Gripen - foto SAAF

Segundo reportagem do Business Day Live publicada na quarta-feira, 17 de abril, a estatal sul-africana Denel iniciou a produção de cartuchos explisivos de acionamento dos assentos ejetáveis que equipam, na Força Aérea da África do Sul (SAAF), os jatos Gripen e Hawk. Essa iniciativa, segundo a matéria, demonstra a capacidade técnica da divisão “Pretoria Metal Pressings” (PMP) da Denel.

A empresa produz grande parte dos componentes das aeronaves voadas pela SAAF, e isso inclui agora os cartuchos explosivos instalados sob os assentos dos pilotos, e que ajudam a propelir os mesmos em caso de emergência. A PMP também produz munição de pequeno e médio calibres para a Força de Defesa Nacional Sul-Africana (SANDF) e para o Serviço de Polícia Sul-Africano.

HAWK - foto SAAF

A produção dos cartuchos se dá sob licença da empresa britânica Martin-Baker, maior produtora mundial de assentos ejetáveis. A Martin-Baker vai monitorar a fabricação pela PMP, e cinco conjuntos de cartuchos já produzidos foram testados pela companhia britânica, ao passo que cinco conjuntos da Martin-Baker foram testados pela PMP para comparar a qualidade de fabricação das duas instalações. Isso é um pré-requisito antes da fabricação local e, segundo o diretor executivo (CEO) da PMP, Carel Wolhuter, a produção dos cartuchos para os assentos do Gripen já começou.

FONTE: Business Day Live (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: SAAF

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Gripen da SAAF - foto 2 Denel

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Saab sueca vai empregar parte dos demitidos da sul-africana Denel que presta apoio aos caças Gripen, cuja frota foi em parte armazenada

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Segundo reportagem publicada em 24 de março pelo jornal Business Day Live, a fabricante sueca Saab, que vendeu 26 caças Gripen à África do Sul, deverá empregar parte dos 383 empregados da companhia estatal Denel que serão demitidos ao final do mês (parte dos custos da demissão deverão ser pagos pela Força Aérea Sul-Africana – SAAF).

A equipe, que trabalhava na Denel Aviation, realizava serviços de manutenção de aeronaves à SAAF ao longo de um contrato de décadas, que foi cancelado em novembro devido a restrições orçamentárias. Da mesma forma, os contingenciamentos levaram  à decisão de armazenar por longo prazo 12 dos 26 caças.

Gripen da SAAF - foto Denel

Segundo Willie van Eeden, um dos diretores do sindicato Uasa que representa a equipe, “está claro que, devido a outro decréscimo no orçamento de defesa, a Força Aérea Sul-Africana teve que tomar uma ação drástica.” Van Enden prossegue: “Qual a utilidade de uma força aérea sem aviões em condições de voo para atender às necessidades dos cidadãos sul-africanos? Armazenar por longo prazo caças Gripen e jatos de treinamento Hawk que custaram bilhões é obviamente ridículo”.

139 empregados da Denel ligados à manutenção das aeronaves da SAAF serão mantidos

Aproximadamente 100 empregados da Denel, que trabalhavam em bases aéreas ao redor do país, conseguiram encontrar novos empregos. Entre as empresas que absorveram esse pessoal está a sueca Saab, segundo Willie van Eeden. Após muitas negociações, a SAAF concordou em continuar utilizando os serviços de 139 empregados, e negocia um novo acordo com a Denel.

O pessoal que permanecer deverá prover “serviços vitais de manutenção para a Força Aérea”, visando manter as aeronaves em condições em voo, informou a Denel. Espera-se que a equipe reduzida seja suficiente para manter as aeronaves que não forem armazenadas.

Hawk SAAF - foto Denel

No final do mês passado, a Denel divulgou nota sobre esse acordo finalizado com a SAAF, no qual se negociou que a empresa continuasse a prover serviços vitais de manutenção, no que descreveu como uma situação “ganha-ganha” (win-win situation) tanto para a Denel quanto para a SAAF, permitindo manter os 139 empregos que complementarão as capacidades próprias da Força Aérea. Quanto aos que serão demitidos ao final deste mês de março, a empresa se comprometeu a ajudá-los a encontrar outros trabalhos, o que inclui outras áreas de negócio do Grupo Denel.

