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Míssil A-Darter será entregue com dois anos de atraso

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A-Darter em Gripen

A Armscor reconhece em seu último relatório anual que o projeto do míssil ar-ar comum do Brasil-África do Sul de curto alcance foi “atormentado” com atrasos e a conclusão do programa é esperada “aproximadamente dois anos depois” do que o planejado.

O projeto A-Darter implica o desenvolvimento do míssil ar-ar para a Força Aérea da África do Sul (SAAF), principalmente para uso nos Gripens do Segundo Esquadrão. O projeto A-Darter é co-financiado pela Força Aérea Brasileira.

O desenvolvimento em escala completa do sistema de mísseis foi concluído em outubro do ano passado, quando a revisão crítica do projeto (CDR) dos restantes subsistemas pendentes foi finalizada e aceita. Isso foi feito simultaneamente com a aceitação e finalização do sistema completo.

Os testes de qualificação no míssil foram conduzidos com sucesso no exercício financeiro de 2016/17. Uma série de voos cativos foi realizada no Overling Test Range da Denel (OTR) no sul do Cabo.

De acordo com a agência de aquisição de segurança e defesa do estado, o foco para a A-Darter agora passa para testes de tiro real finais do míssil completo sob uma série de perfis de voo pré-selecionados.

“A conclusão bem sucedida dos ensaios de disparo significará a conclusão da fase de desenvolvimento de mísseis e a cooperação com o Brasil.

“Em março de 2015, a Armscor contratou a Denel pela industrialização e posterior produção dos mísseis necessários para a SAAF. O progresso na preparação dos processos de fabricação tem sido lento e a fabricação de subsistemas para o primeiro lote de mísseis foi adiada por quase um ano devido a desafios experimentados pela Denel”, afirmou o relatório, acrescentando a entrega do primeiro lote de mísseis (sem especificar um número) e a capacidade inicial de suporte logístico está agendada para o quarto trimestre do ano civil de 2017.

FONTE: DefenceWeb

59 COMMENTS

  1. Meus caros,

    uma das grandes sacadas desta parceria para a FAB, foi que havia a perspectiva estratégica, de um principal benefício que seria a SAAF ter o controle total sobre a biblioteca de ameaças contra-contramedidas eletrônicas – no jargão internacional, ECCM (Electronic counter-countermeasures) – e outro fator, seria a cerca dos dados de definição de destino.

    Partindo deste ponto de vista já haveria um ganho enorme pra FAB que passaria a dispor de uma ferramenta crucial para operar em futuros TOs.

    Grato

  2. Agora vão falar que não tem de desenvolver nada aqui, que tudo que é feito não presta, que o A-Darter é uma desgraça, etc, etc

  3. Li em um outro site de defesa, que os algorítmicos que dão a direção vetorial do A-Darter foi criado por um brasileiro do ITA, e que sua permanência na África do Sul havia terminado, assim com seu trabalho no A-Darter, mas que a Denel pediu ao Brasil para ele permanecer por mais tempo e trabalhar em um outro programa da empresa.
    O A-Darter vai chegar junto com o Gripen e já vem homologado com o caça, isso se chama busca pela independência tecnológica, e a África do Sul é um país que o Brasil pode buscar boas parcerias, tanto em defesa com em outros campos do conhecimento humano. Sua localização geográfica também favorece o interesse mútuo.
    Quem sabe não podem ser incorporados ao MANSUP.
    Já vislumbro um exercício de Gripen E envolvendo a FAB e a SAAF.
    No dia daquela feira de defesa aqui no Brasil, acompanhei pelo Flight um C-130 que atravessou o oceano e pousou no Rio de Janeiro, sua origem era a África do Sul.

  4. Alexandre tbm não sei mas é melhor do que só montar algo que vem importado, se for assim é preferível só importar e ser for vdd o que o Antônio falou ganhar dinheiro através de royalties com as vendas. Minha duvida foi porque o Brasil pagou o desenvolvimento do míssil é provavelmente vão quere-lo saindo de fábricas brasileiras

  5. Há muitos anos atrás, quando eu ainda era Sgt da FAB, o Brasil desenvolvia o Piranha, o qual tive a oportunidade de ver um protótipo, no CTA. Que fim foi dado a esse projeto?

