42 anos do primeiro F-5E e ele está aqui, totalmente operacional

42 anos do primeiro F-5E e ele está aqui, totalmente operacional

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No dia 11 de agosto de 1972 o primeiro F-5E produzido pela Northrop voou pela primeira vez. Era o início do programa de ensaios da aeronave, conduzido na Base Aérea de Edwards. Exibindo a matrícula norte-americana 71-1417, o aparelho foi inicialmente apresentado nas instalações Hawthorne em 23 de junho daquele ano.

Parte destes F-5E dos primeiros lotes foram embarcadas para o Vietnã do Sul em 1975. Mas com a queda de Saigon, alguns F-5 escaparam para países vizinhos e , posteriormente, voltaram para os EUA, onde operaram nos esquadrões “Aggressors “.

Em 1988 a FAB adquiriu um lote de 22 caças F-5E usados da USAF (além de outos quatro F-5F). Estas aeronaves estavam baseadas em Willians AFB e Nellis AFB. Os aviões estavam entre os F-5E mais antigos do mundo, sendo que 15 deles faziam parte do primeiro lote de 30 unidades produzido pela Northrop. Um deles era exatamente o “1417″. No Brasil, o “1417″ recebeu a matrícula FAB-4856.

O 4856 foi o primeiro F-5 modernizado entregue à FAB. A cerimônia ocorreu no dia 21 de setembro de 2005 na Base Aérea de Canoas.

Para saber mais sobre os caças F-5, clique nos links da lista abaixo. O primeiro deles, em especial, dá acesso a mais de 50 matérias publicadas aqui no Poder Aéreo, muitas delas tratando de detalhes bastante específicos do caça e de sua manutenção na FAB.

PAMA-SP 2012 - F-5EM 4856 em exposição - foto 3 Nunão - Poder Aéreo

PAMA-SP 2012 - F-5EM 4856 em exposição - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

PAMA-SP 2012 - F-5EM 4856 em exposição - foto Nunão - Poder Aéreo

FOTOS: Northrop, FAB e Poder Aéreo

VEJA TAMBÉM:

20 COMMENTS

  1. Não sei se felicito, rio ou choro…

    Curioso que a frota de veículos oficiais do Governo Federal não ultrapassam a vida útil de 5 anos, e as aeronaves oficiais 10… Imagine se essas frotas chegassem aos 42 anos…

    A despeito disso, Mike, parabéns…

  2. “Não sei se felicito, rio ou choro…”

    “A despeito disso, Mike, parabéns…”

    Aonde assino ?

    “Curioso que a frota de veículos oficiais do Governo Federal não ultrapassam a vida útil de 5 anos, e as aeronaves oficiais 10… Imagine se essas frotas chegassem aos 42 anos…”

    GTE ?

    Grupo de Transporte de Estelionatários !

  3. Somente para os fans do F-5.

    Curiosamente, hoje, domingo, visitei o museu da aviacao dos U.S. Marines, em San Diego CA. Na famosa base aerea de Miramar.
    Um bom museu. Logo na entrada externa um F-5E ex-aggressor.
    Passei perto na pressa de ver outras raridades mais adiante, porem algo me chamou a atencao.
    Os amigos se lembram das discussoes aqui no P.A. sobre as wing fences na asas do F-5 que so existem na versao ‘F’ ?
    Pois bem, o exemplar e um modelo ‘E’ sem trilhos dos Sidewinders mas com wing fences, e invertidas, digo, colocadas de tras para frente, de re!
    Achei que era somente alguma montagem para o museu, do tipo asa de biplace e fuselagem de monoplace.
    Minutos depois, conversando com um dos voluntarios do museu, que tinha um otimo conhecimento tecnico, em especial sobre aerodinamica, acabei perguntanto sobre a estranha adaptacao.Percebi que ele ficou surpreso por eu ter notado o detalhe, sorriu e acabou contando a historia.
    Segundo ele, quando a aeronave foi finalmente transladada em seu derradeiro voo para o museu, esta ja nao possuia seus trilhos de ponta de asa.Concluiram que o voo sem os trilhos seria perigoso, por conta do deslocamento do ar no extradorso da asa em direcao aos ailerons, a solucao foi entao adaptar os fences da versao F, de alguma forma e o aviao fez esse unico e curioso voo.Na conversa eu ate citei o caso bem semelhante das diferencas dos F-100C Super Sabre, sem flapes e sem fences, com o modelo definitivo, ‘D’ com wings fences e flaps.
    Achei unico e bem interessante esse fato, tirei ate algumas fotos. para, quem sabe, uma publicacao aqui no P.A.
    Apos uma boa conversa com o inteligente e culto sujeito, daquelas que nao querem terminar, acabei dizendo que o primeiro modelo ‘E’ ainda voava em muito boas condicoes na Forca Aerea Brasileira.

