terça-feira, outubro 19, 2021

Gripen para o Brasil

‘Lion Effort 2012’: primeiros voos do maior exercício dos operadores de Gripen

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A Saab e as Forças Armadas da Suécia divulgaram as primeiras notícias e imagens do exercício “Lion Effort 2012”, que reúne aeronaves de quatro operadores de Gripen do mundo: Suécia, África do Sul, Hungria e República Tcheca. A Tailândia, quinta operadora do caça, participa como observadora.

Já existe uma cooperação próxima estabelecida entre os clientes de exportação do caça e as organizações suecas FMV, FXM, Força Aérea Sueca e Saab, num fórum contínuo para troca de dados técnicos e operacionais. Programas de treinamento em comum para pilotos e mecânicos também são realizados, de maneira a formar uma base de conhecimentos compartilhada. Tchecos, húngaros e tailandeses são treinados na Suécia, em Såtenäs e Halmstad. Já os sul-africanos recebem treinamento no próprio país.

Sobre o “Lion Effort 2012”, foi informado que os caças começaram a se reunir na base de Ronneby no início da semana. Os tchecos e húngaros foram voando seus próprios caças. Os tchecos  levaram três Gripens do Esquadrão 211 de Cáslav, juntamente com três jatos de treinamento e ataque leve Aero L-159. Os húngaros destacaram cinco caças Gripen do Esquadrão “Puma”, da 59ª Ala de Kecskemét. Os sul-africanos voam neste exercício com as últimas quatro aeronaves a serem entregues de sua encomenda de 26 Gripens, que foram mantidas na Suécia especialmente para a ocasião.

Os Gripens suecos são da própria ala (F 17) de Ronneby e da unidade de avaliação operacional e tática (TUJAS – Tactical and Operational Evaluation Unit) de Malmen. O pessoal sueco traz, para compartilhar, as experiências ainda frescas da chamada “Operação Karakal”, a contribuição do país à operação “Unified Protector” da ONU (Organização das Nações Unidas) na Líbia. Na Karakal, os pilotos suecos de Gripen voaram missões de policiamento aéreo e de reconhecimento, que marcaram a estreia do Gripen em combate. Essa experiência não se resumiu a trabalhar num ambiente de combate, do ponto de vista tático, mas também como parte integrante de uma grande força internacional.

Segundo o comandante de base da F 17, coronel Gabor Nagy,  “o primeiro exercício ‘Lion Effort’ foi realizado na Hungria, em 2009, e o próximo está planejado para 2015, na República Tcheca. Para os esquadrões suecos é bom ter todas essas aeronaves aqui. Tipicamente, nós apenas treinamos missões de 2 contra 2, mas esse exercício permite números maiores, assim como a experiência de voar em formações que misturam diversas nações.”

O treinamento do exercício envolve principalmente operações áereas combinadas (combined air operations – COMAO) com formações multinacionais e apoio logístico combinado. A experiência ganha com exercícios similares foi de grande valor quando chegou a hora dos Gripens suecos participarem das operações sobre a Líbia. O próprio coronel Nagy, antes de assumir o comando da F 17, esteve envolvido no planejamento operacional das missões na Líbia. Sobre aquelas operações, o coronel ressaltou a grande confiabilidade do caça sob condições operacionais, destacando que a maioria das poucas falhas ocorridas não estavam conectadas à aeronave especificamente.

O exercício começou com a fase de familiarização, em que os pilotos se acostumam a voar na região de Ronneby e com a área de exercícios, que é uma grande porção de espaço aéreo sobre o Báltico e a ilha de Gotland. Eles são introduzidos aos procedimentos operacionais que serão usados na fase “Livex” do “Lion Effort”, garantindo-se também que as comunicações funcionam corretamente.

Mas esses voos também incluem exercícios táticos, como identificação visual, engajamentos aéreos de um contra um e dois contra dois, além de apoio aéreo aproximado (close air support – CAS) com o apoio de controladores aéreos avançados. No caso dos pilotos tchecos, também são realizadas missões com reabastecimento em voo. Nessa fase de familiarização, são realizadas três saídas conjuntas (waves) por dia, envolvendo também operações em locais fora da área de exercício, especialmente no caso das surtidas de CAS.

