Empresas responsáveis pela construção de foguete brasileiro apresentam revisão do projeto nesta quinta e sexta-feira

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Primeira etapa do trabalho de construção do veículo ML-BR será concluída com realização de PDR (Prelimary Design Review) nos dias 27 e 28 de junho

O grupo de empresas liderado pela Cenic para construção do Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP) denominado MLBR – Microlançador Brasileiro irá realizar, nesta quinta e sexta-feira (27 e 28 de junho), em São José dos Campos (SP), a Preliminary Design Review (PDR), que é a conclusão da primeira etapa de desenvolvimento do projeto financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Durante o evento, as empresas submetem as especificações técnicas do foguete à avaliação umas das outras e também a convidados externos e parceiros, a fim de obter críticas para a melhoria do projeto. Após esta etapa, os profissionais responsáveis pelo ML-BR irão fazer as adequações necessárias e realizar o detalhamento de cada item para a Critical Design Review (CDR), prevista para junho de 2025. Todos os cálculos, desenhos e estudos constantes nestes documentos é que servirão de base para a efetiva construção do veículo.

 Conheça as empresas que formam o grupo:

  1. Cenic: Coordenação do projeto, engenharia de sistemas e desenvolvimento da estrutura primária completa do veículo;
  2. Concert Technologies: Sistema de controle – sistema inercial de navegação / computador de missão / eletrônica de controle;
  3. PlasmaHub: Banco de controle de lançamento / eng. aeroespacial / projetos / montagem de módulos / integração de redes elétricas;
  4. Delsis: rede elétrica de telemetria / aquisição e processamento de dados do banco de controle;
  5. ETSYS: rede elétrica de serviço-suprimento de energia / atuação dos pirotécnicos / rede elétrica de segurança.

Características do ML-BR

  • Capacidade total em órbita baixa: até 30 kg
  • Medidas: Diâmetro: 1 m / Altura: 12 m
  • Massa de decolagem: 9,9 t

SERVIÇO

  • PDR – Prelimary Design Review (PDR)
  • 27 e 28 de junho
  • São José dos Campos (SP)
  • Linkedin: @mlbr-microlancador-brasileiro
  • Instagram: @mlbr_microlancador_brasileiro

DIVULGAÇÃO: EH!UP Comunicação

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Fabio

É um belo projeto de míssil, espero que vingue.

Jadosn S. Cabral

Um dos motivos pelo qual não vai vingar é justamente esse

Rodolfo

Antes tarde do que nunca.
O GF e a FAB precisam pensar a sua estratégia espacial e como fomentar o surgimento de empresas privadas nacionais similares a Rocket lab e Innospace pra liderar esse setor no país.

Nilo

Com essa lentidão o Brasil está sendo superado inclusive por uma  Startup Alemã “Isar Aerospace” neste ano se habilita a transportar carga pequenas em órbita, os concorrentes não dormem em berço esplêndido.

Hamom

Enquanto isto a espaçonave chinesa fez a 1ª alunissagem no lado escuro da Lua e retornou à Terra com quase 2 kg amostras lunares.

Guilherme

Não se esqueçam do desastre que ocorreu na base de lançamento em Natal, onde morreram todos os cientistas aeroespaciais do País e tivemos que recomeçar do zero todo estudo novamente

Fernando "Nunão" De Martini

Não foi em Natal, foi em Alcântara, outra cidade, outro estado.

Franz A. Neeracher

Vc deve estar confundindo o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, que fica perto de Natal/RN com a base de Alcântara/MA onde houve o acidente que vc mencionou.

Camargoer.

Rodolfo.. existem programas de fomento para empresas de tecnologia em nível federal e estadual.. e em algumas cidades até municipal

O quenao tem são capitalistas para investir nestas empresas. Fica tudo no colo da FAPESP, Finep, BNDES e ouros órgãos públicos

Nilo

Bom dia, ilusão estão vivendo de ilusão achando que essas startups brasileira irão fazer o trabalho de gente grande e o que não falta são órgãos competentes, os governos do Brasil lembra aquela personagem de desenho o ratinho “Celebro” que de dentro de sua gaiola de laboratório faz planos para conquistar o mundo.

