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PAMA-SP 2014: Poder Aéreo no Domingo Aéreo – parte 1

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F-5EM passagem trem baixo - Domingo Aéreo 2014 - PAMA-SP - foto Nunão - Poder Aéreo

Caça F-5EM da FAB realizou diversas passagens baixas sobre o Campo de Marte, em São Paulo. Um jato de ataque A-1 e um turboélice de treinamento T-27 também fizeram passagens sobre a pista

Quem gosta de ver passagens do único modelo de caça supersônico em serviço hoje na FAB, o F-5 modernizado, não teve do que se queixar nesta edição 2014 do  tradicional Domingo Aéreo no Campo de Marte na capital paulista. No evento realizado no último domingo, 28 de setembro, e no qual a Força Aérea Brasileira (FAB) abre as portas do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), o caça F-5EM 4837, destacado para participar das exibições em voo do evento, realizou diversas passagens sobre a pista do Campo de Marte, pela manhã e à tarde.

Domingo Aéreo no Campo de Marte 2014 - 009b

Domingo Aéreo no Campo de Marte 2014 - 008a

Em cada ocasião, o F-5EM realizou cerca de 10 passagens sobre o eixo da pista, dando ampla oportunidade para o público ver o caça em voo bem de perto, tanto em velocidades mais altas (como nas fotos acima e abaixo) quanto mais baixas (e, nesse caso, com o trem de pouso e flaps baixados, como nas imagens que abrem e encerram esta matéria). O padrão foi praticamente o mesmo: o jato aparecia de surpresa vindo da Zona Leste (sobre a cabeceira junto à avenida Santos Dumont), fazia a passagem rumo Oeste, dava a volta sobre os bairros da Barra Funda, Santa Cecília e Bom Retiro, para realizar novas passagens, praticamente uma a cada minuto.

Domingo Aéreo no Campo de Marte 033a

Domingo Aéreo no Campo de Marte 2014 - 009a

O céu esteve cinzento durante boa parte do dia, com várias nuvens de chuva se avizinhando vez por outra, mas em vários momentos o sol deu as caras entre as nuvens, e o tempo só fechou de vez no final do evento, quando as passagens do caça já haviam terminado. Diferentemente de outras edições que traziam também atrações musicais à tarde (ausentes nesta edição), e que faziam o pico do público se concentrar neste período, a grande presença de pessoas deu-se pela manhã, ficando bastante tranquilo à tarde para os entusiastas de aviação encontrarem os melhores pontos para fotografar as passagens.

Domingo Aéreo no Campo de Marte 2014 - 021a

Domingo Aéreo no Campo de Marte 2014 - 026a

Domingo Aéreo no Campo de Marte 2014 - 031a

As fotos do F-5EM em voo são das passagens realizadas no final da manhã e no meio da tarde, respectivamente por volta das 11h40 e das 15h. Um jato A-1 da FAB também realizou um conjunto passagens por volta das 10h da manhã, mas nossa equipe estava, na ocasião, parte em deslocamento para o evento e parte conversando com entusiastas e pessoal da FAB na Sala de Imprensa, então ficaremos devendo imagens do A-1 em voo.

A FAB também destacou um T-27 da AFA (Academia da Força Aérea, em Pirassununga – SP) para passar sobre a pista em mais de uma ocasião, e o público também teve oportunidade de ver e fotografar em voo aeronaves que estavam em exposição estática quando partiram, no final da tarde, como foi o caso do H-34 Super Puma e do C-98 Caravan.

T-27 no Domingo Aéreo 2014 PAMA-SP - foto Nunão - Poder Aéreo

H-34 Super Puma da FAB no Domingo Aéreo 2014 PAMA-SP - foto Nunão - Poder Aéreo

H-34 Super Puma da FAB no Domingo Aéreo 2014 PAMA-SP - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

F-5EM da FAB no Domingo Aéreo 2014 PAMA-SP - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

Nas próximas partes desta matéria, vamos mostrar os aviões em exposição estática no evento e os caças F-5 em revisão no PAMA-SP.

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12 COMMENTS

  1. Acho que já faz quase 20 anos desde aquele acidente com um F-5 da FAB durante uma apresentação. Aparentemente de lá pra cá a FAB parece que tem medo de deixar os pilotos fazerem umas manobras básicas na frente do público.

  2. Clésio,

    Sobre o Campo de Marte, vai ser difícil ver de novo manobras mais ousadas de jatos da FAB. Há muitos edifícios em volta, quando comparado a bases em que há um bom espaço antes da área urbana.

    As últimas vezes que vi manobras de jatos que fossem um pouco além das passagens rasantes, sobre o Campo de Marte, foi há vários anos (mas não tantos quantos o do acidente com o F-5 que você cita, ou seja, já foi neste século…).

    Uma vez eu as vi sendo realizadas por um AT-26 Xavante, que fez várias passagens seguidas de rolamentos, subidas em alto ângulo e curvas bem fechadas.

    Outra vez foi com um A-1, que praticamente simulou ataques a alvos no solo sobre o público, surgindo inesperadamente em ângulos fora do eixo da pista. Acho que muita criança pequena ficou assustada, então não fizeram mais.

