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Argentina teria proposto 160 milhões de euros por caças Mirage F1 espanhóis

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Mirage F1 - foto Força Aérea Espanhola - Ejercito del Aire

Autoridades espanholas continuam a manter reuniões com pessoal da Força Aérea Argentina para uma eventual compra de caças Mirage F1 da Força Aérea Espanhola que foram retirados de serviço em junho passado. Segundo fontes do Ministério da Defesa de Espanha (SEDEF), desde as primeiras cartas recebidas do chefe do Estado-Maior da Força Aérea Argentina expressando interesse em uma aeronave, houve várias reuniões agendadas e muito mais.

Embora os meios de comunicação tenham sugerido que o Ministério da Defesa argentino, liderado por Agustín Rossi, fez uma proposta de 1.217 milhões de pesos, cerca de 160 milhões de euros para a aquisição, no SEDEF não há até o momento nenhuma confirmação oficial da existência de uma proposta firme.

Os caças Mirage F-1M aposentados ​​da Força Aérea em junho deste ano operavam a partir da base de Los Llanos, em Albacete (Espanha). Estas aeronaves foram modernizadas na década de 90 (51 monopostos e quatro monopostos), o que consistiu em atualizações do sistema de navegação e de disparo de armas.

Despedida dos Mirage F1 em 23jun2013 - foto 5 Força Aérea Espanhola

O Mirage F-1M dispõe de um sistema inercial a laser de última geração, que permite navegação autônoma de alta precisão utilizando o GPS integrado com o computador de missão.

FONTE: infodefensa.com (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em espanhol)

FOTOS: Força Aérea Espanhola

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17 COMMENTS

  1. €160 milhões por 20 MIrage F-1 com 38 anos de uso???

    PQP!!! A Espanha deveria PAGAR pra Argentina levar esses cacarecos embora! Vai que alguém pega tétano com essas velharias!

    Pô, porque não compram logo F-16 MLU?

    Ah verdade, esqueci que a Argentina da “vieja peor que el tuerto” (by Mujica) é comuna… 🙂

  2. Os chilenos chegaram BEM ANTES…

    É extremamente improvável que os EUA autorizem uma venda de F-16 para a argentina já tendo o Chile como cliente para uma Argentina MUITO LONGE de ser uma aliada yankee.

    As cicatrizes da guerra das Malvinas não fecharam…

  3. Gilberto,

    F-16 MLU está longe de ser um equipamento de ponta. As restrições de Washington vão se abrandando quando se fala de equipamento obsoleto.
    Em tempos de vacas magras, qualquer um, tirando os óbvios inimigos de Washington, se torna um possível cliente de armamento americano…

    E esse argumento de q o Chile é um cliente americano, lembre-se de Grécia e Turquia, Paquistão e Índia, etc…

  4. Já diz a sabedoria popular: “Tem sempre alguém pior que a gente”.
    Era melhor a Argentina ir de J-10 do que comprar Mirage F1.
    Que infelicidade.

  5. Seria um ótima idea, um pacote de 36+6 J-10 sairia entre US$4 e US$5 isto sem contar com o pacote logistico, a Argentina hoje tem algo como US$45 bi de reservas, os Chineses com certeza podem extender uma linha de credito a Argentina, que como esta a beira de uma nova crise cambial, poderia comprar os J-10, receber e ai, dar o calote.

    Quanto a comprar os F-1 da Espanha, estes sao modelos modernizados, com pelo menos 1000 horas de voo – mais do que adequados a realidade da Argentina.

  6. Podiam comprar até os nosso Mirage 2000 que seria melhor. Tem política por tras disso e tem a ver com o incidente da petroleira.

    O governo argentino é “cagão” ( no sentido de medroso embora o termo represente o que realmente mais fazem ) exatamente como o governo Dilma. Ambos roncam grosso para aparecer pro publico interno e depois, conforme feliz expressão ja utilizada aqui não me recordo por quem, a “um estalido do látego correm ganindo e rosnando”. Ns para os EUA eles para a Espanha.

