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África do Sul fabricará algumas partes do Gripen E sueco

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Gripen E em detalhes - legendas em inglês - ilustração Saab

Ainda não foram revelados, porém, que componentes sul-africanos seriam utilizados na montagem dos exemplares suecos do Gripen E

Matéria publicada no site sul-africano Engineering News nesta sexta-feira, 6 de junho, informou que algumas partes do próximo caça da Força Aérea Sueca, o Saab Gripen E, serão  fabricadas na África do Sul.

A informação foi dada por Magnus Lewis-Olsson, CEO da filial sul-africana da Saab: “Nós fabricaremos, na África do Sul, partes para os caças Gripen E da Força Aérea Sueca. Ainda não posso dizer quais partes. Isso significa boas notícias para a África do Sul. Protegerá empregos por um longo período à frente.”

Atualmente, a Suécia tem um requerimento oficial para 60 caças Gripen E, mas a crise na Ucrânia levou o governo sueco a aumentar os gastos com defesa (sendo que a oposição requer um aumento ainda maior). Assim, já foi dito pela ministra da Defesa da Suécia que o número poderia ser ampliado para 70 caças, com possibilidade de até mesmo 80 exemplares.

Gripen NG de testes com IRST - foto SAAB 1

Sobre o Gripen E, Lewis-Olsson afirmou que ele “é mais desenvolvido em relação aos atuais Gripen C/D do que originariamente esperávamos. Há novos desenvolvimentos extensos na célula e nos sistemas.”

Apesar do Gripen E, que é uma configuração do Gripen NG (sigla para nova geração) parecer-se com modelos anteriores A/B e C/D, e apesar de utilizar alguns componentes e sistemas (como parte dos sistemas de fornecimento de combustível e de oxigênio, assento ejetável, elevons exteriores, parabrisas e canopi), em muitos aspectos é um avião totalmente novo. Será maior que as versões anteriores, com uma estrutura da célula diferente e uma seção de cauda reprojetada. Terá mais estações de armas, novo radar, sistemas de comunicações melhorados, nova arquitetura aviônica, novos sistemas de guerra eletrônica, novos sensores externos e um motor mais potente. Também terá maior capacidade de combustível e alcance ampliado.

Um jato Gripen D foi modificado para servir como demonstrador da nova geração, testando vários sistemas que serão incorporados ao Gripen E. Três aviões de teste do Gripen E estão sendo montados agora, um para testes estáticos e dois para testes de voo. O voo inaugural do primeiro deles está previsto para a segunda metade do ano que vem, com o voo do segundo programado para o primeiro semestre de 2016 e o de uma terceira aeronave de testes de voo no início de 2017.

Bomba Mk82 sendo instalada sob um pilone de Gripen da África do Sul - foto F Dely - Saab

A Suíça seria uma operadora do novo caça, mas após uma decisão dos eleitores suíços em referendo, a compra de 22 aeronaves pelo país foi interrompida. Essa decisão suíça, porém, não prejudicou o programa, devido aos anúncios de aumento do orçamento de defesa sueco.

Além disso, o Brasil selecionou o Gripen E como seu caça preferencial de nova geração. Negociações detalhadas entre a Saab e o governo brasileiro estão em andamento e espera-se a assinatura de um contrato no final deste ano. O requerimento inicial do Brasil é de 36 aeronaves, incluindo modelos de dois lugares, Gripen F (a Suécia não tem encomendas do Gripen F e, por isso, o modelo biposto poderá ser desenvolvido no Brasil).

Os caças Gripen E e F brasileiros serão montados localmente e incluirão uma crescente proporção de componentes fabricados no Brasil. Consequentemente, é impossível dizer no momento se alguma parte produzida na África do Sul poderia ser utilizada na montagem dos caças brasileiros. Caso o programa inicial de 36 aeronaves seja bem-sucedido, o Brasil poderia adquirir mais 64 exemplares, elevando o total a 100.

