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Programa do míssil ar-ar A-Darter atinge maturidade

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Míssil ar-ar A-Darter, de quinta geração
Míssil ar-ar A-Darter, de quinta geração, desenvolvido em conjunto pela África do Sul e pelo Brasil

Por Darren Olivier

O míssil ar-ar de curto alcance guiado por infravermelho A-Darter (SRAAM – Short-Range Air-to-Air missile), desenvolvido em conjunto pela África do Sul e pelo Brasil e co-financiado por suas respectivas forças aéreas, acabou sendo uma conquista impressionante, com números de desempenho além do que muitos acreditavam que a parceria poderia produzir.

Como míssil de quinta geração, com alcance máximo superior a 20 km, velocidade máxima em torno de Mach 3, um sensor infravermelho de imagem de duas cores (SWIR & MWIR), com uma taxa de varredura de 120º, ângulo de visão de 180º e reconhecimento de alvo, padrões de varredura selecionáveis ​​no cockpit, excelente rejeição a reflexos e chaff, mecanismo de foguete com pouca fumaça e extrema agilidade dos controles de vetor de empuxo, permitindo girar a mais de 80 g, o míssil A-Darter está na mesma classe que os mísseis como o AIM-9X, ASRAAM, IRIS-T, MICA e Python 5.

Além disso, apenas alguns outros países, EUA, Reino Unido, França, Alemanha, China, Rússia, Japão e Israel conseguiram projetar e colocar em prática um SRAAM de quinta geração nessa classe.

Ainda mais impressionante, o A-Darter foi desenvolvido a um custo total em 10 anos de apenas cerca de US$ 254 milhões e era um projeto que partiu do zero, sem o uso de componentes ou subsistemas existentes das famílias de mísseis que a Denel ou a SIATT (anteriormente Mectron) já haviam produzido. Como ponto de comparação, o desenvolvimento do AIM-9X Sidewinder custou cerca de US$ 850 milhões nos termos atuais e foi uma atualização do AIM-9M existente.

O fato de o A-Darter ter sido desenvolvido com um orçamento tão apertado é um crédito para sua equipe de projeto, composta por um grupo principal de cerca de 30 engenheiros e gerentes e uma equipe total de projeto de cerca de 100 pessoas de Denel Dynamics, SIATT, Avibras & Opto Eletrônica, além de representantes em tempo integral das forças aéreas sul-africana e brasileira. A abordagem de engenharia de sistemas usada no programa foi eficaz na redução de riscos e na manutenção de custos sob controle. O uso extensivo de ferramentas de simulação, como o Optronic System Simulator (OSSIM) desenvolvido pela Denel Dynamics e o CSIR, foi fundamental para reduzir custos, pois significava que apenas 34 mísseis, dos quais apenas 18 tiveram lançamento aéreo, eram necessários para o desenvolvimento completo e processo de qualificação. Programas similares usaram regularmente mais de 60 mísseis para a mesma tarefa.

Nem tudo correu como planejado, é claro. Desacelerações econômicas no Brasil e na África do Sul, alguns contratempos técnicos e dificuldades ocasionais em obter tempo para a área dos testes atrasaram o desenvolvimento em pontos-chave, adiando a data em serviço mais tarde do que o inicialmente previsto. Além disso, a crise de gestão e financiamento na Denel causou atrasos na fase de industrialização de mais de um ano, e a decisão da Odebrecht, ex-proprietária da Mectron, de se desfazer do negócio de defesa atrasou a criação da linha de produção brasileira. Se não fosse pelas questões da Denel e da Odebrecht, o A-Darter já estaria em serviço.

Como resultado, a integração pretendida nos F-5EMs do Brasil foi cancelada e a do Hawk Mk120 da África do Sul atrasou indefinidamente. No entanto, a integração nos Gripens da Força Aérea da África do Sul foi concluída e Denel foi contratada para integrar o A-Darter nos 36 novos Gripen E/F do Brasil quando eles entram em serviço.

Em março de 2015, a Força Aérea da África do Sul fez uma encomenda de produção no valor de US$ 66 milhões para um número não especificado de mísseis A-Darter. Extrapolando a partir de estimativas informadas sobre o custo unitário, isso provavelmente significa uma encomenda de algo entre 60 e 80 mísseis, dos quais entre 10 e 20 podem ser mísseis de treinamento. O Brasil ainda não colocou uma encomenda de produção completa, embora seja esperada para breve.

Lançamentos

Lançamento de teste do A-Darter
Lançamento de teste do A-Darter

Portanto, agora, com seu conjunto final de quatro lançamentos de qualificação, incluindo uma verificação espetacular de sua capacidade de atingir alvos por trás de sua aeronave de lançamento, e a industrialização completa do míssil ar-ar de curto alcance (SRAAM) guiado por IR de quinta geração A-Darter está entrando em produção em larga escala.

