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Em nota  divulgada na terça-feira, 2 de outubro, a Thales informou que a DGA (direção-geral de armamento - direction générale de l’armement) da França recebeu o primeiro caça Rafale de produção equipado com o radar RBE2 AESA (varredura eletrônica ativa), fabricado pela empresa. A entrega foi realizada nas instalações da Dassault Aviation, fabricante do caça, em Mérignac, próximo a Bordeaux.

Segundo a nota, o Rafale é o primeiro avião de combate europeu em serviço operacional equipado com esse tipo de radar. O projeto foi completado no prazo e dentro do orçamento, e versões de exportação do Rafale também incorporam a tecnologia AESA, conforme a Thales.

Entre as vantagens que o RBE2 AESA traz para o caça, a nota destaca o aumento do alcance para alvos de menor assinatura e o uso completo de novos sistemas de armas, como o míssil ar-ar Meteor. O radar também oferece maior agilidade em ondas no modo SAR (abertura sintética) de imageamento, maior resistência a contramedidas, confiabilidade superiro e redução na carga de manutenção, proporcionando menor custo ao logo do ciclo de vida.

A DGA também divulgou nota a respeito dessa entrega, destacando também que o Rafale é o primeiro avião de combate europeu, em serviço, a se beneficiar da tecnologia AESA, resultado de mais de 10 anos de esforços de pesquisa e desenvolvimento.

A aeronave, que recebeu a matrícula C137, é destinada à Força Aérea Francesa (Armée de l’air). Nos próximos dias, deverá ser recebina na Base Aérea de Mont-de-Marsan. O caça também está equipado com um detector de lançamento de mísseis melhorado e um conjunto optrônico frontal de nova geração, que também fazem parte do programa de melhoramento dos sensores do Rafale, em conjunto com o radar RBE2 AESA.

Até o momento, segundo a nota da DGA, 180 caças Rafale de série foram encomendadas, sendo que 111 já foram entregues, em 3 versões: para a Marinha Francesa (Marine Nationale), 36 modelos M, que são monopostos de emprego naval; 38 modelos B, bipostos, para a Força Aérea e 37 modelos C, monopostos, também para a Força Aérea.

FONTES / FOTOS DO ALTO E DE BAIXO: Thales, Dassault e DGA

NOTA DO EDITOR: a base de Mont-de-Marsan abriga tanto uma unidade aérea responsável por testes do Rafale e outros caças, o 5/330 “Côte d’Argent” (escadron de chasse et d’expérimentation – esquadrão de caça e testes) quanto um esquadrão operacional que foi reativado recentemente e teve seu reequipamento com o Rafale iniciado, o EC 2/30 “Normandie-Niemen”.  Resta saber para qual unidade o caça está destinado. Para saber mais sobre esses esquadrões, consulte os quatro últimos links da lista abaixo. Para saber mais sobre os desenvolvimentos do radar AESA, além de outros sensores e armas do Rafale, clique nos demais links.

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Isso porque esses são os meses em que terminam e começam os anos fiscais indianos

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Em relação à recente declaração  do comandante da Força Aérea Indiana, N.A.K. Browne, dizendo que a força pretende “ao menos neste ano financeiro terminar as negociações e finalizar o contrato” para 126 caças Rafale, fontes da mídia local e global acrescentaram que o acordo sairá até março ou abril do ano que vem.

O site Aviation Week destacou que o ano fiscal vai até março. Já o jornal indiano The Hindu, com base nas mesmas declarações, noticiou que o acordo sairá até abril. A diferença é porque o ano fiscal indiano começa em 1º de abril de um ano e vai até 31 de março do ano seguinte.

Assim, é possível que a negociação do acordo entre franceses e indianos complete mais de um ano de duração, já que a escolha do Rafale como oferta de menor valor (L1), deu-se em 31 de janeiro deste ano. Vale lembrar que, na ocasião, a notícia levou o Poder Aéreo a bater um recorde de audiência, marca de acessos num só dia que foi ultrapassada menos de um depois, com as notícias do cancelamento do contrato do Super Tucano nos EUA.

Será que a assinatura final do acordo, sacramentando a primeira venda de exportação do Rafale, gerará um novo recorde?

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Na última sexta-feira, 14 de setembro, o recém-reativado Esquadrão de Caça 2/30 “Normandie-Niemen” da Força Aérea Francesa (Armée de l’air) comemorou os 70 anos de sua criação, que se deu em plena Segunda Guerra Mundial. As celebrações foram realizadas na Base Aérea 118 de Mont-de-Marsan, de onde opera o esquadrão.

