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Emirados poderão encomendar 30 caças F-16 ‘Block 61’

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F-16 dos Emirados Árabes Unidos em exercício Red Flag - foto USAF

Notificação feita para o Congresso dos EUA cita uma misteriosa designação ‘Block 61’ do F-16 para os Emirados Árabes Unidos, além de modernização da frota atual de Block 60 do país

Reportagem do site Flightglobal publicada neste sábado, 25 de janeiro, traz a notícia de que os Emirados Árabes Unidos (EAU) incrementaram tanto a quantidade quanto a qualidade de uma potencial encomenda do F-16, fabricado pela Lockheed Martin.

Numa notificação ao Congresso dos Estados Unidos, que é obrigatória no caso de potenciais vendas de material militar ao exterior, a DSCA (Agência de Cooperação em Defesa e Segurança dos EUA) inclui uma misteriosa designação “Block 61” do caça, além de um incremento de 5 aeronaves em relação aos 25 que constavam de uma notificação anterior. A notificação foi feita na sexta-feira, 24 de janeiro.

Os Emirados já operam caças F-16 “Block 60”, o mais avançado padrão da aeronave até hoje, de uma encomenda de 80 unidades feita há mais de uma década. O Block 60 é equipado com motores General Electric F110-GE-132 radares AESA (varredura eletrônica ativa) Northrop Grumman APG-80, além de um sistema de guerra eletrônica da Northrop, entre suas características principais.

F-16 Desert Falcon dos Emirados em Nellis durante Red Flag - foto USAF

Apesar da DSCA não se envolver normalmente na questão comercial, o acordo potencial dos F-16 para os Emirados poderá incluir equipamento de apoio que precisa ser coberto pelo sistema de vendas militares ao exterior (FMS), o que requer uma notificação ao Congresso. Para esse equipamento de apoio, o valor divulgado é de 270 milhões de dólares. Em abril do ano passado, uma autoridade de defesa havia dito a repórteres que a venda de 25 caças F-16 aos Emirados teria valor um pouco menor do que 5 bilhões de dólares.Agora, os Emirados negociam um total de 30 caças, segundo a nova notificação da DSCA. Caso o custo médio de cada caça no pacote permaneça nos 200 milhões (nota do editor: a reportagem provavelmente está dividindo o pacote de 5 bilhões citado no parágrafo acima por 25 unidades), o valor do pacote deverá subir cerca de 1 bilhão de dólares com cinco jatos adicionais.

A nota da DSCA descreve os novos F-16 como aeronaves “Block 61”, mas a Lockheed não estava disponível imediatamente para descrever o quanto o Block 61 é diferente do Block 60 já operado pelos EAU. Ainda segundo a nota da DSCA, a proposta comercial inclui um pacote de modernização para a frota de F16 Block 60 dos Emirados, embora não traga detalhes a respeito.

F-16 dos Emirados Árabes Unidos em exercício Red Flag - foto 2 USAF

Anos atrás, os EAU selecionaram a francesa Dassault para fornecer o caça Rafale, destinado a substituir mais de 60 caças Mirage 2000, também da empresa francesa. Porém, negociações de preço se arrastaram, e esperava-se que os Emirados acabassem dividindo suas novas compras entre o Rafale, com uma possibilidade de escolher no lugar o Eurofighter Typhoon, e um segundo lote de caças F-16.

Recentemente, o consórcio Eurofighter confirmou que o Typhoon não está mais sendo considerado pelos Emirados, o que deixa apenas o Rafale na corrida para substituir a maior parte dos jatos Mirage 2000.

FONTE: Flightglobal (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: USAF (F-16 Block 60 dos Emirados)

COLABOROU: Maurício R

F-16 Desert Falcon dos Emirados - foto USAF

NOTA DO EDITOR: clique aqui para acessar o texto original da notificação ao Congresso dos EUA publicada pela DSCA na sexta-feira (24 de janeiro), citada na reportagem do site Flightglobal. Abaixo, uma tradução do Poder Aéreo da parte principal do texto (em inglês) da notificação:

