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A Embraer divulgou nota à imprensa nesta terça-feira, 26 de junho de 2012,  informando que assinou com a Boeing um acordo de cooperação para o programa KC-390. O acordo prevê o compartilhamento de conhecimentos técnicos específicos e a avaliação conjunta de mercados onde poderão estabelecer estratégias de vendas no segmento de aeronaves de transporte militar de médio porte.

“A Boeing tem grande experiência em aeronaves militares de transporte e reabastecimento em voo, assim como profundo conhecimento de clientes potenciais para o KC-390, em especial nos mercados que não foram incluídos no nosso plano de marketing original”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança. “Este acordo reforçará a posição de destaque do KC-390 no mercado global de transporte militar.”

A cooperação para o programa KC-390 é parte de um amplo acordo assinado pela Boeing e pela Embraer em abril deste ano, quando as empresas anunciaram cooperação em diversas áreas, incluindo funcionalidades para aeronaves comerciais que aumentem sua segurança e eficiência, pesquisa e tecnologia, bem como bio-combustíveis sustentáveis para aviação.

Boeing e Embraer vão analisar, em conjunto, o mercado de aeronaves militares de transporte de médio porte e possíveis parcerias comerciais. Essa análise de mercado incluirá potenciais clientes que não haviam sido considerados nas projeções iniciais de mercado para o KC-390. “A Embraer é uma líder global em inovação e ambos reconhecemos o valor de trabalhar em parceria para fornecer soluções acessíveis e de alta qualidade para os nossos clientes”, disse Dennis Muilenburg, Presidente e CEO da Boeing Defense, Space & Security. “Essa colaboração combina a comprovada excelência da Boeing em aeronaves de transporte militar com as realizações do KC-390 da Embraer, de forma a avançar ainda mais com esta aeronave altamente capacitada.”

O KC-390 é um projeto da Força Aérea Brasileira, para o qual a Embraer foi contratada para desenvolver a aeronave, em abril de 2009. Trata-se do maior avião a ser produzido pela indústria aeroespacial brasileira e estabelecerá novos padrões para aeronaves de transporte militar de médio porte em termos de desempenho, capacidade de carga, flexibilidade e custos de operação.

A Boeing mantém uma sólida e longa parceria com o Brasil, por mais de 80 anos, que teve início com a entrega dos primeiros caças F4B-4 para o Governo Brasileiro, em 1932, e fornece aeronaves comerciais para empresas aéreas brasileiras desde 1960. A Boeing inaugurou seu escritório em São Paulo em outubro de 2011.

FONTE / IMAGEM: Embraer

Colaborou: Ivan

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Broa Fly-In: um Bandeirante modernizado

“Senhores, nós podemos reconstruí-lo. Temos a capacidade técnica para fazer isso. Ele será muito melhor do que era”. Este trecho acima foi inspirado num saudoso seriado da década de 1970, mas poderia ter saído da boca de  algum oficial da FAB quando viu o  C-95C FAB 2332  aterrisar de barriga, com o trem de pouso recolhido, na Base Aérea dos Afonsos em 29 de maio de 2009. Mal sabia o 2332 que este fato mudaria a sua vida operacional, tornando-o o primeiro C-95M da FAB. A propósito, o custo para reconstruí-lo foi inferior aos famosos “seis milhões de dólares” do seriado.

Ontem, durante a abertura do Broa Fly-In 2012 no aeródromo Dr. José Augusto de Arruda Botelho (Itirapina-SP) tivemos a grata surpresa de ver o 2332 em plena forma. Ele foi entregue no dia 8 de dezembro de 2011 ao 3º ETA (Esquadrão de Transporte Aéreo), esquadrão sediado na Base Aérea do Galeão e responsável pela execução das tarefas de transporte aérea no âmbito do III COMAR (Comando Aéreo Regional).

Conforme pode ser visto na deriva (foto do início deste texto), trata-se de um C-95C modificado. A designação final ficou C-95CM. Além da aeronave das fotos deste post, o 5º ETA também recebeu um Bandeirante modernizado (em 5 de março passado), mas trata-se da subvariante C-95BM.

