Página 1 de 212

Trabalhos em KC-137 que teve acidente no Haiti - foto A M Leon - Minustah-UN via G1

-

Acidente com aeronave que trazia soldados da ONU restringiu voos; técnicos avaliam condições do avião; tropa chegou nesta terça ao Brasil

-

vinheta-clipping-aereoA Aeronáutica conseguiu retirar da pista do aeroporto internacional de Porto Príncipe, a capital do Haiti, na manhã desta terça-feira (28), o avião que sofreu uma pane ao decolar na tarde de domingo (26) com 143 militares a bordo. A tropa retornava ao Brasil após seis meses de trabalho na missão de paz da ONU no Haiti.

Um mutirão engenheiros brasileiros, chilenos e equatorianos trabalhou durante toda a madrugada com guindastres para a retirada do aeronave da área. Técnicos avaliam agora se a aeronave poderá continuar operando.

Desde o acidente, quando uma pane em uma das turbinas provocou fogo e o piloto abortou a decolagem, a aeronave, um KC-137 (Boeing 707), ficou caída na lateral esquerda da pista, que passou a operar com restrições. Ninguém ficou ferido. O aeródromo do Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, em Porto Príncipe, tem apenas uma pista, de asfalto, da qual operam companhias de rotas diárias com destino aos Estados Unidos e Caribe.

Um avião de menor porte, C-130 Hercules, chegou a capital haitiana por volta das 22h30 (horário de Brasília) de segunda para trazer ao Brasil os militares do Exército que deveriam retornar ao país no domingo, segundo o centro de comunicação social da FAB.

Como C-130 é de menor porte, será necessário mais voos para trazer a tropa de volta. O avião decolou, com destino a Manaus (AM), ainda na noite de segunda cerca de 60 soldados a bordo. Em Manaus, dois aviões Amazonas C-105 dividiram a tropa: um seguiu para Fortaleza e outro para Brasília e Rio de Janeiro.O C-130 retornou já a Porto Príncipe, de onde decola na noite desta terça com o restante dos soldados.

Trabalhos em KC-137 que teve acidente no Haiti - foto 2 A M Leon - Minustah-UN via G1

O acidente

Técnicos da FAB chegaram ao Haiti no C-130 para acompanhar os trabalhos de remoção do KC-137 e a investigação do acidente. Segundo a FAB, um problema técnico durante a corrida de decolagem obrigou o piloto a abortar. A aeronave derrapou, o trem de pouso dianteiro quebrou e o avião ficou de barriga na grama, na lateral da pista.

A aeronave decolava com 143 pessoas (131 passageiros e 12 tripulantes), todos militares do 17º contingente do Exército na missão de paz da ONU no Haiti (Minustah), que retornavam ao Brasil após seis meses de trabalho. Os soldados integram o 2º Batalhão do Exército na operação de paz, que encerrou as operações em abril devido à redução de contingente das Nações Unidas.

Segundo o coronel Paulo Queirós, da divisão militar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura o caso, o problema em uma das turbinas provocou a suspensão do voo. A turbina não chegou a explodir, informou o oficial.

O KC-137 ficou conhecido como Sucatão após servir a presidência da República e ser aposentado.

FONTE: G1 (reportagem de Tahiane Stochero)

FOTOS: Minustah – UN, via G1 (fotos de A. M. Leon)

VEJA TAMBÉM:

Renato Machado - Folhapress

RENATO MACHADO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE PORTO PRÍNCIPE (HAITI)

vinheta-clipping-aereoUm avião com 143 militares brasileiros a bordo sofreu um acidente quando decolava na tarde deste domingo no Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, em Porto Príncipe, capital do Haiti. Todos os passageiros são integrantes da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), que é comandada militarmente pelo Brasil. Não houve feridos.

O acidente aconteceu com o Boeing 707 de matrícula KC-137. Trata-se do mesmo modelo do avião que recebeu o apelido de Sucatão, quando serviu à Presidência da República na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, e depois foi aposentado pelo Planalto.

O avião levava de volta ao Brasil 131 militares do Brabatt-2 (2º Batalhão de Infantaria de Forças de Paz), que haviam encerrado a sua missão no Haiti. Os demais ocupantes da aeronave eram da tripulação.

