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F-X2: uma corda que está para arrebentar

EDA 60 anos - pilotos assistem à Fumaça em cima de Super Hornet - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

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Atraso na decisão dos caças ainda mancha as ambições brasileiras

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Reportagem publicada nesta terça-feira (18 de junho) no site AIN Online, cobrindo o 50º Paris Air Show em Le Bourget, traz a opinião de que no contexto de movimentos de parceria internacionais no setor aeroespacial e de defesa, envolvendo também consolidação de empresas brasileiras,  uma decisão no programa F-X2 pode chegar tarde demais para trazer os benefícios que se esperava. O texto é de autoria de Reuben Johnson, que já havia escrito artigo para a Jane’s falando da “estafa brasileira” ou “Brazil fatigue” do F-X2 (veja segundo link da lista abaixo), e que repete a expressão agora.

Boa parte do texto trata do reconhecimento da brasileira Embraer no mundo, atrás apenas da Boeing e Airbus na produção de aeronaves comerciais, e das mudanças iminentes na situação dos setores aeroespaciais e de defesa do Brasil, que tendiam a se manter muito atrás de seus congêneres da Europa e Estados Unidos. A consolidação da indústria brasileira é citada, com pequenas firmas formando conglomerados e consórcios, para assim, com maior peso, desenvolver parcerias fora do Brasil que tenham impacto em mais de um setor na economia. Como exemplos desses movimentos e parcerias, são citados os casos da compra da Mectron pelo conglomerado Odebrecht,  projetos da Avibras junto à MBDA e da Santos Lab com a subsidiária Insitu da Boeing.

Porém, segundo o texto, uma parceria ainda maior se refere à muito atrasada concorrência F-X2 para a aquisição de novos caças, que numa forma ou outra vem ocorrendo desde 1997, e que tem como finalistas o sueco Saab JAS-39E/F Gripen, o francês Dassault Rafale e o americano Boeing F/A-18E/F. O programa, que visa substituir uma frota de envelhecidos caças da Força Aérea Brasileira (FAB), visa a obtenção de 36 aeronaves com produção sob licença no Brasil, mas espera-se que encomendas subsequentes levem as aquisições a 120 jatos.

Como meta de longo prazo do programa, a indústria brasileira produziria o caça e poderia vendê-lo fora do Brasil. A dificuldade, porém, é que o F-X2 está muito atrasado e, com isso, se aproxima de um ponto de ruptura tanto para vendedores quanto compradores em potencial.

Rafale - foto 5 Galante - Poder Aéreo

Conversando “em off”, executivos das três empresas concorrentes reclamaram de “Brazil fatigue”, ou estafa em relação ao Brasil, devido ao processo continuar se arrastando por tanto tempo sem uma tomada de decisão. Desde 2009, a validade das propostas comerciais que acompanham cada uma das ofertas dos concorrentes, o que inclui participação industrial e acordos de preço, vem sendo repetidamente estendida além de cada período de expiração. A última extensão acaba em setembro, e os concorrentes parecem relutar em lidar com mais procrastinação política.

A FAB não está menos frustrada do que eles com os atrasos. A análise dos três finalistas foi completada há algum tempo, e desde então se tem esperado para os políticos e a presidente Dilma Rousseff tomarem uma decisão.

Pouco antes da feira LAAD 2013, realizada em abril no Rio de Janeiro, o major-brigadeiro do ar Carlos Baptista Júnior, que deixava a chefia da “Comissão Coordenadora do Programa de Aeronave de Combate” da FAB (COPAC, responsável pela administração do programa dos caças), fez um discurso em que alertou sobre os atrasos infinitos de uma decisão do F-X2 terem começado a comprometer a capacidade da FAB em realizar mesmo as suas missões mais básicas. A visão do oficial é que muita atenção foi dada às ambições ainda não preenchidas de transferência de tecnologia para a indústria de defesa do Brasil, às custas de se chegar a uma decisão final que a FAB precisa para atualizar sua frota de caças. O foco do problema a ser resolvido deve ser a diminuição da capacidade operacional, e não outros aspectos.

Gripen NG Demo decolando de Malmen - foto 5 Alexandre Galante - Poder Aéreo

Claramente, segundo a reportagem, o programa F-X2 será o de maior capacidade transformadora em toda a história do setor aeroespacial brasileiro. A questão é se a decisão virá tarde demais para a realização alguns dos benefícios planejados que esse programa deveria trazer à indústria brasileira. O texto termina afirmando que no Paris Air Show deste ano, há 20 exibidores brasileiros, a maioria concentrada no Hall 3. Além da Embraer, o ponto focal da presença brasileira no evento em Le Bourget é a ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança.

FONTE: AIN Online (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês – o título em português é uma interpretação nossa do teor do texto, enquanto o subtítulo é uma tradução do título original)

NOTA DO EDITOR 1: fotos em ordem alfabética dos fabricantes concorrentes do programa F-X2

NOTA DO EDITOR 2: em editorial de novembro de 2011 (veja primeiro link da lista abaixo), o Poder Aéreo já afirmava:

“Sejamos francos: o prazo para o F-X2 ser concretizado, conforme planejado originariamente, já caducou. E faz tempo. Talvez com alguns remendos e concessões o programa, que passou do “timing” ideal para diversas de suas necessidades de transferência de tecnologia e desenvolvimento conjunto, ainda possa cumprir ao menos parte dessas expectativas originais, ao mesmo tempo em que possa atender às urgentes demandas da FAB. Ou uma dessas variáveis vai estragar o equilíbrio ideal entre as necessidades tecnológicas e as urgências operacionais.”

VEJA TAMBÉM:

Características geográficas e geopolíticas definem o perfil da Força Aérea

 

C-105 Amazonas e F-5M na BASC - foto Poggio

A foto acima é o retrato típico da FAB atual. Uma aviação de transporte em pleno processo de renovação e uma aviação de caça sem perspectiva. FOTO: G. Poggio

vinheta-exclusivoTodos os anos a publicação britânica ‘Flight International’ edita o volume com o nome ‘World Air Forces’, ou simplesmente WAF para os mais íntimos. Por costume, eu leio esta edição todos os anos. Procuro sempre me atualizar do que se passa pelas forças aéreas do mundo ao longo do ano, mas ali encontro um resumo de tudo.

