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Modernização dos F-5: ainda faltam oito células

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AEL Sistemas

F-5M-foto-PA

Roberto Godoy

vinheta-clippingOs dias andam agitados na linha de produção de máquinas de guerra, a 300 quilômetros de São Paulo. A fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto, está abrigando uma frota de combate: oito supersônicos F-5E, três caças bombardeiros AMX, e três A-4 Skyhawk, da Marinha, todos passando por um amplo programa de modernização tecnológica.

Novos, há dez turboélices de ataque leve, Super Tucanos. Um deles, do lote de 12 unidades vendido para o Chile, foi entregue na quinta-feira. Outro, com a camuflagem em padrão digital da Força Aérea do Equador, outro país cliente, aguardava liberação da equipe técnica para o dia seguinte.

Ao lado desse hangar, onde câmeras fotográficas não são bem recebidas e é conveniente que as pessoas vestindo farda não tenham nome nem rosto, o clima é outro. Dali saem os sofisticados jatos Phenom executivos. O preço começa em US$ 3 milhões. Quem tiver todo esse dinheiro e puder pagar agora, só vai conseguir com isso garantir um lugar na fila para receber o avião apenas em 2013.

Há voos o dia todo, decolando e pousando na pista de cinco quilômetros de extensão, repleta de sensores e recursos de teste. Nesse ambiente, pouca coisa é capaz de atrair a atenção dos 2,2 mil técnicos que trabalham na área. Uma delas, talvez a única, rugia as cinco toneladas de força das turbinas duplas às 10 horas de sexta-feira o caça F-5EM, a versão modernizada do modelo II/E da Northrop americana, comprado em sucessivos lotes desde 1974 pela aviação militar, tira o pessoal de dentro dos pavilhões.

“Há torcedores aqui como em clubes de futebol”, conta o engenheiro Juliano Castilho. Em sua equipe há um funcionário que guarda anotados detalhes de todos os voos, desde o primeiro, em 2003, dos 38 supersônicos que já passaram por Gavião Peixoto. O caça renovado pela Embraer, associado à israelense Elbit, superou expectativas e vai voar até 2021, afirma um ex-gestor do programa, avaliado em US$ 420 milhões.

Para o atual vice-presidente de Mercado de Defesa, Orlando Ferreira Neto, “o principal benefício para a empresa foi, sem dúvida, desenvolver a capacitação no aperfeiçoamento eletrônico das aeronaves e a integração de sistemas”.

Não, esse não será um novo ramo de negócios para a Embraer, “a menos que surja um cliente com necessidade bem específica”. Na mesma linha, a companhia cuida da revitalização de 53 AMX, da FAB, e de 12 A-4 Skyhawk, da ala aérea do porta-aviões São Paulo. Significa um faturamento anual da ordem de US$ 100 milhões até 2016, afirma o vice-presidente.

Em consequência do bom desempenho, o Comando da Aeronáutica mantém o F-5EM, senão em sigilo, ao menos sob intensa discrição. O principal avião de combate da Força é uma evolução do tipo original do qual, desde 1964, foram fabricadas 3.806 unidades. Recebeu um novo painel com telas digitais coloridas de cristal líquido, comando unificado, computadores de última geração, capacidade para uso de capacete com visualização de sistemas e de lançamento de bombas guiadas por laser, de mísseis de alcance além do horizonte, armas antirradar e recursos para elevar o índice de acerto no emprego de bombas “burras”.

O principal diferencial incorporado, entretanto, é o novo radar Grifo, multimodo, com alcance de 80 quilômetros. Pode detectar até quatro diferentes alvos ao mesmo tempo, priorizando cada um deles pelo grau de ameaça.

Na sexta-feira, o piloto de ensaios Carlos Moreira Chester, um ex-caçador militar de 41 anos, levou o 4827 para os 13 mil metros. O voo, o terceiro antes da entrega para a FAB, só revelou problemas de rotina. Uma diferença de empuxo entre as duas turbinas e a dificuldade de leitura dos cartões de dados de navegação. O lado direito do canopy, cobertura transparente da cabine, está embaçado.

“Em combate é que se avalia como isso pode ser importante”, comenta Chester. Raro profissional, seu treinamento, no Comando de Tecnologia Aeroespacial, o CTA, de São José dos Campos, durou 45 semanas e custou US$ 1 milhão. A avaliação do piloto é a ponta do longo processo de recebimento pela FAB. Dele participam 15 técnicos da Força e 30 da Embraer.

O caça perdeu um de seus dois canhões de 20 mm originais, abrindo espaço para o radar. As outras medidas continuam iguais. O F-5EM Tigre, o nome completo, é esguio e mede 14,5 metros. Asas curtas, de 4 metros. Velocidade máxima de 1.900 km/hora a operacional não passa de 1.770 km/h. O alcance fica em 2,5 mil km, mas o caça pode ser reabastecido no ar. O armamento, além do canhão, é composto por dois mísseis ar-ar. Leva 3,2 toneladas de cargas de ataque.

FONTE/FOTO:O Estado de São Paulo, via Notimp/Poder Aéreo

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    51 COMMENTS

    1. Interessante matéria. Mas na conta do Aéreo não estão incluídos os 11 F-5E/F da RFAJ, confere?

      Penso ser uma pena e um desperdício que não os modernizemos também.

      Sds.

    2. Enquanto não vem o FX vamos de F5 M.
      Um bom trabalho da Embraer.
      Em relação aos que chegaram da Jordania, o que se espera é que seja modernizados, mas da FAB podemos esperar tudo.

      Boa máteria !!!