Por volta de 14h30, o avião decolava com destino a Manaus quando, a alguns metros do solo, uma das turbinas explodiu. O piloto desligou os motores e cortou o combustível para evitar um acidente maior. No entanto, ao voltar à pista, o trem de pouso do avião quebrou e por isso ele se arrastou “de barriga” pela pista principal.

Equipes de segurança foram acionadas, e o aeroporto permaneceu fechado pelo resto do dia.

Em nota, a FAB (Força Aérea Brasileira) informou que já deu início às investigações sobre o caso. A Minustah confirmou que nenhum militar ficou ferido.

“As companhias de engenharia do Brasil e do Chile já analisaram a situação e verificaram que a aeronave pode ser deslocada para que o aeroporto seja reaberto”, informou o coronel Marcos Santos, porta-voz do componente militar da missão.

Fontes ouvidas pela reportagem informaram que os incidentes com os aviões que levam os contingentes são frequentes, por conta da antiguidade dessas aeronaves, embora nenhum acontecimento anterior teve a mesma gravidade.

Um militar que pediu anonimato afirma que um grande grupo de militares precisou ficar um dia a mais que o previsto em Boa Vista (RR), quando fazia o trajeto para o Haiti, porque foram necessários reparos.

A Minustah chegou ao Haiti em junho de 2004, meses após um golpe que derrubou o ex-presidente Jean Bertrand Aristide. Desde o início, a parte militar da missão é comandada pelo Brasil, país que também detém o maior contingente –que está sendo reduzido e ficará com 1,2 mil militares a partir do próximo mês, quando o Brabatt 2 será fechado e haverá apenas um batalhão.

FONTE: Folha de São Paulo

Tagged with:
 

O pelotão de Infantaria da Aeronáutica que integra a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) deve iniciar, nesta sexta-feira (11/2), as atividades de patrulhamento nas ruas de Porto Príncipe. Os 27 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) desembarcaram na capital haitiana na quinta-feira (10/2).

“Temos a plena convicção de que irão agregar uma força de trabalho com a competência e o profissionalismo dos integrantes da nossa Força Aérea. Vamos ter o nosso desempenho, com certeza, melhorado e o nosso Batalhão tem o maior prazer e a maior satisfação de ter como integrante um Pelotão da Força Aérea Brasileira”, ressalta o comandante do Contingente Brasileiro, Coronel Willian Georges Felipe Abrahão.

De acordo com ele, os militares da FAB atuarão como as demais frações de nível pelotão e serão enquadrados na Terceira Companhia de Fuzileiros de Força de Paz. “Eles têm uma área de responsabilidade e, dentro dela, têm a missão básica de contribuir com a Minustah para a manutenção de um ambiente seguro e estável”, lembra o Coronel.

O Pelotão da FAB chegou a Porto Príncipe em uma aeronave KC-137, do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT). No aeroporto da Capital Haitiana, o grupo foi recepcionado pelo comandante do Contingente Brasileiro. Logo nos primeiros momentos, os militares não disfarçavam o desejo de iniciar a missão.

“Conhecer o Haiti in loco é diferente de ver em mapas e cartas como fizemos no treinamento. A tropa está toda ansiosa para fazer o reconhecimento e ver como será a nossa rotina aqui. A ansiedade está superando a saudade nesse momento”, destaca o comandante do Pelotão, Tenente-Infante Marcos Vinícius Oliveira Pereira.

Do aeroporto, os militares da FAB e do Exército seguiram em comboio até a Base General Bacelar. Em meio a muita poeira e a um trânsito caótico, passaram por algumas ruas de Porto Príncipe e puderam ver de perto da rotina da população local. As primeiras impressões do país já confirmavam a necessidade de apoiar o país.

“Estamos aqui para manter um ambiente seguro e estável a um país que vendo sendo assolado por catástrofes e epidemias. Vamos nos empenhar ao máximo para dar o nosso melhor e contribuir para a melhoria do país. Pelo que vimos, o povo é bem sofrido, mas o que nos pudermos fazer para melhorar a vida deles, nós faremos”, garante o S2 Diego José Cursino da Mota.

