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Dilma Foto - Roberto Stuckler Junior - Divulgação

vinheta-clipping-aereo A presidente Dilma Rousseff não tolera turbulências –nem as corriqueiras agitações da política nacional nem as literais: ela detesta quando o avião presidencial sacode em pleno ar.

Foi pelo medo do balanço que se habituou a verificar, pessoalmente, o plano de voo antes de decolar, tal qual um controlador de tráfego aéreo.

Ela estuda com diligência cartas meteorológicas e fez questão de aprender a ler os enigmáticos dados do painel da cabine do piloto, recinto em que, aliás, já é habitué.

Não raro, Dilma exibe, a 39 mil pés, seu estilo de chefia tão conhecido em terra.

“Joseli, por que o avião está sacudindo?”; “Joseli, que curva é essa?”; “Joseli, eu não quero ir mais rápido se for para passar por turbulência”.

O requisitado é Joseli Parente Camelo –tenente-brigadeiro do ar e autoridade máxima nas rotas oficiais desde os tempos em que a Presidência era ocupada por Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma costuma acionar o militar de quatro estrelas por um botão ao lado de sua poltrona. Quando o Airbus sacode, é fatal: a campainha toca. E, dependendo da trepidação, toca com muito vigor.

Certo dia, ela viajava de Brasília a Porto Alegre quando um detalhe curioso chamou a atenção de uma assessora. No lugar de uma linha reta, o gráfico que descrevia a trajetória da aeronave mostrava um zigue-zague. Motivo: a presidente insistiu para que Joseli fugisse do agito.

Os deslocamentos aéreos da presidente Dilma costumam demorar mais do que os voos comerciais.

Nas companhias privadas, as nuvens densas não são uma barreira. Afinal, sacudir em grandes altitudes é ruim porque incomoda, mas não por ser inseguro. Além disso, seguir em linha reta é mais rápido e mais barato.

Certa vez, o desvio foi tão grande que a aeronave fez a “curva” em Mato Grosso antes de aterrissar em Brasília.

Acostumado com as exigências da passageira, até o brigadeiro Joseli, como é conhecido, chegou a brincar: “Veja aqui, presidente, por onde a senhora quer ir”.

FONTE: Folha de São Paulo

COLABOROU: Galeão Cumbica

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Rafale - foto 2 Galante - Poder Aéreo

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Com o título ‘Política sul-sul rende frutos’, coluna do jornal Folha de São Paulo faz relação entre a oposição de franceses e ingleses ao candidato brasileiro à presidência da OMC e a oferta do caça Rafale francês para a FAB – segue o texto, abaixo:

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vinheta-clipping-aereoOs críticos hão de concordar -desta vez, a estratégia sul-sul do Itamaraty rendeu frutos.

O embaixador Roberto Azevêdo era, de longe, o candidato mais qualificado para liderar a OMC (Organização Mundial de Comércio). Mas isso, como se sabe, não garantia sua eleição.

Foi um trabalho de formiguinha feito ao longo de anos de galanteio das economias em desenvolvimento que garantiu sua vitória. Conta muito, aí, o fato de o presidente Lula ter aberto 17 embaixadas na África – e outras três terem sido inauguradas no governo Dilma.

É impossível saber quem votou em quem, mas se houve mesmo uma vantagem de pelo menos 80 votos (no total de 159) para Azevêdo, certamente os anos de aproximação com países emergentes foram essenciais. Franceses e ingleses fizeram oposição ativa a Azevêdo.

Como política é tudo, isso deveria entrar para o caderninho de Dilma na hora de avaliar a oferta da Dassault de venda dos caças Rafale para a FAB (Força Aérea Brasileira). Nicolas Sarkozy já tinha irritado o presidente Lula ao bombardear a proposta de acordo , liderada pelo Brasil e pela Turquia, de troca de combustível nuclear do Irã, em 2010.

Os Estados Unidos, apesar de apoiarem o mexicano Herminio Blanco, deixaram claro que também viam com bons olhos a candidatura de Azevêdo. Inclusive, comunicaram isso antes ao governo brasileiro.

Blanco era visto como o candidato dos países ricos. Ferrenho defensor do livre comércio, foi ministro do Comércio no México e liderou a negociação do Nafta. Já Azevêdo ficou chamuscado com as iniciativas protecionistas recentes do Brasil que foram questionadas na OMC, como o aumento da alíquota de importação de veículos.

Mas até aí, Pascal Lamy, presidente da OMC nos últimos dois mandatos, é francês. E a França está bem longe de ser uma defensora do livre comércio (menos ainda da eliminação dos subsídios agrícolas)

Nacionalidades à parte, os países emergentes vão querer cobrar a fatura da vitória de Azevêdo. Vai ser difícil, por exemplo, incluir na OMC a questão da guerra cambial, uma proposta defendida por Azevêdo quando era embaixador e naturalmente execrada pela China.

FONTE: Folha de São Paulo (coluna da repórter especial Patrícia Campos Mello)

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A presidenta responde

Gildásio Brito dos Santos, 23 anos, professor em Barra do Corda (MA) – Presidenta Dilma, quando vai começar a construção dos aeroportos regionais? E a minha cidade irá receber um?

Presidenta Dilma – Gildásio, lancei o “Programa de Investimentos em Logística – Aeroportos” para melhorar a qualidade dos serviços e da infraestrutura aeroportuária que já existe no Brasil. Temos 720 aeroportos públicos e mais de 1.900 privados. Então, na maioria dos casos, não precisamos construir, mas ampliar e qualificar o que já existe. Na primeira fase, vamos investir R$ 7,3 bilhões para ampliar e reequipar 270 aeroportos regionais – com reforma e construção de pistas, melhorias em terminais de passageiros, ampliação de pátios, revitalização de sinalizações e de pavimentos, entre outros. No Maranhão, vamos investir R$ 270,5 milhões em 11 aeroportos, e um deles fica em sua cidade. No Nordeste, serão investidos R$ 2,1 bilhões em 64 aeroportos regionais. No caso de voos regionais estratégicos, para garantir a existência das linhas, vamos subsidiar a passagem, e os aeroportos que movimentem até 1 milhão de passageiros por ano serão isentos das tarifas aeroportuárias e aeronáuticas. Queremos fortalecer a malha aeroviária regional do Brasil, encurtar as distâncias, e garantir oportunidades de crescimento econômico e mais qualidade de vida para a população.

