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F-X2: segundo a Saab, Brasil só começará a pagar pelo Gripen após receber o último dos 36 caças, caso escolha o jato sueco

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Gripen NG demo - foto 2 Saab

Cronograma de entregas e de pagamentos apresentado em Brasília, na semana passada, informa que o financiamento do Gripen para o Brasil só começaria a ser pago pelo País após a entrega do último caça, com as parcelas se estendendo pelos 15 anos seguintes

Na semana passada, em Brasília, diretores da empresa sueca Saab em visita ao Brasil fizeram uma apresentação sobre sua proposta para o programa F-X2 da FAB, na qual a nova geração do caça Gripen (NG, também chamado de Gripen E/F) concorre com propostas da Boeing (Super Hornet) e Dassault (Rafale).

O Poder Aéreo teve acesso aos pontos principais da apresentação da Saab feita pelo seu vice-presidente para programas internacionais do Gripen, Eddy de la Motte, na qual foram destacados os recentes acordos de desenvolvimento entre a Suécia e a Suíça e, especialmente, alguns detalhes do que está sendo oferecido ao Brasil caso o País escolha o caça sueco e entre para esse grupo de operadores da nova versão. Um desses pontos destacados é o cronograma de entregas e de pagamentos.

Logo abaixo, está um gráfico com o cronograma apresentado em Brasília no último dia 6 de março. Evidentemente, as datas específicas não são apresentadas, mesmo porque não há qualquer decisão tomada em relação ao programa F-X2 para que se possa especificar os anos. Porém, o que mais se destaca é o cronograma dos pagamentos do financiamento da proposta: o primeiro pagamento seria feito apenas após a entrega do último dos 36 caças encomendados, e se estenderia ao longo dos 15 anos seguintes.

Gripen NG para F-X2 - cronograma de entregas e de pagamentos - imagem via apresentação Saab em Brasília 6mar2013

Trata-se de um cronograma de 22 anos no total. Os 36 caças seriam entregues entre o 1º ano e o 7º ano, e os pagamentos se dariam entre o 8º ano e 0 22º ano.  O gráfico também mostra que o grosso das entregas se daria entre os anos três e quatro do contrato. Até o segundo ano, pelo gráfico, seriam entregues 8 caças, que já somariam 20 no ano seguinte e mais de 30 no quarto ano. A Saab também ressaltou que o preço para a compra dos caças seria fixo.

Participação industrial

Gripen NG para F-X2 - cockpit - imagem via apresentação Saab em Brasília 6mar2013Foi ressaltado que até 40% do desenvolvimento e até 80% da produção de aeroestruturas do caça seriam feitos no Brasil, caso o Gripen seja escolhido no programa F-X2. Além disso, a indústria brasileira será a única fonte dos segmentos estruturais pelos quais terá responsabilidade de produzir, com compartilhamento dos direitos de propriedade intelectual do desenvolvimento conjunto. Uma linha completa de montagem final será estabelecida, nesse caso, no País, estando a Saab comprometida com o Brasil ter autonomia para futuras modificações e modernizações, inncluindo os códigos-fonte.

A respeito de compensações (offsets), foi afirmado que estas excedem 175% do valor a ser contratado. Projeta-se que exportações da aeronave e de segmentos estruturais poderão gerar um balanço positivo de pagamentos durante o programa.

Desenvolvimento garantido?

As estimativas da empresa são de que, nos próximos 10 anos, sejam fornecidos ao mercado de exportação mais de 300 caças Gripen, o que representa 10% do mercado acessível. Espera-se também lançar o Sea Gripen com operadores de aviação naval embarcada.

Para que essas estimativas se concretizem, a empresa apresenta como dados positivos frente ao mercado a compra conjunta do Gripen NG pela Suécia e Suíça, e a sua repercussão agindo como fator de credibilidade. A Suécia comprometeu-se com um conttrato de desenvolvimento (no valor de 7,5 bilhões de dólares) e de aquisição de 60 caças, enquanto a Suíça está aprovando a aquisição de 22 unidades em suas instâncias políticas, após o Poder Executivo ter selecionado o jato sueco. Nesse contexto, segundo a empresa, este seria o momento certo para o Brasil se juntar a esse “time” formado por Suécia e Suíça, participando do desenvolvimento da aeronave num programa “totalmente garantido e financiado”.

Vale relembrar aos leitores que acompanham o Poder Aéreo que a venda à Suíça ainda precisa passar, em meados deste ano, por mais alguns trâmites políticos, especialmente no Conselho Nacional d0 país (Câmara), ligados à aprovação dos fundos para a aquisição, após esta ter sido aprovada no Conselho dos Estados (Senado). Conforme as decisões do Conselho Nacional, existe a possibilidade da criação de um fundo para financiar a compra Suíça precisar passar por um referendo popular, caso a oposição local à compra do caça consiga apoio suficiente para lançar esse plebiscito.

Gripen em Axalp tamanho grande - foto Saab

Também vale lembrar que a aquisição dessa nova geração do caça, pela Suécia, também pode ser paralisada caso não se concretize a venda à Suíça ou a outro país. Porém, é fato que até o momento ambas as partes, Suécia e Suíça, têm caminhado cada vez mais rumo à viabilização da compra da aeronave pelas suas forças aéreas, o que totalizará 82 aeronaves, apesar dos setores internos (minorias parlamentares, que no entanto fazem bastante barulho) que se opõem à aquisição de novos caças.

IMAGENS via Saab

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93 COMMENTS

  1. Primeiramente precisa ver se isto realmente está na proposta encaminhada para a FAB e se o mesmo estará no contrato a ser assinado (se o Gripen ganhar).

    Em segundo lugar isto também desmorona totalmente a tese do ministro Amorim sobre a falta de dinheiro para pagar e a crise mundial como desculpa para o eterno adiamento. Se a crise se estender até 2022, é melhor chamar o Papa.

  2. Por mais que a SAAB seja honesta creio que esse tipo de coisa é extremamente perigoso. Ela corre o risco de virar uma piada no certame igual à Dassault.

  3. A compra dos caças, desde início, da época do Farol, e depois do Rei Sol e agora da Mãe Diumá, sempre foi previsto que seria via financiamento externo.

  4. De fato, Marcos, todos os três concorrentes precisaram apresentar as condições de financiamento.

    Compra alguma de Defesa no Brasil, desse porte, pode ser viabilizada sem esse tipo de financiamento externo, como foi o caso dos novos submarinos da Marinha, programa ainda maior do que o F-X2, ou o programa dos helicópteros para as três Forças. O que há, muitas vezes, é uma contrapartida da União para esses financiamentos se viabilizarem.

    Abaixo, um cronograma sobre submarinos e helicópteros divulgado pelo MD em 2009:

    http://www.naval.com.br/blog/2009/09/03/cronograma-das-entregas-de-submarinos-e-helicopteros-ec725/#axzz2NcaDxlPJ

    O que já se sabia das condições oferecidas pela Saab, há tempos, era que o primeiro pagamento do financiamento oferecido estava bem para a frente. Logicamente, o banco em questão deverá disponibilizar os recursos à empresa bem antes disso. Resta saber as condições de juros, valor das parcelas etc, mas aí já passa a ser informação detalhada e que, provavelmente, não podem revelar.

    O cronograma apresentado na semana passada, em relação ao que já se sabia, ajuda a dar uma melhor dimensão da relação de entregas e início dos pagamentos que a Saab está oferecendo.

    Procuramos, aqui, dosar essa informação com os últimos fatos do programa da nova geração do caça, que temos acompanhado na Suécia e na Suíça, já que o ponto principal da apresentação, pelo que foi constatado, foi justamente a parceria entre esses dois países, na visão da empresa, tornar a aquisição mais vantajosa ao Brasil, que se juntaria ao time.

    De qualquer forma, esse início de dispêndio de recursos apenas ao final das entregas está bem destacado ao final da apresentação original.

