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Lion Effort 2015: acidente no pouso com Gripen D da Força Aérea da Hungria

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Lion Effort 2015 - Gripen tcheco e hungaro - foto 3 via Base Aérea Caslav Rep Tcheca

Pilotos ejetaram e não se feriram. Segundo nota do Ministério da Defesa Húngaro, a aeronave ultrapassou a pista durante o pouso

Nota divulgada pelo Ministério da Defesa Húngaro às 16h37 (hora local da Hungria) desta terça-feira, 19 de maio, informou sobre acidente ocorrido com jato Gripen JAS-39D (biposto) que participa do exercício multinacional Lion Effort 2015 na República Tcheca.

Segundo a nota, cinco caças Gripen da Força Aérea Húngara participam desde 11 de maio do exercício. O acidente de hoje ocorreu à tarde, quando o caça inexplicavelmente ultrapassou a pista durante o pouso. Seguindo os protocolos de segurança, os dois pilotos decidiram ejetar, e não se feriram. Seguindo o procedimento padrão, foram submetidos a exames médicos.

Na nota, os pilotos foram identificados como o general brigadeiro Ugrik Csaba e o major Gróf Gergely. Está em andamento uma avaliação dos danos e o exame do acidente pelas autoridades competentes, e o Ministério da Defesa deverá fornecer informações adicionais quando forem completadas as investigações.

Lion Effort 2015 - Gripen hungaro - foto via Base Aérea Caslav Rep Tcheca

FOTOS: (em caráter meramente ilustrativo): Ministério da Defesa da República Tcheca – a imagem do alto mostra linha de voo que inclui os cinco caças Gripen húngaros participantes do Lion Effort 2015, com o modelo biposto (indicativo 43) em primeiro plano. A segunda foto mostra a mesma aeronave em voo.

ATUALIZAÇÃO: a foto abaixo, creditada a J. Vostarek / AP, foi divulgada pela Rádio Sueca (Sverige Radio) como sendo do Gripen húngaro acidentado durante o pouso na Base Aérea de Caslav, na República Tcheca.

Gripen húngaro acidentado no Lion Effort 2015 na Rep Tcheca - foto J Vostarek - AP via Sverige Radio

Já estas outras imagens, mostrando mais o panorama, são também creditadas a J. Vostarek / agência de notícias tcheca CTK. Ambas foram divulgadas pelo site Novinky, em reportagem que trouxe a informação de que os freios não teriam funcionado durante o pouso e que, ao chegar ao final da pista, os tripulantes ejetaram seguindo o procedimento padrão.

Gripen húngaro acidentado no Lion Effort 2015 na Rep Tcheca - foto CTK via Novinky Gripen húngaro acidentado no Lion Effort 2015 na Rep Tcheca - foto 2 CTK via Novinky

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Pangloss
Pangloss
5 anos atrás

É normal que oficiais generais tripulem aviões de caça?

Clésio Luiz
Clésio Luiz
5 anos atrás

Nada que super bonder e um pouco de paciência não resolvam…

Mas falando sério, a quebra da fuselagem logo atrás dos pilotos não é uma imagem muito bonita não. Será uma fraqueza do projeto do biposto? O monoposto que se acidentou em 1989 me parece ter sofrido uma capotagem muito pior e a fuselagem permaneceu íntegra:

https://www.youtube.com/watch?v=k6yVU_yYtEc

Guilherme Poggio
Editor
5 anos atrás

Quebrar a fuselagem logo atrás do cockpit parece ser algo comum dos caças modernos e principalmente de projetos de caças em delta. Lembro que a Dassault não recomendava o pouso do Mirage com trem recolhido, pois no toque com o solo a fuselagem quebraria exatamente no ponto do cockpit e dificilmente o piloto sobreviveria. Mas como toda a regra possui sua exceção, teve um caso de um piloto israelense de Mirage que se ejetou pouco antes do avião atingir o solo. O planeio foi tão perfeito que o avião chegou inteiro ao chão. O Mirage foi reconstruído, voltou a voar,… Read more »

Marcos
Marcos
5 anos atrás

Mig 29 se rompendo logo atrás da cabine:

https://www.youtube.com/watch?v=XhyUSnzClGk

Clésio Luiz
Clésio Luiz
5 anos atrás

Mas Marcos, ali ele foi decapitado pela asa do outro aparelho. Resistência é uma coisa, ser Highlander é outra 🙂 A última foto que o Nunão postou é de uma queda de um Mirage 2000D no Afeganistão. Não sei porque, usaram explosivos para separar as asas da fuselagem, para depois tirá-lo dali. Me parece ser uma aterrissagem no deserto, pois a se tivesse rolado, as asas e a deriva estariam muito danificados. Poggio, teve também aquele caso do F-106 que entrou em parafuso chato, o piloto ejetou, com a ejeção ele entrou em voo plano e ao término do combustível,… Read more »

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
5 anos atrás

Uma dúvida…
A Hungria opera o Gripen por leasing. Quem arca com o preju ? Ou isso seria uma informação secreta ?