Vez por outra encontro alguns erros, como números extrapolados para mais ou para menos, alguns dados desatualizados e até alguns critérios classificatórios com os quais eu não concordo. Mas, no geral, é uma boa fonte de consulta.

Antes da publicação apresentar os números de cada força aérea, é feito um balanço mundial e regional. Há comparações do tipo: força aérea com mais aeronaves, com mais caças, com mais helicópteros, com mais aviões de transporte, etc. Ao todo são seis categorias, sempre listando um “ranking” com as dez primeiras.

Das seis categorias o Brasil aparece na honrosa sexta posição em duas: aviões de transporte/reabastecimento e “missões especiais” (ver tabelas abaixo). A primeira é fácil de entender, mas a segunda inclui aeronaves das mais diferentes classes, incluindo missões SAR, calibração, reconhecimento, vigilância marítima, AEW&C, etc.

avios de transporte  2013 special mission 2013

Primeiramente, vamos avaliar a sexta posição no ranking de aeronaves de transporte. Ali o Brasil aparece com uma frota de 142 aviões, que representa 3% da frota mundial. Na frente do Brasil estão potências mundiais como EUA, Rússia e China que também são três países de larga extensão territorial. A Índia, ocupante da terceira posição, também é um país grande e possui uma Força Aérea em expansão. Quase empatado com o Brasil está a França que, segundo levantamento desta publicação, possui apenas quatro aviões a mais que nós.

BASP Portões Abertos 2012 - SC-105 Esquadrão Pelicano - foto Nunão - Poder Aéreo

Aqui está uma das distorções da publicação. Ela não considera as aeronaves de transporte VIP. Sendo assim, as aeronaves do GTE (Grupo de Transporte Especial – com sede em Brasília e responsável pelo transporte das autoridades do país) não entram na conta. Mas se os aviões VIP fossem considerados (são 17 só no GTE), o Brasil subiria pelo menos uma posição no ranking “transporte” (Fica a pergunta: e se fosse feito um ranking só de aviões VIP das Forças Aéreas? Será que estaríamos em primeiro?).

VC-2 - GTE - Domingo Aéreo AFA 2011 - foto 5 Nunão Poder Aéreo

Olhando agora para a posição do país no ranking do grupo “missões especiais”, os cinco primeiros países são praticamente os mesmos, com apenas o Japão ocupando o segundo lugar (muito em função da sua grande frota de aviões de patrulha marítima) e a França não mais aparecendo entre os dez primeiros.

Considerando esta mesma classificação em anos anteriores, vê-se que a posição do Brasil nestas duas categorias variou um pouco, mas sempre esteve no topo dos respectivos rankings (embora com mudanças de critérios em alguns anos). Focando apenas no grupo de aeronaves de transporte, poderíamos dizer que o Brasil é uma potência? Na verdade não. A necessidade de uma aviação de transporte robusta e diversificada está fortemente vinculada às características geográficas do país.

BASP Portões Abertos 2012 - Bandeirante modernizado C-95BM do 4ETA - foto Nunão - Poder Aéreo

Primeiramente trata-se do quinto maior país em extensão territorial. E em segundo lugar, perto de 50% do território está inserido na “Amazônia Legal”, uma área desprovida de grandes acessos rodoviários, grande número de comunidades isoladas e densa cobertura florestal.

Então temos uma capacidade de transporte aéreo adequada para as nossas necessidades? Mais ou menos. Esforços como a modernização de parte da frota de C-95 Bandeirante e dos C-130 Hercules são louváveis. Destaca-se também os modernos CN-295, que possivelmente terão outras encomendas em breve. Não posso deixar de mencionar que o maior programa aeronáutico do país é de um novo avião de transporte: o jato KC-390. Mas, como foi mencionado acima, a realidade é que um grande número de aviões de transporte (para não dizer os mais modernos) serve somente às altas autoridades do país.

avios de combate WAF 2013E quanto à aviação de combate? Acredito não ser necessário dizer que o Brasil não aparece no ranking dos “dez mais”, possivelmente nem mesmo entre os “cinquenta mais” (ver tabela ao lado).

Porém, aqui entra uma questão geopolítica. Olhando para o gráfico das Forças Aéreas em diferentes regiões do mundo (abaixo), percebe-se que a América do Sul é a região que menos possui caças, perdendo até mesmo para a África.

É sabido também que, além da quantidade ser baixa (em comparação com outros países), os caças supersônicos da FAB possuem mais de 30 anos. Na verdade, alguns deles passaram dos 40.

frotas aereas por regiao 2013

Ora, se a América do Sul é uma região onde “os vizinhos” não são tão fortes assim, por que a FAB deveria ser? Aí cabe outra pergunta. Além da sua defesa territorial, qual é o papel que a Força Aérea (e até mesmo as demais forças) deve ter na projeção do país como um Estado ativamente participante nas decisões mundiais?

FONTE DOS DADOS: Flightglobal

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Trabalhos em KC-137 que teve acidente no Haiti - foto A M Leon - Minustah-UN via G1

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Acidente com aeronave que trazia soldados da ONU restringiu voos; técnicos avaliam condições do avião; tropa chegou nesta terça ao Brasil

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vinheta-clipping-aereoA Aeronáutica conseguiu retirar da pista do aeroporto internacional de Porto Príncipe, a capital do Haiti, na manhã desta terça-feira (28), o avião que sofreu uma pane ao decolar na tarde de domingo (26) com 143 militares a bordo. A tropa retornava ao Brasil após seis meses de trabalho na missão de paz da ONU no Haiti.

Um mutirão engenheiros brasileiros, chilenos e equatorianos trabalhou durante toda a madrugada com guindastres para a retirada do aeronave da área. Técnicos avaliam agora se a aeronave poderá continuar operando.

Desde o acidente, quando uma pane em uma das turbinas provocou fogo e o piloto abortou a decolagem, a aeronave, um KC-137 (Boeing 707), ficou caída na lateral esquerda da pista, que passou a operar com restrições. Ninguém ficou ferido. O aeródromo do Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, em Porto Príncipe, tem apenas uma pista, de asfalto, da qual operam companhias de rotas diárias com destino aos Estados Unidos e Caribe.

