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Ministro da Defesa foi conferir o desenvolvimento do míssil A-Darter na África do Sul

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Pretoria, África do Sul, 27/05/2019 – Nesta segunda (27), durante viagem oficial à África do Sul, o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, esteve na apresentação institucional do Grupo Denel. Ele estava acompanhado pelo Embaixador do Brasil, naquele país, Nedilson Ricardo Jorge, e pelos Adidos: de Defesa e Naval no país, Capitão de Mar e Guerra Pedro Silva Filho; do Exército, Coronel Isais Martins Junior; e aeronáutico, Coronel Aviador Gustavo Luis da Silveira e Eliseu.

Para o ministro Fernando, foi uma oportunidade de verificar in loco o projeto do míssil A-Darter, que está em fase final de desenvolvimento na empresa sul-africana. A próxima etapa será a integração do projeto ao Gripen, nova aeronave de caça da Força Aérea Brasileira (FAB).

Após uma breve apresentação, realizada por representantes de empresas parceiras envolvidas no projeto, o ministro e sua comitiva puderam conhecer as instalações da Denel e receber informações sobre o sistema de funcionamento do míssil e as potencialidades das empresas participantes.

O projeto do míssil A-Darter permite a transferência de conhecimento, o desenvolvimento desse tipo de tecnologia e a possibilidade de geração de empregos, já que para o citado desenvolvimento são envolvidas empresas brasileiras e africanas.

O Ministro da Defesa enalteceu a parceria, sobretudo, pelo fortalecimento da confiança entre os países e a elevação da capacitação técnica dos brasileiros. “O Brasil tem dimensões continentais e merece Forças Armadas compatíveis com o tamanho da representatividade geoestratégica que possui”, disse.

A-Darter

O A-DArter é um míssil ar-ar de curto alcance, com imageamento infravermelho, de alta manobrabilidade e de quinta geração, desenvolvido conjuntamente pelo Brasil e África do Sul.

No sábado (25), Fernando Azevedo representou o Presidente Jair Bolsonaro na solenidade de posse do presidente reeleito da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

FONTE: Ministério da Defesa

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Gustavo
Gustavo
1 ano atrás

Alguma empresa brasileira continua no projeto, depois da falência da Mectron?

Marcos
Marcos
Reply to  Gustavo
1 ano atrás

Avibras

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Gustavo
1 ano atrás

Oficialmente, Avibrás e Akaer, além da própria FAB.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Gustavo
1 ano atrás

A Mectron não faliu, foi comprada.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
1 ano atrás

Foi absorvida pela Elbit Systems, que fechou a empresa.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  GFC_RJ
1 ano atrás

Ou seja, comprou uma empresa extremamente importante e seus inúmeros projetos Torpedo pesado, Link-BR2, Radar SPC-01, MAR-01, MAA1-B , Manpad,s etc etc etc.
E depois fechou a empresa!
Isso te lembra algum episódio recente ?
Brasil não aprende mesmo !

Beserra(FN)
Beserra(FN)
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

Os projetos da mesma foram absorvidos pela Avibras e pelo SIATT.

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Beserra(FN)
1 ano atrás

Não, somente um ou outro projeto, na qual outras empresas eram participantes. O resto…….

Rafael Coimbra
Rafael Coimbra
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

Ainda chorando?

francisco Farias
francisco Farias
Reply to  Rafael Coimbra
1 ano atrás

Não se trata de choro, apenas a comprovação do que ocorrerá com toda empresa brasileira absorvida/incorporada por empresas estrangeiras.

Denis
Denis
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

Bom, se a Elbit ABSORVEU todos os projetos da Mectron, talvez tenha apenas dado uma “enxugada” nos processos de gestão, ao fechá-la. Afinal, gerir duas empresas é mais difícil do que uma só, certo?