  5. Fui lá olhar e aproveitei para jogar o teclado no chão.
    É que não me conformo que o Brasil esteja pagando aquela
    fortuna toda, em Euros, para comprar 50 helicópteros.

    Os Super Puma representam para as FFAA o que aquela
    refinaria do Texas representa para a Petrobras.

    Vergonhoso mesmo é que muitos militares estiveram juntos
    bancando os lobistas.

  6. Melhor do que isso não pode ficar.

    Caem por terra os argumentos infundados de vários (des)governos sobre não termos condições, agora ou futuras, de bancar esta aquisição. Também cai por terra o silêncio de ouro da FAB, que deveria divulgar as informações guardadas na gaveta presidencial para a população. A falácia de que o projeto é de “papel”, com 22 exportações solicitadas e o cumprimento da garantia sueca de encomendar outras 60 unidades em conjunto com o primeiro cliente, então nem se fala. E finalmente, também cai por terra a falácia francesa de “ToT irrestrita”.

    Parceria, francófilos petralhas, é desenvolver 40% do caça em conjunto, produzir 80% das estruturas aqui e ter linha de montagem local desde a primeira unidade, com compensações financeiras amplas e objetivas, sem no entanto enfiar a faca no olho do contribuinte brasileiro.

  7. Por financiamento daria o Super Hornet por FMS e pronto.
    Tipo de noticia que não agrega nada, acho muito, mas muito difícil a Saab bancar um financiamento desses.

  8. A gerenta tem a faca e o queijo na mão para finalmente anunciar um vencedor para o programa FX-2.

    De um lado a USAF comprando avião da Embraer justificaria a seleção, agora, sem questionamento profundos, do Super Hornet. Por outro lado, com a garantia de começar a pagar somente em 2021 pelos caças selecionados hoje e entregues a partir do ano que vem, além de todo o desenvolvimento da indústria nacional decorrente, justificaria com louvor a seleção do Super Gripen.

    Ao invés de se tornar munição para a “oposição” em plena corrida eleitoreira precoce, se tornaria um tiro na mosca para a desgastada gestão da gerenta. Se não decidir logo, agora, por um destes dois concorrentes, vai ser mais um erro de microgerenciamento de curto prazo da administradora…

  9. Darkman, a Saab não é banco. Quem vai bancar isso é o contribuinte sueco e brasileiro através de seus bancos nacionais de desenvolvimento.

  10. Darkman, de fato, como escreveu o Almeida, quem banca um financiamento não é o fabricante, é um banco.

    Conforme as condições, este financiamento pode ser melhor ou pior.

    Por exemplo, quando compramos as fragatas classe Niterói (duas delas construídas aqui) em 1970, foi tudo financiado externamente por um banco que tinha a garantia de um órgão britânico de vendas externas de defesa para que as condições fossem muito favoráveis, desde que fosse mantida uma parcela de conteúdo inglês nos equipamentos.

    Alguns anos antes, quando tentou-se financiar a compra de fragatas de procedência norte-americana (classe Bronstein, já escolhida e com início dos pagamentos por parte do Brasil iniciados), as condições de financiamento nos EUA, que só foram viabilizadas com juros bancários comuns, eram tão desfavoráveis (o valor conseguido também não cobria toda a aquisição) que o negócio gorou.

    Cada caso é um caso. E cada tipo de garantia ou carência pode levar a juros e condições também diferentes, as quais incluem restrições de conteúdo, como no caso do financiamento britânico que citei, ou não.

  11. Caro Darkman,

    Como o Almeida afirmou,

    Não é a SAAB que vai bancar esse financiamento, mas sim a Suécia através do seu BNDES, local.

    Essa forma de financiamente a própria SAAB já tinha apresentado na câmara dos Deputados ou do Senado, em audiência. Nada de novo ae.

    Alguns pontos poderiam ser esclarecidos, como quando vamos ter um protótipo efetivo do caça, se a FAB teria Gripen C/D “na faixa” até o recebimento dos Gripen E/F, se a Akaer vai mesmo produzir componentes estruturais para os Gripen E/F da Suécia e Suiça, mesmo que não dê Gripen por aqui.

    No mais, eles poderiam fazer uma proposta de “doar” o projeto FS2020 para a FAB/Embraer, ao mesmo tempo dando consultoria para o desenvolvimento do mesmo. 🙂

    []’s

  12. Onde eu consigo um cartão de crédito sueco ???

    Pqp !! Com todo este prazo a FAB pode comprar os vetores só com a mesada, digo, orçamento próprio….. economizando em um fundo um pouco por ano. Com sorte ainda pode ganhar um rendimentozinho…..

    Sds.

  13. Marcos disse:
    15 de março de 2013 às 12:14

    Faço minhas as suas palavras…..
    E tais “lobistas” e seus séquitos de seguidores ainda andam por aí…. tentando justificar esta “derrama”….

    Sds.

  14. Primeiramente precisa ver se isto realmente está na proposta encaminhada para a FAB e se o mesmo estará no contrato a ser assinado (se o Gripen ganhar).

    Caro Poggio, ao que eu saiba as condições de financiamento fazem parte da proposta. Assim a FAB pode avaliar o custo real de cada proposta, analisando não só o valor total mas também as taxas de juros, variações cambiais e cronograma de pagamentos.

    Isto impede por exemplo que um vendedor abaixe o preço nominal mas recupere a diferença aumentando os juros no financiamento, ou colocando cláusulas de reajuste cambial. Esta análise também permite diferenciar propostas que exigem um significativo pagamento inicial (“downpayment”), praxe no caso de fornecedores franceses, de propostas onde este pagamento é minimo ou não existe.

  15. Se a informação for confirmada e as condições de financiamento forem satisfatórias, caem por terra todas as desculpas de aquisição do F-X2.
    Melhor que isso não ficará, mas acredito em esperar pra ver o que acontece na Suiça, apesar de que se eles virem esta notícia, vão esperar nossa reação também.

  16. Prezados, a questão financeira não tem nada a ver com a demora em resolver o FX2.

    Quando é que vocês irão pôr isso na cabeça?

    A questão é ideológica.

    Entendam de uma vez por todas: pelo núcleo duro da PeTralhada, e aqui estou a me referir aos MAG e Celso Amorim da vida, só se vai comprar um caça se for o Rafale. Ponto final.

    O problema é que a Dassault não consegue abaixar o preço, enquanto não tiver o contrato com a Índia assinado; e mesmo depois é difícil.

    Então a gerenta-escopeta fica enrolando, pra ver até onde vai parar a coisa…

    Esqueçam o FX2. SAAB e Boeing já deveriam ter retirado seus produtos do certame. Só não o fazem porque já gastaram demais para voltar atrás.

  17. Wilson,

    A Suíça já fez a sua negociação quanto aos termos do contrato, e consta que procuraram “arrancar o couro” ao máximo dos suecos. O que falta lá é a aprovação final por parte do Legislativo das condições já negociadas pelo Executivo (o Senado já aprovou o contrato, embora sem ter aprovado a origem dos fundos, falta a Câmara e, dependendo do que acontecer lá, um eventual referendo popular, em relação a esses fundos).

    Assim, creio ser difícil eles esperarem algo daqui para decidir alguma cláusula lá, pois isso já foi feito. O que falta é a Câmara aprovar os termos já negociados. E, para isso, voltaram a reclamar de que o contrato está em inglês (lembrando que a Suécia também não tem o inglês como língua) e não nas línguas da suíça (alemão, francês e italiano). Creio que o Depto de Defesa da Suíça vai ter que gastar uns trocados para providenciar as traduções para os deputados.

  18. Como bem colocado pelo Grifo, e exposto na matéria do blog citada pelo Nunão, nossos “parceiros” franceses, além de cobrar caríssimo e não transferir nada, nem tecnologia, nem propriedade intelectual, nem produção, ainda pedem pagamento adiantado. Já pagamos mais de ONZE BILHÕES DE REAIS e ainda não vimos nem o casco do primeiro submarino convencional. Isso sem falar na trapaça dos EC-725 que está nos custando quase DOIS BILHOES de EUROS e até agora nada de helicóptero produzido em MG.