  6. James Chaves da Silva,

    meu caro, o míssil Piranha se encontra operacional na FAB já a algum tempo. Este míssil existe em duas versões até aqui, o MAA-1 e o MAA-1B.

    Abraço.

  7. Independência bélica é desejável e pode até ser vital, mas não podemos generalizar. Encomendamos caças com TOT, helicópteros com TOT, submarinos com TOT, parcerias para mísseis e lançadores de satélites etc. Agora analisem: Lançador de satélites, qual seria nosso custo/peso por lançamento? Hoje a Rússia nem a Nasa competem com a Spacex, uma empresa privada! Ok, então vamos atuar no segmento de microssatélites… Tomara que sim, só lembrando que a parceria fracassada com a Ucrania custou mais de um U$ 1Bi !
    Sobre o A-Darter, considere que não temos grande demanda interna e que há boas opções no mercado oferecidas por Israel, Rússia, US, França etc. Será que vale a pena investirmos neste projeto? Provavelmente SIM! Mas não creio que o sim seja resposta para todos os programas e parcerias atuais em nosso país. Israel não está desenvolvendo helicópteros nem caças e a CN dedicou-se a construir Nukes mas não se meteu a desenvolver submarino nuclear, não significa que não tenham interesse, apenas tiveram eleger projetos prioritários para receber recursos, acho que estão sendo mais coerentes do que nós que queremos fazer tudo ao mesmo tempo.

  8. WFonseca 31 de outubro de 2017 at 19:21
    Não estamos fazendo tudo ao mesmo tempo. Estamos priorizando projetos estratégicos. A Coreia do Norte desenvolveu artefatos nucleares e mísseis balísticos, que é a sua prioridade estratégica. Israel tem uma industria de armamentos poderosíssima, tanto é que participam até do FX-2 (tela WADE para o Gripen brasileiro). Israel tem suas particularidades, pode investir nos nichos que achar mais apropriado, pois está sob a proteção (nuclear) do EUA. O projeto do subnuc é vital para o Brasil, assim como o Gripen e o A-Darter. Isso não é muito, isso é o MÍNIMO

  9. O Brasil pode esperar pois os grispen a meu ver estão atrasados poderiam ser entregues um pouco antes.mas acho que deveriam ser adaptados para o f-5 e o amx. pois seria uteis manter pelo menos os amx por mais um tempo,pois pelo que sei ele e um bom bombardeiro ligeiro e o custo dele não e caro,e poderia ser usado em treinamento avançado e em missões que não compensasse usar o grispen.Quanto ao f-5 iriamos ir dando baixa a medida que os grispen fossem chegando.Quantos aos misseis só espero que venha em centenas e não em dezenas como é de costume.

  10. Alexandre Galante 31 de outubro de 2017 at 15:04
    É bom aprendermos alguma coisa com os contratos dos A-26 e A-29 para os EUA.

  11. A Mectron era da Odebrecht e como toda subsidiária dessa maldita empreiteira, ela vivia de contratos escusos com o GF. Nunca precisou fazer propaganda dos seus produtos efetivamente, nunca precisou se esforçar para vender algo. Bastava apenas ter contatos certos para ter contratos certos.

  12. WFonseca 31 de outubro de 2017 at 19:21
    Tomara que sim, só lembrando que a parceria fracassada com a Ucrania custou mais de um U$ 1Bi !
    É um pouco off-topic, mas… Nesse tema do ‘finado’ programa espacial brasileiro, um amigo de longa data (mas ‘louco de pedra!’, e de tempos pra cá metido a ‘Antonio Gramsci’!) soltou um pérola no FB (onde mais?) criticando o arrendamento da base de Alcântara aos Estados Unidos e outros interessados; na cabeça dele (e de muitos…) o acidente de 2003 foi devido a um complô…! (aquela lenga-lenga de sempre: de botar a culpa de nossas mazelas no imperialismo americano…!)