FONTES: Business Day Live e Denel (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês)

FOTOS via Denel

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A-Darter - maquete na LAAD 2011 - foto Nunão - Poder Aéreo

Em nota do Ministério da Defesa divulgada na quarta-feira, 6 de março, tratando do “diálogo conjunto de defesa” entre Brasil e África do Sul, há um pequeno trecho relacionado ao míssil ar-ar A-Darter, afirmando que a arma entrará em produção neste ano:

“Na avaliação de Amorim, Brasil e África do Sul são parceiros de grande potencial. (…) Segundo o ministro, esse potencial está comprovado pelo projeto do “A-Darter”, míssil ar-ar de quinta geração desenvolvido conjuntamente entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Força Aérea Sul-africana. Os novos mísseis, cuja produção terá início ainda em 2013, vão ser utilizados pelas aeronaves F-5M da FAB e por aeronaves Gripen sul-africanas.”

Vale acrescentar que, em sua relação de comunicados divulgados em 2012, a Denel afirmava numa nota sobre parcerias em mísseis guiados que a produção seria iniciada no final de 2014 (trecho: “Denel Dynamics is already successfully partnering with Brazil in developing the A-Darter air-to-air-missile, with production scheduled to start at the end of 2014″). 

Comunicado da FAB de março do ano passado indicava que o término da fase de desenvolvimento do míssil estava previsto para o final deste ano, enquanto nota do mês de dezembro indicava o início das entregas em 2015.

Como boa parte das notícias do mercado de defesa sobre programas internacionais costuma falar de atrasos, e não de adiantamento de prazos, caso a previsão se confirme seria uma boa notícia relacionada ao programa do míssil (embora reportagens anteriores falassem de datas mais próximas – consulte os links ao final).

Para ler o restante da nota do Ministério da Defesa, clique aqui para acessar matéria no Blog das Forças Terrestres. Para saber mais sobre o desenvolvimento do míssil A-Darter, clique nos links abaixo.

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Opinião é do CEO da Saab África do Sul, que também prevê que a Suécia vai manter em operação boa parte da frota de Gripen C/D, modernizada para receber alguns dos novos sistemas da nova geração E/F

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Reportagem publicada pelo site sul-africano Engineering News no mês passado e atualizada na última sexta-feira, 12 de outubro, traz declarações do chefe-executivo (CEO) da Saab África do Sul (Saab SA), Magnus Lewis-Olsson, tratando de oportunidades que as novas versões do Gripen podem proporcionar à África do Sul e para outros países.

As declarações de Olsson sobre o desenvolvimento das versões JAS39E/F do Gripen estão no contexto do acordo, entre Suécia e Suíça, para desenvolver e adquirir a  nova geração do caça, com 40 a 60 unidades para a Suécia e 22 para a Suíça (sendo que esta talvez precise fazer um referendo para aprovação do negócio).

Segundo o executivo, “há oportunidades para a África do Sul, e outros países, para participar no desenvolvimento da nova geração do Gripen. A África do Sul tem capacidades fantásticas no Conselho para Pesquisa Científica e Industrial e nas empresas locais. Evidentemente, a África do Sul precisaria ajudar a financiar o programa. Mas poderia prover fundos para apenas uma pequena parte dele e ainda assim fazer parte da grande família da nova geração do Gripen.”

Lewis-Olsson deixou claro que estava dando sua opinião pessoal, e acrescentou que, com a Suécia provavelmente comprando poucas unidades de JAS39E e F, muito provavelmente a Força Aérea Sueca continuará a operar uma boa quantidade de seus atuais JAS39C e D, juntamente com as aeronaves de nova geração. Os modelos C e D remanescentes seriam modernizados e poderiam receber algumas das tecnologias e sistemas desenvolvidos para as novas versões.

