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Sukhoi Su-35 - foto OAK - UAC

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Proposta russa incluiria 100% da tecnologia para produção do Su-35, assim como elementos da tecnologia do caça de quinta geração

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Segundo reportagem da Ria Novosti realizada a partir do Peru,  a agência russa de exportação de defesa Rosoboronexport está oferecendo mais do que o sistema antiaéreo Pantsyr ao Brasil: o caça Sukhoi Su-35 também é oferecido.

A reportagem trouxe a informação de que o chefe da Rosoboronexport, Sergei Ladygin, disse que a oferta do Su-35 ao Brasil se dá por fora da concorrência F-X2, em andamento. Em 2009, o caça russo não foi incluído entre os três finalistas da disputa. Ladygin afirmou: “Apesar da Rússia ter saído da competição, nós ainda assim fizemos uma oferta paralela ao Brasil, fora da concorrência, para mísseis Pantsir e caças Su-35. A nossa proposta está sendo examinada.”

Sukhoi Su-35 - foto 2 OAK - UAC

O executivo, que participa de uma exposição de armamentos em Lima, capital do Peru, disse ainda que a Rússia está pronta para transferir toda a tecnologia para a produção do Su-35.

“Estamos pront0s para transferir 100% da tecnologia para a produção do caça Su-35, até mesmo com elementos da tecnologia do caça de quinta geração, disse Ladygin. O Sukhoi Su-35 é um caça multitarefa que foi considerado de “4++ geração, utilizando tecnologia de quinta geração” (Nota do editor: a frase está entre aspas na matéria original mas não é dito quem a pronuncia). Equipado com dois motores 117S com vetoração de empuxo, combina alta manobrabilidade com a capacidade de engajar diversos alvos aéreos simultaneamente.

Su-35 três vistas - imagem UAC

Quanto ao Pantsyr-S, produzido pela KBP, trata-se de um sistema que combina dois canhões de 30mm e doze lançadores de mísseis 57E6 guiados por comando de rádio, num veículo que também é equipado com um radar de controle de tiro e sensor eletro-óptico.

O sistema é projetado para engajar diversos tipos de alvos a baixas altitudes, a um alcance de 20km para os mísseis e 4km com os canhões, segundo a KBP, e a versão de exportação Pantsyr S1 já foi vendida para os Emirados Árabes Unidos, a Síria e a Argélia.

Desenvolvimento de sistema de defesa aérea de longo alcance com a Turquia

O ponto mais destacado da reportagem da Ria Novosti, porém, é a afirmação de que a Rússia está pronta para desenvolver um complexo de sistema de defesa aérea de longo alcance com a Turquia, baseado no sistema de mísseis superfície-ar S-300. A afirmação também é creditada ao chefe da Rosoboronexport, Sergei Ladygin.

Segundo a reportagem, a Turquia lançou uma concorrência para adquirir um sistema de defesa aérea de longo alcance há bastante tempo, mas até hoje nenhum vencedor foi anunciado. Ladygin afirmou que “a Rússia está pronta para oferecer, como parte do programa, um produto conjunto russo-turco baseado no sistema Antey-2500 (versão de exportação do sistema S-300). Por exemplo, a montagem do sistema de defesa aérea num chassis turco”.

A Rosoboronexport também propôs que a Rússia e a Turquia unissem esforços para promover esse sistema de defesa aérea para mercados do terceiro mundo, segundo o executivo. “É possível discutir a venda da licença de produção desse sistema em outros países do mundo”, disse Ladygin.

S-300 sistema de mísseis superfície-ar - foto via Ria Novosti

A versão avançada do sistema de mísseis S-300, denominada S-300PMU1, tem um alcance de mais de 150km e pode interceptar mísseis balísticos e aeronaves a baixas e altas altitudes, sendo efetiva para rechaçar ataques aéreos, segundo a reportagem.  O S-300V/Antey 2500 (SA-12 Gladiator/Giant) consiste num veículo de comando, uma série de radares avançados e até seis veículos remuniciadores assignados para cada lançador.

Rosoboronexport quer assinar contrato de helicópteros Mil Mi-17, com o Peru, até o fim do ano

Ainda segundo o executivo russo, a Rosoboronexport também pretende assinar um contrato, até o final do ano, para fornecer 24 helicópteros Mil Mi-17 para o Peru. A aeronave Mi-17V-5 é projetada para tarefas utilitárias de carga, podendo acomodar até 36 opassageiros ou quatro toneladas, oferecendo painel com telas multifunção e motores TV3-117VM aprimorados.

Atualmente, o Exército Peruano opera cerca de 100 helicópteros Mil, segundo a reportagem.

Mi-17 - foto via RIA Novosti

FONTE: RIA Novosti (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

IMAGENSOAK - Объединенная авиастроительная корпорация  (UAC – United Aircraft Corporation) e RIA Novosti

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C-98 Caravan no exercício binacional PARBRA III - foto ten Enilton - FAB

O Esquadrão Onça (1º/15º GAV) empregou os C-98 Caravan no exercício binacional PARBRA III, que mobilizou militares de várias unidades da Força Aérea Brasileira e da Força Aérea Paraguaia, realizada na última semana. As aeronaves figuraram como alvo no treinamento de pilotos de caça nas missões de interceptação realizadas pelos A-29 Super Tucano do Esquadrão Flecha (3º/3º GAV) e dos T-27 Tucano da Força Aérea Paraguaia.

A missão do alvo consiste em decolar da Base Aérea de Campo Grande (MS) com destino à cidade de Concepción, no Paraguai, simulando tráfego irregular. Ao cruzar a fronteira, a aeronave é interceptada pelos caças paraguaios. Na volta, o C-98 é interceptado pelos A-29 brasileiros.

De acordo com o comandante do Esquadrão Onça, Tenente-Coronel Ricardo Feijó, a unidade aérea, que também opera a aeronave C-105 Amazonas costuma atuar nas mais diversas missões, como lançamento de cargas, UTI aérea, entre outros.

C-98 Caravan no exercício binacional PARBRA III - foto 2 ten Enilton - FAB

FONTE: / FOTOS: FAB (Cecomsaer)

havana-airport-satelite

vinheta-clipping-aereoBrasil e Cuba deram outro passo de aproximação com a assinatura do memorando de entendimento em que o Brasil concede um crédito de 176 milhões de dólares para modernizar cinco aeroportos cubanos, durante a visita de um ministro brasileiro à ilha, fontes de ambos os países informaram nesta terça-feira.

O ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, assinou na segunda-feira em Havana um “memorando de entendimento que estabelece os critérios para a concessão de um crédito de 176 milhões de dólares para a modernização de cinco aeroportos cubanos”, disseram fontes brasileiras.

“Esses recursos vão financiar a exportação de bens e serviços brasileiros para a ampliação e modernização dos aeroportos de Havana, Santa Clara (centro), Holguín (oriente), Cayo Coco (na costa norte) e Cayo Largo (costa sul)”, acrescentaram as fontes.