Esses quatro lançamentos guiados, chamados S1.1 a S1.4, foram realizados no final de 2017 contra os drones alvo Skua na Overberg Test Range de Denel, perto de Bredasdorp, no Cabo Ocidental, cada um replicando e verificando um tipo diferente de cenário de combate aéreo. Em todos os casos, o Gripen da Força Aérea da África do Sul (SAAF) foi a plataforma de lançamento.

O primeiro a ser testado foi um cenário Lock-On After Launch (LOAL) de longo alcance, onde o A-Darter foi disparado em modo de voo livre a longo alcance antes que seu buscador de infravermelho a bordo tivesse travado no alvo. Baseando-se apenas em sua unidade de medição inercial (IMU) e nas coordenadas e trajetórias de voo programadas do Skua antes do lançamento, o A-Darter navegou para onde esperava que o Skua estivesse, adquiriu um travamento sólido quando seu buscador atingiu o alcance, e destruiu o drone com um acerto direto.

O segundo cenário foi o mais dramático, mostrando o alto nível de agilidade do A-Darter, com tolerância de +80 g, campo de visão amplo e grande capacidade de direcionamento de mira (HOBS), quando o míssil girou 180 graus após o disparo. Ele engajou o alvo Skua que estava voando atrás da aeronave de lançamento, passando com sucesso perto o suficiente para ter destruído o alvo se a espoleta estivesse ativada.

Tanto o terceiro como o quarto cenários foram ‘blow-through’, nos quais o A-Darter foi disparado contra o alvo enquanto era bombardeado com contramedidas eletrônicas (ECM), e o míssil teve que usar sua contra-contramedidas eletrônicas (ECM) a bordo para ignorar todas as tentativas de chamarizes (flares) e ainda atingir o drone alvo Skua.
Todos os quatro testes foram bem-sucedidos, atendendo aos rígidos requisitos de aceitação estabelecidos no início do programa. Como resultado, o A-Darter está liberado para total uso operacional e de combate.

Alvo aéreo Skua, usado nos testes do A-Darter
Alvo aéreo Skua, usado nos testes do A-Darter

Para colocar esse marco em outro contexto, vale a pena examinar brevemente a história do projeto, bem como a questão de por que ele foi perseguido, em vez de apenas comprar mísseis existentes.

A história do A-Darter começou no início dos anos 90 com uma exigência interna da equipe da SAAF de um novo SRAAM para substituir o U-Darter. Nos anos seguintes, algumas propostas e programas de desenvolvimento de tecnologia foram alternados, mas foi somente por volta do ano 2000 que o design básico do A-Darter foi finalizado.

No entanto, em 2001, quando a SAAF iniciou formalmente o Projeto KAMAS para a aquisição de um SRAAM, o fez com a intenção de adquirir um míssil estrangeiro existente, porque não podia arcar com os custos do desenvolvimento do A-Darter até sua conclusão.

Assim, a Denel Dynamics e o governo sul-africano procuraram parceiros estrangeiros dispostos a aderir ao projeto A-Darter em troca de transferência de tecnologia. O Brasil, que buscava aprimorar as capacidades de sua indústria de defesa e também adquirir mísseis de quinta geração, concordou e em 2006 assinou o acordo formal de parceria.

Como o KAMAS era puramente um programa de aquisição e não um programa de desenvolvimento, o Projeto ASSEGAAI foi iniciado em meados de 2006 para lidar com todo o trabalho de desenvolvimento e industrialização do A-Darter. A intenção era ter esses dois projetos lado a lado, com o KAMAS sendo usado primeiro para adquirir um SRAAM interino, o Diehl IRIS-T, em pequenos números para equipar a SAAF durante a a Copa do Mundo de Futebol da FIFA 2010 e, em seguida, para que permanecesse em espera até a conclusão do ASSEGAAI e fosse necessário adquirir o novo míssil. Assim, com os voos de qualificação de 2017, o ASSEGAAI está concluído e em breve terminará, enquanto os 60-80 mísseis encomendados em março de 2015 e potencialmente qualquer integração no jato Hawk Mk120 caem sob o KAMAS.

Integração no Gripen

Curiosamente, a integração inicial do A-Darter ao Gripen C e D foi feita como parte do Projeto UKHOZI, o programa de aquisição do Gripen, entre 2007 e 2012. Isso ocorre porque a integração foi incluída no contrato de compra da SAAF com a Saab para a aeronave, e enquanto a integração foi realizada na Escola de Voo e Desenvolvimento de Testes da SAAF em Overberg, era responsabilidade da Saab garantir que isso acontecesse dentro do prazo e do orçamento.

Um efeito colateral indesejado desse processo paralelo foi que alguns elementos da integração tiveram que começar sem todos os aspectos do desenvolvimento do míssil concluídos, forçando algum planejamento e reconfiguração inteligentes para garantir que os resultados corretos ainda fossem alcançados.

