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Teste de queima em banco do motor do míssil A-Darter

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Maquete do A-Darter

A Comissão Técnica do Projeto A-Darter concluiu no dia 20 de novembro de 2019 a análise dos ensaios de queima em banco dos protótipos dos Motores Foguetes do Míssil A-Darter desenvolvidos pela Avibras.

Foram realizadas um total de 26 queimas em banco, sendo 10 referentes à fase de desenvolvimento e 16 referentes à fase de qualificação do motor.

Ao final destas 26 queimas tem-se a comprovação de que a Avibras, representando a indústria nacional, está apta a produzir motores foguetes compatíveis com os requisitos de mísseis da categoria do A-Darter, ou seja, mísseis de 5ª Geração.

O resultado obtido materializa o processo de transferência de tecnologia realizado durante o contrato de desenvolvimento do A-Darter com a empresa Denel da África do Sul.

A Comissão Técnica do Projeto A-Darter acompanhou as atividades realizadas pela Empresa, assessorando tecnicamente a Gerência do Projeto na COPAC. As queimas em banco iniciaram-se em janeiro de 2019 com os últimos protótipos sendo ensaiados em outubro de 2019. Os seguintes militares e servidores do IAE, pertencentes à Comissão Técnica, estiveram envolvidos nessa atividade ao longo do ano:

  • Maj Eng Rodrigo Roversi Rapozo – APR;
  • Cap Eng Thiago Braido Nogueira de Melo – ACE;
  • Cap Eng Paulo Santos Rigoli – APJ;
  • 1º Ten Eng Luiz Gustavo Muniz do Nascimento – APR;
  • 1º Ten Eng Francisco Rebouças de Azevedo Júnior – APR;
  • Alexandre Luis dos Santos – APJ;
  • Fernando Guilhermo Visser Cedrola – ASD; e
  • Paulo José dos Santos – ASD.

FONTE: Instituto de Aeronáutica e Espaço – DCTA

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Marcelo Danton
Marcelo Danton
11 meses atrás

Só isso?! Estava somente com 1/9 da carga?! Qual o alcance disso?

Renato
Renato
Reply to  Marcelo Danton
11 meses atrás

Pra teste em banco não está bom?

Selat
Selat
Reply to  Marcelo Danton
11 meses atrás

É teste em banco de provas. E não vão divulgar um vídeo com a carga de combustível completa, pois o alcance exato trata-se de informação sigilosa.

Kemen
Kemen
Reply to  Selat
11 meses atrás

Todo mundo sabe o alcance dos misseis, o que acontece é que esse alcance varia um pouco devido a diversos fatores.
Distancia operacional 22 Km.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Marcelo Danton
11 meses atrás

Mísseis ar-ar não mantêm o motor ligado por toda a duração do voo. É dado o impulso inicial e o resto do voo é por inércia. Os mísseis de curto alcance como o AIM-9 só mantêm o motor ligado por 2,2 segundos (que eu me lembre). O A-Darter ali me pareceu prover 5 segundos de empuxo máximo, então melhor que o SIdewinder antigos e deve estar à par de outros concorrentes modernos. Obviamente você pode colocar mais propelente e aumentar a duração do empuxo, mas isso aumenta o peso e as dimensões. Então se estabelece um requerimento de alcance e… Read more »

André Luís
André Luís
Reply to  Clésio Luiz
11 meses atrás

Legal o comentário. Não sabia disso. Uma dúvida: no caso da manobrabilidade do míssil, como esta é realizada considerando a curta duração do motor do míssil? Obrigado.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  André Luís
11 meses atrás

André, O míssil continua se movendo em alta velocidade, então o ar continua a passar pelas superfícies de controle, que atuam aerodinamicamente para corrigir o curso. Pode-se fazer uma analogia com um planador, que manobra mesmo sem motor ligado, mas nesse caso do míssil, a velocidade é muito mais alta. Obviamente, sem o motor funcionando, manobras mais bruscas farão a velocidade diminuir e a capacidade de manobra se reduzir. Assim, manobras mais bruscas, como uma curva fechada após o lançamento, com o objetivo de engajar um alvo num dos lados do caça ou mesmo atrás dele dependendo da capacidade da… Read more »