Pilone de Gripen - foto Denel SA

FONTE: Engineering News (reportagem de Keith Campbell)

IMAGENS: Saab e DSA (Denel Saab Aerostructures)

NOTA DO EDITOR: a empresa sul-africana Denel (na parceria com a Saab denominada DSA – Denel Saab Aerostructures)  já forneceu diversas partes para a produção de dezenas de caças Gripen C/D, tanto destinados à África do Sul quanto para outros países, entre elas os pilones onde são fixadas cargas externas (mísseis, bombas, tanques de combustível alijáveis), mostrados nas duas imagens logo acima. Uma possibilidade a se levantar é que, com a não concretização da venda à Suíça, a fabricação desses pilones poderia ficar com a empresa sul-africana, que já tem experiência nesse produto. Vale lembrar que um contrato de desenvolvimento e produção de protótipos de pilones para o Gripen E foi concedido à RUAG suíça, mas não um contrato de produção em série.

Esta é apenas uma hipótese. Os leitores do Poder Aéreo podem levantar outras. Clique nos links a seguir para saber mais sobre o assunto e dê o seu palpite.

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R. Milk
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R. Milk

Bom dia a todos! Obrigado ao Alexandre Galante por ter aceito meu pedido de cadastro.

Quando se diz “o Brasil selecionou o Gripen E como seu caça preferencial de nova geração”, cabe um breve esclarecimento. Na verdade, o Gripen E/F é a versão com base nos requisitos da Suécia / Suíça (que não prosseguirá no Projeto). Por enquanto, a versão brasileira está sendo chamada apenas de Gripen NG.

Abraço.

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Muito antes da decisão do FX-2 Brasileiro e da desistência da Suíça, em fevereiro de 2013, a ministra da Defesa da Suécia em sessão oficial do parlamento sueco deixou claro que o requerimento sueco é SOMENTE para a variante Gripen E, perante o congresso do seu país a ministra reconheceu a possibilidade da futura existência da variante Gripen F. Porém nesta ocasião ela informou a decisão do Ministério da Defesa Sueco de manter em serviço 12 unidades do Gripen D até a entrega da 60ª unidade (então contratada) dos Gripen Es reformados a partir de células de aeronaves Gripen Cs.… Read more »

Grievous
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Grievous

Parece que voltamos à discussão do vencedor do FX2…
Posso colocar minha camisa de torcedor do SH de novo? Acho que não, né?
Vamos de Gripen e bola pra frente. É o melhor pra gente.
Não vejo a hora da notícia a cerca do contrato assinado aparecer aqui.
A propósito, esse tipo de contrato é de acesso público? Teremos acesso a detalhes?

Fabio ASC
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Fabio ASC

Senhores, a matéria é um tanto tendenciosa, para não dizer inverídica. Nenhuma peça dos Gripens Tailandeses foi fabricado na África do Sul, ou seja, dezenas de caças, resumen-se a 24 células sul-africanas.

Nenhuma encomenda de Gripens NOVOS foi feita desdes os tailandeses, estou errado?

E mesmo os “tais” E/F suecos serão “mudanças” nos C/D´s atuais.

Ou seja: Só os “defensores” do NG acreditam nesta versão.

Mas outubro está aí, ou “entregam” logo os caças ou, Graças a Deus, estes Grilos não voarão por aqui… nem por alí.

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

O desenvolvimento vai ser no Brasil feito pela AKAER a iniciar-se a partir do ano que vem como foi declarado pelo seu presidente em outro site de defesa. É claro com a ajuda técnica da SAAB. O FATO é que o governo da Suécia não encomendou o Gripen F, apenas o Gripen E. Portanto por mais que queiram dourar a pílula até prova em contrário o desenvolvimento em curso nas instalações da SAAB na Suécia refere-se única e tão somente ao Gripen E. Claro que a argumentação que o desenvolvimento do Gripen E será aproveitado no Gripen F sempre será… Read more »

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Cruuuzes execuÇÃO !!!

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Engraçado como um processo de fornecimento com transferência de tecnologia pode virar co-desenvolvimento de um passe de mágica… Mas deixa eu esclarecer uma coisa, eu acho que face a proximidade da baixa dos F-5M e A-1M (para iniciar respectivamente em 2025 e 2030) e que a expectativa é que os primeiros Gripen E cheguem mesmo em 2018, o primeiro esquadrão completo FX-2 só estará operacional em 2020/2021. Considerando os dois fatores o Gripen é um caminho sem volta pois precisaremos não só destes 36 iniciais como muitos mais para substituir os F-5M e A-1M quando a hora chegar. Da mesma… Read more »