Nas cerimônias, estiveram presentes o comandante (chefe do Estado-Maior) da Força Aérea Francesa, general Jean-Paul  Paloméros, sua contraparte russa, o tenente-general Viktor Nikolaevitch Bondarev, o embaixador da Federação Russa na França, M. Alexandre Orlov, assim como uma delegação oficial de alta patente e veteranos da unidade francesa que lutou na então União Soviética contra a Alemanha nazista.

Pessoal do Normandie-Niemen empunhou as flâmulas das prestigiosas esquadrilhas SPA 91, SPA 93 e SPA 37. Um Rafale com pintura especial alusiva à ocasião, assim como um caça soviético Yakovlev Yak-3 da Segunda Guerra Mundial, abrilhantaram ainda mais o evento. Entre os veteranos presentes, estavam Georges Masurel, de 91 anos, mecânico de aeronaves do esquadrão entre novembro de 1942 e outubro de 1943, quando a unidade operou na base soviética de Ivanovo, a 250 km de Moscou. Masurel, ao final do conflito, já era piloto, voando nos grupos de caça “Picardie” e “Ardennes”.

Na Segunda Guerra Mundial, o “Normandie-Niemen voou 5.240 missões, com 273 vitórias confirmadas. Para saber mais, clique nos links abaixo.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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Em meio ao show aéreo de Leuchars e à ativação do quarto esquadrão de linha de frente da RAF equipado com o Typhoon (veja matéria abaixo), no dia 14 de setembro foi realizado um voo conjunto do Eurofighter Typhoon e do Dassault Rafale sobre a Escócia, numa demonstração dos fortes laços da RAF (Força Aérea Real Britânica) e do Armée de l’air (Força Aérea Francesa). Ambas as forças fizeram um acordo para operarem mais em conjunto, maximizando suas capacidades e economizando dinheiro.

No posto traseiro do Rafale B, estava o vice-marechal Stuart Atha da RAF e, no posto traseiro do Tyhpoon T3, o tenente general Guillaume Gelée da Força Aérea Francesa. A surtida durou 90 minutos, com as duas aeronaves voando a baixa e média altitudes sobre a parte Oeste da Escócia.

O alto oficial britânico, que foi responsável pela segurança aérea dos jogos Olímpicos de Londres, disse ao pousar: “Os dois aviões operaram juntos todo o tempo. Rafale e Typhoon são uma combinação de classe mundial.” Já o tenente general francês, que já foi piloto de provas, afirmou: “Foi um dia fantástico, e uma aeronave fantástica. Minha opinião é que esses dois aviões e nossas duas Forças Aéreas são duras de bater.”

O comodoro do ar Gavin Parker (veja mais declarações deste oficial na matéria abaixo), comandante da base de Leuchars e que estava pilotando o Typhoon, disse: “Coalizões sempre têm sido muito importantes para operações militares aéreas, como foi demonstrado durante a campanha líbia do ano passado. Como uma das atividades do Esquadrão 1 (F), que vai incluir um piloto da Força Aérea Francesa em intercâmbio, estamos procurando cimentar esses laços com a Força Aérea Francesa e continuar a desenvolver a relação próxima de trabalho que já temos.”

Esse piloto francês que fará o intercâmbio é o capitão Marc-Antoine Gerard, um experimentado piloto de Rafale, que afirmou: “Para mim, voar com a RAF será muito prestigioso, e também estarei honrado em usar as bolachas da RAF. Será fantástico.” O piloto britânico que voará o Rafale por dois anos, no sul da França, será o tenente aviador Matt Johnstone, piloto de Typhoon que recentemente deixou o Esquadrão 11 (F), baseado em Coningsby. Johnstone disse: “Eu me inscrevi para (voar) o Rafale pela experiência. É uma posição privilegiada poder voar o Rafale, mas também será um desafio voar um avião diferente num país diferente. Certamente isso irá ampliar meus horizontes tanto como um piloto de caça quanto como um oficial.”

Os pilotos em intercâmbio estarão totalmente integrados aos seus novos esquadrões e participarão de operações. O informe da RAF sobre o voo conjunto acrescentou que, em novembro de 2011, o tentente aviador Ian Abson da RAF recebeu a “Croix De La Valeur” (Cruz de Valor Militar) do Primeiro Ministro francês por ações no Afeganistão em que, num jato Mirage, ajudou tropas no solo que estavam sob ataque do Talibã.