JSilva
JSilva
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Fazer o missil manobrar bruscamante nessa fase da inércia (sem propulsão) deve ser a melhor forma de escapar deles… No caso de um BVR fazer eles descerem para aumentar o arrasto e depois subir também faria eles perderem bastante energia. A grande dificuldade deve ser identificar o lançamento de um BVR a quilometros de distância para poder realizar essas manobras de evasão…

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  JSilva
11 meses atrás

JSilva, Mencionei eventual manobra brusca logo após o lançamento para o caso de um alvo engajado pelo sistema de mira do capacete, num grande ângulo em relação à proa da aeronave,e pensando mais especificamente em VWR, que é o caso do A-Darter. Não me referi a manobra de evasão do alvo na fase terminal de um BVR. É bom lembrar que essa manobra de mudança radical de rumo após o lançamento, pelo míssil, é feita em pouquíssimos segundos. Veja alguns exemplos do AIM-9X de curvas bem fechadas aos 30 segundos e 1 minuto desse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6YMSfg26YSQ Mas entendi o que… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Interessante notar Nunão, que entre 0:36 e 0:40 do vídeo que você postou, dá para ver claramente o tempo de duração do motor do AIM-9X Block I, 4 segundos. O A-Darter é pelo menos o dobro disso. Logo irá ser mais manobrável e com maior alcance.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Clésio Luiz
11 meses atrás

Bem observado, Clésio.

Bosco
Bosco
Reply to  Clésio Luiz
11 meses atrás

O AIM-9X aproveitou o motor foguete e a ogiva/espoleta do AIM-9M. O motor não evoluiu e deve ser o pior de todos os mísseis de 5ª Geração. A vantagem é que o míssil tem 127 mm e aletas diminutas, o que reduz o coeficiente de arrasto, além de um sistema inercial avançado. No computo geral o desempenho cinético do AIM-9X melhorou muito apesar do motor “antigão”.
Os EUA só agora estão desenvolvendo uma versão do AIM-9X com novo motor avançado. O que deve dobrar o alcance do míssil.

JSilva
JSilva
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Isso Nunão, acabei incluindo o BVR para exemplificar formas possiveis de evasão… no caso de um VWR esses 9 segundos, considerando a curta distância, deve ser até uma eternidade para quem está sendo atacado, são mortais…
Aquele AIM-9 que errou na Síria, teoricamente em “no scape zones”, já teve o motivo de seu erro divulgado? Não acompanhei mais noticias sobre isso…

Wilson Lobe Junior
Wilson Lobe Junior
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
10 meses atrás

Isto é verdade para mísseis com aletas de controle que interagem com a aerodinamica do “vento” provocado pela velocidade, mas a direção do a-carter é controlado por aletas que interagem com os gases do escapamento do míssil.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Wilson Lobe Junior
10 meses atrás

Wilson, de fato.

Mas até onde sei ele tem tanto aletas quanto TVC (veja o corte esquemático da última imagem do pdf):

http://admin.denel.co.za/uploads//A-Darter.pdf

Wilson Lobe Junior
Wilson Lobe Junior
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
10 meses atrás

Não sabia disso, obrigado.

Diogo de Araujo
Reply to  Clésio Luiz
11 meses atrás

que informação bacana clésio!

Bruno
Reply to  Clésio Luiz
11 meses atrás

Vc está enganado

carcara_br
carcara_br
Reply to  Marcelo Danton
11 meses atrás

Só? praticamente 10s de queima pra um míssil deste tamanho…

João Adaime
João Adaime
11 meses atrás

A gente deveria aprofundar o relacionamento com a Denel. Só teríamos a ganhar desenvolvendo tecnologia autônoma, sem embargos de quem quer que seja.

Samuca cobre
Samuca cobre
Reply to  João Adaime
11 meses atrás

Estão caminhando neste sentido….

J L
J L
Reply to  Samuca cobre
11 meses atrás

Eu penso ter lido que a Denel estaria sendo comercializada. Será ?

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  João Adaime
11 meses atrás

Eu acho interessante a parceria, mas o que ocorreu com o projeto Piranha? Já tinha uma versão em uso e a versão MAA-1B estava em desenvolvimento, entrou no desenvolvimento do A-Darter o foi suspenso?