Isso também poderia beneficiar a África do Sul se quiser fazer uma modernização de meia-vida de monta em seus caças Gripen C/D, utilizando sistemas de nova geração mais acessíveis. Estes poderiam incluir radar AESA (varredura eletrônica ativa) e novos sistemas de contramedidas eletrônicas.

Todos os 26 caças Gripen da África do Sul já foram entregues (na foto acima, o transporte dos caças por navio). Segundo o executivo, “os Gripens sul-africanos provavelmente têm os mais modernos sistemas de todos os Gripens em operação hoje.” Por exemplo, a integração do míssil A-Darter (projeto em parceria da África do Sul com o Brasil) já foi completada, assim como a do sistema de visor montado no capacete. Lewis-Olsson afirmou, sobre os caças sul-africanos, que “todas as atividades principais de desenvolvimento já foram completadas. A capacidade completa de manutenção já foi entregue e o  ‘pod’ de reconhecimento para a Força Aérea Sul-Africana já foi integrado.”

A reportagem finaliza com os dados de pesquisa independente da Jane’s, que coloca o custo de hora de voo do Gripen em 4.700 dólares (de 2012), comparados aos valores de US$ 7.700 para o Lockheed Martin F-16,  US$ 11.000 para o Boeing F/A-18 E/F Super Hornet e US$ 16.500 para o Dassault Rafale. E acrescenta também que a Saab espera vender até 300 caças Gripen nos próximos dez anos, nas versões C/D e E/F.

Oferecimento do avião de patrulha marítima Saab 340 MSA à África do Sul

A mesma reportagem tratou também do oferecimento do Saab 340 MSA à África do Sul. A aeronave foi apresentada ao país na última Aerospace and Defence (AAD) 2012, realizada na Base Aérea Waterkloof (logo ao sul de Pretoria). Ao invés de um programa de desenvolvimento, trata-se de uma solução acessível para operação imediata, segundo Lewis-Olsson.

Cada aeronave na configuração básica custaria US$ 18 milhões cada, o que inclui um radar ar-mar com cobertura 360º, sensor infravermelho e eletro-óptico Star Safire, sistema de controle de missão, comunicação por satélite e sistema de identificação automática para receber sinais de navios mercantes.

O alcance na configuração básica é de 1.325 milhas náuticas, com autonomia de três horas e quarenta e cinco minutos.

Também podem ser oferecidas versões mais completas, com equipamentos de busca e salvamento, janelas de observações, porta para lançamento aéreo e tanque de combustível adicional.

A Força Aérea da África do Sul tem um requerimento para aeronave de patrulha marítima (armada) vigilância marítima (desarmada) e transporte leve / médio. O Saab 340 MSA está sendo oferecido para a segunda missão. O modelo é baseado em aeronaves Saab 340 de segunda mão (420 exemplares ainda em operação no mundo). A estratégia da empresa é adquirir, no mercado, exemplares com 20.000 ciclos de decolagens e pousos. Como o projeto da aeronave é para 90.000 ciclos, um cliente do Saab 340 MSA teria ainda 70.000 ciclos pela frente, com baixos custos operacionais.

FONTE: Engineering News (reportagem de Keith Campbell)

FOTOS: Saab e Gripen Blog

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Veja matéria no Poder Naval, clicando aqui

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Segundo o site Engineering News, o surgimento de uma nova geração do Gripen não significa o final do trabalho da África do Sul no atual modelo. Assim, a empresa aeroespacial estatal sul-africana Denel Aerostructures (DAe), ainda poderia se beneficiar de sua relação com a sueca Saab.

Enquanto a Saab está ocupada com o desenvolvimento do JAS39E/F, também conhecido como Gripen NG, o grupo sueco continua oferecendo o modelo JAS39C/D para países que não necessitam ou não podem pagar pelas capacidades superiores da nova versão.

