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75 anos dos ataques com bombas atômicas sobre o Japão

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Os bombardeamentos atômicos das cidades de Hiroshima e Nagasaki foram dois bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra o Império do Japão durante os estágios finais da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945.

Foi o primeiro e único momento na história em que armas nucleares foram usadas em guerra e contra alvos civis.

Depois de uma campanha de bombardeios que destruiu várias cidades japonesas, os Aliados preparavam-se para uma invasão do Japão.

A guerra na Europa terminou quando a Alemanha nazista assinou o acordo de rendição em 8 de maio de 1945, mas a Guerra do Pacífico continuou.

Juntamente com Reino Unido e China, os Estados Unidos pediram a rendição incondicional das forças armadas japonesas na Declaração de Potsdam em 26 de julho de 1945, ameaçando uma “destruição rápida e total”.

Tripulação do bombardeiro B-29 “Enola Gay” que atacou Hiroshima
Bomba Little Boy lançada sobre Hiroshima
Bomba Fat Man Lançada sobre Nagasaki

O Japão decidiu simplesmente ignorar o ultimato lançado pelo Presidente Harry Truman.

No dia 6 de agosto de 1945, a Força Aérea Estratégica dos EUA com base nas Ilhas Marianas, realizou uma “missão especial” sobre o Japão, com um bombardeiro B-29, lançando a primeira bomba atômica sobre Hiroshima. No dia 9 de agosto outra bomba foi lançada sobre Nagasaki.

Em 14 de agosto de 1945, após dois dias de debate acalorado, o governo japonês finalmente aceitou os termos da “Declaração de Potsdam”, e se rendeu.

O Imperador Hirohito anunciou no rádio que iria pessoalmente pôr fim “aos infortúnios e sofrimentos do seu povo.”

Os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, colocaram um fim definitivo à Segunda Guerra Mundial e deram início à corrida armamentista que levaria à Guerra Fria.

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LUIS NATAL
LUIS NATAL
3 meses atrás

Para os amigos que gostam de ler sobre a WWWII sugiro: História Secreta da Rendição Japonesa de 1945 de Lester Brooks. Relata todos os eventos do mês de agosto de 1945 – bombas atômicas, traições, tentativa de golpe, suicídios, etc.!

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  LUIS NATAL
3 meses atrás

Olá Luiz. Obrigado pela sugestão.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
3 meses atrás

Lamento profundamente as vidas perdidas com ambas as bombas.
.as a culpa disso é do próprio Japão, que se recusou a se render numa guerra claramente perdida. Aliás, se os japas não se rendessem com as bombas, a carnificina resultante da invasão Aliada ao Japão co seguiria a prpeza de ser pior. O AltCom japonês iria colocar cada criança de 5 anos, mulher ou idoso pra lutar contra as forças de invasão.

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

não creio q depois das bombas teria uma invasão se o japão não se rendesse…acredito q a tatica seria usar bombas atomicas em todo o japão até q não sobrasse nem as baratas.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  horatio nelson
3 meses atrás

Será? Já lí vários relatos de que a Trinity e as 2 bombas consumiram todo o urânio enriquecido que os EUA tinham, e que demoraria pra eles terem mais material pra fazer mais bombas. E o Japão ainda dominava toda a Coréia e vastas áreas da China. É provável que os EUA triplicassem os bombardeiros por todo o país, até terraplanar todo o Japão.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Haviam mais bombas sendo feitas. Havia material, só que era um processo demorado. Acho que a próxima bomba ficaria pronta em coisa de um mês e meio depois de Nagasaki ou algo assim.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Olá Leandro. Há um memorando do Gen. Groves dizem que eles poderiam fornecer uma nova bomba de plutônio a cada 15 dias (ele precisaria de 30 dias para entregar a primeira). A produção de plutônio é mais rápida e eficiente do que a produção de urânio enriquecido para uma bomba.

horatio nelson
horatio nelson
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

boa observação.

Ersn
Ersn
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Nessa altura o exército de Stálin já havia iniciado a invasão da Manchúria e estava esmagando as enfraquecidas forças japonesas,alguns historiadores acreditam que o fato de perceber que teria que lutar contra a URSS que ate entao esta neutra na batalha no pacifico e foi o que pesou na decisão de rendição.

Kommander
Kommander
Reply to  Ersn
3 meses atrás

Interessante! Não sabia que os sovs tinham enviado tropas para o pacífico também.

