quarta-feira, janeiro 26, 2022

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Rafale faz seu primeiro disparo guiado de míssil Meteor contra alvo aéreo

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Rafale - primeiro disparo guiado de Meteor contra alvo aereo - foto DGA

Disparo foi bem-sucedido e faz parte da campanha de integração ao Rafale do míssil ar-ar de longo alcance Meteor, segundo a DGA francesa

Nesta quinta-feira, 30 de abril, a Direção Geral de Armamento da França (DGA – Direction générale de l’armament) divulgou nota sobre o primeiro disparo guiado do míssil ar-ar de longo alcance Meteor a partir de um Rafale, contra um alvo aéreo. O disparo foi realizado na terça-feira, 28 de abril.

Participaram do teste equipes do Ministério da Defesa da França e dos fabricantes Dassault Aviation (do Rafale) e MBDA (do Meteor). O disparo, que a nota informa ter sido bem-sucedido, foi efetuado por um Rafale de ensaios em voo na área de ensaios de mísseis de Biscarrosse, e representa a continuidade dos ensaios para a campanha de integração do míssil ao caça francês. Em 2013 e 2014, foram realizados testes de separação.

Espera-se que o míssil, quando entrar em serviço nos caças Rafale da Força Aérea (Armée de l’air) e da Marinha (Marine Nationale) da França a partir de 2018, permita atingir alvos aéreos  a distâncias bem mais longas do que hoje é possível com o míssil Mica que equipa o caça. Essa capacidade do Meteor, dotado de um estatorreator / ramjet capaz de levar o míssil a longas distâncias, segundo a DGA deverá ser potencializada pelo desempenho do radar RBE2 de varredura eletrônica ativa (AESA) da versão mais recente do Rafale, atualmente sendo entregue.

O míssil Meteor é resultado de uma cooperação entre a Alemanha, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Suécia, lançada em 2003. Ainda segundo a nota, a MBDA do Reino Unido é a principal contratante industrial do Meteor, com participação da MBDA francesa, da MBDA italiana, além da sueca Saab, da alemã Bayern-Chemie e da Inmize espanhola.

FOTO: DGA

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joseboscojr

Até aí nada demais. Eu quero ver é se ele puxa 50 g a 100 km de distância.

Justin Case

Olá. Bosco.

Não entendi a questão. Se ele está com o ramjet ativo, é provável que a velocidade continue alta. Com velocidade e potência, que diferença iria fazer se está 50, 80 ou 100 km de distância?
Abraço,

Justin

joseboscojr

Com certeza Justin! Mas o que quero sabe é se nos testes, alvos manobrando forte foram interceptados a distâncias tão grandes quanto às anunciadas pelo fabricante. O que se diz do Meteor é que teria sua NEZ estendida até 100 km, o que se deduz que sua alta manobrabilidade estaria preservada nessa distância. Como parece ele não adota a trajetória loft e segue numa trajetória direta do lançador ao alvo com o motor ligado. Será que conseguiram?? Minha dúvida é essa. Se ele tiver alta manobrabilidade a 100 km seguindo uma trajetória direta ele será um míssil BVR diferenciado, já… Read more »

joseboscojr

A rigor, o Meteor usa um “motor foguete com ducto”, não sendo um ramjet legítimo. Um ramjet usa combustível líquido (querosene ou hidrogênio) e precisa do oxigênio da atmosfera para incendiar, portanto, não funciona no vácuo. Um “motor foguete com ducto” usa combustível sólido que após sua queima se mistura com o ar atmosférico, onde ocorre uma reação com o oxigênio, aumentando a liberação de calor e possibilitando um maior tempo de queima para uma mesma quantidade de propelente. Um míssil com motor foguete com ducto pode até funcionar no vácuo, já que usa um propelente composto (que pode ser… Read more »

Mauricio R.

OFF TOPIC…

…mas nem tanto!!!

Nova versão do míssil BVR Derby:

(http://defense-update.com/20150220_i-derby.html)

joseboscojr

Sobre o AIM-120 D é só especulação que possa ter um motor dual pulse. Pouco se sabe sobre ele. O que é certo é que tem um GPS integrado e um sistema de datalink de duas vias. O incremento de alcance do modelo pode muito bem ter sido conseguido só com um melhor gerenciamento de energia cinética pelo sistema IMU, integrado ao GPS, aliado a uma bateria de maior duração. Também se especula que o modelo D tenha um radar de varredura eletrônica. Quanto ao Meteor, é difícil acreditar que ele tenha um motor que fique queimando por mais de… Read more »

Marcelo

Alguém tem notícias do Marlin? Havia um mockup no stand da Denel na Laad, mas não deu tempo de perguntar para os expositores.

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