O “Charlie” da FAB é na verdade a versão militar do EMB-110P1A da Embraer.  O avião possui uma série de melhoramentos internos que visavam a redução do ruído na cabina (lembrar que este não é um avião pressurizado), mas a característica externa que o diferencia facilmente das demais versões é o diedro dos estabilizadores horizontais, inclinados para cima (diedro positivo) 10º. Esta mudança também ajudou a reduzir o ruído na cabina de passageiros e a vibração.

Da versão 110P1A, a última produzida pela Embraer, foram construídos 12 exemplares para a FAB entre 1988 e 1990. Baseados no C-95C tamém foram construídos outros dez Bandeirantes no padrão P-95B Bandeirulha. Portanto, eles estão entre os Bandeirantes mais novos da FAB e ainda vão completar 25 anos.

O Programa C-95M

Em 2009 o custo do programa de modernização do Bandeirante foi estimado em US$ 35 milhões para um total de 54 aeronaves (incluindo dez Bandeirulhas). A expectativa inicial era de que todas estas células estivessem modernizadas até 2013, mas devido aos atrasos no programa, ele deverá estar completo somente em 2015.

Participam do programa de modernização duas empresas distintas (AEL e Embraer) e uma OM (organização militar) da FAB (o PAMA-AF) que atuam em três fases distintas. Primeiramente a AEL substitui o painel original por um ‘glass cockpit’ e instala modernos equipamentos de navegação e comunicação de concepção digital.

Posteriormente a aeronave é enviada para a Embraer, onde toda a estrutura é revitalizada e melhorias no sistema de refrigeração e substituição de equipamentos nos sistemas mecânico e hidráulico são realizados. Por último, no PAMA-AF a aeronave recebe melhorias na forração interna e nova pintura. Espera-se que os Bandeirantes modernizados possam servir à FAB por mais 20 anos.

Inicialmente os trabalhos se concentraram em duas aeronaves, sendo que outras duas foram recebidas em seguida. O primeiro voo de um Bandeirante modernizado deveria ocorrer em agosto de 2010, mas aonteceu somente no dia 14 de dezembro daquele ano, quando  o FAB 2332 totalmente modernizado fez o seu voo inaugural. No entanto, levaria mais um ano até que ele fosse entregue ao setor operacional da FAB.

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Um é pouco, dois é bom, cinco é ensaio em voo

Cinco dos seis Airbus A400M de desenvolvimento voando em formação sobre Toulouse no dia 7 de junho. Foto como essa não se vê todos os dias.

FOTO: Arbus Military

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No último dia de participação brasileira na Maple Flag, a Força Aérea Brasileira (FAB) coordenou pela primeira vez as missões de transporte e reabastecimento em voo do exercício.

Como líder da aviação de transporte (transport commander), a tripulação do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa teve que efetuar todo o planejamento das aeronaves de transporte presentes no exercício: um C-130 do Brasil, dois do Reino Unido e outro da Nova Zelândia, além de um C-160 da França.

Os brasileiros tiveram que realizar a coordenação de horários e rotas entre as aeronaves de transporte e as demais que compõem o pacote da missão. O pacote é composto por missões de defesa aérea, guerra eletrônica, asas rotativas, missões de interdição e ataques. A principal dificuldade é desconflitar rotas e alvos. Além disso, o planejamento também engloba a coordenação da escolta às aeronaves de transporte feita por caças CF-18 canadenses e Mirage 2000 franceses.

Para o Capitão Aviador Bruno Rocha, participante da missão, atividades como esta são uma oportunidade testar as capacidades ao máximo. “Aqui nesta operação, tivemos a oportunidade de participar de um voo em ambiente simulado muito próximo do real. Pudemos conhecer as técnicas e táticas de combate de outras nações e verificamos as capacidades do sistema de autodefesa do C-130 da FAB”, disse.

Para executar a missão de sustentação ao combate, as aeronaves de transporte tiveram que realizar o lançamento de carga em duas áreas diferentes, com o objetivo de ressuprir a tropa infiltrada em terreno inimigo.

Durante o voo, as aeronaves de transporte tiveram que realizar manobras evazivas para despitar os radares do inimigo, através do lançamento de chaff. Mesmo com o grande número de ameaças, artilharias antiaéreas no terreno e caças inimigos, as aeronaves de transporte alcançaram o objetivo de ressuprir a tropa e retornar em segurança.