Pimentel, que também se reuniu na segunda-feira com o presidente cubano Raúl Castro, assinou o memorando com o ministro cubano de Comércio Exterior e Investimento Externo, Rodrigo Malmierca, segundo as fontes.

Raúl Castro e Pimentel conversaram “sobre o excelente estado das relações bilaterais e ratificaram a vontade de continuar fortalecendo-as”, disse o jornal oficial Granma, que não informou nada sobre o crédito.

Os cinco aeroportos estão relacionados com o turismo, segunda fonte de receitas da economia cubana, que aporta cerca de 2,5 bilhões de dólares anuais.

A visita de Pimentel a Cuba coincide com a visita ao Brasil do chanceler cubano Bruno Rodríguez, que na segunda-feira se encontrou com a presidente Dilma Rousseff e seu homólogo Antonio Patriota, segundo a imprensa.

Rodríguez e Patriota analisaram a possível contratação de cerca de 6.000 médicos cubanos para trabalhar em áreas que carecem de profissionais de saúde no Brasil, em um acordo que envolve a Organização Panamericana da Saúde.

A exportação de serviços médicos é a primeira fonte de renda da economia cubana. Cerca de 40.000 médicos trabalham na Venezuela e outros países, e seus serviços rendem 6 bilhões de dólares anuais à ilha.

Brasil é o sexto sócio comercial de Cuba, seu principal fornecedor de alimentos e um importante comprador de medicamentos e vacinas cubanas. O comércio bilateral alcançou um recorde de 662 milhões de dólares em 2012.

O investimento brasileiro está em ascensão em Cuba. O gigante da infraestrutura Odebrecht amplia e moderniza o porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, um projeto de cerca de 1 bilhão de dólares, dos quais 600 milhões vêm de um crédito de Brasília.

FONTE: Agência France-Presse, via www.em.com.br

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Gripen at Emmen air base, Switzerland. January 2013.

Na foto acima, o demonstrador da nova geração (NG) do caça sueco Gripen, às vezes também chamado de aeronave de testes do Gripen F (embora as possíveis encomendas de nova geração ainda só tratem do modelo E, monoposto), é visto demonstrando uma carga de quatro mísseis Meteor de médio alcance e dois IRIS-T de curto alcance.

A demonstração foi feita em janeiro deste ano na Suíça. Pode-se reparar, clicando na foto para ampliá-la, que há duas estações vazias na fuselagem ao lado da que está ocupada por um tanque externo central. Podemos contar seis mísseis ar-ar no total.

Gripen E nas cores da Força Aérea Suíça - ilustração Saab

Numa possibilidade mostrada em ilustração da Saab da futura aeronave suíça, logo acima, pode ser vista uma carga de três mísseis Meteor sob a fuselagem (um deles no lugar do tanque central externo da foto do alto), além dos quatro sob as asas, aos quais se somam os dois IRIS-T dos trilhos pontas das asas. Nessa imagem que já foi divulgada aqui no site, um total de  nove mísseis ar-ar poderia ser levado pelo caça – evidentemente à custa de outras cargas externas, como tanques de combustível.

Já imagem no site da campanha do caça para o Brasil, logo abaixo, há uma ilustração com várias possibilidades de transporte de mísseis ar-ar, com a diferença que, na estação central da fuselagem (denominada 5C), não aparece a possibilidade de transporte de um míssil ar-ar como na imagem acima.

Gripen - cargas externas de mísseis ar-ar  - imagem Saab

Outra curiosidade é que apenas os mísseis de médio alcance  AIM-120 aparecem como possibilidades nas duas estações da fuselagem (5R e 5L), com o Meteor surgindo como opção apenas nos pilones sob as asas (vale lembrar que a estação 4, mais à frente sob a fuselagem, é destinada a um pod designador). Assim, o máximo de mísseis ar-ar transportados nesta ilustração, em variadas opções, chega a um máximo de oito unidades.

Com a continuidade do desenvolvimento da nova geração do caça para a Suíça e a Suécia, decorrente da aprovação de verbas para esse fim (veja links abaixo) é possível que essas diferentes configurações divulgadas em momentos diversos se consolidem. Assim, com a eventual produção de novos protótipos para as campanhas de testes da nova versão (um deles previsto para este ano, conforme matéria da lista abaixo), talvez vejamos nos próximos anos a divulgação de imagens com mísseis sendo transportados nessas estações da fuselagem, ou mesmo fotos de testes de separação das armas.

IMAGENS: Saab

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A-Darter - maquete na LAAD 2011 - foto Nunão - Poder Aéreo

Em nota do Ministério da Defesa divulgada na quarta-feira, 6 de março, tratando do “diálogo conjunto de defesa” entre Brasil e África do Sul, há um pequeno trecho relacionado ao míssil ar-ar A-Darter, afirmando que a arma entrará em produção neste ano:

“Na avaliação de Amorim, Brasil e África do Sul são parceiros de grande potencial. (…) Segundo o ministro, esse potencial está comprovado pelo projeto do “A-Darter”, míssil ar-ar de quinta geração desenvolvido conjuntamente entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Força Aérea Sul-africana. Os novos mísseis, cuja produção terá início ainda em 2013, vão ser utilizados pelas aeronaves F-5M da FAB e por aeronaves Gripen sul-africanas.”

Vale acrescentar que, em sua relação de comunicados divulgados em 2012, a Denel afirmava numa nota sobre parcerias em mísseis guiados que a produção seria iniciada no final de 2014 (trecho: “Denel Dynamics is already successfully partnering with Brazil in developing the A-Darter air-to-air-missile, with production scheduled to start at the end of 2014″). 

Comunicado da FAB de março do ano passado indicava que o término da fase de desenvolvimento do míssil estava previsto para o final deste ano, enquanto nota do mês de dezembro indicava o início das entregas em 2015.

Como boa parte das notícias do mercado de defesa sobre programas internacionais costuma falar de atrasos, e não de adiantamento de prazos, caso a previsão se confirme seria uma boa notícia relacionada ao programa do míssil (embora reportagens anteriores falassem de datas mais próximas – consulte os links ao final).

Para ler o restante da nota do Ministério da Defesa, clique aqui para acessar matéria no Blog das Forças Terrestres. Para saber mais sobre o desenvolvimento do míssil A-Darter, clique nos links abaixo.

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Atraso emperra projeto espacial

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Depois de receber R$ 391,5 milhões da União e conviver com sucessivos atrasos, projeto comercial para lançar satélites a partir do Brasil corre risco de não se viabilizar. Governo busca saída “estratégica”"

 

Com sucessivos adiamentos, mercado se fecha a programa de lançamento comercial de satélites

Roberto Maltchik

Aventura espacial

 

vinheta-clipping-aereoDepois de irrigar com R$ 391,5 milhões ao longo dos últimos seis anos o mais audacioso projeto de lançamento comercial de satélites em solo brasileiro, o governo federal concluiu que é elevado o risco de o negócio simplesmente não se viabilizar e, agora, busca uma saída “estratégica” para justificar o investimento. Além do descompasso orçamentário, a ausência de um acordo tecnológico com os Estados Unidos, a inexistência de data de lançamento e a administração errática da Alcântara Cyclone Space (ACS) no governo Lula levaram o empreendimento – cujo investimento mínimo, para cada país, alcançará R$ 500 milhões – a um ponto crítico, que obrigou o Palácio do Planalto a revisar silenciosamente seu objetivo.