Ismael Telmista de Lima, 42 anos, pastor evangélico de Lençóis Paulista (SP) – Presidenta, já li que o nosso país não investe nas Forças Armadas. Como o nosso país tem investido para garantir a soberania?

Presidenta Dilma – Ismael, com a Estratégia Nacional de Defesa, avançamos na modernização das Forças Armadas, com transferência de tecnologias. Sob a coordenação do Ministério da Defesa, estamos desenvolvendo o submarino à propulsão nuclear, sob a responsabilidade da Marinha, em parceria com a França. Criamos o Centro de Defesa Cibernética e já começamos a produzir a nova família de blindados Guarani, sob a responsabilidade do Exército. Demos partida ao Sisfron, um sistema integrado que fortalecerá a defesa territorial da faixa de fronteira. Investimos nos projetos do novo avião cargueiro reabastecedor KC-390 e do VLS, o veículo lançador de satélites, por meio da Força Aérea. Propiciamos a instalação da primeira fábrica de helicópteros de grande porte do Brasil, que fornecerá 48 aeronaves para as três Forças, com 50% de conteúdo nacional.

Na área espacial, a construção do satélite geoestacionário nacional dará autonomia às nossas comunicações militares. E novos projetos poderão ser desenvolvidos. Temos cuidado também dos nossos homens e mulheres militares, absolutamente dedicados na defesa da nossa pátria. Sabe, Ismael, o Brasil forte, desenvolvido e soberano que construímos requer Forças Armadas cada vez mais preparadas, e estamos trabalhando para isso.

FONTE/FOTO: Planalto.gov

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Segundo reportagem da Bandnews, a decisão pode abrir caminho para que a Rússia participe da licitação que já tem França, Estados Unidos e Suécia

 

No último dia de visita oficial a Moscou, a presidente Dilma Rousseff confirmou a suspensão temporária da compra de caça para a Força Aérea.
A decisão abre caminho para que a Rússia participe da licitação que já tem França, Estados Unidos e Suécia.
As informações, com o corresponte na Europa, Milton Blay. Clique na imagem para assistir ao vídeo.

FONTE: Bandnews TV / COLABOROU: Roberto Bertazzo

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A presidente Dilma Rousseff complementou a frase acima, referente ao adiamento que vem de alguns anos da opção por um dos três caças finalistas do programa F-X2 da FAB: “Nós esperamos que o Brasil cresça nos próximos meses a uma taxa que dê possibilidade para que nós possamos voltar com esse assunto para nossa pauta como sendo um assunto prioritário.”

A pergunta sobre o programa F-X2 e a resposta da presidente Dilma Rousseff estão a partir dos 23 minutos da entrevista coletiva.

VÍDEO: TVNBR

Colaboraram: Gilberto e Ci-Pin-Ha

NOTA DO EDITOR: na mídia internacional, seja a especializada em defesa, em economia ou a geral, a declaração sobre a decisão do F-X2 poder “levar ainda algum tempo” e depender “da recuperação do país” também está repercutindo desde ontem à noite. Há matérias publicadas no site Defensenews,  Nasdaq e The Local edição francesa (nesse caso, com conteúdo da AFP), enquanto título de matéria no La Tribune francês pergunta: “Qual avião de combate vai escolher Dilma Rousseff ?”

A visita de estado da presidente Dilma Roussef a Paris nestes próximos dois dias é abordada com relativo destaque por dois jornais franceses que circulam nesta terça-feira. Le Figaro e Les Echos ressaltam a afinidade política e o reforço da parceria estratégia e de cooperação entre a França e o Brasil como os pontos fortes desse novo encontro os presidentes François Hollande e Dilma Roussef.

Paris estende o tapete vermelho para o Brasil. Esse é o título escolhido pelo conservador Le Figaro para demonstrar a acolhida que a presidente Dilma vai encontrar na capital francesa durante sua visita de estado. Desfile pela famosa Champs Elysées, discurso na Assembleia Nacional e jantar de gala no Paládio do Eliseu. É com grande pompa que a França recebe Dilma, escreve o jornal.

As relações entre os líderes são de grande afinidade e eles têm o mesmo combate: o crescimento como saída para crise. Dilma Roussef quer encontrar em Hollande um aliado contra as políticas de austeridade que comprometem a economia brasileira, escreve Le Figaro, lembrando que o crescimento do país será de apenas 1,5% este ano apesar dos inúmeros planos lançados por Brasília para estimular a economia.

Para o Brasil, a União Europeia comete suicídio ao impor a austeridade, informa o jornal sem deixar de lembrar que Dilma Roussef já repetiu várias vezes sua discordância com a política de rigor defendida pela chanceler alemã Angela Merkel.

O jornal também diz que a França mudou de tática e ao invés de querer empurrar o avião de caça Rafale a todo custo, trabalha agora com mais discrição e busca em seu discurso valorizar os benefícios da parceria estratégica que já está em curso.

Para o Econômicos Les Echos, Dilma Roussef vem à França sobretudo para mostrar que o Brasil é um país atraente para investimentos. Ela desembarca em Paris com a cabeça erguida, diante de uma popularidade de 80%, e em território amigo já que tanto ela quanto Hollande insistem no crescimento econômico como saída para a crise.

O Les Echos lembra que a novela Rafale já não é o ponto principal dos encontros entre Brasil e França e o importante é fortalecer as boas relações políticas e comerciais já que 500 empresas francesas estão instaladas no Brasil.