      Abs.

    3. Amigos,

      O principal problema para modernizar os F-5 ex-Jordânia é obter os equipamentos para montar os kits de modernização.
      Boa parte dos equipamentos aviônicos e de sistemas do F-5M já saíram de linha.
      Reabrir essas linhas depende não só de muito $, mas também da obtenção de componentes.
      Creio que esse problema torna pouco recomendável, em termos de custos, a modernização de F-5 adicionais.
      Boa semana,

      Justin

      “Justin Case supports Rafale”

    4. Justin, isso é vero? os aviônicos (kits) do F-5M já sairam de linha mesmo? sem nem mesmo termos recebido todos os F-5 modernizados? se sim… mais um ponto negativo para a relação EMBRAER x FAB ao meu ver… pode não ser para alguns “fabianos”, claro… mas se isso é verdade corremos o risco de ter de gastar verdadeiras fortunas para manutenção ou substituição de unidades…. pois ao que consta ficaremos por mais 15 anos com estes caças… a não ser que não haja acidente algum… e que nenhuma unidade eletrônica dê problema… caso contrário a EMBRAER vai faturar legal… denovo… será isso verdade Justin? será que vai acontecer o mesmo com os AMX e A-4? já que ambos teriam uma comunalidade muito alta com o F-5M…

      Sds!

    5. Justin,
      Então pq pegaram esses adicionais, complicado
      Que sinuca de bico heim !!!!

      Não achei que deveríamos modernizar os mikes, mas….

      Abs.

    6. Boa parte dos equipamentos aviônicos e de sistemas do F-5M já saíram de linha.

      Caro Justin Case, poderia citar quais seriam estes equipamentos que já saíram de linha? Estranho porque são em sua maioria equipamentos relativamente novos e usados em outras aeronaves.

      Se isto for verdade, fico imaginando como a Elbit vai fazer para atender o CLS dos F-5M.

    7. Amigos,

      O Projeto de Modernização do F-5 incorporou o que havia de mais moderno “off the shelf” em 2001/2002.
      Embora todos os fabricantes se comprometam a apoiar a operação e manutenção de tais equipamentos, as linhas de produção são fechadas assim que sejam lançados produtos substitutivos e não existam mais clientes para produtos novos daquele modelo anterior.
      Portanto, para obter equipamentos adicionais do modelo antigo, é necessário analisar a viabilidade técnica e econômica de reabrir a sua linha de produção.
      Outra solução é substituir o produto descontinuado por outro, mas isso traz problemas de padronização logística, além de requerer atividades de desenvolvimento (integração e certificação).
      Pelas cláusulas contratuais, normalmente os fabricantes devem informar a proximidade do fechamento de uma linha de produção e ofertar a oportunidade de um “last buy”.
      Quanto aos equipamentos que não estão mais sendo produzidos, não sei informar a lista, mas esta pode eventualmente atingir também equipamentos complexos como radar e sistema de autodefesa.
      A melhor solução existente? F-X-2
      Tampax nunca mais!
      Abraços,

      Justin

      “Justin Case supports Rafale”

    8. Grifo, complementando:

      O CLS é serviço de manutenção terceirizado.
      São feitos inspeções e reparos em equipamentos já existentes no inventário.
      O Contratado faz aquisição dos componentes necessários às tarefas de manutenção.
      Se uma linha foi descontinuada, certamente o fabricante do componente ofertou o tal “last buy”, e a Aeroeletrônica, no caso, coordenou com a FAB a aquisição dos itens necessários para a realização dos serviços de manutenção (por um período acordado contratualmente).
      Obs.: tudo isto é opinião. Não sou “insider” nem tenho fontes confiáveis sobre o assunto.

      Abraço,

      Justin

      “Justin Case supports Rafale”

    9. Estranho que aviônicos tenham sido descontinuados, quando a modenização dos A4 tenha sido contratada mais recentemente. Será qu eo pacote é inferior ao do F5M?

      E Israel é o país que detém a maior e melhor tecnologia para retrofits. O problema com os F5 teria sido a baixa demanda? Outros países já reclamaram desse problemas?

      “,,.O principal diferencial incorporado, entretanto, é o novo radar Grifo, multimodo, com alcance de 80 quilômetros….”

      Que eu saiba e que sempre li, é que esse radar possui alcance de 50 quilômetros mas, se forem 80 mesmo nada a reclamar! rsrsrs!

    10. Caro Justin Case, os principais sistemas do F-5M são similares ao que estão sendo usados na modernização do A-1 (AMX), com a notável exceção do radar Grifo. Como falei acho estranho que estes componentes tenham sofrido uma chamada de “last buy”, já que praticamente todos são COTS e amplamente utilizados em outras aeronaves, incluindo uma modernização que está se iniciando agora.

      O próprio radar meu xará ainda está em produção pela Finmeccanica e poderia ser adquirido para as demais aeronaves.

      Pessoalmente acho que teremos problemas mais sérios de padronização se não modernizarmos estas aeronaves. E isto não me parece ter nada a ver com “tampax” ou FX-2, lembrando que será de qualquer forma necessário um “tampax” em Anápolis para substituir os M-2000 enquanto os FX-2 não chegarem, e nada melhor para fazer este papel do que os F-5M.