Tratado assinado entre Brasil e Ucrânia, em 2006, previa objetivamente que a ACS seria criada para que o Brasil entrasse no restrito e altamente qualificado mercado internacional de lançamento de satélites, que renderia aos dois países US$ 50 milhões, por lançamento. Seis anos depois, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informa que a “transferência de tecnologia”, integrada à construção do Centro Espacial de Alcântara (MA), em área cedida pela Aeronáutica, “por si só, justifica o investimento”. Ocorre que o tratado que criou a binacional, aprovado pelos Parlamentos ucraniano e brasileiro, não prevê transferência tecnológica.

“A Alcântara Cyclone Space tem por missão o desenvolvimento do Sítio de Lançamento do veículo lançador Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara e a execução, a partir do mesmo sítio, de lançamentos comerciais, bem como aqueles de interesse da República Federativa do Brasil ou da Ucrânia”, diz, textualmente, o enunciado da “missão” da Alcântara Cyclone Space, disponível no site da empresa. Funcionários da empresa e técnicos do MCTI asseguram: não há transferência de tecnologia na fabricação do equipamento.

Trunfo do brasil

O trunfo do Brasil para desenvolver o programa de lançadores é a localização geográfica de Alcântara, encravada na Linha do Equador. Isso significa não só economia de propelente (combustível) como também mais capacidade para transportar cargas úteis. Porém, lançar comercialmente o foguete Cyclone-4, em construção na cidade ucraniana de Dnipropetrovsk, envolve muito mais que ter um sítio pronto e um foguete construído, o que ainda não existe. Se antes a meta era fazer o primeiro lançamento em 2010, agora passou para 2014.

Entre analistas do mercado espacial consultados pelo GLOBO ao longo de dezembro, o uso comercial do Cyclone-4 não passa de um “projeto”, repleto de incertezas nos campos técnico e geopolítico. E – em tais condições – os grandes clientes deste multibilionário nicho não apostam um centavo.

No campo geopolítico, a ACS não está autorizada a lançar sequer um artefato ao espaço com componente fabricado nos Estados Unidos, pela ausência de um acordo de salvaguarda tecnológica entre Brasil e EUA, barrado no Congresso em 2002, principalmente por força do PT, à época o principal partido de oposição ao governo Fernando Henrique. E cerca de 90% de todos os satélites em operação, hoje, têm componentes americanos.

Até o fim do governo George W. Bush (2001-2009), a doutrina da Casa Branca era não permitir o acordo. Historicamente, os EUA apresentam profundas restrições ao programa de lançadores do Brasil, uma vez que seus componentes têm uso duplo: civil e militar, ou seja, servem a foguetes e mísseis. Paradoxalmente, os EUA reconhecem Alcântara como excelente local para lançamentos, inclusive, de seus próprios foguetes. Mas Alcântara convive com um impasse que envolve comunidades quilombolas remanescentes que vivem na região, e que, ao longo da década passada, literalmente expulsaram a ACS da área previamente reservada à instalação de inúmeros sítios de lançamento: ou seja, falta área disponível para transformar Alcântara num centro internacional de lançamento comercial de satélites.

Neste momento, o Itamaraty negocia o acordo, em caráter sigiloso, com o governo Obama. O MCTI classifica o assunto como “de grande relevância”. O Ministério de Relações Exteriores (MRE), a ACS e a embaixada dos EUA não comentam o assunto especificamente. Até agora, não há solução à vista.

- Precisamos muito disso (o acordo com os EUA) para tornar comercial o sítio de lançamento de Alcântara. O acordo é super importante. Esse assunto é objeto de discussão no Itamaraty, que o analisa com muito cuidado – afirmou ao GLOBO o presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho, que nega a mudança de rumo no projeto Cyclone-4, apesar de inúmeras confirmações no sentido contrário: – O objetivo não mudou. O objetivo é comercial e estratégico.

Em abril do ano passado, de acordo com a embaixada americana, Brasil e Estados Unidos realizaram um debate “positivo” sobre segurança espacial. Em dezembro, o Ministério da Defesa e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos fizeram nova rodada de negociações, um mês depois de uma delegação dos Estados Unidos visitar Alcântara.

Oficialmente, a ACS não quis se pronunciar. Porém, funcionários da empresa pública binacional reconheceram ao GLOBO que, sem acordo de salvaguardas ou data de lançamento estabelecida e apresentada aos operadores do mercado, não há condições de atrair clientela, que atualmente contrata lançadores nos EUA, na Europa e na Ásia. Ou seja, a cada dia que passa as opções de mercado do sistema ucraniano-brasileiro ficam mais restritas. Restrições que se ampliam considerando a desconfiança do mercado quanto às limitações ucranianas – país descapitalizado depois da crise financeira de 2008 – para o desenvolvimento de novas tecnologias de segurança de voo.

Entraves administrativos

Um analista do mercado, sob a condição do anonimato, afirma que os grandes fornecedores de Europa e Estados Unidos, eventuais concorrentes da ACS, recebem suporte de suas nações para vender lançamentos para clientes desses países, os principais do mercado mundial. A essas nações, portanto, não interessa a presença de um novo concorrente, em condições geográficas vantajosas.

O governo brasileiro também convive com entraves administrativos para “adaptar os projetos inéditos e complexos em desenvolvimento na Ucrânia às normas construtivas brasileiras”, informa o Ministério da Ciência e Tecnologia.

O que há hoje é um empreendimento em franca expansão no município de Alcântara, com maquinário pesado ucraniano desembarcando no porto da cidade. Também há cooperação técnica Brasil-Ucrânia na implementação de itens no centro de lançamento, comprados na Ucrânia com dinheiro brasileiro. Há, sim, chance de o Cyclone-4 só mandar ao espaço satélites brasileiros e ucranianos. Mas nem o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que opera o programa de satélites do Brasil, tem planos para contratar o foguete, que oferece mais capacidade do que a exigida pelos projetos de satélites desenvolvidos no país.

FONTE: O Globo

NOTA DO EDITOR: o Brasil é o único país do mundo que consegue sabotar a si mesmo.

LEIA A SEGUIR OUTRO CASO DE AUTO-SABOTAGEM

  • O Brasil na Estação Espacial Internacional

Item está na parte relativa a “Cooperação militar e de defesa” da “Declaração Conjunta da Presidenta da República Federativa do Brasil e do Presidente da República Francesa – Paris, 11 de dezembro de 2012 “, disponibilizada pelo Itamaraty. Segue abaixo o trecho, com algumas partes grifadas pelo Poder Aéreo. Para acessar toda a declaração no site do Ministério das Relações Exteriores, clique aqui.