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Nunão o KC-390 não tem seu desenvolvimento NORTEADO pelo requerimento da FAB ??? O Gripen F não tem previsão de ser usado na Suécia PORTANTO não existe um requerimento militar SUECO que norteie seu desenvolvimento. O Rafale e o Super Hornet são usados em suas forças aéreas no país de origem e devem ter seu desenvolvimento norteados sobre requerimentos sobre seus clientes. Homem o Gripen F NÃO. SE a FAB enfiar a cabeça no buraco no chão e acreditar que a SAAB tem um Gripen F para fornecer, COM CERTEZA, os engenheiros da AKAER ajudados pelos engenheiros da SAAB entregarão… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá.

Ainda não entendi qual o problema de se ter parte do Gripen produzida na África do Sul. Globalização é isso.
SDS.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Bipostos com assento traseiro significativamente elevado (tanto quanto treinadores tipo Hawk) é algo raro em caças supersônicos. Entre os de 4ª geração, só me vem à cabeça o Su-27UB (Su-30). E alguns são na mesma altura, como o F-16 e Typhoon.

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Nunão estamos divergindo, a meu ver, porque me parece temos visões distintas. Quando você fala: “Desde que “configurar mais profundamente o Gripen F para o Brasil” seja o que realmente o “governo/MD/FAB/COPAC/MB” queiram ou vejam necessidade, ok. Se não, ao invés de oportunidade, vai virar desvio de foco.” Se o Foco que falas é do mesmo tipo do foco de aviador que tanto critico no Comando do Brigadeiro Saito e da Copac que quer uma aeronave e o desenvolvimento aeronáutico é objetivo secundário subordinado a ponto de chamar turbina de commodity e não ter prestado NENHUM APOIO para que a… Read more »

Fabio ASC
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Fabio ASC

Dúvida:

Seria possível treinarmos nos D´s para voarmos os E´s ?? Ou então elevar alguns D´s para o padrão tecnológico dos E´s, claro que com perdas de alcance, etc e utilizarmos como treinadores?

Oganza
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Oganza

Meus caros, assim, da maneira como está o papo é que se tornou uma perda de foco. A Denel possui certificações que talvez só seja superada pelas da Embraer, mas em áreas diferentes, e isso se dá pelas décadas em que ela teve que trabalhar “sozinha” para desenvolver sistemas dentro do regime do apartheid que vigorava em seu país, na verdade o mesmo regime foi o combustível que alimentou a Denel, que ainda era a Kentron, e toda a industria de defesa sul-africana. Agora não vou ficar enumerando os diversos sistemas e projetos, quem quiser que vá pesquisar a sua… Read more »

demostenes
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demostenes
demostenes
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demostenes

Gripen

André Sávio Craveiro Bueno
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André Sávio Craveiro Bueno

Não sou engenheiro mas não me parece que o desenvolvimento e uma versão biplace do futuro Gripen seja algo absurdamente complexo. Sendo uma versão de uma aeronave que em breve estará fisicamente desenvolvida, ou melhor, bastante desenvolvida, creio que o acréscimo de um assento e redução do volume interno de combustível, ou, ainda, uma extensão (será conveniente?) do comprimento da versão monoplace. Desenvolvimento será necessário, mas, repito, não deverá exigir custos significativamente elevados e, em decorrência, investimentos demasiadamente vultosos.

Lembrando que ainda há a possibilidade da versão naval, que certamente demandaria modificações mais extensas.

André Sávio Craveiro Bueno
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Member
André Sávio Craveiro Bueno

Nunão, penso que os desafios de engenharia não serão grandes, de uma forma ou de outra e, portanto, o investimento financeiro. Como a aeronave precisa voar para obter sua certificação talvez aí esteja um grande custo. Mas por ser derivado, talvez a certificação precursora [do monoposto] faça a maior parte do trabalho.

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Pessoal

Não sei porquê tanta celeuma sobre a versão biposta do Gripen. O Brasil tocou praticamente sozinho o projeto do AMX biplace (no início a Itália nem queria. Isso mudou depois) e mesmo a aeronave utilizada para ensaios e tudo mais foi depois integrada à frota.

