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Vale a pena abduzir de novo: ‘a Vaca’ pode ser anã branca indo pro brejo

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Esse brejo seria um gigantesco buraco negro, na opinião de um dos grupos de especialistas que estudam evento ocorrido em junho do ano passado, que recebeu o apelido “a Vaca” – outra teoria é que se trata de um novo tipo de supernova

A Nasa publicou notícia na quinta-feira, 10 de janeiro, sobre os estudos realizados por astrônomos e astrofísicos de um evento que causou surpresa, na comunidade científica, em 16 de junho do ano passado (2018): um rápido e incomum brilho detectado no céu noturno naquela noite. O fenômeno, denominado “AT2018cow”, recebeu o apelido de “a Vaca” (the Cow) devido à coincidência das letras finais de seu código (que significa vaca em inglês).

Duas teorias principais – O evento, que produziu uma súbita explosão e luminosidade 10 vezes maior que uma supernova típica, durante três dias, não se parece com nada visto nos céus até hoje, o que gerou muitas teorias para explicá-lo. Duas dessas teorias, levantadas por grupos de cientistas que estudam o fenômeno e estão produzindo artigos a respeito, foram confrontadas em painel realizado em 10 de janeiro, durante encontro da American Astronomical Society, na cidade de Seattle (EUA).

Buraco negro engole anã branca – Uma das teorias é que um gigantesco buraco negro absorveu uma estrela anã branca, densa e quente. A anã branca é o estágio final de estrelas como o nosso Sol, que nessa fase se reduz para um tamanho similar ao da Terra.

A massa do monstruoso buraco negro foi calculada entre 100.000 e 1 milhão de vezes maior que a do Sol, praticamente tão grande quanto a do buraco negro do centro da Via Láctea. Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisadores utilizou dados de radiação infravermelha e de raios gama do observatório de Swift (além de outros observatórios).

A forma pela qual a anã branca foi hipoteticamente absorvida pelo buraco negro pode ser vista na simulação acima, em vídeo reproduzido no site da Nasa.

Um novo tipo de supernova – Outro grupo de cientistas, que conseguiu obter dados mais amplos de ondas (desde as de rádio até raios gama), sugere que uma supernova, fenômeno que ocorre na morte de uma grande estrela, com forte explosão, pode ser a origem da “Vaca”. Para esses pesquisadores, apesar do evento ter características similares a um corpo celeste compacto, como um buraco negro ou estrela de nêutrons consumindo material, trata-se de um caso especial. Na opinião desse grupo, talvez tenhamos observado, pela primeira vez, a criação de um corpo compacto em tempo real.

Diferentemente de outras supernovas, em que os detritos em expansão podem bloquear qualquer luz proveniente de um objeto compacto no centro da explosão, nesse cenário a estrela original poderia ter uma massa relativamente pequena. Assim, teria produzido detritos menos densos, pelos quais os raios-X da fonte central poderiam escapar, permitindo sua observação.

Voltando à vaca fria da ufologia – Coincidentemente em relação ao apelido dado ao evento, quem acompanha assuntos ufológicos sabe que relatos de abdução de vacas por extraterrestres são tão comuns quanto os de abdução de humanos, ou até mais. Estaria isso por trás da coincidência das letras do código do fenômeno “the Cow”? Ou é apenas paranoia do editor que trouxe essa notícia para a discussão?

E nós com isso? – Mas, saindo do campo das desconfianças para o dos fatos astrofísicos, uma coisa é certa: apesar de ocorrer próximo a uma galáxia a 200 milhões de anos luz do Sistema Solar, na constelação de Hércules, e da controvérsia se foi uma anã branca engolida por um buraco negro, ou uma explosão de supernova como nunca se viu, “a Vaca” é uma lembrança da nossa fragilidade frente ao Universo. Ela nos faz refletir que um dia, ainda que muito distante, nosso Sistema Solar pode ter destino parecido com o da vaca: ir para o brejo. E você, o que você acha?