  13. Se a Mectron definhou o que aconteceu com todos aqueles projetos que estavam em andamento pela empresa, suas pesquisas, desenvolvimentos, conquistas e até produção de alguns itens desta empresa valiosíssima que era chamada de Missile House brasileira. E qual empresa fara a integração e montagem do A-Darter. Se alguem souber…

  14. “Leonel Testa 1 de novembro de 2017 at 8:22
    O A darter e superior ou semelhante ao PITON 5 ? digo mesma geraçao ?”
    ___________________________

    Python V é um míssil testado, homologado, efetivo, em uso etc
    http://www.rafael.co.il/5623-688-en/Marketing.aspx
    http://www.airforce-technology.com/projects/python-5-air-to-air-missile-aam-rafael-israel/
    ___________________________
    O A-Darter está em fase de testes, promete ser um bom míssil.
    Saberemos após o final dos testes.
    Fartos tópicos, recomendo leitura dos textos e comentários.
    http://www.aereo.jor.br/?s=A-DARTER

  15. fabio jeffer 1 de novembro de 2017 at 11:06
    Isso não tem sido muito divulgado, mas parece que a Avibras está assumindo boa parte dos projetos da finada Mectron

  16. Meus amigos, espero que o ADarter venha e em grande quantidades.
    Um colega sitou o AMX
    Aguem sabe os planos para esta aeronave, por quanto tempo vamos contar com ela? quantos estão operacionais?
    e se é possivel modernizalas para extender sua vida?
    Nunca vi elas com grande importancia, porem ao estudar suas capacidades, achei impressionante o seu valor estratégico. Abraços.

  17. GeneralSofá 31 de outubro de 2017 at 23:51

    O alcance dos mísseis é sigiloso. E os próprios fabricantes costumam dar números contraditórios.

  18. Renan, o AMX é um ótimo avião pro que foi projetado. A FAB pretende/pretendia dar uma sobrevida ao avião com a modernização que é realizada pela Embraer. Mas com os cortes no orçamento não sei como anda…ele deve ser substituído por novos lotes de Gripen. Um avião muito mais moderno, muito mais capaz.

  19. André Luiz.’. 1 de novembro de 2017 at 10:35

    Mas o boicote ao programa espacial brasileiro pelos EUA é um fato de conhecimento geral e documentado, vide os documentos do WikiLeaks.

    https://www.google.com.br/amp/s/oglobo.globo.com/mundo/eua-tentaram-impedir-programa-brasileiro-de-foguetes-revela-wikileaks-2832869%3fversao=amp

    Sobre a suposta sabotagem, houve sim suspeita, mas por parte da França, inclusive não se pode provar o envolvimento da França no caso. O que é diferente de descartar esse envolvimento.

  20. Hélio 1 de novembro de 2017 at 15:49
    Bem, Hélio, a gente nunca pode descartar por completo… Mas, pelo que li a respeito, o acidente foi a consequência de uma cadeia de erros, como o é qualquer acidente!: “A comissão de investigação descartou a possibilidade de sabotagem, de grosseira falha humana ou de interferência meteorológica, mas apontou ‘falhas latentes’ e ‘degradação das condições de trabalho e segurança’, entre eles saídas de emergência que levavam para dentro da própria TMI, além de estresse por desgaste físico e mental dos tecnologistas.http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2016/08/maior-acidente-do-programa-espacial-brasileiro-completa-13-anos.html
    Que o desenvolvimento do programa espacial brasileiro ia na contramão dos interesses americanos, é compreensível, por ‘n’ razões de caráter estratégico deles. Mas, para mim, é risível a grita que existe por parte daqueles de pensamento à esquerda (caso do amigo que citei) de que o Governo Federal não possa arrendar Alcântara aos EUA e/ou outros para o lançamento de satélites, etc, ou mesmo se (re)aproximar dos EUA visando desenvolver a capacidade tecnológica brasileira na indústria espacial, ao invés da Ucrânia — uma parceria que não deu certo… O realinhamento com os EUA nesse e em outros campos relativos a defesa e tecnologia em geral é questão de pragmatismo, que não deveria ser descartado por, no meu entendimento, ‘ranço ideológico’…!
    Bem, é como eu penso, né?
    Abraços!