    11. Grifo,

      Sinceramente espero que você esteja errado.
      Instalar equipamentos no A-1 e no A-4 idênticos aos do F-5 vai limitar os resultados operacionais dessas aeronaves àqueles possíveis há uma década.
      No aspecto logístico, essa comunalidade absoluta com equipamentos do F-5 e do A-29 vai condenar as aeronaves do novos projetos a uma obsolescência precoce.
      Regra nº 1 para novos projetos: Sempre colocar o melhor equipamento disponível que o dinheiro possa comprar.
      Nesta época em que somos constantemente confrontados com a obsolescência de equipamentos eletrônicos, creio que opção por utilizar equipamentos defasados tecnologicamente (em um projeto novo), em nome da comunalidade, deve ser mais bem avaliada.
      Abraços,

      Justin

      “Justin Case supports Rafale”

    12. Realmente é muito estranho a descontinuidade dos aviônicos, se fosse assim a mesma logica se aplica a qualquer avião, como por exemplo o Super Tucano, que teve seu projeto anterior ao dos Mikes.

      Abs

    13. Discordo quanto ao off-topic do Justin Case:

      Há que se fazer um “corte” na tecnologia utilizada em algum momento, e esse momento (quanto aos Mike) foi definido pela FAB em 2002. Não há como ficar eternamente atualizando aeronaves, uma hora elas tem que ser entregues e ficar operacional para a Força. O que importa é essas aeronaves atingirem os requisitos exigidos quando da lavratura do contrato, e isso os Mike parecem ter atingido.

      Também discordo de que a modernização dos A-1 e dos A-4 vá criar problema de defasagem para estes, pelos mesmos motivos retrocitados: há que se “cortar” em algum momento o avanço tecnológico. E vale a mesma lógica: o que é importante é a aeronave atingir os requisitos que a Força (no caso do A-1 a MB) se lhe exigir (ex: capacidade de operar BVR – não sei se será o caso de um e outro).

      Mas observe-se que, se a tecnologia fosse “de uma década atrás” como quer o amigo Justin, e esta ainda será instalada nos A-1 e A-4, significa que ela ainda está disponível, ou seja: não há “encerramento” da linha de produtos coisa nenhuma (o que inclusive seria um absurdo, dado que os contratos de modernização dos AMX e Skyhawk são bem posteriores à tecnologia utilizada nos primeiros Mike).

      Lembro ao amigo Justin que uma coisa são as aeronaves operarem equipamentos que utilizam a mesma tecnologia, ex: rádios e datalink que utilizam as mesmas freqüências, os mesmos padrões de transmissão, o mesmo sistema e os mesmos lapsos de saltos, etc. Outra bem diferente é usar exatamente o mesmo equipamento, vale dizer: é mais que óbvio que o equipamento que irá equipar os AMX e A-4 não são exatamente os mesmos que equipam os primeiros Mike, embora façam uso da mesma tecnologia. A tecnologia é a mesma. O equipamento não.

      Aliás, uma padronização completa e absoluta só se pode dar entre equipamentos adquiridos ao mesmo tempo. Ora, em se tratando de quase uma década de diferença tecnológica é óbvio que não haverá 100% de padronização – isso aliás raramente ocorre mesmo para aeronaves de modelos idênticos, produzidas em épocas levemente diversas (3 ou 4 anos). Aliás, a mesma lógica vale para tudo que seja mais complexo que uma chave de roda: carros, motos, eletrodomésticos, etc…

      Ora, seria até estranho se fosse diferente: um determinado fabricante de componente faz um determinado melhoramento pontual na “rebimboca da parafuseta” que equipa o Rafale (por exemplo) mas, a pretexto de não perder-se a “padronização” ele deixa de lado o componente melhorado para manter aberta a linha do “velho”. Ora, isso não apenas não faz o menor sentido como seria uma tremenda burrice…

      Resta dizer que, de qualquer maneira, a “culpa” (se é que a há – o que discordo) não pode em momento algum ser atribuída à FAB ou à Marinha do Brasil, mas sim ao ritmo de modernização estipulado pelo Min Def e, em última análise, pelo gf.

      Sds.

    14. Esqueci de fazer constar: ao contrário do que pensa o amigo Justin, o FX2 não foi pensado para, e nem de maneira alguma será, a panacéia para todos os males da FAB (muito menos para os da MB, que não tem qualquer participação no programa). Ainda veremos os Mike e AMX voando por muitos anos. E os A-4 da MB então provavelmente ainda os veremos por décadas.

      Sds.

    15. Off-topic do Jornal do Comércio, via Defesanet:

      http://www.defesanet.com.br/01_lz/fx2/100531_jces_decisao_final.html

      “Parecer sobre caças sai próxima semana

      O Ministério da Defesa entregará oficialmente na semana que vem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a indicação do modelo de caça de sua preferência, na compra de 36 aeronaves, em fase de negociação pelo governo. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da Presidência, após prolongada reunião do ministro Nelson Jobim com Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil.

      Disputam o caça Rafale da francesa Dassault, o F-18 SuperHornet da americana Boeing e o Gripen NG da sueca Saab.

      De posse da exposição de motivos assinada por Jobim, o presidente convocará reunião do Conselho de Defesa Nacional, órgão consultivo formado pelo vice-presidente da República, pelos presidentes da Câmara e do Senado, ministros da Justiça, Defesa, Relações Exteriores e Planejamento e comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. A palavra final será de Lula.

      A Presidência não divulgou o assunto tratado por Lula e Jobim ontem. Coube ao presidente dar a pista: em discurso na abertura da 3ª Conferência Nacional de Esporte, aonde chegou atrasado, ele justificou a demora por causa da “agenda com assuntos internacionais que eu tinha que decidir”. O Ministério da Defesa não se pronunciou.

      A entrega formal da exposição de motivos ficou para a semana que vem, possivelmente na segunda-feira, já que Lula estará fora de Brasília de terça a quinta e, na sexta-feira, começa a Copa do Mundo.