JT8D
JT8D
Reply to  Fabio Araujo
11 meses atrás

Vamos deixar de dourar a pílula. O Piranha era um míssil ruim. Ponto. Que pelo menos tenha servido de aprendizado

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  João Adaime
11 meses atrás

Infelizmente a última notícia que eu soube da Denel era que eles estavam em situação pré-falimentar. Seu eu fosse o Ministério da Defesa, comprava o que interessasse do portfólio de engenharia deles, dava cidadania brasileira à parte mais interessante do corpo de engenharia e assistia o resto ruir.

Infelizmente a África do Sul não parece estar rumo à uma recuperação que sustentasse financeiramente a Denel, sem falar nos problemas sociais.

Bueno
Bueno
Reply to  Clésio Luiz
11 meses atrás

Amigo, lei este artigo: parece que o Governo não ira deixar a Denel falir.
Oportunidade para a AVIBRAS fazer um bem bolado.

https://www.defenceweb.co.za/industry/industry-industry/is-denel-too-strategic-to-fail/

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Reply to  Clésio Luiz
11 meses atrás

Falou e disse Clésio!

CM

João Augusto
João Augusto
Reply to  Clésio Luiz
11 meses atrás

Também faria isso, Clésio, mas considerando a venda da Embraer acredito que esse passo mais ousado é bem utópico.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  João Adaime
11 meses atrás

Não é caro João?
É o que canso de escrever aqui, mas preferem ficar comprando o que pode ser feito aqui ou em parceria, e utilizando essa falácia de T.O.T / NAIPP ou qualquer bobagem de siglas que inventarem.

Salim
Salim
11 meses atrás

Ótima notícia, este é o caminho, auto suficiente em armas e sistemas.

JuggerbBR
JuggerbBR
11 meses atrás

A redação do título ficou estranho, dá impressão que teve algum problema/acidente no motor, e não que os bancos de testes tiveram sucesso.

Camargoer
Camargoer
Reply to  JuggerbBR
11 meses atrás

Olá J. Tive essa mesma impressão inicial. Parece coisa de terrorista contrariado com o sistema financeiro tipo “Um dia de fúria”.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  JuggerbBR
11 meses atrás

“e não que os bancos de testes tiveram sucesso.”

Você quis dizer “os testes em banco tiveram sucesso”, certo?

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
11 meses atrás

Poderia esse míssil ser adaptado em um lançador em terra para ser usado contra drones ou mesmo aeronaves voando em baixa velocidade?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Vinicius Momesso
11 meses atrás

Para abater drones ou aeronaves em baixa velocidade o mais indicado é armamento de tubo ou mísseis do tipo manpad (lançadores apoiados no ombro). Um míssil como o A-Darter, adaptado para ser lançado de terra, seria mais indicado para abater alvos de maior performance.

Jadson Cabral
Jadson Cabral
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Então o a-darter poderia, teoricamente, ser o cerne de um sistema anti-aereo de médio alcance?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Jadson Cabral
11 meses atrás

Não necessariamente. Defesa de média altitude, pra valer, é feita com mísseis de maior alcance.

Não sei se o A-Darter, mesmo com seu possível alcance maior que outros mísseis de emprego WVR, ou mesmo com booster, realmente atenderia a essa necessidade a média altitude, ou se ficaria num espaço entre os Manpads e os sistemas já pensados para altitudes médias. O sistema Spyder israelense, por exemplo, utiliza uma combinação de mísseis Python e Derby, o primeiro com desempenho superior aos Manpads, mas ainda assim de curto alcance, e o segundo para médio alcance.

frapal
frapal
11 meses atrás

Como assim ensaios, testes? Este missil não estava pronto para ser produzido em série? Parece que a “bricadeira”, comédia pastelão ainda vai longe.

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Alexandre Galante
11 meses atrás

Mas se encomendarmos o míssil, como parceiros de desenvolvimento que somos, não podemos fabricá-lo inteiro aqui ??