  19. A licitação esta aberta portando pode se adendar a proposta oferecida anteriormente novas condições para aquisição dos caças e neste caso a decisão poderia ser tomada com base da vantagen obtida na proposta da SAAB.
    O governo tem a oportunidade de fazer os que os outros lesa patria não fizeram, ou então continuar o subservietelismo herdado dos demais.

  20. Amigos,

    É claro que a empresa não vai trabalhar no vermelho para receber após a entrega de todos os aviões, quase uma década depois de assinar o contrato.
    Nesse período, quem paga é o banco financiador, com “downpayment”(se houver) e todo o resto.
    Esse banco terá que pagar também aos fornecedores estrangeiros, tal como a GE, etc.
    No período de carência, a dívida brasileira vai aumentando, a não ser que o valor inicial (fixo) já cubra todo o período, com todos seus riscos embutidos (o que será muito mais caro).
    Empurrar o início do pagamento por oito anos (equivalentes a dois mandatos) é algo inimaginável em qualquer país sério. Mas talvez tenha grande chance de ocorrer no Brasil, justamente por permitir que se recebam os créditos políticos hoje, e só começar a pagar quando ninguém mais puder lembrar do assunto.
    Essa modalidade de carência foi inventada para um empreendimento que exija pagamentos altos e imediatos, mas em situação que a atividade produtiva só se inicia com o término das entregas (uma fábrica, por exemplo).
    O desenvolvimento de uma versão de aeronave e a produção das unidades é uma atividade que dura às vezes uma década. Dá perfeitamente para ir pagando conforme o trabalho está sendo realizado. Quando as aeronaves ficarem prontas, não vão gerar nenhum retorno financeiro. Pelo contrário, a utilização operacional vai gerar mais custo.
    Então, deixar para pagar quando estiver já usando as aeronaves, para mim, é um absurdo completo.
    Além disso, como é um projeto de muitos anos para a entrega total, o Governo tem como ajustar perfeitamente o seu orçamento, de modo que não tenha que ficar pagando juros e carência de um financiamento absolutamente desnecessário.
    Mas, como estamos no Brasil, centenas de comentários irão correr sobre a “maravilhosa” proposta que acabou de ser publicada.
    Que tristeza! Uma proposta tão absurda que outros não tiveram coragem de oferecer, por imaginar que iria tirar até a credibilidade do ofertante.
    Mas pode dar certo. Afinal, estamos no Brasil.
    Abraços,

    Justin

  21. Essa é uma forma inteligente de mitigar os riscos para o comprador (Brasil/FAB).
    Isso deve ser uma tristeza para os concorrentes da Saab.

  22. Para o Governo da Suécia isso pode ser considerado um subsidio para garantir uma operação considerada estratégica, para beneficiar uma empresa considerada estratégica.

  23. Vader, tua teoria tem lógica…
    Mas, sendo uma decisão da Presidenta gerenta, sendo dela, ainda acredito em uma decisão sensata…
    Seja qual for a decisão, ela será criticada (sempre vai ter alguém para criticar, pois este é o problema de duas frentes políticas, sempre se é a favor ou contra, independente se é bom o ruim para o país)…
    Talvez porque ela, a presidenta me lembre minha professora de matemática (que era durona, ninguém gostava, mas era justa), ainda acredito em uma decisão acertada…
    off topic: Hoje pela manhã (enquanto fazia gasolina), tive a oportunidade de ver 4 ST da fumaça… pena que pra variar, aquí em Canoas ta chovendo e já está frio, mas tão uma belezura…

    Abraços

  24. Almeida,

    Quero deixar claro que acrescentei o link sobre os submarinos e helicópteros para mostrar que cada caso é um caso e não para, pessoalmente, defender essa ou aquela modalidade de compra.

    Para cada situação, existem negociações próprias e condições vantajosas ou não, dependendo da situação do país, da infraestrutura instalada, dos parceiros no negócio etc.

    As opiniões são variadas pró e contra cada modalidade, como mostrou o comentário do Justin Case logo acima, que buscou destacar o que vê como desvantagens. O que é vantagem para um, pode parecer desvantagem para outro.

    As condições de cada concorrente estão na mesa da presidente. Ou na gaveta. Assim como as da proposta francesa do Prosub e que chegaram às condições mostradas no link, já estiveram nas mãos de outro presidente, ao lado da então proposta alemã.

    A partir do momento em que se escolher alguma proposta do F-X2, as cláusulas financeiras também deverão ser negociadas para se chegar a um contrato. Se for decidido que um financiamento com contrapartidas da União, ou com down payment, ou com carência maior, ou menor, for o mais indicado, vai ser assinado um contrato como se queira. Ou como se consiga.

    O acordo do Gripen para a Suíça, por exemplo, foi negociado para incluir um pagamento inicial de 300 milhões de francos (aproximadamente 10% do valor do contrato de 3,1 bilhões) em 2014. Assim, para um mesmo avião de um mesmo fabricante, em países diferentes, há propostas diferentes negociadas.

    http://www.aereo.jor.br/2012/08/28/md-suico-apresenta-detalhes-do-acordo-do-gripen-com-a-suecia/

    Como escrevi, cada caso é um caso. Nesse momento, a Índia continua analisando e negociando as cláusulas do acordo com a Dassault, que podem estar agora com muitas coisas diferentes / renegociadas em relação à proposta que venceu o concorrente.

    Questão de escolher o que é melhor, decidir e negociar para tornar melhor ainda.

    Mas, para isso, é preciso primeiro decidir.

  25. A questão é bem simples:

    Se a Dilma aceitar a proposta da saab, irão dizer que ela vai deixar a conta para os presidentes seguintes.

    Se aceitar o Rafale, as críticas já estão bem claras por alguns aqui.

    Se aceitar o SH, irão dizer que o país está comprando um caça que será substituído nos próximos anos.
    COmo já disseram aqui: a escolha que for feita será criticada de qualquer forma.
    EM tempo: essa história que todo esquerdista é anti-americano e não gosta do SH já caiu por terra há muito tempo.

  26. Caro Justin,

    Não vejo absurdo nenhum na proposta financeira da SAAB. Qual o problema em haver um período de carência de aproximadamente 8/1 anos anos? Qual o problema de se estender o pagamento dos caças durante os primeiros 15 anos de vida útil dos mesmos? Não vejo absurdo nenhum nisso.

    Se o Tesouro Sueco tem condições de financiar esse projeto, e com taxas até mais atraentes os que os praticados pelos concorrentes, não vejo problema nenhum nisso.

    A dívida brasileira vai crescer? O.o

    Quando se assume um compromisso, por conta de compra de um bem, no caso os caças, é claro que assume um ônus, uma dívida, e se você já tem outras dívidas é claro que ela cresce. 🙂

    No mais no caso os caças que são um ativo que deverão estar operacionais durante 30 anos, com no mínimo um MLU, faz sentido pagar o mesmo durante 15 anos, DEPOIS que receber os mesmos.

    É claro que esse financiamento tem um custo, o Ministério da Fazenda e Planejamento tem técnicos competentes para avaliar se as taxas oferecidas são condizentes ou até mais atraentes que o mercado oferece.

    E mais, um longo prazo de amortização interfere menos nas contas públicas, e isso deveria ser levado em conta, caso, a preocupação com o CAIXA seja um fator de decisão.

    Se os franceses e americanos quiserem igualar ou até superar as Condições de Financiamento dos Suecos, oferendo uma taxa menor, uma carência ainda maior, e um prazo de amortização ainda maior ainda, são BEM VINDOS. 🙂

    []’s

  27. phacsantos

    “gerenta-escopeta”
    “Algumas pessoas parecem ter um ódio pessoal pelas lideranças do país…”

    Vai chamar de quê? Docinho?