Last edited 17 dias atrás by Nilo
Camargoer.

Caro. Seria um equívoco supor que o governo (federal ou estadual) possa ter e manter uma empresa pública para a produção comercial de componentes, exceto nos casos extremos como a Nuclep, a qual seria fechada se fosse privada. Neste contexto, sou um crítico da Imbel, que poderia ser privatizada sem prejuízo estratégico. O caso de foguetes é uma situação delicada. Ela precisa de aporte de fundos públicos recorrentes, principalmente para P&D, mas supor que uma empresa estatal (neste caso) seja a solução pode ser insistir em erro. Startups de alta tecnologia são efetivamente o caminho mais eficiente para o desenvolvimento… Read more »

Nilo

Vc está olhando órgãos de pesquisa do setor aeroespacial importantes e a FAB como fabricantes de pecinhas.

MMerlin

Durante quase 70 anos tentamos e não deu certo.
Está na hora de tentar seguir um novo caminho.
Existe uma tendência mundial em fomentar empresas privadas do setor. Este conceito é conhecido como New Space.

Como uma vez certo e grande físico falou: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”

Nilo

Está errado. Fizemos realizarmos, no primeiro grande tropeço desistimos. Esse foi o erro, facilmente desacreditamos da FAB, (inclua gente da própria Força).

MMerlin

O objetivo do PEB sempre foi construir um veículo lançador para colocar artefatos em órbita.
Se conseguimos isto, prove.

André Sávio Craveiro Bueno

O objetivo era o tripé Lançador-Satélite-Base de lançamento.

André Sávio Craveiro Bueno

No início dos anos 80 era imaginado o lançamento do VLS para o final dessa década. O resto já sabemos.

Antônio Carlos Marton

Eu também penso assim.

Maurício

Os nossos capitalistas só querem renuncia fiscal pra sobrar dinheiro e mandar pra paraísos fiscais.

Nilo

Na cara, rsrs, ontem vi uma reportagem de um especialista, “contador”, em isenções fiscais está a frente de um projeto; montadora de carro elétrico, o projeto deve estar pronto em dezembro deste ano, os investidores acreditam no projeto pela razão da especialização do dono do empreendimento.

Camargoer.

Tenho alguns ex-orientados que organizaram startups de alta tecnologia… algumas deram certo, mas viveram por muto tempo com recursos públicos.. em nenhum caso conseguiram capitalistas de risco para investir …

O custo destas empresas é muto alto para imaginar que alguém consegue juntar dinheiro para investir no próprio negócio

Nilo

A startups são de grande importância no desenvolvimento de tecnologia, quando existe mercado, é o paraíso, haja vista, o projeto do maior drone do mundo criado na origem para uso na agricultura, não faltou investidores, empresa de São José dos Campos, uma startups.

Fernando Vieira

Eles deviam ter ido no Shark Tank Brasil.

Camargoer.

Acho que só tem “aquário do baiacu”

André Sávio Craveiro Bueno

Ainda existe o ParqTec (ou algo parecido) por aí?

Camargoer.

Sim.. tem o ParqTec e o Cietec

Canarinho

Ah sim, ate porque a carga tributaria que os mesmos estão sujeitos é totalmente razoável.

Demolidor

A nossa carga tributária fica dentro da média mundial, os empresários costumam muito usar está desculpa, mas as empresas de outros paises tem uma carga semelhante a nossa.

Rodolfo

Aí q ta o erro no Brasil, quem cria start up nessa area sao jovens engenheiros graduados que aceitam o risco, nao sao empresarios. Isso é a grande falta de visao do país.