Um avião de menor porte, C-130 Hercules, chegou a capital haitiana por volta das 22h30 (horário de Brasília) de segunda para trazer ao Brasil os militares do Exército que deveriam retornar ao país no domingo, segundo o centro de comunicação social da FAB.

Como C-130 é de menor porte, será necessário mais voos para trazer a tropa de volta. O avião decolou, com destino a Manaus (AM), ainda na noite de segunda cerca de 60 soldados a bordo. Em Manaus, dois aviões Amazonas C-105 dividiram a tropa: um seguiu para Fortaleza e outro para Brasília e Rio de Janeiro.O C-130 retornou já a Porto Príncipe, de onde decola na noite desta terça com o restante dos soldados.

Trabalhos em KC-137 que teve acidente no Haiti - foto 2 A M Leon - Minustah-UN via G1

O acidente

Técnicos da FAB chegaram ao Haiti no C-130 para acompanhar os trabalhos de remoção do KC-137 e a investigação do acidente. Segundo a FAB, um problema técnico durante a corrida de decolagem obrigou o piloto a abortar. A aeronave derrapou, o trem de pouso dianteiro quebrou e o avião ficou de barriga na grama, na lateral da pista.

A aeronave decolava com 143 pessoas (131 passageiros e 12 tripulantes), todos militares do 17º contingente do Exército na missão de paz da ONU no Haiti (Minustah), que retornavam ao Brasil após seis meses de trabalho. Os soldados integram o 2º Batalhão do Exército na operação de paz, que encerrou as operações em abril devido à redução de contingente das Nações Unidas.

Segundo o coronel Paulo Queirós, da divisão militar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura o caso, o problema em uma das turbinas provocou a suspensão do voo. A turbina não chegou a explodir, informou o oficial.

O KC-137 ficou conhecido como Sucatão após servir a presidência da República e ser aposentado.

FONTE: G1 (reportagem de Tahiane Stochero)

FOTOS: Minustah – UN, via G1 (fotos de A. M. Leon)

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PARBRA-III

O Brasil e o Paraguai dão mais um passo para firmarem as Normas Binacionais de Defesa Aérea que vão sistematizar a transferência de informações sobre aviões que cruzam a região de fronteira. Os dois países encerraram na sexta-feira (10/05) a terceira ediçao da PARBRA, exercício que reuniu cerca de trezentos militares e vinte aeronaves das duas Forças Aéreas, realizado a partir da Base Aérea de Campo Grande, na região centro-oeste do país e também das cidades de Concepción, Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Durante a primeira semana de maio, controladores e pilotos simularam a transferência de tráfegos aéreos desconhecidos. O procedimento inclui monitorar e, se necessário, inteceptar aeronaves que cruzam a fronteira sem identificaçao. Ao todo, a FAP e a FAB voaram, aproximadamente, cento e trinta horas em missões de defesa aérea, transporte aéreo logístico e controle e alarme em voo.

O Diretor do Exercício por parte da Força Aérea Brasileira (FAB), Major-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior, encontrou-se com o General de Brigada Aeronáutica Aristides Ramon Dominguez Gutter, da Força Aérea Paraguaia (FAP), em Concepción, onde presidiram uma reunião com todos os envolvidos, para apontar os aspectos positivos e as oportunidades de aprimoramento das futuras operações binacionais.

A comitiva brasileira também realizou uma visita à estação operacional do radar tático EL/M 2106 NG, equipamento que foi o grande diferencial do exercício. Pela primeira vez, os controladores de voos militares da FAP puderam realizar interceptações com seus próprios radares de defesa aérea.

FONTE / FOTO: FAB (Cecomsaer)

C-98 Caravan no exercício binacional PARBRA III - foto ten Enilton - FAB

O Esquadrão Onça (1º/15º GAV) empregou os C-98 Caravan no exercício binacional PARBRA III, que mobilizou militares de várias unidades da Força Aérea Brasileira e da Força Aérea Paraguaia, realizada na última semana. As aeronaves figuraram como alvo no treinamento de pilotos de caça nas missões de interceptação realizadas pelos A-29 Super Tucano do Esquadrão Flecha (3º/3º GAV) e dos T-27 Tucano da Força Aérea Paraguaia.

A missão do alvo consiste em decolar da Base Aérea de Campo Grande (MS) com destino à cidade de Concepción, no Paraguai, simulando tráfego irregular. Ao cruzar a fronteira, a aeronave é interceptada pelos caças paraguaios. Na volta, o C-98 é interceptado pelos A-29 brasileiros.

De acordo com o comandante do Esquadrão Onça, Tenente-Coronel Ricardo Feijó, a unidade aérea, que também opera a aeronave C-105 Amazonas costuma atuar nas mais diversas missões, como lançamento de cargas, UTI aérea, entre outros.

C-98 Caravan no exercício binacional PARBRA III - foto 2 ten Enilton - FAB

FONTE: / FOTOS: FAB (Cecomsaer)

Dia da Caça 22.04.13 - 6

Ontem (22 de abril) estivemos presentes nas comemorações do Dia da Aviação de Caça, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. A grande novidade foi a exibição de tiro real feita pelos helicópteros de ataque AH-2 Sabre (Mi-35) contra alvos no solo.

Os A-29 também participaram da demonstração de tiro real, mas os A-1 e F-5 não puderam lançar suas bombas, devido às condições meteorológicas inadequadas para uma demonstração segura no momento em que iriam participar.

O Ministro da Defesa Celso Amorim compareceu ao evento, mas nada de novo foi anunciado sobre o F-X2.

