quinta-feira, setembro 23, 2021

Gripen para o Brasil

Envolvimento da HAL indiana com o Su-30 MKI vai a 222 aeronaves

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Produção de mais 42 jatos Su-30 MKI, fruto de contrato assinado com a Rússia, amplia o envolvimento da Hindustan Aeronautics Limited com o caça que é o principal meio de defesa aérea da Índia

O jornal indiano Times of India trouxe matéria destacando o envolvimento da estatal aeronáutica indiana HAL (Hindustan Aeronautics Limited ) com o caça Su-30 MKI, da russa Sukhoi. O contrato, assinado na segunda-feira entre o Ministério da Defesa da Índia e a Rosoboronexport (empresa russa de exportação de defesa) elevou esse envolvimento: “A responsabilidade total da HAL com esse avião supersônico multitarefa agora subiu para 222. Isso vai ampliar nossa confiança e operações, na medida em que já entregamos 119 Su-30 para a Força Aérea Indiana. Nós continuaremos a contribuir para a prontidão da defesa do país”, disse R K Tyagi, “chairman” da HAL.

O Su-30 MKI é o caça todo-tempo de linha de frente da Índia, voltado à dominação do espaço aéreo e que também oferece capacidade multitarefa. O jato é equipado com dois motores AL-31FP e com aviônicos no estado da arte, tanto de origem russa quanto ocidental.  Em setembro, de 2012, a Força Aérea Indiana introduziu o Su-30 na Base Aérea de Halwara, em Punjab, próxima à fronteira com o Paquistão, onde os novos caças substituíram antigos MiG-23.

Em comunicado oficial, a HAL informou que o acordo atual envolve 157 fornecedores indianos, responsáveis por 13.350 componentes do jato. Outros 19.450 componentes são fabricados nas divisões da HAL em Nasik e Koraput. As células são produzidas em Nasik, motores em Koraput, acessórios (comunicação e navegação) em Hyderabad, partes de sistemas hidráulicos, pneumáticos, de combustível e de instrumentos em Lucknow, e telas dos aviônicos e de INGPS (sistema de navegação inercial e por satélite) em Korwa. Trabalhos de manutenção e de reparos da frota em operação já foram iniciados em linhas dedicadas nas instalações de Nasik.

FONTE: Times of India (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTO: Força Aérea Indiana

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Giordani

A pergunta é: a HAL consegue absorver mais este envolvimento? Ela já tem o Tejas (que está penando a 20 anos), está envolvida com o transporte russo e outros tantos projetos…
Será que o passo não é maior que a perna? Estava lendo postagens num sítio indiano (ou da região, sei lá) que os profissionais da HAL tem um alto índice de estresse no trabalho…

Vader

Curioso que enquanto se noticia que as negociações com a Dassault sobre o Rafale estão cada vez mais emperradas a Índia vá às compras com a Rússia.

Sei não. Mas pode ser que estejamos assistindo ao epílogo do MMRCA.

uitinaxavier

A HAL e uma grande empresa, foi uma das primeiras fabricas fora das grandes potencias a projetar e construir um caça supersônico.

http://en.wikipedia.org/wiki/HAL_HF-24_Marut

Groo

O Paquistão e a China estão lá para lembrar a Índia de não se descuidar da defesa.

Mauricio R.

Enquanto isso, no quintal do vizinho:

O HUD holográfico do J-16, é vcs estão lendo certo: J-16!!!

(http://china-defense.blogspot.com.br/2012/12/photo-of-day-j-16s-holographic-hud.html)

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