      Nos últimos meses, Jobim deixou claro que a escolha do Ministério da Defesa privilegiará a possibilidade de transferência de tecnologia, em vez do preço. Outro aspecto considerado será a capacidade operacional das aeronaves.

      Lula e Jobim já sinalizaram a preferência pelo modelo Rafale, dentro de um acordo maior de cooperação militar e transferência tecnológica com o governo da França. Em relatório concluído no ano passado, porém, a Aeronáutica classificou o sueco Gripen NG em primeiro lugar.”

      Sds.

    16. Parabéns aos debatedores pelo altíssimo nível das réplicas e tréplicas. Nível 130 ! Como o vôo de testes do novo Mike.

      No mérito, é um pouco frustante conformar-se com um projeto aeronáutico dos anos 60, ainda que remodelada toda sua arquiteura eletrônica, e em que pese as dúvidas da solução de continuidade logística desses itens, para integrar a espinha dorsal da defesa aérea brasileira até 2021…

      Parodiando post de outra página da trilogia, “Quem não tem Raptor caça de Mike…”

    17. Regra nº 1 para novos projetos: Sempre colocar o melhor equipamento disponível que o dinheiro possa comprar.

      Caro Justin Case, ainda bem que você inclui a parte sobre o “dinheiro possa comprar”. Como em todo projeto, existe uma análise sobre o custo x benefício. O dinheiro sempre tem limite ainda mais se falando de FAB.

      No caso dos A-1, estamos falando de uma modernização com vida útil de apenas aproximadamente 10-12 anos. Isto restringe bastante o valor que vale a pena se empregar no projeto. Vale lembrar por exemplo que vários componentes do A-1 já tiveram “last buy”, inclusive do próprio motor.

      Neste cenário, utilizar componentes já em uso em outros vetores reduzem bastante o custo da integração entre eles e o da sua logística pós-modernização. Para mim a FAB fez a decisão certa ao tentar o máximo de comunalidade entre o A-1M e o F-5M.

      Apenas para voltar o tema original, não acredito que exista qualquer impedimento em termos de disponibilidade de componentes para a modernização do lote da Jordânia. E acho que vai sair mais caro não modernizar – se os componentes do M estariam perto do fim de vida, imagine então os componentes originais que estão hoje nestas aeronaves…

    18. Caros Amigos.:

      O sistema aviônico do “F-5M” é semelhante ao do “F-16MLU” (O F-5M só perde para o F-16MLU em velocidade e carga de armas).

      Isso foi provado no Cruzex quando os “F-5M” abateram os “Mirage 2000-5” da França e os “F-16” da Venezuela.

      Agora vamos ver os “AMX A-1M” e os “AF 1 A-4M” da Marinha.

      Abraços.

    19. Continuando…

      Já ouvi falar de uma suposta compra dos “F-5” da Suiça e quem sabe se no proximo contrato com a Embraer para modernização não encluam os “F-5” da Jordânia e os “F-5” da Suiça!!!

      Agora quem vai subistituir os 12 caças “Mirage 2000”?

      36 caças “Saab Gripen”, 36 caças “Dassault Rafale”, 36 caças “F/A-18 S H”… ou os caças “Mirage 2000-5” da então França ou E.A.U. caso o FX2 seja cancelado?

      O que vai ser?

      Abraço aos amigos do Blog…

    20. Edmar: se melar o FX2 é certeza que os F-5 “jordanianos”, após transformados pro padrão Mike, acabarão em Anápolis. Esse é o Plano B da FAB. Possivelmente com a compra de mais Echo em algum lugar (Suíça, Malásia, Coréia do Sul, etc) para canibalizar/recompletar.

      Esqueça Mirage: a FAB não quer mais nem ouvir falar deles…

      Sds.

    21. Uma pergunta:
      Porque a FAB optou por comprar a M-2000
      e não patronizar a frota apenas com F-5 e AMX?

      Os F-5 modernizados são superiores os M-2000 e ainda têm custos menores…

    22. zmun disse:
      7 de junho de 2010 às 17:46

      “Uma pergunta: Porque a FAB optou por comprar a M-2000 e não patronizar a frota apenas com F-5 e AMX?”

      Caro, a FAB não optou nada. Foi o governo federal que decidiu comprar os M-2000 em 2003 (?) após cancelar o FX1, sob a alegação de que sobraria mais dinheiro pro “Fome-Zero”…

      Sds.

    23. zmun disse:
      7 de junho de 2010 às 17:46

      A compra dos M-2000 não foi exatamente uma decisão da FAB, mas sim de um certo ser marinho de 9 tentáculos, hehehe.

      Abs

    24. Fiquei sabendo que até agora os franceses só entragaram apenas uma fração das armas dos M-2000. Descumbriram os prazos na cara dura. E ainda tem gente defendendo os Rafale…

    25. Vader disse:
      7 de junho de 2010 às 14:43

      Parabéns pelo post!

      abraço bro! mas não vai se acostumando com elogio não! rsrsrsrs

    26. Tenho reservas em afirmar, passado tanto tempo, que a decisão tampão pelos Mirage 2000 tenha sido estritamente política. Mesmo ao cancelamento do FX, decisão condicionante àquela, circula rumores que a própria FAB gostaria de rever seu projeto de compra para permitir a participação de vetores mais próximos do “estado da arte”, com a esperança de maior orçamento, após a crise financeira de 2002.

