen NG. A MBDA fornecerá à Força Aérea Brasileira cem mísseis ar-ar Meteor

Segundo nossas informações, a MBDA assinou um grande contrato no Brasil para o armamento do caça Gripen NG, que deve ser comissionado na Força Aérea Brasileira em 2021/2022. A fabricante europeia fornecerá um primeiro lote para a força aérea, muita limitada em termos de orçamento, de uma centena de mísseis ar-ar Meteor. O contrato é avaliado em cerca de 200 milhões de euros, sendo a parte francesa de cerca de 15%. Em outubro de 2018, a Saab realizou pela primeira vez um voo de teste com uma aeronave Gripen E equipada com o míssil ar-ar Meteor, que também equipa o Eurofighter e o Rafale.

O Brasil será, junto com a Suécia, o primeiro a usar a nova geração de caças da Saab. O grupo sueco anunciou em 2014 que havia finalizado a venda de 36 aeronaves Gripen NG no Brasil por 4,28 bilhões de euros e iniciou a cooperação industrial, incluindo uma transferência de tecnologia por 10 anos. O contrato abrange 28 aeronaves de um só assento e oito aeronaves de dois assentos.

Caça Saab JAS 39E Gripen voa com mísseis Meteor
Caça Saab JAS 39E Gripen com mísseis Meteor

MBDA em boa forma
Dezoito anos após sua criação, a MBDA está crescendo. Em 2018, a fabricante europeia de mísseis obteve 4 bilhões de euros em pedidos, elevando sua carteira de pedidos a níveis recordes (17,4 bilhões de euros). Sucessos que permitiram à MBDA registrar 2,5 bilhões de euros em pedidos (contra 1,6 bilhão em 2017) de seus clientes nacionais (França, Reino Unido, Itália e Alemanha) e 1,5 bilhão de euros para as exportações (em comparação com 2,6 bilhões em 2017).

O faturamento de negócios de mísseis continua a crescer, chegando a 3,2 bilhões de euros. São cinco anos de atividade. A MBDA também registrou bons resultados financeiros com uma margem operacional de quase 10%.

FONTE: La Tribune

Míssil MTC-300 no F-5EM: breves considerações

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Perfil do AV TM 300 de lançamento terrestre, equipado com booster

Sérgio Santana*

Nas últimas horas a mídia nacional especializada em Defesa tem comentado acerca de uma imagem divulgada em um vídeo do Ministério da Defesa na qual aparece um exemplar da versão ar-superfície do Míssil Tático de Cruzeiro Avibras MTC-300 Matador sendo acoplado ao pilone central de um caça Northrop/Embraer F-5EM Tiger II, como parte da campanha de ensaios do armamento.

Após a divulgação da imagem, uma fonte militar se pronunciou, alegando que a mesma mostra que o “míssil utilizou o F-5EM apenas para a abertura do envelope em voo supersônico, nada mais além disto…O míssil está previsto para ser lançado de terra, embarcado ou de helicópteros. O resto é especulação”.

Pois bem.

É fato notório que esta arma possui natureza ofensiva e se seu envelope contempla velocidades supersônicas não poderia ser testada a bordo da aeronave de ataque Aeritalia/Aermacchi/Embraer A-1, que está limitada a velocidades subsônicas.

Assim, o Matador só poderia ser testado acoplado ao F-5EM, que em configuração típica de interceptação (dois misseis infravermelhos Rafael Python 4 nas pontas das asas e o “centerline”, tanque de combustível ventral, de 1.041 litros) atinge a velocidade máxima de Mach 1.4 (1.713km/h) a 9.144m de altitude. Obviamente que sem o peso e arrasto causados pelos mísseis este valor é um pouco maior.

Contudo, isto não significa que esta arma será integrada e certificada para emprego no F-5EM. Primeiro porque a aeronave está atravessando os seus últimos anos de vida operacional na FAB e é fato sabido que boa parte dos exemplares atualmente voados na Força estão com sérias limitações estruturais, inclusive na sua capacidade de aceleração gravitacional, item vital na manobrabilidade de qualquer aeronave de caça.