Mauricio R.
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

Não é porque fabrica canhão que a União ou o contribuinte teriam alguma obrigação em sustenta-la.
Se não vivia daquilo que vendia, e não tinha nada mesmo pra vender, tinha mais é que ser fechada.
O erro foi permitir a intromissão da Elbit na história.
Poderiam também acabar com a abobrinha das EED, o fim da Mectron mostrou claramente que isso ai não serve pra nada.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Mauricio R.
1 ano atrás

És vero !
Esse papo de EDN, PDN, EED não passa de papel higiênico para políticos limparem as bocas !
Entendeu caro Maurício kkkkkkk!

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

Ai meu Deus!!!!

francisco Farias
francisco Farias
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

Este é um procedimento comum utilizado pelas empresas para eliminar a concorrência. O valor investido na compra empresa concorrente é recuperado, pois a eliminação da concorrência faz com que as vendas aumentem.

Merlin
Merlin
1 ano atrás

Galante. O em 2018 tinha lido a notícia que o míssil tinha finalizado os testes e ensaios para sua certificação, que é o último passo para comercialização.
Agora leio que está em fase final de desenvolvimento.
Também raramente vejo empresas brasileiras envolvidas quando notícias surgem sobre o A-Darter, uma vez que existe a parceria e troca de informação.

Paulo Costa
Paulo Costa
Reply to  Merlin
1 ano atrás

pois é, se e quando começar produzir vai estar obsoleto

Pedro S.
Pedro S.
1 ano atrás

Infelizmente, hoje o Brasil deve ter pouca ou nenhuma participação direta neste projeto. São os sul-africanos que estão tocando o mesmo pra frente…

Mauro
Mauro
Reply to  Pedro S.
1 ano atrás

O algoritmo que dá o direcionamento do ADarter foi feito por um brasileiro do IME. Seu trabalho era apenas este, mas a Denel pediu para ele continuar na África do Sul trabalhando em outros programas da empresa e no próprio ADarter.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Mauro
1 ano atrás

Quando eu estava na COPAC, em 2009, me disseram que foi um Tenente Engenheiro (Iteano), da FAB, que havia resolvido esse problema…

Beserra(FN)
Beserra(FN)
Reply to  Pedro S.
1 ano atrás

A Akaer é a Avibras estão participando diretamente no desenvolvimento do mesmo, varios de seus colaboradores estão trabalhando nas instalações da Denel desde 2015. A maior parte dos fundos é paga pelo Brasil. É melhor pesquisar antes de opinar.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
1 ano atrás

Legal! Seria legal ve-lo sendo lançado de lançadores em terra adaptados, principalmente para o abate de drones, como os houthis fazem com o R-73.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Vinicius Momesso
1 ano atrás

eita caramba não não sabia que os houthi estavam usando o R73 vou procurar.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Reply to  Carlos Campos
1 ano atrás

Tem até vídeo mostrando o lançamento e o abate em pleno ar.

Bosco
Bosco
1 ano atrás

Parto difícil.

Delfim
Delfim
Reply to  Bosco
1 ano atrás

Eu desconfio que a Denel tenha problemas em seus quadros. A política pós-Mandela, na qual a parcela branca da população, com maior capacitação, passou a ser hostilizada, bem como a atração de outros países por profissionais especializados na indústria de defesa, deve ter diminuído a capacidade da Denel.

Beserra(FN)
Beserra(FN)
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Tem toda a razão. Inclusive nas empresas brasileiras existem técnicos e engenheiros Sulafricanos.

teropode
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Isso é apenas a pontinha o iceberg , os centros de pesquisas estão com dificuldades para montar turmas nativas , índice baixo de interesse e capacidade , o A-Darter teve azar 2x ,

Gilmar
Gilmar
Reply to  Bosco
1 ano atrás

E bota dificil nisso.
Teve um tempo em que cheguei a pensar que não nasceria.

