sexta-feira, outubro 22, 2021

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Fumaça 60 anos: quando uma das estrelas da festa virou arquibancada

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Domingo, 13 de maio de 2012, segundo dia das comemorações de 60 anos do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da FAB, a famosa “Esquadrilha da Fumaça”. As apresentações de Hornet e Super Hornet já haviam marcado definitivamente o evento no dia anterior e naquela manhã, conquistando um lugar de destaque entre as estrelas da festa. E agora era a vez da “Fumaça” aproveitar uma boa melhoria nas condições meteorológicas para fazer uma exibição em grande estilo.

Aparentemente, as expectativas geradas pelo céu mais amistoso eram altas, porque alguns convidados fizeram questão de conseguir um lugar privilegiado para observar as manobras dos T-27 do esquadrão: três aviadores se posicionaram sobre a fuselagem do Super Hornet que esteve em exposição estática durante os dois dias do evento.

Clicando nas imagens acima e abaixo para ampliar, pode-se ver que dois deles vestem o macacão de voo da Força Aérea Real Canadense, e um da Força Aérea Brasileira. Um dos canadenses e o brasileiro também usam o boné do 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea). Olha um Tucano vindo daqui, acompanha outro subindo por lá, posa para uma foto de amigos acolá, e novas amizades parecem surgir em meio a uma das maiores diversões de pilotos de qualquer nacionalidade: olhar o desempenho de outros profissionais como eles.

Pode-se reparar que os pilotos canadenses também ostentam respeitáveis “bolachas” alusivas a suas horas já voadas em Hornets: um deles já ultrapassou as mil horas. O outro, duas mil. Ao lado deles, o brasileiro leva a mão ao peito. Orgulho patriótico? Ou foi só uma “coceira” debaixo do macacão? De qualquer forma, uma coisa é certa: olhar uma exibição da “Fumaça” com certeza dá coceira de voar.

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Eleazar Moura Jr.

Observem que o piloto canadense está utilizando um boné do 1º GDA (tb. possuo um semelhante rsrsrs!).

Tadeu Mendes

O que esta fazendo um ou dois pilotos canadenses em cima de um Super Hornet americano????

Mauricio R.

Tadeu,

Admirando a exibição da aniversariante!!!
Se bem que eu gostava mais, qndo era o T-6.

Tadeu Mendes

Marucio,

Aqueles T-6s. eram super barulhentos. Se sentia a potencia daqueles motores quando os pilotos aceleravam aquelas maquinas.

Nostalgia pura….rsrsrsrs….

[…] Fumaça 60 anos: quando uma das estrelas da festa virou arquibancada […]

Eduardo

Não são pilotos canadenses e sim na americanos, da Marinha. O de boné tem a patente de LCDR (Lieutenant Commander) equivalente a Major e o sem boné é um CDR (Commander) equivalente a Tenente Coronel. Conversei com o último, tem 3.000 horas de hornet/super hornet e atualmente é instrutor no VFA-106

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