Além destes fatores, é amplamente conhecido que qualquer sistema de armas necessariamente percorre uma extensa campanha de ensaios até que se torne plenamente operacional, campanha esta que demanda tempo e investimento financeiro continuado em material e pessoal qualificados. Coisa que infelizmente não ocorre com a devida frequência em terras brasileiras.

Mockup do MTC-300 sendo alinhado no pilone ventral do F-5M

As afirmações de que o míssil terá envelope supersônico e será lançado apenas a partir de helicópteros implicam que a arma necessariamente terá de ser equipada com um booster ou mostrará uma velocidade inicial extremamente alta capaz de ser sustentada por uma boa parte da sua trajetória, já que helicópteros não alcançam velocidades supersônicas. Curiosamente, na imagem do vídeo divulgado pelo MD, não há nada que indique a presença de um booster.

Caso as alegações de que a versão do “Matador” lançável por aeronaves será limitada a aeronaves de asas rotativas se concretizem, isto confirmará as informações de que a FAB encomendou para os seus Saab F-39 Gripen algumas dezenas de mísseis MBDA/Saab Bofors Dynamics Taurus KEPD 350, uma arma altamente sofisticada, com sistema quádruplo de guiagem, apresentando velocidade de Mach 1 (1.224km/h) a 40/50 metros de altitude, alcance máximo de 500km e pesando 1.500kg, dos quais 481 são representados pela ogiva denominada “Mephisto”.

Montagem comparando as versões ar-terra e terra-terra do MTC-300
Montagem comparando as versões ar-terra e terra-terra do MTC-300. Nota-se a ausência de booster na versão de lançamento aéreo

*Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL). Pesquisador do Núcleo de Estudos Sociedade, Segurança e Cidadania (UNISUL). Pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG). Autor de livros sobre aeronaves de Inteligência/Vigilância/Reconhecimento. Único colaborador brasileiro regular das publicações Air Forces Monthly, Combat Aircraft e Aviation News.

Vídeo do MD revela Míssil Tático de Cruzeiro ar-superfície

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MTC-300 ar-superfície sendo alinhado no pilone ventral do F-5M

Um vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa no dia 7 de junho revela uma versão do Míssil Tático de Cruzeiro MTC-300 ar-superfície, confirmando informações de que um míssil do tipo tinha sido usado recentemente em testes de integração em um caça F-5M da Força Aérea Brasileira.

Inicialmente, o MTC-300 (ou AV-TM 300) é um míssil do tipo superfície-superfície, lançado pelas mesmas viaturas do Sistema Astros 2020.

O Exército Brasileiro já fez vários lançamentos de teste do MTC-300, os mais recentes realizados entre entre os dias 25 de fevereiro e 1 de março, no CLBI (Centro de Lançamento da Barreira do Inferno).

O MTC-300 utiliza um motor foguete (booster) no lançamento e durante o voo de cruzeiro, subsônico, a propulsão é feita por uma turbina desenvolvida também pela Avibras.

Nesta versão, o míssil pode atingir o alcances superiores a 300 quilômetros, e inicialmente teria duas versões: uma com cabeça-de-guerra do tipo Auto-Explosiva (AE), com peso máximo até 200 kg, contendo 109 kg de PBX como explosivo; e outra com cabeça-de-guerra múltipla, com cerca de 66 submunições de 70 mm, podendo ser utilizado contra formações blindadas.

O programa de construção do MTC-300 é parte do Projeto Estratégico do Exército (PEE) ASTROS 2020, projeto 100% nacional, com independência tecnológica e propriedade intelectual do Exército Brasileiro.