  21. “Manuel Flávio 1 de novembro de 2017 at 13:35
    GeneralSofá 31 de outubro de 2017 at 23:51

    O alcance dos mísseis é sigiloso. E os próprios fabricantes costumam dar números contraditórios.”
    _____________________________________

    Como ? Não entendi, pode me explicar ? Sou novato !

  22. Ricardo Da Silva 1 de novembro de 2017 at 9:09
    Alexandre Galante 31 de outubro de 2017 at 15:04
    É bom aprendermos alguma coisa com os contratos dos A-26 e A-29 para os EUA.

    Ricardo, o que você quis dizer com A-26?

  23. “JT8D 31 de outubro de 2017 at 20:03
    WFonseca 31 de outubro de 2017 at 19:21
    Não estamos fazendo tudo ao mesmo tempo. Estamos priorizando projetos estratégicos. A Coreia do Norte desenvolveu artefatos nucleares e mísseis balísticos, que é a sua prioridade estratégica. Israel tem uma industria de armamentos poderosíssima, tanto é que participam até do FX-2 (tela WADE para o Gripen brasileiro). Israel tem suas particularidades, pode investir nos nichos que achar mais apropriado, pois está sob a proteção (nuclear) do EUA. O projeto do subnuc é vital para o Brasil, assim como o Gripen e o A-Darter. Isso não é muito, isso é o MÍNIMO”
    Ass. embaixo.
    Parece que o colega WFonseca tem uma visão (ou até torcida) bem limitadora do nosso país. Pois essa sua mesma argumentação aqui exposta vem se repetindo em outros posts.

  24. Talvez teria sido mais vantajoso se tivessem investido no desenvolvimento de um míssil de desempenho e características superiores as do Umkhonto, para substitui-lo na atual função.
    .
    Seria um míssil para equipar os navios da MB e solucionar o problema da defesa de média altitude.

  25. O alcance de um míssil ar-ar para combate no alcance visual tem que ser observado tendo em vista dois aspectos: a capacidade cinética e a capacidade de software do sistema de busca.
    A capacidade cinética depende de quão longe o míssil pode ir sob controle do sistema de processamento. Essa capacidade depende das condições externas (velocidade e altitude da aeronave lançadora), da aerodinâmica do míssil, do desempenho do motor foguete, da capacidade da bateria, da reserva de fluídos, da sofisticação sistema inercial, etc.
    Já a capacidade do software do sistema de míssil o qualifica como capaz de operar no modo LOBL (trancamento antes do lançamento) e/ou LOAL (trancamento após o lançamento).
    Os mísseis ar-ar de curto alcance mais antigos operavam só no modo LOBL e o limite do alcance era determinado pela sensibilidade do seeker térmico. Não importava se o míssil tinha um desempenho cinético capaz de levá-lo a 30 km de distância se ele só podia “ver” o alvo a 5 km.
    Com o advento de seekers térmicos mais sensíveis, notadamente os de formação de imagem, esse alcance se estendeu para bem mais longe e hoje está na casa dos 30 km em algumas situações específicas (de altitude, etc.). Alguns até podem servir como IRST quando ainda no trilho (???).
    Mais recentemente foi desenvolvido a capacidade de trancamento LOAL, com o aumento da capacidade de processamento e da IA. Os israelenses diziam que um Python V tinha mais capacidade de processamento que toda a frota de F-16 que eles tinham.
    A capacidade LOAL permite que o míssil tranque (adquira) num alvo depois de lançado, por conta própria. Isso permite que todo o potencial cinético do míssil possa ser aproveitado já que o míssil não fica limitado à sensibilidade do seu seeker.
    A título de curiosidade, a distância visual (WVR) é tida como sendo de até 20 km. Entre 20 e 35 km é considerado NBVR (quase BVR) e BVR acima de 35 km.
    Na prática os combates visuais com mísseis WVR se dão numa faixa de 5 km.
    O A-Darter é considerado um míssil de 5ªG , tendo um seeker com formação de imagem térmica com capacidade LOAL. Já o “corpo” do míssil é compatível com um desempenho cinético na faixa de 20 a 30 km, como os seus homólogos.