Para integrar a Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah), os militares passaram por um período de treinamento de oito meses. Durante este período, receberam instruções no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF) e no 14⁰ Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército.

Também foram submetidos a uma rigorosa seleção, com exames físicos, médicos e psicológicos. Dentro do grupo, 23 servem no BINFAE-RF. Os outros estão lotados nas Bases Aéreas de Natal e Fortaleza e no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.

FONTE / FOTOS: FAB (Agência Força Aérea)

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

ajuda portuguesa C-130 Haiti - imagem vídeo RTP via FAP

O texto abaixo é de uma matéria publicada em 18 de janeiro no site da Força Aérea Portuguesa, com o título “C130 Hercules no apoio ao Haiti”

A Força Aérea Portuguesa aprontou uma aeronave C130 HERCULES para dar apoio à missão de ajuda à população do Haiti, após o trágico acontecimento do dia 12 de Janeiro.

No dia 15 de Janeiro, a aeronave embarcou, no Aeródromo de Transito Nº1, Figo Maduro, carga de ajuda humanitária e passageiros da Protecção Civil, AMI e INEM, assim como alguns órgãos de comunicação social, descolando às 17H25 rumo a Cabo Verde, onde faria a primeira escala técnica da missão.

Cerca de três horas após a descolagem, uma das bombas de combustível começou a apresentar sinais de mau funcionamento, pelo que o Comandante de bordo decidiu regressar a Portugal para reparar a avaria que, não sendo grave, poderia tornar-se séria e de difícil resolução no destino da missão.

A aeronave aterrou na Base Aérea do Montijo, no dia 15 de Janeiro, às 23H10. A avaria foi reparada durante a noite e a aeronave estava pronta para descolar no dia seguinte.

No dia 16 de Janeiro, o C130 HERCULES descolou da Base Aérea do Montijo às 12H30, rumo ao Aeroporto Amílcar Cabral, na Ilha do Sal, Cabo Verde, onde aterrou às 19H00. Reabasteceu e voltou a descolar às 21H00 do mesmo dia para o Aeroporto de Grantley Adams, em Barbados, onde aterrou 05H10 do dia 17 de Janeiro.

Neste mesmo dia, após descanso da tripulação e recepção das autorizações para aterrar em Port-au-Prince, o C130 descolou de Barbados para o Haiti às 21H10. Aterrou em Port-au-Prince às 01H30, do dia 18 de Janeiro.

Devido à elevada concentração de meios aéreos no local, o parqueamento de aeronaves exige uma permanência no local, o mais curta possível, pelo que o C130 desembarcou os passageiros e a carga e voltou a descolar, desta feita rumo aos Estados Unidos da América, pelas 03H45.

A aeronave aterrou na Base Aérea de MacDill, na Florida, às 07H05 do dia 18 de Janeiro, e aí permanecerá, aguardando instruções de Lisboa em relação às necessidades de apoio à missão nacional no Haiti.

Obs.: Todas as horas apresentadas são horas de Lisboa.

FONTE / FOTO: Força Aérea Portuguesa

NOTA DO BLOG: a FAP acrescentou, ao final do informe reproduzido acima, vídeo da RTP com reportagem sobre a missão. Clique na imagem do alto da matéria para acessar o vídeo.

Tagged with:
 

A Aeronáutica negou que o controle do espaço aéreo haitiano, que está sob responsabilidade das tropas norte-americanas, esteja dificultando o trabalho dos militares brasileiros no país. Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, as missões brasileiras estão tendo atenção especial do controle de voo.

A Aeronáutica explicou que os procedimentos adotados atualmente no país são “uma prática comum em qualquer operação da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e dos Estados Unidos em situações desse tipo”. Ontem (18), um voo do Boeing 737 da Presidência da República, que levava autoridades e jornalistas a Porto Príncipe, ficou sem autorização de pouso.

A assessoria da Aeronáutica explicou à Agência Brasil que, quando a missão foi decidida, o avião presidencial ainda não tinha prevista uma “janela de slot” – termo técnico usado para ordenar pousos e decolagens nos aeroportos – definida. Como a estrutura física do aeroporto não dá conta da demanda de voos com destino a Porto Príncipe, é necessário que o planejamento de todas as missões seja feito com 48 horas de antecedência.