      Àquela altura do campeonato os estados francês e brasileiro não tinham assinalado nenhuma proximidade privilegiada em matéria de defesa, e o caça oferecido à época pela Dassault, era um tal de Mirage 2000/BR, uma versão “abrasileirada” do Mirage 2000-5. O lobby a esse caça era feito pela própria Embraer, ou se esqueceram ?

      Acredito que a proposta (TAMPÃO) pelo Mirage 2000 foi feita pelo alto escalão da FAB, que, à época, insito, acreditou ser esta a mais viável opção, diante do cancelamento do FX e a desativação dos Mirage III. O novo Mike ainda não podia ser avaliado concretamente para ser eleito uma opção para defesa aérea do planalto central.

      Fosse hoje, ahhh !!! hipóteses…, o Mike uma (surpreendente) realidade, com as circunstâncias de outrora, do ano de 2003, certamente o Mirage 2000 jamais voaria em céus brasileiros, e quiçá, o governo empurraria o FX2, ou este nem existiria nos moldes atuais, pois acredito que a FAB e a EMBRAER, diante de uma renovação bem sucedida dos Mike, em conjunto com outra empresa aérea de ponta, Russa ou Israelense, poderia tocar um FX genuinamente nacional, mesmo em parceria.

      Hipóteses… Se o Mike estivesse voando já em 2003, acho que tudo seria diferente no FX 1, 2, ou N…

    27. Edmar,

      em 2008 os F-5M abateram o Mirage 2000C do esquadão Picardie (recentemente desativado), se não me engano, e estes eram com radar RDI de 80km de alcance… similar ao do F-5M… não contavam com os Micas… e sim os S530D, basicamente o mesmo caça que temos hoje no nosso GDA (estes, inclusive, já estiveram aqui, nas mãos dos franceses em 2004)… diferentemente da primeira Cruzex… onde veio, sim, o M2000-5-mica-RDY de 130km,… logo… algo aconteceu para que nós não enfrentássemos novamente os M2000-5-RDY-mica & Sentry…

      Sem o R-99 o F-5M não passa de um caça médio/razoável, com pouca autonomia e ridícula capacidade de portar mísseis BVRs…
      Frente a um M2000-5 seria o verdadeiro inferno! nosso F-5M seriam detectados a mais de 100km, equanto só poderiam ver o M2000-5 a pouco mais de 50km… ambos com alcance degradado para refletir melhor a realidade… o M2000-5 comumente porta 4 Micas RA/EM e 2 Micas IRs… apenas um elemento de M2000-5 colocaria 12 F-5M em uma situação de risco total…
      Se somarmos os F-5M ao R-99 a situação melhora um pouco, mas continua firme do lado dos franceses se estes estiverem guarnecidos pelo Sentry… os franceses enxergariam nosso R-99 a 400km de distância… ao nosso R-99 restaria abandonar o cenário ou arriscar-se… muito provavelmente seria atacado, tb, no limite de alcance dos Micas… 60km, mesmo alcanece do Derby do F-5M… porém o Sentry, muito mais capaz que nosso R-99 certamente estaria ludibriando o mesmo, encurtando as pernas dos Derbys para casa de 30/40km no máximo… lembrando que cada M2000-5 carrega 6 BVRs… a saraivada aconteceria, provavelmente, contra o inimigo mais próximo!
      ou seja: no mundo real, os M2000-5 poderiam errar um ou 2 mísseis… já nossos F-5M não teriam a mesma chance…
      lembremos que o M2000-5 ataca 4 alvos simultaneamente! e com a situacional definida a 200km de distância, pois o Sentry já a teria definido sua base…

      Caso seja no mano-a-mano seria um desastre para os Mikes! somente o radar RDY de 130km do M2000-5 já seria suficiente para designar o provável vencedor, soma-se a isso o FBW, mais razão de subida, potência instantânea, números de rolagem sem comparações…

      era isso…

      Sds!

    28. Chicão, obrigado pelo elogio.

      Mas tendo a discordar da maneira como o amigo coloca as coisas em termos de combate aéreo, como se fosse uma simples comparação de dados fornecidos por fabricantes (fica parecendo joguinho de super-trunfo). “Designar o vencedor” de um eventual embate com base apenas em dados de alcance radar e outros quesitos me parece uma forma bastante simplista de ver a coisa.

      A realidade de um combate é muitissimo mais complexa do que isso. Super-trunfo é super-trunfo, treino é treino e jogo é jogo. E no “jogo” há muito mais variáveis do que simples números apanhados aqui e acolá.

      Sds.

    29. Vader, que fique claro, elogio pela forma da defesa e colocação das idéias, e não tanto pelo conteúdo, do qual discordo de alguns pontos, mas são irrelevantes neste momento.

      Olha só… sobre combates aéreos… se a supremacia lógica e confirmada, neste caso, não serve para se traçar um hipotético mas provável desfecho… e “querer” contar apenas com o imponderável para mudar o rumo certo da “história”, então vc está certo… claro… a própria história já nos ensinou que o imponderável se fez presente… mas justamente por isso ele leva este “estigma”… na grandissíssima maioria das vezes venceu o “provável”… pela sua lógica, também, poderemos ficar com FAL e F-5M e A-1 pelo resto da vida que não haverá grandes problemas…

      Claro amigo que eu sei que combates aéreos são mais do que valores! porém valores são os únicos “exatos” e mensuráveis, ou o mais próximo disso que se pode ter!