  26. O míssil MAA-1 não existe e nem nunca esteve operacional. Ouvi dizer que o MAA-1B funcionou, mas, salvo melhor juízo, nunca teve produção seriada. A FAB não adquiriu.
    O ¨engenheiro do ITA¨que corrigiu o projeto na realidade é um Tenente Engenheiro (Iteano, sim) da FAB, que trabalha no GAC-A-Darter, na DENEL, em Johanesburg. Outros oficiais engenheiros nossos também resolveram outros problemas do projeto.

  27. Carlos Alberto Soares 1 de novembro de 2017 at 19:34

    Exemplos:
    O A-Darter já foi divulgado pelos fabricantes ao longo do tempo com alcance de 8, 12, 18km.
    O MAR-1 com 50km, 60km, ou segundo um engenheiro da empresa certa vez ouvido numa matéria quase 100km.

    P.S.: Antes de alguém observar que existem diversos fatores que influenciam no alcance, já antecipo que o Universo todo, quiçá outras dimensões, já sabem disso. Estou me referindo aos dados passados por fabricantes.

  28. JT8D e Farroupilha, boa tarde.
    Embora leigo, tenho uma opinião em relação ao tema e concordo com o colega WFonseca.
    E por ter opinião convergente com este, não acredito que eu tenha uma visão ou torcida limitadora em relação ao nosso país.
    Para qualquer projeto na vida, seja pessoal, profissional, empresarial ou estatal, é necessário ter foco. Enquanto humanos, temos duas mãos, em regra, e mal conseguimos alcançar duas coisas ao mesmo tempo, quem dirá várias. Estamos sim, tentando ter tudo e com produção nacional. Resolvemos construir submarinos e também corvetas. Há uma grande intenção de haver alguma (ou grande nacionalização) do projeto que leve o Prosuper (se um dia esse sair do papel). Há quem defenda um patrulheiro naval oriundo do KC390 ou algum outro avião da Embraer. Os caracais foram com o tal TOT. Enfim, exemplos não faltam.

    No papel é muito bonito defender um país com independência tecnológica militar. Mas nem EUA, nem Rússia a possui, simplesmente porque não querem. Não é interessante. Há toda uma questão a ser analisada. Há o elevadíssimo custo Brasil. Há a baixa qualidade e necessidade de prévia qualificação de mão de obra. Há a demanda e possível escala.

    Em caso de um conflito que envolva o Brasil, em quanto tempo conseguiremos construir um Caracal antes que uma bomba destrua a fábrica da Helibrás? E antes que outra bomba derrube o estaleiro, quantas Tamandarés conseguiremos construir? É um ponto a se analisar. Devemos priorizar aquilo que há demanda interna e externa, o que é estratégico, o que é de rápida produção em série, etc.

    Nesse sentido, defendo nacionalizar, o máximo possível, equipamentos de uso pessoal, projéteis de baixo e grande calibre de uso preferencialmente uniformizados nas três forças, foguetes e mísseis (o quanto possível). Após, projetos que possuem grande demanda, como o Guarani, Astros, um sistema de defesa de baixa altura (Igla, RBS70). No âmbito da MB, no máximo, os navios patrulha, outros navios de apoio logístico e construção menos complexa e meios de atuação fluvial. Além destes, projetos estratégicos ou que são fornecidos com limitações no mercado internacional, como o Gripen, o KC390 e até os submarinos.

