QG Airsoft

por Angela Pimenta*

Segundo interlocutores próximos do presidente Lula, ele anda desapontado com o governo do presidente francês Nicolas Sarkozy. E tal decepção pode vir a atrasar ainda mais o anúncio oficial, antes dado como certo, da compra dos caças franceses Rafale para a Aeronáutica.

Seriam três as razões para a decepção de Lula — duas de ordem diplomática e a terceira de ordem técnica.

A primeira seria a “traição” da França à política externa brasileira na votação a favor de sanções diplomáticas ao Irã no âmbito do Conselho de Segurança da ONU. Apenas o próprio Brasil e a Turquia votaram contra as sanções, no último mês de junho. Lula e o chanceler Celso Amorim esperavam que se não votasse contra as sanções, ao menos que a França se abstivesse e não votasse contra. Mas isso não ocorreu.

Já a segunda razão tem a ver com a falta de ajuda francesa para que o Brasil e o Mercosul consigam fechar um acordo de livre comércio com a União Europeia. O maior obstáculo para o acordo tem sido a manutenção dos subsídios agrícolas europeus. E mais uma vez nesse quesito, a última rodada de negociação entre os dois blocos, feita em junho na Argentina, não resultou em avanço.

Note-se que durante os quase oito anos do governo Lula, o Brasil só fechou um acordo de livre comércio, com Israel, e ainda sim também no âmbito do Mercosul.

Finalmente, o terceiro motivo tem a ver com o alto índice de componentes americanos no caça francês, além do sistema americano de navegação GPS.

Como se sabe, na briga pela venda de caças ao Brasil, além do Rafale, fabricado pela Dassault, estão também o sueco Gripen NG, da Saab, e o americano F/A-18 Hornet, da Boeing. Trata-se de uma compra estimada em 5 bilhões de dólares.

De acordo com o Ministério da Defesa, depois de um relatório com mais de 30 000 páginas confeccionado no início do ano sobre os três aviões, o ministério ainda deverá entregar um parecer final ao presidente Lula.

O próximo passo seria Lula convocar o Conselho de Defesa Nacional para apreciar e opinar sobre o parecer da Defesa. Só então o presidente tomaria a decisão final. Trocando em miúdos, existe a chance que o anúncio seja feito apenas pelo sucessor (a) de Lula no Planalto.

E mesmo depois de tomada a decisão, começaria então uma nova fase de negociação com o vencedor da disputa, envolvendo a Força Aérea Brasileira e o Tesouro Nacional.

*Angela Pimenta é chefe da sucursal da EXAME em Brasília, revela os bastidores das decisões tomadas pelos Três Poderes e seu impacto na economia.

FONTE: Portal Exame

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O ministro francês da Defesa, Hervé Morin, declarou nesta quinta-feira que espera tranquilamente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncie neste mês que seu país vai comprar da França os aviões de combate Rafale, em uma operação milionária. “Espero tranquilo, serenamente, o anúncio ou a declaração do presidente Lula prevista para o mês de julho”, declarou Morin ao canal de TV “LCI”.

“O Brasil é um sócio estratégico maior”, acrescentou, enfatizando ainda que “o Brasil decidiu refazer seu exército com a indústria francesa”. O ministro recordou que a França já vendeu ao Brasil 51 helicópteros. “É o segundo maior contrato de venda assinado pela Eurocopter”, enfatizou Morin, que também mencionou a assinatura de um contrato para a construção de submarinos.

O avião de combate Rafale, do construtor aeronáutico francês Dassault, compete com o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing e com o Gripen NG do sueco Saab por um contrato para vender 36 aparelhos ao Brasil.

Lula deveria anunciar sua decisão a partir de maio. Em várias ocasiões, declarou que o Rafale era mais vantajoso para o Brasil, pois o construtor francês estava disposto a transferir tecnologia para o Brasil, tal como prometeu o presidente francês Nicolas Sarkozy durante uma visita a Brasília em setembro de 2009.

FONTE: France Presse via Folha de São Paulo

FOTO: Armée de l’air (Força Aérea Francesa)

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Rafale - foto via MBDA

Barra de Cinco Pixels

Informação foi dada por fonte do Palácio do Eliseu à Agência France Presse

Barra de Cinco Pixels

Nesta terça-feira, 18 de maio, a AFP informou que, conforme revelado por fonte do governo francês após conversas dos presidentes do Brasil e da França em Madri,  a França continua confiante que o Brasil irá anunciar que escolheu o caça francês Rafale para sua Força Aérea.