“Os Presidentes do Brasil e da França saúdam o amplo escopo, a qualidade e a densidade da cooperação bilateral em matéria de defesa. A participação do Brasil nas consultas para elaboração do Livro Branco sobre a Defesa e a Segurança Nacional francês demonstra o alto nível de confiança que se estabeleceu entre o Brasil e a França ao longo dos anos.

Desejam continuar a cooperação em matéria de projetos e programas de equipamento de defesa com participação conjunta das duas partes no acompanhamento da transferência de tecnologia, em benefício da indústria de defesa dos dois países.

Com base na boa implementação dos programas em curso, os Presidentes recordam o interesse compartilhado na cooperação entre dois países que são comparáveis e complementares em diversos aspectos, industriais e tecnológicos, assim como em sua concepção das questões estratégicas e em sua busca de autonomia.

Essa cooperação, que se inscreve no quadro privilegiado do Grupo de Trabalho Conjunto, ocorrerá nas áreas aeronáutica, naval, terrestre e espacial. Essa cooperação representa oportunidade de criação de empregos e de transferência de tecnologia para os dois países. Os Presidentes do Brasil e da França solicitam a seus Ministros da Defesa que formulem novas propostas de cooperação nessas áreas da indústria de defesa, e que as reportem ao longo do ano de 2013.

Em matéria de cooperação militar, eles desejam igualmente que o relacionamento entre as forças armadas dos dois países se aprofunde ainda mais, por meio de reuniões de Estado-Maior e de planos de cooperação bilateral. O objetivo principal é reforçar a interoperabilidade das forças, adensar o intercâmbio em matéria de doutrina e de organização e desenvolver a formação dos quadros de defesa.

O Brasil e a França desejam elevar o nível da cooperação operacional na fronteira comum da Guiana Francesa, promover e facilitar a participação conjunta em operações sob mandato das Nações Unidas, como a que tem lugar no Haiti, e incrementar as atividades comuns nos espaços de interesse compartilhado no Atlântico Sul e no Caribe, assim como na África Ocidental e no Golfo da Guiné.”

Também consta da declaração a questão da reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas:

“Os Presidentes do Brasil e da França decidem reforçar a concertação nas Nações Unidas, a fim de promover a reforma da governança global. Acordam, em particular, promover a reforma do Conselho de Segurança com vistas a reforçar sua representatividade e incrementar a autoridade do sistema de segurança coletiva, por meio, principalmente, de sua ampliação a novos membros permanentes e não-permanentes. Reafirmam a vocação do Brasil e de seus parceiros do G-4 a se tornarem membros permanentes, bem como seu desejo de presença reforçada da África, inclusive entre os membros permanentes.

O Brasil e a França estão decididos a estabelecer estreita relação de trabalho sobre todos os assuntos da agenda do Conselho de Segurança, com o intuito de avançar a causa da paz e da segurança internacionais.”

FONTE: Ministério das Relações Exteriores

FOTO: Palácio do Planalto

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O site “Interdefensa Militar Argentina” publicou nesta quarta-feira, 5 de dezembro, notícia a respeito de demonstrações operacionais que estão sendo feitas no país vizinho do sistema EMB 145 AEW&C da Embraer.

Segundo a reportagem, no dia 2 de dezembro um EMB 145 AEW&C (E-99 FAB 6704) da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou à I Brig. Aérea “ El Palomar”, da Força Aérea Argentina. A notícia acrescenta que não se trata de um simples fato protocolar, pois a visita da aeronave tem um caráter de missão militar ligada ao acordo prévio dos ministérios da Defesa de Brasil e Argentina.

O E-99 FAB 6704 chegou acompanhado de um Hercules C-130, também da FAB, que trouxe equipamentos de apoio. A missão brasileira deverá permanecer na Argentina por duas semanas, realizando demonstrações operacionais do sistema de AEW&C (alerta aéreo antecipado e controle). Ainda segundo o site, a Argentina avalia a possibilidade de alugar três aeronaves, podendo em seguida adquirir três exemplares novos, para a missão principal de controlar a fronteira norte do país.

A matéria também faz referência ao desenvolvimento dessa tecnologia ISR (sigla em inglês para inteligência, vigilância e reconhecimento) pela empresa argentina INVAP, embora os primeiros resultados desse trabalho não devam aparecer antes de uma década.

FONTE / FOTOS: Interdefensa Militar Argentina (matéria de M.R. Cimino e foto do alto de B. Inchcape)

Tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em espanhol

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Matéria do ‘La Tribune’ afirma também que novo radar é ‘a arma mortal do Rafale para exportação’

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Em reportagem com o título “Le radar RBE2, l’arme fatale du Rafale à l’export”, publicada em 2 de outubro, o jornal francês “La Tribune” analisa as implicações da entrega à Direção Geral de Armamento francesa (DGA) do primeiro exemplar de produção do Rafale equipado com o novo radar RBE2 AESA (varredura eletrônica ativa), realizada no mesmo dia. Para o jornal, o radar vai ampliar as chances de exportação do caça francês fabricado pela Dassault Aviation.

O caça, cuja entrega foi anunciada pela Dassault e pela Thales (empresa responsável pelo radar) é destacado como o primeiro caça europeu com esse tipo de radar. O RBE2 AESA aumentará enormemente o desempenho operacional do caça francês, que já compete com os melhores do mundo, incluindo os norte-americanos.

É esse ponto que a reportagem explora, enquanto trata das vantagens do radar (maior alcance, capacidade de acompanhar quarenta alvos simultaneamente e atacar oito,  exploração plena das capacidades do míssil Meteor e menores custos de manutenção): o Rafale “já é temido pelos Estados Unidos” (Le Rafale est déjà craint par les Etats-Unis). A matéria dá a entender que esse “temor” tende a crescer juntamente com o potencial de exportação do caça.

Sobre essa competitividade, o jornal destaca que em exercícios do curso de liderança tática (ATLC) realizado nos Emirados Árabes Unidos em 2009, a versão do Rafale ainda sem o radar AESA se destacou, segundo o jornal, em combates simulados com o F-22 Raptor dos Estados Unidos, referência entre os novos aviões de combate.

O La Tribune afirma que foram realizados seis combates com o F-22, e o Rafale foi “derrubado” em apenas um deles, com os outros cinco tendo resultado nulo. E agora o Rafale passa a contar com o que de melhor há na Europa na tecnologia AESA, o que inclui a Rússia, “que ainda não desenvolveu esse radar”.

Para o jornal, o RBE2 AESA certamente vai trazer mais exportações ao Rafale. Nesse mercado, a Dassault está em negociações exclusivas com a Índia (126 caças), esperando-se que sejam concluídas antes do final de março de 2013. A empresa também está negociando com os Emirados Árabes Unidos, (60 unidades), “tem boas chances de vender o Rafale ao Brasil” (36 aeronaves), ao Qatar (12 a 36 caças) e, em menor grau, para a Malásia.