“Pessoalmente, foi um aprendizado muito grande. Com o sucesso da missão de hoje, mostramos que a aviação militar brasileira tem condições de participar de missões conjuntas com forças aliadas, por exemplo a OTAN”, afirma o Capitão Aviador Cristiano Link, coordenador da missão de transporte.

FONTE / FOTOS: FAB

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O Brasil na Maple Flag

A aeronave C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) que participa do exercício Maple Flag, em Cold Lake, Canadá, realizou, nesta quarta-feira (30/5), o lançamento de uma tropa paraquedista das forças especiais do Exército Alemão. Esta é a primeira vez que uma aeronave de transporte brasileira cumpre esse tipo de missão em um exercício operacional internacional.

Durante a manobra, o avião do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1o GTT) realizou navegação à baixa altura e se infiltrou no terreno inimigo, buscando um ponto estratégico para o salto da tropa. Quando a aeronave alcançou 2100 metros de altitude, os militares alemães saltaram, para logo em seguida abrir o paraquedas e pousar em segurança no exato ponto demarcado.

O Suboficial do Exército Alemão Ralf Kohr, mestre de salto da tropa, foi o responsável pela coordenação e planejamento do salto. Com experiência de quem participou de conflitos na Somália, Kosovo e Congo, ele elogiou a tripulação brasileira, principalmente pela flexibilidade. Segundo Kohr, os militares brasileiros cumpriram muito bem a missão.

As forças especiais alemãs têm vasta experiência em conflitos armados, tendo realizado diversas missões no Afeganistão. “Devido às limitações geográficas da Alemanha, esse tipo de treinamento só é possível de ser realizado em exercícios como a Maple Flag, que utiliza uma vasta área de treinamento”, disse o Suboficial alemão.

A infiltração de paraquedistas faz parte da chamada “missão composta”, em que o objetivo é suprir a tropa e lançar forças especiais em território inimigo sem ser detectado. Além das aeronaves de transporte, diversos caças, helicópteros e aviões radares participam ao mesmo tempo de diferentes missões no teatro de operações

“É um orgulho enorme estar representando o Brasil e participar deste feito histórico para aviação de transporte. Acredito que essa experiência irá incrementar nossa doutrina, já que estamos lidando com países membros da OTAN, com experiência em conflitos reais”, afirma o Capitão Aviador Rogério Vieira, piloto do 1o GTT.

Nos próximos dias de exércicio, mais missões de salto de tropas estrangeiras estão previstas para o esquadrão brasileiro.

FONTE/FOTO: FAB

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As mulheres da primeira turma de aviadoras da Força Aérea Brasileira seguem deixando seus nomes destacados na história da aviação. No último sábado (26/5), na Base Aérea de Canoas, no sul do país, a 1º Tenente Aviadora Adriana Gonçalves realizou a primeira instrução pilotando a aeronave KC-137 (Boeing 707). No Brasil, ela é a única mulher militar a levantar voo no comando do maior avião da Força Aérea.

“É uma grande responsabilidade e estamos sempre pensando nisso para fazer o melhor trabalho. É muita dedicação e profissionalismo”, disse a Tenente Adriana, nesta terça-feira (29/5), antes de embarcar para o seu terceiro voo pilotando o gigante que mede mais de 46 metros de comprimento e 44 de envergadura.

Para cumprir todos os tipos de missões do 2º Esquadrão do 2º Grupo de Transporte, Esquadrão Corsário, a aviadora sabe que ainda terá mais estudo e treinamento pela frente. “Estou no início da minha formação e ainda vou me aprimorar para cumprir tudo da melhor maneira. A expectativa é realizar as missões de Reabastecimento em Voo (REVO), que serão novidade porque ainda não cumpri nos esquadrões anteriores”, explica Adriana. Na teoria, ela já está pronta: foi a primeira colocada no Curso Teórico de REVO concluído em março deste ano.

Formada na Academia da Força Aérea em 2006, a Tenente Adriana é uma das 11 mulheres integrantes da primeira turma de aviadoras da FAB. Na semana passada, também na Base Aérea de Canoas, a 1º Tenente Aviadora Joyce de Souza Conceição, outra integrante da primeira turma de aviadoras, tornou-se a primeira mulher militar apta a pilotar a aeronave C-130 Hércules.