  28. Nick

    Não bem não vejo problema, afinal os custos totais nos primeiros anos são baixos. Somente ao longo dos anos, onde as revisões são mais demoradas e mais completas, é que os custos irão aumentar.

  29. Nick,

    Depende do custo.

    Se uma nova dívida tem custo menor que a existente, pode ser interessante contrair este novo empréstimo e usar a geração de caixa para liquidar outros mais onerosos.

    O Justin tem razão ao apontar que é um financiamento muito longo para algo que tem característica de consumo, mesmo com investimentos resultantes de offset.

    Mas por outro lado é interessante verificar a conveniência de trocar financiamentos de custoso diferentes, lembrando que a dívida pública nacional tem taxas de juros significativas. Depende das condições:
    moeda, taxa de juros, hedge, seguros, etc…

    Como escreveu o Nunão:
    “Cada caso é um caso.”

    Sds.,
    Ivan.

  30. phacsantos:

    Estou de acordo contigo.

    Ela (a presidentA ou presidentE), foi eleita democraticamente por voto direto e em eleição válida e, apesar de alguns, conta com uma excelente popularidade e aprovação.

    Não ser de esquerda ou de direita, não significa desrespeitar a opinião alheia….

  31. Caro Ivan,

    Depende do custo? Não entendi, se puder esclarecer.

    Sobre o financiamento ser muito longo, discordo.

    Os caças irão para o inventário da FAB, e não para um estoque de produção. 🙂

    Ou seja irão para algo parecido com o que podemos chamar de Ativo Permanente, com taxas de depreciação pelo uso. Se o uso esperado for 30 anos, que seja 30 anos o período do valor a ser amortizado… hehehe.

    Do outro lado do Balanço, teremos a Obrigação Correspondente, o Financiamento dos caças, que ficarão estocados, durante o período de carência. Após isso, começarão a ser amortizados, durante 15 anos. Novamente, não entendi qual a dificuldade nesse projeto.

    Podemos até planilhar o mesmo, e gerenciar tanto o aspecto do Ativo (caças), com seu correspondente financiamento. Ou seja, novamente, não entendo a dificuldade nisso.

    []’s

  32. phacsantos disse:
    15 de março de 2013 às 15:21

    Isso é apenas uma “retribuição” ao tratamento dado à lideranças anteriores que também foram eleitas democraticamente, experimentar do próprio remédio entende ?!?! Só se “doeram” quando mudaram de estilingue para vidraça. O Noço Guia mesmo assumiu que qdo oposição era um bravateiro contumaz mas que no governo de fato as coisas são diferentes, esqueceram disso?

    Agora, nossos políticos e a questão do contrato em inglês é o exercício do “antiamericanismo ufanista nacionalista infantil” mesmo. Sinceramente eu gostaria de saber se os franceses enviaram os contratos traduzidos para o português, se alguém puder confirmar ou não , agradeço. Se não, fica óbvio. E o pior que hoje em dia e nas próprias empresas onde muitos e muitos desses políticos são donos ou sócios, exigem dos candidatos a suas vagas no mínimo bons conhecimentos de inglês. Fica óbvio que é para que eles não tenham de aprender não ?!?!!?

    Perdoem o off-topic desabado e podem editá-lo mas não dava para passar sem …..obrigado ….

  33. Senhores, a SAAB está oferecendo um enorme prazo de carência para o Brasil. Acho que é uma boa forma de mitigar os riscos envolvidos em um programa de desenvolvimento conjunto – só paga depois de receber.

    Se o Brasil achar que isto não é vantagem, pode abrir mão da carência e começar a pagar antecipadamente. A SAAB seguramente não vai reclamar 🙂 O único problema em fazer isto é virar piada no mundo inteiro.

  34. Quanto ao pagamento, não sou especialista, mas como está sendo apresentado concordo que a até a FAB poderia pagar a “mensalidade do consórcio” , com o governo efetuando os pagamentos iniciais.

    Desculpa para não comprar, terão de ser muito criativos ou, com base em análises financeiras comprovar que é inviável, uma farsa ou coisa assim ….

  35. Antonio M:

    Acho que a nossa democracia amadureceu ao ponto de podermos falar abertamente disso.
    Sempre falei que “ser governo” é difícil e quando o partido que está no governo fosse vidraça, as coisas seriam diferentes.
    A grande questão é que muitos, podendo dar exemplo, faltam com respeito com quem pensa diferente dos demais, só isso…

    Quantos aos caças:
    Acho que é o melhor momento para a compra dos caças até porque em breve os ST serão os nossos únicos guardiães. Não dá para instalar mísseis nos aviões do GTE..rs
    Enfim, que saia logo essa decisão…

  36. Sobre aprovação dos governantes pela população é condicionada ao contexto ecônomico e para quem tem memória vai lembrar do plano cruzado, real e etc.
    Seria bom o SH mas se for o Gripen que venha logo, mesmo que os cachorros continuem a latir e Gripen voando.

  37. Caro Marcos,

    Tudo depende da forma de contratação. Podemos até financiar as grandes revisões, incluindo os mesmos dentro deste pacote de financiamento. O pacote pode incluir um período inicial que garanta as “revisões”. Algo semelhante ao que ocorre quando compramos um carro zero. Tudo é negociável. 🙂

    Caro Antonio M,

    Isso é algo que a FAB devia considerar. Dependendo do % que as amortizações desse financiamento representariam do orçamento anual da FAB, poderia ser considerado viável, ou seja, mandar um pé na ****** da presidente, e tocar o projeto internamente. Claro que a presidente pode retaliar contigenciando o orçamento da FAB. 🙂

    Imagine o Saito chegando para a Dilma e o principalmente o Ministro da Fazenda e do Planejamento, afirmando que não haverá necessidade de desembolsos além do que o histórico anual que é destinado `a FAB.
    Aprovado na hora! 😀

    []’s

  38. F – 5 disse:
    15 de março de 2013 às 16:13

    Caro F5,

    Quando essa quadr…ôps… pessoas que ocuparem o poder forem postas para fora e NÃO voltarem a se comportar como eram qdo oposição, voltamos a falar no assunto. E não existe democracia madura com voto obrigatório, índices IDH que comparados a arrecadação tributária nos coloca entre os piores do mundo, educação básica e pública de qualidade negligenciada, um congresso que mais parece extensão do gabinete do executivo, classe política voltada ao próprio umbigo e perdulária, fora outras “coisinhas”.

    Quanto a compra também acredito e concordo com a boa oprtunidade, que se não for tratada pelo GF como deveria ser, corrobora tudo o que eu disse a respeito desse governo.

    abçs.

  39. Sobre os aspectos financeiros/contábeis desta proposta estou como Nick e não abro !!

    Agora….. então financiamento a longo prazo é ruim , é maléfico ??

    Nos EUA vc adquire uma casa com 0,1% de entarda e financia o saldo em 30/40 anos….

    Financiamento pra comprar produto francês vale…. sueco não ??

    No DOU de ontem tem mais um pagamento das Kombi-725 de mais de Us$ 6 milhões, ou seja estamos pagando todas as semanas pelos helicópteros e as entregas já estão BEM atrasadas em relação ao cronograma…..fora as restrições de vôo por causa da MGB dos helis…. que ainda não foi resolvida ( 5 meses já se passaram…)

    É ruim heim !!

    Sds.

  40. Fecho com o Phacsantos: o mínimo que nossas autoridades merecem, sejam quem for, é respeito. Acho o blog muito tolerante com as críticas ranzinzas à presidente e ao partido no poder. E o pior: estamos assistindo linchamentos de colegas bloguistas apenas por opiniões divergentes da maioria dos frequentadores. Isso, junto com muita coisa que o Terrestre publica, vai tornar difícil acreditar que os blogs da trilogia tem o mínimo de isenção.

  41. marciomacedo disse:
    15 de março de 2013 às 16:38

    Caro marciomacedo,

    Autoridade ou não, merece respeito quem respeita também.