Na terça-feira, o chefe de negócios da exportação da Saab, Eddy de la Mote, disse ao site que o Gripen C/D (C designando o avião monoposto e D o biposto) está sendo oferecido à Tailância, Malásia, Croácia, Eslováquia e Equador. A Tailândia, por exemplo, já opera 12 aeronaves C/D, e a Saab espera que o país encomende mais caças nos próximos anos para substituir caças leves de origem norte-americana. Um dado curioso é que o Equador, citado pelo executivo da Saab, opera atualmente um esquadrão de caças Denel Cheetah C de segunda mão, comprados à África do Sul. Justamente caças que foram substituídos na Força Aérea Sul-Africana pelo Gripen.

Ainda segundo o Engineering News, a DAe fabrica atualmente a unidade do trem de pouso principal (main landing gear unit – MLGU), a fuselagem traseira e os pilones para armamentos compatíveis com a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Vale acrescentar que o MLGU é a parte da fuselagem central onde o trem de pouso é conectado, e não o próprio trem de pouso. No caso de qualquer venda bem-sucedida de novos Gripen C/D, a DAe vai produzir esses componentes para as aeronaves.

Eddy de la Mote disse que, até o momento, “a DAe enviou à Saab mais de 100 MLGUs, mais de 100 fuselagens traseiras e mais de 70 conjuntos de cinco pilones”. Essas partes começaram a ser fabricadas pela DAe como parte dos offsets (compensações) da participação da indústria de defesa da África do Sul, quando este país adquiriu 26 caças Gripen.

Porém, o contrato da Saab com a DAe refere-se apenas à versão C/D. Ou seja, o novo modelo NG ou E/F (E para monoposto e F para biposto) não é coberto pelo atual contrato (nota do editor: vale lembrar que justamente a fuselagem traseira e o arranjo do trem de pouso são diferentes entre as versões C/D e E/F). Mas isso não significaria, segundo De la Motte, que a DAe estaria automaticamente fora da corrida para fornecer partes à nova versão: “Estamos sempre procurando por bons parceiros. Não estamos excluindo ninguém”, disse o executivo da Saab.

Mas, na opinião do Engineering News, há incertezas nesse sentido porque qualquer novo cliente para o JAS39E/F deverá demandar seus próprios trabalhos ligados às compensações pelas suas compras. Ainda assim, De la Motte disse que “offsets podem ser uma parte importante dos acordos, mas ainda é muito cedo para excluir qualquer um.”

Sobre os possíveis clientes para o Gripen E/F, a Saab está oferecendo a aeronave ao Brasil, Dinamarca, Holanda, Suíça e, evidentemente, para a Suécia.

FONTE: Engineering News (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Saab e DSA (Denel Saab Aerostructures)

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Acompanhar o andamento do Projeto A-Darter (míssil), com visitas ao Grupo de Acompanhamento e Controle na África do Sul (GAC-AFS) e às empresas do grupo DENEL, além de assinar um Memorando de Entendimento (MoU) com o Council for Scientific and Industrial Research (CSIR), foram os propósitos da missão à África do Sul do Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Ailton dos Santos Pohlmann, acompanhado pelo Chefe do Subdepartamento Técnico do DCTA, Brig Wander Almodóvar Golfetto, e pelo Chefe da Subdiretoria de Defesa do IAE, Tenente-Coronel-Aviador Marcelo Franchitto, que esteve naquele país no período de 5 a 9 de março.

Dentre as diversas atividades, a comitiva teve a oportunidade de conhecer as dependências do GAC-AFS, organização do DCTA subordinada à Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) que tem a missão de apoiar a gestão contratual e assessoria técnica relativa às atividades de transferência de tecnologia dos contratos entre o Comando da Aeronáutica e a empresa sul-africana Denel Dynamics. A comitiva também participou de reuniões com o efetivo do GAC-AFS, com oficiais generais e representantes do Armament Corporation of South Africa (ARMSCOR), órgão responsável pela aquisição de material de defesa do Ministério da Defesa Sul-africano, além do Directorate Air Force Acquisition (DAFA), órgão da estrutura daquele Ministério da Defesa.