Dia da Caça 22.04.13 - 1

Dia da Caça 22.04.13 - 2

Dia da Caça 22.04.13 - 3

dia da aviacao de caca 2013 F-5 quebra para pouso - foto 1 poggio

dia da aviacao de caca 2013 Mirage e F-5 passagem baixa - foto 2 poggio

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‘F-X2: uma necessidade do País’

F-X2 - uma necessidade do País - imagem FAB

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Compartilhe as telas da FAB sobre os 70 anos da nossa Aviação de Caça e, principalmente compartilhe a campanha lançada pelo Poder Aéreo para a decisão imediata do programa F-X2

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A Força Aérea Brasileira (FAB), neste 22 de abril que é o Dia da Aviação de Caça, divulgou uma exposição de imagens hospedada no Flickr, que pode ser acessada na íntegra clicando aqui. Neste ano a Aviação de Caça da FAB comemora 70 anos: foi em 18 de dezembro de 1943 a data de criação do 1ºGrupo de Aviação de Caça, sob o comando do então Major Nero Moura. E hoje, 22 de abril, comemora-se o dia da maior ofensiva feita pelo Grupo na Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Selecionamos para publicar aqui a tela com as “bolachas” dos 11 Esquadrões de Caça da FAB (quatro equipados com A-29 Super Tucano, três com F-5M, três com A-1 e um com o F-2000), assim como as telas que mostram as atuais aeronaves que equipam essas unidades. Há diversas outras telas (29 imagens no total), dedicadas ao histórico da Aviação de Caça e mostrando cada um dos esquadrões.

Dia da Aviação de Caça 2013 - bolachas dos esquadrões - imagem FAB

Mas vale a pena destacar a última imagem da galeria original, que optamos por colocar aqui em primeiro lugar. Isso porque ela diz exatamente como deveria ser encarado o programa F-X2 por quem precisa decidir, o quanto antes, pelo caça que vai reequipar a FAB: como uma “necessidade do País”.

Necessidade que precisa ser atendida urgentemente, pois ao longo desta década uma parcela considerável dos caças atuais deverá deixar o serviço. É uma necessidade do País substituir essas aeronaves, que já cumpriram e ainda cumprem o papel de defender nosso espaço aéreo, por novos caças.

Dia da Aviação de Caça 2013 -F-2000 Mirage - imagem FAB

Dia da Aviação de Caça 2013 -F-5EM - imagem FAB

Será que outras pessoas, que não são leitores deste site, sabem que é uma necessidade do País decidir imediatamente o projeto F-X2? E você, já fez a sua parte para mostrar isso para quem tem nas mãos a responsabilidade de decidir o programa? Já assinou a petição abaixo ou divulgou para as pessoas que conhece?

Clique no link abaixo para assinar a petição para que o Governo Brasileiro tome uma decisão imediata sobre o programa F-X2 de novos caças para a Força Aérea Brasileira:

Se a lista de assinaturas alcançar um número expressivo vamos encaminhar para a Frente Parlamentar de Defesa Nacional. Então envie o link da petição para as pessoas que você conhece, compartilhe essas imagens em sua página do facebook junto com o link, divulgue via twitter, espalhe, faça a sua parte.

Dia da Aviação de Caça 2013 -A-1 - imagem FAB

Dia da Aviação de Caça 2013 -A-29 Super Tucano - imagem FAB

Ajude a mostrar, para quem decide, que os cidadãos brasileiros vêem o F-X2 como uma necessidade do País. É hora de cobrar, firmemente, uma decisão.

Ordem do Dia – 22 de abril de 2013 – Dia da Aviação de Caça

P-47 da FAB na Base Aérea de Santa Cruz - foto Nunão - Forças de Defesa

Palavras do Comantante-Geral de Operações Aéreas

Campo Nero Moura, 22 de abril de 2013.

Nesta data, a Força Aérea Brasileira tem o privilégio de comemorar o dia em que o 1º Grupo de Aviação de Caça, treinado e forjado para a guerra, lançou-se aos ares e cumpriu o maior número de missões, em um único dia, durante a campanha da Itália, na Segunda Guerra Mundial. Esse dia especial, marcado pelo emprego de nossas aeronaves e pelas equipagens de combate, pilotos e homens que apoiaram a atividade aérea, ficou registrado na história da Aviação Brasileira como o Dia da Aviação de Caça.

A luta de nossos veteranos, contra as forças do eixo, deixou um exemplo perene de dedicação e honra que as novas gerações de pilotos de Caça cultuam. Liderados pelo patrono da Aviação de Caça, o Brigadeiro Nero Moura, nossos heróis escreveram as páginas gloriosas da história de nossa aviação de combate.

Quando voltaram para casa, deixando para trás as mazelas da guerra, a experiência adquirida pela nova doutrina de emprego foi a base para a implantação da nossa Aviação de Caça.

A inspiração pelo exemplo e os ensinamentos transmitidos pelos nossos veteranos traçou o caminho sólido que nos trás até os dias atuais. Gerações de pilotos e de pessoal de manutenção foram forjadas dentro de um mesmo espírito, dentro de uma mesma doutrina.

PAMA-SP 2012 - 22set - A-29 Super Tucano FAB -  foto Nunão - Poder Aéreo

Hoje, vemos nossas unidades lutando diuturnamente com o firme propósito de elevar os níveis operacionais, mantendo suas aeronaves em condições de pronto emprego e preparando as armas que, se necessário, serão as primeiras a defender a integridade do nosso País.

A Aviação de Caça evoluiu em seus equipamentos, táticas e técnicas. Aplicações operacionais apenas sonhadas no passado, hoje são uma realidade, tornando nossas equipagens mais eficientes e letais. O treinamento de nossas Unidades, baseado em um estrito controle da eficiência, visa assegurar as nossas capacidades de emprego, com vistas à defesa da pátria.

No entanto, levando-se em conta a estatura do nosso País e a inquestionável e prioritária importância do poder aéreo para dissuadir eventuais agressões, é fundamental a existência de meios materiais e bélicos que mantenham nossa capacidade de pronta-resposta, esta proporcional à magnitude e à importância de nossa Nação.

Treinamento conjunto F-5EM e F-2000 em Santa Cruz - foto Nunão

Assim, há a necessidade de investimentos que garantam a confiabilidade e a atualização da nossa frota de aeronaves. Este é um fator fundamental para que a Aviação de Combate possa estar à altura para bem cumprir a missão atribuída, qual seja, “manter a integridade do espaço aéreo com vistas à defesa da Pátria”.

Hoje, ao observarmos o profissionalismo de nossas Unidades de Caça, temos a certeza que os ensinamentos e os exemplos do passado estão presentes em cada um de nossos combatentes, homens e mulheres que voam e que fazem voar.

Nossas equipagens de combate têm, na atuação heróica do passado, um balizador para as conquistas do futuro, norteados pelo nosso lema: “Voar, Combater e Vencer”.