Como o país agora carece de mão de obra qualificada, Dilma Roussef deve prometer facilitar a concessão de vistos de trabalho para os franceses trabalharem no Brasil, afirma o Les Echos.

FONTE: RFI em português

FOTOS: Planalto.gov.br

NOTA DO EDITOR: outro jornal francês, o Le Monde, traz uma manchete um pouco mais contundente em relação a essa possibilidade do caça francês não ser exatamente a prioridade da viagem da comitiva brasileira. O título é “L’achat des Rafale par le Brésil : histoire d’un fiasco” (A compra do Rafale pelo Brasil: história de um fiasco). Infelizmente, o texto integral (clique aqui para ver a parte inicial) é apenas para assinantes do jornal mas pelo parágrafo disponibilizado e pelos comentários de leitores, a “culpa” pelo fracasso deve estar sendo colocada no ex-presidente Nicolas Sarkozy.

A presidenta Dilma Rousseff reúne-se hoje (11) com o presidente da França, François Hollande, em Paris. Será o segundo encontro em seis meses, pois em junho ambos estiveram juntos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Em pauta, a crise econômica internacional e projetos nas áreas de defesa, educação, ciência, tecnologia e inovação.

Às 11h (8h de Brasília) Dilma participa da cerimônia oficial de chegada, em Les Invalides. Depois, tem reunião com o presidente da Assembleia Nacional. Às 15h, a presidenta participa do Fórum pelo Progresso Social – O Crescimento como Saída para a Crise, organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean Jaurès.

A conversa com Hollande será às 17h (14h de Brasília), no Palácio Eliseu. No mesmo local há a cerimônia de troca de condecorações, depois a assinatura de atos e uma entrevista coletiva. Às 20h30, Hollande oferece um jantar para Dilma. Em discussão, a venda de 36 caças franceses ao Brasil.

Brasil e França firmam parceria para aumentar a concessão de bolsas de estudo

Os governos do Brasil e da França vão ampliar a parceria para a concessão de bolsas de estudo para gradução e pós-graduação. Um memorando de entendimento será assinado hoje (11) pelos presidentes Dilma Rousseff e François Hollande (França), em Paris. Pelo acordo, em três anos, a França deverá receber cerca de 2 mil estudantes – nos níveis de doutorado e pós-doutorado.

A ideia é que os estudantes de doutorado e pós-doutorado tenham condições de optar por três modalidades de bolsas – doutorado-sanduíche, doutorado pleno e estágio pós-doutoral. As condições de envio e recepção dos bolsistas serão formuladas pelas agências de cooperação dos respectivos países.

O Ministério da Educação (MEC) informou que o objetivo da parceria é fortalecer as relações bilaterais na área de pesquisa científica, pois há um reconhecimento internacional da excelência das universidades francesas, principalmente em ciências básicas e engenharias.

De acordo com o MEC, os governos brasileiro e francês têm um trabalho de cooperação intenso nas últimas décadas. A parceria mais antiga é com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do MEC, que é dos anos 1970. Atualmente, a Capes mantém oito programas de cooperação internacional com a França.

Em 2011, os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil firmaram com o Ministério das Relações Exteriores da França um acordo para a recepção de bolsistas brasileiros naquele país, na área de graduação. Ao lado dos Estados Unidos, a França é o país com maior número de bolsistas brasileiros.

Brasil e França assinam acordo sobre fronteira da Guiana

O governo brasileiro fechará uma série de parcerias com a França na tarde desta terça-feira. Entre as iniciativas há um projeto para montar um sistema de socorro emergencial integrado na fronteira norte do Brasil, na divisa com a Guiana Francesa, além de projetos para a produção de células voltaicas e um acordo de cooperação entre os Correios e o grupo postal francês La Poste.

Segundo informações antecipadas pelo Itamaraty, um dos principais atos que serão assinados entre os governos do Brasil e França é o que prevê a cooperação no socorro emergencial às margens do Rio Oiapoque, na fronteira da Guiana Francesa. Será criada uma faixa de 150 km em que os dois países poderão trabalhar de forma conjunta.

O Ministério do Desenvolvimento e os ministérios franceses da Indústria e do Ensino Superior também acertarão detalhes para o desenvolvimento do setor de energia solar. A intenção é que o Brasil tenha tecnologia para o desenvolvimento de unidades fotovoltaicas completas, desde a purificação do silício até a produção das células e módulos. Ainda na área econômica, os Correios e a francesa La Poste pretendem assinar acordo de projetos de cooperação.

FONTES: Agência Brasil e Estadão (conteúdo editado de três reportagens distintas)

FOTO DE BAIXO: Reuters, via Folha de São Paulo

 

Em uma alusão ao caça francês Rafale, o pesquisador francês e especialista em relações da América Latina, Jean-Jacques Kourliandsky, diz que a França já demonstrou que as relações com o Brasil não se resumem na tentativa de compra dos caças para a Aeronáutica brasileira. A declaração foi feita no primeiro dia da visita oficial da presidente Dilma Rousseff à França.

A visita da comitiva brasileira conta com cinco ministros e tem como objetivo fechar acordos comerciais, estabelecer parcerias no setor da cooperação científica e militar, além de discutir saídas para a crise econômica. Mas, entre os inúmeros assuntos tratados durante os três dias da visita oficial, o Rafale está sendo o centro das atenções.

Segundo o pesquisador, a assinatura de um contrato de venda de 36 caças ( da ordem de 8,2 bilhões de dólares) poderia dar um novo impulso à estagnada economia francesa. Ele também diz que a França tem vantagem sobre os seus concorrentes por causa do histórico de parcerias firmadas no setor de armamento com o Brasil. “Todos os contratos que previam a transferência de tecnologia entre os dois países, funcionaram muito bem. E na hora da decisão, os brasileiros certamente levarão este aspecto em conta”, afirmou Kourliandsky.