FONTE: FAB

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Aviadora brasileira é a segunda a pilotar esse tipo de aeronave na América Latina; Avião é um dos maiores da FAB e pode carregar até 30 toneladas

 

 

Nesta terça-feira (22/05), a Base Aérea de Canoas (RS) foi o cenário de um voo histórico: a formação da primeira aviadora da Força Aérea Brasileira (FAB) apta a pilotar uma aeronave de transporte C-130 Hércules, no Esquadrão Gordo (1º/1º GT). A 1° Tenente Aviadora Joyce de Souza Conceição realizou seu último voo de instrução em Canoas. Pela fonia da aeronave, era possível ouvir as orientações do instrutor e todas as ações realizadas pela piloto, que informava cada passo durante o voo. Uma espécie de prova oral, com a diferença de que ela estava no comando de uma série de manobras em uma aeronave que mede 30 metros de comprimento, 40 de envergadura, e pode carregar até 30 toneladas.

Formada na Academia da Força Aérea em dezembro de 2006, a oficial aviadora é uma das 11 integrantes da primeira turma de pilotos mulheres da FAB e que agora torna-se pioneira também como a primeira piloto militar da aeronave C-130 no Brasil e a segunda a pilotar esse tipo de aeronave em todas as Forças Aéreas da América Latina. “Saber que poucas mulheres tiveram a oportunidade e coragem para comandar uma aeronave militar de grande porte, é motivo de muito orgulho para mim e para toda minha família”, diz Joyce, referindo-se ao sonho de sua mãe de vê-la pilotar o C-130.

A vontade de aumentar o alcance das missões humanitárias das quais participou fez com que ela deixasse sua cidade natal, Manaus (AM), e se juntasse ao Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte, Esquadrão Gordo, sediado na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ). “Em Manaus, realizei várias missões em apoio a populações ribeirinhas em campanhas de vacinação, e pude realizar essa ajuda em proporções maiores muito me alegra”, afirma a Tenente Joyce, que, durante quatro anos pilotou aeronaves C-98 Caravan e C-97 Brasilia na região Norte do país.

Conhecido em âmbito nacional por transportar mantimentos em diversas ocasiões de calamidade pública, o C-130 foi responsável pela ajuda aos desabrigados nas enchentes que ocorreram em Rio Branco (AC) este ano, nas enchentes em Santa Catarina em 2008 e na região Serrana do Rio de Janeiro em janeiro de 2011. A aeronave já rodou o mundo, levando ajuda humanitária para o Líbano (2006) e socorro para vítimas do terremoto no Haiti (2010). O Esquadrão Gordo também realizou missões em diversas situações em que cidadãos brasileiros se encontravam em perigo em outros países e necessitavam ser retirados às pressas, como no terremoto que atingiu várias cidades chilenas, no ano de 2010, bem como os pesquisadores e militares brasileiros sobreviventes do incêndio ocorrido na Base da Marinha na Antártica.

Todos esses tipos de missões fazem parte das expectativas da Tenente Joyce e serão aprendidas e treinadas no período de uma formação que dura quatro anos. “Esse é o primeiro passo da minha formação operacional, pois além de transporte de carga, meu esquadrão de voo realiza também a missão de Busca e Salvamento (SAR), Reabastecimento em Voo – REVO e pousa no continente Antártico.”

FONTE: V COMAR e 1º/1º GT

NOTA DO EDITOR: parabéns para a tenente Joyce por este feito

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Nem só de acrobacias e pós-combustão em excesso viveu a Academia da Força Aérea (AFA) durante as comemorações dos 60 anos da “Esquadrilha da Fumaça” (EDA – Esquadrão de Demonstração Aérea). A Aviação de Transporte compareceu como sempre, tanto em exposições estáticas como no ar.

E não era apenas a aviação de transporte da FAB que estava presente. Logo no início do dia 12, um CC-130J da RCAF (Royal Canadian Air Force) foi a segunda aeronave a decolar para o público naquela fria e chuvosa manhã.