A-1 FAB - Esquadrão Adelphi  - foto 3 Nunão Poder Aéreo

Neste dia especial, que reverenciamos nossos heróis do passado, cabe lembrar as palavras do Patrono da Aviação de Caça, o Brigadeiro Nero Moura:

“… a Aviação de Caça Brasileira se chamada a defender o Brasil, está pronta para entrar em combate, e tenho certeza de que o fará com o mesmo patriotismo de seus irmãos Jambocks, os velhos, os que comigo combateram na Itália.”

Senta a Púa! Brasil!

Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato

Comandante-Geral de Operações Aéreas

MUSAL pintura P-47 Thunderbolt aviao FAB

FONTE: Força Aérea Brasileira

GTE 2012

Ministros e vice-presidente aproveitam deslocamentos em voos privê para participar de eventos sem relação com atividades no governo; uso das aeronaves é crescente na gestão Dilma, apesar de recomendação presidencial para haver parcimônia

 

Débora Bergamasco, Fábio Fabrini e Mariângela Gallucci – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-aereoBRASÍLIA - Integrantes do primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff usam jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens de agenda “maquiada”, onde misturam compromissos oficiais e eventos não relacionados às suas atividades no governo. Também recorrem às aeronaves privê para voltar para casa no fim de semana, quando poderiam optar por voos comerciais disponíveis nos mesmos horários.

Em pouco mais de dois anos de governo Dilma, os voos em jatinhos do primeiro escalão somam uma distância equivalente a dez vezes o caminho de ida e volta à Lua. Foram 5,8 mil voos, com custo estimado de R$ 44,8 milhões, segundo cálculo feito pelo professor Fernando Martini Catalano, chefe do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP em São Carlos, a pedido do Estado – a FAB não divulga o número por considerá-lo “estratégico”.

No início do mandato, Dilma recomendou parcimônia no uso dos jatinhos. Isso não impediu que os pousos e decolagens aumentassem 5% de 2011 para 2012 e o tempo de voo crescesse 10%.

O decreto presidencial 4.244, de 2002, define as prioridades de utilização das aeronaves: emergências de segurança ou médica têm preferência. Depois, vêm as viagens a serviço. Recorrer ao táxi aéreo público para deslocamento às residências nos Estados aparece apenas como terceiro item de prioridade de uso.

São 18 aeronaves à disposição de ministros, vice-presidente da República e presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Dilma tem dois jatos, exclusivos da Presidência.

Agendas. O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, recorreu a um Embraer ERJ 145, com capacidade para ao menos 36 passageiros, para visitar, em 22 de agosto de 2011, uma segunda-feira, o ex-presidente Lula no Instituto Cidadania, em São Paulo. A preços de hoje, a viagem nessa aeronave custaria cerca de R$ 6,6 mil, ante R$ 700 em trecho de carreira, cotado, para o mesmo horário, com três dias de antecedência. Apesar de estar entre as atribuições da AGU cuidar de casos envolvendo ex-presidentes, a agenda oficial de Adams não registrou o evento.

O então ministro da Educação, Fernando Haddad, também participou do encontro com Lula. Discutiu sua futura candidatura à Prefeitura de São Paulo. Ele havia chegado ao interior de São Paulo, também de jatinho público, na sexta-feira anterior para eventos do governo em São José dos Campos. Justificou sua permanência na capital paulista dizendo que teria de dar uma entrevista, como ministro, a uma rádio na segunda-feira. Horas depois estava com Lula falando da eleição municipal.

Vice. Em 16 de janeiro deste ano, o vice-presidente Michel Temer, chefe do PMDB, solicitou um Embraer ERJ 135 para decolar de Brasília para São Paulo, às 18h. Na manhã seguinte, passou o dia a serviço do partido, negociando a candidatura do deputado peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN) ao comando da Câmara. À noite, participou de jantar de apoio ao parlamentar num restaurante dos Jardins. “É a vez do PMDB”, disse o vice-presidente no evento. Sua agenda não registra nenhuma tarefa de governo na data.

Em 9 de outubro do ano passado, coube à Aeronáutica levar Temer a um encontro com Haddad, no qual costurou o apoio de seu partido ao petista no 2.º turno das eleições municipais. O jato partiu do Rio de Janeiro para São Paulo na véspera, às 18h. Segundo o site da Vice-Presidência, Temer não teve atribuições governamentais naquela data.

Na Esplanada dos Ministérios, é comum o uso de compromissos genericamente descritos nas agendas oficiais para justificar viagens a bordo da esquadrilha do governo. Um dos mais frequentes passageiros da FAB, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, embarcou em 17 de fevereiro de 2012 para São Paulo, uma sexta-feira, a título de participar de “reuniões internas” no prédio do Banco do Brasil.

A FAB também foi buscar ministro no retorno de evento que celebrou os dez anos do PT no poder, em 20 do mês passado em São Paulo. Naquele dia, uma quarta-feira, José Eduardo Cardozo (PT) despachou em Brasília até as 17h, viajando em seguida para a festa. Não pediu o benefício na ida, mas, segundo as planilhas da Aeronáutica, usou um na volta, no dia seguinte, às 15h.

‘Despropositado’. Procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus de Vries Marsico diz que práticas do tipo são “absolutamente despropositadas”. “Não me custaria pedir uma investigação sobre esses casos, porque é o uso da máquina pública para privilegiar um partido em detrimento de outros.”

Ele afirma que, embora não seja ilegal, requerer estrutura pública apenas para voltar para o Estado de origem, com finalidade privada, não está em consonância com o princípio da moralidade. “A FAB não é táxi aéreo e o ministro que quiser visitar sua casa deveria embarcar em um voo de carreira, como qualquer outro cidadão”, comenta.

Entre os auxiliares de Dilma, há quem destoe do comportamento padrão. O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, que não voou nenhuma vez em aviões federais, diz preferir a aviação comercial porque pode ser reservada com mais antecedência e a preços mais baixos. “Considero que, se o trajeto de avião de carreira sair mais barato e não houver impedimento para usá-lo, essa opção é a mais recomendável.”