FONTE / FOTOS: RAF (Força Aérea Real Britânica)

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Custo que venceu a concorrência indiana não bastaria para cobrir valores adicionais dos requerimentos técnicos do MMRCA, que seriam bancados por outras encomendas de exportação

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O jornal “The Indian Express” publicou na sexta-feira, 14 de setembro, uma reportagem cujo título é uma pergunta: “Será que a Índia vai acabar pagando mais pelos caças Rafale?”.

O anúncio de 31 de janeiro de que a fabricante francesa do Rafale, a Dassault Aviation, venceu sua rival Eurofighter e emergiu como a oferta de menor valor para o programa MMRCA (avião de combate multitarefa de porte médio) marcou o início de uma nova fase do programa: a negociação comercial exclusiva para o contrato de mais de 10 bilhões de dólares, entre o Ministério da Defesa e a Dassault. Desde então, mais de sete meses se passaram mas as conversas parecem não levar a lugar algum, segundo o jornal.

Qual seria o motivo da demora? Baseado em informações de domínio público, o Indian Express afirma que os pontos controversos são “custos” e “transferência de tecnologia”.

Segundo o jornal, para ganhar o contrato a empresa francesa colocou um preço irrealisticamente baixo, e agora procura meios para aumentar o custo. Por que teria feito isso? O Indian Express arrisca algumas explicações possíveis.

Poderia ter tentado garantir a disputa com um preço baixo e, a partir da “amarração” do cliente, ditar seus próprios termos. Logo após o anúncio da vitória do Rafale, um artigo do periódico francês “Le Canard Enchainé” afirmou que o valor “de etiqueta” seria baixo, e que em seguida os adendos seriam vendidos a custo maior.

Outra explicação é que a empresa, provavelmente, omitiu alguns custos de sua oferta comercial relacionados à customização da versão francesa do Rafale para os requerimentos indianos. Isso porque, além da Índia, a Dassault tenta vender a aeronave ao Brasil e aos Emirados Árabes Unidos. O plano, ao que parece, era custear certas modernizações das capacidades da aeronave com dinheiro brasileiro e dos Emirados, repassando então esses melhoramentos à Índia sem custo extra.

Mas, infelizmente, o Brasil ainda não se decidiu pela compra e os Emirados, desgostosos com a intransigência das cláusulas comerciais oferecidas, solicitaram uma oferta do consórcio Eurofighter. Antes que contratos no Brasil e nos Emirados pudessem se concretizar, a negociação indiana avançou para uma fase decisiva, e agora a Dassault precisa enfrentar o dilema de como e quando se comprometer com os requerimentos técnicos do MMRCA sem fazer a Índia pagar um valor extra.

Por fim, é possível que o Governo Francês pretenda subsidiar a oferta do Rafale. Também parece haver uma relutância em relação à transferência de tecnologia. Até poucos meses, alegava-se à opinião pública indiana que a transferência seria de quase 100%. Porém, na França, uma mensagem oposta está sendo veiculada. Segundo reportagem recente do periódico de negócios francês “Usine Nouvelle”, a tecnologia mais sofisticada continuará na França, e empresas francesas terão responsabilidade pela maior parcela da carga de trabalho e de empregos relacionados à produção do caça. Isso coloca em dúvida a intenção ou capacidade do fabricante em atender aos requerimentos de 50% de compensações do MMRCA.

Alega-se, também, que a indústria indiana não teria a capacidade de absorver as tecnologias avançadas no futuro próximo. A reportagem afirma que um desses itens que não poderia ter componentes locais seria o radar AESA (de varredura eletrônica ativa) que a Índia necessita com urgência. Os itens passíveis de nacionalização, no fim das contas, seriam apenas elementos da fuselagem, asas e canopi. A opinião de fontes indianas ligadas à indústria é que os franceses procurariam negociar duro para compartilhar o mínimo possível de tecnologia com a Índia, ao mesmo tempo em que tentariam aumentar o preço.

FONTE: The Indian Express (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

NOTA DO EDITOR: as notícias recentes do programa indiano são contraditórias. Algumas fontes dizem que a assinatura do contrato será até o próximo mês. Já outras dizem que as negociações podem voltar à estaca zero. Não é de se estranhar, dado o tamanho do contrato, que parte da mídia indiana expresse posições favoráveis ao negócio, enquanto outra parte mostre posições contrárias. Isso também vem acontecendo na Suíça, em ásperos debates a respeito da aquisição do Gripen sueco. Para acompanhar as notícias mais recentes sobre o MMRCA, clique nos links abaixo.