Vader
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Nossa, quanta gente querendo encontrar pêlo em ovo não? Que será que aconteceu? Será que o blog do sub-editor (apertem os cintos, o editor sumiu!!!) fechou e as doidivanas resolveram invadir a Trilogia? 🙂 E o “raciocínio” de alguns comentaristas não deixa de ser curioso: ele vai “cambiando” e adaptando a crítica (porque se trata apenas da vontade de criticar gratuitamente) conforme vai sendo contestado pela lógica dos fatos e da realidade, esta cruel… Rafale monoturbina? Gripen biturbina? Oras senhores rafalíticos, vão chorar na caminha, que é lugar quentinho… 🙂 Senhores, caiam na real: o Projeto Gripen-BR é uma REALIDADE!… Read more »

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Respeitando as idéias do amigo Gilberto Rezende, me parece que há um vício de raciocínio. Quem vai desenvolver alguma versão do GRIPEN, salvo melhor juízo, é a EMBRAER e seu corpo de engenheiros. A AKAER vai fornecer partes da estrutura da aeronave, atendendo ao projeto da EMBRAER/SAAB. A principal vantagem da aquisição do GRIPEN, como todos sabem, é permitir que a EMBRAER realmente participe do desenvolvimento do avião, e aí entra o modelo biposto. Nosso GRIPEN certamente será diferente de todos. Os requisitos são nossos. A aquisição/desenvolvimento desses oito biplaces, é óbvio, está dentro dos custos anunciados. Quanto ao ¨modelo… Read more »

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Vader, concordo com o comentário. Vai ao encontro do meu.

André Sávio Craveiro Bueno
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Member
André Sávio Craveiro Bueno

O texto não explicita mas a produção sul-africana deve estar dentro do que é de responsabilidade sueca. Mas não importa muito. O que é nosso de fato está guardado, ou melhor, encomendado.

Me abstenho de comentar o que foi posto por Vader e Rinaldo Nery por serem claros e definitivos, especialmente no que toca à competência da COPAC.

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Rianldo Nery: http://www.defesanet.com.br/gripenbrazil/noticia/15520/Saab-assume-participacao-de-15-por-cento-na-Akaer/ Cito presidente da AKAER: “A partir do próximo ano começaremos a trabalhar no projeto da versão biplace (com dois assentos) do Gripen, que será inteiramente desenvolvida no Brasil” Pode ser só o projeto da fuselagem, pode ser mais…. O FX-2 é um programa de obtenção de tecnologia para que no futuro a base industrial de defesa possa projetar e construir (sozinha ou associadamente) aeronaves militares para o Brasil. Caro Rinaldo as tecnologias elencadas são importantes mas em maior ou menor grau são as tecnologias para as quais a Embraer JÁ TEM alguma capacidade. A minha opinião é… Read more »

Vader
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Caro Gilberto, embora a declaração do Tenente Brigadeiro Saito de que turbinas são commodities possa chocar alguns amiguinhos mais aferrados a teorias esquerdistas de produção verticalizada do séc. XIX e menos atentos aos conceitos modernos de produção horizontalizada, pulverizada, centrada em redes e de GLOBALIZAÇÃO, é exatamente isso que elas são! COMMODITIES! Tanto é assim que a SAAB já afirmou à FAB que, havendo algum problema (de resto inexistente) com a exportação ou fabricação sob licença da turbina GE F-414 americana, é perfeitamente possível o uso no Gripen E da européia EJ-200, por exemplo. E da mesma forma, não é… Read more »

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

O Ten.Brig Saito está certo quando afirma ser a turbina uma commoditie. Produzir inteiramente no Brasil uma turbina como a F-414 apenas implicaria em maiores custos e o inevitável encarecimento do programa como um todo. O que se exige,na verdade, é que seja um modelo de trubina altamente difundido e que possa ser mantido no Brasil, algo alcançado pela F-414 visto ser a CELMA uma subsidiária da GE. Nem falo nada quanto à radares, pois isso já cansou…. Por fim, cabe lembrar que o Gripen não é o objetivo final mas sim a obtenção de um caça de 5ª Geração… Read more »

Oganza
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Oganza

hahahaha Parece que tem gente que fica lembrando do episódio onde aquelas dezenas de turbinas Rolls Royce Nene foram enviadas para a Rússia em um ato de boa fé no pós guerra. E essas mesmas turbinas serviram de base para a “formação” da industria de motores aeronáuticos soviéticos. E o PIOR… rsrsrs é que os vermelhuchus vem o episódio como uma grande passada de perna no ocidente… kkkkk Pois bem… 60 ANOS depois e os caras não conseguem fazer uma turbina decente de classe mundial equivalente as ocidentais. E a coisa é bem mais difícil em um mundo globalizado onde… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

“Pois bem… 60 ANOS depois e os caras não conseguem fazer uma turbina decente de classe mundial equivalente as ocidentais.”

