Home Guerra eletrônica Novo despistador ‘BriteCloud’ da Selex foi selecionado para o Gripen

Novo despistador ‘BriteCloud’ da Selex foi selecionado para o Gripen

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Demonstrador do Gripen F e Gripen D em voo - foto Saab

Selex ES acaba de lançar o equipamento, que é um ‘decoy’ ativo lançado a partir de aeronaves, e informou que a sueca Saab oferecerá o dispositivo para caças Gripen novos ou existentes

Na quarta-feira, 6 de novembro, a Selex ES lançou para o mercado o seu EAD  (Expendable Active Decoy – despistador ativo dispensável BriteCloud. O lançamento foi feito em Londres, no “Churchill War Rooms”, quando também foi anunciado que a Saab é o primeiro parceiro a oferecer o equipamento de guerra eletrônica como opcional para todas as versões do seu caça Gripen, tanto novas quanto já existentes.

O BriteCloud representa novos conceitos de projetos e de tecnologias aplicadas para despistar mísseis guiados por radio-frequência (RF) e radares de controle de fogo. O equipamento tem o mesmo tamanho e forma de um “flare” (isca para mísseis guiados por infravermelho) e é lançado de um cartucho padrão de flare de 55mm. Sua alimentação é por baterias, e possibilita desviar ameaças para longe de sua plataforma lançadora, gerando grandes distâncias de erro. A tecnologia, segundo a empresa, já foi provada em testes, e estão agendadas diversas missões de qualificação e testes de voo para garantir a completa capacidade operacional.

BriteCloud Expendable Active Decoy - imagem SelexSegundo o vice-presidente de marketing e vendas de sistemas de guerra eletrônica da Selex ES, Pete Forrest, “tendo comprovadas suas capacidades, o BriteCloud vai aprimorar a sobrevivência do Gripen, melhorando ainda mais a atratividade do caça para seus clientes. Temos trabalhado com a Saab em relação a testes de voo do BriteCloud no Gripen, que deverão ser feitos em 2014.”

Ainda segundo o informe da empresa, o BriteCloud é o sucessor tecnológico de gerações anteriores de despistadores RF do tipo repetidores ou rebocados (Towed Radar Decoys – TRD). Quando um BriteCloud é lançado pelo piloto, o “decoy” procura ameaças e as organiza em prioridades, utilizando tecnologia avançada DRFM. Pulsos de radar vindos da ameaça são recebidos e o computador embarcado copia esses pulsos e os usa para simular um falso alvo, de maneira tão convincente a ponto do sistema da ameaça não detectar que está ocorrendo um despistamento. Assim, a empresa diz que o equipamento pode seduzir até as mais modernas ameaças para longe da plataforma lançadora.

BriteCloud Expendable Active Decoy - imagem brochura de divulgação Selex

Por ser um jameador (interferidor) operando fora da aeronave (off-board), o BriteCloud evita as vulnerabilidades “home-on-jam” (quando a ameaça foca no jameador que opera a partir do próprio alvo) e permite colocar uma distância significativa entre ele e o caça, após o lançamento, minimizando riscos de mísseis atacantes detonarem próximos à plataforma. Outros benefícios, segundo a Selex, incluem economias de custo e de treinamento, quando comparados a outros sistemas, com cada unidade sendo significativamente mais baratas do que tecnologia TRD equivalente, além das facilidades de emprego e armazenamento.

FONTE / IMAGENS DE BAIXO: Selex ES (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTO DO ALTO: Saab

NOTA DO EDITOR: para saber mais sobre o sistema, confira material de divulgação em pdf sobre o BriteCloud, em inglês, no site da Selex ES, clicando aqui.