Depois, há a questão do porque foi decidido desenvolver o A-Darter em vez de apenas comprar uma opção já existente, como o IRIS-T já adquirido como arma provisória. Afinal, enquanto 3,6 bilhões de Rands (US$ 243 milhões) são baratos em termos comparativos, é caro quando se considera que comprar 60 mísseis IRIS-T custaria apenas cerca de 500 milhões de Rands (US$ 33,8 milhões).

A-Darter em Gripen

A resposta e a justificação estão centradas em alguns argumentos estratégicos.

Primeiro, países que não pertencem à OTAN e não alinhados como a África do Sul e o Brasil nunca terão acesso total aos detalhes técnicos, algoritmos de bordo e bibliotecas de ameaças de um míssil como o AIM-9X, ASRAAM ou IRIS-T, o que significa que seus pilotos teriam apenas um palpite sobre o desempenho da arma em combate, que pode ser impreciso. O combate aéreo moderno é tão complexo que até pequenos erros ou mal-entendidos sobre o envelope de voo podem causar tiros fracassados, como foi visto em 2017 quando um obsoleto Su-22 sírio foi capaz de disparar flares e fugir de um míssil de primeira linha AIM-9X disparado por um F/A-18. Com o A-Darter, a SAAF conhece o desempenho do míssil nos mínimos detalhes e programou esses modelos nos sistemas de simulação da AFB Makhado e no Gripens pilotados pelo 2 Squadron, para que seus pilotos estejam sempre cientes do que esperar e como para usá-lo ao máximo. Além disso, a SAAF pode criar e atualizar suas próprias bibliotecas e algoritmos de ameaças personalizados no A-Darter, garantindo que esteja sempre preparado para os tipos de aeronaves que o 2 Squadron possa enfrentar.

Segundo, as habilidades aprendidas e as novas técnicas desenvolvidas durante o programa A-Darter e as melhorias feitas em softwares de simulação como o OSSIM tiveram um impacto direto e extremamente positivo no entendimento do CSIR e da SAAF sobre as modernas ameaças de mísseis IR e a melhor maneira de combatê-las com alertas, contramedidas direcionadas por infravermelho (DIRCM) e outros mecanismos. O programa A-Darter levou ao desenvolvimento de sofisticados classificadores de imagem a bordo, usando redes neurais para identificar corretamente aeronaves, foguetes, nuvens e o solo, que podem ser facilmente revertidos para descobrir como enganar classificadores de alta tecnologia semelhantes.

Isso aprimora diretamente a capacidade de sobrevivência de aeronaves da SAAF em outras partes da África, especialmente porque os MANPADS por infravermelho de imagem com duas cores continuam a proliferar como uma ameaça.

Terceiro, o programa A-Darter criou um grande número de novos engenheiros e outros empregos de alta qualificação, não apenas na Denel Dynamics e suas contrapartes no Brasil, mas também nas 200 outras empresas aeroespaciais e de defesa locais que contribuíram para a fase de desenvolvimento e 150 empresas locais que fazem parte da produção em larga escala.

Foi relatado pela Academia Real de Engenharia que, para cada aumento de 1% no índice de engenharia de um país, medido como a soma total das habilidades de engenharia de alto nível, há um aumento simultâneo de 0,86% no PIB.

Sem programas de alta tecnologia como esse, a África do Sul pode não ser capaz de criar ou manter habilidades em áreas como cerâmica de alta temperatura, buscadores sofisticados de imagem por infravermelho, espoletas a laser, aerodinâmica de alta velocidade, eletrônica robustecida e assim por diante.

Quarto, é um adágio simples do desenvolvimento de alta tecnologia que cada programa subseqüente se torne progressivamente mais fácil e mais eficaz, porque você poderá aproveitar os sucessos, lições aprendidas e habilidades de seus antecessores. Isso é bastante claro no caso do A-Darter, pois o programa subsequente de mísseis BVR Marlin de 100km+ de alcance e os programas de mísseis ar-ar de curto alcance Mongoose-3 e Cheetah progrediram muito mais rápido e mais barato do que seria o caso. Isso não apenas abre potenciais mercados de exportação, mas fornece novas opções táticas para a SAAF.

Quinto, fornecendo um SRAAM de quinta geração sem ITAR com menos limites de exportação do que muitos de seus concorrentes, o A-Darter pode se tornar um sucesso de exportação e uma fonte de renda estrangeira para a Denel Dynamics e para a África do Sul como um todo. A Saab já o está comercializando como uma opção padrão no Gripen C/D e no próximo E/F, e há um grande interesse por parte de vários países. Esse tipo de sucesso nas exportações não era o objetivo principal do programa, mas será um efeito colateral vantajoso.

Em suma, o A-Darter demonstra um modelo de sucesso para o desenvolvimento local de sistemas de alta tecnologia, como mísseis ar-ar, que podem ser competitivos com os melhores do mundo. Nem todas as armas que a SAAF precisa valerão a pena desenvolver localmente, nem sempre haverá um parceiro estrangeiro disponível, mas é uma estratégia que deve ser cuidadosamente considerada e adotada nos casos em que faça sentido prático. Os benefícios para a indústria local e para a economia como um todo são evidentes.