De acordo com a Aeronáutica, cada aeronave que chega à capital haitiana tem apenas uma hora para pousar, desembarcar carga e passageiros e decolar, não podendo, depois disso, permanecer estacionada no aeroporto. “É tempo suficiente. Dominamos técnicas que nos permitem conseguir desembarcar tudo e decolar em apenas uma hora”, garante o coronel Amaral, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

“Tudo está muito bem coordenado entre a FAB [Força Aérea Brasileira] e os Estados Unidos. Eles inclusive têm dado atenção especial para o Brasil. Se existe algum tipo de dificuldade, ela se deve ao momento inicial, posterior à tragédia, quando o tráfego aéreo ficou bastante intenso”, disse Amaral. A previsão da Aeronáutica é de que o Sucatinha desembarque hoje e aguarde em Santo Domingo, na República Dominicana, uma segunda janela para retornar a Porto Príncipe, o que deve acontecer até o final do dia.

FONTE: Agência Brasil

COLABOROU: Luan

Tagged with:
 

Auxílio que vem do céu

100118-F-4177H-257.jpg

Um C-17 Globemaster III lança mantimentos para ajuda humanitária nos arredores de Port-au-Prince, no dia 18 de janeiro.

100118-F-4177H-266

100118-F-4177H-269

FOTO: U.S. Air Force

Tagged with:
 

Vista aérea Porto Príncipe - C Guatelli - Folha Imagem

vinheta-clippingOs Estados Unidos vão abrir duas pistas de aterrissagem –uma no Haiti e outra na República Dominicana– para a facilitar a chegada da ajuda às vítimas do terremoto de 7 graus que atingiu o Haiti há uma semana, anunciou nesta terça-feira o general Daniel Allyn.

“Começaremos a usar dois aeroportos alternativos em 24-48 horas para aliviar a pressão sobre Porto Príncipe”, disse Allyn em uma entrevista coletiva na sede do Pentágono.

No aeroporto da capital haitiana, só há uma pista funcionando, o que limita o quantidade de voos com destino à cidade. Além disso, o terminal está lotado de ajuda, dada a falta de coordenação na distribuição do que chega, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os EUA esperam que, em 24 horas, voos comecem a chegar à localidade haitiana de Jacmel, onde aviões de carga Hércules irão aterrissar para dar apoio às operações de assistência humanitária do Canadá, destacou Allyn.

É desta localidade que partirá a ajuda às Províncias do sul do país caribenho, segundo o general. Já a outra pista será aberta em San Isidro, na República Dominicana.

O Pentágono quer ainda que aviões lancem água e alimentos para a população. Allyn explicou que a medida não foi tomada antes porque são necessárias tropas para vigiar os locais em que os mantimentos serão distribuídos, para que não se forme uma situação de caos.

Tropas dos EUA

Tropas dos Estados Unidos chegaram nesta terça-feira de helicóptero ao Palácio Presidencial do Haiti, na capital Porto Príncipe, para assumir a segurança do local –medida considerada por alguns haitianos como uma afronta à soberania de seu país.

Cerca de 50 paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada chegaram em pelo menos quatro helicópteros para vigiar o palácio, que, assim como boa parte de Porto Príncipe e outras três cidades, sofreu graves danos no terremoto de magnitude 7 do último dia 12.

Milhares de outros militares americanos estão no caminho ao Haiti depois que o presidente Barack Obama aprovou um reforço de entre 9.000 e 10 mil soldados.

Na prática, o reforço nas tropas americanas pode dar a Washington o controle de fato das operações de resgate, auxílio e de segurança, apesar de o controle de direito ser das forças de paz da ONU (Organização das Nações Unidas), hoje com cerca de 7.000 soldados e comandadas militarmente pelo Brasil –que tem 1.266 militares no país, informa reportagem de Sérgio Dávila, da Folha de S. Paulo.

As tropas americanas chegam para trabalhar na distribuição de medicamentos e na manutenção da ordem pública no país –uma tarefa que estava, até então, a cargo das tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) e sob o comando dos militares brasileiros.

Tragédia

O terremoto ocorreu às 16h53 do dia 12 (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país, que ficou virtualmente devastada. O Palácio Nacional e a maioria dos prédios oficiais desabaram. O mesmo aconteceu na sede da missão de paz da ONU no país, a Minustah, liderada militarmente pelo Brasil.