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A Índia planeja assinar o contrato do  MMRCA (Combat Aircraft Médio multi-função) com a fabricante do caça francês Rafale até o final deste mês ou no começo do próximo, informou um alto oficial da Força Aérea Indiana (IAF) hoje.

“Não acho razão pela qual não deva ser assinado até o final deste mês ou no próximo mês”, disse o brigadeiro do Ar Rajinder Singha,comandante do Comando de Treinamento da IAF.

Ele indicou que as negociações estão atualmente na questão da fixação de preços para o negócio que envolve 126 aeronaves. “Há dinheiro …. são coisas aqui e ali (preços sendo finalizado)”.

O brigadeiro admitiu “alguns problemas” (sobre os preços), mas afirmou que não é incomum em grandes negócios como este. Ele acrescentou que a primeira aeronave do MMRCA deve voar em 2017.

O brigadeiro também negou informações de fontes russas e alemãs de que o acordo não seria final.

“Nada disso”, disse ele, destacando que a Índia já havia declarado o Rafale como a oferta de menor valor para o MMRCA.

Vyacheskav Dzirkaln, vice-diretor do Serviço Federal da Rússia para a Cooperação Técnico-Militar, foi recentemente apontado como tendo dito: “Eu não diria que a proposta MMRCA é uma questão fechada. Temos informações de que o concurso ainda está no ar.”.

O vice-chefe da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e de Defesa no Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão), Andreas Schockenhoff, teria dito recentemente que  a última palavra ainda não tinha sido dada sobre o negócio MMRCA.

O MiG-35 russo não foi selecionado para a ‘shortlist’ do programa MMRCA, que também incluiu o Eurofighter Typhoon (além Rafale) desenvolvido pelo consórcio europeu que tem a Alemanha como parceira.

FONTE: The Economic Times

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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Há três anos Lula decidiu o F-X2 …

 … mas o programa segue sem definição

 

Em 7 de setembro de 2009 era anunciada a vitória do caça da Dassault no programa F-X2. Relembre o fato lendo novamente a notícia abaixo.

O presidente Luiz Inácio da Silva está neste momento (12h40 de 7 de setembro) no Palácio da Alvorada em reunião com o presidente francês Nicolas Sarkozy. A presidência da República acaba de divulgar nota conjunta dos dois países confirmando que o Brasil vai comprar o caça Rafale.

Segundo nota divulgada agora há pouco, o país pretende adquirir 36 aeronaves: “levando em conta a amplitude das transferências de tecnologia propostas e das garantias oferecidas pela parte francesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão da parte brasileira de entrar em negociações com o GIE Rafale para a aquisição de 36 aviões de combate”.

A nota diz ainda que Sarkozy comunicou a intenção da França de adquirir uma dezena de unidades da futura aeronave de transporte militar KC-390 e manifestou a disposição dos industriais franceses de contribuir para o desenvolvimento do programa desta aeronave.

O anúncio significa que foi encerrado o processo de seleção feito pela Força Aérea Brasileira (FAB), o chamado programa F-X2. Perderam a disputa o caça sueco Gripen e o norte-americano F18.

FONTES: O Globo e UOL

Relembre também a repercussão do fato na mídia três anos atrás através dos links abaixo.

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Em coletiva de imprensa realizada na Omnisys, braço industrial do grupo francês Thales no Brasil (veja matéria acima), não poderia faltar o assunto F-X2, 0 programa de caças da Força Aérea Brasileira. Afinal, a Thales faz parte do consórcio liderado pela fabricante da aeronave, a Dassault, que concorre com a sueca Saab (Gripen NG) e com a norte-americana Boeing (F/A-18 Super Hornet).

Perguntado sobre o que a empresa teria a ganhar com uma vitória do Rafale no programa, o presidente Edgard Menezes disse que a força de trabalho da empresa, entre técnicos e engenheiros, teria que quadruplicar de tamanho para atender à produção de sistemas da Thales para o caça, chegando a mais de 1.000 pessoas.

Segundo Menezes, o radar e os sistemas de contramedidas eletrônicas do caça seriam produzidos no Brasil, havendo também desenvolvimento local de softwares. Todas essas atividades têm previsão de envolver um processo extenso de transferência de tecnologias, no caso de vitória do caça francês.