O “J” é a última variante de uma longa linhagem de aviões de transporte projetados e construídos pela Lockheed. Embora o desenho como um todo pouco mudou (mantendo suas vantagens e desvantagens), externamente chama atenção os novos motores Rolls-Royce AE 2100D3 turboprop de 4,637 shp e as hélices tipo cimitarra de seis pás.

 

 

A RCAF possui 17 CC-130J recentemente adquiridos e muitos deles já foram empregados no Afeganistão em apoio às tropas da ISAF (International Security Assistance Force).  O último dos 17 Hercules foi recebido na semana passada! Exatamente por operar em áreas como o Afeganistão, estes aviões estão equipados com uma suíte completa de sistemas defensivos como MAWS (Missile Approach Warning System), RWR (radar warning receiver) e contramedidas. Algumas das antenas podem ser vistas ampliando-se as fotos acima e abaixo.

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A Aviação de Transporte da FAB

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Além do Hercules canadense, aeronaves da V FAe (uma das quatro grandes unidades do COMGAR, responsável pela Aviação de Transporte e Reabastecimento Aéreo da FAB) estiveram presentes ao evento. Ainda antes da decolagem do Hercules, decolou um C-99 com as cores do GTE (Grupo de Transporte Especial), mas a forte chuva não permitiu que tirássemos uma boa foto da aeronave.

Logo após a decolagem do Hercules canadense, ainda sob chuva intensa, chegou um C-99A (FAB 2524) do 1º/2º GT trazendo convidados para festa dos 60 anos da “Fumaça”.

No estacionamento da AFA estava um C-105A Amazonas do  1º/15º GAv (Esquadrão Onça, baseado em Campo Grande-MS) e mais para a metade do dia, quando o tempo melhorou, ele decolou para a apresentação da equipe de paraquedismo.

Também estiveram presentes ao evento um C-98 Caravan da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAr) e um C-97 Brasília do 4º ETA. Pudemos fotografar o C-97 pousando (veja entre as imagens abaixo) bem na cabeceira das pistas principais da AFA, local de onde também fotografamos a decolagem do C-105 Amazonas, das fotos acima.

Ao final do evento, no dia 13 (domingo), o CC-130J canadense decolou mais uma vez, mostrando suas belas linhas em passagens rápidas e lentas sobre a pista. Após o pouso, um dos tripulantes exibiu a bandeira brasileira para o público da AFA, enquanto o quadrimotor taxiava de volta ao pátio.

 

Fiquem atentos! Nos próximos dias, continuaremos trazendo mais matérias contando o que aconteceu no aniversário do EDA e trazendo mais fotos.

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Segundo nota divulgada pela Thales nesta sexta-feira, 4 de maio, a Embraer Defesa e Segurança selecionou o novo sistema de navegação inercial (INS) e o GPS da empresa francesa para equipar o seu novo jato de transporte militarKC-390

O equipamento é denominado HPIRS (High Performance Inertial Reference System) e, segundo a empresa, trata-se de um grande avanço em navegação inercial, pois combina as vantagens de um produto certificado para uso civil com o desempenho esperado para aeronaves militares.

Ainda segundo a Thales, o sistema permite que aviões militares conduzam com sucesso missões em quaisquer condições de tempo, com alto grau de segurança. Além disso, sua arquitetura permite uma redução significativa nos custos de ciclo de vida e de manutenção. O HPIRS também segue um projeto modular para permitir instalação em grandes aeronaves civis e militares.

O vice presidente senior de Operações e COO da Embraer Defesa, Eduardo Bonini Santos Pinto, afirmou que “após um rigoroso processo de seleção, a solução da Thales foi claramente a melhor para o KC-390.” Já o vice presidente da linha de negócios em aviônicos militares da Thales, Dominique Giannoni, disse que a Thales está “ansiosa para contribuir com o sucesso do programa KC-390 e desenvolver ainda mais o relacionamento com a Embraer.”

Os testes de voo do KC-390, que está sendo desenvolvido pela Embraer por meio de um contrato com a Força Aérea Brasileira, estão planejados para 2014, com a entrega inicial em 2016.