FONTE: La Tribune (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Dassault

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Custo que venceu a concorrência indiana não bastaria para cobrir valores adicionais dos requerimentos técnicos do MMRCA, que seriam bancados por outras encomendas de exportação

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O jornal “The Indian Express” publicou na sexta-feira, 14 de setembro, uma reportagem cujo título é uma pergunta: “Será que a Índia vai acabar pagando mais pelos caças Rafale?”.

O anúncio de 31 de janeiro de que a fabricante francesa do Rafale, a Dassault Aviation, venceu sua rival Eurofighter e emergiu como a oferta de menor valor para o programa MMRCA (avião de combate multitarefa de porte médio) marcou o início de uma nova fase do programa: a negociação comercial exclusiva para o contrato de mais de 10 bilhões de dólares, entre o Ministério da Defesa e a Dassault. Desde então, mais de sete meses se passaram mas as conversas parecem não levar a lugar algum, segundo o jornal.

Qual seria o motivo da demora? Baseado em informações de domínio público, o Indian Express afirma que os pontos controversos são “custos” e “transferência de tecnologia”.

Segundo o jornal, para ganhar o contrato a empresa francesa colocou um preço irrealisticamente baixo, e agora procura meios para aumentar o custo. Por que teria feito isso? O Indian Express arrisca algumas explicações possíveis.

Poderia ter tentado garantir a disputa com um preço baixo e, a partir da “amarração” do cliente, ditar seus próprios termos. Logo após o anúncio da vitória do Rafale, um artigo do periódico francês “Le Canard Enchainé” afirmou que o valor “de etiqueta” seria baixo, e que em seguida os adendos seriam vendidos a custo maior.

Outra explicação é que a empresa, provavelmente, omitiu alguns custos de sua oferta comercial relacionados à customização da versão francesa do Rafale para os requerimentos indianos. Isso porque, além da Índia, a Dassault tenta vender a aeronave ao Brasil e aos Emirados Árabes Unidos. O plano, ao que parece, era custear certas modernizações das capacidades da aeronave com dinheiro brasileiro e dos Emirados, repassando então esses melhoramentos à Índia sem custo extra.

Mas, infelizmente, o Brasil ainda não se decidiu pela compra e os Emirados, desgostosos com a intransigência das cláusulas comerciais oferecidas, solicitaram uma oferta do consórcio Eurofighter. Antes que contratos no Brasil e nos Emirados pudessem se concretizar, a negociação indiana avançou para uma fase decisiva, e agora a Dassault precisa enfrentar o dilema de como e quando se comprometer com os requerimentos técnicos do MMRCA sem fazer a Índia pagar um valor extra.

Por fim, é possível que o Governo Francês pretenda subsidiar a oferta do Rafale. Também parece haver uma relutância em relação à transferência de tecnologia. Até poucos meses, alegava-se à opinião pública indiana que a transferência seria de quase 100%. Porém, na França, uma mensagem oposta está sendo veiculada. Segundo reportagem recente do periódico de negócios francês “Usine Nouvelle”, a tecnologia mais sofisticada continuará na França, e empresas francesas terão responsabilidade pela maior parcela da carga de trabalho e de empregos relacionados à produção do caça. Isso coloca em dúvida a intenção ou capacidade do fabricante em atender aos requerimentos de 50% de compensações do MMRCA.

Alega-se, também, que a indústria indiana não teria a capacidade de absorver as tecnologias avançadas no futuro próximo. A reportagem afirma que um desses itens que não poderia ter componentes locais seria o radar AESA (de varredura eletrônica ativa) que a Índia necessita com urgência. Os itens passíveis de nacionalização, no fim das contas, seriam apenas elementos da fuselagem, asas e canopi. A opinião de fontes indianas ligadas à indústria é que os franceses procurariam negociar duro para compartilhar o mínimo possível de tecnologia com a Índia, ao mesmo tempo em que tentariam aumentar o preço.

FONTE: The Indian Express (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

NOTA DO EDITOR: as notícias recentes do programa indiano são contraditórias. Algumas fontes dizem que a assinatura do contrato será até o próximo mês. Já outras dizem que as negociações podem voltar à estaca zero. Não é de se estranhar, dado o tamanho do contrato, que parte da mídia indiana expresse posições favoráveis ao negócio, enquanto outra parte mostre posições contrárias. Isso também vem acontecendo na Suíça, em ásperos debates a respeito da aquisição do Gripen sueco. Para acompanhar as notícias mais recentes sobre o MMRCA, clique nos links abaixo.

VEJA TAMBÉM:

Brasil torna-se o ‘quartel-general’ da Thales para a América Latina

Em coletiva de imprensa realizada na subsidiária brasileira, a Omnisys, foram apresentados os novos executivos da Thales no Brasil – atuação nos mercados do país e da América Latina, transferência de tecnologias e as perspectivas de ampliação das atividades também estiveram em pauta

 

O Poder Aéreo participou de coletiva de imprensa da Thales realizada na quinta-feira, 30 de agosto, em que a empresa apresentou sua nova liderança no Brasil, num momento em que o país passa a ser, de fato, o “quartel-general” da Thales para toda a América Latina. A apresentação dos novos executivos foi feita nas instalações da Omnisys, subsidiária brasileira do grupo francês, em São Bernardo do Campo – SP.

Os novos executivos para o Brasil vêm do escritório do grupo na Cidade do México, marcando assim a passagem, do México para o Brasil, da liderança das atividades da Thales na América Latina. Essas atividades estão focadas em cinco mercados: Defesa, Segurança, Transportes, Aeronáutica e Espaço, sendo que as duas primeiras respondem por mais de 50% dos negócios.

A partir de 1º de setembro, assume como diretor geral da Thales no Brasil o francês Julien Rousselet, que era diretor geral no México. O executivo de 37 anos ingressou na Thales em 2007, como diretor comercial no escritório mexicano.

E, juntamente com a chegada do novo diretor, está sendo transferido do México para o Brasil o  vice-presidente da Thales para a América Latina, o argentino Cesar Kuberek. O executivo de 47 anos está na Thales desde 2001. Kuberek e Rousselet estarão temporariamente trabalhando nas instalações da Omnisys em São Bernardo do Campo (cidade do ABC paulista), até a finalização do novo escritório da Thales em São Paulo, prevista para daqui a um mês.

O “trio” de lideranças da Thales no Brasil também conta, desde o mês passado, com o brasileiro Edgard Menezes como presidente da subsidiária Omnisys. Menezes é um dos fundadores da Omnisys, nascida em 1997 e que desde 2006 está associada ao grupo francês Thales. Na foto acima, da esquerda para a direita, estão Julien Rousselet, Cesar Kuberek e Edgard Menezes.