A “preferência” do Brasil pelo Rafale “deverá ser confirmada em breve”, disse à AFP a fonte da presidência francesa, “mas não cabe a nós dizê-lo, cabe ao Brasil”, adicionou a fonte. O presidente francês  Nicolas Sarkozy e o presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva reuniram-se em Madri, durante o encontro UE-América Latina.

Porém, um conselheiro de Lula disse a jornalistas que a questão da compra do Rafale não fez parte das conversas dos dois líderes.

Lula já disse anteriormente que a proposta do Rafale seria a mais vantajosa quanto à transferência de tecnologia para o Brasil. Sarkozy já expressou confiança em um acordo com o Brasil no mês passado, quando também se encontrou com Lula no encontro de segurança nuclear em Washington.

FONTE: AFP, via yahoo news

FOTO: MBDA

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(e qual a novidade nisso?)

Barra de Cinco Pixels

Su-35

Tânia Monteiro

vinheta-clippingO ministro da Defesa, Nelson Jobim, que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua viagem à Rússia, disse hoje que o fato de os russos não aceitarem transferência de tecnologia dificulta a parceria militar entre os dois países. A Rússia ficou de fora do processo de seleção aberto pela Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de 36 caças porque não preenchia o principal requisito da escolha, que é a transferência de tecnologia.

Agora, quando os dois governos começaram a negociar um novo acordo de cooperação que poderia incluir negócios nesta área, os russos ofereceram ao Brasil parceria na construção de um avião de quinta geração, desde que pudessem fornecer à FAB os caças Sukoi. “Sem chance”, declarou o ministro Jobim ao ser questionado se havia alguma possibilidade de novas discussões sobre isso. “A desclassificação deles do FX2 foi por causa disso (falta de transferência de tecnologia)”, comentou.

Jobim também não estabeleceu prazo para entrega de sua exposição de motivos ao presidente Lula, com a escolha que considera mais adequada à FAB. A preferência é pelo caça francês Rafale, que concorre com o F-18 Super Hornet, da Boeing, e com o Gripen, da sueca Saab. Depois de receber o relatório de Jobim, Lula pretende convocar o Conselho de Defesa para aprovar a escolha brasileira.

Durante visita à Rússia, foi assinado um plano de ação para a agenda bilateral que prevê maior cooperação entre os dois países no setor. Segundo Jobim, no entanto, não há o fechamento de novos negócios.

Lula deixou Moscou no final desta tarde, depois de permanecer menos de 24 horas no país, na sua quarta viagem à Rússia. O presidente seguiu para o Catar e, amanhã à noite já desembarcará em Teerã, no Irã.

FONTE: O Estado de São Paulo

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finalistas-f-x2 - montagem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar a decisão formal na escolha do F-X2, novo caça de alta tecnologia da Força Aérea Brasileira (FAB), até o fim deste mês. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que havia anunciado o prazo de 30 dias em abril, renovou seus votos ontem, em São Paulo, pouco antes de viajar para o Equador, Rússia e Irã. “Há boas chances”, disse.

Jobim revelou também que os preços baixaram “significativamente” na definitiva rodada de ajuste das ofertas. O valor estimado pode chegar a cerca de 6 bilhões de euros, financiados até 2029 se for seguido o modelo adotado na compra dos quatro submarinos Scorpéne e mais o casco de um modelo nuclear.

De acordo com o ministro, é preciso cumprir uma certa liturgia no processo. “Há três momentos na decisão: o da consolidação da minha exposição de motivos, em fase de conclusão; o envio ao presidente que, então, convocará o Conselho de Defesa Nacional – o conselho é consultivo e opinará -; só depois o presidente decidirá. É esse o ritual.”

