quarta-feira, setembro 22, 2021

Gripen para o Brasil

Agressores de simuladores

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

F-16 decola de Nellis em 31 de maio antes da parada do dia seguinte - foto USAF

Com os cortes nas horas de voo da USAF devido às restrições orçamentárias,  treinamento de pilotos de esquadrões ‘Aggressor’ de Nellis ficará restrito ao simulador e à sala de aula até 1º de outubro

Desde o dia 1º de junho, decolagens de caças de unidades “Aggressor” na Base Aérea de Nellis (Nevada, EUA), como a mostrada na foto acima do dia anterior, ficarão raros. O Comando de Combate Aéreo da USAF (Força Aérea dos EUA) estabeleceu que a partir daquela data iniciou-se uma “stand down” (parada nos voos) como resultado dos múltiplos cortes orçamentários que finalmente terão efeito em operações de treinamento de voo.

Até 1º de outubro, 45.000 horas de voo foram cortadas para economizar verbas de operações e manutenção, e todas as unidades de combate aéreo não envolvidas em testes operacionais ou que não estejam se preparando diretamente para desdobramento em operações, como no Afeganistão, ficarão no solo num esquema rotativo.

caças F-16 e F-15 dos esquadrões 64 e 65 Aggressor - foto de 2008 da USAF

É o caso de esquadrões “Aggressor”, que não voarão até o final do ano fiscal, conforme a diretiva do Comando. Porém, apesar da “stand down”, o 64º Esquadrão Aggressor permanecerá comprometido em cumprir sua missão, conforme seu diretor acadêmico assistente de operações, tenente-coronel Michael Shepherd: “Nosso mote é ‘conhecer, ensinar e replicar’. Como agressores, nós somos especialistas no campo de táticas adversários ou sistemas desde aeronaves e mísseis a táticas de ataques eletrônicos.”

Os pilotos do esquadrão, que é assignado ao 57º Grupo de Táticas Adversárias de Nellis, procurarão se manter em dia com suas capacidades de voo utilizando simuladores e alguns voos limitados, em apoio ao 422º Esquadrão de Testes e Avaliações Operacionais, disse Shepherd. Vários pilotos perderão seus certificados e terão que se requalificar em outubro, e simuladores serão usados para tentar mitigar a falta de prática. A missão primária do grupo e do esquadrão é prover apoio à Escola de Armas da USAF, aos exercícios Red Flag, aos esquadrões de testes e avaliações, assim como fornecer treinamento a unidades da Força Aérea de Combate (CAF) em táticas adversárias.

Caças F-16 do 64 Aggressor Squadron em Nellis em foto mais antiga - USAF

Ainda segundo Shepherd, a unidade continuará a buscar atualização em inteligência e disseminar essa informação, e “nem na imaginação estaremos apenas desligando nosso esquadrão”. Ele deverá atuar junto a outras unidades de Nellis como uma equipe, como por exemplo o 16º Esquadrão da Escola de Armamentos, que dá o curso de armas do F-16.

Uma agenda acadêmica foi estabelecida para este verão (do Hemisfério Norte) para que o 16º atualize o 64º nas táticas atualmente utilizadas pela Força Aérea de Combate e este, em reciprocamente, ensinará ao 16º teorias dos Aggressors. “Há um robusto cronograma por todo o verão. Ainda ficaremos ocupados, será apenas um diferente tipo de ocupação comparado ao que estamos acostumados”, disse Shepherd.

FONTES / FOTOS: USAF e Aerotechnews (compilação, tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês)

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Clésio Luiz

Interessante que nos anos 80 eles operavam F-5E/F e acabaram sendo dispensados para economizar dinheiro. Imagine como não custa agora manter essa frota de F-15 e F-16 que passam a maior parte do tempo voando em “combate”.

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