FONTE: African Defence Review

83 COMMENTS

  1. Decisão muito acertada fo Brasil entrar nessa parceria. Não é porque temos cometido muitos erros que os acertos não devam ser reconhecidos. Parabéns aos envolvidos

  2. Segundo o texto, os US$ 60 milhões seriam pra comprar entre 60 e 80 mísseis, ou seja, entre US$ 750 mil e US$ 1 milhão por míssil e o contrato da SAAF pelos IRIS-T é de US$ 33,8 milhões por 60 mísseis, ou seja, uns US$ 560 mil por míssil… O AIM9X custa cerca de US$ 600 mil aproximadamente e o Python-5 cerca de US$ 500 mil segundo informações encontradas na internet.

    O seu desempenho justifica quase o dobro do preço para o A-Darter? Percebam que nem inclui o investimento no desenvolvimento que pra mim é justificável pela inteligência toda do processo, apenas comparando o pacote de encomenda. Seu preço final é quase o do Derby.

    Essa diferença pode ser pela falta de escala? Se for isso a venda para mais países após integração com outras aeronaves poderia ajudar, mas se for custo mesmo do equipamento, aí complica rever processos, custos trabalhistas, infra etc… Ah, desculpem a desinformação minha, mas a FAB tem alguma participação em royalties caso haja venda para um terceiro país?

    Sds.

    • Lotes iniciais de armamento são sempre mais caros. Isso ocorreu com AIM-9X, IRIST-T, ASRAAAM. Não tem como fugir disso.

      Encomendas subsequentes e mais numerosas verão o custo cair substancialmente.

      Já as vantagens de participar do desenvolvimento de armamentos, isso é conversa longa que eu não estou com disposição para digitar agora 🙂 Mas sim, vale a pena, se você quiser levar defesa à sério.

    • Pra responder se vale a pena faça o seguinte: pegue dois países com orçamento militar parecido: Arábia saudita que compra tudo e não produz nada e Índia, que fabrica vários equipamentos, em qual desses vc apostaria suas fichas em um conflito regular e qual destes vc acha que tem potencial de crescimento.

    • Prezado Theo Gatos
      Esta sua preocupação é válida e independente se o preço vai cair ou não, BR e AS podem usar um argumento favorável à compra deste míssil. Ele não sofrerá embargos por parte de quem quer que seja.
      Desde que não possua componentes de países da OTAN. Neste particular o Bosco poderia ajudar.
      Caso seja um desenvolvimento 100% nativo, poderá ser vendido a quem quer que esteja disposto a comprá-lo. Sem o risco de ter seu fornecimento suspenso só porque algum dirigente de algum país, com dor de cotovelo, se oponha à exportação.
      Abraço

      • Sem falar que com fabricação local, de certo modo, o dinheiro não sai do país e são gastos no país e parte retorna em imposto e ajuda a balança comercial e o câmbio.
        Menos dólares que vão embora.

    • Obrigado pelas respostas pessoal! Como disse minha opinião é favorável à participar do programa, vejo sim vantagens, só não sabia se em desempenho ele justificava o preço a mais, mas entendo o ponto do Clesio sobre lotes iniciais!
      .
      Sobre o conflito suposto acho que depende muito da situação e cenário, eu apostaria mais fichas na AS montada em 10 F15 contra a Índia com 50 Tejas (considerando o desenvolvido na Índia), ou na Coreia do Sul com o F35A contra a Coreia do Norte… Sei que conflitos duradouros podem gerar cenários diversos de embargos etc, mas dependendo do desempenho a guerra, ou pelo menos a neutralização do inimigo, acontece relativamente rápido, não havendo invasão, talvez vários meses de guerra não sejam necessários…
      .
      Sds e bom fim de semana!

      • Theo Gatos,
        Não esqueçamos que comparando o programa GRIPEN NG com o A-DARTER, o Brasil terä seus primeiros lotes de caças mais caros do que os advindos no futuro.
        Os primeiros lotes sempre trazem em seu bojo o valor agregado da transferência tecnológica.

        • Lógico que a GRANDE diferença entre os projetos A-DARTER e GRIPEN fundamentalmente, está em que um teve desenvolvimento em conjunto e o outro uma transferência de toda metodologia tecnológica de construção.

    • Eu nunca acreditei que realmente exista milagre ! Se o míssil for realmente caro, é porque integra tecnologia de ponta !

      De qquer forma… A matéria é clara, não se sabe qtas unidades foram adquiridas.

    • meu caro, o conhecimento custa caro. Todos os mísseis que mencionou já amortizou há tempo o seu desenvolvimento e portanto podem vender mais barato . Enfim , ou vc paga para ter independência ou fica sempre com o pires na mão mendigando . Detalhe importante : depois das compras iniciais por parte dos países envolvidos, o custo tende a cair sempre e portanto seremos concorrentes daqueles que hoje querem nos vender o material pronto .