FONTE / IMAGEM MENOR: Thales

IMAGEM DO ALTO: Embraer

Colaborou: Justin Case

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Aeronáutica estuda substituto do KC-137

Aeronave ‘Tampão’ também está em estudo

 


Carolina Marcondes

O Comando da Aeronáutica enviou, há cerca de um mês, pedido formal de informações a Airbus, Boeing e Israel Aerospace Industries (IAI) para comprar novos aviões para a presidência da República, segundo reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda-feira.

As informações, afirma a publicação, devem subsidiar o processo de aquisição de duas novas aeronaves, que deverão substituir os quatro atuais Boeing 707 nas missões de transporte intercontinental da presidência, transporte logístico e reabastecimento em voo.

Ainda de acordo com o jornal, a ideia de substituir os aviões, conhecidos como “sucatões”, ganhou força nos últimos meses por conta do interesse da presidente Dilma Rousseff em querer um avião que realize voos internacionais sem escalas.

As viagens da presidente utilizam dois aviões, sendo um para reserva. Atualmente, o segundo avião é um Embraer 190, mas o alcance máximo é de 8,3 mil quilômetros. O principal avião da presidente é um Airbus A319.

A opção mais em conta seria uma customização de um avião da IAI. A empresa não produz aeronaves de grande porte. Segundo o Valor, o preço seria algo entre 60 milhões e 80 milhões de dólares.

Já a Boeing teria feito uma oferta alternativa ao governo brasileiro, de dois aviões 767 usados ao menos até que a nova versão “tanker” seja entregue.

FONTE: Reuters

NOTA DO EDITOR: nos últimos oito anos quase todas as aeronaves que servem às altas autoridades brasileiras foram extensivamente substituídas por modelos de ultima geração. Não seria a hora de priorizar algumas das áreas mais sensíveis e defasadas da Aeronáutica como a aviação de caça?

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Nova aeronave de reabastecimento aéreo da RAF mostrou problemas de compatibilidade com os Tornados

 

O jornal britânico ‘The Sun’ informou na semana passada que testes realizados com o futuro avião de reabastecimento aéreo ‘Voyager’ (versão da RAF do Airbus A330 MRTT), indicaram a não compatibilidade com os caças Tornado porque no contato com a cesta, ocorreram vazamentos de combustível.

O caso tornou-se uma grande dor de cabeça para o ministro da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, cuja pasta assinou um contrato de 10 bilhões de libras esterlinas para a aquisição de 14 aeronaves de reabastecimento. O mais embaraçoso é que com aeronaves produzidas nos EUA os testes foram positivos.

O Voyager é a maior aeronave que a RAF já teve. Além de transportar até 100.000 litros de combustível, o avião pode ser convertido em transporte de tropas para até 400 soldados.

O problema de compatibilidade com os Tornados pode causar um atraso nas entregas. Nove Voyager deveriam entrar em serviço até 2014.

FONTE/FOTO The Sun/Airbus

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

NOTA DO EDITOR:após a publicação da matéria original do jornal inglês, o Ministério da Defesa do Reino Unido divulgou a seguinte nota (clique aqui para ver o texto original, em inglês):

“O jornal ‘The Sun’ noticiou que a nova frota de aviões de reabastecimento e de transporte da RAF foi atingida por um revés após ser descoberto que o avião, chamado Voyager, encontrou problemas durante testes de reabastecimento aéreo. O Voyager deverá entrar em serviço na RAF nas funções de transporte e aeromédicas nos próximos meses. O avião já reabasteceu Tornados e, uma vez que os testes sejam completados com sucesso, será iniciado o treinamento completo de reabastecimento aéreo na RAF.”

“Nove aeronaves totalmente operacionais deverão entrar em servi;co nos próximos dois anos, com a meta para data de entrada em meados de 2014. Não haverá nenhuma lacuna na capacidade como resultado disso. Se a indústria falhar em atender suas obrigações, o Ministério da Defesa espera recuperar quaisquer custos adicionais.”

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O desenvolvimento do jato de transporte militar KC-390, feito pela Embraer e 16 fornecedores principais, traz uma série de inovações tecnológicas que desafiam as áreas de desenvolvimento, manufatura e inovação desses parceiros, segundo o diretor do programa na Embraer, Paulo Gastão Silva.