MMerlin

Para fugir do tópico mesmo.
Defina “nossos capitalistas”.
Se conseguir, explique o modelo e processo “amplamente utilizado” para enviar recursos para o exterior, de modo legal, onde o IRRF vai ser inferior a isenção fiscal?

Allan Lemos

Veja o histórico do programa espacial brasileiro e pense se eles nāo têm razāo em nāo investir.

Tivesse o Estado sido mais eficiente, talvez hoje os “capitalistas” estivessem mais dispostos a investir, assim como acontece nas nações desenvolvidas.

Ninguém quer jogar dinheiro no lixo com aquele buraco negro da AEB que só funciona como cabide de emprego para burocrátas.

Rodolfo

Eu acho que existem engenheiros graduados no ITA e em outras universidades no país que teriam interesse em entrar nesse setor e criar uma startup. O risco entretanto é alto pela estrutura fiscal e trabalhista do país, fora a possibilidade de não ter encomenda da FAB e AEB por falta de recursos federais.
Uma das razões da Spacex ter dado certo foi que a NASA contratou a empresa pra realizar alguns lançamentos antes mesmo do primeiro foguete ter sido lançado, basicamente financiando o desenvolvimento da plataforma Falcon.

Paulo Werlang

A SpaceX ainda teve, além da encomenda antecipada da NASA, o cérebro e a determinação do Elon Musk. Tivemos no passado Osiris Silva que “fez” a Embraer. O fato é que em nosso país TUDO é muito difícil. Mesmo que surgisse uma startup bem aquinhoada de cérebros e investidores logo logo, para sobreviver e crescer, iria para outras bandas……

Groosp

Não tem porque a CLT, carga tributária, juros, burocracia e insegurança jurídica direcionam o dinheiro para investimentos do tipo IPCA +.

Camargoer.

Groop.. No capitalismo, o investidor colocar o seu dinheiro (ou obtém crédito) para bancar os custos e vender os bens e serviços garantindo um retorno. Dizer que os custos de previdência e tributação inibem a iniciativa capitalista não faze sentido quanto são comparados os mesmos custos em outros países capitalistas, inclusive muitos da OCDE. As democracias escandinavas possuem uma tributação superior a 40% do PIB ficadas no patrimônio e na renda…. a carta brasileira é da ordem de 33%, sendo a média da OCDE 34%. Alguns países na África tem baixa carga tributária porque a economia é praticamente toda informal…… Read more »

Groosp

Vc tem dificuldade porque vc está tentando entender algo que não existe que é o capitalismo sem risco. Da onde vc tirou isso? O capital flui para a melhor relação entre lucro e risco. O nosso governo faz tudo o que pode para que o capital vá financiar o governo. Carga tributária alta é um ponto negativo da economia dos países escandinavos que são compensados de outra forma como segurança jurídica. A África é um continente muito diverso e geralmente os países tem um estado grande. Já viu o ranking do gasto de tempo que as empresas gastam para calcular… Read more »

Mangano

Tá….. Mas a questão não é somente a carga tributária em si e sim o retorno que se tem da mesma….. A Suécia tem uma carga tributária de 42.8 mas tem o retorno disso pra sociedade… Isso mesmo que indiretamente beneficia o investidor com mão de obra qualificada, mercados com poder de consumo…. Não vou nem mencionar o grau de liberdade econômica dos países escandinavos pra não ficar ainda mais feio pro Brasil… A questão no fim não é o “tamanho” da carga tributária e sim se ela “se paga” e dá lucro a ponto de ser interessante investir… Nitidamente… Read more »

ERIVELTON

SIm. Isto porque o capital vai para onde é mais rentável e seguro: Titulos do governo, Agricultura, mineração, comercio varejista, industrias traducionais, etc, etc e etc até chegar lá no ultimo colocado: a industria de vanguarda tecnologica.

Edson

Com a carga tributária cobrada pelo governo, há capital suficiente para incrementar esse setor.
Aliás, entra ano, sai ano, o orçamento anual do governo é uma “mercadoria”.