O Brasil tem negociado, desde o governo Fernando Henrique Cardoso, a comprar de 36 novos caças para a Força Aérea Brasileira ( FAB). Além do Rafale, os americanos da Boeing, com o aparelho F-18 Super Hornet e os suecos da Gripen continuam tentando atrair as atenções do gigante sulamericano. Depois do claro apoio do governo Lula ao então presidente francês, Nicolas Sarkozy, o anúncio da compra dos caças Rafale parecia uma questão de tempo.

O assunto então, tornou o prato principal de cada jantar e recepção organizados pelos presidentes de cada país. “Este não é o primeiro encontro entre os dois presidentes. Já houve outros encontros este ano, como na reunião do G7 no México ou no Rio, durante a Rio +20. Além disso, eles se encontraram no Chile no fim do mês de janeiro. Será que a visita da presidente Dilma será focada somente nos acordos comerciais e nas parcerias militares?”, questionou o pesquisador francês Jean-Jacques Kourliandsky, que estima que o assunto Rafale já deixou de ser a pauta principal para os dois países.

“Eu acredito que é muito difícil dizer que estes pontos não estarão na pauta da visita. Mas podemos estar seguros de que este assunto Rafale não será o único a ser tratado. Além disso, o ministro da defesa francês foi ao Brasil em novembro e na ocasião ele “desrafalizou” as relações bilaterais entre esses dois países, sobretudo quando se trata da negociação de contratos. Ele fez isso para sair desse ciclo vicioso de contrato Rafale, que se tornou quase que uma obsessão para o governo francês anterior”, concluiu o pesquisador.

 

Dilma prepara discursos e descansa no hotel em Paris

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A presidente Dilma Rousseff e sua comitiva desembarcaram esta madrugada na capital francesa, por volta de 1h, no horário local. Até quarta-feira, Dilma faz uma visita de Estado à França, cercada de pompa, para tratar de temas econômicos, de defesa e cooperação científica. A presidente está instalada num dos hotéis de luxo do centro de Paris, o Bristol, a dois passos do Palácio do Eliseu. Bandeiras do Brasil estão hasteadas por toda a avenida Champs Elysées, onde Dilma vai desfilar amanhã ao lado do presidente François Hollande.

Dilma está acompanhada de uma grande comitiva que inclui os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Defesa, Celso Amorim, da Fazenda, Guido Mantega, da Indústria e Comércio, Fernando Pimentel e da Educação, Aloizio Mercadante. Marco Aurélio Garcia, assessor para Relações Internacionais da presidência, Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, e o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, entre outras autoridades, integram a delegação brasileira.

O governo francês preparou uma recepção calorosa. Bandeiras do Brasil estão hasteadas na avenida Champs Elysées, onde Dilma vai desfilar amanhã ao lado do presidente Hollande em carro escoltado pela cavalaria.

Hoje, a agenda da presidente é livre. Dilma fica no hotel descansando e revisa com assessores os discursos que fará durante a estadia, o primeiro deles amanhã, diante dos deputados franceses na Assembleia Nacional.

Rafale e medidas contra a crise na agenda

A parceria estratégica entre a França e o Brasil nas áreas da defesa, ciência, educação e tecnologia estarão em pauta. O governo socialista francês trabalha de maneira discreta para convencer o governo brasileiro a optar pela compra dos aviões de combate Rafale, da fabricante Dassaut, na licitação de 36 caças da Força Aérea Brasileira (FAB) em que concorrem também o F18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Gripen, da sueca Saab. O contrato do Rafale teve o valor estimado em US$ 8,2 bilhões; sempre foi a proposta mais cara entre os concorrentes.

No sábado, a revista “Istoé” publicou reportagem afirmando que a FAB se inclina a favor do F-18 Super Hornet americano. A decisão está suspensa há dois anos, devido aos cortes no Orçamento, mas o governo brasileiro promete anunciar sua escolha em 2013.

O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, esteve com o ministro Celso Amorim em Brasília, em novembro. Na ocasião, Le Drian tentou tirar o Rafale do centro das atenções, lembrando que a França mantém uma cooperação estreita com o Brasil envolvendo vários tipos de armamentos. Em 2009, o grupo francês de construção naval DCNS assinou um contrato de US$ 8,6 bilhões para a construção de cinco submarinos, incluindo um submarino nuclear.

A agenda oficial de Dilma em Paris começa amanhã com cerimônia de boas-vindas do presidente Hollande no monumento dos Inválidos (Invalides), seguida de desfile oficial em carro escoltado pela cavalaria na avenida dos Champs Elysées. Depois, Dilma vai discusar na Assembleia Nacional, participar do Fórum pelo Progresso Social, cujo tema é o crescimento como saída da crise, e é co-organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès. Em seguida, ela será recebida pelo presidente Hollande no Palácio do Eliseu para reunião de trabalho e assinatura de acordos de cooperação. Na noite de terça, Dilma e a delegação brasileira serão homenageados com um jantar de gala no Eliseu.

Na quarta-feira, a presidente participa de um seminário de parcerias estratégicas no Medef, a maior entidade empresarial francesa. Faz reuniões com o prefeito de Paris, Bertrand Delanoé, e com o presidente do Senado, Jean Pierre-Bel. Depois segue para a Rússia, onde ficará dois dias.

FONTE: RFI em português (o link dá acesso a uma de três reportagens publicadas pela RFI sobre a visita, duas das quais reproduzimos aqui)

FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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A presidente Dilma Rousseff chegará à Rússia no dia 14 de dezembro. Ela irá se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin e, segundo supõem alguns analistas brasileiros, além de questões de cooperação no âmbito dos Brics, os dois poderão tratar da compra de um lote de 36 caças multifuncionais Su-35, da russa Sukhoi, no valor de US$ 4 bilhões.

Por Víktor Litóvkin, na Gazeta Russa

Como se sabe, o Su-35 já participou mais de uma vez da concorrência organizada pelo governo brasileiro, mas nunca chegou até o final. Além do Su-35, participaram desse edital, que teve início ainda em 2007, três aviões: o Rafale, da francesa Dassault, o americano F/A-18E/F Super Hornet, da Boeing, e o sueco JAS 39 Gripen, produzido pela Saab.