JT8D
JT8D
Reply to  Space Jockey
11 meses atrás

Space Jockey, a idéia é essa. Mas para a Avibrás fabricar o míssil ela precisa investir em equipamento e ferramental. A Avibrás é uma empresa privada que precisa pagar seus funcionários e fornecedores, ela não é o Papai Noel. Para investir no ferramental ela precisa de uma encomenda. Bom, acho que você já entendeu

JT8D
JT8D
Reply to  frapal
11 meses atrás

Teste de homologação do processo de fabricação do motor pela Avibras. Se alguém quiser comprar o míssil diretamente da Denel já está pronto. Pelo jeito você não entendeu nada

nonato
nonato
Reply to  JT8D
11 meses atrás

O texto também não ajuda.
Poderiam ter explicado melhor.
Que o míssil está pronto, mas que, independente disso, há transferência de tecnologia aínda em andamento.
O texto passa a impressão que ainda estão testando o motor do míssil.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  nonato
11 meses atrás

Caramba, Nonato. Parece que você caiu de paraquedas aqui no site anteontem. Tem um monte de matérias sobre o A-Darter publicadas, essa do teste de motor é só um detalhe, será que é preciso explicar tudo desde o início a cada nova matéria? Em cinco ou dez segundos se escreve “A-Darter” no campo busca do blog e vem o resultado, muito mais rápido do que o tempo gasto para escrever um comentário: https://www.aereo.jor.br/?s=A-darter Mas enfim, todos sabem que a maioria das pessoas gosta de comentar antes mesmo de ler, o que já é pedir muito. A parte sobre transferência de… Read more »

nonato
nonato
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Nunão, não estou críticando diretamente os editores, até porque consta que a fonte é o DCTA. Você sabe tanto quanto eu que o A Darter é muito confuso. Começou há vários anos e “estaria” na fase de conclusão. Não fui o único a ficar sem entender do que se trata esse teste. Na maioria dos casos, se entenderia que é o teste do motor que será usado no míssil. É muito comum em muitas matérias contextualizar mais o texto. É comum notas dos editores. Em releases de imprensa as empresas no final sempre contam de maneira enfadonha: empresa x surgiu… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  nonato
11 meses atrás

“É muito comum em muitas matérias contextualizar mais o texto. É comum notas dos editores.” Nonato, entendi sua crítica e seus elogios e compreensão, mas não dá pra fazer isso sempre. O tempo é curto, tem dias que é curtíssimo. Editores do site não vivem disso, já editei o site por 8 anos seguidos até poucos anos atrás e sei como é difícil. E isso não vai mudar. Muitas vezes você verá matérias completíssimas, cheias de links, contextualizações, feitas com muita dedicação e gosto pelo que se faz. E verá outras, como essa, que são “clippings”, copiadas de outra fonte,… Read more »

nonato
nonato
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Nunão, falei numa boa.
Apenas um comentário.
Não tive a intenção de “criticar”.
Como muitos estávamos com dúvida, destaquei que o texto não trazia essas informações.
Sem estresse.
E parabéns pelo site e informações que traz.
Boas festas.
Espero que esteja ai numa praia curtindo o final de ano.
Ah, me considero leitor médio.
Rs.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  nonato
11 meses atrás

Pode criticar à vontade, Nonato.
Eu também critico à vontade quando eu acho que as pessoas precisam pesquisar também por iniciativa própria rsrsrsrs
Feliz Ano Novo para você também.
Praia, pra mim, só em fevereiro.

nonato
nonato
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Mesmo a eventual transferência de tecnologia, que não está clara, ficou em aberto.
Será usado um motor nacional nos mísseis nacionais?
O motor já está pronto para uso?
Foram feitos testes de bancadas.
É necessário agora fazer testes “para valer”?

JT8D
JT8D
Reply to  nonato
11 meses atrás

Para bom entendedor, um pingo é letra

J L
J L
Reply to  nonato
11 meses atrás

Concordo com as palavras do nonato.

Bispo
Bispo
11 meses atrás

Teoricamente …com a AVIBRAS dominando a tecnologia do “motor” se pode pensar em uma versão com um alcance maior…ou também é necessário evolução eletrônica para aumentar o alcance???

JT8D
JT8D
Reply to  Bispo
11 meses atrás

O alcance para mísseis de guiagem puramente infravermelha depende da capacidade do seeker travar o alvo. Os mísseis de guiagem infravermelha não tem curto alcance por limitações de propulsão, mas porque para alcances maiores seria necessário também um seeker por radar. Mas aí você já teria um míssil BVR

Fernando "Nunão" De Martini
Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  JT8D
11 meses atrás

JT8D, há mísseis de médio alcance com cabeça de busca por infravermelho para a fase terminal.