FONTE: Estadão

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A-1B  5651 - 60 anos da Fumaça - foto Nunão - Poder Aéreo

Na quarta-feira, 10 de abril, a Alenia Aermacchi informou em nota que assinou um contrato de três anos com a Força Aérea Brasileira (FAB) para serviços de apoio logístico à su frota de jatos A-1 (AMX). O valor do contrato foi divulgado em 58 milhões de euros (cerca de 75,7 milhões de dólares ou 150 milhões de reais).

O contrato inclui diversos elementos, segundo a empresa: apoio de engenharia no local (“on site” – uma equipe permanente da Alenia Aermacchi no Parque de Material Aeronáutico do Galeão, no Rio de Janeiro), serviços de apoio logístico, fornecimento de componentes e sobressalentes, além de revisão.

A-1A 5515 - foto Nunão - Poder Aéreo

A nota afirma que a Alenia Aermacchi foi selecionada pela FAB devido à sua experiência anterior com logística no programa AMX e devido aos resultados comprovados em fornecer sobressalentes, além do alto nível de eficiência mantido para a frota de AMX em serviço na Itália. O AMX/A-1 é um jato de apoio tático desenvolvido na década de 1980 pela então Aeritalia (46.5%), Aermacchi (23.8%) e Embraer (29.7%), entrando em serviço nas Forças Aéreas Italiana e do Brasil no final daquela década.

O acordo é parte de um programa da FAB destinado a garantir total capacidade operacional da frota de A-1 pelos próximos 20 anos, estando integrado ao programa de modernização do avião, conhecido como A-1M, que é liderado pela Embraer e apoiado diretamente pela Alenia Aermacchi. Estas duas empresas recentemente assinaram um Memorando de Entendimento (MoU -  Memorandum of Understanding) que estabelece uma parceria entre elas para o gerenciamento de todas as atividades de apoio logístico relacionadas à operação de AMX no Brasil, ao longo do ciclo de vida da frota.

A-1 FAB - foto Nunão Poder Aéreo

O diretor executivo (CEO) da Alenia Aermacchi, Giuseppe Giordo, afirmou: “Com esse contrato, a Alenia Aermacchi e a Embraer reiteram sua colaboração de décadas a qual, nos anos 1970, permitiu o desenvolvimento, industrialização e produção no Brasil do treinador a jato  MB.326  (AT-26 Xavante naFAB) e, depois, a colaboração industrial que resultou na criação do caça-bombardeiro ítalo-brasileiro AMX.”

FONTE: Alenia Aermacchi (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

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Discurso de despedida da COPAC

Passagem COPAC

Maj Brig Ar Carlos de Almeida Baptista Jr

 

vinheta-destaque-aereocopacComo já tive oportunidade de colocar aos meus comandados da COPAC, tenho uma admiração especial por um poema do mestre Carlos Drummond de Andrade – cortar o tempo – no qual ele registra seu respeito por quem “anualizou” o tempo. Ensina-nos o poeta que o período de um ano nos leva ao limite da exaustão, sendo suficiente para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Entretanto, é nesta hora, em que mais um ciclo anual se completa, que ocorre o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente. É a esperança se renovando.

Neste 4 de abril, ao completar exatos dois anos da minha assunção como presidente da COPAC, não haverá outro número para simbolizar este novo ciclo… Pelo menos pra mim, nesta posição.

Mas um novo período estará sim começando, dentro de poucos minutos, sob a liderança, a experiência e as convicções do brigadeiro Crepaldi, oficial que reuniu, nos seus onze anos como membro desta comissão, todas as condições técnicas e de personalidade para a desafiadora missão de presidi-la. Parabéns, amigo. Que não lhe falte sabedoria para as decisões difíceis, saúde em todos os momentos e os recursos necessários para o cumprimento das atribuições. Seja muito feliz neste novo período de sua vida, juntamente com seus familiares. Conte sempre comigo.

Voltando à questão do tempo, preciso voltar no tempo e agradecer, mesmo que brevemente, para respeitar o tempo, àqueles que me apoiaram nesta difícil e empolgante tarefa.

Tenente Brigadeiro Saito – além do permanente apoio, de suas orientações e total confiança no meu trabalho, agradeço pela amizade pessoal com que fomos distinguidos, eu e minha família, em mais este período. Por diversas vezes o senhor compartilhou comigo seus pontos-de-vista, estratégias e apreensões sobre diversos assuntos da Força, e isto me facilitou na escolha dos melhores caminhos e na superação dos obstáculos acerca dos projetos a cargo da COPAC. Obrigado comandante, por tudo que recebi do senhor nestes dois anos, e que tenho certeza não me faltará como comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro.

Com a mesma gratidão, registro meus agradecimentos ao Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Azevedo, igualmente decisivo nas vitórias da COPAC neste período do meu comando. A experiência em diversas áreas, inclusive como presidente da COPAC por mais de três anos e meio, a capacidade de v. Exa. para escutar a todos, ponderar e emitir as diretrizes mais adequadas são uma escola permanente para todos nós, líderes e liderados que temos o privilégio do seu convívio. Muito obrigado pelo seu apoio, como Secretário de Economia e Finanças da Aeronáutica, chefe do EMAER e meu amigo.

Ao meu comandante direto, Tenente-Brigadeiro Pohlmann, Diretor-Geral de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, agradeço pela compreensão sobre minhas limitações e excessos, e pelo fácil relacionamento pessoal. Entendo não ser fácil, comandante, ter nesta estrutura tão hierarquizada uma organização militar como a COPAC, que exige, para o bom cumprimento de sua missão, o desenvolvimento e manutenção de relações que em muito extrapolam esta cadeia hierárquica. Neste sentido, sua confiança no meu trabalho veio através do seu envolvimento nas questões realmente relevantes, deixando-me exercer, na plenitude, este comando. Muito obrigado.

Neste ponto, aproveito para agradecer, também, a todos os homens e mulheres da estrutura organizacional do DCTA, sem os quais nossa missão não pode ser cumprida.

A todos os integrantes dos órgãos de direção geral, setorial e de assessoria do Comando da Aeronáutica, deixo meu reconhecimento pelos esforços que uma organização como a COPAC exige. Sem seus apoios, não teríamos os recursos pessoais e materiais, a capacitação profissional indispensável ao nosso efetivo, as orientações logísticas, técnicas e operacionais a serem consideradas nos sistemas sob nossa responsabilidade. Sem cada um dos apoios que recebemos dos senhores e senhoras, não teríamos realizado nossa missão. Muito obrigado.