BILL27
BILL27
Reply to  Bosco
1 ano atrás

mais de dez anos que leio sobre este missil e ele não fica pronto nunca

Thiago Telles
Thiago Telles
Reply to  Bosco
1 ano atrás

Tá saindo com forceps. Mas vai sair e parece, parece é muito bom.

Victor Filipe
Victor Filipe
1 ano atrás

Muito bacana. mas espero que o armamento ar-ar dos gripen não fique só nisso. seria um desperdício.

Jair
Jair
1 ano atrás

O Brasil tem q procurar desenvolver sua própria tecnologia. Não é bom ficar esperando pro outros países pois temos muito o q defender.

Ramon Grigio
Ramon Grigio
1 ano atrás

A matéria cita integração em F39E/F. Nada então nos F-5EM e A-1M? Aliás esse desse último nunca vi foto ou vídeo de disparo de AAM.

Juarez
Juarez
Reply to  Ramon Grigio
1 ano atrás

Não vale a oena gastar com homologação nestas anvs que tem data marcada para sua baixa.

Ramon Grigio
Ramon Grigio
Reply to  Juarez
1 ano atrás

Entendo no caso do F-5M que já possuí P4. Mas e o A1M? Esse possuí homologação com qual AAM?

RENAN
RENAN
1 ano atrás

Ministro libera o dinheiro para terminar o míssel.
Ele é o início de algo, que poderá ser melhorado.
$$$$$$

Antunes 1980
Antunes 1980
1 ano atrás

AIM-9 Sidewinder “L” é você ?

Doug385
Doug385
Reply to  Antunes 1980
1 ano atrás

O amigo poderia informar sobre o que há de semelhante entre um e outro.

Marcos Cooper
Marcos Cooper
Reply to  Antunes 1980
1 ano atrás

Não!

Fernando Turatti
Fernando Turatti
1 ano atrás

Esse tipo de coisa é em boa parte responsável pelas confusões que leigos fazem ao ler esses rankings absurdos, onde o Brasil fica sempre ali entre 10 e 15a força. Esse tipo de capacidade: de fazer localmente parte dos armamentos mais necessários em um conflito armado. Podemos, em última necessidade, fazer com razoável rapidez armamento com qualidade usável, sejam navios, submarinos, sistemas de artilharia de saturação, mísseis ar-ar e agora estamos bem perto dos mar-mar também. Isso além de poder dar parte considerável da manutenção de itens que não fabricamos. O a-darter é um desses casos e terá bastante utilidade… Read more »

Roberto Santos
Roberto Santos
1 ano atrás

Foi na verdade passear

Luiz Floriano Alves
Reply to  Roberto Santos
1 ano atrás

Míssil AA é munição corrente nos dias de hoje. Não podemos depender de fornecedor de fora. Também não podemos ter poucos em estoque. As bases devem ter paióis bem abastecidos. Quem economiza munição não ganha combates.

Wilson
Wilson
1 ano atrás

Discordo quando dizem que falta interesse por parte de pesquisadores, falta incentivo.

Mauricio R.
Reply to  Wilson
1 ano atrás

Nós aqui vimos essa “falta de incentivo” na Mectron, deram tudo para a empresa :

Tecnologia, produtos e verba

E o que voltou: nada minimamente usável

A BID só quer saber de uma baita reserva de mercado, pra chamar de sua nada mais.

JSilva
JSilva
1 ano atrás

O foco do país em relação à indústria aeroespacial de defesa, na minha opinião, deveria ser esse. Aviões poderiam ser comprados de qualquer país, muito mais baratos sem ToT, desde que as armas fossem desenvolvidas localmente ou em parceria com nações com demandas semelhantes, com compras regulares e permanentes.

Ramon Grigio
Ramon Grigio
Reply to  Ramon
1 ano atrás

Fala xará. Que entubada levamos nesses F-2000 em. Gosto do avião, mas o negócio foi horrível.