      Mas vamos por em miúdos:

      Acima vc deixa claro que o Mirage 2000-5 não tem superioridade alguma sobre um F-5M, que apenas o que se sabe da história da aviação, de exercícios, de medições, de fatos concretos como desempenho em combate… dos Mirages, das 2 guerras do Oriente médio… da experiência que a DAssault teve com isso…dos equipamentos que estão presentes, nos radares, na aviônica… etc.. etc… etc.. nada disto é relevante…são apenas propaganda dos Franceses!
      porém, quando os americanos e suecos propagam capacidade como as do F-22 e F-35 e do inexistente NG, sem mesmo este penúltimo estar em serviço, e o F-22 não ter provado absolutamente nada! o amigo é a maior “vedete” existente neste planeta! afirma categóricamente que o F-35 será o maior caça da história! – coisa que concordo em partes, até sair mais notícia sobre – mas baseado em que Vader??? vc é um “grandão” do pentágono? um executivo ou engenheiro da LM? e mesmo que fosse… não poderia nunca “afirmar” tal coisa? poderia supor? acho que sim! como eu e muitos aqui!

      Porém não acho legal vc chegar aqui e reduzir o que eu escrevi em papo furado de “super trunfo”… e outras “besteirites” que inventaram por aquí !

      Quer argumentar? beleza! mas assim, desta forma… dizer, para mim, que a coisa é mais complexa, como se eu não imaginasse que é… fica ruim brother!

      O que vc sabe sobre o F-5M? acredita que a FAB e EMBRAER redescobriram a roda? fizeram um caça como este, que carrega apenas 2 mísseis BVR se tornar o que ele não teria capacidade de ser nesta e nem em outra vida? não Vader!… o F-5 teria que nascer denovo! maior e mais potente!

      Faça o seguinte, imagine as variáveis contrárias do hipotético “combate” que falei acima… e veja se o resultado será diferente!

      O que vc quer que se restrinja é justamente ao imponderável, neste caso, para embasar sua crítica, e que neste caso, não tem fundamento algum!

      Imagine:
      Os M2000-5 desdobraram sua famosa tática de 2 mísseis.. 1 EM e outro IR, a 60km de distância, 2 em cada 4 alvos distintos… porém a poderosa contra-medida do E-3 francês foi ludibriada pelo simplificado sistema do R-99… e, como que em um passe de mágica os pilotos brasileiros hipnotizaram os franceses e estes abriram mão de seu maior treinamento e vivência em guerras, e passaram a agir como idiotas completos… deixando de usar, além disso, as maiores capacidades individuais dos Mirages… como velocidade, ascenção, controle FBW… (ah sim, vc não acredita que os Mirages dos “Safados” franceses possam ser algo que vooa)
      pois parece isso o que vc imagina que possa acontecer… pode? tem gente que acredita em mãe dinah…
      Mas se fores pensar com a razão vc dará números a este combate… imponderável fará parte das probabilidades… não só os franceses podem ter problemas como os brasileiros tb… na verdade a maior probabilidade de problemas está caindo para nosso lado…

      espero que tenha ficado claro meu ponto de vista, pois o seu vc já deixou: és anti francês até os ossos, até onde a raiva te cega!

      Sds!

    30. Vader, só me diz uma coisa: o que o F-5E fez, fato, não blálblá-blá, em termos de guerra, se comparado com o Mirage? e estou falando apenas do MIII… isso é mensurável meu amigo! assim como o sucesso do F-15!

      Sds!

    31. 2 considerações:

      Não sei quais as capacidades do F-5EM, pois nunca foi testado em combate. O que sei é que são células da década de 70 com recheio da década de 90, já que a modernização também veio tarde.

      Neste pondo concordo integralmente com o Francisco. O que a FAB fez foi louvável: pegou o que tinha no inventário, cuja manutenção é feita aqui em todos os nívels e cuja operação não é nenhum segredo, cujo custo de adaptação é baixo, visto que é uma célula que grande parte dos pilotos de primeira linha voa, e modernizou de acordo com suas possibilidades.

      A modernização trouxe know-how de integração de sistemas para a Embraer, uma ligação mais estreita com os israelenses em sensores e aviões (lembro que depois desse estreitamento já vieram o Desby, pods de designação laser, pods de reconhecimento, UAVs…) e hoje operamos um avião com grande comunalidade com os sensores do principal avião de transição operacional (o A-29) que é capaz de operar sozinho, em conjunto com os R-99 recebendo informações via data-link, ou em pacotes, sendo o F-5 o avião de superioridade aérea.

      Hoje, portanto, operamos um vetor infinitamente mais capaz que há 30 anos atrás, com capacidade BVR.

      Mas tudo isso é limitado, dadas as próprias e naturais limitações da modernização de um vetor de duas gerações atrás.

      Contra qualquer vetor latino-americano, exceto os F-16 block50/52 chilenos, MIG-29 peruanos e SU-30 venezuelanos, os F-5 provavelmente se sairiam muito bem, visto que são os únicos vetores com capacidade BVR e capazes de operar em conjunto com um avião de alerta radar, e isso são duas vantagens vitais.

      Assim, cobriu-se uma lacuna na FAB que agora é capaz de treinar e aperfeiçoar dia-a-dia a doutrina de emprego em ambientes BVR.

      O bem que o F-5EM fará para a FAB é intangível.

      Agora contra mirages 2000-5, é óbvio que a coisa muda de figura, especialmente porque uma coisa que se aprendeu na Red Flag em 2009 é que os Mike teriam a sobrevivência aumentada de carregassem mais mísseis BVR.

      Sejamos sinceros: em caso de guerra, o que podemos fazer com pouco menos de 50 F-5EM?