A navegação do míssil é feita por meio de sensores de navegação inercial junto com GPS, com um sistema antijaming e rádio altímetro para mantê-lo na altitude correta em relação ao solo. Obedece seu curso em conformidade com as informações armazenadas a bordo, com possibilidade de serem estabelecidos waypoints.

O MTC-300 poderá ser utilizado contra instalações estratégicas, alvos inimigos de valor (meios logísticos, artilharia, blindados e meios aéreos) e alvos que devam ser neutralizadas logo no início do conflito, normalmente associadas à obtenção de superioridade aérea e à quebra da capacidade de coordenação das ações pelo inimigo.

A versão ar-superfície do MTC-300 dispensa o booster usado na versão superfície-superfície.

A arma está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário. O acordo restringe o raio de ação máximo a 300 quilômetros e as ogivas a 500 quilos.

Mísseis MTC-300 na Avibras
Astros 2020 lançando míssil tático de cruzeiro MTC-300 ou AV-TM 300

Segundo jornal francês, Brasil vai comprar 100 mísseis Meteor para caças Gripen

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Caça Saab JAS 39E Gripen voa com mísseis Meteor
Caça Saab JAS 39E Gripen com mísseis Meteor

O jornal francês La Tribune noticiou ontem que a Força Aérea Brasileira deverá assinar em breve um contrato com a MBDA para a aquisição de 100 mísseis BVR Meteor.

O míssil ar-ar Meteor para combates além do alcance visual já foi testado em dois protótipos do caça Gripen E, atualmente em desenvolvimento para as Forças Aéreas da Suécia e do Brasil.

O Meteor é um programa colaborativo europeu entre o Reino Unido, França, Itália, Espanha, Suécia e Alemanha. A arma é planejada para ser o míssil BVR primário de todos os modernos caças europeus: Gripen, Eurofighter e Rafale.

Diz-se que o Meteor tem de 3 a 6 vezes a performance cinemática que qualquer outro míssil ar-ar do seu tipo.

A chave para a alta performance do Meteor é seu motor foguete ramjet, que lhe permite manter alta velocidade em direção ao alvo, tornando a manobra evasiva virtualmente inútil, segundo o fabricante.

O Saab Gripen C foi o primeiro caça a disparar o míssil Meteor. O primeiro lançamento ocorreu em 2006.

Míssil MBDA Meteor Beyond-Visual Range (BVR)
As cargas externas do Gripen E. Clique na imagem para ampliar
As armas e cargas externas do caça Saab Gripen E. Clique na imagem para ampliar

Denel Dynamics oferece parceria ao Brasil nos mísseis Marlin e Umkhonto

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Maquete do míssil BVR Denel Marlin

O ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo, foi informado pela Denel Dynamics sobre sua linha de mísseis, incluindo A-Darter, Umkhonto e Marlin, durante sua recente visita ao país, e discutiu a divisão do trabalho futuro entre Brasil e Denel.

Azevedo foi convidado a participar da inauguração presidencial sul-africana no final do mês passado e visitou o Grupo Denel na manhã de 27 de maio. Ele foi apresentado pelo CEO do Denel Group, Danie du Toit, que disse que gostaria de continuar o relacionamento entre o Brasil e a África do Sul.

Japie Mare, gerente do programa A-Darter, fez uma apresentação sobre a história e o status atual do míssil A-Darter, mostrando o sucesso do programa e a futura divisão de trabalho entre a Denel e a indústria brasileira.

O desenvolvimento do A-Darter começou no âmbito do Projeto Assegai em 1995, mas os cortes de financiamento interromperam o desenvolvimento até que o Brasil aderisse ao programa em 2006. Os testes começaram em 2010 e a linha de base do produto foi estabelecida em 2018, abrindo caminho para a industrialização e a fabricação.

A Força Aérea da África do Sul estabeleceu um contrato de produção com a Denel para o míssil em março de 2015, com os primeiros quatro mísseis de instrução programados para entrega no ano fiscal de 2018/19 e o lote final de mísseis operacionais programados para entrega no ano civil de 2021.

