terça-feira, agosto 3, 2021

Gripen para o Brasil

GEIV será reequipado com aeronaves da Embraer

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

IU-93A do GEIV - foto FAB

Jatos operados hoje pelo Grupo Especial de Inspeção em Voo são do modelo Hawker 800XP, da foto acima

O Grupo Especial de Inspeção em Voo, subordinado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira (FAB), deverá se reequipar com aeronaves da Embraer.

Extrato de Inexigibilidade de Licitação foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na semana passada, informando um valor global de pouco mais de 662 milhões de reais para um contrato ratificado com a Embraer. A ratificação foi feita em 30 de abril, informando-se um total de três itens licitados, dentro de um processo que tem como objeto seis aeronaves para Inspeção em Voo.

Abaixo, o extrato publicado no Diário Oficial da União (clique aqui para acessar na página do DOU):

EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

Nº 8/2014 – UASG 1200006

Nº Processo: 67701027048201361 .

Objeto: Aquisição de 6 aeronaves de Inspeção em Voo

Total de Itens Licitados: 00003.

Fundamento Legal: Art. 25º, Caput da Lei nº 8.666 de 21/06/1993.

Justificativa: Dotar a Força Aérea Brasileira com uma aeronave de inspeção em voo com capacidade de homologar os auxílios à navegação

Declaração de Inexigibilidade em 28/04/2014. JOSE AUGUSTO CREPALDI AFFONSO. Ordenador Despesa Copac.

Ratificação em 30/04/2014. JUNITI SAITO. Comandante da Aerónautica.

Valor Global: R$ 662.261.166,02.

CNPJ CONTRATADA : 07.689.002/0001-89 EMBRAER S.A.

Voa terceiro protótipo do Legacy 500 - foto Embraer

A imagem do alto (Agência Força Aérea, Sgt Batista) é de um dos jatos que equipam atualmente o GEIV, modelo Hawker 800XP, que na FAB tem a designação IU-93A (total de 4 unidades adquiridas no final da década de 1990).

O extrato acima não faz referência ao tipo de aeronave adquirido junto à Embraer, mas no último dia 7 a revista Asas publicou um “furo” de reportagem sobre contrato (assinado justamente em 30 de abril, segundo a revista) para aquisição de seis unidades do Embraer Legacy 500 para o GEIV, embora sem trazer informações sobre o valor do contrato.

As imagens logo acima (da Embraer) e abaixo são de aeronaves Legacy 500. Clique aqui para acessar a notícia dada pela revista Asas, que informou também que as entregas deverão se realizar em 2016, com aeronaves configuradas para inspeção em voo.

Legacy 500 em formação - imagem Embraer

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Flighting Falcon

Considerando a padronização é uma excelente escolha.

Também estão seguindo a risca a Lei 8666 art. 3º:
“…promoção do desenvolvimento nacional sustentável…”

Rafael Oliveira

O Hawker 800XP não conseguia mais cumprir a missão?

Ou isso é um “agrado” para a Embraer?

Bom, tomara que as compras para a FAB não parem…

Marcos

Pouco provável que a FAB esteja fazendo algum agrado.

Mas a pergunta é válida: “não consegue mais cumprir a missão?”, pois as aeronaves são relativamente novas.

No que se refere à opção pelo Legacy 500, entendo que não resta alternativa, pois o Phenom 300 é muito pequeno e as demais aeronaves tem preço mais alto.

Aproveitando o embalo: e as compras dos Phenom 300 por parte da FAB, o que virou?

Justin Case

Amigos,

Pelo que li em outros fóruns, a intenção é substituir os
EC-95 Bandeirante do GEIV, não os Hawker.
Abraços,

Justin

Justin Case

Amigos,

Aqui tem um link para uma revista do DECEA, na qual é citada a necessidade de substituição daquelas aeronaves, cogitando mais Hawker ou aquisição de aviões da Embraer:

http://www.decea.gov.br/wp-content/uploads/2008/10/aeroespaco21.pdf

Justin

Justin Case

Mais velha que a revista, Nunão, pelo jeito, é a necessidade. Como sempre, as soluções se arrastam.

Mas acho que há projeto oficial e ativo para adquirir aeronaves da Embraer, tanto para VIP como para a Inspeção em Voo.
É bem provável que a Inspeção em Voo tenha sido contemplada antes por ter maior aceitabilidade perante a opinião pública.

Justin

juarezmartinez

O Propósito, segundo Mr fuentes, o objetivo é substituir os dois pelo Legacy 500. Os Bandecos deles estão no pau da goaiba e os 800 estão ficando muito indisponíveis por falta de suprimento.

Grande abraço

Carcará 01

Nosso amigo Mauricio R pira nesse topico…

Joner

Uma noticia boa, pois o ridículo seria comprar uma aeronave extrangeira quando se tem um fabricante nacional, pois mesmo que aparentemente se tenha um preço mais barato importando, se computarmos os impostos e geração de empregos, para o país é melhor comprar por qui.
Quando não se tem opção brasileira, ai sim, deveria se recorer a importação.
Tudo de novo para as forças é bem vindo, e quando nacional e técnicamente bem escolhido, é melhor ainda. 🙂

Elezer Puglia

Concordo com o Justin, no sentido de que a intenção é substituir os Bandeirante do GEIV, já que os HS-800 ainda têm muita hora de voo pra oferecer.