O executivo disse ter participado de vários entendimentos para montagem da proposta de transferência de tecnologias desses sistemas. Os conhecimentos seriam absorvidos pelos engenheiros brasileiros da subsidiária da Thales, que precisariam também se capacitar para o apoio local aos equipamentos.

Além da ampliação de pessoal nas instalações de São Bernardo do Campo, onde seriam produzidos os componentes para os sistemas citados, também será necessário abrir uma nova unidade da empresa em São José dos Campos. Com isso, seria facilitado o trabalho junto à Embraer, que como maior indústria aeroespacial do país deverá ser envolvida no programa do caça (qualquer que seja o vencedor). Na nova unidade, seriam realizados os trabalhos de integração do radar e dos sistemas de contramedidas eletrônicas às aeronaves.

E no caso do Rafale não ganhar? Isso dependeria da disposição ou necessidade de outros eventuais vencedores  (Saab ou Boeing) em envolver a Thales / Omnisys nos seus programas. O executivo disse que haveria interesse da Omnisys em participar, nessa hipótese, mas que a empresa não foi procurada nem pelos suecos nem pelos norte-americanos para tratar do assunto.

FOTOS DO TOPO E DE BAIXO: Thales e Dassault

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Pintando um ‘Rafavlev’

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Em 14 de setembro, o esquadrão francês ‘Normandie-Niemen’ vai comemorar 70 anos – entre as atrações, estará um Rafale pintado num padrão que remete aos caças Yakovlev da Segunda Guerra Mundial

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A Força Aérea Francesa (Armée de l’air)  informou que em 14 de setembro será realizada uma cerimônia militar celebrando o 70º aniversário do esquadrão 2/30 “Normandie-Niemen”. Para as comemorações que ocorrerão na Base Aérea 118 de  Mont-de-Marsan, de onde operam os caças Rafale do recém-reativado esquadrão, são esperados diversos convidados franceses e russos, além de  uma aparição especial: um Rafale pintado em cores que remetem aos caças soviéticos Yakovlev voados pelo esquadrão na Segunda Guerra Mundial.

Na foto acima, o caça é visto recebendo uma camada de pintura.

Histórico: o Grupo de Caça 3 “Normandie” foi criado em setembro de 1942 após negociações envolvendo o general de Gaulle e autoridades britânicas e soviéticas, visando o emprego de pilotos franceses na frente oriental para lutar, ao lado dos soviéticos, contra os alemães. Os treinamentos começaram em dezembro daquele ano e logo o esquadrão seguiu para a batalha, conquistando 273 vitórias até o fim do conflito. O nome “Niemen” foi acrescentado ao “Normandie” após a participação da unidade numa ofensiva soviética que cruzou o rio Niemen em junho de 1944.

O esquadrão foi desativado temporariamente em julho de 2009, quando voava caças Mirage F1, sendo reativado em Mont-de-Marsan em junho deste ano (saiba mais sobre essa história nos links abaixo).

Foto do voo histórico do Rafale nos 100 anos da aviação russa: a Força Aérea Francesa também mostrou em seu site fotos da participação de caças Rafale nas recentes comemorações do centenário da aviação russa. Entre elas, a imagem logo acima, que mostra o histórico voo de uma formação de dois Rafale e um Sukhoi Su-27 sobre Khatenki, palco de batalhas travadas pelo Normandie-Niemen contra as forças alemãs.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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Caça francês nunca foi vendido para fora da França e enfrenta problemas em negociação com indianos, diz nota da RFI em português, repercutindo reportagem do jornal francês ‘Le Parisien’ que fala numa ‘zona de turbulências’ para o Rafale

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A venda dos caças Rafale para a Índia foi anunciada em janeiro. Os 126 aparelhos seriam negociados por cerca de nove bilhões de euros (o equivalente a 22 bilhões de reais). Mas, segundo o jornal francês Le Parisien, mesmo com as negociações quase finalizadas, o processo teria voltado à estaca zero devido ao escândalo de corrupção envolvendo os contratos das Forças Armadas Indianas.

A Rússia e a Alemanha não perderam tempo e já declararam que uma nova licitação de venda de caças para a Índia estaria sendo preparada. Os dois países querem apresentar propostas de vendas de seus aviões. O primeiro avião seria fabricado pelos alemães da Eurofighter e, um segundo aparelho teria tecnologia russo-indiana. O governo francês nega problemas na licitação.