Vader
5 anos atrás

Toda a pinta de ter sido barbeiragem do tal brigadeiro…

O caça foi PT (perda total). Não serve nem pra empalar…

Marcos
Marcos
5 anos atrás

Se há um leasing, muito provável há um seguro.

Guilherme Poggio
Editor
5 anos atrás

Ótima história Clésio.

Quem não se lembra do caso de corrosão do longeron do F-15? A parte frontal da fuselagem saiu voando. Baita susto para o piloto, que conseguiu ejetar-se.

Isso abaixo não é foto do incidente não. Apenas a simulação do que eventualmente ocorreu.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
5 anos atrás

De toda forma, é importante ressaltar que a taxa de atrito do Gripen é baixa. E até onde sei nenhum piloto faleceu.

Anderson Petronio
Anderson Petronio
5 anos atrás

Até a paisagem é bonita nesse acidente.
Falo isso apenas porque não houve vítimas fatais.

Pergunta para os entendidos: Há chance dessa aeronave retornar? Ou é melhor transformar em monumento, ou vai direto pra prensa virar panela?

sergiocintra
sergiocintra
5 anos atrás

A falha estrutural nesse local, teria um componente agravante – sem excluir os demais – que seria agravada, pela detonação da cadeira de ejeção?

Elezer Puglia
Elezer Puglia
5 anos atrás

Clésio, apenas uma pequena correção na curiosa históra que você bem lembrou. No caso do F-106, o pouso aconteceu logo após a ejeção, pois o avião estava “trimmado” para decolagem e com o throttle em idle. Consta que o piloto assistiu ao pouso enquanto descia de paraquedas, e que o avião ainda ficou com o motor em idle até acabar o combustível, mais de uma hora depois, derretendo a neve que cobria o milharal onde pousou. Por conta disso, o caso ficou conhecido como do “Cornfield Bomber”.

rommelqe
rommelqe
5 anos atrás

Um aspecto muito importante a considerar: os carnard impõe esforços significativos à “espinhal dorsal” da fuselagem, em particular durante as fases de decolagem. Nos diversos casos supracitados os bipostos ainda não dispunham desse recurso e o espectro de cargas dinâmicas são muito diferentes. Também é notável que a transferencia dos empuxos aerodinâmicos oriundos destas asas se faz para a estrutura como um todo através dos munhões (mancais) em torno dos quais são pivotadas . Este giro dos carnard são controlados por servomotores que, por sua vez, são fixados a uma parte da estrutura particularmente fragil devido à existencia da propria… Read more »

rommelqe
rommelqe
5 anos atrás

Mais uma observação: na terceira foto o ” coitado” está apoiado no carnard direito…Reparem que no local onde o eixo do munhão no cubo da pá há passa através da fuselagem há uma caracterísitica abertura por onde o mesmo é fixado à estrutura.

rommelqe
rommelqe
5 anos atrás

Prezados, São varios videos, todos interessantes. Notar que nos pousos apos o trem dianteiro tocar efetivamente a pista, os carnard que estavam mantidos em ângulo adequado para facilitar uma possivel arremetida são totalmente girados de forma a aumentar o efeito de frenagem, forçando a frente da aeronave contra o solo. Neste caso, como as rodas já estão em contato com a pista a estrutura dorsal não recebe uma flexão tão intensa. Por outro lado, se por qualquer circustancia houver um descolamento da frente em relação ao solo ( por exemplo devido a um buraco ou uma lombada na pista, ou… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
5 anos atrás

Na RED FLAG de 2008, com a presença do nosso Esquadrão PAMPA, ao final do exercício houve um acidente com um F-15 do AGRESSORS, onde houve o falecimento do comandante do Esquadrão, o qual voava com um oficial da RAF, que ejetou sem ferimentos. Parece que foi, também, uma falha estrutural na fuselagem após o cockpit.
Respondendo a uma pergunta acima: oficiais generais também voam aeronaves de caça. Não é comum no Brasil. É comum na USAF.

rommelqe
rommelqe
5 anos atrás

Prezado Santana, também entendo que uma caderneta tão extensa não é normal. Caro Nery: sou um profundo neófito, mas o pouco que conheci sei que oficiais da FAB sempre performaram de forma espetacular (por exemplo o Cmde AMÉRICO, em Edwards). Voltando ao caso, parece que foi mesmo relacionado a um desconhecimento da dinâmica de voo do modelo. Nos algoritmos de controle das superficies aerodinâmicamente ativas, certas situações operacionais são conflitantes e nem sempre os softwares devem implementa-las in totun sob pena de redução de desempenho em combate, por exemplo,. Os carnard móveis resultam em economia enorme no proprio motor dispensando… Read more »