segunda-feira, outubro 25, 2021

Gripen para o Brasil

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Xavantes detonando flutuantes

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres
1983 Natal 055 - Xavante - foto enviada por Justin Case

Demonstração realizada em praia de Natal, em 1983, incluiu ataques com bombas incendiárias, foguetes e metralhadoras contra barcaças

DestaqueEntre os comentários sobre nossa recente matéria que mostrou as passagens baixas de jatos de combate da FAB no Domingo Aéreo de São Paulo (clique aqui para acessar), houve lembranças de épocas em que essas exibições ao público incluíam demonstrações de tiro ar-solo – especialmente as realizadas por caças Gloster Meteor nas décadas de 1950 e 1960, que atiravam contra barcaças em plena orla carioca.

1983 Natal 061  - Xavante - foto enviada por Justin Case

1983 Natal 056  - Xavante - foto enviada por Justin Case

1983 Natal 057  - Xavante - foto enviada por Justin Case

Por conta disso, nosso amigo “Justin Case” nos enviou algumas fotos de exibição semelhante, realizada por jatos de ataque e treinamento AT-26 Xavante na década de 1980. Segundo ele, as imagens são de 1983 e mostram o emprego de metralhadora 0.50, de foguetes SBAT-70 e bombas incendiárias (Napalm) sobre barcaças na Praia do Forte em Natal, Rio Grande do Norte, que leva esse nome por se localizar ali o Forte dos Reis Magos, verdadeiro cartão postal da capital potiguar (não confundir com a praia homônima da Bahia).

1983 Natal 058  - Xavante - foto enviada por Justin Case

1983 Natal 060  - Xavante - foto enviada por Justin Case

1983 Natal 059  - Xavante - foto enviada por Justin Case

Numa das fotos, também podemos ver exibição da Esquadrilha Alouette,  do Esquadrão Joker (2º/5º GAV), na qual três dos seis AT-26 da formatura acionam seus dispositivos geradores de fumaça. A Alouette realizou diversas exibições no início daquela década, num momento em que o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA, mais conhecido como “Esquadrilha da Fumaça”) se encontrava temporariamente desativado.

1983 Natal 054 - Xavante - foto enviada por Justin Case

COLABOROU: Justin Case

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Antonio M

A FAB operou por volta de 120 desses, será que não podiam ter esse destino?

China posiciona caças não tripulados J-6 em base próxima a Taiwan
“…Um grande número de antigos caças a jatos J-6 que foram convertidos em aeronaves de ataque não tripuladas ..”

http://forum.contatoradar.com.br/index.php/topic/96906-cacas-nao-tripulados-made-in-china/

E se fosse o caso de remotorização, considerando o projeto da turbina nacional da Polaris, que foi matéria aqui no blog, caso fosse um projeto mais “antigo” e com bom grau de maturidade, poderia ser uma opção alguma versão maior/melhorada ?

Brandenburg

Trocando as aeronaves pelos Gloster Meteor era exatamente o espetáculo que assistíamos em Copacabana.Tirando os foguetes e o napalm naturalmente.Na AMAN assistimos várias demonstrações de ataque ao solo feito pelos Xavantes.Na manobra de final de ano sempre tinhamos pilotos como CAA em nossas subunidades e treinavamos bem com a FAB.Na época eram os EMRA, se não me engano.

Carlos

Agradecimento ao Justin Case,

muito boa matéria e as fotos pelo tempo estão muito boas.

Quando morei em Natal no final da década de 80 era muito legal ver os AT’s voando rasante, de ponta negra, morro branco e praia do forte. O som está na minha mente até hoje.

Carlos
Carlos

Uma pena, mereciam melhor destino:

Trocas com outros museus mundo afora, etc …..

https://www.youtube.com/watch?v=1LT6a_sXI38

Iväny Junior

Antonio M Talvez pudesse ser feito algo parecido, principalmente para treino de tiro como foram os QF-4 e agora são os QF-16. Mas para ataque não tripulado, não acredito. Apesar da idade do projeto, o F6, Mig-19 chinês, é um avião mais robusto e potente que os xavantinhos, além de ser supersônico. Eu gostaria que tivessem sido todos atualizados/convertidos para o padrão MB-339 que a Itália utiliza até hoje para treinamento. Mas passou o tempo, e o 339 já não faz mais parte do catálogo da Alenia/Aermacchi. Acredito que aqui deveria haver a união da FAB e da Marinha para… Read more »

Antonio M

Iväny Junior2 de outubro de 2014 at 20:11 # Fernando “Nunão” De Martini2 de outubro de 2014 at 20:18 # Concordo com vocês mas, acho que alguma modernização até poderia ser viável sim, deixar o Xavante nos moldes do A29 e com reabastecimento (lembro de uma unidade ter testado o probe). Acho que a inviabilidade era financeira mesmo, justamente por ter de investir em A29s, falta de grana! Com mais dinheiro poderiam estar voando ainda. E com o conhecimento da Embraer na fabricação dele e do AMX creio que pela quantidade que poderia ser modernizada, seria algo crível. Até a… Read more »

Antonio M

Ah sim, complementando, deixá-lo nos moldes do A29 e Impala ……

Iväny Junior

Nunão e Antonio M

Sobre a conversão eu vi um engenheiro da Alenia falando que o 339 havia sido projetado para ser uma atualização, e depois com o “lobby” da empresa foi apresentado como um novo projeto, para fechar vendas de aviões novos. Tinha um revista aqui falando sobre isso, mas não lembro onde está.

Achei um livro na internet, mas ele também trata o 339 como projeto novo, inclusive com história semelhante do post do aéreo.

http://www.ilvolo.it/Approfondimenti/MB%20339.pdf

Saudações.

Rinaldo Nery

Quem operou XAVANTE com probe foi o POKER.
Quando eu voei o XAVANTE em Natal, em 1987, o motor já estava um bagaço.

Carlos

Caro Rinaldo Nery

Não sou piloto, mas ……

Como decola e se opera um vetor com
“o motor já estava um bagaço.”

É lenda que piloto não decola avião com problemas ?

Sds

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