A licitação tinha em vista o fornecimento de 36 aviões até 2015, além da produção de mais 84 até 2024 pelos próprios brasileiros, com a concessão que seria fornecida juntamente com os caças. Os favoritos eram o Rafale e o Gripen, mais baratos e fáceis de usar. Mas a decisão final ainda não foi tomada.

A concorrência já foi adiada mais de uma vez. Na primavera de 2011, por exemplo, ela foi interrompida por falta de recursos. Hipóteses foram levantadas após uma visita de consulta do ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, à Índia, logo depois de o Rafale vencer uma licitação no país em fevereiro com 126 caças multifuncionais de porte médio. Então, uma série de jornalistas anunciou que o favorito seria o caça francês.

O avião russo Su-35, um caça da geração 4++ com a vantagem de ser pouco visível, corresponde totalmente às exigências da quinta geração. Ele é capaz de desenvolver uma velocidade de 2,5 mil quilômetros por hora, superando os 3,4 mil quilômetros. O raio de combate do caça alcança 1,6 mil quilômetros. O Su-35 está armado com peças de calibre de 30 milímetros. Além disso, o avião possui 12 pontos de suspensão para foguetes e bombas de diferentes tipos.

Detecção de alvos

Uma característica muito importante da aeronave é que seu sistema de controle de armamento é a nova estação de radar de grade faseada “Irbis-E”, que possui características únicas no que diz respeito à capacidade de detecção de alvos. De acordo com especialistas russos, seu alcance de detecção de alvos em regime “ar-ar” ultrapassa 400 quilômetros. Esse índice é significativamente mais elevado que o de caças análogos.

O RLS instalado no avião com radar de grade faseado também tem mais alcance de detecção de alvos aéreos. Além disso, pode analisar simultaneamente o espaço em terra e aéreo e descobrir, acompanhar e bombardear um maior número de alvos (aéreos: acompanhar 30 alvos e atacar 8; em terra: acompanhar 4 alvos e atacar 2).

Uma ampla gama de armas de longo, médio e curto alcance diferencia o Su-35 de outras aeronaves. Ele pode transportar 8 toneladas de carga de combate, incluindo meios aéreos dirigidos para derrotar alvos em terra e ar de longo alcance, assim como de médio e curto – RLS, antinavio, bombas corrigíveis e outros. As características potenciais do avião permitem superar todos os caças táticos da geração 4 e 4+ do tipo “Rafale” e EF 2000, assim como caças modernizados dos tipos F-15,F-16, F-18, F-35 e equiparar-se ao F-22A.

Assim, a razão do insucesso da aeronave no edital brasileiro pode ser a pressão dos países interessados na vitória de suas empresas com o governo do Brasil, segundo especialistas. Quando o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy soube que Dilma viajaria a Moscou e poderia discutir com Pútin a compra do Su-35, voou com urgência a Brasília, diz-se, para defender os interesses da Dassault.

Seu esforço teria tido frutos quando o edital foi lançado e o Su-35 ainda não fazia parte das forças armadas russas. Então, o Brasil não iria querer comprar aviões russos que ainda não voavam nem na terra natal. Agora, porém, o Ministério da Defesa da Rússia assinou contrato com a Sukhoi para compra de 48 caças Su-35. A primeira esquadrilha já entrou para o sistema de combate das forças aéreas.

Ainda em março deste ano, o diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar, Aleksandr Fomin, já havia comentado a renovação da participação do caça russo no edital brasileiro. “Se for aberta uma nova concorrência ou se a última for renovada, estaremos preparados para cooperar com nossos parceiros brasileiros”, disse Fomin.

A primeira chance de exportação do modelo também já foi divulgada: uma possível venda de 48 Su-35 para a China por 4 bilhões de dólares. Mas o Brasil ainda pode tomar a dianteira.

Vantagem à vista

Uma questão continua em aberto: o que o Brasil ganha com a compra dos caças multifuncionais russos? Diz-se que Moscou poderá comprar aviões de passageiros da brasileira Embraer em troca.

Principalmente porque o primeiro-ministro Dmítri Medvedev declarou recentemente que o mercado russo de transporte de passageiros necessita desse tipo de avião que o Brasil possui. O único problema seria o futuro do Sukhôi Superjet, para até 100 passageiros. Nesse segmento, existe ainda o russo-ucraniano An-148.

Há também questões relacionadas às licenças para a produção do Su-35 em fábricas brasileiras. A capacidade local de construção de aeronaves, assim como a qualificação dos engenheiros e pessoal técnico são bastante elevadas para que, com a licença, a produção desse caça seja assimilada muito rapidamente.

Resumindo, ainda há muitas questões em aberto para além do desejo de fortalecer a cooperação técnico-militar com um dos líderes do Brics, que é o Brasil. Mas só teremos respostas após a aguardada visita da presidente Dilma Rousseff.

*Editor-chefe da revista “Nezavissimoie Voiennoie Obozrénie” (do russo, “Observatórior Militar Independente”).

FONTE: Gazeta Russa / CHARGE: Dmitri Divin

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Em visita ao Brasil a convite do banco BTG Pactual, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi recebido na manhã desta segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. Em uma hora de encontro, ambos discutiram a agenda multilateral, mas o Planalto nega que a proposta de venda do modelo de caça Rafale ao projeto de compra de aviões militares tenha sido tratada.

Desde que deixou a presidência da França, ao perder as últimas eleições, Sarkozy vem fazendo palestras. No Brasil, além do encontro com Dilma e de uma palestra marcada para essa noite em São Paulo, o ex-presidente se encontrará com Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, Sarkozy e Dilma discutiram temas internacionais como Oriente Médio, o grupo das maiores economias, desenvolvidas e emergentes, do mundo (G20), situação econômica internacional e reforma das Nações Unidas.

Sem poderes, o ex-presidente defendeu e reiterou sua posição de que o País deva ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (ele já havia dado este apoio quando era chefe de Estado), e também considerou o Brasil como um líder no cenário internacional.