    A nossa presidenta autoridade fez questão de dar declarações elogiosas e esteve no funeral de um pseudo-democrata populista mas, não vai a posse de um líder religioso de bilhões de pessoas que também é chee de estado e ainda, digamos que permite que gente protegida por seu governo e partido masm que é condenada pela justiça façam declarações como essa:

    “…Dom …….. não vai usar sapatilhas vermelhas da Prada. Deus não ajuda tuc….a ganhar eleição”. …”

    Cadê o tal respeito?

    Temos sim de respeitar a lei, mas vamos tomar cuidado pois Hitler, Mussolini, Collor e tantos outros também ganharam eleições legítimas e deu no que deu.

    abç…

  42. Caça MLU pode ter condições de pagamento tão facilitadas…
    SÓ SE PODE PLEITEAR UMA COISA DESTA QUEM NÃO TEM NENHUMA TECNOLOGIA DE VERDADE PARA FORNECER…

    Isso é um escárnio, o Gripen E/F REAL diverge muito do Gripen NG prometido e cantado em prosa em verso por anos no FX-2.

    Os suecos ouvem o discurso do governo brasileiro de que não tem recursos, adiamento e crise mundial e já vislumbram outro governo BANANA que não tem compromisso forte com a defesa em que um caça baratinho BASTA…

    Se o governo brasileiro der a vitória do FX-2 para o Gripen não encham mais o saco com papinho de ToT, independência tecnológica e de produzir caças no Brasil pois isso não é SÉRIO…

  43. Nick,

    “Depende do custo?”

    SIM, depende do custo da operação de crédito oferecida pelo pacote sueco para o Gripen.

    O Brasil pode comprar o Gripen e pagar a vista. A SAAB e seus parceiros dentro e fora do Brasil não vão reclamar. Mas se as condições do financiamento oferecido for melhor que o custo financeiro pago hoje em dia (e futuro próximo) pelo tesouro sobre nosso endividamento é melhor tomar emprestado o recurso de menor custo.

    É bom lembrar da dívida pública interna brasileira com taxas de juros bastante elevadas, boa parte de curto prazo.

    O que os suecos estão fazendo é oferecendo alternativas para viabilizar o negócio. A vista ou financiado eles querem o Brasil no programa Gripen para dar maior robustez.

    Abç.,
    Ivan.

  44. ANtonio M:

    Infelizmente quem apoia ou concorda com o governo atual aqui, neste blog, é motivo de piadas ou ofensas. Linchamento público, isso é o que vejo.
    O blog já se posicionou com matérias e postagens sobre qual é a postura adotada pelos seus editores. Isso é fato e eu concordo plenamente. Acho que a mídia tem que sair do armário e se posicionar mesmo.
    Alguns meios de imprensa do exterior já se posicionaram e achei coerente e louvável. Se o blog tem a postura de esquerda ou de direita, não importa. As pessoas que estão aqui não devem sofrer nenhuma forma de linchamento ou serem ofendidos, devem ser respeitadas, porque, sendo de esquerda, de direita ou de centro, todas querem as FA’s fortes e prontas para defender a nação! SImples!
    A Trilogia de Defesa é um excelente meio de informação para todos, quem pensa diferente não pode ser penalizado por se posicionar diferente…
    É isso…

    Em tempo: A Dilma vai à posse do Papa Chiquinho como carinhosamente estão chamando no nordeste!

  45. A realidade é que hoje continuamos de F-5. Só!
    Mirage 2000 já em contagem de tempo para o fim.
    Vem a Copa e Olimpíadas, ao final das quais os F-5 estarão no osso.
    Vai sobrar serviço é para os AMX. Vamos virar a Argentina, que só opera A-4 e que se desmantela no ar.

    Estamos no quarto governo sem que se decida absolutamente nada.
    Alegar crise não vale. É só ver a gastança com Copa. Se nos restringirmos às FFAA, peguemos como exemplo os EC-725.

    A coisa beira a incompetência mesmo.

  46. F – 5 disse:
    15 de março de 2013 às 17:10

    Caro F-5

    De minha parte não há linchamento que de quem opina, critico o governo sim, apenas isso.

    E se a presidenta vai a posse, é porque pegou muito mal a pretensão inicial de não ir.

    abç..

  47. Isto ai parece comercial de motocicleta para jovem de classe C e D

    Comprando agora a sua moto “Junior 100cc”, você só tem vantagens.

    Ela é a moto mais barata e econômica do mercado. Com parcelas que cabem no seu bolso você pode ter agora a sua tão sonhada liberdade.

    Ir para a faculdade, trabalho, ver os amigos no final de semana nunca ficou tão fácil.

    E ligando agora para nossa rede de concessionárias, temos uma grande vantagem exclusiva.

    Você recebe a sua moto antes da páscoa e só começa a pagar no segundo semestre.

    “Junior 100cc”, você livre do busão!

    Brincadeiras à parte esta proposta é unicamente uma engenharia financeira e pode ser também aplicada a qualquer outro proponente (se eles quiserem é claro).

    Também é importante lembrar que em qualquer financiamento, seja de motocicleta, imóvel ou avião de caça, quanto mais tempo você demora para começar a amortizar, mais juros paga.

    Eu não tenho nada contra o Gripen, torço por ele no FX, porque acredito que é o único dos 3 que a FAB talvez consiga operar com suas verbas de custeio e a tradicional sazonalidade orçamentária que no Brasil é secular. Minha visão pragmática quanto ao Gripen vai além desta proposta. Acho que a FAB deve começar a se equipar com ele já. Introduzir 12 Gripen C/D de segunda mão em no máximo 24 meses e depois analisar lotes extras seja do C/ D ou do NG até 2020.

    E não é porque torço pelo Gripen (embora ache o SH o melhor dos três) que tenho que concordar com algumas coisas da proposta.

    “Foi ressaltado que até 40% do desenvolvimento e até 80% da produção de aero estruturas do caça seriam feitos no Brasil, caso o Gripen seja escolhido no programa”

    Existem duas mentiras ai, a qualitativa e a quantitativa.

    Mentira qualitativa

    Primeira coisa vamos questionar o que são “aero estruturas”, pedaço de asa, fuselagem, leme, canard, qualquer coisa é aero estrutura.

    Pois bem. A Embraer fabrica “aero estruturas” a quase 40 anos. Seja para caças supersônicos como o F-5 (lemes), seja para Helicópteros (contrato com a Sikorsky), flaps (programa MD-11), seja para seus próprios aviões.

    Fabricar “aero estruturas”, até tem suas vantagens, gera emprego local, eventualmente desenvolve um fornecedor que quem sabe no futuro se firma no Brasil. Porem isto não é diferencial algum em nada.

    A própria Embraer hoje foge de fabricar as suas “aero estruturas”, utiliza empresas como a ENAER, Gamesa e tantas outras, porque isto não agrega tecnologia relevante para a Embraer hoje, agregou no passado.

    Agora vamos olhar para a mentira quantitativa.

    “Até 80% da produção de aero estruturas do caça seriam feitos no Brasil”.

    Isto na pratica significa produzir praticamente toda a fuselagem, asas, deriva e carnad no Brasil . É otimismo demais. Estamos falando em produzir que é diferente de montar. E produzir significa centros de usinagem, centro para materiais compostos, todo o ferramental de produção entre outros aspectos. Hoje nem a Embraer faz isto aqui. Nem a Airbus, nem a Boeing me parece atingir este potencial de construção sozinhas porque ou não compensa em especialização ou não compensa em mudança de foco industrial.

    “Até 40% do desenvolvimento” O AMX que é um projeto que a industria nacional aderiu em estágio muito anterior ao NG, seguramente não teve 40% do desenvolvimento de suas aero estruturas feitos pela Embraer. No Gripen NG que já tem muito desenvolvimento legado de versões anteriores esta porcentagem me parece muito otimista.

    Eu particularmente penso que este papo de “transferência de tecnologia” no FX tem que ser mudado no seu foco.