Vitor

Em suma… fracasso da força aérea trenou muito dinheiro do contribuinte durante décadas… sem retorno científico para o estado brasileiro.

Willber Rodrigues

1- parece que, assim como o ATGM do EB, finalmente lembraram que esse foguete existe, e parece que vai em frente;
2- espero que isso tenha sucesso;
3- ver o estado da AEB e do “programa espacial brasileiro” ( bem entre aspas mesmo ), na mesma semana em que a China conswgue trazer pra Terra amostras de richa do lado escuro da Lua, e enquanto o programa espacial indiano conssgue pousar em Marte de primeira, é muito, muito triste…

Willber Rodrigues

PS: meio off-topic, mas e o 14-X, a “quantas anda” atualmente?

MMerlin

Pelo que lembre, era pra ter sido testado a propulsão no fim do ano passado. Mas, devido ao atraso do IAE na entrega do motor do veículo que seria utilizado, foi postergado. Este sim é um programa que tem tudo para ir para o limbo também. Tem quase 20 anos e não conseguiram testar a segunda etapa do desenvolvimento dele. E por incompetência. Lembrando que o IEAv foi até onde pode com o projeto, mas todos os órgãos e instituições ligados ao PEB tem um problema sério com cronograma. Depois tem gente que quer manter isto estatizado. Que do governo,… Read more »

Rodolfo

Bem, Irã e Coreia do Norte também ja tem capacidade de lançar satelites. Ambos sobre sanção dos irmaos do norte, aqueles que tem gente que ainda acredita sabotaram o VLS… hehehe

Nilo

Em 1984 lançavamos o SONDA IV, veículo bi-estágio, concebido para desenvolver tecnologias para o VLS. Capacidade de carga-útil de 300 a 500 kg, para apogeus de 700 a 1000km.
Sem programa ambicioso o setor aeroespacial brasileiro está relegado ao ostracismo.

Diego

Tudo no Brasil está relegado ao ostracismo, um monte de políticos corruptos, e incompetentes no poder e abaixo deles o gado burro dos lados A e B que os idolatram como divindades e põe a culpa de todos os males do país no opositor. Pobre Brasil.

Waldir

Bela análise 👍

MMerlin

Ontem o Rui fez uma análise referente ao veículo da CENIC.
Colocou o primeiro estagio como o S43, o segundo como o S44 e o terceiro com um motor de combustível líquido.
Pela ilustração faz bastante sentido.
Legal que o pessoal desta empresa comentou que seriam feitas mudanças em motores disponíveis no IAE, trocando materiais de aço por fibra de carbono e mantendo as medidas, conseguindo uma economia de massa de até 20%.
O ótimo é que qualquer um dos grupos não querem envolvimento com projetos da AVIBRAS, não querendo dependências.

Renato

Décadas de “programa espacial brasileiro” entre aspas e minúsculo mesmo, e não conseguimos colocar nem um alfinete em órbita. Quando leio qualquer chamada relacionada a isso, dá vontade de rir para não chorar.
Expectativa zero.

Last edited 17 dias atrás by Renato
Rafael Coimbra

Micro expectativa

MMerlin

São por esse (complacência da FAB – especificamente IAE – com incompetencia) e outros motivos que o PEB não vai pra frente.

https://youtu.be/Ab1TRh_5buA?feature=shared

Tutor

Vamos aguardar para ver o resultado. Tento ser confiante nesse foguete tupiniquim, mas, a história me obriga a ser bem reticente quanto à esse programa.

Rafael Santos

É o Brasil indo para o espaço!

Nilo

Estamos olhando o mundo pelo retrovisor faz décadas.

Santamariense

Quem olha e vê alguma coisa pelo retrovisor, é porque está na frente desses coisa.

Nilo

Bom dia santa. O mundo está nos olhando…, rsrsr
Vou tomar minha dose de cafeína.
Mas tem o lado bom, estamos cercado por boas companhias, que junto fazemos um bom quintal.