      • O Brasil não precisa fabricar tudo, mas algumas coisas nenhum país grande pode abdicar de ter conhecimento. Essas últimas iniciativas com o Gripen e com o submarino nuclear refletem esse pensamento. O Exército Brasileiro tb deveria ter um programa nacional em alguma área estratégica (o Guarani e o IA2 apesar de serem estratégicos não é o tipo de coisa a qual me refiro). Em minha opinião o Brasil já deveria estar projetando a maior parte de um MBT ou algum sistema de defesa aérea terra-ar de médio alcance com tecnologia nacional em parceria com algum país com o mesmo pensamento.

    • Não, não. O que é bom mesmo é nunca ter tecnologia, nunca investir em nada e sempre comprar e depender dos outros, aliás, torcendo e rezando para não sofrer um embargo ou embargo como a sofreu a Argentina com a França durante a Guerra das Malvinas. Isso tudo é burrice é jogar dinheiro fora, o bom é comprar baratinho e nem conseguir imaginar como é feito. Aproveita e exporta 100% de nossos engenheiros.
      Put… por favor!

  3. Excelente. Caminho aberto para o Marlin BVR +100 km de alcance, Marlin antiaéreo com 60 km de alcance e quem sabe um Super Marlin antiaéreo com 300 km de alcance também. rss.
    Junto com o MANSUP, MANAER, MANSUB e com os AVTM do exército, MICLA-BR da FAB e uma versão para a MB.
    AI só falta lançar o MAR-2.

    • Luís,
      Se me permite, só um adendo nas suas elucubrações. A redução do alcance nominal de um míssil com motor foguete quando lançado do solo em comparação ao mesmo míssil quando lançado do ar é na faixa de 70%.
      Um míssil ar-ar BVR com alcance de 100 km (aferido nas melhores condições de altitude e velocidade da aeronave lançadora) teria quando lançado da superfície um alcance na faixa de 30 km.
      Valeu!

      • Sim Bosco, obrigado pela contribuição.
        O alcance que eu citei para o Marlin antiaéreo eu peguei de informações sobre o Unkhonto-R. Já foi divulgado que a África do Sul está trabalhando no Unkhonto-R (guiado por radar) e que este míssil poderá ser utilizado em navios e em plataformas terrestres.

        Recentemente saiu matérias dizendo que a Denel Ofereceu ao Brasil o co-desenvolvimento, assim como fizemos no A-darter.
        E que houve conversas sobre o desenvolvimento do Unkhonto como um míssil ar-ar.
        Ou seja, para mim parece que o Marlin será um Unkhonto-R modificado. E talvez a versão antiaérea continue com o nome Unkhonto-R ou mude também para Marlin.

        E esse alcance do Marlin de + 100 km talvez seja bem + que 100. Tomara.

    • Há muito tempo defendo que poderíamos ter fábricas genéricas.
      Isto é, não ser necessário qualquer fábrica começar do zero.
      Até porque esse míssil não venderá muito, imagino.
      As grandes potências já têm seus próprios mísseis.
      Estados Unidos, Europa, Israel, Rússia, China.
      Poderia haver espaços abertos e preparados para receber linhas de produção temporárias em qualquer área, inclusive defesa.
      Poderia até pertencer ao ministério da defesa para receber qualquer linha de montagem.
      Tanques, mísseis, motores, fuselagem, radares…

      • Sim concordo plenamente
        Hoje não temos a capacidade de montar quase nada relevante no Brasil.
        Conseguimos fazer em caso de guerra e embargo o do submarino, porém não sabemos fazer torpedos.
        Sabemos fazer casco de fragata, mas não sabemos fazer sonar, canhão de proa, canhões automático para defesa de ponto, nem sistema Antiaéreo.
        Sabemos fazer o guarani eu acho, porém e as torres de tiro não temos nada de capacidade nesta área.
        Blindado esquece, não temos nada.
        Caça nem o lego sabemos montar ainda, vai demora para sair o primeiro gripen do forno, turbina parece coisa de extraterrestre para a engenharia nacional, radar de um caça esquece não temos nada nacional. Os mísseis disparados do ar o Brasil está iniciando o processo de aprendizado porém não vemos nada de foco nesta área, se tivesse foco todos os projetos já estaria consolidado e teríamos dezenas de versões.
        O que é ICBM, não pergunte a indústria nacional pois somos analfabeto nesta área, o mais próximo disso explodiu em Alcântara.
        Helicópteros a lego sabemos montar mas em caso de guerra ninguém nos venderá os kits de montagem.
        O Brasil na área militar não tem um meio que consiga montar e armar sem a necessidade de compras externa.
        Qual a empresa brasileira que fábrica um microprocessador, ou mesmo um transistor?
        Portanto devemos focar sim em não reinventar a roda e ter linhas de montagem nacional, aprender como é feito para um dia sonhar em fazer.
        Abraço

        • O radar SCP, instalado no A-1M e fabricado pela falecida MECTRON (estive lá em visita em 2005, e vi os radares), não são nacionais?