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Nick
Nick
7 anos atrás

Se ele fizer isso, é um belo upgrade nos sistemas de contra-medidas do Gripen.
Será que dá para adaptar nos F-5EM? 🙂

[]’s

Iväny Junior
Iväny Junior
7 anos atrás

É interessante ver que este avião ainda não tenha sido comprado pelo brasil. A cada dia são notadas mais melhorias na máquina, além de seus custos de compra, manutenção e operação serem os melhores dos finalistas FX-2. A infraestrutura necessária para operação também é fato a se considerar, uma vez que tanto pode decolar e pousar em pistas diminutas, bem como, operar em porta-aviões. É uma máquina utilizada por forças europeias de expressão mundial e tem uma grande gama de armamento, além de uma grande performance. É sempre bom lembrar que o f/a-18 super hornet (lobby) é uma aeronave “tampão”,… Read more »

Joner
Joner
7 anos atrás

Iväny Junior 7 de novembro de 2013 at 21:47 #
disse:

Gripen operado por forças aéreas de expressão na Europa: Não muito, perdendo neste quesito para seus concorrentes;
Opera em porta aviões: Não existe nem prototipo para isso, apenas ideias!

É um bom caça Iväny Junior, inclusive é meu favorito no FX2, mas menos meu amigo, bem menos!!!

champs
champs
7 anos atrás

O Gripen, como caça, é inferior ao Rafale e ao Super Hornet, mas tem um custo menor de operação e cumpre os requisitos da FAB, então a questão para mim seria: – Os caças de 4,5 geração em pouco tempo serão superados pela 5ª geração. – As melhores forças aéreas, no primeiro momento, devem formar um Hi-Low Mix entre gerações. – Se os caças de 4,5g serão o Low, não tem porque a FAB querer o melhor, mais capaz e de maior custo. – Muito melhor ter o mais barato de manter numa quantidade maior, para substituir seus F-5 e… Read more »

Iväny Junior
Iväny Junior
7 anos atrás

Caros Joner e Champs Sobre a questão da operação em forças de expressão falo no contexto geral; a RAF é referência mundial, Suécia, Suíça e República Tcheca são localidades estratégicas e participam e/ou são aliadas da OTAN, inclusive o Gripen participará efetivamente dos exercícios de patrulha. Sobre os exercícios, no principal (red flag) os Gripens fizeram bonito esse ano (http://www.flightglobal.com/news/articles/nato-exercises-test-gripen-credentials-316841/) E sobre o conceito do Sea Gripen ainda não ser efetivamente uma realidade, os argumentos da Saab no próprio site (http://www.saabgroup.com/en/Markets/Saab-India/About-Saab-India/Saab-in-Focus/Saab-Sea-Gripen–The-Future-Of-Carrier-Borne-Air-Power/), são no mínimo muito fortes: “Why? Current marine fighters are very large, very heavy, very costly – F/A-18E/F, F-35C,… Read more »

Iväny Junior
Iväny Junior
7 anos atrás

Não quero aqui desmerecer os outros concorrentes. Mas segundo a própria Saab (e isso já era fácil de deduzir pelo projeto) o Gripen sempre foi pensado para operar em porta aviões, desde o início do seu projeto (inclusive tem uma ótima matéria no poder naval http://www.naval.com.br/blog/2009/12/22/sea-gripen-para-india-e-brasil/). Na minha opinião, de acordo com os resultados recentes (em que o Typhoon abateu praticamente todo o arsenal yankee na red flag e aqui vai o link http://blogs.ottawacitizen.com/2013/01/08/the-case-for-a-canadian-forces-gripen-fighter-aircraft-part-2/) se fosse para comprar Rafale, que reativassem o Typhoon na disputa e o comprassem, pois ele demonstra ser bem melhor que o “primo francês” (apesar do… Read more »

Mayuan
Mayuan
7 anos atrás

Gripen agora por leasing, Gripen NG em breve por co-produção e FS-2020 no futuro por parceria de projeto. Fecha logo Dilma!