Com capacidade para 20 toneladas de carga, o KC-390 vai substituir o Hércules C-130, em operação na Força Aérea Brasileira (FAB) desde a década de 60. A nova aeronave é um jato de transporte médio bimotor, que pode ser reabastecida ou abastecer outras aeronaves em pleno voo.

Com sistemas eletrônicos modernos, compatível com o equipamento de visão noturna, o KC-390 está sendo projetado para diversas missões, como lançamento de paraquedistas e carga, evacuação médica, transporte de carga paletizada, contêineres, tropas e veículos blindados.

O maior jato já feito pela Embraer, o 190, para 120 passageiros, tem uma asa de 92 metros quadrados. O KC-390, por sua vez, terá uma asa de 140 metros quadrados. Essa diferença traz uma série de desafios novos para a companhia, tanto do ponto de vista de desenvolvimento de novas tecnologias de manufatura e automação, quanto da própria montagem do avião e da logística, explica Gastão.

Até mesmo a montagem da nova aeronave vai exigir grandes mudanças na área de manufatura em Gavião Peixoto (SP), onde está concentrada a montagem das aeronaves de defesa. A empresa, segundo o diretor, está construindo no local mais seis hangares para abrigar as áreas de montagem final.

Na parte de produto, Gastão diz que poderá ser conquistado um salto tecnológico com o KC-390, relacionado aos comandos elétricos de voo, cujos softwares serão feitos pela primeira vez dentro da Embraer. Conhecidos também como sistemas “fly by wire” [controle de voo por computador], os comandos de voo do KC-390 já foram aplicados com sucesso nos E-Jets da Embraer e, mais recentemente, nos jatos executivos Legacy 450 e Legacy 500, os primeiros a terem todas as superfícies de comandos de voo controladas digitalmente, de acordo com o executivo.

“No KC-390 estamos indo um pouco além, pois faremos toda a parte de integração de sistemas de comando de voo da aeronave e também do software”, destaca o diretor do programa. A tecnologia que envolve as leis de controle do avião, que definem seu comportamento do ponto de vista dos comandos de voo, será desenvolvida e certificada pela Embraer.

Outra inovação que será incorporada no KC-390 diz respeito a um sistema de monitoramento da vida estrutural do avião. A manutenção preditiva da estrutura, segundo Gastão, permitirá a detecção de eventuais danos independentemente das inspeções periódicas. Haverá ainda um monitoramento de prognóstico dos sistemas (hidráulico, combustível, elétrico), que fará alertas dos problemas antes de uma eventual pane.

A previsão da Embraer é que o KC-390 tenha algo em torno de 50 mil “part numbers” [lista de componentes], enquanto o jato civil 190 tem em torno de 44 mil. Estão envolvidos com o projeto na fábrica da Embraer, em São José dos Campos, atualmente, os três parceiros industriais do programa: a Ogma, de Portugal; a Fadea, da Argentina; e a Aero Vodochody, da República Tcheca. Os 16 fornecedores principais do KC-390 também trabalham juntos para definir a configuração do novo avião.

A escolha dos fornecedores foi feita em conjunto com a Aeronáutica, que também exigiu das empresas estrangeiras uma contrapartida, com obrigações de transferência de tecnologia em áreas de interesse da FAB e da indústria nacional, conforme está previsto na estratégia nacional de defesa.

As empresas brasileiras participam do desenvolvimento do KC-390 em algumas áreas consideradas estratégicas, como o trem de pouso, que será fornecido pela Eleb, subsidiária integral da Embraer, e a AEL Sistemas, de Porto Alegre, na parte do computador de missão do KC-390 e também dos sistemas de autoproteção, de contramedidas direcionais infravermelho e de orientação do piloto

Na área de engenharia, a Embraer está trabalhando com a Akaer, de São José dos Campos. Segundo o presidente da empresa, Cesar Augusto da Silva, a Akaer foi a única indústria brasileira a participar da fase de conceituação do KC-390. “Ganhamos 17 dos 30 pacotes que foram oferecidos pela Embraer”, disse o presidente da Akaer.