          • Rinaldo
            Por favor quem irá fazer se a MECTRON faliu?
            Outra e se a Itália não vender o transmissor e o processador?


            O SCP-01 é um radar multifunção, projetado para operar como principal sensor do subsistema de armamento do A1-M. Pelo lado brasileiro, a Mectron é responsável pelas unidades Receptor, Antena, Servo-Antena e frame cablado. A empresa italiana é responsável pelas unidades Transmissor e Processador. “

  4. Tivesse a Argentina desenvolvido mísseis nos anos 70, e a Inglaterra não teria levado as ilhas tão rapidamente…
    Independência no fornecimento de armas e suprimentos militares faz toda a diferença

    • A época da Campanha do Atlântico Sul, a Argentina possuía o míssil Martin Pescador.
      E o principal problema dos argentinos durante o confronto, não foi a falta de mísseis.
      Mas o seu correto emprego, especialmente em combate aéreo.

  5. Este e o caminho, um pouco mais caro e demorado, porem traz independência tecnológica, de defesa e também lucro nas posiveis vendas. Lembrando que com producão local este dinheiro fica aqui com criacão de empregos e capacidade técnica e industrial. Pais com nossas riquezas, tamanho e masa populacional tem que investir e produzir tecnologia e riqueza localmente.

    • Perfeito. Todo o investimento em domínio da tecnologia e formação de pessoas é muito bem vindo. Ainda que alguns projetos não sigam adiante (por variados motivos) os profissionais (e empresas) poderão refletir e retribuir esse ganho à sociedade de muitas formas. Sinto falta ainda uma maior aproximação entre as empresas do setor de defesa com as universidades, mas creio que estamos no bom caminho. Marinha, Força Aérea e Exército, por outro lado, interagem bastante com as universidades brasileiras. Fala-se pouco sobre isso, mas é muito importante e animador o que vem acontecendo nesse sentido.

      • O Brasil perde oportunidade de parceria estratégica quando não cumpri com o combinado e perde influencia na África ano a ano.
        Poderíamos ser uma hegemonia no continente Sul americano mas não fazemos nada para isso.
        Poderíamos ter muita influência na África e não fazemos muito por isso.
        Quem não assume o trono por direito corre o risco de perder a cabeça quando um novo rei assumir.

  6. O Brasil deve desenvolver novas tecnologias com a Africa do Sul, é nosso parceiro natural, agora vem o Marlin Ar-Ar + de 100 km, quem sabe um sistema antiaéreo, baseado nesses misseis (A Darter e Marlin) e até mesmo um desenvolvimento do helicóptero de ataque sul africano para uma versão mais sofisticada em parceria com o Brasil, o caminho está aí a nossa disposição é só investir para depender de outras potências.

  7. Espero que tenhamos uma linha de montagem no Brasil, não somente na Africa do Sul e da mesma forma possamos exporta-lo se for do nosso interesse. Tudo indica que o A-Darter é excelente, na minha opinião, agora precisamos começar a desenvolver um missil BVR, não devemos parar, devemos seguir sempre em frente no que for possivel na independencia em produções de armas e materiais militares.

    • ‘A industria só desenvolve novos projetos se tiver encomendas firmes para estabelecer um programa de produção. A produção para a FAB, deve ser aqui no Brasil. Sabemos que a Darter tem apoio tecnológico de firmas de fora, especialmente de Israel. Não podemos gerar lucros para terceiros que não financiaram o projeto. A montagem em massa, aqui, já deveria estar em inicio de instalação das linhas de montagem e com fornecedores de componentes com pedidos para entregas, just in time”.

  8. Uma dúvida é quem vai vender esse míssil?
    Africa do Sul pela Denel, Brasil pela SIATT (não sei qual empresa pegou esse projeto da MECTRON) ou os dois países.
    Até agora não entendi quem aqui vai fabricar o míssil, se é que vai ser fabricado por inteiro aqui ou se uma parte é aqui e outra parte vem da Africa do Sul.

    • Que eu saiba a SIATT não tem nada a ver com esse míssil. A Mectron esteve envolvida, mas quando a Mectron acabou sua parte no projeto foi repassada à Avibras

      • Pensei na Avibras, mas nunca vi nenhuma noticia oficial sobre a Avibras aderindo a esse projeto depois da morte da MECTRON.
        Tomara que não tenha sido dinheiro jogado fora. O missil está pronto, mas e o conhecimento perdido quando a MECTRON faliu?