    Hoje o programa deve ser reposicionado como uma compra de substituição da aviação de caça da FAB que esta envelhecida (F-5). Isto deveria ser realizado por propostas baratas e simples privilegiando custo e disponibilidade (estoques de peças, manutenção em solo nacional de itens críticos, nacionalização de itens consumíveis).

    Ai planeja-se uma segunda janela a partir de 2025 (substituição do AMX), onde o foco de tecnologia seria maior, esta sim contemplando a participação em programas desenvolvimento de caças em parceria com países como Coréia do Sul, Turquia, Indonésia. Nesta segunda janela seriamos desenvolvedores realmente e não “fabricantes de aero estruturas”.

    O tempo do FX ser indutor de capacitação de tecnologia se esgotou. Hoje precisamos de caças pra ontem e a custos menores. Um FX do jeito que esta hoje, pode causar na FAB um efeito que o programa de submarinos vai causar na MB e pouca gente se apercebeu.

    O programa caríssimo saiu, o contrato esta assinado e as parcelas começam a serem pagas. A MB não é apenas submarinos, tem uma dúzia de escoltas a serem substituídas a curto/médio prazo. Porem o grande investimento já foi feito e dificilmente na prática haverá a compra de novas escoltas em quantidade e/ou qualidade suficientes. Será uma marinha de submarinos novos e navios velhos. Tomará que não seja assim mas o risco é real.

    Um FX com tantas fanfarronices de ToT e caças caríssimos, pode condenar a FAB a partir de 2020 a ser uma força aérea de 36 caças, porque existem mais de 50 AMX que depois precisam ser substituídos e o “grande investimento” da década passada ainda esta sendo pago.

  48. Caro Ivan,

    Ae sim, concordo. 🙂

    É como eu disse se analisado que essa operação é viável e vantajosa, porque não? E mais, se daqui 10 anos, for mais vantajoso renegociar esse financiamento ou mesmo pagar totalmente, que seja.

    No meu entender, poderia se estender até por 20 anos. hehehe.

    O importante é viabilizar esse negócio, falta de $$$ em caixa não pode ser desculpa. E começando a analisar isso, a FAB deveria pensar seriamente nesse financiamento dentro do orçamento deles.

    []’s

  49. Soyuz

    Se falta naves de superfície à Marinha do Brasil, falta hoje jatos de treinamento à Força Aérea Brasileira. Ou seja, começa a entulhar meios necessários às três forças.

  50. No caso da FAB não é o FX que impede o reaparelhamento, é a vontade política.

    Como já foi dito agora e tantas outras vezes, basta que queiram pois, não é à toa que as aeronaves mais modernas/novas estão no GTE, inclusive, com aeronave comprada sem concorrência………

  51. Fazendo contas:

    12 Mirage a serem desativados este ano

    44 F-5 a partir de 2017 (se chegar até lá)

    12 Jordanianos

    Os 12 jordanianos, conforme já foi especulado, vão para o lugar dos Mirage. A pergunta é: os F-5 aguentam até 2017?

    Mais: sem contar os AMX, temos 56 aeronaves a serem desativadas no médio prazo. Quantas aeronaves novas vamos necessitar? Uma por uma?

    • Caro Marcos

      Os jordanianos não irão para o lugar dos Mirage simplesmente porque não estão prontos. O processo de modernização levará anos e a substituição do Mirage é para amanhã. Na próxima edição da revista Forças de Defesa haverá um texto sobre esse assunto.

      De acordo com critérios geopolíticos e estratégicos, o país precisa de pelo menos uma centena de caças.

      Abrs

  52. Obter os caças não é problema.

    Poderiamos encarar a parceria com a SAAB, com outras (pois não acredito em ter um único modelo multi-propósito) e fazer leasing de algum outro/outros se virando com o que tem a FAB enquanto não chegam os novos.

    Basta a tal vontade ….

  53. Senhores

    Não se trata de sermos de esquerda ou direita, mas sim de sermos cidadãos responsáveis que prezam seu país e cada brasileiro que é literalmente esfolado pelos impostos que paga. Brigar para que nosso governo faça o melhor uso do dinheiro que arrecada é mais que um direito, é um dever.
    Neste contexto, se o Gripen atende aos requisitos da FAB, e o fato dele ser um dos três selecionados diz que sim, se a proposta dos suecos é a mais vantajosa economicamente, aí se incluindo preço de venda, custo de operação, participação na produção e condições de financiamento com os desembolsos daqui a bons anos e, finalmente, se a proposta permite a participação de empresas brasileiras em um percentual significativo na produção de 96 caças (mais 22 quase certos) e nas eventuais vendas futuras para outros países, não há porque não encerrar o FX2 escolhendo o Gripen.
    Quanto a questão de só começar a pagar após a entrega do último avião, isto representa uma segurança a mais para o comprador e só seria desvantajoso se as taxas de juros (acrescidas de um spread que tal segurança representa) fossem mais altas do que as hoje pagas pelo GF no rolar da dívida de nosso país.
    Alegar que é melhor começar a pagar antes de receber o primeiro avião, indiferente das taxas de juros envolvidas é, no mínimo estranho, até para o mais neófito dos aprendizes de economia.

    Sds

  54. Rapazes

    O mundo gira em torno de politica e aliancas estrategicas, alguem aqui acha que do jeito que o mundo anda os EUA deixaram o Brasil fazer aliancas com outros paises, para nao acontecer isso, eles ate daram os SH a nos, e tambem nos precisamos de aliados, e sinceramente a Suecia um pais pequeno, fraco militarmente e politicamente nao agregara nada a nos, a Franca, e uma potencia, mais decadente, ja os EUA nao preciso nem comentar nada, tanto que a Boing e Embraer ja estao de maos dadas, os EUA ja deu seu sinal, a compra dos ST, agora falta so a dona Dilma quebrar o orgulho e assinar o contrato.
    Han quase esqueci, a FAB quer o melhor aviao e todos sabem que esse e o SH, entao como na FAB a decisao nao e ideologica mais sim tecnica, o F-X2 tem um vencedor e esse e o SH! E que voe logo pra ca!

    Desculpem o portugues mais digitar do celular e punk.

    Sds….

  55. Junto com a precoce campanha eleitoreira, começou cedo também a militância política nas redes sociais e blogs.

    Aos que estão defendendo o indefensável, os políticos corruptos que estão nos fazendo de palhaços no Congresso e Executivo, um pouquinho de Direito Constitucional:

    Artigo 5., item IV: “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.”

    Meus dados pessoais estão em posse dos editores do blog, para disposição da Justiça caso necessário.

  56. Gripen E:

    Em exclusiva para o DefesaNet, Eddy de la Motte revelou detalhes do contrato de modernização dos caças C/D suecos para a versão E (denominada NG no Brasil). Quando indagado sobre que partes do caça que hoje compõe a linha de frente da Força Aérea da Suécia – Flygvapnet, seriam aproveitadas, o Vice-Presidente de Exportações da SAAB disse que os itens não estão inteiramente definidos. Até o momento sabe-se que possivelmente os assentos ejetáveis, partes dos sistemas de combustível e hidráulicos, e quase que integralmente equipamentos de manutenção e auxílios de solo.Ou seja, a conversão partirá de UMA ESTRUTURA INTEIRAMENTE NOVA sem aproveitamento de nenhum elemento de airframe, e menos de 10% dos sistemas dos atuais C/D estarão no modernizado modelo E.