A Agência de Cooperação em Defesa e Segurança (Defense Security Cooperation Agency) notificou o Congresso em 23 de janeiro sobre uma possível Venda Militar ao Exterior (Foreign Military Sale)aos Emirados Árabes Unidos (EAU) para equipamentos em apoio a uma Venda Comercial Direta (Direct Commercial Sale) de aeronaves F-16 Block 61 e equipamentos associados, partes, apoio logístico e de treinamento, por um custo estimado de 270 milhões de dólares.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) requisitaram uma possível venda de equipamento em apoio a sua compra comercial de 30 aeronaves F-16 Block 61 e para apoiar a modernização de seus aviões F-16 Block 60 existentes. Os principais equipamentos de defesa incluem: 40 canhões M61A de 20mm; e 40 sistemas integrados de GPS / Navegação Inercial. Também incluídos: equipamento de identificação amigo-inimigo (IFF); sistema conjunto de planejamento de missão; equipamentos de visão noturna; dispositivos ativados por cartucho/dispositivos ativados por propelente; integração de armas;  partes sobressalentes e de reparo; ferramentas e equipamentos de teste; treinamento de pessoal e equipamento de treinamento; publicações e documentação técnica; Programa internacional de gerenciamento de motores – programa de melhorias de componentes; reparo e devolução; apoio de reabastecimento em voo; serviços e manutenção para traslado; serviços de apoio técnico, logístico e de engenharia do contratante e do Governo dos EUA, e outros elementos relacionados de logística e apoio do programa. O custo estimado é de 270 milhões de dólares.

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Nick
Nick
6 anos atrás

Se confirmado esse pedido, teremos o substituto dos M-2000-9. Talvez complementados mais para frente com F-35, ou mesmo o Rafale, mas em uma encomenda menor.

[]’s

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
6 anos atrás

Não comprarão Rafale, dificilmente o F 35.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
6 anos atrás

Fosse para dar um up grade nos Mirage seria lógico também, ma$ o$ preço$ do$ france$eS faz anos em tudo, são impagáveis.

Eita teimosia da Dassault e do GF.

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás

O tempo trabalha a favor do F-35 e contra Le Jaca, pois fica evidente que apesar de seus mtos defeitos, há mto mais sistema de armas no ac furtivo americano; do que na tranqueira francesa.

Joner
Joner
6 anos atrás

Esse caça é magnifíco, essas modificações para mais combustivel o deixaram com uma “cara de bravo”, que se dane se existam prejuizos nas manobras, com esse radar e com os AIM-120, quem precisa manobrar para usar o canhão hoje em dia. O F-16 deveria estar na final do FX2, no lugar do SH (a escolha do NG sempre foi minha favorita), pois essa estoria de que a FAB e MB vão usar o mesmo caça é utopia, feliz o Chile que tomou uma boa decisão. Se os franceses ainda produzissem o M2000, poderiam competir com o F-16 e até ganhar… Read more »

Vader
6 anos atrás

Xiiiiiiii, Le Jaquê de la’merdelair indo pro espaço, mais uma vez…

evansanper
evansanper
6 anos atrás

Hhmm, se a capacidade de manobra for desnecessária, basta armas 747s e pronto, superioridade aérea garantida.

O Block 60 é um excelente avião, mas possui carga alar gigantesca. De longe a maior da 4,5 geração.

Iväny Junior
6 anos atrás

Esses espaços “bombados” ao lado da fuselagem são tanques conformais? Ficou estranho em relação ao design original do F-16, mas ficou interessante.

joseboscojr
joseboscojr
6 anos atrás

Evansanper, De forma alguma manobrabilidade deixou de ser importante mas o que já é sabido e aceito é que dentro do suportável pela resistência humana, apesar dos trajes anti-g, não há como escapar manobrando de mísseis WVR de 4ª e 5ª G e de mísseis BVR de 2ª e 3ª G, quando disparados dentro da NEZ. Também não é mais necessário ao caça “atacante” se colocar na posição de seis horas para lançar mísseis EOBS Enquanto tiver gente dentro de caças e enquanto o sistema de propulsão seguir os princípios da física, esta é a regra. A solução natural seria… Read more »

Iväny Junior
6 anos atrás

Nunão

Eu lembrei dos israelenses, mas não sabia que o deles era block 60, ou foram eles que introduziram essa inovação?

Aldo Ghisolfi
Aldo Ghisolfi
6 anos atrás

joseboscojr: salve! A doutrina diz o contrário, mas existe casos do míssil ter sido evitado dentro da NEZ?