Devido a restrições de financiamento, a arma só será transportada pelos jatos Gripen C/D da Força Aérea da África do Sul. No Brasil, o A-Darter equipará os 36 novos caças Gripen E/F da Força Aérea Brasileira.

Jaco Botha, Gerente de Defesa Aérea da Denel Dynamics, falou sobre o míssil Marlin beyond visual range (BVR) e discutiu a atual oportunidade de colaboração em mísseis BVR entre a África do Sul e o Brasil.

O sistema de mísseis superfície-ar Umkhonto foi apresentado à delegação por Erick Huysamer, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da arma. O desempenho do míssil Umkhonto-IR de infravermelho foi ilustrado por meio de vídeos capturados em ensaios de voo na África do Sul e no exterior. Seguiu-se a apresentação do Umkhonto-EIR de alcance estendido e do Umkhonto-R guiado por radar e confirmando que a Denel está agora contratada para o desenvolvimento e produção do míssil Umkhonto-R. A Denel confirmou que o projeto da linha de mísseis Umkhonto é adequado para a implantação em um sistema de defesa aérea naval e terrestre.

Houve conversas sobre o desenvolvimento do Umkhonto como um míssil ar-ar, com o interesse da Força Aérea Brasileira por seus Gripens para lhes dar uma capacidade além do alcance visual.

O ministro foi levado a um passeio pela Denel Dynamics, onde teve a oportunidade de ver o portfólio de produtos ar-ar e o restante da oferta de produtos da empresa.

“Existe um desejo real de continuar com o relacionamento que foi estabelecido ao longo de muitos anos e explorar oportunidades futuras. Há uma exigência dos dois países para desenvolver capacidades e compartilhar o trabalho entre as duas indústrias ”, disse Denel sobre a visita do ministro.

No lado de produção do A-Darter e no desenvolvimento dos mísseis Umkhonto e Marlin, Botha disse que há uma oportunidade para a indústria participar e aumentar a base de habilidades para apoiar o produto. Isso dependerá do financiamento do Ministério da Defesa do Brasil e do Departamento de Defesa da África do Sul. “As respectivas equipes estão ansiosas para ampliar o relacionamento no futuro”, disse Denel.

Azevedo disse à delegação da Denel que existe um novo ambiente político no Brasil após a eleição de um novo presidente com formação militar e bom entendimento das forças armadas. Ele acrescentou que o Brasil é um país vasto, com um espaço aéreo que precisa ser controlado 24 horas por dia e que ele está procurando meios de melhorar as capacidades das forças armadas, o que o levou à Denel. Ele disse também que há uma base para novas oportunidades de compartilhamento de trabalho com a Denel no futuro e que o Brasil está interessado em tecnologia de mísseis superfície-ar.

FONTE: DefenceWeb

VÍDEO: Saab Colaboração Real 2 – Episódio 22: Transferência de Conhecimento

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Os engenheiros que vão trabalhar na fábrica da Saab, em São Bernardo do Campo (SP), estão aprendendo tudo sobre as aeroestruturas do Gripen na Suécia. Assista ao novo episódio de Colaboração Real.

A Saab Aeronáutica Montagens (SAM), localizada em São Bernardo do Campo (SP), será responsável pela produção de aeroestruturas para os caças Gripen aqui no Brasil.

Ela vai produzir o cone de cauda, os freios aerodinâmicos, o caixão das asas, a fuselagem traseira e a fuselagem dianteira para a versão monoposto (um assento) e a versão biposto (dois assentos).

A aquisição dos 36 aviões caças pela Força Aérea Brasileira representa um enorme salto tecnológico para a indústria brasileira, por meio de um extenso programa de transferência de tecnologia, que vai permitir que aviões supersônicos sejam desenvolvidos, produzidos e mantidos também aqui no Brasil.

Assista aos outros vídeos da série clicando aqui.