  57. Os suecos estão mantendo as condições do financiamento já divulgadas em 2010 (MAIO DE 2010 | INoVaBCD 13):

    [quote]“Nossa proposta prevê 100% de
    financiamento do valor do contrato, estimado em
    US$ 4,5 bilhões, que é metade do preço do
    concorrente francês, oito anos de carência, 15
    anos para pagar e juros de [b]4,21% ao ano[/b]”[/quote]

    Fonte: http://www.cnmcut.org.br/sgc_data/publicacao/pdf/%7B5A3AA1AE-D557-42A7-97C3-9124512B5399%7D_INOVABCD_1a.pdf

    Apenas para ter uma ideia do financiamento e da carência dos submarinos da MB:

    [quote]De acordo com o BNP Paribas, a taxa de juros será de [b]5,50% ao ano[/b]. [b][u]A carência é de seis meses após a entrega do primeiro submarino convencional, cerca de sete anos depois da assinatura dos compromissos secundários, prevista para setembro[/u][/b].

    A taxa oferecida no início da negociação era de 5,38% cobrindo 85% da transação. Todavia, os técnicos brasileiros optaram por limitar essa cobertura apenas aos navios convencionais, estendendo a fiança do crédito para o casco do modelo atômico em até 95%, o que acabou determinando a elevação em 2,12%.[/quote]

    http://www.naval.com.br/blog/tag/bnp-paribas/#ixzz2Neb7MNV4

  58. Poggio

    Concordo que o país precisa de uma centena de caças. Então não seria o caso de licitar essa centena? Negociar cem é diferente de negociar 36.

  59. Vou ser sincero,não aguento mais essa p…todo munda sabe que o Rafale é mais caro, é uma roubada….então compra logo o SH ou o Gripen, meu Deus…. a FAB já deu sua avaliação TODO MUNDO SABE QUE A JACA é a última colocada, quem acha que a FAB vai ter 120 Rafales ou 120 SH levanta a Mão! EU queria 120 SH, mas a FAB Só pode ter uns 50 Gripen e olhe lá,36 Rafales, 36 SH nuuuuuuuuuuuuuuuuuunca será, vamos pisar no chão;)

  60. Eu gostaria de uma resposta sincera dos amigos do blog,analisando nosso histórico de país, de comprometimento com copa ,com olimpiadas,com forças armadas…..só nos resta o Gripen, fecha o caixão, temos que substituir todos os F-5M em pouco mais de 10 anos se muito… o que vcs visualizão na real ,uns 70 Rafales, 70 SH ou 70 Gripen com horas mínimas de vôo?Não vale sonho ,só realidade…

  61. Qual avião vc vê com mais de 1/2 centena de unidades na FAB?lembrando que o F-5M é mantido com um número de horas vôo bemmmmmmmmmmm restrito….?

  62. Caro Penguin, obrigado por trazer os números. Como visto o prazo de carência de oito anos não é incomum e foi feito também no contrato dos submarinos.

    O ponto da proposa da SAAB é que nela não existe entrada (downpayment), enquanto nos submarinos a França cobrou 15% como faz de costume. A meu ver um absurdo em um contrato deste porte, mas Nelson Jobim deve ter gostado.

  63. Nenhuma novidade nos numeros, que nos jah debatemos aqui cerca de 2 anos atras.

    Penso que a ideia da SAAB eh um marketing muito interessante p/ um governo que diz nao ter verbas no orcamento.

    Tb recordo que foi dito pelo representate da SAAB que podia-se optar por um prazo mais curto se fosse do interesse do Brasil.

    E eh do interesse do Brasil um prazo mais curto: se o colegas observarem os dados oficiais do tesouro americano irao ver que o Brasil jah eh o quarto maior comprador de titulos publicos americanos (1. China; 2. Japao; 3. Exportadores de petroleo) e que o acumulado jah chega a 253 bilhoes de dolares.
    http://www.treasury.gov/resource-center/data-chart-center/tic/Documents/mfh.txt

    Nos ultimos 12 meses o Brasil comprou mais US$ 25 bilhoes. A taxa de juros variam entre 0.25%-2% (10 anos), com a media ficando abaixo de 1% de remuneracao.

    Seria um erro financiar por um periodo tao longo e, simultaneamente, comprar bonds americanos com taxas proximas a zero.

    A SAAB coloca as opcoes, e isto eh bom ateh por causa das desculpas esfarrapadas do governo, e cabe ao Brasil escolher a melhor alternativa financeira.

    []s!
    P.S.: Belo artigo de Celso Pastore, ex-presidente do BC
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-selic-e-os-superavits-primarios-,958714,0.htm

  64. Uma coisa que achei interessante é que a concepção do cockpit mostra um tablet preso a uma das pernas do piloto. Seria ele integrado a todo o resto, comunicando-se com os demais sistemas?

    Outro detalhe é que não é possível ver um HUD, mas isso pode ser devido ao corte da imagem original.

  65. Amigos,

    As condições de financiamento internacional são semelhantes, não importa a origem. Isso está mais ligado à credibilidade do Brasil do que à vontade de cada empresa ou país.
    No entanto, alguns países têm agências específicas de fomento, que podem propor condições especiais para aquilo que é produzido no seu país (normalmente não está disponível para o que for produzido no país comprador ou em terceiros países fornecedores). No Brasil, temos o BNDES; nos Estados Unidos, o Eximbank; na França, na Itália, na Suécia,… deve existir agência semelhante.
    Ocorre que o Eximbank tem severas restrições legais quanto ao financiamento relativo à compra de armas (acho que avião de caça é arma, segundo a interpretação legal).
    Creio que o pedido de oferta do F-X não requer financiamento, e um dos motivos talvez seja para não desbalancear o processo contra os Estados Unidos.
    Então, no meu entender, essa investida da SAAB é uma briga particular contra o F-18, e não contra o Rafale, que pode oferecer qualquer condição de financiamento requerida pela FAB, em situação à dos suecos.
    Mas, como sempre, isso é só o que o Justin acha.
    Abraço,

    Justin

  66. De fato, Justin, uma dessas agências de fomento, ou coisa que o valha, foi a que citei no caso das fragatas classe “Niterói” da década de 1970.

    No caso, o ECGD (Export Credit Guarantee Department) do Governo Britânico, que forneceu o seguro de crédito para financiamento do banco SG Warburg para o programa das seis fragatas da também britânica Vosper Thornycroft. Com essa garantia, as condições de financiamento foram consideradas bem melhores do que as oferecidas pelos demais concorrentes.

    Mas, evidentemente, havia uma exigência para essa garantia do ECGD: 2/3 dos equipamentos das fragatas teriam que ser ingleses.

    Por fim, para não perder a oportunidade: mais informações sobre esse assunto em matéria especial publicada na revista Forças de Defesa número 5, sobre a construção das fragatas classe “Niterói”. Ainda há alguns exemplares disponíveis para compra pela internet. Quem não leu, não deve perder. Conhecer o passado de nossas aquisições militares ajuda a entender as questões que envolvem os programas do presente.

  67. Prezados Colegas,

    – Acho muito estranho (estranhissimo) que nas propostas submitidas nao fosse incluido as condicoes de financiamento dos tres candidatos: eh necessario uma base de comparacao;

    – Tb acho dificil que os bancos que lideraram o financiamento dos subs e helis, ateh mesmo pela exposicao a Grecia (BNP Paribas e Societe Generale) possam fornecer prazos de carencia de 8 anos (o dos subs foram de 240 dias apos assinatura do contrato, seguidos de 30 pagamentos semestrais (nao sei se houve/hah atrasos) (http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=65114)

    – desconheco se a proposta da Dassault teria, ao contrario dos helis e subs, algum banco por tras com capacidade de ceder tamanha carencia: se sim, por que nao divulgam?

    – Mesmo assim, ainda penso que o prazo (como opcao) da SAAB seria um equivoco, pois implicaria um custo financeiro adicional desnecessario como demostrei em comentario anterior (fazem esta proposta porque o (des)governo pede/sugere);

    O ideal seria pagar conforme fossemos recebendo, ou seja, nao deixar nenhum “resto” depois da ultima entrega. E falo isso achando que o gripen talvez seja a melhor opcao.

    Mas plagiando o colega Justin, mas eh soh o que o DrCockroach acha…
    Infelizmente nunca vi as propostas.

    No meu caso, Boa noite!

    []s!