Segundo Kuberek, as mudanças na direção estão inseridas num movimento para tornar cada vez mais local a liderança da Thales na América Latina e, em especial, no seu maior mercado, que é o Brasil. O objetivo é que, em breve, as posições de comando assumidas por ele e por Rousselet passem para brasileiros. “Queremos ser cada vez mais brasileiros no Brasil”, disse Kuberek, reforçando que 98% dos quadros da Thales no país são ocupados por pessoal do Brasil e que a presença estrangeira está sendo gradualmente reduzida. A estratégia da Thales no Brasil é “compartilhar tecnologias, compartilhar conhecimentos e exportar”, segundo o executivo.

Exportações e transferência de tecnologia

Nesse sentido, um dos principais objetivos é ampliar as exportações para a América Latina, e também para a África, a partir do braço industrial da Thales no país, a Omnisys. “É na Omnisys que são recebidos os engenheiros da Thales no mundo para ensinar os brasileiros. A Omnisys alavanca a Thales no Brasil, e é o recipiente das tecnologias, dos cérebros”, disse Kuberek, ao que Rousselet acrescentou: “Transferência de tecnologias se dá com pessoas.”

Sobre esse assunto, o executivo francês disse que “transferência de tecnologias não é um tema fácil. Sem ter experiência nisso, sem ter gente capacitada localmente, não é transferência de tecnologia, é apenas uma impressão de que se está transferindo. No caso da Thales e da Omnisys, essa transferência é rápida, pois já existe.” Rousselet também afirmou que a Thales quer cada vez mais engenheiros e decisores brasileiros nas posições importantes, para estar mais perto do cliente, que demanda soluções locais, desenvolvidas especificamente e não simplesmente importadas.

Entre os desenvolvimentos conjuntos da Omnisys com a Thales, o executivo citou a produção dos radares Banda L, denominados LP23SST (na foto acima, um conjunto completo já produzido passa por testes finais de aceitação, antes de ser entregue ao cliente. Na imagem logo abaixo, um radar já embalado para transporte). O radar, que é usado no controle de tráfego aéreo de rota, tem uma carteira de 35 pedidos, com parte significativa exportada:  a China foi responsável por encomendar praticamente um quarto desse total.

O Poder Aéreo perguntou ao novo presidente da Omnisys, Edgard Menezes, sobre as perspectivas de continuidade da linha de produção do LP23SST, já que anteriormente foi dito que as encomendas existentes garantiam a fabricação até o final de 2012 (para mais detalhes, veja matérias anteriores abaixo e reportagem especial publicada na revista Forças de Defesa número 2). Menezes confirmou que os últimos pedidos deverão manter a linha de montagem aberta até o final deste ano, embora a produção de módulos e partes de reposição na fábrica deva prosseguir por mais tempo, além de todos os trabalhos de manutenção relacionados a esta e outras linhas de radares. Ele ressaltou que a Omnisys mantém todo o parque de radares de controle de tráfego aéreo do Brasil, exceto os do Sivan.

Porém, o executivo também afirmou que há diversas negociações em andamento com clientes para novos pedidos do produto, pois tradicionalmente as encomendas são consolidadas ao final do ano. Sobre o novo radar previsto para entrar em produção local no futuro, o Ground Master 400 de aplicação militar da Thales, o executivo afirmou que o processo licitatório para a aquisição desses radares pelo Brasil está no meio do caminho, seguindo agora para a parte técnica. Há outros dois concorrentes, entre eles a israelense Elta, mas a empresa está otimista pois o modelo vem sendo bem-sucedido no mercado internacional.

Perguntado sobre o desenvolvimento local pela Omnisys e sobre como é a atuação da Thales nessa atividade, Menezes disse: “O desenvolvimento na Omnisys é todo feito por engenheiros brasileiros. Há, no momento, 4 franceses temporariamente no Brasil para adequar nossos métodos com os da Thales. Mas, em breve, eles serão substituídos por brasileiros”. Entre os trabalhos de desenvolvimento atuais, Menezes citou o “seeker” (cabeça de busca) do novo míssil antinavio para a Marinha do Brasil, o MANSUP: “É um desenvolvimento complexo e difícil, feito por engenheiros brasileiros, mas temos a Thales assessorando para reduzir riscos, dizendo se os caminhos que estamos seguindo estão adequados”. A Thales é a responsável por desenvolver “seekers” para os mísseis da MBDA, empresa com participação de vários países europeus e uma das líderes mundiais do setor.

Segurança, defesa e transporte, os três setores onde a empresa vê maior possibilidade de crescer na América Latina

O setor de segurança tende a crescer no Brasil devido aos novos eventos que se aproximam (Copa do Mundo e Olimpíadas), mas o mercado na América Latina como um todo é muito grande, devido a questões como o tráfico de drogas e de pessoas, às elevadas taxas de homicídio (mais de 130.000 por ano na América Latina, o que supera números de muitas guerras), e à elevação da insegurança em muitas das grandes cidades, conforme destacou Kuberek.

No México, de onde vieram os dois executivos que estão assumindo no Brasil, o setor de segurança é o mais importante, apresentando-se “mesclado” com o de Defesa. Já no Brasil e em diversos outros países da América Latina, que nos últimos 20 anos descuidaram de investimentos em Defesa, esse é o setor com maiores projetos em andamento, especialmente no mercado brasileiro. A mudança do “quartel-general” das atividades da Thales para o Brasil deve-se também ao fato de que, na visão da empresa, a “bandeira” mais importante para entrar nos mercados latino-americanos é a Brasileira, “muito mais do que hoje são as dos Estados Unidos ou da França”, segundo Cesar Kuberek.

A Thales participa no momento de várias concorrências e projetos ligados a Defesa e Segurança no Brasil e na América Latina. Entre os programas que têm produtos vendidos e em produção, destacam-se sistemas de comunicação (por exemplo, o sistema de comunicação por satélite do avião presidencial brasileiro é da Thales), além do já citado mercado de radares: o maior parque de radares da Thales, em todo o mundo, fica no Brasil, com mais de 100 instalados.

Entre outras oportunidades citadas, estão as próximas fases do programa SISFRON (voltado a sistemas de vigilância nas fronteiras) do Exército Brasileiro (EB). A concorrência para a primeira fase do projeto foi ganha pelo consórcio liderado pela Embraer, mas a proposta da parceria da Thales com a Andrade Gutierrez recebeu uma pontuação técnica bastante elevada, segundo os executivos. Assim, a Thales está otimista quanto às disputas das próximas fases, que envolvem sistemas e equipamentos diferentes, aptos a operar sobre outros tipos de terreno.

Ainda em relação a programas do EB, há perspectivas de ampliar as entregas do sistema de comunicação SOTAS, destinado às novas viaturas blindadas Guarani. O sistema é da Thales Holanda, com produção no Brasil (para orientar esse trabalho, estão sendo trazidos engenheiros holandeses). O SOTAS é cotado para a modernização dos blindados M113 do Exército.

O terceiro setor mais importante é o de transportes, também com vários projetos e programas em andamento ou em concorrência. Foi destacado o sistema de sinalização para a linha 17 do Metrô de São Paulo, cujo contrato foi vencido pela empresa. Nesse programa, a Omnisys trabalha com o apoio da Thales do Canadá, da qual deverá receber a transferência de tecnologias para prestação de serviços.