Oferecimento dos “Abduzidos do iê iê iê”, que não são vacas mas foram abduzidos, lançando seu novo vídeo “Abdução do amor

Esta série é uma oportunidade para discutir assuntos espaciais, ufológicos e afins aqui no Poder Aéreo, e é um oferecimento da banda “Abduzidos do iê iê iê, um trio de rock que alega ter sido abduzido em meados dos anos 60. Agora eles dizem que finalmente voltaram ao planeta Terra, tendo envelhecido apenas uma parcela dessas cinco décadas de ausência (Einstein explica…).

Os “Abduzidos do iê iê iê” aproveitam para divulgar seu novo vídeo abaixo, com a música Abdução do amor”. Clique na imagem para acessar o vídeo no YouTube.

Aproveite para ver também outros clipes já divulgados pela banda, clicando nas imagens abaixo:

E já que chegou até aqui, clique nos links a seguir para curtir as páginas dos Abduzidos do iê iê iê no Instagram e Facebook, inscrever-se no canal da banda no YouTube, e seguir os passos desse trio que voltou ao planeta Terra!

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29 COMMENTS

  1. Pensaram que o flash desta explosão estivesse na Via Láctea, quando na verdade estava a 200 milhões de anos luz. Há 2 hipóteses: uma supernova colapsando em buraco negro/estrela de nêutrons ou talvez seja uma estrela sendo aniquilada por um buraco negro.
    No centros das galáxias há buracos negros super massivos com massas até bilhões de vezes a massa do sol. Na Via Láctea, temos o Sagitário A* com cerca de 4 milhões de massas solares, confinado numa área extremamente pequena, chamada de horizonte de eventos, o último ponto onde a matéria ainda pode ser observada e mensurada. O disco de acreação, que é a matéria orbitando no horizonte de eventos, pode atingir velocidades até 99% da velocidade da luz, esta fricção gera radiações e luz podendo dar origem a um Quasar – objeto mais brilhante do universo, seu brilho é mais intenso que a soma do brilho de todas as estrelas da galáxia! Devidamente acompanhado de explosões de Raios Gama (GRBs) liberando em segundos a energia do que nosso sol libera durante 10 bilhões de anos! Abraços!

  2. Parabéns à trilogia por incluir temas espaciais, pois, estamos em pleno século 21, então, poderia acrescentar mais um “poder ” à trilogia, evoluindo e acrescentado o “poder espacial”, aos outros três poderes, até por causa da militarização do espaço, icluondo temas como a colonização da Lua e Marte, observações espaciais e, claro, o tema da exobiologia.

    Acredito, que com a evolução tecnológica, os meios de detecção e transporte espacial se tornarão tão avançados e precisos até o final do nosso século, que a grande notícia deste para a humanidade, será a de que não estamos sozinhos no universo(nem que seja uma espécie da drs oberta de algo quecse assenelha a uma célula em Marte ou Europa), e ainda, que até o final deste, a humanidade se tornou uma civilização interplanetária com a colonização de Marte.

    E estas descobertas mudarão o futuro dos nossos costumes, seja, na politica, sociedade, ciência, etc..

    Torço, que nosso país prospere e evolua, e quem sabe daqui há 30 anos no “poder espacial” não estaremos discutindo uma nave espacial brasileira.

    Abs

  3. Nem Ana Branca, nem Buraco Negro, Nem Supernova, mas evidência de uma técnica de alta energia para rompimento de barreira da luz. Feita por alguma mega nave de uma raça estelar avançada, que irá dar início a uma viagem no espaço intergalático.
    Alguns eventos observados por nossos telescópios não são de origens naturais, mesmo que suas magnitudes sejam extraordinárias.
    Geralmente, a cada milênio, duas ou três mega naves efetuam essa técnica aqui dentro da nossa galáxia.
    Afinal, todo mundo, por n motivos, precisa viajar a trabalho, ou de mudança, de vez em quando.