JT8D
JT8D
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Ok Nunão, para a fase terminal. Mas eu entendo que para a fase intermediária seria necessário guiagem por radar, certo?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  JT8D
11 meses atrás

Navegação proporcional e data link, o que vale também para mísseis com cabeça de busca RF (radar), cujos pequenos radares só são acionados a distâncias relativamente curtas, para a fase terminal – embora essas distâncias sejam maiores, até onde sei, que as distâncias de travamento das cabeças de busca IR (infravermelho) Sobre sensor IR em míssil BVR (além do alcance visual), este é um dos mais conhecidos atualmente, por ter cabeças de busca intercambiáveis (RF e IR): file:///C:/Users/Usuario/Documents/Downloads/MICA%20(1).pdf “MICA outperforms other BVR missiles with its unique stealthy interception capability provided by its silent IR seeker.” O R-77 russo é outro… Read more »

JT8D
JT8D
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Obrigado Nunão. Resumindo, para aumentar o alcance do míssil não basta um motor maior, é necessário um datalink para levar o míssil até a distância de travamento do seeker

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  JT8D
11 meses atrás

A navegação proporcional já leva o míssil para mais ou menos perto de onde, dado o curso do alvo no momento do disparo, se espera que o alvo esteja. Mas em uma ou duas dezena de segundos o curso do alvo pode mudar consideravelmente te se ele fizer uma mudança radical de curso a tempo (mudanças menores podem não tirar o alvo da no escape zone). Daí o data link torna-se importante.

JT8D
JT8D
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Obrigado pela aula Nunão. Se eu finalmente entendi, a diferença básica entre um missil IR de curto alcance e um BVR, é que este último precisa de um sistema de navegação inercial, enquanto que o míssil de curto alcance se guia unicamente pelo seeker IR

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  JT8D
11 meses atrás

É mais complexo que isso JT8D. Os mísseis de curto alcance que permitem a mira pelo capacete fora do ângulo das suas cabeças de busca (como é o caso do video que postei), no início de sua trajetória seguem as coordenadas dadas pelo caça instantes antes do lançamento, pois não têm o alvo travado em seu próprio sistema de guiagem. Então precisam de um sistema de navegação para manobrar e seguir nesse rumo nos primeiros segundos e, aí sim já com o alvo travado na cabeça de busca, seguir as indicações dadas pela mesma. É o chamado LOAL (lock-on after… Read more »

JT8D
JT8D
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Valeu. Esse é o diferencial deste blog: aprender com quem sabe. Brigadú !

nonato
nonato
Reply to  JT8D
11 meses atrás

O que é isso, JT8D?
Eu que agradeço na parte que me toca.
🙈

nonato
nonato
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Bosco anda sumido.
Alguém tem notícia?

nonato
nonato
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Você quer dizer navegação inercial?
O radar do avião mira e aponta o missil que toma a direção do alvo (não sei se considerando a posição do alvo no momento do lançamento ou se considera provável posição futura) e, somente alguns segundos depois, talvez com o data link fazendo a correção de trajetória, seja ligado o sensor da fase terminal?
Ou seja, nesses casos, o radar ou IRST do avião lançador tem que ficar acompanhando o alvo?
Se bem que nos “fire-and-forget” seria apenas navegação inercial e sensor na fase final?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  nonato
11 meses atrás

Nonato, sensores de mísseis de curto alcance (emprego dentro do campo visual) podem funcionar já na aquisição do alvo e antes do lançamento (foi assim por décadas, aliás) desde que o alvo esteja dentro do ângulo coberto pela cabeça de busca do míssil, que no passado era um ângulo e distâncias muito pequenos, depois passaram a ser maiores. Com o tempo desenvolveu-se o modo LOAL, para travar no alvo após o lançamento, para atingir alvos que estivessem fora do ângulo coberto pela cabeça de busca do míssil- e pra isso há a mira no capacete. Já mísseis BVR (alvos fora… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  nonato
11 meses atrás