Assim como em encontro realizado no ano passado, também realizamos uma visita à fábrica da Omnisys. Algumas novidades e outras informações colhidas na ocasião você verá em outras matérias.

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Em coletiva com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, o ministro sueco Carl Bildt afirmou que as chances de exportação do Gripen estão crescendo após o acordo com os suíços

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O jornal sueco Dagens Nyheter noticiou nesta quarta-feira, 29 de abril, que o ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carls Bildt, recebeu a visita de sua contraparte brasileira, Antonio Patriota. E aproveitou a ocasião para falar do caça Gripen, que concorre ao programa F-X2 da Força Aérea Brasileira. Numa coletiva de imprensa, Bildt disse que atualizou Patriota sobre as novas encomendas suecas e suíças do caça, que somarão pelo menos 60 aeronaves.

Bildt afirmou que a partir do anúncio pela Suécia e Suíça do acordo para a compra dos novos caças, o Gripen tornou-se mais fácil de vender – e isso ocorreu justamente na visita do ministro de um país que é cliente potencial, o Brasil. Mas ele não soube dizer se o acordo entre Suécia e Suíça deixa o país mais inclinado a comprar a aeronave.

Mas, para Bildt, “isso mostrou que o avançado Gripen E/F vai se concretizar, e isso é importante neste contexto.”

O jornal lembra, porém, que a decisão brasileira para a compra de caças vem sendo adiada continuamente e que, em julho, o Brasil solicitou à Saab sueca e a seus competidores (a Dassault francesa e a norte-americana Boeing) que renovassem suas ofertas.

A respeito do assunto, o ministro Patriota afirmou: “Países têm seu próprio ritmo em assuntos como esse e eu acho que devemos respeitar isso.”

Os dois ministros, porém, fizeram referências a uma parceria mais profunda entre Brasil e Suécia em diversas áreas: indústria, pesquisa, intercâmbio de estudantes, diplomacia internacional, entre outras. A cooperação foi bastante ampliada nos últimos anos, segundo Bildt, e um dos exemplos recentes é o comprometimento conjunto com a liberdade global na internet.  

O site do Governo Sueco informou em nota que, durante a reunião entre os dois ministros, foram discutidos assuntos como comércio e investimento, defesa, ciência e inovação, clima e desenvolvimento sustentável. A parceria estratégica bilateral Brasil – Suécia foi anunciada inicialmente em 2009. O comunicado conjunto sobre o encontro refere-se a variados assuntos, entre eles a cooperação em Defesa, assim como em Ciência e Tecnologia, sendo citado também o programa Ciência sem Fronteira. Arquivo em pdf com o comunicado, em inglês, pode ser acessado clicando aqui.

Na visita de Patriota, foi assinado também um Memorando de Entendimento entre os dois países, referente ao Desenvolvimento Global. O arquivo em pdf com o documento (em inglês) pode ser acessado clicando aqui. O ministro Antonio de Aguiar Patriota assinou pelo Brasil, e pela Suécia assinou Gunilla Carlsson, ministra para Cooperação de Desenvolvimento Internacional, vista na foto acima.

FONTES: Dagens Nyheter e Governo Sueco (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS DE BAIXO: Governo Sueco

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Caça francês nunca foi vendido para fora da França e enfrenta problemas em negociação com indianos, diz nota da RFI em português, repercutindo reportagem do jornal francês ‘Le Parisien’ que fala numa ‘zona de turbulências’ para o Rafale

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A venda dos caças Rafale para a Índia foi anunciada em janeiro. Os 126 aparelhos seriam negociados por cerca de nove bilhões de euros (o equivalente a 22 bilhões de reais). Mas, segundo o jornal francês Le Parisien, mesmo com as negociações quase finalizadas, o processo teria voltado à estaca zero devido ao escândalo de corrupção envolvendo os contratos das Forças Armadas Indianas.

A Rússia e a Alemanha não perderam tempo e já declararam que uma nova licitação de venda de caças para a Índia estaria sendo preparada. Os dois países querem apresentar propostas de vendas de seus aviões. O primeiro avião seria fabricado pelos alemães da Eurofighter e, um segundo aparelho teria tecnologia russo-indiana. O governo francês nega problemas na licitação.

A venda do caça francês Rafale entra novamente em mais uma zona de turbulência. O avião, que nunca foi vendido para fora da França, teve sua venda anunciada para o Brasil pelo então presidente Nicolas Sarkozy, em 2009. Trinta e seis caças, de um total de 10 bilhões de reais, seriam entregues ao Brasil a partir de 2013.

Mas o governo brasileiro declarou que o processo de licitação está em aberto até dezembro deste ano e que o Rafale não tem nenhuma preferência em relação aos concorrentes. Além do Rafale, o sueco Grippen e o americano F-18 Super Hornett (sic) da Boeing ainda estariam na briga.

A eventual volta à estaca zero da venda do Rafale para a Índia pode interferir na decisão brasileira. Os 126 aparelhos vendidos para os indianos reduziriam o preço unitário do avião e, assim, faciltariam o processo de licitação com o Brasil.

FONTE: RFI (Radio France Internationale) em português

FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

NOTA DO EDITOR: o título original da RFI em português,  “Venda do Rafale à Índia fracassa e pode interferir em decisão brasileira”, foi modificado para a publicação deste “clipping” no Poder Aéreo. Essa nossa opção foi feita de modo a deixar a chamada mais fiel ao conteúdo da matéria e ao que diz a fonte original, o jornal francês “Le Parisien” (também acrescentamos uma alusão à chamada francesa original no subtítulo, cuja primeira parte é a legenda de uma foto, em destaque, no RFI).

É possível que a escolha da palavra fracasso seja uma interpretação da RFI sobre os relatos ou até mesmo um erro de tradução, pois a matéria original do jornal francês fala em turbulências, e não em fracasso. Vale dizer que a palavra “fracas” é usada logo no início do texto em francês. Apesar de um de seus sentidos ser fracasso, no contexto da frase em questão significa barulho (como também foi lembrado pelo leitor Justin Case), referindo-se ao alarde que causou o anúncio da seleção do Rafale pela Índia, em janeiro deste ano.

Essa notícia contrasta bastante com outras da semana, em que autoridades indianas indicavam que as negociações estavam andando com vistas à assinatura do contrato até o final do ano fiscal de 2012 (veja links abaixo). Mas também faz referência a outras sobre declarações russas e alemãs sobre uma possível abertura indiana a suas ofertas (veja outros links abaixo), que vêm causando turbulências na mídia, apesar de também terem sido negadas por autoridades indianas.

Como já escrevemos anteriormente, os últimos dias têm trazido tanto notícias boas quanto “turbulentas” para disputas que envolvem dois concorrentes do F-X2 brasileiro, a concorrência indiana, que selecionou o Rafale para negociação, e a suíça, que selecionou a nova geração do Gripen.