Na ocasião, foi possível conhecer a metodologia de gerenciamento de projetos, aquisição de materiais de defesa e o processo do ciclo de vida dos produtos militares realizada pelo Ministério da Defesa sul-africano. Durante as visitas às dependências da empresa Denel Dynamics, houve a oportunidade de acompanhar as atividades das equipes de engenheiros do Comando da Aeronáutica e das empresas Mectron, Avibrás e Opto Eletrônica, que trabalham em parceria com a Denel Dynamics, no desenvolvimento do míssil A-Darter e nas atividades de transferência de tecnologia.

A comitiva ainda visitou o Council for Scientific and Industrial Research (CSIR), onde um importante Memorando de Entendimento (MoU) foi assinado entre o DCTA e o CSIR, o que representa uma maior aproximação entre pesquisadores das duas instituições em projetos de pesquisas de interesses comuns.

Conheça o projeto A-DARTER

O A-Darter é um míssil ar-ar de curto alcance, com imageamento infravermelho, de alta manobrabilidade e de quinta geração. O que confere características de visada do “seeker” de 180º, engajamento antes ou após o lançamento (LOAL/LOBL), designação pela aeronave (radar ou capacete) e contra-contra-medidas.

O Comando da Aeronáutica assinou o contrato de desenvolvimento com a ARMSCOR, em 2006, o que prevê a participação de engenheiros da FAB e empresas brasileiras (Avibras, Mectron e Opto Eletrônica). A ótima interação entre engenheiros brasileiros e sul-africanos é o fator-chave de sucesso para a conclusão do desenvolvimento deste projeto de muitos desafios tecnológicos, previsto para o final de 2013.

Pesquisa – Durante a visita, o DCTA assinou o Memorando de Entendimento (MoU) com o CSIR, documento que representa uma maior aproximação entre pesquisadores das duas instituições em projetos de pesquisas de interesses comuns. As principais áreas em cooperação de pesquisas, cobertas são:

  • Medidas e modelamento em infravermelho;
  • Medidas de assinatura infravermelho e aplicações;
  • Treinamento, workshop e cursos acadêmicos;
  • Calibração de sensores para aplicação em ensaio em vôo;
  • Treinamento em calibração de sensores de satélites;
  • Metodologia de medidas de assinatura espectral e padronização;
  • Treinamento em Sistemas de Informações Geográficas (GIS);
  • Cooperação em calibração e validação de alvos de referência;
  • Processamento hiperespectral e radar de abertura sintética (SAR); e
  • Análise aeroelástica.

Nas palavras do Chefe da Subdiretoria de Defesa do IAE, Tenente-Coronell Franchitto, o memorando de entendimento significa um marco após quase seis anos de tratativas entre pesquisadores de ambas as instituições, que identificaram pontos comuns nas pesquisas e benefícios mútuos para a colaboração. O documento significa que pesquisadores de ambas as instituições estão autorizados a detalhar projetos de cooperação em áreas pré-estabelecidas.

FONTE: FAB (ACS/DCTA)

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Informação está em reportagem sobre reagrupamento, num só edifício, das atividades da empresa sul-africana Denel Saab Aerostructures

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Segundo o site Engineering News, a Denel Saab Aerostructures (DSA) empresa estatal sul-africana de aeroestruturas, está consolidando todas as suas operações num só edifício. A mudança deverá ser completada até o final do ano, e em dois anos a economia gerada deverá pagar os custos da consolidação.

Embora esse não seja o foco da matéria, ela traz também outro fato que deverá ocorrer até o final do ano:  o final da produção de componentes maiores para os caças Saab JAS39C/D Gripen por parte da DSA. A empresa produz o trem de pouso principal e a fuselagem traseira, assim como os pilones que carregam armamentos sob as asas.

Segundo o Engineering News, esse trabalho deverá cessar até o final do ano, na medida em que a Saab está mudando seu foco para a nova geração do caça, o JAS39E/F Gripen. No site da DSA, está a informação de que ela é a única fornecedora do trem de pouso principal e da fuselagem traseira do Gripen (Nota do Editor: esses são justamente dois itens importantes que, no caso da produção de versões E/F de nova geração do caça, deverão sofrer mudanças significativas devido à remotorização dos caças e da mudança no projeto e no posicionamento do trem de pouso, que deixa de recolher na fuselagem e passa a ser abrigado sob as asas). Abaixo, algumas fotos da produção, pela DSA, da fuselagem traseira e de pilones para armamento padrão OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) da atual versão do Gripen.