        • Uma parte dos engenheiros da Mectron foi para a SIATT. Não lamente pela Mectron, há males que vem para bem. Não há registro de nenhum míssil bem sucedido que tenha sido projetado pela Mectron

          • Não há nada até o momento que diga que essa SIATT é melhor, ou mais capaz, ou mais resiliente que a finada Mectron.
            É tão somente a sua versão 2.0, então melhor desconfiar.
            Assim seria sábio diversificar e horizontalizar a indústria ao contrário de verticalizar.
            Aqui talvez o “mansup”, a sucata francesa reciclada, tenha algo de positivo pra mostrar, afinal participam diversas empresa menores e a integração final é feita por uma empresa maior.
            Em oposição a Embraer em que a aviação executiva tem que sustentar um monte de dragas (Savis, Bradar, ESD).
            Ou essa JV esquisita, pra não dizer suspeita, com a Telebrás.
            Afinal a Embraer sabe ainda menos de satélites, do que aviões de caça.
            Da ex-Fundação Atech, dada de brinde a “campeã nacional” pelo político preso em Curitiba e do Sisfron nem vou falar…
            No mais, a BID, incompetente e inepta, não necessita de proteção, não não necessita de EED, necessita isso sim de exposição á concorrência.

  9. “Baseando-se apenas em sua unidade de medição inercial (IMU) e nas coordenadas e trajetórias de voo programadas do Skua antes do lançamento, o A-Darter navegou para onde esperava que o Skua estivesse”
    Apesar do disparo a longa distância basicamente o míssil utilizou um “ponto futuro” pré calculado pra atingir o alvo. Gostaria de saber se ele conseguiria atualizar essa informação a partir do datalink da aeronave, em caso positivo teria tudo pra ser um verdadeiro BVR guiado por IR, bastando apenas um incremento de alcance.

      • JT8D,
        Se tivesse um data link ele poderia ter a posição do alvo atualizada pelo radar da aeronave e teria uma nova janela de aquisição onde ativaria o sekeer IIR e iniciaria a varredura buscando o alvo.
        Mas ele não tem um data link, o que não é comum em mísseis de curto alcance. Ou seja, o que se espera é que nas distância comuns de operação do míssil os alvos não se desloquem tanto da janela programada inicialmente.
        Em mísseis de maior alcance contra alvos velozes e manobráveis sem a atualização da posição do alvo via datalink e a programação de uma nova janela de aquisição pelo processador do míssil , o seeker do míssil (IR ou radar) pode não encontrar o alvo.
        Basicamente aquisições após o lançamento contra alvos aéreos além de 15 km exigem datalink (up link). Contra navios , que são muito mais lentos, o datalink é praticamente obrigatório além de 150 km para mísseis antinavios subsônicos.

    • Carcara,
      Os americanos transformaram o míssil de curto alance AIM-9X num míssil NBVR (quase BVR) com a adição somente de um datalink e com alterações no software de modo a permitir o modo LOAL. É o AIM-9X Block 2, ora em produção.
      Agora estão trabalhando numa versão com novo motor que deverá mais que dobrar o desempenho cinético do AIM-9X.
      Ou seja, provavelmente só a adição de um datalink não assegura que o A-Darter se torne um legítimo míssil BVR mas provavelmente o permite ter um desempenho bem expandido. Como você sugeriu, se tiver um aumento de alcance (com motor foguete maior) ele poderia ter desempenho BVR.

      • Datalink no AIM-9X block II e Block III. O A-Darter tem uns 20 Km de alcance segundo informações encontradas na rede, também se afirma que um missil BVR é aquele com alcance acima de 30 Km, apenas uma questão conceitual, não acredito que se enxergue “visualmente” tão longe. Também acho que o desenvolvimento de um missil vem aos passos, por exemplo, talvez a inclusão de um datalink no A-Darter possa ser incluida num próximo desenvolvimento, da mesma forma como ocorreu nos desenvolvimentos do AIM-9, ou até poderia gerar uma nova versão, com outro nome.

        • Kemen,
          Só lembrando que um míssil com capacidade LOAL não precisa “enxergar” tão longe já que ele pode se aproximar do alvo no modo “cego” guiado pelo sistema inercial e adquirir o alvo quando próximo o suficiente para enxergá-lo.
          Um míssil sem capacidade LOAL, mas somente LOBL, não consegue adquirir um alvo que não esteja no alcance de seu seeker, mas a partir do momento que trancou no alvo pode persegui-lo até o máximo do alcance.

      • Desconheço se o acordo com a Denel vai continuar em novos desenvolvimentos, antigamente bem antes de 2014 a Denel previa continuar com os desenvolvimentos e nessa ocasião se pretendia que o missil tivesse alcance de 10 Km na realidade conseguiram um alcance igual ao IRIS T, também desconheço se o desejo da Denel de continuar desenvolvendo o B Darter continua ($$$$)…

        The proposed future versions of the A-Darter include the A-Darter Mk 2, A-Darter Mk 3, A-Darter Light, A-Darter anti-shipping missile (ASM) and A-Darter Extended Range.