Os caças franceses Rafale, produzidos pela Dassault, concorrem com os F/A-18E/F Super Hornet, da americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab, em um processo de licitação internacional para a compra de 36 aeronaves para a Força Aérea Brasileira, que está suspenso há vários meses por razões orçamentárias.

FONTE: Terra (reportagem de Diego Alcântara)

FOTO (Antônio Cruz) Agência Brasil

NOTA DO EDITOR: matéria veiculada pela Agência Brasil (clique aqui para acessar) destacou no título a crise na zona do Euro como tema das conversas entre Nicolas Sarkozy e Dilma Rousseff.

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O que virá primeiro, o fim da novela ou o fim das desculpas?

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A presidente Dilma Rousseff quer pôr um ponto final na novela da compra dos novos aviões de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) durante a visita do novo presidente francês, François Hollande, ao Brasil. Os estudos técnicos da Aeronáutica já foram concluídos.

Estimada em US$ 5 bilhões, a licitação é disputada pelos aviões Rafale, da francesa Dassault; F/A-18 Super Hornet, da americana Boeing; Gripen NG, do sueco Saab. Hollande chegará ao Brasil para a Rio+20 no próximo dia 20 e deve esclarecer a proposta final e as novas condições da França durante encontro reservado com Dilma.

A propósito da situação da FAB, a Aeronáutica teve que deslocar, de Boa Vista para a Base Aérea de Santa Cruz, na capital fluminense, as esquadrilhas de F-5M (alta performance) e Super Tucano (baixa performance) que guarnecerão o espaço aéreo da Rio+20, em um raio de 50 quilômetros em torno do Rio Centro, em Jacarepaguá. O grupo empregará também quatro caças AMX, dois F-5 Tiger e os aviões radares da própria base.*

FONTE: Correio Braziliense (texto de Luiz Carlos Azedo), via Notimp

*NOTA DO EDITOR: o título e o subtítulo são nossos, e brincam com a chamada da matéria original, “Fim da Novela”, e com o tema de outras matérias que já publicamos (veja links a seguir). Mas vale fazer alguns reparos a “equívocos” do último parágrafo da matéria do jornal, que marcamos com asterisco. Nenhum esquadrão (ou “esquadrilha”, como diz o texto da matéria) de F-5M tem Boa Vista como base principal. A unidade baseada em Boa Vista é o 1º/3º Grupo de Aviação, o esquadrão Escorpião, equipado com o A-29 Super Tucano. E, falando em F-5M, os caças operam no próprio Rio de Janeiro, na Base Aérea de Santa Cruz – e pudemos fotografá-los realizando treinamentos na semana passada, quando visitamos a base e captamos imagens que em breve vão ilustrar matérias exclusivas aqui no Poder Aéreo. Já os “aviões radares”, no caso os E-99, são baseados em Anápolis, em Goiás, mas frequentemente operam desdobrados em outras bases – de fato, também tivemos a oportunidade de vê-los em Santa Cruz, na semana passada.

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Dilma deve definir licitação dos caças ainda neste ano

 

Em nota publicada anteontem na revista Época, o colunista Felipe Patury escreveu que a presidente Dilma Rousseff está disposta a atender ao apelo da Aeronáutica e definir o fornecedor de caças ainda neste ano.

Segundo o colunista a definição depende, em grande parte, de uma nova proposta do presidente da França, François Hollande. O governo brasileiro está incomodado com o fato de a francesa Dassault, fabricante dos caças Rafale, ter oferecido preços à Índia melhores do que os apresentados ao Brasil. Dilma espera que Hollande reveja a proposta e ponha na mesa um desconto.

FONTE: Época   FOTO: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

NOTA DO EDITOR: o título da matéria é nosso – o título original da nota está no subtítulo. Mas fica a pergunta: já que o argumento de não definir a escolha antes da eleição francesa para não influenciar a mesma já faz parte do passado, a nova “desculpa” para esperar ainda mais será a postura do novo presidente francês a respeito desse negócio? Em que pese a informação do colunista de que realmente há a disposição de definir o vencedor da disputa neste ano, relembramos o editorial do alto da lista de links a seguir: talvez a lista de desculpas não acabe tão cedo. Continuamos torcendo, contudo, para que o programa F-X2 finalmente chegue a uma definição.

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A presidente Dilma Rousseff interrompeu neste sábado um discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, com um comentário para mostrar como os países em desenvolvimento podem competir com as economias avançadas. O episódio ocorreu durante a Sexta Cúpula das Américas, que acontece em Cartagena das Índias, na Colômbia.

Obama estava falando sobre os avanços de alguns países da América Latina, em especial o Brasil, onde agora existe “uma próspera classe média”, que representa uma oportunidade de negócio para as empresas norte-americanas. “De repente eles estão interessados em comprar iPads, interessados em comprar aviões da Boeing”, comentou.

Dilma o interrompeu e disse “ou Embraer”, se referindo à fabricante brasileira de aeronaves. Após o repentino aparte, que foi recebido com palmas e risos da plateia, Obama continuou, dizendo que “a questão é que esse é um mercado para nós”. Ele também comentou que os EUA não estão importando apenas commodities da América Latina, mas também bens industrializados, produtos acabados. Essa é uma das cobranças do Brasil e de outros países da região. “É uma via de duas mãos”, disse o presidente norte-americano.