Qualquer que seja o vencedor (o francês Rafale, o sueco Gripen ou o americano F-18 E/F) haverá um evento para a assinatura dos acordos entre governos. Nicolas Sarkozy, presidente da França, declarou que se o Rafale for selecionado, ele virá ao País. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

FONTE: Estadão

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F-X2 logo by www.aereo.jor.br

vinheta-clippingO ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje que deve entregar nos próximos dias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o relatório sobre a definição da compra dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo o ministro, a entrega do documento deve ser feita quando ele retornar da reunião do Conselho de Defesa Sul-americano, na cidade de Guayaquil, no México. “Provavelmente, na volta, eu estarei com isso pronto e aí eu entrego para o presidente”, disse Jobim, ao deixar o seminário sobre os dez anos da Lei de Responsabilidade Fiscal, em Brasília.

De acordo com a programação do Ministério da Defesa, Jobim deve retornar ao Brasil somente no dia 17 de maio. O ministro evitou comentar se a decisão será favorável à compra dos caças franceses Rafale. “Eu não sei ainda qual é a minha opinião. Por isso não posso falar em manter uma opinião”, disse Jobim, em resposta à pergunta sobre a manutenção da preferência que teria dado anteriormente aos aviões franceses.

FONTE: Estadão

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presidentes Lula e Sarkozy na Cúpula de Segurança Nuclear em Washington - foto R Stuckert - Agência Brasil

vinheta-clipping

Nesta terça feira, 13 de Abril, o presidente francês Nicolas Sarkozy expressou confiança na escolha dos caças frances Rafale pelo Brasil, em um processo de compra bastante disputado.

“Estou confiante. As coisas estão andando”, disse Sarkozy quando perguntado do contrato após encontro com o presidente brasileiro  Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro da Cúpula de Segurança Nuclear em Washington.

Brasília já havia declarado sua preferência pela compra de 36 caças Rafale semi-furtivos, mas um acordo final ainda não foi anunciado. Espera-se que Lula anuncie sua escolha em meados de maio, após ter adiado a decisão esperada para abril. Ainda segundo Sarkozy: “Se é uma decisão tomada pelo presidente e pelo governo, trata-se inevitavelmente de uma decisão política. Mas não é apenas político o critério. O Rafale é um excelente avião… O presidente Lula e eu temos um grande vínculo. Eu sei o que ele está pensando. Não há surpresas em relação a esse assunto.”

O Rafale, fabricado pela Dassault, é visto como o favorito em uma disputa da qual também concorrem o sueco Gripen NG, da Saab, e o F/A-18 Super Hornet, fabricado pela gigante estadunidense Boeing.

O acordo está estimado entre quatro e sete bilhões de dólares, dependendo de detalhes como armamentos, manutenção e envolvimento industrial. A longo prazo, o Brasil poderá comprar outros 100 caças do fornecedor escolhido. O país colocou a transferência de tecnologia como maior prioridade na proposta, para que possa produzir os caças localmente e alavancar sua indústria de aviação. Lula já disse que o acordo relativo ao Rafale seria mais vantajoso ao Brasil nesse sentido.

FONTE: AFP, via The Tocqueville Connection

FOTO: Agência Brasil (R. Stuckert)

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vinheta-clippingUm simples protocolo de intenções, como o que o presidente Lula se propõe a assinar ainda durante seu governo com a Dassault, para compra dos 36 Rafale a custo astronômico, não valerá muita coisa.

Na regra jurídica internacional, vale somente a assinatura do contrato. O protocolo de intenções inclusive poderá ser desfeito pelo futuro presidente. Como se leu ontem nesta Carta, Dilma Rousseff está indecisa quanto a seguir o Rafale como um twitter aéreo.

Para os lobistas que aguardam uma gorda comissão, essa será uma notícia desalentadora. Os franceses só pagarão os 5% internacionais de prêmio do valor total da venda quando, bem além da assinatura do contrato, receberem a primeira parcela do pagamento do governo brasileiro.

Muitos irão padecer de alta ansiedade.

FONTE
: Leonardo Mota Neto – Carta Polis

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presidente Luiz Inácio Lula da Silva e rei da Suécia, Carl XVI Gustaf - foto W Dias - Agência Brasil

Segundo presidente, existe um calendário de discussões sobre a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira

Tânia Monteiro e Leonencio Nossa

vinheta-clippingO presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 24, que existe um calendário de discussões sobre a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) e que, diante disso, a visita do rei da Suécia Carl Gustaf ao Brasil não “diminui nem aumenta” a dúvida sobre os caças.