    No resto, Aviões de patrulha e logística, helicópteros, artilharia, MBT’s, meios de defesa antiaérea de média e grande altura, corvetas, fragatas etc, creio que a melhor saída são compras de prateleira com boas negociações de offsets, usando e abusando do bom FMS americano.

    É a minha opinião. Prefiro foco em soluções certeiras, do que tentar fazer tudo e não fazer nada.

  29. Felipe Morais 3 de novembro de 2017 at 13:01
    Talvez o amigo não tenha entendido meu comentário. Sucintamente, o que quis dizer é que acho que o subnuc, o Gripen e o A-DArter projetos estratégicos e essenciais. Já o caracal é uma aberração, não tem nada de estratégico e gostaria de ver na cadeia todos os envolvidos.
    Há projetos e projetos. O problema é que, por conta do mau uso dos recursos públicos que ocorre sistematicamente no pais, alguns querem colocar tudo num mesmo saco, dizendo “vamos cancelar tudo e comprar tudo de prateleira”. É com esse tipo de generalização que eu não concordo

  30. Felipe Morais 3 de novembro de 2017 at 13:01,
    Boa tarde Felipe, Como não só vc mas outros acreditam que compras generalizadas de prateleira sejam positivas deixo algo aqui para reflexão.
    Compras de prateleira para o Brasil, que precisa desenvolver montanhas de tecnologias pois somos campeões de perdermos o bonde da História, só servem se foram de material usado. Aí sim pode resolver algumas lacunas, um pouco apenas. Ex: A compra de oportunidade dos Guepards para defesa de ponto de tropas.
    Já comprar armamento novo de prateleira é simplesmente transferir capital para povos do estrangeiro desenvolverem suas tecnologias e gerarem milhares de empregos lá fora. Ou seja é incoerente.

    Quanto a alardear que o Brasil quer fazer tudo ao mesmo tempo… Vivo em outro Brasil pelo jeito, pois o que conheço e vivo está totalmente atrasado,parado até, em várias áreas tecnológicas e precisaria tocar milhares de novos projetos a nível nacional ao mesmo tempo, pois o tempo não para.
    Estamos carentes… Exs: astronáutica orbital, astronáutica Deep Space, astronomia de grandes telescópios terrestres, astronomia de telescópios orbitais, radioastronomia, exploração lunar, sistema de satélites de posicionamento global próprio, centenas de novos e modernos presídios, centenas de novas universidades, porta aviões, caça de 5ºG, AAA de baixa-média e alta altitude etc.
    Esses projetos atuais não são quase nada. Mas podem parecer muito, para alguns, tendo em vista que antes deles ficamos muitos anos sem tocar absolutamente nada de importante mesmo. Como disse o nosso colega JT&D estamos é fazendo o mínimo.
    Abç!

  31. Prezados, boa tarde.

    As forças armadas possuem atribuições definidas na Constituição Federal: “(…) destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

    Não podemos colocar toda a necessidade de desenvolvimento industrial na conta das FA’s. Especialmente, tratando-se de nossa realidade, em que boa parte das verbas são destinas à missões outras além das funções primárias.

    Há funções primárias a atender. Então, sendo objetivo, deve-se analisar até que ponto é viável, visando atender inicialmente estas funções, optar por desenvolver nacionalmente. Citei vários aspectos que devem ser considerados lá encima. E reitero. Nem EUA com seu orçamento militar estratosférico, opta por produzir tudo nacionalmente. É uma questão de foco na missão.

    “Já comprar armamento novo de prateleira é simplesmente transferir capital para povos do estrangeiro desenvolverem suas tecnologias e gerarem milhares de empregos lá fora. Ou seja é incoerente”. Não vejo incoerência nenhuma. Seguindo sua lógica, devemos nos fechar e encerrar as importações de qualquer país, pois estaríamos transferindo capital e gerando emprego lá fora.