Vader
6 anos atrás

Os Block 50/52 da FACh já possuem tanques conformais.

joseboscojr
joseboscojr
6 anos atrás

Aldo, Do ponto de vista teórico tem grandes possibilidades sim, e já deve ter ocorrido, tendo em vista que não dá pra escapar manobrando, mas dá pra escapar usando contra-medidas e de preferência, manobrando junto. rsrsss As contra medidas são muito eficazes no caso de mísseis guiados por radar e por IR, e menos eficazes no caso de mísseis guiados por IIR. No caso de mísseis guiados por IIR o mais eficiente parece ser o cegamento do seeker por um laser, mas dizem que até isso pode ser ineficaz, como atesta o Iris-T, que diz ser imune ao laser. Aí… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
6 anos atrás

Nunão,
Exatamente!
Vale salientar que o Super Hornet adota um despistador rebocado, o AN/ALE-50, que deve ser igualmente eficaz. rsrsr
Um abraço.

Vader
6 anos atrás

Aliás, corre a lenda que o decoy rebocado do SH despista 19 em 20 ataques…

Mas para alguns aqui ele é um lixo…

juarezmartinez
juarezmartinez
6 anos atrás

Cuiidado com estas afirmações de qualidade de equipamentos made in Tio Sam meu nobre Lord Vader, porque logo em seguida vem um expert em gráficos de computador te adjetivar de troll.

Grande abraço

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
6 anos atrás

SH é “o cara” !

Mas o ‘Não é um avião para assustar, mas impõe respeito’
tá bom, tá trancham….

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás

“…mas possui carga alar gigantesca. De longe a maior da 4,5 geração.”

A “big wing” empregada pelo F-2 japonês, combinada c/ a maior potência da turbina, poderiam remediar isto.
Mas parece que ninguém, exceto os japoneses, se interessaram.

evansanper
evansanper
6 anos atrás

Os colegas fizeram comentários muito relevantes. Há quem tenha a ilusão de que o combate BVR se restringe a “ver primeiro, atirar primeiro” e acabou. Não é assim. Existem MUITAS variáveis que geralmente são desconsideradas ao tratar desse assunto: 1- Iscas rebocadas. Praticamente qualquer caça de 4,5 geração dispõe destas, e elas diminuem MUITO a eficácia de qualquer míssil BVR guiado por radar ativo. Restringir-me-ei a apenas três exemplos: o AN/ALE-50 americano, o DASS europeu e o Lobushka russo. Procurem mais informações sobre estes sistemas. 2- Capacidade “hard-kill” embutida em mísseis WVR. Eu sei que no mínimo o Python-5 possui… Read more »

Iväny Junior
6 anos atrás

O IRIS-T tem uma NEZ cruel, consta, que o mais letal míssil IR do mundo na atualidade, mas eu acredito que todo o armamento é passível de contramedidas. O que se desenvolveu de chaff, jamming e flare nos últimos tempos não é brincadeira. As medidas contra os mísseis BVR pode ser o chaff e o jamming. Mísseis mais novos como o Meteor minimizam as chances das contra medidas, uma vez que passam ao piloto a quantidade atual de alvos e pode mudar sua designação assim o lançador queira, é terrivel, mas um chaff lançado a 3 ou 2 segundos do… Read more »

Oganza
Oganza
6 anos atrás

É por essas contra-contra-contra… medidas e algumas outras cocitas-mas que os pilotos de F-22 “reclamam” que o Raptor leva poucos mísseis, ou melhor, não leva o suficiente. 😉

Sds.

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás
Almeida
Almeida
6 anos atrás

Falando do Vespão, além de suas contramedidas ativas e passivas, internas e externas, ele foi projetado desde o começo pensando em sobrevivência e persistência em combate. Uma vez vi um documentário do projeto do mesmo onde eles mostram os tipos de testes de impacto que as células de teste sofreram. Tirando os mísseis israelenses, que possuem cabeça de guerra com quase o dobro de peso e potência do demais, nenhum míssil WVR, ocidental ou oriental, tinha capacidade de tirar um Super Hornet de combate a não ser em um impacto direto dentro de uma das turbinas. Não á toa o… Read more »

Almeida
Almeida
6 anos atrás

PS: existem casos de Super Hornets que sofreram danos por mísseis MANPADS e canhões de AAA no Iraque e no Afeganistão e continuaram suas missões sem problemas, graças ao seu FBW que adapta-se à perda de superfícies de controle e até mesmo de um dos motores.