“Certamente, muita gente ainda vai falar sobre os caças. Nós estamos numa fase em que o ministro Jobim (ministro da Defesa, Nelson Jobim) está consultando as secretarias do próprio ministério da Defesa sobre estudo feito pela Aeronáutica. Depois disso, vai chegar às minhas mãos. Nós vamos analisar as propostas e aí eu vou tomar a decisão no momento adequado. Obviamente, pelo tamanho que o Brasil tem, o Brasil precisa modernizar os seus aviões e obviamente que nós vamos fazer aquilo que for melhor para o Brasil, dentro das perspectivas do Brasil”, disse o presidente.

Segundo o presidente, este é um ano atípico, um ano eleitoral, e por isso tem que “ter cuidado necessário”. “Uma coisa dessa envergadura não pode ficar à mercê da especulação política. Então, é preciso ter muito cuidado, muito bom senso”, disse, acrescentando que o governo quer conversar com todos os setores da sociedade.

“O ministro Jobim já tem autorização para conversar e depois nós vamos tomar a decisão, sem nenhum nervosismo, sem nenhum trauma”. Lula ainda acrescentou que a questão da compra dos caças custa muito dinheiro e que não vai ser pago no seu governo. “Por isso, tenho de ter mais cuidado e responsabilidade”.

Durante almoço no Palácio do Itamaraty, o rei da Suécia Carl Gustaf aproveitou para reforçar o lobby da empresa sueca Saab, que é uma das interessadas em vender ao Brasil o caça Gripen. Ele disse que Brasil e Suécia têm capacidade de parcerias de alta tecnologia e inovação, especialmente na área de aeronáutica.

“Obviamente, o rei da Suécia faz o que fazem todas as pessoas que eu encontro. Eu vou encontrar o Medvedev (presidente da Rússia, Dmitri Medvedev), daqui a alguns dias, no encontro dos Brics, e o Medvedev vai me falar dos aviões russos. Eu vou encontrar daqui a pouco com o Obama (presidente dos Estados Unidos, Barack Obama) para discutir a questão nuclear, e ele vai falar do negócio dos aviões americanos. Eu vou encontrar com o Sarkozy (presidente da França, Nicola Sarkozy) e ele vai falar dos aviões. Cada um vai falando, a gente vai aprendendo, vai vendo, quem sabe os preços vão caindo e quem sabe as coisas vão melhorando”, disse o presidente Lula, em entrevista após o encontro com o rei da Suécia, no Itamaraty.

Lula acrescentou que o Brasil quer ter tecnologia e fabricar o avião no país. “Queremos que o Brasil seja inclusive num futuro bem próximo exportador desses aviões”, completou. Questionado se o Brasil já tinha tomado uma decisão sobre qual caça será comprado, Lula disse: “Não, ainda não. Ainda não chegaram para mim os estudos definitivos. Então, depois de ouvir o conselho de Defesa, aí vou tomar a decisão”.

FONTE: Agência Estado, via Estadão / FOTO (W. Dias): Agência Brasil

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presidente Luiz Inácio Lula da Silva e rei da Suécia, Carl XVI Gustaf - foto F Rodrigues - Agência Brasil

Sofia Fernandes

vinheta-clippingO presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que só irá tomar uma decisão sobre a compra dos caças para a FAB (Força Aérea Brasileira) após ouvir o Conselho de Defesa Nacional, órgão de consulta para assuntos relacionados à soberania nacional e à defesa do Estado, composto por ministros da Defesa, do Planejamento, da Justiça, entre outros.

Lula afirmou que é preciso escolher bem o momento de fazer a decisão, para que não vire uma questão polêmica para ano eleitoral. “Estamos em ano atípico, em ano eleitoral, e uma coisa dessa envergadura não pode ficar à mercê de especulação política. Temos que ter muito cuidado, bom senso, queremos conversar com todos os setores da sociedade”, afirmou.

Lula esteve reunido hoje com o rei da Suécia, Carl Gustaf 16, em visita ao Brasil, para, entre outras coisas, negociar a venda dos caças Gripen NG, da indústria sueca Saab. A Suécia disputa com os Estados Unidos e a França a venda das aeronaves.