E a AL-31 é o que na sua opinião, Oganza?

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Gilberto, acho que todas as réplicas dos amigos acima já responderam alguns dos seus argumentos. Os amigos estão certos. 1 – o GRIPEN F será projeto nosso, e isso já começou; 2 – o presidente da AKAER puxou a sardinha pra brasa dele. A AKAER só é capaz de fabricar as estruturas que a EMBRAER/SAAB determinarem. Quem desenvolve projetos de aeronave de combate é a EMBRAER (juntamente com a SAAB); 3 – fabricar motor a reação para aeronaves supersônicas no Brasil requer um aporte de recursos enorme, e muito conhecimento. A FAB não tem esse dinheiro. A aprovação do FX-2… Read more »

juarezmartinez
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juarezmartinez

Pessoal, vocês ainda dão trela para funcionário público a serviço do partido da verdade absoluta, pelo amor de Deus, esqueçam o besteirol desqualificado dessa figura. Cansou a o paciência de todos aqui no passado.

Grande abraço

juarezmartinez
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juarezmartinez

Clésio Luiz 8 de junho de 2014 at 19:28 #

“Pois bem… 60 ANOS depois e os caras não conseguem fazer uma turbina decente de classe mundial equivalente as ocidentais.”

E a AL-31 é o que na sua opinião, Oganza?

Não osou o Oganza,mas peço licença para opinar:

É um bom motor, mas ainda deixa a desejar em relação a motores ocidentais similares em relação a consumo, durabilidade, modularidade construtiva e manutenção.

Grande abraço

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Realmente o FUTURO na FAB está muito distante, que inveja que eu tenho dos indianos em termos de ambição.

Commodity é uma ova, se o Brasil em 15 anos quiser fabricar 200 Gripens e os deputados dos Eua podem não fornecer as turbinas SE ACHAREM que com 200 aeronaves o Brasil vais desequilibras a quintal americano no sul ou o tamanho da FAB não interessar ao pensamento estratégico americano.

BAITA independência…
A decisão é DELES e vamos pagar 4,5 bilhões no FX-2 para continuar tudo como está…

Vader
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Ora pare com o mimimi caro Gilberto… Se “usamericanu bobu feiu chatu i mau” resolverem rasgar dinheiro e não vender as turbinas a que se comprometeram o problema será dos SUECOS. Que podem muito bem trocar as turbinas por EJ-200, ou qualquer outra similar no mundo. Aprenda uma coisa: no mundo moderno NINGUÉM nem NADA é insubstituível! Não obstante não se preocupe: 1 – americano não rasga dinheiro; 2 – somos uma nação ALIADA deles, goste ou não o amigo, e apesar dos esforços do atual governo em confrontá-los; 3 – se estivermos construindo “200” caças daqui há 15 anos,… Read more »

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

A postura indiana de querer desenvolver um turbofan local tem explicação pelo seguinte:

– Estão acostumados com o péssimo pós-venda russo, conforme foi cabalmente mostrado na palestra proferida pelo Cel. Terrence Fornhoff.

– A China está logo ali e os países já entraram em guerra em 1962.

Não é caso do Brasil, onde o maior inimigo é sempre a histeria esquerdista de uma iminente invasão norteamericana. E quanto ao Congresso dos EUA, jamais iria vetar a venda de 200 motores aeronáuticos para o Brasil.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Você pode citar uma fonte para essas afirmações Juarez?