Joner
Joner
7 anos atrás

É o seguinte, se olharmos apenas para a questão desempenho, capacidade e experiência, o Gripen perde sem ter argumentos, mas se pensarmos em um caça para forças de baixo poder financeiro, ai ele é uma boa opção. Quanto a opção embarcada do Gripen, acredito que as mudanças na aeronave não sejam triviais, sugiro, se é que alguem não viu, assistir a pousos em porta aviões, mas em camera lenta e observe os esforços na aeronave. Um pouso em pista curta nem se aproxima do impacto com o navio, uma mudança apenas no trem de pouso poderia transformar um caça em… Read more »

juarezmartinez
juarezmartinez
7 anos atrás

Como ele já opera em pistas pequenas, os ajustes prometem ser apenas estruturais externos (como trens de pouso e gancho de parada) para que efetivamente se opere em porta aviões. É interessante que a aeronave seja multimissão (embarcada inclusive) para que se possibilite até a operação de aeronaves da aeronáutica em conjunto com a marinha e o NAel São Paulo. Saudações. Caro Yvani Junior! Gostaria de respitosamente divergir das informações assinaladas no link sopbra adiata “fácil” adaptação do Gripen em operação embarcada com uso de catapultas e apaelhos de parada. O colega tem idéias das forças que são exercidas pela… Read more »

Iväny Junior
Iväny Junior
7 anos atrás

Caros Joner e Juarezmartinez Claro que se você pegar um avião “comum” e sem nenhum preparo nem previsão no projeto, “soltá-lo” em um porta aviões ele irá se partir, até porque a aceleração g que ele é submetido é muito superior pelas catapultas e sistemas de parada. Estou partindo do pressuposto que no Gripen seria diferente pela declaração da própria Saab sobre o projeto, que originalmente já previa isso, bem como, suas dimensões e peso. É claro que o desenvolvimento custa dinheiro (tanto que depende do fechamento de india e brasil para iniciar), mas quando vemos o enorme Flanker e… Read more »

Nautilus
Nautilus
7 anos atrás

Eu só não entendo em que o Gripen NG seria “inferior” em desempenho e capacidade aos concorrentes do F-X2… O único item em que sua capacidade é “inferior” (e, assim mesmo, não muito) é na carga bélica. Mas essa é uma “inferioridade” relativa. Pois um Rafale para levar a mesma carga bélica de um Gripen NG a uma mesma distância leva um quantidade de tanques extras que ocupa a maior parte das estações.
E o Gripen NG é, dos concorrentes, o único com capacidade de super cruzeiro em configuração de defesa aérea, além de ser o de menor custo operacional.

Iväny Junior
Iväny Junior
7 anos atrás

Mais lenha para o debate O general americano John Jumper deu esta declaração recentemente: “I’ve flown all the [American] Air Force jets. None was as good as the Eurofighter.” Esta afirmação partindo de um oficial americano é extremamente forte. Significa que até os poderos f-15 (em suas versões diversas, ainda as mais capazes do arsenal deles) sucumbem à performance do Typhoon. (Como pode ser visto aqui http://blogs.ottawacitizen.com/2013/01/07/why-canada-should-buy-the-saab-jas39-gripen-e-next-generation-fighter/). Tendo como base, inclusive, meu argumento que neste caso, o Typhoon é a melhor aeronave de caça multi-missão do mundo atualmente, é impressionante saber que em um exercício no mediterrâneo, Gripens Húngaros venceram… Read more »

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

Todos os três cumprem a missão.

Mas em um país onde o orçamento 2014 revela um rombo de 13 bilhões no valor mínimo ( veja-se bem, no valor minimo) de operação das forças armadas, pretender um aparelho mais caro que o Gripen será sepultar a FAB.

Mayuan
Mayuan
7 anos atrás

Assino embaixo do que disse o Colombelli. Ninguém aqui afirma que o Gripen é de 5ª geração, um caça faz tudo que vai tornar o Brasil um império. Entretanto, no pendura que a FAB aceita ficar, qualquer coisa mais cara que o Gripen seria complicada. Nada impede no entanto que, no futuro, assumindo um dos políticos iluminados que alguns aqui acreditam existir, possam ser comprados caças mais capazes de 5ª geração de fato pra fazer um mix hi-lo. Sobre as dificuldades para navalizar o Gripen, vamos ter bom senso. De graça nada é. Claro então que o projeto vai custar… Read more »

Soldat
Soldat
7 anos atrás

E que venha o Gripen….