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Caças Gripen suecos estão na Suíça para as apresentações de Axalp

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Gripen sueco em Payerne na Suíça para apres Axalp 2013 - foto J Paul Guinnard - 24heures

Nos próximos dias 9 e 10 de outubro, ocorrerão as tradicionais demonstrações no campo de tiros de Axalp, na Suíça, e esta edição contará com a presença de caças Gripen C suecos. No ano passado, esteve presente o demonstrador Gripen F, de nova geração.

caça Gripen sueco em Payerne para apres Axalp 2013 - foto Depto Defesa SuíçaPara familiarização com o estande de Axalp, nos Alpes Suíços, três caças Gripen C foram mandados da Suécia e, desde o dia 2, estão realizando voos a partir da Base Aérea de Payerne. As imagens mostram os três caças suecos, com indicativos 250, 251 e 262 nas caudas.

No último dia 27 de setembro, as duas câmaras do Parlamento Suíço deram as suas aprovações finais sobre a compra do Gripen, ao fim da seção de primavera (clique aqui para ver nota oficial do Departamento da Defesa da Suíça, em francês).

caças Gripen suecos em Payerne para apres Axalp 2013 - foto Depto Defesa SuíçaA aquisição de 22 caças Gripen E (monopostos, de nova geração) e o financiamento de 3,126 bilhões de francos suíços, já haviam sido aprovados em votações anteriores e foram ratificados na sessão final do Conselho Nacional (equivalente à Câmara dos Deputados) por 119 votos a favor, 71 contra e 3 abstenções, e pelo Conselho dos Estados (equivalente ao Senado) por 25 votos a favor e 17 contra.

O Partido Socialista, os Verdes e os Verdes Liberais anunciaram, na ocasião, anunciaram que pretendem conseguir assinaturas para um referendo contra a compra, e para isso terão que conseguir 50.000 assinaturas em 100 dias, visando a realização da consulta popular em maio ou setembro de 2014.

O referendo, caso ocorra, deverá ser voltado à aprovação ou não, pela população, das regras de financiamento dos fundos que permitirão a aquisição dos caças – 300 milhões ao ano a serem retirados do orçamento anual das Forças Armadas.

GRIPEN_AERODORME

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FONTES e FOTOS: Departamento de Defesa da Suíça e jornal 24heures (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em francês)

NOTA DO EDITOR: na primeira foto, que mostra um Gripen taxiando na Base Aérea de Payerne, pode-se ver também um outro caça “espetado” na base, como monumento. Trata-se de um Mirage IIIS, e vale lembrar que boa parte da polêmica sobre a escolha do Gripen pelo Governo Suíço remetia à aquisição do Mirage na década de 1960, quando também se comprou uma versão ainda não existente de uma aeronave de combate, o que trouxe problemas que foram relembrados nas discussões dos que se opunham, recentemente, ao Gripen, tratando-o como um “caça de papel”. Para saber mais sobre os fatos mais recentes que levaram a esvaziar essa polêmica sobre o Gripen como “caça de papel” e a história da aquisição do Mirage IIIS, décadas antes, clique nos dois últimos links da lista abaixo. Já para saber mais sobre as apresentações de Axalp no ano passado e sobre o andamento do programa de aquisição de 22 caças Gripen E pela Suíça, clique nos demais itens da lista. Para acessar vídeos das decolagens dos caças em Payerne, clique aqui.

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Fighting Falcon
Fighting Falcon
6 anos atrás

Esse caça em Anapolis seria o máximo.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
6 anos atrás

Me ocorreu uma ideia interessante agora: todo político que se opõe à modernização das forças armadas de seu país deve assinar um papel onde ele e seus filhos se comprometem a estar na linha de frente (e linha de frente significa lá na frente mesmo!) caso o país entre em conflito. Se o equipamento atual lhes parece adequado, não existe nada à temer, não é?

Wagner
Wagner
6 anos atrás

36 desses seriam um sonho glorioso mesmo no Brasil…

eder albino
eder albino
6 anos atrás

Na minha opinião, a quantidade de caças do F-X2 é inadequado para o Brasil. Esta quantidade de 36 caças resolve o problema a curto prazo, deixando claro a falta de planejamento a longo prazo. Daqui uma década aproximadamente será necessário uma aquisição de um outro lote, (o primeiro não foi nem comprado e dúvido que será). o ideal seria a aquisição de pelo menos uns 60 caças de 4,5 geração e já se pensando em uma compra futura de um vetor de 5ª geração.

Guilherme Poggio
Reply to  eder albino
6 anos atrás

Caro eder albino

Comentário perfeito.

Sugiro, inclusive, a leitura do seguinte texto aqui do Poder Aéreo

http://www.aereo.jor.br/2012/12/12/presidenta-nao-deixe-a-bola-de-neve-do-f-x-triplicar-de-tamanho-outra-vez/

Control
Control
6 anos atrás

Srs Considerando apenas uma cobertura básica sobre as instalações mais estratégicas do país (fontes principais de energia, capital federal e algumas indústrias e instalações militares prioritárias), tendo como referência um alcance útil (velocidade e tempo) na faixa de 250km de raio, o Brasil precisaria de uns 108 interceptores (disponibilidade alta). Se a disponibilidade for similar a atual, até os sonhados 120 caças serão insuficientes. Isto para uma cobertura mínima e relativa a instalações mais importantes, numa avaliação grosseira, não entrando em detalhes como a localização das instalações mais estratégicas e dos tempos de resposta dos sistemas de radares e de… Read more »

Mayuan
Mayuan
6 anos atrás

Poggio e Control: Como vocês bem sabem, uma força aérea eficiente se compõe de bem mais que apenas caças, sejam 36 ou 120. Infelizmente não vejo a FAB sendo dotada dos meios necessários para cumprir suas funções no futuro próximo e nem no distante. Por me digam se estiver errado mas em 1991, o Iraque, cuja única riqueza é o Petróleo, tinha uma defesa aérea competente e muito mais equipada que a nossa. Durou quantos dias? Nós temos petróleo, gás natural, água doce, biodiversidade, urânio, nióbio, ferro e etc. Temos o que pra defender isso? menos de 50 F5? Menos… Read more »

Colombelli
Colombelli
6 anos atrás

Prezados, pelo que recordo de uma informção veiculada aqui mesmo a algum tempo, a FAB trabalha com um número mínimo de 88 caças. Como em 15 anos todos os F-5 e A-1 devem ter dado baixa, fica óbvio concluir que um lote de 36 não demanda nem metade do necessario, e 10 anos, considerado o tempo do início da entrega e a data fatídica, é um prazo de produção quase apertado para se consguir as 88 unidades necessárias, o que dirá 120 ( coisa que nunca ocorrerá). Ou seja, no mínimo 48 unidades para mobilhar 4 esquadrões é um mínimo… Read more »