Apesar de fortes acenos a favor dos caças franceses, o presidente afirmou que a decisão sobre a compra ainda não foi tomada, e terá de ser feita com cautela. “Teremos de fazer com muito cuidado, com muito carinho, porque é de interesse do Brasil, mas ao mesmo tempo é uma coisa que custa muito dinheiro, uma coisa que não vai ser paga no meu governo”, afirmou.

O Conselho de Defesa terá sua vez de analisar a questão após o Ministério da Defesa estudar as propostas dos fabricantes e a análise feita pela Aeronáutica. “Depois isso vai chegar em minhas mãos, e depois vamos convocar o Conselho de Defesa, que vai analisar as propostas”, disse.

De toda forma, afirmou Lula, o país quer tecnologia, fabricar o avião no Brasil, e que o país seja, inclusive, exportador desses aviões, “num futuro bem próximo”.

O presidente falou a jornalistas após almoço com o rei sueco. Ele aproveitou a ocasião para defender a compra bilionária. “O Brasil precisa de caças, precisa modernizar seus aviões, obviamente vamos fazer o que é melhor para o Brasil, dentro das perspectivas do Brasil, das possibilidades do Brasil”, disse.

Em almoço com Lula, rei da Suécia diz esperar cooperação na área da aeronáutica

O rei da Suécia, Carl Gustaf 16, afirmou nesta quarta-feira, antes de almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades, que espera do Brasil cooperação na área de aeronáutica. Segundo Gustaf, os dois países têm potencial para desenvolverem juntos parcerias estratégicas na área de educação, desenvolvimento sustentável, defesa, alta tecnologia e inovação.

Um dos objetivos da visita real ao país é negociar a venda dos caças Gripen NG, da indústria sueca Saab. A Suécia disputa com os Estados Unidos e a França a venda das aeronaves, que serão adquiridas pela FAB (Força Aérea Brasileira). No entanto, Lula já sinalizou tendência a escolher os caças franceses da marca Rafale.

O presidente não tocou no assunto dos caças em seu discurso. Afirmou que conta com a Suécia para projetos conjuntos de inovação tecnológica e capacitação de mão de obra, para aumentar competitividade das empresas brasileiras.

Lula falou ainda dos investimentos para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, como um claro convite a investimento sueco. “São projetos que ajudarão o Brasil a preparar-se para sediar os dois maiores eventos do calendário esportivo”, disse.

Segundo o petista, o governo estará lançando, ainda este mês, “um plano ambicioso de ampliação da infraestrutura do país”, em referência ao PAC 2. Ele disse que o programa abrangerá obras como trem bala a projetos de saneamento. “São obras que vão revitalizar nossas grandes cidades e tornar mais eficientes nossos corredores de exportação”, disse.

Etanol

O presidente Lula fez ainda um pedido ao rei para liberalização do etanol no mercado europeu. “Contamos com a Suécia como maior aliado para liberalizar o mercado de etanol da União Europeia e ajudar a criar trabalho, renda e oportunidades para países da África, América Latina e Caribe”, disse.

Por outro lado, a Suécia, maior comprador europeu do etanol brasileiro, espera mais cooperações na área, como o uso de ônibus suecos movidos a biocombustível nas ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, São Bernardo do Campo e Belo Horizonte, exemplificou o rei Gustaf.

O casal real Gustaf e Silvia chegaram ontem a Brasília. Amanhã, seguem para São Paulo.

FONTE: Folha online FOTO (F. Rodrigues): Agência Brasil

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Ministro vai encaminhar ao presidente nos próximos dias uma exposição de motivos, acompanhada de um relatório, favorável à compra do Rafale

Tânia Monteiro

vinheta-clippingCom a decisão política tomada, a Força Aérea pacificada e uma redução de 10% no preço do pacote, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos próximos dias, uma exposição de motivos, acompanhada de um relatório assinado por ele, recomendando a compra de 36 caças franceses Rafale para equipar a FAB.

O impasse foi encerrado depois que uma comissão especial criada no Brasil pelo ministro Jobim, integrada pelos Ministérios da Defesa, da Fazenda e da própria Aeronáutica, foi à França e cobrou do governo francês a promessa feita pelo presidente Nicolas Sarkozy de redução de 10% do preço apresentado na última proposta, que não havia sido cumprida pela Dassault, fabricante do Rafale. Além disso, pediu novos esclarecimentos técnicos em relação a preço e transferência de tecnologia. Antes dessa fase de negociação, os franceses só tinham reduzido o preço do pacote, estimado em US$ 10 bilhões, em apenas 1,8%.