Em dezembro do ano passado, o governo dos EUA escolheu a Embraer para fornecer 20 aviões do modelo Super Tucano AT-29, por US$ 355 milhões, como parte de seu plano para armar o Exército do Afeganistão. Mas em fevereiro deste ano a Força Aérea cancelou a licitação, após um questionamento jurídico da rival da Embraer na disputa, a norte-americana Hawker Beechcraft. Agora o certame será reaberto e a Embraer já disse que deve participar novamente. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Agência Estado, via Diário do Grande ABC

IMAGEM: Embraer / Sierra Nevada

Colaborou: Corsário137

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Presidente se queixa com Barack Obama da decisão do Congresso americano de romper acordo para compra de aviões da Embraer

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Com o argumento de que os Estados Unidos sempre cobraram do Brasil “respeito a contratos”, a presidente Dilma Rousseff disse ao colega norte-americano Barack Obama, na segunda-feira, 9, que a situação se inverteu. “Como podemos fazer acordo na área de Defesa se o Congresso americano não respeita contratos?”, perguntou a Obama, na Casa Branca, segundo relato da conversa obtido pelo Estado.

Dilma se referia a uma escalada de problemas que preocuparam o Brasil. O mais recente ocorreu em fevereiro, quando a Defesa dos EUA anulou a concorrência para compra de 20 aviões Super Tucano da Embraer. No auge da briga jurídica com a empresa Hawker Beechcraft, congressistas do Kansas ameaçaram até entrar com pedido de investigação internacional para apurar subsídio do Brasil à Embraer.

A justificativa para o cancelamento da licitação foi de erros na documentação, mas o Brasil viu no episódio mais um exemplo de pressão política. Em 2006, o Senado dos EUA já havia proibido a venda de aviões Super Tucano à Venezuela por causa dos componentes americanos na aeronave.

A Boeing agora quer fornecer 36 caças F-18 para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira, mas deve ser preterida. A empresa americana instalou escritório em São Paulo, como sinal de interesse em parcerias com empresas brasileiras. Não há, porém, aprovação do Senado dos EUA à venda nem certeza de cumprimento da promessa de transferência de tecnologia ao Brasil*. O País está inclinado a comprar caças Rafale, da francesa Dassault.

Obama disse a Dilma que a questão com a Embraer será resolvida. Mesmo assim, na conversa reservada com executivos americanos (CEOs), também na Casa Branca, Dilma bateu novamente na tecla sem rodeios. Quis saber como os EUA puderam romper o que seria o primeiro contrato com a Embraer, num valor tão pequeno.

Dilma destacou que o País é a sexta economia do mundo, o sétimo maior superávit comercial dos Estados Unidos e o terceiro maior comprador de títulos americanos, depois da China e do Reino Unido. “Somos um país que cumpre contratos e queremos que os contratos sejam cumpridos.”

Apesar da cobrança da presidente, o ministro Fernando Pimentel (Indústria e Comércio Exterior) não esticou a polêmica. “É uma questão pontual, que será resolvida. Comércio é assim: passo a passo”, amenizou. “Não há problemas maiores e não existe restrição (à Embraer). A empresa tem uma instalação que funciona na Flórida e está estudando outros negócios aqui.”

Entenda. Em 28 de fevereiro deste ano, a Força Aérea dos Estados Unidos (Usaf) cancelou a decisão de comprar 20 aviões A-29 Super Tucano da Embraer, a serem destinados ao Afeganistão. O contrato de compra – no valor de US$ 355 milhões – havia sido anunciado no fim de 2011. Embora justificada por “problemas de documentação”, a decisão de cancelar a compra foi motivada sobretudo pela pressão política da oposição republicana e de políticos do Estado de Kansas, onde está instalada a sede da Hawker Beechcraft, a rival americana da Embraer derrotada na escolha da aeronave.

Irã. Os temas Irã e Síria também foram abordados na conversa de Dilma com Obama. “Não podemos deixar a questão do Irã se transformar num incêndio”, disse ela, de acordo com relatos de participantes do encontro.

A presidente manifestou preocupação com a tensão no Oriente Médio e no norte da África. Apesar da pressão de Washington, Dilma ponderou a Obama que ações militares e sanções econômicas ao Irã “são extremamente perigosas”. Repetiu o mesmo argumento em jantar na Embaixada do Brasil, com a presença de políticos, empresários e acadêmicos. Diante das ex-secretárias de Estado Condoleezza Rice e Madeleine Albright, disse que o Irã tem o direito de desenvolver programa nuclear pacífico.

Afirmou que o Brasil apoia a ação de Kofi Annan, enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria, e repudia a violência contra a população.

FONTE: Estadão (reportagem de V. Rosa com colaboração de D. C. Marin)

FOTO DO ALTO: R. Stuckert Filho/ Presidência da República, via Agência Brasil

*NOTA DO EDITOR: vale lembrar que, ao menos por parte da Boeing,  já foi afirmado que “a transferência de tecnologia foi completamente aprovada pelo governo norte-americano, tem apoio do presidente Barack Obama, do Congresso e do Departamento de Defesa.” Veja uma das matérias já publicadas a respeito dessas aprovações clicando aqui.

 

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Presidente estuda possível parceria com os indianos para diminuir custos da aquisição do caça francês

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Igor Gielow

A presidente Dilma Rousseff vai aproveitar sua viagem à Índia para estudar a possibilidade de comprar o caça francês Dassault Rafale numa negociação que envolva os dois países. Os indianos escolheram o modelo em uma concorrência para a compra de 126 aviões no começo deste ano. O Rafale também é oferecido ao Brasil, que pretende adquirir 36 unidades -um negócio que se arrasta desde 2001.

Dilma, que está na Índia para encontro dos Brics, vai questionar o governo indiano sobre detalhes da compra, que ainda está em fase inicial e pode ser revertida. Segundo a Folha apurou, Dilma quer saber se é possível e vantajoso ao Brasil virar parceiro de Nova Déli caso também escolha o Rafale.

O ministro Celso Amorim (Defesa)*, que esteve na Índia no mês passado, disse ao Planalto que as condições de venda do Rafale são melhores na Índia, o que é natural dada a escala do negócio: aqui, são 36 unidades, contra os 126 lá. No Brasil, a compra tem valor estimado em no mínimo R$ 10 bilhões. Na Índia, é especulado o dobro ou mais. Mas não é correto distribuir preço por unidade, porque a encomenda maior barateia custos.