Last edited 17 dias atrás by Nilo
Bispo de Guerra

30kg … ????

Para ser viável comercialmente um foguete deve ser capaz de lançar entre 500kg a 3000kg em LEO(Low Earth Orbit).

Desejável que seja reutilizável.

Cyclone-4, você voltou, seu malandrinho ???

Allan Lemos

A questāo nāo deveria ser essa, o foguete nāo precisa ser viável comercialmente, a premissa teria que ser tornar o Brasil independente nessa área para que pudesse lançar os próprios satélites civis e militares.

Desistiram do VLS para investir no VLM porque disseram que os satélites do futuro seriam menores e que com o VLM o Brasil poderia entrar nesse novo mercado.

O resultado foi esse, hoje nem conseguimos lançar satélites grandes e nem iremos alcançar o suposto objetivo do programa porque já há dezenas de empresas particulates a nossa frente.

Nilo

Pois é. A visão deveria ser “projeto estratégico” por questão de minimizar a dependência, como faz a MB com o SUBNUC.
Até o sucesso do VSB-30, está balançando seu uso no mercado internacional vai ficar mais ainda restrito assim como qualquer outro que alimentamos para lançamento de pequenas cargas voltadas ao mercado internacional. O mundo não espera pelo Brasil.

C G

Eu não queria jogar agua no chopp ou parecer que tenho síndrome de vira lata mas 30kg de LEO é irrisório, projeto natimorto comercialmente falando, com essa capacidade pífia acho que nem da pra dizer que adquirimos soberania em algo, se ao menos houvesse o vislumbre de que é um testador para algo maior…

MMerlin

Acredito que o primeiro passo (e o mais importante) é conseguir colocar algo em órbita. Devemos começar por aí. Algo além, como um veículo lançador comercialmente viável, mesmo sendo o ideal, deve ser a última das prioridades devido a atual situação do PEB. Vamos analisar os veículos já idealizados, referente ao programa VLS: * VLS Alfa: Aquele do conhecido acidente, tinha carga prevista de 400Kg até 750km. * VLS Beta: Carga prevista de 800Kg até 800Km. * VLS Gama: Carga prevista de 900Kg até 800Km. * VLS Delta: Carga prevista de 2 toneladas até 35 mil km. * VLS Epsilon:… Read more »

Dudu

O governo de um certo País aí – o mesmo que pressionou os ucranianos a desistirem do projeto Alcantara Cyclone Space e os suecos a cancelarem a produção do Gripen F no Brasil – pediu aos alemães para que não compartilhassem com os cientistas e engenheiros brasileiros, as tecnologias dos sistemas de navegação, guiamento e controle do VLM, para evitar que os brasileiros assimilassem tais conhecimentos e depois transformaasem o foguete em um míssil balistico.

MMerlin

Exato. Países assinantes do MCTR se comprometem a não propagar e não receber tecnologias que permitam a produção e disseminação de armas de produção em massa.
Claro que, em paralelo a um controle importante, por trás está limitar a tecnologia em poucos players.
Os EUA, ou qualquer outro país podem impedir de ver suas tecnologias pararem em países não alinhados aos seus interesses. Está no direito deles.
Outros países fizeram sua lição de casa e desenvolveram em casa.

Dudu

É um degrau por vez, amigo: hoje o objetivo é daqui a três anos, conseguir construir um foguete capaz de colocar um objeto de até 30 kg em órbita, com tecnologia 100% propria. Se der certo, o próximo passo é fazer um capaz colocar 120 kg, e assim vai. O importante é não ficar parado e está fazendo alguma coisa. Agora pra o programa espacial brasileiro DECOLAR mesmo com certeza, a melhor opção seria a Norinco se associar – não na percentagem que deseja – a Avibras. Se isso acontecer, está pronta a ponte entre a companhia de São José… Read more »

Rafael Coimbra

Micro lançador kk é muito bom…. Quem sabe em 2040 vem o micro caça de 5° geração

DanielJr

Em 2040 vamos estar comentando sobre os projetos do novo nano lançador. Em 2050, comentaremos a festa para o lançamento da pedra fundamental e corte de chapas do atom lançador.