    É necessário entender a situação. Não dá para comparar a situação do Brasil com a situação da Inglaterra, Coreia do Sul, Alemanha, Suécia etc, que possuem bases industriais consolidadas há décadas e décadas.

    Do que adianta passar a produzir tudo nacionalmente, pagando o olho da cara, sem escala, sem nada? Teremos Marinha de 04 corvetas e 05 submarinos, Força aérea com 36 gripens mais alguns KC390 e Exército com algumas baterias de pantsir. Isso tudo com alguma meia dúzia de mísseis e torpedos. E olhe lá, se houver grana para pagar tudo isso, sem deixar infante passar fome. Fora que, indústria sem demanda é nada. Exportaremos mão de obra qualificada, como aconteceu bastante nos últimos anos.

  32. Felipe Morais 3 de novembro de 2017 at 17:58
    Não tem sentido falar em escala no caso de subnucs. E, como já deixei claro no comentário anterior, me refiro a apenas alguns projetos como estratégicos. Ou você não entendeu meus comentários, ou está tentando desviar o assunto propositalmente. Vou repetir: sou contra generalizações do tipo “devemos comprar tudo de prateleira” ou “devemos fazer tudo aqui”. Também sugiro que você torne seus comentários mais concisos. Respostas prolixas e divagativas apenas contribuem para que se desvie o foco daquilo que se está debatendo

  33. Me parece que você quem não conseguiu compreender que escrevi o último comentário em resposta ao colega de cima.

    “ou está tentando desviar o assunto propositalmente”.

    Realmente não consegui compreender como eu poderia estar tentando desviar o tópico e para onde. Se puder esclarecer, talvez me ajude a evitar essa postura.

    “Também sugiro que você torne seus comentários mais concisos. Respostas prolixas e divagativas apenas contribuem para que se desvie o foco daquilo que se está debatendo”.

    Agradeço a sugestão. Entretanto, na minha opinião, não “divaguei”. Apenas argumentei e apresentei exemplos dentro de minha restrita qualificação técnica para tratar do assunto.

    Agradeço novamente à sugestão, mas prefiro manter meu padrão de resposta, em que apresento meu ponto de vista baseado em argumentos que acredito serem corretos e, se possível, com exemplos.

    Abraços.

  34. A matéria faz citação que o A-Darter Sul-Africano que a Denal recebeu a ordem de compra de seu governo e atrasará por dois anos.
    Até prova em contrário os Gripens Brasileiros (QUANDO chegarem) só receberão mísseis A-Darter se o “governo brasileiro” colocar no futuro um pedido a DENEL sul-africana.

    “A conclusão bem sucedida dos ensaios de disparo significará a CONCLUSÃO da fase de desenvolvimento de mísseis E A COOPERAÇÃO COM O BRASIL”

    CAPICHE ?

    A Lava-jato fulminou a Oderbretch e com ela a Mectron…
    A-Darter produzido NO BRASIL simplesmente, a princípio, não vai mais acontecer…

    AINDA não entenderam esta OBVIEDADE ?

  35. Gente, mas não é esperar demais de um míssil com raio de ação de apenas 12 km? Muito pouco acima do Piranha, que não sei se faz direito seu papel! Lógico que já é alguma coisa, mas nossa indústria, em parceria, não seria capaz de desenvolver algo entre 20 e 30 kms? Os aviões modernos atacam bem há mais que essa distância, e assim esses A-Darter ficariam mais para defesa das aeronaves mesmo! Um gasto que acho totalmente desnecessário é um porta-aviões para o Brasil! Acho que porta-aviões só serve para levar uma força aérea a um determinado local onde se queira atacar e essa não é a situação do Brasil! Jamais nos defenderíamos de qualquer força aérea invasora partindo de um porta-aviões com aviões antigos! Não seríamos páreos nem para defender o porta-aviões, imagina atacar alguém! E defender o território nacional, partindo de bases terrestres é bem mais razoável, mais eficiente, mais lógico! Um porta-avioes antigos, com aviões antigos, nada mais seria que um alvo fácil de ser neutralizado!

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