Os indianos têm requisitos de transferência tecnológica que implicam a construção do avião no país, como eles já fazem com o caça pesado russo Sukhoi-30. A concorrência F-X2, do Brasil, tem a mesma pretensão. A Dassault anunciou que, vencedora, poderia montar 30 dos 36 aviões no Brasil. Só que depois da escolha indiana, analistas questionam se o fabricante francês teria como fazer duas operações industriais desse porte no exterior. Uma linha única, transformando o Rafale num caça franco-indo-brasileiro, é especulada.

Por outro lado, o F-X2 é um programa de capacitação da indústria. Tão importante quanto ter um caça novo é absorver tecnologias sensíveis como materiais compostos e sistemas aviônicos sofisticados. Tanto a Dassault como suas concorrentes, a Boeing americana com o F-18 e a Saab sueca com o Gripen, assinaram acordos com fornecedores nacionais para formar uma cadeia produtiva gravitando em torno da associação entre a empresa estrangeira e a Embraer.

A Boeing ainda aposta numa campanha de marketing que culminará na visita de Dilma aos EUA em abril. Já a Saab, preferida técnica da FAB, corre por fora.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

NOTA DO EDITOR: vale lembrar que Celso Amorim, hoje ministro da Defesa, foi anteriormente ministro das Relações Exteriores, e a declaração de uma outra autoridade do  ministério já chefiado por Amorim está sendo citada em matérias da mídia internacional, que repercutem notas da AFP (via Yahoo) e da MercoPress (clique nos links para acessar). Trata-se de declaração de Maria Edileuza Fonteneles Reis, citada como autoridade sênior do ministério das Relações Exteriores: “A troca de ideias, impressões” sobre o Rafale “é certamente benéfica para nós”. No site do Itamaraty, a embaixadora é identificada como Subsecretária-Geral Política II. No caso da nota da AFP também é informado que, segundo autoridades, a discussão sobre o Rafale é um item “no topo da agenda” da visita presidencial à Índia.

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Presidente Dilma vai à reunião do Brics na Índia e aproveita para abordar compra de caças

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A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, participará esta semana de uma reunião das potências emergentes que compõem o Brics – cujas parcerias podem ajudar o Brasil a assegurar seu posto sexta economia mundial – em Nova Délhi e aproveitará a viagem para obter informações sobre o caça francês Rafale, que tem sido analisado pelo governo indiano.

Os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reunirão pela quarta vez na quinta-feira, com uma agenda principalmente econômica em meio à crise internacional, explicou a subsecretária política da chancelaria brasileira, Maria Edileuza Reis.

“O principal ponto da agenda é a proposta de criar (no futuro) um banco dos Brics” destinado a financiar investimentos e projetos de infraestrutura, informou o ministro de Indústria, Fernando Pimentel.

Dilma terá também encontros bilaterais com cada um dos líderes fora da cúpula, na qual o Brasil chega como a sexta economia do planeta, depois de superar a Grã-Bretanha.

Os países membros do Brics (termo cunhado no início da década passada para denominar as grandes economias emergentes e de rápido crescimento do planeta) representam cerca de 19% do PIB mundial. Estima-se que este ano, os Brics contribuirão com cerca de 56% do crescimento mundial e os países do G7 somente com 9%, segundo dados do governo brasileiro.

“Roussef vê nos Brics a oportunidade de diversificar as relações econômicas do Brasil e fortalecer os laços com os países emergentes”, explicou à AFP Oliver Stuenkel, coordenador da Escola de História e Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas, que participou da delegação brasileira em um recente fórum de intelectuais do grupo.

Apesar de ser visto como um grupo improvável, que reúne nações com tamanhos e interesses absolutamente díspares, “não há dúvidas de que o Brics continuará se encontrando e os laços se fortalecerão”, avalia Stuenkel, para quem o “grande desafio (…) será criar uma agenda” que vá “mais além” dessa imagem de oposição que propõem as grandes nações industrializadas.

Herdeira política de Luis Inácio Lula da Silva, que apostou em aprofundar relações com outros países emergentes, Dilma Rousseff partiu no domingo à noite em direção à Índia.

Cooperação militar e caças

Depois da cúpula do grupo Brics, Dilma dará início a uma visita bilateral a Índia, com quem o Brasil integrou em 2003 o fórum IBAS (Índia-Brasil-África do Sul) e que pode ser chave para a decisão de Brasília sobre a compra de 36 aviões caças. Na licitação, estimada em 5 bilhões de dólares, competem os caças Rafale da francesa Dassault, o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing e o Gripen NG da sueca Saab.

Analistas e fontes do governo brasileiro disseram que a decisão da Índia de entrar em negociações exclusivas com a França para a compra de 126 Rafales – uma licitação estimada em 12 bilhões de dólares – pode ajudar a convencer o Brasil a optar pelo mesmo avião. A subsecretária política da chancelaria brasileira reconheceu o interesse do Brasil por uma “troca de ideias e impressões” sobre a recente opção indiana pelo Rafale.

“A decisão da Índia, não formalizada, pode ter um impacto na decisão do Brasil, porque mostra que o Rafale (que até agora nunca foi vendido a outro país) já tem um cliente”, disse à AFP o diretor do site especializado Defesanet, Nelson During.

O Brasil e a Índia poderiam ressuscitar “um velho projeto debatido entre ambos os países em 2002, de se articular para produzir um mesmo avião”, nessa época o francês Mirage, acrescentou During. O Brasil e a Índia negociam um possível acordo técnico-militar, explicou a responsável da chancelaria.

“É extremamente interessante” que os dois países debatam um acordo militar, já que “poderia haver muitas complementaridades na área industrial”, disse During.

O Brasil não tomará uma decisão sobre os aviões caças antes da viagem de Dilma à Índia, sua reunião com o presidente americano Barack Obama na Casa Branca dia 9 de abril e as eleições francesas de maio, informou recentemente uma alta fonte do governo.

FONTE: Terra, com informações da AFP

FOTO DO MEIO: Dassault

Colaborou: Justin Case

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