Kemen
Kemen
1 ano atrás

Todos os projetos e desenvolvimentos que abraçamos, inclusive em parceria ou atrasam muito ou vão para o vinagre.
– Ou proibem a exportação para nós.
– Ou compram a empresa e a desmontam.
– Ou encerram os incentivos governamentais para o projeto.
– Ou tropeçam andando aos trancos e barrancos atrasando a finalização por diversas causas.
Tenho a a impressão que muitos boicotam e atuam em contra tudo, que seja desenvolvimento de tecnologia militar independente, de paises em ascenção nesse ramo.

marcilio lemos de araujo
marcilio lemos de araujo
Reply to  Kemen
1 ano atrás

Bom dia a todos, coincidência ou não segundo o chanceler Henry Kinssiger é inadimissível outro japão abaixo da linha do equador.

Mauricio R.
1 ano atrás

A visita somente confirma o óbvio ululante: o A-Darter é de fato desenvolvido na África do Sul, por empresas locais.
A pífia participação tupiniquim é somente isto, ufanismo tosco e nacionalista.

Marcelo
Marcelo
1 ano atrás

Creio que o Brasil poderia (ou deveria) entrar no desenvolvimento do missill ar ar de medio alcance Marlin proposto pela Denel. Como disse um forista acima, misseis sao municao e em necessidade precisamos ter independencia na fabricacao, ou um fornecedor confiavel, fora do eixo das grandes potencias.

frapal
frapal
1 ano atrás

O projeto A-Darter já se transformou numa verdadeira comédia-pastelão. Eternamente “em fase final de Testes”, autentica palhaçada.

Daniel
Daniel
1 ano atrás

Legal. Agora vamos aproveitar a experiência e desenvolver um de médio e longo alcance que possam ser lançados de terra ou de navios.

Mauricio R.
Reply to  Daniel
1 ano atrás

O Brasil meio que tem, meio que não tem algo que possa ser chamado de míssil ar-ar de médio alcance. Basicamente é o MAR-1. Um software diferente e um pouco mais de animo na propulsão, a Avibras deverá ter até 2020 uma nova fábrica de PBHT, então poderíamos ter um quase clone do AIM-7 Sparrow um típico míssil SARH. Com um pouco mais de paciência com os constantes contingenciamentos de verbas, afinal míssil brasileiro não sofre de problemas técnicos; estão aí o MAA-1A Piranha e o MSS 1.2 que não me deixam mentir. Quem sabe poderíamos chegar a ter a… Read more »

AntonioCV
AntonioCV
1 ano atrás

Seria viável envolver a Denel no projeto do míssil antirradiação para tentar superar os problemas enfrentados?

Marcelo
Marcelo
Reply to  AntonioCV
1 ano atrás

creio que os problemas nao foram tecnicos, mas de verbas…entao nao seria necessario, mas claro que seria viavel. Acho que alem de um missil ar ar de medio alcance, a Denel tambem tem uma certa experiencia com bombas guiadas planadoras e que seria benefico um desenvolvimento conjunto. Mas com a politica externa do governo atual nao coloco nenhuma ficha nisso nao.

Mauricio R.
Reply to  Marcelo
1 ano atrás

Programas militares no Brasil não tem dificuldades técnicas ou de falta de capacitação industrial, mas somente sofrem de falta de dinheiro.
Agora conta aquela do papagaio.

AntonioCV
AntonioCV
Reply to  Mauricio R.
1 ano atrás

A sua afirmação não é corroborada por matéria publicada aqui no fórum no dia 15/04/2019.

https://www.aereo.jor.br/2019/04/15/fab-projeto-do-missil-antirradiacao-mar-1-esta-supenso/

Halley
Halley
1 ano atrás

Antes tivesse comprado Python V e poupado essa ladainha. Mas tratando-se de Brasil, enrolation/desviation de recursos é o nome do negócio.

Wellington Góes
Wellington Góes
1 ano atrás

Programas de armamento inteligentes e sistemas embarcados tocados pela FAB, são uma piada pronta. Coisa que acontece à décadas.