    Nao sei quem falou mais “wow”, eu com a historia dos wing fences, ou ele quando soube do 71-1417!

  4. Roberto, provavelmente o wow foi pela segudna opção, mas do jetro que os americanos gostam de preservar aeronaves, se vissem o 56, ficariam bem felizes, apesar da sua idade.

    Grande abraço

  5. Acredito que devemos dar os parabéns à FAB já que sem essa modernização, estaríamos que nem a Argentina.

    Os F-5E modernizados são relativamente capazes, mas é algo como tunar Chevettes. Existem limitações e são bem claras quando comparamos com os F-16 B50 chilenos, por exemplo.

    []’s

  6. Linda a primeira imagem, principalmente pelo shark nose. Os nossos mikes ficaram feinhos sem os narizes originais.
    O F-5 sempre foi um ótimo avião, extremamente capaz, muito mais efetivo do que sua premissa original, o que terminou gerando um vetor que só foi plenamente aproveitado depois dos 40 anos. Recebeu um radar e uma missilística decente (BVR). Se fosse efetivamente utilizado como primeira linha poderia ter combatido melhor os ases vietnamitas, com seus Migs-21 e 17.

  7. Ivany,

    A primeira imagem é realmente bela.

    Mas não é um nariz de tubarão, e sim o nariz tradicional dos F-5E, o mesmo dos nossos originariamente (tanto do primeiro lote comprado novo quanto do segundo, usado).

    Só para comparar, um F-5E suíço com o “shark nose”, ao qual se soma, como atualização aerodinâmica das aeronaves da virada dos anos 70 para os 80, as extensões do bordo de ataque com área maior:

    https://c1.staticflickr.com/5/4152/5176718656_6a5a1af8b7_z.jpg

    O nariz de tubarão, na FAB, só esteve presente nos modelos F-5F (de produção posterior aos F-5E dos dois lotes).

  8. Ivany,

    O comprimento total da aeronave continuou o mesmo.

    Cortou-se parte da estrutura metálica atrás do radome original, que era muito pequeno, justamente para que o radome pudesse ficar maior e abrigar uma antena de radar também maior.

    O contorno do nariz continuou o mesmo.

    A bela faixa preta antireflexo, combinada ao pequeno radome pintado em preto da foto do alto, pode dar a impressão de um nariz maior, mas o tamanho é igual.

    Caso algum dos atuais “Mikes” fossem pintados (sei lá, comemorativamente…) no mesmo esquema do primeiro e belo exemplar em cor metálica da foto do alto, a única diferença seria a parte preta do radome ficar maior, com a “tinta” cobrindo também a área onde se vê, na foto, o letreiro F-5E escrito em diagonal. Talvez isso poderia até passar uma ideia de bico menor, por ilusão de ótica (fica a sugestao para alguém photoshopar…), mas o comprimento permaneceria igual.

  9. Essa primeira foto, muito bonita, ilustrava a carta do F-5E no Super Trunfo “Aviões de Combate”, que ganhei de presente de Natal dos meus avós maternos, no já longínquo ano de 1981.