      Vou falar o que penso e acredito que muitos irão se doer, mas hoje as forças armadas do Brasil são sucateadas. Melhorou em relação às décadas de 80/90? Sim, um pouco. Mas se manteve o lamentável perfil de manutenção de doutrina. E é isso o que temos. Operacionalmente somos extremamente limitados, é bom que isso fique claro.

      ___________________________

      Quanto à compra dos Mirage 2000C, ela aconteceu porque os Mirage IIIEBR simplesmente já não voavam mais. A operacionalidade do 1° GDA era tão baixa que a chegou-se deslocar T-27 armados com metraladoras em casulos e depois Xavantes até, finalmente, um elemento de F-5E.

      A compra pode ser questionada. Eu também o faço. Mas lembro aos senhores que à época havia o conturbado momento do FX-1 e as oportunidades no mercado de aeronaves usadas coincidia com os participantes da concorrência. O governo temia que a compra pudesse ser um indicador do vencedor quando, na verdade, já tinha tomado a decisão de adiar o pleito.

      O Mirage 2000C trazia outra característica desejável: nasceu como interceptador puro, o que é essencial na missão primordial do 1° GDA.
      ______________________________________________

      A vida útil das aeronaves não tem a ver apenas com a idade, mas sim com o tempo de horas de vôo e condições de utilização e manutenção.

      Quando se diz que a vida útil dos A-1 modernizados será de 10/12 anos, não estão levando em consideração que no Brasil se voa relativamente muito menos que nos países da OTAN. Isto significa que uma aeronave aqui pode se manter operacional por, no mínimo, 50% mais tempo, sem necessariamente ter voado mais.

      Portanto, ainda veremos as aeronaves modernizadas voando muito tempo por aí. Estamos em 2010 e ainda não decidimos SEQUER o primeiro lote do FX-2.

    32. Caros Amigos.:

      Eu concordo em quase tudo o que vocês comentaram, mas, eu já ouvi dizerem que uma comissão do governo andou visitando um angar da Força Aérea dos E.A.U.
      Possivelmente seria uma visita aos “Mirage 2000-9” daquela força.

      O que dá para entender é que possivelmente (não que a FAB queira) mas se o FX2 for cancelado é quase provável que vamos pilotar os “Mirage 2000-9” dos E.A.U. ou os “Mirage 2000-5” da Força Aérea Francesa.

      Na minha opnião, antes ter alguns “Mirages” modernos do que ter apenas “F-5M” voando pela FAB.

      Agora o que nos resta é apenas aguardar!!!

      Abraços aos amigos.

    33. Continuando…

      A quem diga que os “Mirage 2000-5” seriam ligeiramente melhores que os “F-16MLU”.
      ……………………………………………………………………………………………………….

      Agora em minha opnião se o FX2 for cancelado, então poderiamos adquirir nesse caso uns 48 caças “Mirage 2000-5” e equipar 4 esquadrões, sendo, 12 caças em Canoas RS, 12 caças em Santa Cruz RJ, 12 caças em Anápolis GO e 12 caças em Manaus AM.
      Os “F-5M” poderiam ser divididos e equiparem esquadrões em Natal RN e outras bases estratégicas do país.

      Abraços aos amigos.

    34. Chicão talvez tenha me expressado mal, pelo que peço excusas.

      O que quis dizer é que em termos de combate aéreo o imponderável é a REGRA. O equipamento apenas tenta diminuir as chances deste prevalecer, mas apenas o treinamento responde por cerca de 50% de qualquer combate.

      De maneira que acho (minha e só minha opinião) um tanto leviano ficar comparando dados, especialmente os dados aparentes, fornecidos por fabricantes e encontráveis na wikipedia, que temos acesso (e não os secretos, que absolutamente não sabemos), e com base em tal comparação decretar, como numa fátua, que tal e tal aeronave venceria, automaticamente.

      No mais, o Mirage 2000 também nunca ganhou batalha alguma, tão longe quanto me recordo (o Mirage III era outra aeronave – e mesmo quanto a esta há controvérsias, dado que os combates vencidos por esta não estão relacionados apenas ao equipamento, mas ao lendário alto nível de treinamento da IAF).

      O F-5 é uma aeronave limitada em termos atuais? Ora, ninguém disse que não. Mas ele é “balato” (rs) e seu preço compensa suas limitações. De fato, o que o amigo não compreende é que compensa ter 2 F-5M a ter 1 M-2000. 2 Gripen a 1 Rafale. Custo-benefício. Simples. Pois entre aeronaves de mesma geração dois sempre serão mais perigosos que um só.

      Óbvio que eu queria a FAB voando de F-22 e recebendo seus F-35 a partir de 2016 e não retrofitando A-1 e F-5. Mas temos de nos ater à realidade, e nossa realidade é esta que aí está. Prefiro 50 e poucos F-5EM voando e cumprindo as missões presentes (quanto às futuras são outra conversa) do que com 12 M-2000 defasados e caindo aos pedaços no hangar, ou voando só no 7 de setembro.

      Por fim, quanto ao F-35, acho (e apenas acho) que ele será a melhor aeronave tripulada da história, mas estou absolutamente longe de dizer que ele venceria automaticamente um F-22, um T-50, ou mesmo um Rafale/Gripen/SH. Não existe isso de “vencer automaticamente” em projeção futura. Repito: em combate, qualquer combate, mas no aéreo ainda mais, o imponderável é a REGRA, não a excessão. A história demonstra isso à farta.

      Abraço.