 

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Mas a reportagem fala de outros contratos de longo prazo que a DSA tem. Um deles é o de único fornecedor de superfícies de cauda para o jato executivo Gulfstream G150, embora a cadência de produção varie conforme o estado da economia global.  A DSA também produz pás e cabeças de rotor para os helicópteros AgustaWestland A109 e A119, além de tanques ejetáveis do helicóptero de ataque  Denel Rooivalk. Em relação a esse helicóptero, a DSA também é responsável pela sua engenharia de estruturas. Por fim, a empresa é um fornecedor certificado da Boeing, produzindo algumas partes de seus aviões.

Voltando ao assunto da consolidação, hoje a DSA ocupa diversos espaços em vários prédios do complexo aeroespacial de Kempton Park, no Aeroporto Internacional de Tambo (que também abriga a Denel Aviation e a Turbomeca Africa). Com a mudança para um só edifício, o espaço total ocupado cairá de 50.000 para 25.000 metros quadrados, mas em compensação a eficiência deverá ser aumentada por ter todos os elementos de seu negócio, do projeto à manufatura, sob um mesmo teto. Os custos de produção serão, desta forma, diminuídos e o fluxo de trabalho, otimizado. O processo é trabalhoso, envolvendo a mudança de lugar de maquinário de grande porte, recalibração e requalificação, sem interromper a produção ou alterar prazos de entrega.

No momento, o maior programa da DSA está relacionado ao projeto, engenharia e fabricação de várias partes do avião de transporte militar A400M, da Airbus Military, o que inclui grandes estruturas primárias, como a parte superior da fuselagem central (top shells) e as carenagens da junção asa/fuselagem, estes últimos empregando em grande parte material composto além de algumas partes em alumínio. Há uma negociação para que a DSA passe a produzir também sobressalentes em material composto para a cauda da aeronave.

FONTE: Engineering News (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Saab e DSA (Denel Saab Aerostructures)

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O programa conjunto de desenvolvimento de mísseis entre a África do Sul e Brasil pode abrir a porta para uma futura cooperação na indústria de defesa.

Talib Sadik, CEO do Grupo Denel, disse que a visita do Ministro brasileiro de Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, sublinha a importância do programa de mísseis A-Darter para ambos os países.

“Este é o próximo passo na relação entre as indústrias de defesa da África do Sul e do Brasil que vai crescer em importância e valor ao longo dos próximos anos”, diz Sadik.

A Presidente Dilma Rousseff esteve na África do Sul para a Cúpula do IBAS, convidada pelo presidente Jacob Zuma, e também com a presença do Primeiro Ministro da Índia, Manmohan Singh.  Mercadante fez parte da delegação brasileira na Cúpula que começou na terça-feira (18 de Outubro).

Sadik diz que o A-Darter foi iniciado em conjunto entre a subsidiária da Denel, Denel Dynamics e da Força Aérea Brasileira em 2006. Este foi o primeiro programa de defesa de cooperação entre os dois países em termos do acordo trilateral do IBAS.

O Ministro da Defesa e dos Veteranos Militares, Lindiwe Sisulu, descreveu o programa como “um modelo de cooperação e desenvolvimento conjunto pela África do Sul e outras nações em desenvolvimento.”

O A-Darter é um desenvolvimento  que deve ser entregue para as forças aéreas sul-africana e brasileira no início de 2013.

O míssil ar-ar de curto alcance será instalado nos caças Gripen  e nos jatos BAE Hawk da Força Aérea da África do Sul. O A-Darter já foi lançado com sucesso do Saab Gripen.

De acordo com Jan Wessels, CEO da Denel Dynamics, “o A-Darter foi projetado para ser um míssil extremamente ágil, capaz de manobrar com “G” elevados. Com uma massa inferior a 100 kg, o míssil é alimentado por um motor- foguete com empuxo vetorado “.