    Desde então, só passagens no eixo da pista e mais recentemente, desde a quebra daquelas vidraças lá em Brasíla por um Mirage, creio que a velocidade máxima nas passagens tem sido ligeiramente menor do que em outras vezes.

    Uma coisa que poderiam voltar a fazer é passagens de caças em dupla (elemento), que o público tende a gostar e vibrar bastante, pelo que pude perceber em ocasiões anteriores. Uma vez (também neste século) sobre São José dos Campos, chegou a haver a passagem de uma formatura de oito F-5E do Grupo de Caça.

  3. Eu compreendo que em certas bases não há espaço para manobras, mas e em Anápolis, por exemplo? Acho que o Mirage 2000 passou pela FAB sem que nenhuma vez o público tivesse a opeortunidade de ver a capacidade de manobra da aeronave.

    Pelo menos a potência do motor o pessoal pôde presenciar…

  4. Clesio,

    Na AFA o Mirage 2000 chegou a demonstrar ascensão em alto ângulo após passagem baixa (sumindo nas nuvens altas em poucos segundos) e algumas curvas ascendentes bem fechadas também após as passagens. Os F-5 também costumavam fazer sobre a Academia, até recentemente, tunos rápidos e curvas apertadas após as passagens no eixo da pista.

    Eu estava me referindo, na minha resposta acima, mais ao caso específico do Campo de Marte, mas é fato que, após o episódio das vidraças em Brasília, mesmo em outras localidades a velocidade das passagens baixas foi sensivelmente reduzida.

    Saudades das apresentações de Hornet e Super Hornet dos 60 anos da Fumaça!

  5. Ainda tive o privilégio de assistir na praia de Copacabana, durante comemorações da então Semana da Asa, ataques feitos pelos Gloster Meteor, com seus canhões, sobre barcaças ancoradas a 300 ou 400 m da praia contendo tambores de combustivel.Que fogaréu bonito!Eram 4 aviões que apareciam sobre a praia dando rasante sobre o morro do Leme, um atrás do outro.O som das rajadas fazia o público vibrar.Em seguida faziam uma curva fechada à direita passando por Ipanema e Leblon e voltavam ao circuito. Creio que foi nos final dos anos 50 ou inicio dos 60. Hoje, a turma radical do meio ambiente com certeza não permitiria.Bons e saudosos tempos!

  6. Caramba, havia me esquecido desse acidente.

    Certamente os entes queridos não.

    No mergulho a impressão que dá é que o vetor já está sem controle.

    Porque será que ele não injetou ?

    As investigações chegaram a que conclusão ?

  7. Concordo Galante. Pelo menos no Rio, a gente aguardava com ansiedade quais seriam as novidades da Semana da Asa.Os velhos Gloster (na época ainda eram novos +ou- rsrsrs) eram sempre muito aplaudidos.As turbinas também tinham um som grave muito bonito. Deve ter alguém da velha guarda da FAB na trilogia que ainda se recorde. Os tiros de instrução do Forte de Copacabana eram outro espetáculo. Avisavam com uma semana pra deixar as janelas abertas e quando a bateria de 305mm atirava tremia tudo. O fogo na boca dos canhões chamava a atenção.Enfim, hoje é tudo muito sem graça, como vc bem disse. Sds.

  8. Srs, concordo com todos os pontos acima referente ao evento no Pama SP. Está tudo muito sem graça mesmo.

    A velocidade do F5 é nitidamente menor que nos anos anteriores. Era possível ver crianças chorando e os velhinhos quase infartando de susto, talvez isto tenha influenciado mesmo a decisão de redução de velocidade. Mas era fantástico!

    Cito outras atrações que tornavam o evento muito melhor que agora:

    -Passagens do AT-26 Xavante, com direito a pousos e decolagens (quando o piloto mandava máxima potência por uns 20 segundos antes de liberar a aeronave). Os pilotos mandavam muito bem nas manobras.

    -Passagens do A4 Skyhawk da Marinha.

    -Elementos de F5 e A1.

    -Rasantes de aeronaves de linhas aéreas – 737, ATR, ERJ-145.

    -Chegada, passagens e exposição do Hércules C-130.

    -Exibições estáticas e monobras de helicópteros: Super Linx e Sea King da Marinha, Pantera e Esquilo do EB, Sapão e Super Puma da FAB, Esquilos do GRPAe (chegamos a ver até 5 voando ao mesmo tempo).

    -Rasantes e pouso do Bufalo, quando chegava na cabeceira da pista e apontava o nariz para o chão para conseguir chegar ao solo, e depois usando só 50 metros de pista para parar.

    -Viaturas dos Bombeiros, blindados do EB, Blimp, EDA, acrobráticos, Wingwalking, jatos RC, guarda da Jornada nas Estrelas…enfim, muitas atrações relacionadas à aviação e militarismo que atraiam a atenção, até porque só era possível encontrar lá! Tudo ficou no passado….

    E faltou o Hino Nacional com hasteamento da bandeira no início. Pelo menos não teve aqueles ridículos shows de pagode.

    Deu saudade dos Hornet e Super Hornet na AFA em 2012…

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