Nonato, Resumindo tudo que vc , J8 e o Nunão disseram: Mísseis atuam de duas maneiras, LOBL (trancamento antes do lançamento) e LOAL (trancamento após o lançamento). O modo LOBL pode ser “atire e siga”, como no caso dos mísseis TOW, Erix, Milan, RBS-70, Kornet, Sparrow, Aspide, Hawk, etc. Ou pode ser do tipo “atire e esqueça” (ex: Sidewinder, Javelin, Stinger, Igla, etc.). Já os mísseis que operam no modo LOAL podem ser do tipo “atire e esqueça” (ex: Harpoon, Derby , Exocet, Tomahawk, etc.) ou do tipo “atire e atualize” (ex: Exocet Block 3, Harpoon Block 2, Tomahawk Block… Read more »

Alexandre
Alexandre
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Correto Nunão,se não me engano o MICA IR é um exemplo com 60 km de alcance, ou seja, BVR.

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Bispo
11 meses atrás

Precisa o gov começar a injetar dinheiro na Avibrás e na Siatt, vai ser ruim no começo, mas no final é uma decisão acertada. Fazendo encomendas periódicas de lotes ja praticamente cobre o investimento da empresa. Não se vira as costas pra esse tipo de tecnologia, aparentemente o novo governo está ciente disso, já é um bom começo.

Space Jockey
Space Jockey
11 meses atrás

Como assim, não foi divulgado dias atrás que o míssil estava pronto para industrialização ??

Marcos R.
Marcos R.
Reply to  Space Jockey
11 meses atrás

esta, pela Denel, no Brasil a avibras irá produzir o motor quite esta em processo de homologação, é o que entendi interpretando o texto da matéria, me corriam se estiver errado.

gabriel juttel
gabriel juttel
11 meses atrás

Ja pensou ele sendo disparado do astro 2020

Bardini
Bardini
Reply to  gabriel juttel
11 meses atrás

Já pensou que isso não faz sentido?
.
ASTROS: Artillery SaTuration ROcket System

Marcos R.
Marcos R.
Reply to  Bardini
11 meses atrás

Perfeito, Bardini, no máximo o que seria viável seria o desenvolvimento de um sistema AA utilizando plataformas de lançamento baseada no astros e integrada à um sistema radar como os saber

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Marcos R.
11 meses atrás

A AVIBRAS estava fazendo uma parceria com a MBDA para produzir uma versão do Sistema CAMM para o Brasil, não sei como anda esta parceria, mas espero que tenha evoluído.

Bardini
Bardini
Reply to  Marcos R.
11 meses atrás

O que teria de comum é o caminhão, que é TATRA. Se a TATRA se estabelecer no Brasil, como está pra acontecer, passaria a ser interessante usar essa base comum.
.
O Saber M60 é o radar perfeito para esse míssil sem Booster, já que representaria um sistema de curto alcance. O Saber M60, assim como outros equipamentos do EB, tem DNA israeli. É só copiar o Spyder SR, na cara dura:
comment image
.
Mas eu penso que seria um sistema de baixa performance que agregaria muito pouco a nossas necessidades.

Foxtrot
Foxtrot
11 meses atrás

Não há fumaça nesse motor foguete do A-Darter.
Será que a mesma tecnologia não poderia ser empregada do motor foguete do MANSUP??

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Foxtrot
11 meses atrás

Bem reparado, seria bom poder aplicar essa tecnologia absorvida em outros mísseis.

Apesar do enquadramento ser bastante próximo, o que não ajuda a ver a geração de fumaça mais para trás, de fato parece que há pouca fumaça (não diria que não há fumaça alguma, mas bem menos que outros vídeos semelhantes).

Fotos de lançamentos de testes do A-darter também costumam mostrar pouca fumaça:
comment image

Delfim
Delfim
11 meses atrás

Li algumas matérias sobre a situação da AS e é bom conseguirmos transferência de tecnologia e pessoal o quanto e mais rápido possível.
1 fazendeiro afrikaneer (branco) é morto a cada 5 dias, as mulheres estupradas. Está na pauta um projeto de desapropriação agrária de fazendas afrikaneers sem ressarcimento, ou seja, confisco.
A Austrália está oferecendo asilo e naturalização aos afrikaneers que resolvam abandonar a AS, de olho em um pessoal altamente qualificado.