A empresa também desenvolveu a fuselagem central e traseira, assim como as asas e as portas principais do trem de pouso do Gripen NG, novo caça sueco produzido pela Saab. A Akaer foi a primeira empresa do hemisfério sul a participar de forma efetiva do desenvolvimento de um caça supersônico, que utiliza materiais avançados, como o carbono.

A maturidade tecnológica da empresa, segundo seu presidente, foi conquistada nos últimos 20 anos com a participação no desenvolvimento dos principais aviões da Embraer: família E-Jets e Super Tucano. “Somente para os jatos da família 170/190 dedicamos mais de 1,2 milhão de horas de serviços de alto valor agregado”, explicou Augusto da Silva.

Segundo o executivo, a Akaer também negocia com vários parceiros estrangeiros da Embraer encarregados de fazer outras partes do avião. Em 2011, a empresa faturou R$ 20 milhões, dos quais 50% vieram dos contratos com a Embraer e o restante de serviços de exportação para a sueca Saab, a belga Sonaca, que fornece partes da estrutura do jato executivo Legacy 500, da Embraer e de alguns trabalhos para a espanhola Aernnova.

FONTE: Valor Econômico (reportagem de V. Silveira, que viajou a convite da Embraer), via Notimp

IMAGENS (exceto a do alto): Embraer

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Segundo nota divulgada pela Lockheed Martin na quinta-feira, 5 de abril, o penúltimo CC-130J a ser entregue para a Força Aérea Real Canadense já deixou a fábrica de Marietta, nos EUA, rumo à base de Trenton, no Canadá. A empresa também divulgou a foto acima, tirada no dia anterior, mostrando a decolagem da aeronave.

A décima sétima e última aeronave da encomenda canadense deverá ser entregue no início de maio, com cerimônias tanto em Marietta quanto em Trenton, segundo a empresa.

FONTE / FOTO: Lockheed Martin

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O Esquadrão Gordo (1°/1°GT) realizou (26 a 30/03) o Exercício Operacional BARÃO I, na Base Aérea de Canoas (RS). O treinamento teve como objetivo a formação de uma nova turma de pilotos, “flight engineer”, rádios operadores e observadores de KC-130 “Hércules” na missão de reabastecimento em voo (REVO).

No treino, o Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1°/14° GAV) e o Primeiro Esquadrão do Quarto Grupo de Aviação (1°/4° GAV) operaram aeronaves F-5 EM.

Já o Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1°/10° GAV) e o Terceiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (3°/10° GAV) utilizaram aeronaves A-1.

O Esquadrão Gordo realizou voos de REVO tanto diurnos quanto noturnos, em alta e baixa altura, ajudando na formação de líderes de esquadrão e esquadrilhas das unidades envolvidas no exercício operacional.

FONTE/FOTOS: FAB (1º/1º GT)

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A400M na Bolívia

Para os mais apressados em achar que a Bolívia está comprando o A400M, avião de transporte de nova geração da Airbus, vale dizer que a ida à Bolívia faz parte de uma série de testes de desempenho em altitudes elevadas.

Para os testes, a aeronave completou uma série de voos a partir do aeroporto de La Paz, que está a mais de 13.000 pés acima do nível do mar. As operações de decolagem a essa altitude são desafiadoras por causa da baixa densidade do ar, segundo a Airbus Military.

Os testes foram feitos logo após a visita da aeronave ao evento aéreo FIDAE, no Chile e a Lima, no Peru. Trata-se do primeiro deslocamento da aeronave à América Latina. Segundo o chefe de testes e de voo e integração da Airbus, Fernando Alonso, “os primeiros resultados dessas provas foram muito positivos.”

FONTE / FOTO: Airbus Military

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A Lockheed Martin está promovendo na FIDAE o seu C-130XJ, versão de baixo custo do incansável quadrimotor de transporte tático Hercules. Isto pode representar uma ameaça direta à Embraer.

A companhia brasileira havia informado anteriormente que a Força Aérea Chilena tinha interesse em adquirir seis jatos de transporte KC-390.

Embora a Lockheed não tenha afirmado que esteja negociando o C-130XJ com o Chile, ela informou que recebeu várias consultas de países da América do Sul sobre o avião. O C-130XJ é algo entre 15 a 20% mais barato que a versão adquirida pela a USAF.

FONTE: Flight International

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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