Ainda não há um dado preciso do total de mortos. A Organização Pan-Americana de Saúde, ligada à ONU, afirma que podem ter morrido cerca de 100 mil pessoas. Já a Cruz Vermelha estima o número de mortos entre 45 mil e 50 mil.

O governo do Haiti já chegou a estimar em 200 mil o número de mortos. Cerca de 70 mil corpos já foram enterrados em valas comuns desde o terremoto, disse neste domingo o secretário de Alfabetização local, Carol Joseph.

Segundo o governo brasileiro, 19 brasileiros morreram no país –17 militares e dois civis, a médica Zilda Arns e o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa. O corpo de Costa foi encontrado neste sábado (16).

O ministro da Defesa, Nelson Jobim,diz que há ainda um terceiro civil não identificado. O governo não confirma a informação.

movimentação Islandesa aeroporto Porto Príncipe - C Guatelli - Folha Imagem

FONTE / FOTOS (vista aérea de Porto Príncipe e movimentação de ajuda da Islândia no aeroporto da capital):  Folha Online

Tagged with:
 

O aeroporto internacional de Porto Príncipe

O aeródromo está operando bem acima de sua capacidade e muitas aeronaves carregadas de mantimentos não estão conseguindo pousar.

Aeroporto Internacional de Porto Príncipe

Balanço das Operações da Missão Haiti

Hoje (16/1), a Força Aérea Brasileira iniciou a instalação do Hospital de Campanha da Aeronáutica (HCAMP). As três aeronaves C-130 Hércules que estavam na República Dominicana pousaram em Porto Príncipe durante a madrugada levando a equipe médica e os suprimentos para o Hospital.

Dos dois aviões que estavam em Boa Vista, um pousou no Haiti às 17h30, horário de Brasília, levando 12 toneladas suprimentos para os militares e o segundo está na República Dominicana carregado com 15 t de água, alimentos e equipamentos de comunicação. Três técnicos da Força Aérea também estão a bordo e vão estabelecer uma rede via satélite para acesso à internet e comunicações militares.

Às 13h25, decolou da Base Aérea do Galeão um Boeing 707 da FAB com militares da Força Aérea e do Exército, pessoal do Ministério de Relações Exteriores, dez técnicos em telefonia, suprimentos e dezoito urnas funerárias, totalizando 21 passageiros e 16 toneladas de carga. A aeronave ainda não pousou em Porto Príncipe e não há previsão de retorno para o Brasil com os corpos dos militares do Exército que faleceram no terremoto.

Mais um C-130 Hércules decolou do Galeão às 17h50 com 12,5t de suprimentos e alimentos. A aeronave segue para uma escala em Boa Vista.

Até o momento, a Força Aérea Brasileira já lançou dez missões de apoio às vítimas do terremoto no Haiti. Desde a última quarta-feira, mais de 100 toneladas de água, alimentos, remédios, material de resgate e equipamentos para a instalação do Hospital de Campanha já foram enviados para Porto Príncipe.

Hospital de Campanha

O Hospital de Campanha (HCAMP) da Força Aérea Brasileira está sendo instalado em uma área ao lado da base brasileira General Bacelar, na capital haitiana. O espaço fica no bairro de Tabarre, a 10 quilômetros do Centro da capital. O HCAMP atenderá urgências e emergências, com capacidade de realizar cirurgias e de socorrer pacientes graves. O HCAMP possui equipamentos médicos capazes, por exemplo, de obter o resultado de um hemograma em menos de dois minutos.

FONTE: FAB

Tagged with:
 

haiti1 - foto Armee de lair 

A Armée de l´air (Força Aérea Francesa) informou que, já no dia 13 de janeiro, às 13h30 (hora local), três aviões CASA do esquadrão de transporte de ultra-mar das forças das Antilhas decolaram, a partir da base aérea 365 em Fort-de-France, na Martinica, com destino a Porto Príncipe, no Haiti.

