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Para ex-ministro sueco, debate negativo sobre o Gripen não condiz com realidade

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Acordo entre a Suíça e a Suécia pode fazer a nova geração do Gripen decolar, segundo ex-ministro Sten Tolgfors

No início do mês, o jornal sueco Dagens Industri entrevistou o ex-ministro da Defesa do País, Sten Tolgfors. Segue um resumo das declarações, relacionadas principalmente ao recente acordo-quadro assinado com a Suíça para a aquisição conjunta de caças Gripen de nova geração, produzidos pela sueca Saab.

Para Tolgfors, o debate negativo a respeito do Gripen na Suécia (e que também ocorre na Suíça) não corresponde à realidade da cooperação entre os dois países. O acordo com os suíços vai abrir mais oportunidades de negócios, principalmente levando em conta que o caça é um caso único no mundo, atualmente, de quebra da curva ascendente de custos a cada nova geração de caças. Assim, o jato sueco se configura como uma opção racional de aquisição, especialmente para diversos países europeus de médio porte que não estão preparados para assumir custos astronômicos de operação.

Com a cooperação entre os dois países, fica ainda mais claro do que nunca, internacionalmente, que o caça proporciona as capacidades necessárias a um custo acessível. Tolgfors ressaltou que o jato já opera em cinco países e que é um sério candidato a diversos outros contratos em disputa, num momento em que custos estão entre os aspectos mais importantes. Outros competidores chegam a custar o dobro para a aquisição, assim como para operar ao longo da vida útil.

 

Outros competidores passam por atrasos significativos e por escalada de custos, em projetos que já sofreram cortes de verbas. Por isso mesmo, o ex-ministro é da opinião que mais nenhum país europeu pode, hoje, desenvolver e produzir caças sozinho. Há uma necessidade de parceiros internacionais para dividir custos, e esse é o caso da parceria da Suécia com a Suíça.

Tolgfors também deu a entender que, na medida em que países não têm as mesmas necessidades em relação às capacidades de um caça, não é de se estranhar que os resultados de avaliações dos mesmos caças também cheguem a resultados diferentes. Há países que querem aeronaves furtivas, projetadas para travarem uma luta à parte em ataques a áreas fortemente controladas por inimigos. Mas também há países com necessidades parecidas com as suecas, ou seja: uma aeronave com boa capacidade para manter a soberania nacional, contribuir para missões internacionais e de combater com os mais modernos armamentos ar-ar e ar-terra.  

Por fim, o ex-ministro destacou o fato de que a Suécia não é uma super potência, o que permite a realização de parcerias internacionais mais equilibradas. Nesse caso, Suécia e Suíça se encontraram como parceiros ideais no Gripen, numa cooperação de benefícios mútuos. O caça, nessa cooperação entre os dois países, vai ganhar em sua credibilidade no longo prazo, o que se soma ao interesse internacional considerável pelo Gripen em suas diferentes versões.

FONTE: Dagens Industri (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Departamento de Defesa da Suíça

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