DanielJr

Sinceramente, outro evento para mostrar planos, ter um coquetel e festinha. Todos sabemos que não vai rolar nada de concreto, estamos nessa desde o final da década de 1970. Só recursos que vão sendo drenados, nada de concreto sai do “””programa espacial brasileiro”””.

Na época da construção da estação espacial internacional o Brasil nem conseguiu entregar meia dúzia de peças para poder participar, imagina projetar e construir um foguete inteiro que funcione.

MMerlin

Espero que este programa traga frutos e que perdure. De verdade. Mas por todos os problemas que já apresentou, desde falhas no edital até a seleção das empresas vencedores, fico bastante como pé atrás. Rumores apontam que o grupo liderado pela CENIC foi beneficiada devido a preferência da FAB e IAE, mesmo não tendo apresentado o melhor projeto. Inclusive vai aproveitar a estrutura de construção deste segundo. O grupo liderado pela AKAER, que apresentou um projeto mais eficiente e detalhado, está tendo que preparar toda sua infra. Importante que o edital não previa dois vencedores. Menos mal que não deram… Read more »

Allan Lemos

Os EUA tiveram vários acidentes no seu programa espacial, alguns muito trágicos como o da Apollo 1 e do Challenger, e ele sempre continuou.

Já aqui, um acidente já foi suficiente para matar todo o programa.

Dudu

É: Agora são três empresas na corrida para saber qual consegue colocar alguma coisa em órbita – nem que seja um radinho de pilha – primeiro: Avibras, CENIC e a Akaer.

Quem chegar por último é a mulher do Padre kkkkkk

MMerlin

Deve um despacho mas, salvo engano, este foi indeferido.
Se estivesse sido mantido, o resultado que deu ganho aos dois consórcios estaria invalidado.
Mas, se continuar como vencedora, podem sepultar mais este programa.
Agora importante fazer a pergunta: como uma empresa que já recebeu pelo contrato dos motores S-50, entregou apenas três e está atrasada com os outros cinco sem previsão devido à seus problemas financeiros e de corpo técnico, consegue uma liminar dessas?
Alguém adivinha?

Dudu

Eu soube pelo Duda do Brazilian Space, que a Avibras está com dificuldades no controle de qualidade: Ela construiu os oito motores S-50, mas em cinco foram detectadas rachaduras.

Last edited 17 dias atrás by Dudu
MMerlin

Pelo que li, que apresentou problemas de bolhas no propelente e fissuras na estrutura do motor, foi com o da entrega do segundo ou terceiro, e foi devolvido antes dos testes no banco de provas.
Lembro que comentaram que as fissuras eram tão grandes que passava um dedo. Ali não é dificuldade de controle de qualidade, é algo mais profundo na empresa.

Dudu

Kkkkkkkkkkkkkk

MMerlin

Os recursos apontado em edital já foram liberados para ambos os consórcios.
Então o recurso aberto pela AVIBRAS, suspendendo o processo, já deve ter sido ou invalidado ou resolvido por parte da FINEP.

Bruno

E os motores…. Niguem vai fazer os motores?

Nilo

Estão fazendo, estão a década em transição de combustível sólido para o líquido de maior valor energético, mas, falta verba, atrasa verba, privatiza, empresa entra em insolvência. Motor S50 que irá equipar o foguete brasileiro VLM-1 em teste, combustível sólido. Motor L75 é um motor de foguete a propelente líquido para aplicação em estágio superior de um veículo lançador de satélites, com capacidade de gerar empuxo de 75 kN está se não me engano já concluso, combustível oxigênio líquido e querosene. Motor L-5, utiliza etanol e oxigênio líquido para propulsão, capacidade de 5kn de empuxo, para o foguete VSB 30.