  4. eu acho que os alienígenas roubaram o núcleo da estrela para ser fonte de energia da nave espacial, bom espero que os humanos aprendam a usar essa tecnologia também.

    • Amigo, vc passou de raspão num assunto muito polêmico, que é a utilização proibida, e altamente combatida, de núcleos de planetas.
      Praticamente toda mega nave precisa de um para sua estabilidade gravitacional interna.
      Porém, apesar da enorme quantidade de sistemas planetários nas galáxias, a destruição de um planeta para uso de seu núcleo, mesmo de planetas desertos, acarreta uma interferência nociva em todos os sistemas planetários próximos. Isso torna muito rara a disponibilidade desses planetas e seus núcleos.
      Geralmente só a raça dominante de uma galáxia é que tem o direito de os usar. Outras raças quando o fazem se tornam automaticamente renegadas e passam a sofrer uma série de contra medidas.

      Exemplo: Aqui mesmo, no nosso sistema, entre Marte e Júpiter houve um lindo planeta, que explodiu (…ou foi desintegrado…). Por quê?
      rsrsrs!

      • Quanta bobagem! Bilhões de dólares são gastos para que pessoas tenham livre acesso ao conhecimento de ponta: CERN, Fermilab, ESO, NASA, Max Planck etc. experimente uma dessas páginas e terá mais o que escrever do que “estabilidade gravitacional interna”.

        • Quanto mal humor. rsrs!
          Vc não respondeu a pergunta deixada no final do meu comentário, nem ao menos tentou, entretanto me pede para escrever mais – no mínimo incoerência de sua parte. Mas aqui deixo mais uma…
          O que vc, ou o CERN etc, sabem de mega naves?
          Se é que fazem idéia do que seja uma mega nave.

          Para edifícios muito altos, certas pontes, há que se levar em conta as forças dos ventos contra estas estruturas.

          Na construção de mega naves, a quantidade de massa utilizada, com maiores ou menores concentrações em partes dela, é tão grande, que surgem efeitos da força de gravidade, desestabilizadoras, existente nestas massas. Uma forma de equacionar o problema, dependendo do desenho da nave é colocar um forte centro gravitacional em seu interior. Que ajuda também na habitabilidade do conjunto todo.

          rsrs…
          Acredite quem quiser.
          Sem necessidades de ofensas ou agressividades.
          Incrível a incapacidade de argumentar de forma neutra de alguns colegas.

          • Farroupilha, Dá uma olhada no canal “ciência todo dia” acho que irá gostar. A Ficção é boa quando nos faz pensar e nos inspira a buscar conhecimento, quando ela faz da fantasia uma realidade aí é ruim e prejudicial. Sem ofensas, pare de escrever bobagens, há gente tola que acredita. Nunca houve lindo planeta entre marte e júpiter. A nebulosa que deu origem ao sol formou discos protoplanetários, matéria que se condensa, aglutina e forma planetas; no caso em questão, a gravidade de júpiter impediu a aglutinação que formaria um planeta e parte do material ficou disperso sob a forma de asteroides. O cinturão de Kuiper e a nuvem de Oort são restos da formação do nosso sistema, tal como vemos acontecer em T Tauri Star e outros. Abraço!

      • Farroupilha, na maioria das vezes eu percebo uma ironia ou brindadeira quando lei ou vejo uma. Mas, no seu comentário, não consegui perceber se estava falando sério, ou não. Te pergunto se o seu comentário é nesse sentido. Se você estiver falando sério, gostaria de saber de onde você retirou essa informação sobre mega-naves. Isso é alguma teoria séria? Me desculpe, eu acredito em vida extraterrestre pelo simples fato do universo possuir bilhões de estrelas com planetas orbitando ao seu redor. Seria muita prepotência acharmos que somos os únicos no universo, mas daí acreditar em uma nave com tecnologia (e tamanho) capaz de capturar o núcleo de um planeta, já é uma baita forçassão de barra! Bem, essa é a minha opinião!