https://www.faithwire.com/2018/03/21/teaching-whites-a-lesson-one-white-farmer-is-being-killed-every-five-days-in-south-africa-after-controversial-land-reform-proposal

RENAN
RENAN
11 meses atrás

Espero que venha logo uma encomenda de 200 mísseis para ter algo relevante

Foxtrot
Foxtrot
11 meses atrás

Pois é, lá o governo SA não deixará a Denel falir, aqui o GF deixa vender a Mectron para os Israelenses que de quebra levaram o Link-BR2, Torpedo pesado nacional e MAR-01 sendo que mesmo com tanta tecnologia Israelense, alguns desses projetos ainda não era dominado por eles.
Certo que as denúncias de corrupção contra a Odebrecht sujou a Mectron, mas em um governo de visão estratégica teriam separado o joio do trigo.
Deveriam obrigar a Odebrecht vender a Mectron ao GF ou separado a empresa do grupo e beneficiado os projetos hiper estratégicos da mesma.
Mas !!!!!!!

nonato
nonato
Reply to  Foxtrot
11 meses atrás

Projetos de defesa, independente de terem recursos federais, deveriam ser de propriedade ou ter poder de veto do governo federal.
Ou alguém imagina que o governo americano permitiria uma empresa americana vender tecnologia importante pra eles?
Não está no ambito do mercado.
Não está disponível para quem tiver dinheiro.
É caso de segurança nacional.

nonato
nonato
11 meses atrás

Dá a entender que o texto é do DCTA.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  nonato
11 meses atrás

Pois é Nonato…
O texto é do IAE / DCTA.
Veja lá no final:
FONTE: Instituto de Aeronáutica e Espaço – DCTA

nonato
nonato
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

Foi o que deduzi. Porque, de repente, as informações poderiam ter como fonte o DCTA, e não o texto.
Em resumo, a crítica foi ao texto do DCTA e não aos editores.
Crítica construtiva.

Renato
Renato
11 meses atrás

Achei curioso num vídeo de Los hermanos platinos afirmarem que o A-DARTER é fruto de parceria da África do Sul com outro país sulamericanos sem ser o Brasil.

ECosta
ECosta
11 meses atrás

Então podemos produzir o míssil sem dependência da Africa. É isso ?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  ECosta
11 meses atrás

Dependência?
É uma parceria, dificilmente se desenvolve e faz coisas sozinho hoje em dia, com algumas exceções.
Dependência é outra coisa.

ecosta
ecosta
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
11 meses atrás

O Brasil já produz a cabeça de busca. E agora seguindo para produzir o motor. O que falta para produzirmos tudo sozinhos ?

nonato
nonato
11 meses atrás

Transferência de tecnologia x A Darter x Testes do motor. Considerações. Se não estou enganado, na maioria dos casos, a transferência de tecnologia é feita ou a parte do objeto principal do contrato (ensina-se algo que não será usado na fabricação do produto adquirido) ou para a execução do objeto (tipo: vendedor ensina como produzir chapas que serão usadas no navio, avião, submarino e a empresa que recebe a tecnologia fabrica as chapas que serão usadas). Neste caso do A Darter, parece ser diferente. O míssil já teria sido certificado ou quase. Mas esses testes de queima do motor só… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  nonato
11 meses atrás

Campo busca do blog, Nonato. Boa pesquisa e boa leitura.

Mateus Lobo
Mateus Lobo
11 meses atrás

O motor do míssil e do tipo dual pulse? Pois depois dos 5 segundos iniciais da para se motor uma mudança no gases de exaustão que dura por mais quase 5 segundos.

Bosco
Bosco
Reply to  Mateus Lobo
11 meses atrás

Mateus, Creio que o mais correto da sua questão seja se o motor é “dual thrust”, que implica numa fase de lançamento/aceleração seguida de imediato de uma queima de maior duração mas com menor empuxo na fase de cruzeiro. Não! o A-Darter não parece ser dual trhust. Isso é pouco comum para mísseis ar-ar de curto alcance. Já o “dual pulse” é um modo em que o motor “religa” depois de desligado. Isso ocorre geralmente quando a cabeça de busca tranca no alvo. É como se existissem dois motores alinhados independentes. E há os “multi pulse” em que há vários… Read more »