Last edited 17 dias atrás by Nilo
MMerlin

O problema do L-75 é sua engenharia ainda não foi concluída e acabaram por paralisar seu projeto. E olha que foi investido bastante tempo e verba neste motor.
O L-25 pelo menos está ativo e recebendo atenção do IAE.
Foi sábia a decisão de substituir o motor do último estágio do VLM (o S-44) por este de propulsão líquida.

Nilo

O projeto motor L75 foi encerrado em 2021, tendo concluído a fase 1 e atingindo um nível de maturidade tecnológica (TRL) igual a 3. L75 simplesmente teve o projeto encerrado faltando atingir a fase de qualificação, podendo, após esse período, realizar seus primeiros voos”.

Orivaldo

Os adolescentes Americanos fazem quase igual na escola

C G

E pensar que em 1944 os Alemães ja tinha um senhor foguete de combustível liquido!

André Sávio Craveiro Bueno

E Robert Goddard fazia experimentos também com foguetes de propelente líquido.

Tiago

Tomara que saia, nosso áis precisa tirar um puta atraso nessa area.

Gilberto Bueno

Eu vejo essa reportagem e lembro do VLS, quanta oportunidade perdida, pois mestres e doutores da área aeroespacial do Brasil deviam após aquela destruição, do foguete, da plataforma de lançamento e dos 21 engenheiros mortos, gritar em coro que iriam fazer um foguete e plataforma de lançamento ainda maiores! Pra piorar, ainda entregaram à Base de Alcântara para o principal suspeito – o imperialismo estadunidense – daquele prejuízo que dura até hoje e futuro até que consigamos ter sucesso. Tomara que dessa vez tenhamos sucesso, pois torço muito para que dê certo, porque, direta ou indiretamente, trata-se de esforços de… Read more »

Cerberosph

Faltou as empresas com mais know-how, a Caramuru, a Caruaru e a Maramba do grande Polo de Cruz das almas

Fernando Vieira

A forma mais barata de se colocar algo em órbita hoje é contratando a SpaceX. Você pode contratar um lançamento pra si ou pegar carona no dos outros quando tem espaço sobrando. Portanto colocar 30kg em órbita vale muito mais a pena pegar um Uber Pool na SpaceX do que usar foguete só pra isso. E o deles ainda é reutilizável, e por isso é barato.

Só para efeito de comparação:

comment image

MMerlin

Não existe mais margem para expansão de território para países.
A necessidade por materiais raros, outros derivados de minérios conhecidos, está em constante crescimento e a quantidade é limitada. Principalmente dos que não tem sua extração e processamento um modelo ecologicamente sustentável.
É visível que os principais países (principalmente China e EUA) começaram também os trabalhos para ter a capacidade de buscar “fora” as soluções para suas necessidades.
Não ter um veículo lançador seria como, em outros tempos, um país não ter navios para buscar expandir seu território.

Carlos I

O projeto foi habilmente digitado pelos datilógrafos da nossa agência espacial.

Leandro Costa

Eu nem gosto de comentar sobre notícias espaciais Brasileiras porque posso sempre ser acusado de palanque político devido à críticas minhas em relaçào ao responsável de nosso atual atraso nesse sentido, que por sinal é o mesmo que ocupa a atual cadeira de Presidente da República.

MMerlin

Leandro. Jamais serei defensor do atual “Chefe de Estado”, mas o maior e decisivo revés que o PEB já sofreu sem dúvida foi o acidente com o VLS. E não apenas pelo perda do veículo e pessoas. Praticamente todos os engenheiros e técnicos especialistas do DCTA estavam na plataforma no momento da explosão. Além do abalo social e psicológico nos integrantes do programa, o PEB ficou extremamente defasado de profissionais por década. Levasse tempo para formação e sem dúvida conhecimento foi perdido. Claro que devemos culpar também ministros, gestores e empresas que sugam, à anos, os recursos já escassos das… Read more »