    • Podiam comprar até os nosso Mirage 2000 que seria melhor. Tem política por tras disso e tem a ver com o incidente da petroleira.

      Caro Colombelli

      Tem política sim, mas está mais ligada à economia.

      Existem empresas argentinas que fornecem equipamentos e dão assistência aos Mirage III da FAA e seus motores. Com a aposentadoria destes, essas empresas perdem a “boquinha”. Mas comprando um avião que possui semelhanças com a família III, como é o caso do F1, essas empresas continuariam com o seu contrato por mais alguns anos.

  7. Eles como nós que vive dizendo que é isso ou aquilo, também não tem o governo alinhado ao realmente o que precisa na área de defesa e nem dinheiro para operar algo melhor.
    Os J-10 provavelmente precisaria de um grande investimento para implementar um linha operacional desse caça, além do fato da falta de tradição dos chineses no pós venda. Se os russos que já possuem uma industria bem estruturada e de longa data não é bem falada, imaginem quem não tem o dominio total da produção em larga escala.

  8. Deus te ouça Poggio!
    Agora, não era melhor ir direto de J-10, sem ter que passar pelos 160 milhões de euros de belíssima sucata gaulesa?

  9. Não esquecer também da França, que em breve vai desativar seus últimos Mirage F1.

    O que não lembro é se a Argentina teve alguma tratativa a respeito com os franceses, como teve com os Super Etendard modernizados que também vêm sendo desativados gradativamente na França (e que pretendiam aproveitar a aviônica para instalar nos exemplares argentinos, que têm menos horas de voo que os franceses).

    • Colombelli,

      Normalmente, os esquadrões de caça da Força Aérea Francesa são equipados com 20 aeronaves cada, e resta agora um último esquadrão usando Mirage F1 (o Savoie). Assim, em breve haverá 20 Mirage F1 “sobrando” por lá, se a conta for essa mesma. Apesar das entregas de Rafale, que reequipam esquadrões que desativam aeronaves antigas, estar com o freio de mão puxado para os próximos anos, não consta Mirage F1 na lista de aeronaves de combate que a França espera ter voando no final desta década, então não deve demorar muito para aposentarem os Mirage F1. Isso estava programado para este ano ou o próximo, originariamente.

      Porém, como a desativação de outro esquadrão (o Belfort) que usava a aeronave é relativamente recente (2010), capaz de haver mais alguns estocados por lá há alguns anos (se já não foram desmontados / sucateados / transformados em fontes de peças, como previsto, pois parte foi destinada ao esquadrão restante).

      Acredito que os franceses devam ter ainda mais exemplares de Mirage 2000 do que isso estocados ou sucateados, pois nos últimos quatro anos uns três esquadrões que voavam a aeronave foram desativados (Picardie, Cambresis e Dauphiné), entre Mirage 2000C e 2000N. Mas também seria bastante natural que aeronaves efetivamente desativadas estivessem com suas grandes revisões para vencer e tenham sido sucateadas (ou estocadas para uma eventualidade), e que eles tenham transferido para unidades ainda ativas as aeronaves com mais horas de voo restantes antes da próxima revisão de maior monta. É a coisa mais lógica a fazer, nesses casos.

      Para saber mais sobre as quatro desativações francesas de esquadrões que citei, dos últimos quatro anos:

      http://www.aereo.jor.br/2009/07/15/racionalizacao-a-francesa/

      http://www.aereo.jor.br/2012/04/02/o-fim-do-esquadrao-cambresis-os-tigres-da-forca-aerea-francesa/

      http://www.aereo.jor.br/2010/07/01/esquadroes-dauphine-e-belfort-as-novas-dissolucoes-do-armee-de-lair/

      Apenas como adendo, vale também dizer que as revisões de maior complexidade de Mirage 2000, desde 2009, só são feitas pela Dassault, desde que uma das organizações equivalentes aos nossos PAMA, lá na França, foi desativada:

      http://www.aereo.jor.br/2009/10/21/grandes-revisoes-dos-mirage-2000-franceses-o-fim-de-uma-era/

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