A venda do caça francês Rafale entra novamente em mais uma zona de turbulência. O avião, que nunca foi vendido para fora da França, teve sua venda anunciada para o Brasil pelo então presidente Nicolas Sarkozy, em 2009. Trinta e seis caças, de um total de 10 bilhões de reais, seriam entregues ao Brasil a partir de 2013.

Mas o governo brasileiro declarou que o processo de licitação está em aberto até dezembro deste ano e que o Rafale não tem nenhuma preferência em relação aos concorrentes. Além do Rafale, o sueco Grippen e o americano F-18 Super Hornett (sic) da Boeing ainda estariam na briga.

A eventual volta à estaca zero da venda do Rafale para a Índia pode interferir na decisão brasileira. Os 126 aparelhos vendidos para os indianos reduziriam o preço unitário do avião e, assim, faciltariam o processo de licitação com o Brasil.

FONTE: RFI (Radio France Internationale) em português

FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

NOTA DO EDITOR: o título original da RFI em português,  “Venda do Rafale à Índia fracassa e pode interferir em decisão brasileira”, foi modificado para a publicação deste “clipping” no Poder Aéreo. Essa nossa opção foi feita de modo a deixar a chamada mais fiel ao conteúdo da matéria e ao que diz a fonte original, o jornal francês “Le Parisien” (também acrescentamos uma alusão à chamada francesa original no subtítulo, cuja primeira parte é a legenda de uma foto, em destaque, no RFI).

É possível que a escolha da palavra fracasso seja uma interpretação da RFI sobre os relatos ou até mesmo um erro de tradução, pois a matéria original do jornal francês fala em turbulências, e não em fracasso. Vale dizer que a palavra “fracas” é usada logo no início do texto em francês. Apesar de um de seus sentidos ser fracasso, no contexto da frase em questão significa barulho (como também foi lembrado pelo leitor Justin Case), referindo-se ao alarde que causou o anúncio da seleção do Rafale pela Índia, em janeiro deste ano.

Essa notícia contrasta bastante com outras da semana, em que autoridades indianas indicavam que as negociações estavam andando com vistas à assinatura do contrato até o final do ano fiscal de 2012 (veja links abaixo). Mas também faz referência a outras sobre declarações russas e alemãs sobre uma possível abertura indiana a suas ofertas (veja outros links abaixo), que vêm causando turbulências na mídia, apesar de também terem sido negadas por autoridades indianas.

Como já escrevemos anteriormente, os últimos dias têm trazido tanto notícias boas quanto “turbulentas” para disputas que envolvem dois concorrentes do F-X2 brasileiro, a concorrência indiana, que selecionou o Rafale para negociação, e a suíça, que selecionou a nova geração do Gripen.

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Brasil e França voltam a discutir em novembro questão da venda dos aviões de caça e outros temas de defesa

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O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, deve desembarcar com uma comitiva em novembro, em Brasília. A ideia é manter uma série de reuniões com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e várias autoridades. Os franceses mantêm com os brasileiros uma parceria estratégica na área de defesa e querem intensificar os acordos bilaterais. A atenção está voltada principalmente para a venda de 36 aviões de caça.

As aeronaves serão utilizadas pelo Brasil para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). A compra dos caças tem sido negociada com a empresa francesa Dassault, a sueca Saab e a norte-americana Boeing. A questão sobre qual das empresas será o fornecedor para o Brasil está em aberto desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Também deve ser pauta de discussão, na visita de Le Drian ao Brasil, a construção de quatro submarinos e a venda de 50 helicópteros franceses, com base em projetos de parceria estratégica, além da conclusão da ponte sobre o Rio Oiapoque, que liga as cidades de Macapá, no Amapá, a Caiena, na Guiana Francesa.

Os ministros das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, e do Brasil, Antonio Patriota, conversaram hoje (27), em Paris, sobre temas bilaterais e multilaterais do cenário político e econômico. Mas, segundo Patriota, as questões específicas sobre defesa serão tratadas por Amorim na reunião com Le Drian, em novembro.