    Que saudade…

  10. Nunão

    Se o bico em não ficou menor, mudou a geometria. Já vi o mike inclusive em outras pinturas e poses e até outras pessoas notaram aqui. Se não foi diminuído, mudou a geometria (largura principalmente) em relação ao nariz original.

  11. “Iväny Junior em 13/08/2014 as 4:19
    Se o bico em não ficou menor, mudou a geometria. Já vi o mike inclusive em outras pinturas e poses”

    Iväny, até onde sei, “Mike” só existe em uma camuflagem, o atual padrão verde e cinza tático da FAB.

    Os padrões anteriores não são dos “Mikes” (F-5EM / F-5FM, ou seja, modernizados, daí o M de Mike) e sim dos caças pré-modernização. E aí tem anos e anos de fotos com padrão sudeste asiático, com cinza de superioridade aérea, com ou sem preto antireflexo à frente do parabrisa, com ou sem pintura de falso canopi, com ou sem resquícios de camuflagens aggressor etc.

    Alguns ângulos das curvas que formam o formato “ogival” do radome, compondo o afilamento do nariz da aeronave, podem até ter mudado em relação ao formato do nariz antes da modernização, mas se isso aconteceu, foi algo muito ligeiro. A largura e comprimento do nariz da aeronave não mudaram, e eu já vi “Mikes” ao lado de exemplares não modernizados, ao vivo e a cores, diversas vezes, podendo comparar detalhadamente. A grande diferença é que o radome agora ocupa uma parcela maior do comprimento total do nariz que ocupava antes (e consequentemente, fornece uma área interna maior do que antes para a antena do radar, agora instalada numa seção mais larga do nariz do que ficava antes, mas uma seção que já existia). Foi só isso, sem alteração significativa nas dimensões da aeronave antes da modernização. O nariz do avião não foi alterado em sua largura.

    Fizemos até matérias sobre isso, com fotos e ilustrações também detalhadas:

    http://www.aereo.jor.br/2011/11/08/pama-sp-2011-comparando-os-novos-e-os-velhos-bicos-dos-bicudos/

    http://www.aereo.jor.br/2012/12/05/f-5f-ex-jordanianos-vao-deixando-o-pama-sp-rumo-a-gaviao-peixoto/

  12. Adoro os F 5 !!!

    São um vetor que, modernizado, e bem armado, ainda pode ser um elemento muito bom aqui na AL.

    E como disseram aí, melhor nossos F 5 EM do que os A 4 argentinos inoperantes…

    Espero que os Gripens cheguem logo…

  13. Nunão

    A geometria que falo é o afunilamento do bico. Na imagem superior (em que pese também a cor) podemos notar que o bico alarga e fecha ligeiramente. Nos mikes a seção cortada, que ficou da mesma largura e comprimento originais, não fecha curvando, é quase reto. Foi a impressão que tive ao vivo, embora não tenha podido tocar e medir o angulo.

  14. Ok, Iväny, mas eu realmente não consigo ver, na foto original da USAF, o nariz da aeronave alargar e fechar na região entre os tubos dos canhões e o pequeno radome original (e que foi exatamente a área da fuselagem onde ocorreu o corte para compensar a necessidade de ampliar o radome). Só consigo ver essa região afunilar-se gradativamente, sem se alargar, embora com variação do ângulo, mas sempre afunilando. Mesmo na sombra projetada no chão eu não consigo ver isso, apenas um afunilamento.

  15. Nunão

    Olhando bem todas as fotos disponíveis aqui no P.A. mesmo, acredito que o fenômeno foi a gradual “colagem” da lataria no chassi tubular interior. Comparando com a lanternagem de carros, eles ficaram “mamões”.

    Inclusive aquele post sobre a cambagem das asas e dos airelons mostra bem a diferença dos mais novos pros mais antigos. E nestas fotos, temos o mais antigo do mundo comparado em sua forma mais atlética e atualmente. Acredito que o efeito seja esse mesmo.

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