Wessels diz que há apenas um punhado de países no mundo com as habilidades técnicas e capacidade de desenvolver esses mísseis de quinta geração.

O programa A-Darter oferece 200 empregos diretos (engenheiros altamente qualificados e pessoal de apoio técnico) dentro de Denel Dynamics, e até 1 200 empregos indiretos na indústria sul africana.

A visita ministerial será um estímulo para a cooperação futura entre a Denel e do setor da defesa brasileira. O Brasil sediará tanto a Copa do Mundo de 2014 como os Jogos Olímpicos de 2016 e está no processo de planejamento para melhorar as suas capacidades de defesa aérea.

“O Grupo Denel e, em particular, a Denel Dynamics, com a sua capacidade comprovada na concepção, desenvolvimento e fabricação de mísseis – e sua forte relação com as empresas brasileiras – estará em uma posição forte para se beneficiar de possíveis oportunidades decorrentes deste processo”, diz Sadik.

“A indústria de defesa é um contribuinte vital para a manutenção da capacidade da África do Sul de fabricação avançada, que está indissociavelmente ligada à criação de conhecimento e desenvolvimento de tecnologia associada.

“A Denel, como uma empresa estatal, está na vanguarda desse processo através de seus investimentos em curso em pesquisa e desenvolvimento, a sua colaboração com o Departamento de Defesa e clientes estrangeiros, bem como a comunidade mais ampla através da sua posição estratégica como uma desenvolvedora e fabricante de produtos de defesa nacional”, diz Sadik.

O programa de mísseis com o Brasil é parte de uma tendência crescente na Denel a cooperar com os parceiros estrangeiros no desenvolvimento de sistemas de defesa. A Denel Land Systems está cooperando com parceiros no Sudeste Asiático no desenvolvimento de torres para veículos blindados. A Denel Dynamics é responsável por um programa conjunto com um país no Oriente Médio para veículos aéreos não tripulados e sistemas de munições guiadas com precisão. Essas oportunidades de parceria vão conduzir a criação de mais empregos na indústria sul africana.

FONTE: Denel

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A empresa estatal sul-africana de defesa Denel, que desenvolve o míssil ar-ar A-Darter em conjunto com a Força Aérea Brasileira, divulgou notas à imprensa sobre a visita da presidente brasileira Dilma Rousseff e do ministro de ciência e tecnologia Aloizio Mercadante à África do Sul. O ministro visitou a Denel no dia 17 de outubro, segundo a nota mais recente.

Talib Sadik, Chefe Executivo (CEO) da Denel, disse que a visita do ministro brasileiro demonstra a importância do programa do míssil A-Darter para ambos os países: “Este é o próximo passo no relacionamento entre as indústrias de defesa da África do Sul e do Brasil, que vai crescer em relevância e valor nos próximos anos”.

A presidente Dilma Rousseff está no país africano para o encontro IBSA, que reúne Índia, Brasil e África do Sul. Participam o presidente sul-africano Jacob Zuma e o primeiro ministro da Índia, Manmohan Singh.

Segundo Sadik, o programa A-Darter para um míssil ar-ar de curto alcance de nova geração, guiado por infravermelho, foi iniciado conjuntamente pela Denel Dynamics (subsidiária do Grupo Denel) e a Força Aérea Brasileira em 2006, sendo o primeiro programa cooperativo de defesa dos dois países, no contexto do acordo trilateral IBSA.

Os primeiros mísseis deverão ser entregues às Forças Aéreas Brasileira e Sul-Africana no início de 2013.  Nesta última, deverá equipar os caças JAS 39 Saab Gripen e jatos de treinamento / ataque BAE Hawk. O míssil já foi lançado, com sucesso, pelo Gripen.