Leandro Costa

Já não havia mais muito que sobrou do programa espacial depois que ele foi basicamente engavetado após a explosão. As empresas que fabricavam motores e diversos outros componentes já fecharam, perderam sua expertise, tiveram seus empregados já ido trabalhar em outros países inclusive. Aquele era o momento de levar ainda mais adiante o programa, mesmo com a trágica perda dos especialistas (que foram incapazes de seguir suas próprias regras de segurança). Esse tipo de coisa não se refaz do zero de forma rápida. A quanto tempo atrás foi a explosão do VLS? Por que não chegamos naquele nível novamente? E… Read more »

André Sávio Craveiro Bueno

Se não me engano foi em 2003, há 21 anos…

Leandro Costa

Se nesse tempo todo não tivéssemos deixado a peteca cair, tivéssemos mantido o investimento no setor ao longo dos diversos governos, teríamos chegado à algum lugar (muito provavelmente o espaço) com alguma consistência.

Temos que encarar projetos desse tipo, assim como Gripen, Submarinos, Fragatas, LinkBR2, etc., como projetos de Estado ao invés de projetos de governo. Decisão apartidária com duração de longo prazo e desenvolvimentos constantes, gerando desenvolvimento, empregos qualificados, conhecimentos, etc. Infelizmente Brasília não pensa assim.

MMerlin

“…Aquele era o momento de levar ainda mais adiante o programa…”

De acordo. Principalmente para honrar as pessoas que pereceram naquele dia. Nem que para isso tivessem que importar técnicos especializados a preço fora do padrão.

Maxion

As vezes eu acho que vivo em uma grande novela…oh!! País!!!!

Abymael

Esse negócio de “programa espacial brasileiro” é uma zica danada.
Sempre me lembro do nosso “astronauta” (risos), o pândego aquele que pegou carona numa Soyuz paga pela viúva e, quando voltou, pediu baixa e foi ganhar dinheiro.
É assim que funciona nos trópicos.

Demolidor

Foi uma ótima ideia o governo usar a iniciativa privada para desenvolver os foguetes nacionais.

Chewbacca

Espero que dessa vez as “forças ocultas” não consigam explodir o foguete junto com a base e todos os cientistas, como aconteceu com o VLS-1 em Alcântara

Carvalho2008

E aí? Combustível sólido ou líquido?

Carlos

Programa nuclear brasileiro? Posso sonhar?

Eduardo

Não se preocupem. Não tem a menor chance de dar certo. Mesmo que coloquem esse “parafuso”, ou saco de ração, em LEO, quando chegar a hora de manter o consórcio ativo e as empresas vivas, a FAB certamente vai optar por um análogo estrangeiro para fazer a mesma tarefa…

MMerlin

Eduardo. Desde a primeira vez que tive contato com metodologias ágeis (mais ou menos uns trinta anos), numa época que o conceito estava restrito ao mundo da construção de softwares, percebi que um dos caminhos mais importantes para o crescimento (neste caso, um programa espacial), além do planejamento, é o empirismo. Basta ver como foi o programa espacial americano. Se tivesse parado no primeiro acidente com perda de vidas, tinha deixado de existir a muitas décadas. O programa em questão cresceu e é o que é atualmente, devido às falhas, análise, correções e ajustes destas. Claro, o planejamento é essencial,… Read more »

Last edited 16 dias atrás by MMerlin
Adriano

Vamos estudar

Edinelson Batista

Incrível a dificuldade, morosidade e dinheiro gasto em cada projeto que o Brasil realiza. Vendo os feitos de Índia, Coreia do norte, Iram e outros, acho difícil parabenizar por esse lançador. Até mesmo por sua capacidade.

Cassini

Programa Espacial Brasileiro? kkkkkk

J.J.

Muito bonito. Deveria ser chamado de MILA-BR. MLBR lembra “IMLBR” que era onde se encontrava o Programa Espacial Brasileiro.