As aeronaves transportaram, no total, 25 bombeiros da defesa civil, 18 gendarmes, 1 cão e mais de 3 toneladas de carga, que incluiu material médico e de busca de desaparecidos. Até segunda ordem, após o pouso os aviões deveriam permanecer no Haiti para realizar evacuações médicas.

Outros recursos e pessoal foram posteriormente enviados a partir da França.

haiti3 - foto Armee de lair

haiti4 - foto Armee de lair

FONTE / FOTOS: Armée de l´air

NOTA DO BLOG: o fato de manter uma base em ultra-mar, próxima ao Haiti, em uma região em que interessa à França marcar sua presença (Mar do Caribe), certamente fez toda a diferença para a velocidade da resposta, em se tratando de um país europeu.

Tagged with:
 

Poder Aéreo sobre o Haiti

Global Hawk

O 12th Reconnaissance Squadron da USAF lançou uma aeronave não-tripulada RQ-4 Global Hawk Block 10, no dia 13 de janeiro, da Base Aérea de Beale, para sobrevoar o Haiti e ajudar nas missões humanitárias após o terremoto de magnitude 7.0 que atingiu o país no dia 12.

O esquadrão recebeu a ordem do United States Southern Command para prover imagens que ajudarão nas operações de apoio e resgate.

O Global Hawk é uma aeronave não-tripulada, de longo alcance, capaz de permanecer no ar cerca de 28h, dotado de um radar de abertura sintética, sensores eletroóticos e sensores de infravermelho de ondas médias.

A USAF divulgou ontem que o Pentágono também enviará aeronaves U-2 ao Haiti, por causa do seu sistema SYERS-​​2 com capacidade multiespectral, que possibilitará a localização do rompimento de linhas de gás e água, vazamentos químicos e outros problemas.

U-2

Tagged with:
 

Cuba Haiti

vinheta-clippingWASHINGTON – O governo de Cuba anunciou que permitirá que as Forças Armadas dos EUA podem usar o espaço aéreo cubano para voos transportando vítimas do devastador terremoto que atingiu o Haiti, disse um funcionário da Casa Branca.

A medida reduz de maneira significativa o tempo de voo entre Porto Príncipe e Miami. Normalmente, a viagem é feita contornando o território cubano.

Equipes americanos estão levando feridos à unidade médica da base de Guantánamo, encravada no território cubano. Algumas delas, em estado mais grave, estão seguindo para a Flórida.

Apesar de aliviar restrições sobre viagens de cubano-americanos à ilha comunista e remessas de dinheiro, o governo de Barack Obama disse que o embargo comercial dos EUA continuará em vigor até que Cuba volte a viver em regime democrático.

FONTE: O Globo

Tagged with:
 

Bombeiros embarcam avião FAB - foto Agencia Brasil - Rodrigues Pozzebom

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou ontem da Base Aérea de Brasília com bombeiros e militares que vão participar dos resgates a vítimas do terremoto em Porto Príncipe, capital do Haiti. O avião levou 51 bombeiros – 30 do Rio de Janeiro e 21 do Distrito Federal –, além de três médicos e três enfermeiros militares. Também foram enviadas ao Haiti 17 toneladas de alimentos, água, remédios e equipamentos de resgate. Quatro cães farejadores seguiram na aeronave para ajudar na busca de corpos e sobreviventes da tragédia.

FONTE: O Estado de Minas, via Notimp

FOTO: Agencia Brasil – R. Pozzebom

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

O corpo da médica Zilda Arns já está em solo brasileiro. O desembarque aconteceu às 3h30 de hoje, na aeronave VC-2, na Base Aérea de Brasília (BABR). No mesmo avião também estavam o Ministro da Defesa, Nelson Jobim; o comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri; o sobrinho da médica, Senador Flávio Arns; e a freia que a acompanhava no momento do terremoto, Irmã Rosangela Maria Altoé.

O corpo foi transportado para o Instituto Médico Legal de Brasília e a previsão é que, por volta de 8h, seja encaminhado em uma aeronave da Força Aérea Brasileira para Curitiba (PR), onde será realizado o velório. De acordo com o sobrinho de Zilda, o corpo será transportado para a capital paranaense em uma urna hermeticamente fechada, o que não foi possível fazer até a chegada ao Brasil devido à indisponibilidade de materiais no Haiti.