Portanto, passamos ao ponto seguinte: quando se vai comprar jatos executivos para o GEIV, será que não faz sentido comprar da Embraer em vez de comprar da Hawker Beechcraft, especialmente depois da cena que eles aprontaram com a Embraer no caso da concorrência do Super Tucano? Neste sentido, não deixaria de ser um “agrado” à Embraer…

Rafael Oliveira

O Nunão já me defendeu. Na verdade, o que eu quis dizer com “agrado” a Embraer seria do GF e não da FAB. Mas não quero sair do tópico, conforme a política do Poder Aéreo. A minha dúvida seria: essa é realmente uma prioridade da FAB? Estamos sem tampão, sem reabastecedor decente, as aeronaves da AFA estão bem judiadas, a modernização do A-1 anda a passos lentos e etc. Fora que a minha pergunta foi feita antes de eu saber que seriam destinados a substituir o Bandeirante, em vez do Hawker. Por isso achei que a substituição poderia ser “precoce”.… Read more »

Mauricio R.

“Extrato de Inexigibilidade de Licitação foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na semana passada, informando…”

Conversa para boi dormir, se não for Embraer, não pode comprar, pq o “Império do mal de SJC; reclama e sai mexendo seus pauzinhos!!!
Compromissos de campanha, explicam isto.
Esse mesmo filme já passou no GTE, anos atrás.

“…promoção do desenvolvimento nacional sustentável…”

Outra piada de gosto absolutamente duvidoso, p/ não dizer mentiroso.
A Embraer não é nenhuma neófita no mercado de aeronaves executivas.

Mauricio R.

“Uma noticia boa, pois o ridículo seria comprar uma aeronave extrangeira quando se tem um fabricante nacional, pois…”

Ridículo é compra governamental sem concorrência.

“pois mesmo que aparentemente se tenha um preço mais barato importando, se computarmos os impostos e geração de empregos, para o país é melhor comprar por qui.”

Os Phenoms são fabricados na Florida, os Legacy 450 e 500 serão fabricados em Portugal.
Pagaremos impostos e geraremos empregos aonde mesmo???

Rinaldo Nery

Os HAWKER fizeram parte do pacote SIVAM, juntamente com seis GRAND CARAVAN, dos quais transladei um para o Brasil em 2000 (FAB 2721). Encontrei os companheiros do GEIV em Wichita fazendo o curso da aeronave.
A atribuições do GEIV são grandes e o mesmo não tem dado conta de todas as inspeções/homologações que tem que realizar. Novas aeronaves são bem vindas.
O lobby da EMBRAER junto ao GF é fortíssimo, e a nossa PresidANTA entuba quase tudo o que eles pedem. Quando era chefe da Casa Civil comprou os LEGACY do GTE. Porém, melhor comprar aqui que nos EUA.

Luiz Fernando

Quem disse que os Legacy 450-500 são fabricados em Portugal?

Algumas partes são, outras não. Mas não se pode generalizar. E são fabricadas pela Embraer.

Quando se fala em gerar empregos não devemos pensar somente na mão de obra direta, que está pondo a mão na massa na produção. Temos que levar em conta a mão de obra de engenharia, suporte ao cliente, manuais, qualidade, etc. que estão aqui no Brasil.

Quanto ao preço é bom lembrar que ele pode incluir o desenvolvimento desta nova versão, pois não é um avião de prateleira, pois carrega novos equipamentos e antenas.

Guilherme Poggio

Luiz Fernando escreveu:

Temos que levar em conta a mão de obra de engenharia, suporte ao cliente, manuais, qualidade, etc. que estão aqui no Brasil.

Eu diria até que essa parte é mais importante do que simplesmente fabricar peças em uma linha de produção.

Marcos

Os Phenom 100 e 300 são montados aqui e nos EUA.

Os Legacy 500 serão montados aqui.

Mauricio R.

“Quanto ao preço é bom lembrar que ele pode incluir o desenvolvimento desta nova versão, pois não é um avião de prateleira, pois carrega novos equipamentos e antenas.”

E pq raios a FAB tem que se resignar a pagar o preço da Embraer???
Tem que comprar de quem tem o preço mais competitivo, se a Embraer não é capaz, problema dela.

Luiz Fernando

Meio Off Topic, mas como se trata de Embraer, não é tanto… A Air Canada vendeu para a Boeing 20 dos seus 45 E190, como parte da negociação para adquirir os 737MAX. Quanto aos restantes 25 E190, a Air Canada afirmou hoje o seguinte: “…With respect to the remaining 25 Embraer 190 aircraft in the airline’s fleet, after careful consideration, Air Canada has decided to continue to operate the aircraft given their young age, productivity and high customer acceptance on existing routes and to avoid additional capital expenditures and debt.” Outro trecho de artigo: Bombardier Inc. (BBD/B) suffered a setback… Read more »

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