Em junho, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da França, François Hollande, conversaram no Rio de Janeiro, durante intervalo dos debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. No cargo há três meses, Hollande enfrenta o desafio de atender às expectativas daqueles que viram nele o candidato da mudança e o presidente que se aproxima da população – temas principais de sua campanha eleitoral

FONTE: Agência Brasil (reportagem de Renata Giraldi)

NOTA DO EDITOR: o título original é o subtítulo

Colaborou: Asbueno

Paris, 27 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, defendeu que a oferta dos 36 caças Rafale, da companhia Dassault, que o país pretende vender ao Brasil em um processo de licitação internacional, “é melhor” do que a das outras duas empresas que também estão na disputa, uma americana e uma suíça. “Consideramos que é a melhor proposta, em diferentes planos, mas em particular no âmbito tecnológico”, indicou o chefe da diplomacia após se reunir em Paris com o ministro de relações exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

Os Rafale concorrem com os F/A-18E/F Super Hornet, da americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab, mas o processo está suspenso há vários meses por razões orçamentárias. “A proposta francesa segue vigente, mas a decisão é dos brasileiros”, acrescentou Fabius em uma entrevista coletiva na qual qualificou como “excelente” a cooperação entre ambos os países. Patriota, por sua vez, fechou o tema alegando que por enquanto não há “nenhum elemento adicional” e que a decisão está a cargo da Presidência e o do Ministério da Defesa.

A reunião e o posterior encontro serviram para que ambos os ministros ressaltassem, além disso, a vontade de passar a relação bilateral a uma “fase superior”, cooperando nos âmbitos econômicos, culturais, científicos e educativos. A partir de agora e de maneira intercalada, segundo os dois chanceleres, haverá um encontro anual entre seus respectivos presidentes – François Hollande e Dilma Rousseff, seus ministros da Defesa e conselheiros diplomáticos a fim de estreitar esse vínculo. “Queremos que os mecanismos já existentes sejam mais dinâmicos”, acrescentou Patriota, que decidiu também reativar o trabalho de um grupo econômico e comercial de alto nível. Durante o encontro, os ministros também conversaram sobre o conflito palestino-israelense e a situação na Síria.

Tanto Hollande como Patriota condenaram a repressão à população e destacaram a necessidade de pensar sobre como abordar as consequências desta ação, que reflete no aumento de refugiados em países vizinhos.

FONTE: R7/EFE

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Governo Indiano quer resolver a aquisição de 126 caças franceses Rafale até o final do ano fiscal de 2012

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Segundo notícia da agência Press Trust of India (PTI), via International Business Times, o Governo Indiano disse que está tentando garantir a compra de 126 caças Rafale franceses por volta do final deste ano fiscal. A afirmação, que repercutiu na mídia indiana no domingo, 26 de agosto, foi dada em resposta a uma questão levantada sobre o processo de seleção do Rafale (que foi declarado como oferta de menor valor do programa MMRCA – avião de combate multitarefa de porte médio – vencendo assim os outros concorrentes). O questionamento foi feito por um membro da Assembleia Legislativa do país.

De acordo com a PTI, o Governo Indiano vai finalizar em breve a negociação do contrato para a compra multibilionária. A reportagem também lembrou que o ministro da Defesa A K Antony ordenou um exame do processo após objeções levandadas pelo ex-membro do Parlamento Mysura Reddy. A questão foi examinada por monitores independentes, que concluíram que a avaliação foi correta e apropriada. Ainda assim, o Ministério da Defesa se comprometeu a reexaminar todo o processo, para garantir que foi justo.

FONTE: PTI, via International Business Times

FOTO: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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Declaração foi dada depois que autoridades russas e alemãs disseram que estavam discutindo o contrato com a Índia e que a concorrência do programa MMRCA, que selecionou o Rafale, poderia ser recomeçada

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Nesta quinta-feira, 23 de agosto, o Ministério da Defesa da Índia afirmou que está em conversações apenas com a francesa Dassault Aviation em relação à compra de 126 caças para o multibilionário programa MMRCA (programa indiano para aquisição de 126 aviões de combate multitarefa de porte médio).

Segundo informações do jornal “The Economic Times”, fontes do ministério disseram: “Não estamos conversando com ninguém mais além da Dassault Aviation, cujo Rafale foi selecionado como o ofertante de menor valor no contrato multibilionário.”

O ministério estava respondendo a alegações de autoridades alemãs e russas que, conforme notícias recentes, disseram que a Índia estava discutindo o contrato com eles e que haveria uma possibilidade da concorrência desse projeto ser reiniciada.