Do processo de seleção participam também o Gripen, da sueca Saab, e o F-18, fabricado pela norte-americana Boeing.

Acertados os ponteiros entre os dois países, Jobim dirá na exposição de motivos que o Rafale é mesmo o melhor produto para atender às demandas da Estratégia Nacional de Defesa (END).

E mais: agora, com o endosso dado pela Aeronáutica, o governo entende que todos os problemas estão superados. Na reunião de seu Alto Comando, na terça-feira, o assunto foi discutido e na ocasião foi preparada uma resposta ao questionamento do ministro se o Rafale atendia às premissas da Estratégia de Defesa, obtendo o aval da FAB.

Similares

Os militares reiteraram que os três modelos em disputa eram considerados similares, que todos atendiam a Força Aérea e o Rafale era o mais consistente em relação à END, mas reiteravam que não cabia a eles a decisão política. Os militares têm interesse em que o assunto seja resolvido o mais rapidamente possível.

Depois de receber o relatório da Comissão Coordenadora do Programa de Aeronaves de Combate da FAB (Copac), que colocava o Gripen em primeiro lugar, o F-18 em segundo e Rafale em terceiro, o ministro da Defesa decidiu pedir um parecer de suas secretarias – de Logística e de Mobilização e de Política Estratégica e Assuntos Internacionais – sobre as propostas das três empresas concorrentes.

Jobim queria que fosse checado, em detalhes, se as propostas apresentadas correspondiam às afirmações feitas pelas empresas, principalmente no tocante à transferência de tecnologia, ponto fundamental para o governo, que queria cumprir a Estratégia Nacional de Defesa.

Argumentos. As secretarias concluíram que, embora o preço do Rafale fosse o mais alto, a transferência de tecnologia mais consistente é a dos franceses. O mesmo parecer reitera ainda argumentos que vêm sendo usados pelo governo para questionar a transferência de tecnologia proposta pelos norte-americanos, considerada falha. E, em relação aos suecos, o relatório fala da dependência na transferência que o Gripen tem em relação a outros países, já que muitos de seus componentes vêm de diferentes fornecedores.

FONTE: O Estado de São Paulo

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Rafale

Brasil pretende comprar 36 caças em negócio de até US$10 bilhões. Opções são modelos da França, da Suécia e dos Estados Unidos

vinheta-clippingEstá na mesa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o relatório final da Força Aérea Brasileira sobre a qualidade técnica dos caças que disputam a compra pelo Brasil. Diferentemente das análises anteriores, desta vez a Aeronáutica reavalia que, considerando a Estratégia de Defesa Nacional, os caças franceses Rafale representam “a proposta mais consistente”. O Brasil pretende comprar 36 caças em um negócio que pode chegar a US$10 bilhões.

O relatório de sete páginas afirma ainda que em termos operacionais, os três jatos – os franceses, os suecos Gripen Ng e os americanos F-18 Super Hornet – satisfazem tecnicamente.

Dentro de alguns dias, o ministro da Defesa vai apresentar seu próprio relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá escolher oficialmente o caça a ser comprado com base nos argumentos de Jobim.

Os Rafale possuem dois motores e os franceses afirmam que transferem tecnologia de forma irrestrita, além de oferecerem o mercado da América do Sul para o Brasil exportar a produção.

Preferência por franceses

A preferência do presidente Lula pelos franceses já é conhecida – foi declarada no dia 7 de setembro do ano passado durante uma visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, a Brasília.

Em audiência no Senado ainda em 2009, o ministro da Defesa afirmou: “há efetivamente por parte do governo uma opção pela França. Basta que a França cumpra as opções de transferência de tecnologia”.

Na época, Jobim mencionou ainda que a transferência de tecnologia por parte dos americanos já foi um problema para o Brasil: “mostrei aos americanos que a jurisprudência americana não lhes era favorável, uma vez que nós tínhamos uma série de embargos de transferência de tecnologia nos últimos anos, mostrei aos americanos que a sua tradição não os recomendava”, afirmou então o ministro.

FONTE: G1

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