        “Denel Dynamics is also developing a new radar-guided, beyond-visual-range AAM (BVRAAM) missile called B-Darter. A surface-to-air missile (SAM) version of the A-Darter AAM is expected to be developed for the Brazilian Army. The SAM version of A-Darter will, however, need a launcher system and additional booster.”

  10. Off:
    Praetor 600 da EMB D&S terá um AEW&C, contrato foi assinado com a IAI-ELTA que desenvolverá o radar e os periféricos….. Tema para o PA.

    • JT8D
      Temos nas linhas da velha e boa Wikepedia a seginte informação: a Denel desenvolveu um programa de misseis com assistência técnica de Israel, o chamado projeto RSA que consistia em um míssil balístico avançado. Esse programa foi cancelado em 1992. Para o programa RSA foi criado um centro de testes de misseis junto a uma base da força aérea da Africa do Sul. Esse centro vem sendo “alugado”para diversos países europeus e asiáticos (Turquia, Coréia do Sul, …) fazerem seus testes, eis que conta com modernos meios de telemetria e rastreamento. Abço.

  11. Tenho fé que a encomenda da FAB sai logo. Tanto esforço não sera em vão. Este projeto não pode morrer. Ele é tão importante como o missil de cuzeiro ou o mansup. É onde a balança pende.

  12. O artigo é razoável, apenas discordo do autor quando ele diz que o A-DARTER foi desenvolvido do zero e compara com os custos de desenvolvimento de outros misseis similares.
    O A-DARTER aproveita muito da tecnologia desenvolvida para o Umkhonto, programa que teve inicio cerca de 6 anos antes. E não há absolutamente nada de errado nisto, os EUA, a Rússia, Israel e todo mundo que produz misseis o faz com tecnologias da mesma base comum.
    Alguns programas possuem mitos sobre custos que precisam ser melhor compreendidos. O Osorio é um deles, o MBT utilizou muitos componentes disponíveis no mercado e já desenvolvidos, diferentemente de outros programas como o Leopard II. O Gripen da mesma forma. Isto é uma estratégia adequada para se desenvolver sistemas avançados fora de nações tradicionais no segmento.
    Voltando ao A-DARTER, o resultado final é sim digno de elogios, haja vista as enormes dificuldades de ambos os parceiros. A DENEL é uma sobrevivente, o cenário econômico e politico da África do Sul nos últimos 20 anos é de severas restrições orçamentarias e um total desprestigio de suas forças armadas. No lado de cá do Atlântico, as coisas não são diferentes. Se a DENEL é moribunda, a MECTRON é falecida.
    Que esta arma seja o mais rapidamente integrada a aviação de primeira linha de ambos os países e que possa estar operacional o quanto antes para que caso necessário, todo mundo espera que nunca, seja empregada.
    Igualmente que possa ser exportada, gerando demanda e mantendo as linhas de produção e suporte ao produto ativas.

  13. Estou interessado no radar do Merlin, poderíamos comprar a permissão de fabricação do radar dele e colocar dentro do A-DARTER e assim criar nosso SAM de média altitude, assim não dando nosso dinheiro para os Europeus que nos últimos meses queriam interferir em nossos assuntos internos. Au Revoir CAMM

  14. Pelo amor de Deus FAB fecha uma base aérea aí, diz que os jatinhos tão de asa trincada para não dar voo para os sanguessuga de Brasilia, economiza onde puder para comprar esse míssil e produzir localmente.

  15. Este programa é muito legal, mas tem que comprar em quantidades elevadas, senão será mais um programa morto.

    Integra ele em tudo que for plataforma( mesmo as que o desempenho cinético não compensa o lançamento) e gerar produção em massa…

    Integra no Gripen, F5, A29, P3, E99, A4, Hind, etc.

    e se brincar até no FAL..

    Bota a turma pra treinar e queimar mísseis.

    A questão é comprar o suficiente para manter a fábrica aberta por anos.

    Isto sim vai ajudar no desenvolvimento do próximo míssil.

  16. Alcance superior a 20 Km, não me parece tão perna curta assim! O problema no que diz respeito a possíveis vendas é o custo de integração e certificação, ou o A-Darter e 100% PnP com qualquer sistema OTAN e compatíveis?

  17. O dinheiro que era pra ter ido para o A-DARTER foi para o IRIS-T, quando não para um tal de painel modernoso, e muitos que escreveram que o projeto afro-brasileiro deve ser incentivado, bateram palmas quando a FAB/COPAC decidiu por isto. Então menos hipocrisia.

    • Na verdade foi encomendado 10 mísseis de cada , esse lote pequeno serve para testes. Com certeza terá um lote grande do a darter junto com o Meteor ainda. A tela que vc se refere foi acertada é o padrão dos caças mais avançados e deveremos usar o Gripen por uns 40 anos.

  18. Interessante . . . Então temos o ciclo completo (Gripen + A-Darter)? Bora entrar em parceria com mais alguém para produzir um de médio e longo alcance.

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