De acordo com Jan Wessels, CEO da Denel Dynamics , “o A-Darter é planejado para ser um míssil de grande agilidade, capaz de manobrar em altíssimas cargas G. Sua cabeça de busca por infravermelho é projetada para ter ângulos de visão bem elevados. Com uma massa de menos de 100kg, o míssil é propulsado por um motor foguete de sustentação com empuxo vetorado.” Ainda segundo Wessels, apenas um punhado de países no mundo tem as habilidades técnicas e capacidade de desenvolver esses mísseis de quinta geração.

FONTE: Denel

Cheetah para o Equador

cheetah-c

A empresa sul-africana Denel Aviation vendeu à Força Aérea do Equador (FAE) 12 caças Cheetah C. O acordo foi assinado recentemente pelo CEO Da Denel, Mike Kgobe, na capital do Equador, Quito.

A Denel Aviation foi o contratante principal para o desenvolvimento do Cheetah em meados da década de 80, uma variante do Mirage III, e detém a autoridade de concepção, manutenção e os conhecimentos sobre a aeronave.

Os Cheetah estão equipados com aviônica moderna e podem usar empregar bombas guiadas a laser (LGB) e bombas guiadas por GPS. Para missões ar-ar os caças podem levar o míssil BVR  V4 R-Darter (irmão do Derby israelense), U-Darter e  Python 3.

cheetah-d

NOTA DO BLOG 1: estes mesmos caças Cheetah C foram oferecidos à FAB como “caça-tampão” até que ocorresse a decisão do programa F-X2. No entanto, optou-se pelo Mirage 2000C.

NOTA DO BLOG 2: o Equador alegou que a encomenda de aviões Super Tucano foi reduzida com o propósito de se economizar recursos para a renovação de sua aviação de caça.

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DSA cortará pela metade número de funcionários

A Denel Saab Aerostructures (DSA) terá que reduzir pela metade o número de funcionários para o ano que vem para sobreviver. Perto de 300 postos de trabalho deverão ser cortados.

O corte afetará algumas áreas de desenvolvimento da empresa e muitos postos de trabalho altamente qualificados serão perdidos. A recessão global da economia e o atraso no programa do Airbus A400M foram os responsáveis pela queda do faturamento da empresa. O grupo sueco Saab possui aproximadamente 20% da DSA.

FONTE: allafrica

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Um novo míssil ar-ar sul-africano será lançado de um avião de caça da SAAF, nos próximos dois meses, disse a Ministra da Defesa Lindiwe Sisulu, a militares veteranos na terça-feira.

Este projeto implicou o Ministério de Defesa no desenvolvimento local de um míssil ar-ar de quinta geração destinado à geração de aeronaves Gripen da SAAF, recém-adquiridas, disse ela à Assembleia Nacional, durante debate sobre a votação do orçamento.

O programa foi co-financiado pelo Ministério da Defesa Sul-Africano e da Força Aérea Brasileira e representou o primeiro programa de defesa cooperativo trilateral, com o acordo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS).

“O desenvolvimento deste míssil está progredindo excepcionalmente bem e após quase quatro anos desde o início do programa, o cronograma inicialmente previsto ainda está sendo respeitado”, disse ela.

a-darter

O Gripen

A-Darter no GripenDurante o ano passado, o desenvolvimento progrediu a um ponto onde os testes de mísseis em voo foram concluídos e uma primeira série de testes de orientação foram também concluídos com sucesso.

O primeiro teste de disparo deste míssil a partir de um avião Gripen é esperado dentro dos próximos dois meses.

“Este programa está definido para se tornar um modelo para a cooperação e desenvolvimento conjunto pela África do Sul e outras nações em desenvolvimento.”

Sisulu disse que outro projeto interessante para o Ministério implicou o desenvolvimento de uma nova geração de sistema de comunicação tática para a Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF).

Uma vez concluído, este sistema será único no mundo e proverá todos os requisitos de comunicação tática para as Armas e garantirá a interação entre todos os usuários.

O sistema de comunicação abrange a comunicação de voz digital no estado-da-arte e técnicas de transmissão segura de informações.

“O programa está progredindo excepcionalmente bem e demonstrações de protótipos dos primeiros rádios foram muito bem sucedidas”, disse Sisulu.

FONTE: News24.com

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