  68. DrCockroach disse:
    16 de março de 2013 às 14:56

    DrCockroach com fuso, boa noite.

    Acho que o fato de que não há comentários oficiais a respeito de financiamento, por parte de Boeing e Consórcio Rafale, é o maior indício de que esse não era um item a ser incluído na oferta original.
    Abraço,

    Justin

  69. Quanto nhém nhém nhém e blá blá blá porque chamei a presidenta de gerente-escopeta.

    Foi só um apelido carinhoso, que faz referência ao cargo dela no assalto do cofre do Adhemar, e à arma preferida dela nos tempos em que era comunista.

    Da mesma forma eu poderia ter chamado ela de Estela, Rosi (antigos nomes de guerra), ou até mesmo de Presidente (mas não presidenta, porque isso nom ecxiste).

    Gente chata da p.

  70. Senhores, é um fato que a FAB solicitou a cada concorrente que apresentasse as opções de financiamento, conforme indicado por exemplo no cable da embaixada americana vazado pelo Wikileaks:

    “Brazil will need seller financing and ***is asking all three candidates about possible arrangements***. The Brazilian Air Force is particularly concerned that it will have to ‘defend’ its deal to the Ministry of Finance and answer ***detailed questions*** about why proposed finance arrangements would be in Brazil’s best interests.”

    http://wikileaks.org/cable/2008/12/08BRASILIA1589.html

    Como se sabe é impossível formar o custo total do contrato (um dos critérios de avaliação) sem se saber em que condições este será financiado.

    Os juros colocados no contrato dependem não só de quem está tomando o empréstimo, mas também das garantias apresentadas e do custo de captação do dinheiro pelo banco. Se por exemplo o governo da Suécia (país de rating AAA) apresenta garantias como fiador do negócio, é claro que a taxa de juros será menor.

  71. VAder:

    Esquerdistas são chatos…:)
    Essa é a graça da nossa democracia.

    Abraços aos amigos pelo saudável debate.
    E que venham esses caças logo…

  72. É claro que as condições de financiamento devem estar necessariamente na resposta ao RFP da FAB. Ora, uma “request for proposal” é exatamente isso: uma PROPOSTA. Como é que se pode fazer uma propostade algo se não se fala como é que o produto será adquirido, em que condições, etc.?

    Nesse caso, prezado Justin, se a Dassault não colocou isso em sua resposta, penso

  73. Ops… (fucking “tab”)

    Penso que ela (Dassault) marcou toca, porque certamente suas concorrentes o fizeram, como aliás o demonstra a SAAB.

    No mais, apóio o Gripen para qualquer país sério que não queira adquirir o F-35.

    O problema dele para a FAB é que o Brasil não é um país sério. E aqui tenho que dar a mão à palmatória ao velho Chico AMX que costumava dizer que o Gripen da FAB iria virar um AMX 2.

    Vai mesmo. Teremos um Gripen E/F pronto lá para 2025, pelo dobro do preço original (que subirá devido aos contingenciamentos após a Copa do Mundo e Olimpíadas, por exemplo), desdentado (pois não teremos grana para integrar os mísseis nacionais – se é que estes ficarão prontos um dia), e defasado, pois não seguiremos o roadmap de atualizações conforme determinará a fabricante, por falta de grana e/ou vontade política.

    De modo que para o Brasil é necessário que venha uma aeronave pronta.

  74. Modo irônico financeiro ON:

    PQP….. isto é que é ser competente….. o tesouro nacional vender “papagaio” a 7,5 % a.a. … com os reais resultantes comprar ou “enxugar” o mercado a vista de dólares e “aplicar” em títulos públicos norte-americanos (treasury bonds) a 0.25%-2% a.a.

    Um dos maiores motivos da dívida pública federal já ter ultrapassado com folga os R$ 2 trlhões.
    `
    Teria que ser o INVERSO cáspita !!

    Modo irônico finaceiro OFF.

    PS: Chamo a senhora PresidentA do que eu quiser… Dilmandona, Tia da Metralhadora, etc….!!

    Sds.

  75. Coisa que é difícil de entrar na cabeça de muita gente sensata, é porque que 99% da esquerdalha suja detesta a proposta do Gripen para a FAB.

    Ora, essa mesma esquerdalha não é “desenvolvimentista”? Não se arroga o direito de serem os únicos “verdadeiros nacionalistas” do Brasil? Não apóia tudo o que traga tecnologia “de verdade” para o Brasil?

    A proposta da SAAB é a ÚNICA das três que REALMENTE propõe transferência REAL de tecnologia. Não adianta dourar a pílula: a Boeing/Super Hornet trará estritamente as tecnologias que a FAB pediu; quanto à Dassault o que transferirá é um completo MISTÉRIO, exatamente por conta do papinho (bullshit) de “ToT irrestrita”…

    Ora, se a esquerdopatia nacional fosse verdadeiramente nacionalista, não tinha porque detestar a proposta do Gripen. Na verdade deveriam apoiá-la irrestritamente, com a mesma gana com que a denigrem.

    Mas aqui chegamos onde queria: sabem porque essa mesma esquerda não apóia a proposta sueca?

    Porque eles não são nacionalistas COISA NENHUMA. Porque eles não são desenvolvimentistas COISA NENHUMA.

    Eles são é ANTIAMERICANOS. E a SAAB/Gripen, ao contrário da Dassault/Rafale jamais escondeu que seu caça possui SIM tecnologia americana em profusão.

    Então senhores, vocês vejam como a coisa é: para fazer sua nojentinha política internacional ideológica, eles não hesitam um segundo em ferrar a FAB e o Brasil. Na verdade, como eles são na realidade, bem ao contrário de nacionalistas, INTERNACIONALISTAS, eles não estão nem aí para o Brasil.

    F. o Brasil! Eles querem mesmo é detonar o USA, custe o que custar, e seja a que preço for.

    Então, essa corja asquerosa prefere acreditar na REMATADA MENTIRA do Rafale “100% francês” e, tão ruim quanto esta, “100% transferível” (como se franceses pudessem transferir o que não é nem deles) do que apoiar a melhor proposta para o Brasil.

    Ponham isso na cabeça: a esquerda brasileira quer mais é que o Brasil – e a FAB junto – se f., contanto que eles possam “batê nusamericanu” em matéria de política internacional. Não se deve esquecer que essa caterva está A SERVIÇO de um plano internacional superior, qual seja, o Foro de São Paulo. E que eles obedecem ORDENS internacionais.

    Não passam de QUINTA-COLUNAS!

    Então senhores, isso tudo posto, e levando-se em consideração que, salvo algum laivo de juízo que eventualmente venha diretamente do Palácio do Planalto, seja através da gerente-escopeta em pessoa ou de algum outro iluminado, e observando-se que essa gente é a que o povo brasileiro, “democraticamente” comprado através dos bolsa-esmola e da furiosa propaganda financiada pelas estatais, a verdade é que nem Boeing nem SAAB levarão o FX2.

    O FX2 já tem um ganhador, desde 7 de setembro de 2009, e se chama Dassault Rafale. A Dassault só não levou ainda porque foi muito gulosa, muito fominha. E porque seu caça é tão caro que nem essas esquerdas nojentas, asquerosas, quinta-colunas e vende-pátrias tem coragem (“bolas” mesmo, diríamos em outros tempos) de assinar o cheque, porqu esabem que no dia seguinte a casa vai começar a cair, e o resto de oposição que sobrou no país vai usar isso politicamente contra eles.

    Ficarei muito, mas muito, mas muuuuuito surpreso MESMO, se num rompante de juízo, de iluminação, ou de qualquer coisa que seja, a nossa gerente-escopeta acabar por escolher algo que não seja o caça francês. Apesar de a França ter dado mostras atrás de mostras, para o mundo e a esquerdalha mundial, desde o setembro de 2009, que não é nada diferente “dusamericanu” nbo que toca à sua política externa (no que aliás está muito é certa).

    Saudações.

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