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Brasil e França voltam a discutir em novembro questão da venda dos aviões de caça e outros temas de defesa

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O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, deve desembarcar com uma comitiva em novembro, em Brasília. A ideia é manter uma série de reuniões com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e várias autoridades. Os franceses mantêm com os brasileiros uma parceria estratégica na área de defesa e querem intensificar os acordos bilaterais. A atenção está voltada principalmente para a venda de 36 aviões de caça.

As aeronaves serão utilizadas pelo Brasil para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). A compra dos caças tem sido negociada com a empresa francesa Dassault, a sueca Saab e a norte-americana Boeing. A questão sobre qual das empresas será o fornecedor para o Brasil está em aberto desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Também deve ser pauta de discussão, na visita de Le Drian ao Brasil, a construção de quatro submarinos e a venda de 50 helicópteros franceses, com base em projetos de parceria estratégica, além da conclusão da ponte sobre o Rio Oiapoque, que liga as cidades de Macapá, no Amapá, a Caiena, na Guiana Francesa.

Os ministros das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, e do Brasil, Antonio Patriota, conversaram hoje (27), em Paris, sobre temas bilaterais e multilaterais do cenário político e econômico. Mas, segundo Patriota, as questões específicas sobre defesa serão tratadas por Amorim na reunião com Le Drian, em novembro.

Em junho, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da França, François Hollande, conversaram no Rio de Janeiro, durante intervalo dos debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. No cargo há três meses, Hollande enfrenta o desafio de atender às expectativas daqueles que viram nele o candidato da mudança e o presidente que se aproxima da população – temas principais de sua campanha eleitoral

FONTE: Agência Brasil (reportagem de Renata Giraldi)

NOTA DO EDITOR: o título original é o subtítulo

Colaborou: Asbueno

Paris, 27 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, defendeu que a oferta dos 36 caças Rafale, da companhia Dassault, que o país pretende vender ao Brasil em um processo de licitação internacional, “é melhor” do que a das outras duas empresas que também estão na disputa, uma americana e uma suíça. “Consideramos que é a melhor proposta, em diferentes planos, mas em particular no âmbito tecnológico”, indicou o chefe da diplomacia após se reunir em Paris com o ministro de relações exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

Os Rafale concorrem com os F/A-18E/F Super Hornet, da americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab, mas o processo está suspenso há vários meses por razões orçamentárias. “A proposta francesa segue vigente, mas a decisão é dos brasileiros”, acrescentou Fabius em uma entrevista coletiva na qual qualificou como “excelente” a cooperação entre ambos os países. Patriota, por sua vez, fechou o tema alegando que por enquanto não há “nenhum elemento adicional” e que a decisão está a cargo da Presidência e o do Ministério da Defesa.

A reunião e o posterior encontro serviram para que ambos os ministros ressaltassem, além disso, a vontade de passar a relação bilateral a uma “fase superior”, cooperando nos âmbitos econômicos, culturais, científicos e educativos. A partir de agora e de maneira intercalada, segundo os dois chanceleres, haverá um encontro anual entre seus respectivos presidentes – François Hollande e Dilma Rousseff, seus ministros da Defesa e conselheiros diplomáticos a fim de estreitar esse vínculo. “Queremos que os mecanismos já existentes sejam mais dinâmicos”, acrescentou Patriota, que decidiu também reativar o trabalho de um grupo econômico e comercial de alto nível. Durante o encontro, os ministros também conversaram sobre o conflito palestino-israelense e a situação na Síria.

Tanto Hollande como Patriota condenaram a repressão à população e destacaram a necessidade de pensar sobre como abordar as consequências desta ação, que reflete no aumento de refugiados em países vizinhos.

FONTE: R7/EFE

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Celso Amorim se encontra com secretário americano hoje em Brasília – Intenção é ampliar cooperação e acabar com restrições à transferência de tecnologia

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O governo brasileiro quer que o novo “diálogo de cooperação em Defesa” com os Estados Unidos, assinado durante visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, contribua para eliminar barreiras para a transferência de tecnologia, como no caso da compra de 36 caças para a FAB (Força Aérea Brasileira).

O recado deve ser dado pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, ao secretário de Defesa americano, Leon Panetta, no primeiro encontro dos dois no âmbito do novo diálogo, amanhã, em Brasília.

“Não queremos nada dado. Mas é de grande importância que não haja obstáculos à aquisição de bens de conteúdo tecnológico”, disse Amorim, à Folha, evocando a restrição que os EUA impuseram à venda de 24 aviões Super Tucano, da Embraer, à Venezuela, em 2006, pela presença de componentes americanos nas aeronaves.

O caso é frequentemente citado como um mau precedente de negociações sensíveis com os EUA. No caso do programa FX-2 da FAB, em que o caça F-18 Super Hornet da Boeing concorre com o francês Rafale e o sueco Gripen NG em um pacote de aproximadamente R$ 10 bilhões, o Brasil já deixou claro que o compromisso com a transferência de tecnologia será vital na escolha.

No comunicado conjunto emitido após o encontro de Dilma e Barack Obama, o novo diálogo de cooperação é descrito como um foro para “identificar oportunidades de colaboração em assuntos de defesa no mundo”.

Para Amorim, a criação de um diálogo em nível ministerial pode ajudar a resolver, no futuro, “questões de grande apreensão” como a reativação da Quarta Frota -divisão da Marinha americana responsável por operações no Atlântico Sul-, anunciada em 2008, e o uso de bases colombianas pelos EUA, que veio à tona em 2009.

O ministro assegura não ter recebido ainda nenhuma manifestação de preocupação de governos sul-americanos sobre a aproximação do Brasil com os EUA em matéria de Defesa. “Também não estamos dialogando para resolver as coisas pelas costas dos outros. É um diálogo de transparência, que só vai beneficiar a todos.”

FONTE: Folha de São Paulo (reportagem de I. Fleck)  via Notimp

NOTA DO PODER AÉREO: em nota à Imprensa interessada em cobrir o evento, o Ministério da Defesa divulgou o seguinte aviso de pauta: “O ministro da Defesa, Celso Amorim, recebe o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon E. Panetta, nesta terça-feira (24/4/2012), às 15h30, na sede do Ministério da Defesa. A reunião inaugura o novo ‘Diálogo de Cooperação em Defesa (DCD)’, firmado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo presidente Barack Obama durante visita oficial aos Estados Unidos, há duas semanas. Após o encontro, Amorim e Panetta conversam com jornalistas no auditório térreo do Ministério da Defesa. (…) O ‘Diálogo de Cooperação em Defesa (DCD)’ integra a formação da Parceria Estados Unidos-Brasil para o século XXI.”

Para saber mais sobre o DCD, clique aqui para acessar arquivo em pdf disponibilizado pelo Ministério da Defesa, trazendo a declaração conjunta da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, com o presidente dos EUA, Barack Obama, quando da visita de Rousseff aos Estados Unidos, em 9 de abril.

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