        • Amigo,
          O importante nessas informações, extra humanas ou extraterrenas, é filtrarmos o que possui algum valor para nosso aprimoramento pessoal.
          A questão de mega naves esta fartamente mencionada em vários canais ufológicos: Mega naves orbitando Júpiter, Saturno ou o Sol; mega naves responsáveis por migrações planetárias; objetos gigantescos sendo captados por telescópios, com dinâmicas antinaturais. É só procurar.
          E acredita quem quiser.
          Quando a núcleos de planetas sendo utilizados por algumas delas, para sua estabilidade estrutural e habitabilidade, cabe ao grau de conhecimento de cada um analisar e ver se há ou não coerência.
          Um fato científico, amplamente conhecido aqui por nossa ciência, é que massa possui gravidade, logo uma estrutura massiva terá que levar em conta essa influência na sua construção.
          Uma mega nave, com desequilíbrios gravitacionais, estará sujeita a inúmeras avarias, e caso passe perto de algum campo gravitacional planetário poderá sofrer colapso estrutural. A ser colocado nela um forte centro gravitacional (deferente de centro de gravidade) em seu interior, não só ela adquire estabilidade construtiva, como também muito maior resistência contra campos gravitacionais externos.

          Mas, a respeito de como se dá essa aquisição de núcleos gravitacionais, por retirada de planetas ou por outro método, já é pano para manga que certas pessoas, reféns de um padrão de crenças acadêmicas aceitas, não merecem ganhar. Pois, incrível, com toda capacidade intelectual que demonstram ter, são pressas ainda de infantis agressividades, logo: “Não se deve jogar pérolas …”

          Foram pessoas assim (cheias de bagagem intelectual mas carregadas de agressividade, que explodiram com Maldek.
          Abraço!
          Pesquisando dá para encontrar mais coisas.

  5. Querem saber algo realmente extraordinário ?
    Está sendo passado nas redes que TODA a frota do GTE está em terra, em Brasília, em pleno sábado !

  6. Sobre assuntos astronômicos/astrofísicos, nós os leigos, sempre incorremos inconscientemente na ideia de que o fim da Terra significa o fim da vida. Claro que não! Na escala de tempo dos fenômenos do Universo, a vida humana logo, logo acaba, por causa de eventos ‘intraterrestres’, como a mudança climática, mais exatamente, a próxima Era do Gelo, algo como daqui nos próximos 100 mil anos.
    Já a Terra, vai acabar daqui a 5 bilhões de anos quando o Sol antes de morrer, vai se transformar em anã branca (depois vermelha) crescendo em volume que chegará a atual órbita translacional da Terra, i.e., vai literalmente incinerar a Terra.
    Resumo da ópera: vida humana (bem como de outros seres vivos) na Terra não tem nada a ver com o tempo de duração do planeta em si.

    • Samuca, dentro de 1,5 bilhão anos o sol estará 15,5% mais brilhante acabando com a vida por aqui, mas não será necessário esperar tanto, já estamos enfrentando o desafio de sobreviver a nós mesmos. A temperatura média se eleva todo ano, maior consumo de energia, mais incêndios e mais liberação de CO2 que provoca mais aumento temperatura… Vênus, a visão do inferno, não serviu de alerta.
      Em termos astronômicos a vida parece ser um fenômeno curto (supondo que ela exista em outros pontos da galáxia) que somado às distâncias (espaço/ tempo!) parece ser a resposta ao Paradoxo de Fermi: civilizações talvez não se encontrem no tempo num determinado espaço.
      Só corrigindo um pouquinho, na sequência evolutiva o Sol é amarela, gigante vermelha, nebulosa planetária e anã branca. Vi um artigo bem legal neste endereço: https://www.astrobio.net/news-exclusive/bright-lights-aging-sun/ Abraço!

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