Oganza
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Oganza

No problema juarezmartinez 🙂 Oi Clésio, só alguns dados para corroborar o que o Juarez está dizendo: A AL-31F de fato é um produto digno de nota. Então vamos coloca-lo frente a um mesmo produto de mesma classe mas ocidental. Mas vamos de basicão: NPO Saturn AL-31F Comprimento: 196 in Diametro (max): 50 in Peso: 3.460 lb Potência: 16.700 lbf (seco) / 27,560 lbf (afterburn) Consumo: 0,87 lb/(lbf.h) seco / 1,92 lb/(lbf.h) afterburn ___________________________________________________ General Electric F110-GE-129 Comprimento: 182,3 in Diametro (max): 46,5 in Peso: 3.341 lb Potência: 17.420 lbf (seco) / 29,232 lbf (afterburn) Consumo: 0,78 lb/(lbf.h) seco /… Read more »

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Vader “usamericanu bobu feiu chatu i mau” fecharam TODAS as outras opções a mericanas (e israelensenses) de radar para o Gripen SUECO o que os obrigaram a temerária opção de INVENTAR o conceito de AESA swashplate a partir de suas três familias de radar distintas da Selex (500/1000E não AESA, e os AESAs Vixen E e SeaSprey E). http://www.aereo.jor.br/2014/03/19/novos-sensores-do-gripen-e-poderao-detectar-alvos-com-tecnologia-stealth/ “A Selex-ES vai entregar agora o que ela chama de sensores “C-model” à Saab, para instalação na aeronave demo e nas três aeronaves JAS 39E de desenvolvimento. Estas unidades são construídas com as normas de produção, diz Mason, mas não foram… Read more »

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Quando eu disse que os primeiros Gripen E podem chegar sem radar ou um radar não operacional, era sobre isto que eu estava falando…

E CORRIJO-ME TRIPLAMENTE:

Com o Radar, o IRST e o IFF em C-model na aeronave demo e nas três aeronaves JAS 39E de desenvolvimento e correr para qualificar os componentes para poder COMEÇAR a produção com componentes certificados…

Ou atrasar a produção da aeronave ou começar sem algum dos componentes….

Oganza
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Oganza

Clésio,

Os documentos da GE são parecidos com os desse ai de baixo, que no caso são os testes de uma GE-129 no F-16XL feitos pela NASA, mas é uma avaliação de fluxos de exaustão em testes acústicos tanto em solo como em 7 perfis de voo diferentes.

É bem detalhado e tem que ter um pouco de paciência…. rsrsrs COMO o Bosco consegue? rsrsrsrs

http://www.nasa.gov/centers/dryden/pdf/88434main_H-2122.pdf

Sds.

Vader
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Caro Gilberto e seu raciocínio mutante, eu estava a falar de turbinas e vc muda de novo pro radar… E nem assim tem melhor sorte: vc tem ALGUMA evidência de que a SAAB escolheu o Raven da Selex-Galileo porque “usamericanu i us judeu fecharu as porta” pra SAAB? Não, não tem. Não tem porque isso NOM ECXISTE! A não ser na sua cabeça e de outros como você… A SAAB é grandinha o suficiente pra saber muito bem escolher o que põe no seu caça. E a Suécia é um ALIADO dos EUA, seus caças utilizam peças e armamentos americanos… Read more »

R. Milk
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R. Milk

Prezado Gilberto Rezende, apenas para eu entender (não é pessoal), você discorda de se considerar o motor como commodity e inveja a Índia, por outro lado acha um absurdo se optar por desenvolver um radar?

Vader
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Ele é assim mesmo..

Oganza
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Oganza

Vader
9 de junho de 2014 at 14:40

“Ele é assim mesmo..”

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

é tipo aquele médico do pinel que olha para aquele caso perdido que vagueia pelo corredor:

– Aquele ali…, esquece. Ele fica assim mesmo, fala com Deus o dia inteiro como se fosse Deus. Já até vi ele dizendo coisas como – “Será que só você não enchergar que sou sua maior criação?”.

rsrsrsrsrs Sds.

Vader
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É nada, isso aí não é doidice não. Como todo bom adepto de ideologias do séc XIX o Sr. Gilberto acredita na máxima que diz que “uma mentira repetida mil vezes vira uma verdade”. Aliás, Lênin já pregava essa máxima, que posteriormente foi elevada ao estado-da-arte pelo SOCIALISTA-nacional Goebbels.

Isso aí é método. 😉

Oganza
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Oganza

Afff se isso é o método, como é o processo?

hahaha será que: a MENTIRA é método e a repetição é o PROCESSO?

ainda bem que a semântica é sempre a mesma, fica fácil de identificar…. kkkkkk

Sds.