O site das Forças Armadas da Suécia, que destacou que o exercício é o maior de todos que envolvem os operadores mundiais do Gripen, trouxe algumas informações e fotos adicionais. O site ressaltou que os treinamentos em formações maiores foram planejados para envolver oito ou mais aeronaves dos diversos países, em missões como defesa aérea, ataque, escolta e caça livre, apoio aéreo aproximado e reabastecimento em voo.

FONTES / FOTOS: Saab e Forças Armadas da Suécia

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Marcos

E nossa bandeira não está ali!!!

ricardo_recife

Também senti esta falta !!!

Mauricio R.

Afastem do Gripen esse cálice, ele não merece.

Nick

Informação importante, Nunão 🙂

A Suiça mandar obervadores faz todo o sentido, já que selecionaram o sucessor do C/D. Mas e observadores brasileiros? Fazer diplomacia apenas?

[]’s

Marcos

Nick

A FAB já optou pelo Gripen faz é muito.

O Problema é que outras pessoas tem outros interesses: tem a tal da transferência de “””tecnologia”””. Deu para entender? TRANSFERÊNCIA, “””TECNOLOGIA”””, “””t.e.c.n.o.l.o.g.i.a”””. Não sei se há necessidade de colocar mais e mais aspas.

alphasr71a

Tudo que eu tenho a dizer sobre o FX-2 : http://www.youtube.com/watch?v=8yzA0qapuNU

Sem mais kkkkk

DrCockroach

Suécia, África do Sul, Hungria, República Tcheca , Tailândia…

De todos estes paises fantasticos me colocam uma foto com um bando de marmanjos?! Sacanagem… Consegui identificar apenas uma na foto, mas a resolucao da dificil.

Cade a mulherada?

🙂

[]s!

Marcos

Contei quatorze mulheres.

E tem ums marmanjos ali, que “sei não”, os cara se deduraram, sabe, o jeitinho? Teve um até levou o ursinho para dormir junto e fez questão de colocá-lo na asa para a foto.

alphasr71a

Não é um urso, é um leão, sabe, igual o nome do exercicio…

Fabio ASC

Não tenho nada contra o Gripen, mas, quando vejo que apenas países inexpressivos o utilizam…….. Quero ele longe daqui.

Guilherme Poggio

Fabio ASC disse:

Não tenho nada contra o Gripen, mas, quando vejo que apenas países inexpressivos o utilizam…….. Quero ele longe daqui.

Poderíamos usar a mesma frase substituindo a palavra “Gripen” por “F-5”.

Aliás, países que compraram o Gripen eram (tirando o fabricante) usuários de F-5, Mirage III ou MiG-21. O primeiro voa na FAB, o segundo voou na FAB e o terceiro quase voou na FAB.

Observador

Senhores, A FAB deve estar preparando o plano “B”, que significa comprar ou fazer um leasing de aeronaves usadas, umas doze pelo menos, para substituir os caquéticos F-2000, adquiridos por obra e graça do grande timoneiro. Se for isto mesmo, significa que nossos militares não levam a menor fé de que o FX-2 vai resultar em alguma compra. E, para os que acham o Gripen ruim para a FAB em razão dos demais usuários, gostaria de lembrar que os países que o adotaram não tem conflitos de fronteira, não são países belicosos ou com grande tradição militar e não possuem… Read more »

DrCockroach

A SAAB completou com sucesso os acordos de offsets com a Africa do Sul:

http://www.engineeringnews.co.za/article/the-end-of-the-offset-era-for-the-gripen-fighter–2012-04-02

[]s!

Fabio ASC

Mas Poggio, estes que vc citou que compramos anteriormente, eram os mais “capazes” disponíveis no mercado. O que, ao meu ver, não é o caso hoje.

Estamos deixando passar uma composição inteira na nossa frente, e não só o bonde: Pak-FA, F 35, SU-25 BR e por aí vai…..

Fabio ASC

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