Da mesma forma, deixo aqui registrado meu agradecimento a todos os órgãos, públicos e privados, que apoiaram o cumprimento da nossa missão. Somos parte de uma corrente, trabalhando por uma Força Aérea e um Brasil mais forte e seguro.

Fazendo parte integrante desta estrutura de desenvolvimento, aquisição e implantação de sistemas para o comando da Aeronáutica, ocupa lugar especial a Indústria de Defesa, constituída por diversas empresas com as quais trabalhamos rotineiramente, muitas delas representadas nesta solenidade. A vocês dedico meus agradecimentos pela cordialidade, sentido de parceria e profissionalismo. A vocês, também, peço que me acompanhem em uma reflexão.

Desde sua criação, a Força Aérea Brasileira identificou a necessidade de dispor de uma indústria aeronáutica forte, instalada no Brasil e suportada por uma estrutura de formação e aperfeiçoamento autóctone. Nesse sentido, estabelecemos parcerias, priorizamos nossos recursos e verificamos com orgulho seus resultados. Temos em cada uma das empresas verdadeiras parceiras, e esperamos tê-las conosco por longo prazo.

Em que pese seus objetivos passarem por expressões como ativos, passivos, margem de lucro, ebitda etc e nós preferirmos outras tais como capacidade operacional, pkill, sobrevivência, ecp, nossa parceira não sobreviverá ser não for estabelecida e mantida uma relação ganha-ganha, que jamais despreze que é a necessidade operacional a origem da aplicação dos recursos que nos são disponibilizados.

A guisa de exemplo identifico, com tristeza e preocupação, que as possibilidades de transferência de tecnologia para nossa indústria – verdadeiras ou não, praticáveis ou inviáveis – assumiram posição de destaque no processo de seleção do projeto F-X2, e que em muito contribuíram para que a decisão final ainda não tenha sido tomada, e que a necessidade operacional ainda não tenha sido atendida.

Já como comandante da Defesa Aeroespacial do Brasil, cargo que assumi há três dias, ratifico a importância de priorização deste tema, não apenas por vislumbrar os grandes eventos que ocorrerão em nosso país, mas por julgar que nosso povo merece um adequado nível de segurança, todos os dias, independente do que uma competição esportiva possa significar de exposição ou de ameaça.

De forma alguma, registro esta minha opinião para culpar a indústria pela não decisão sobre o projeto F-X2, mas apenas para enfatizar que é a falta de uma capacidade operacional, e não qualquer outro aspecto, o ponto fulcral do problema. A capacidade será trazida por um sistema de armas, e todo o resto, inclusive lucro e transferência de tecnologia, serão consequências.

Meus amigos e amigas:
Em minhas passagens de cargo anteriores, muitos dos senhores e senhoras testemunharam algumas figuras de linguagem que usei para me dirigir à minha família. Lembro-me, com destaque, da escalada de uma montanha, e mesmo de ter enfatizado para eles que somos os únicos profissionais que seguidamente pedimos desculpas pelas ausências do lar, mas que jamais prometemos mudar este comportamento.

Na passagem de hoje, entretanto, este aspecto familiar não me soa tão lúdico, embora meu sentimento de agradecimento à Cristiane, Priscilla e Bruno seja talvez o mais forte já vivido.

Em toda minha vida profissional, a proteção de minha mulher e filhos foi para mim um norte. A exemplo do que nutro por meus pais, esforço-me para que eles tenham no meu comportamento um farol que os leve a um futuro vitorioso e feliz, com base na ética e na honestidade.

Infelizmente, nesta passagem como presidente da COPAC não me foi possível mantê-los afastados de meus problemas profissionais. Possivelmente não acreditando que haja alguém capaz de executar mais de três bilhões de reais, em dois anos, sem se beneficiar disto, um mau profissional é capaz de calúnias e difamações. Talvez ele, acostumado com as notícias que semanalmente vê publicadas, desconheça que é possível gerir recursos com probidade e responsabilidade. Aqui, nesta instituição militar, temos muitos exemplos.
Cristiane, Priscilla e Bruno – mais uma vez obrigado pelo apoio e por terem aceito o alto preço para que eu continuasse nesta missão, até o final. Quando não mais conseguirem, jamais duvidem da minha prioridade: será hora de partirmos para nossa próxima montanha. Amo vocês.

Meus comandados:
É tempo de partir. É tempo de deixá-los, embora um pedaço meu fique aqui… E um pedaço de cada um de vocês parta comigo.

Nestes dois anos aprendi muito: gestão de projetos sim – foram vinte e dois; de recursos também – mais de três bilhões de reais pagos. Mas aprendi, mesmo, foi gerir pessoas competentes e conhecimentos acumulados nos nossos corredores, em cada processo administrativo, em cada seleção de fornecedores, em todos os recebimentos de etapas e em cada linha dos documentos que vocês produziram.

Aprendi que a COPAC é respeitada por todos, nacional e internacionalmente, pelo alto grau de comprometimento e profissionalismo de cada um de seus membros, de hoje e do passado.

Aprendi que a perfeição é um objetivo permanente desta organização militar, que a humildade não impede o sucesso continuado e que neste lugar todos os princípios da administração pública são observados e respeitados.

Aprendi, nas palavras da nossa consultora jurídica-adjunta – minha querida amiga Dra. Jurema, que a confiança na competência da COPAC foi construída com muita dedicação de todos que aqui trabalharam.

Aprendi com meu vice-presidente e amigo, Coronel Paulo Henrique, que somos constituídos por “gente que faz”, e que não importa o limão que tenhamos em mãos, faremos uma deliciosa limonada.

Foi uma honra e um privilégio ter sido seu comandante.

Finalmente, e com a certeza de que vocês prestarão ao Brigadeiro Crepaldi a mesma consideração, apoio e amizade que me emprestaram, deixo, nesta minha última ordem do dia, meu desejo de que sejam muito felizes.
Muito obrigado.

Brasília, 4 de abril de 2013.