O Ministro da Defesa afirmou que a morte da médica foi uma perda irreparável para o Brasil. “A doutora Zilda tinha um simbolismo muito importante. É uma perda lamentável, mas sabemos que o legado que ela deixa pode gerar muitos frutos” ressalta Jobim.

A freira que acompanhava Zilda, lembrou os momentos de apreensão que viveu em Porto Príncipe. Ela explicou estava a poucos metros da médica quando o terremoto aconteceu. “Estávamos do terceiro andar quando um ouvimos um estrondo. O chão começou a desabar e eu cai”. Segundo a freira, paredes desabaram e ela precisou pular para conseguir sair do local. Irmão Rosangela destaca que ao lado do prédio, havia uma escola e era possível ouvir os gritos das crianças entre os escombros.

FONTE/FOTO CECOMSAER

Tagged with:
 

Haitianos atendidos na base da missão de paz brasileira  - foto Agencia Brasil -  Roosewelt Pinheiro

A Força Aérea Brasileira (FAB) enviará nas próximas horas para Porto Príncipe, no Haiti, o seu Hospital de Campanha (HCAMP) para auxiliar no socorro das vítimas da tragédia que atingiu aquele país. Ao menos três hospitais da cidade foram destruídos no maior terremoto dos últimos 200 anos na região do Caribe.

Segundo o Diretor de Saúde da FAB, Major-Brigadeiro-Médico José Antônio Monteiro, serão enviados 46 militares da área de saúde, entre médicos e enfermeiros, além de equipamentos para centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva (UTI), raio-X, laboratório e módulos para atendimento ambulatorial. O HCAMP atenderá urgências e emergências, com capacidade de realizar cirurgias e de socorrer pacientes graves.

“O HCAMP atenderá dentro do processo de socorro às vítimas do terremoto, em coordenação com o Exército Brasileiro”, explicou o Diretor de Saúde. Na equipe, estão profissionais que já viveram o socorro prestado pelo HCAMP, nos anos 80, às vítimas do terremoto de El Salvador, e no próprio Haiti. “Aproveitaremos a nossa experiência nesse tipo de situação em benefício da população”, disse.

O HCAMP é um hospital móvel, para curto período de internação e destinado a atender feridos em combate, composto de módulos (barracas) climatizados, que podem ser montados em diversas configurações, dependendo da necessidade. No Haiti, a unidade estará em sua configuração completa, com módulos adicionais para internações de curto período, além dos que servem ao atendimento ambulatorial.

Hoje de manhã, o material do HCAMP seguiu para a Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, onde será embarcado em aeronaves de transporte C-130 Hércules.

situacao na base da missão de paz brasileira  - foto Agencia Brasil -  Roosewelt Pinheiro

FONTE: CECOMSAER

FOTOS (situação na base da missão de paz brasileira -  Roosewelt Pinheiro): Agência Brasil

Tagged with:
 

Vista aérea da cidade na chegada do Min da Defesa - foto Agencia Brasil -  Roosewelt Pinheiro

Porto Príncipe (Haiti) – O corpo da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, será levado para o Brasil em avião da Força Aérea Brasileira ainda nesta quinta-feira (14). O senador Flávio Arns, sobrinho de Zilda, acompanhou a missão brasileira destinada a levar ajuda humanitária a Porto Príncipe, capital do Haiti.

Já os corpos dos militares militares mortos no terremoto de terça-feira (12) permanecem em Porto Príncipe até que sejam realizadas as necrópsias que precisam ser feitas pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), para que as famílias tenham direito a indenização.

Zilda Arns foi atingida pelo desabamento de uma escola, na qual fazia palestra para padres e seminaristas. O Haiti seria o 11º país a receber a Pastoral da Criança e os padres e seminaristas que participavam da palestra tinham a intenção de abrir suas igrejas para receber o trabalho. De acordo com a embaixatriz brasileira no Haiti, Roseana Kipman, os padres que estavam na palestra também foram soterrados.

FONTE / FOTO (Roosewelt Pinheiro – vista aérea da cidade na chegada do ministro da Defesa, Nelson Jobim, dos comandantes do Exército, general Enzo Peri, e da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto Foto): Agência Brasil

Tagged with:
 
Página 1 de 212