    35. Discordo Vader, a história pode mostrar o imponderável bem presente, porém na grande maioria das vezes o melhor equipamento aliado ao bom treinamento venceu todas! pois o imponderável não deve ser confundido com ônus ao melhor… pode ser que em uma determinada ação tática, pela presença do imponderável, se torne até mais fácil do que deveria…

      mas lembrando a história… citada por vc…

      Coreia, onde o Mig-15, com certa inferioridade de treinamento dos pilotos coreanos principalmente, superou os F-80 e F-84 americanos, depois… com a entrada do Sabre, que mesmo assim não tinha grande superioridade sobre o Mig-15, as coisas começaram a mudar… caso contrário, os americanos, mais bem treinados e experimentados, teriam dominado os céus mesmo com aeronaves inferiores… mas não foi isso que aconteceu! deu a lógica! “mata cobra” é sorte!

      Vietnã:
      O mig 21 era e ainda é superior ao F-4 em combate aéreo aproximado, e estando este armado em igualdade, mostrou sua superioridade, hoje, ambos modernizados ao estado da arte, a diferença poderia ser maior ainda, pois o Mig-21 sendo menor e mais ágil conseguiria melhor furtividade… o que aconteceu é que no Vietnã o F-4 venceu pela maior persistência e superioridade numérica… mais uma vez o imponderável não foi a vedete, foi sim o provável… neste caso venceu o “maior”! a “surpresa” não derrotou os americanos! pelo contrário, os americanos sabem pq perderam tantas aeronaves e estavam cientes disso logo que começou o revés… tanto que recolocaram rapidamente os canhões nos F-4s… isso prova que o imponderável é confundido, talvez, aí, com o erro! porém chega ser paradoxal! pois logo sanado tais equívocos, que nunca determinaram o rumo da guerra aérea no Vietnã, as coisas andaram como previsto!

      Na WG I:

      Venceu quem? a lógica! F-15 derrubaram muitos mig-29, Mig-25, Mig-23/27… não pq estavam apenas amparados pela maior estrutura de guerra aérea moderna já vista, pois há relatos de kills solitários de F-15, por meios próprios, de algumas unidades inimigas…

      O que o amigo esquece a talvez confunda o imponderável com caos… não seria isso!? pois o caos acontece para os dois lados… não necessariamente para o mais fraco… lembrando a “máxima” de que o pão do pobre cai sempre com a manteiga para baixo… pq o amigo considera que o imponderável é regra para decidir pelo mais fraco?
      logo, estando em superioridade tecnológica e de equipamento, não seria mais fácil reverter uma situação imprevista e negativa? é lógico não é?

      Se não fosse assim, veríamos o movimento dos americanos para comprar milhares de F-16, F-15 e SH… mas não… o caminho é outro… especialização, treinamento e equipamento superior! os movimentos americanos não devem ser de supremacia numérica avassaladora de 20×1 como tem sido desde o Vietnã, e sim domínio tecnológico avassalador e paridade numérica com o inimigo…!

      Amigo, pode ter certeza, 2 M2000-5MKII armados com 2 IR + 6 EM mísseis Mica, com sua suite de guerra eletrônica superior, suas capacidade aeronáutica superiores com FBW, seu poderoso software de guerra aérea gerenciando os alvos de forma superior ao basico sistema do F-5M que não conta com FBW… deixando o piloto ainda com os cuidados extremos de um vôo de combate (lembrando ainda que muitos sistemas/sensores/equipamentos do M2000-5 foram desenvolvidos para integrar o Rafale) seriam mais mortais que 4 F-5M… que juntos levariam apenas 8 mísseis… contra 16 dos 2 M2000-5… o Radar do M2000-5 o RDY tem o dobro de alcance do radar do F-5M… o M2000-5 com um tanque subdominal pode se manter mais tempo no ar… com a situacional dominada eles podem decidir o momento de atacar e como atacar, sem que mesmo o mais próximo dos F-5M possa perceber sua presença…
      O Mica é um míssel superior tecnologicamente ao Derby, tem a versão IR que seria um impecilho quase indefensável pelo F-5 e seus poucos flares… exgotado os Derbys o F-5M contaria com um dos seus IRs… qual? o AIM-9B? Piranha? ou o Python III? todos este superados em alcance pelo Mica IR…

      pode acontecer o contrário? pode… mas será uma improvável exceção!

      Sds!

    36. Hehehe, Chicão, o AMX que o amigo tanto critica também… e no entanto sabemos que tanto o AMX na Bósnia quanto o M-2000 no Golfo cumpriram apenas missões secundárias ou de ataque/interdição.

      Abraço.

      PS: vem cá, sinceramente acho ótimo que tenhamos visões diferentes do combate aéreo. A unanimidade sempre é burra.

    37. Não conseguiram? quantos anos antes? he he mesmo! o Saddan tinha AAs e SAMs numa “quadra” o que os sérvios tinham no país todo…
      Já se sabe de ante mão que o F-117 foi derrubado pela soberba dos planejadores e pilotos que nem se importavam mais com as defesas… achando que tudo estava resolvido nesta área… deu no que deu… já no Iraque foi tudo muito bem arquitetado… isso quase uma década depois… uma curiosidade é que depois disso o F-117 “sumiu” do cenário… e na sequëncia saiu de cena… para sempre…

    38. Hehehe, Chicão, procê ver como o imponderável acontece e como treinamento é tudo: o fabuloso F-117 derrubado por meia dúzia de SAMs dos sérvios…

      Abs.

    39. Epa Epa Epa.. o F-5 perdeu uma metralhadora!!!,vixxi agora desando,o cnhão ja não é dos mais potentes ainda va me tira o segundoo!!!,vixi ai mando mal heimmm!!

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