Maj-Brig-Ar Carlos de Almeida Baptista Junior
Presidente da COPAC - Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate

NOTA DO EDITOR: os destaques (negrito) no texto original são do Poder Aéreo

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Esquadrão Rumba encerra primeiro curso de especialização com a aeronave C-95 modernizada

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O Esquadrão Rumba (1º/5º GAV) concluiu, na última sexta-feira (15/3), o módulo básico da especialização operacional da primeira turma formada na aeronave C-95 modernizada. A turma formada por seis pilotos realizou de janeiro a março deste ano as fases de adaptação à aeronave, voo por instrumento, voo em formatura, voo noturno e navegação aérea.

A entrega de certificados foi realizada em uma solenidade militar realizada na Base Aérea de Fortaleza (BAFZ) presidida pelo major-brigadeiro do ar José Hugo Volkmer, comandante da Primeira Força Aérea (I FAE), acompanhado pelo brigadeiro do ar Cesar Estevam Barbosa, comandante da Quinta Força Aérea (V FAE).

Ao término do curso, os estagiários foram encaminhados para as unidades aéreas do Comando da Aeronáutica, sendo cinco deles para a Aviação de Transporte e um para a Aviação de Patrulha.

FONTE / FOTOS: FAB (1º/5º GAV)

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Boeing 767 da Força Aérea Colombiana convertido para avião reabastecedor pela IAI - foto FAC

Em nota divulgada pela IAI – Israel Aerospace Industries no domingo, 17 de março, o presidente e diretor executivo (CEO) da empresa, Joseph Weiss, afirmou que diversas indústrias brasileiras estarão envolvidas no programa para novos aviões de reabastecimento para o qual a empresa israelense foi selecionada na semana passada pela FAB (Força Aérea Brasileira).

A IAI foi selecionada pela FAB, segundo a nota, para executar um projeto de reabastecimento aéreo de larga escala para vários aviões Boeing 767-300. A nota à imprensa também informou que, nas próximas semanas, a IAI e a FAB vão finalizar todos os detalhes contratuais.

No informe da IAI, o presidente e CEO Joseph Weiss afirmou: “Estamos orgulhosos em trabalhar com um cliente estratégico e importante como a Força Aérea Brasileira. Estamos muito agradecidos por termos vencido a disputa para prover a FAB com aviões  ‘Multi-Mission-Tanker & Transport’ (MMTT – transportador e avião-tanque multimissão) capaz de desempenhar reabastecimento em voo, transporte estratégico de cargas e tropas, e evacuação aeromédica. Diversas indústrias brasileiras também estarão envolvidas no programa, como subcontratadas da IAI”.

FONTE: IAI (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTO: FAC (Boeing 767 convertido em reabastecedor pela IAI para a Força Aérea Colombiana)

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E a história se repete…

TF-33 no Musal - foto Nunão - Poder Aéreo - Forças de Defesa

Documentos secretos da Câmara dos Deputados de 1947 a 1976, agora tornados públicos, revelam que em março de 1968 o ministro da Aeronáutica, Marcio de Souza e Mello, informava que a FAB estava “praticamente desprovida de equipamentos para a defesa aérea”. A informação foi dada como resposta  a um questionário enviado pela Câmara dos Deputados.

FAB, praticamente desprovida de equipamentos para a defesa aérea

O Poder Aéreo lembra aos leitores que, naquela época, o “Esquadrão Pampa” (1º/14ºGAV), de Canoas, já havia desativado seus caças F-8 (Gloster Meteor, comprados novos da Inglaterra) e voava treinadores com capacidade de ataque do tipo TF-33 (imagem do alto, com as cores do esquadrão) e AT-33 da Lockheed, recebidos usados dos EUA naquela década.

Os esquadrões “Jambock” e “Pif-Paf” (na foto abaixo, um Meteor com as cores deste último) do 1º Grupo de Aviação de Caça, de Santa Cruz, terminariam naquele ano de 1968 de desativar seus F-8,  reequipando-se também com os AT-33/TF-33.

Ao memos, pode-se dizer que essa história teve um “final feliz” após atingir um de seus pontos mais baixos em 1968: o reequipamento que se planejava à época acabou vingando e a FAB criou uma nova unidade para operar jatos supersônicos (Mirage III, na “1ª ALADA”, que depois foi desmembrada em Base Aérea de Anápolis e 1º Grupo de Defesa Aérea) e reequipou os três esquadrões de Santa Cruz e Canoas com o F-5 Tiger II, também supersônico. Repare no alto do documento (informação infelizmente encoberta de forma parcial pelo destaque ao nome do deputado) que há menção a esse plano, citando-se algumas aeronaves desejadas.

No total, até o início de 1976 (oito anos depois da data do documento acima) haviam sido recebidos nada menos do que 58 jatos supersônicos comprados no exterior, equipando quatro esquadrões da primeira linha, aos quais se somavam quase o dobro desse número em subsônicos de treinamento e ataque (Xavante) montados no Brasil e ainda em incorporação à época em outros esquadrões, da segunda linha.

Vale a pena clicar no primeiro link, logo abaixo, para saber mais sobre a correlação de aviões de combate entre a Força Aérea Brasileira e a Força Aérea Argentina, rival histórico no quesito comparativo de Forças Armadas, ao longo da era do jato (o que inclui a época do documento em questão). Clique nos demais links para outras matérias sobre assuntos relacionados.

F-8 Gloster Meteor da FAB na AFA - foto 2 Nunão - Poder Aéreo - Forças de Defesa

FONTE: O Globo, País, página 3, domingo, 10.03.2013 / COLABOROU: Gérsio Mutti

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A-1 - foto FAB

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Esquadrão Adelphi realiza primeira missão de treinamento de interceptação

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O Esquadrão Adelphi (1º/16º Grupo de Aviação), sediado na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), realizou o primeiro voo de treinamento de interceptação na terça-feira (05/03). Especializada em missões de ataque ao solo, a unidade aérea poderá, eventualmente, cumprir missões de policiamento do espaço aéreo.

A nova missão inserida na operacionalidade das unidades aéreas que operam a aeronave A-1 será empregada, quando necessária, para defesa aérea em eventos nacionais de grande vulto, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Ou, a critério do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro – COMDABRA.

FONTE / FOTOS: FAB (1°/16° GAVCA)

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