Mais cedo nesta quinta-feira, o jornal “The Times of India” (mesmo grupo do Economic Times) havia noticiado que a Alemanha, um dos principais países por trás do consórcio europeu Eurofighter, que fabrica o Typhoon, ainda está tentando negociar com a Índia para o programa MMRCA. O Typhoon chegou à seleção final do programa juntamente com o Rafale, mas o caça francês acabou sendo o selecionado para entrar em negociações.

Na quarta-feira, o líder do comitê para assuntos externos e defesa do Parlamento Alemão, Andreas Shockenhoff, disse ao jornal que a última palavra a respeito do programa MMRCA ainda não havia sido dada. O parlamentar, que é um aliado próximo da chanceler Angela Merkel (que está realizando uma visita de quatro dias à Índia)  afirmou:  “Tem havido discussões entre autoridades alemãs e indianas, e posso dizer que esse ainda não é um assunto encerrado. Até onde sei, não hã ainda um compromisso firmado do Governo Indiano para uma encomenda comercial. Os fabricantes do Eurofighter estão trabalhando novamente na oferta e esse é um tema de negociações entre o consórcio europeu e o Governo Indiano.”

Os comentários de Schockenhoff surgem pouco depois que um porta-voz do Governo Russo disse que a Índia estava propensa a reiniciar a concorrência pois as negociações com a França teriam falhado. Vale lembrar que o caça russo MiG-35 fez parte da disputa, mas não chegou à lista final.

FONTES: The Economic Times e The Times of India

FOTOS: Força Aérea Francesa, Força Aérea Alemã e RAC MiG

NOTA DO EDITOR: assim como no caso do Gripen para a Suíça, os concorrentes estão a postos na Índia, que selecionou o Rafale mas ainda não assinou o contrato. Provavelmente, mesmo quando os respectivos contratos forem assinados, ainda continuarão prontos para aproveitar qualquer brecha na guarda.

O mercado de caças é assim mesmo. Se você não comprou a nossa revista Forças de Defesa número 4, que traz uma matéria especial sobre todas as compras de aviões de caça deste século XXI que conseguimos pesquisar, não perca tempo. Resta apenas um punhado de exemplares para adquirir e saber mais sobre essas e outras disputas, onde vitórias acachapantes e derrotas surpreendentes estão ao lado de reviravoltas inesperadas e até indecisões frustrantes. Um drama que você pode conhecer em detalhes, clicando aqui para encomendar a sua revista.

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No centenário da aviação russa recentemente comemorado (veja matéria na lista abaixo), entre as diversas apresentações de aeronaves russas e de vários outros países estava um Rafale da Força Aérea Francesa com as cores do esquadrão 2/30 “Normandie-Niemen” – a mais recente unidade operacional francesa equipada com o caça e também um esquadrão cuja história remonta à Segunda Guerra Mundial, quando voou caças Yakovlev soviéticos. Para saber mais sobre esse esquadrão e sua história, confira também os links abaixo.

Acompanhando o “Rafale Solo Display Team” estavam o general francês Antoine Noguier, comandante da defesa aérea e operações aéreas (CDAOA)  e o comandante Alexandre Richard, segundo em comando do “Normandie-Niemen”. Emocionado, Noguier disse que “é uma grande honra estar aqui com nossos camaradas russos com quem partilhamos uma longa tradição que remonta à Segunda Guerra Mundial. A apresentação aérea do Rafale com as cores do “Normandie-Niemen” foi absolutamente notável. É impressionante perceber o tanto de simbolismo que essa esquadrilha representa para o povo russo. Os aviadores combateram junto com os russos na Segunda Guerra Mundial. Muitos perderam a vida, mas sua memória está bastante presente.

Na exibição aérea, o Rafale foi pilotado pelo capitão Michaël Brocart, que recebeu as felicitações, após o pouso, do piloto russo do demonstrador T50 (o PAK-FA). Segundo Brocart, o piloto russo se instalou na cabine do Rafale e elogiou bastante a ergonomia dos comandos de voo.

O último dia da participação francesa, 13 de agosto, foi marcado por um encontro aéreo histórico de uma patrulha que incluiu dois caças Rafale e um Sukhoi russo sobre Khatenki, a 200 km de Moscou, justamente a região em que o então Grupo de Caça  n°3 “Normandie”, batizado mais tarde de “Normandie Niemen” por Stálin, teve seu batismo de combate na luta contra o fascismo em 1943. Em breve, um museu sobre o esquadrão franco-russo deverá ser inaugurado no aeroclube batizado com o nome da unidade, em Khatenki.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’ air)

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