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  Ersn
3 meses atrás

Realmente isso tambem ajudou.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Olá Wilber. Você tem razão sobre a dificuldade de construir novas bombas de urânio (Littleboy). O dispositivo de urânio é o mais simples (duas massas separadas que são colocada juntas para atingir a massa crítica) mas é muito difícil conseguir enriquecer grandes quantidades de urânio a 95%. Por outro lado, a produção de plutônio é mais simples e pode ser feita em grande escala usando urânio enriquecido em baixas taxas. O combustível nuclear (pode até ser 4% como em Angra) é colocado no reator para produzir energia, gerando o plutônio como resíduo. É muito fácil separar o plutônio por métodos… Read more »

Mauricio
Mauricio
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Errado. Em menos de 3 anos após o bombardeio de Hiroshima os EUA já tinham Urânio altamente enriquecido suficiente para produzir 10 artefatos iguais ao de Hiroshima ou 1 a cada 3 meses e 2 semanas, o problema era o iniciador da bomba que era feito de polônio e até aquele momento tinham 6 deles e sem esse iniciador as bombas não seriam operacionais. Até o fim da Guerra fria os EUA e a URSS produziram muito mais Urânio altamente enriquecido do que plutônio. O problema era o plutônio na época o conhecimento para produzir plutônio de grau militar em… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  horatio nelson
3 meses atrás

Olá Horario. A guerra estava perdida desde a tomada de Iwo Jima. A questão era quando o Japão se renderia. Há um memorando do Gen.Groves informando Truman que ele seria capaz de manter o fornecimento de uma nova bomba (Fatman) a cada duas semanas. Truman rejeitou essa opção, mas os EUA de fato receavam que a URSS invadisse o norte do Japão, ocupando por exemplo Kyusho.

Pablo
Pablo
Reply to  horatio nelson
3 meses atrás

até onde sei, se NÃO tivesse as bombas ai sim teria a invasão, só que a carnificina seria muito maior.

Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Realmente, muitas vidas perdidas, mas outras tantas mais foram salvas com a rendição. Hoje o povo japonês sabe disso, só nos resta a esperança que os outros povos tenham consciência das destruições que as armas nucleares podem causar, se acontecer de novo, toda a humanidade vai sair perdendo, não haverá ganhadores, só o fim!

Last edited 3 meses atrás by Karl Bonfim
Bruno Moura
Bruno Moura
Reply to  Karl Bonfim
3 meses atrás

A Velha mentira , de se dizer que as bombas eram para salvar vidas , Aquilo foi um aviso a todos os possíveis adversários do Regime Anglo-Sionista ( EUA , Inglaterra , e aliados ). O japão foi apenas o alvo mais conveniente. Mais bombas teriam sidos lançadas caso a Urss não tivessem desenvolvidas as suas e equilibrado o jogo . Stalim , salvou o mundo no seculo 20 , mesmo que a finalidade não fosse essa

nonato
nonato
Reply to  Bruno Moura
3 meses atrás

O ideal teria sido lançar as bombas sobre Moscou.
Teria resolvido o problema.

pangloss
pangloss
Reply to  Bruno Moura
3 meses atrás

Puxa vida, hoje à noite vou rezar em agradecimento a Iósif Vissariónovich Dhugashvili por tudo de bom que ele nos propiciou.
Que alma boa!

Kemen
Kemen
Reply to  Bruno Moura
3 meses atrás

“A Velha mentira , de se dizer que as bombas eram para salvar vidas”

Uma mentira descarada, a guerra poderia ter sido encerrada sem essas mortes desnecesarias de civis, o Japão já tinha perdido a guerra, foi para experimentar os efeitos de uma bomba atômica numa cidade e suas consequencias posteriores com os efeitos radioativos. Em seguida lançaram uma segunda bomba.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Bruno Moura
3 meses atrás

Olá Bruno. A invasão de Okinawa mostrou que seria muito difícil invadir o Japão. Além das 3 grandes ilhas, existem centenas de ilhas e ilhotas que poderiam manter uma resistência de guerrilha por muito tempo. A guerra somente acabou quando o Imperador anunciou a rendição japonesa pelo rádio. O Japão não tinha condições de ganhar a guerra, mas os comandantes militares japoneses poderiam insistir na resistência. Você tem razão quando lembra o papel da URSS na vitória contra Alemanha foi decisivo (dos 60 milhões na II Guerra, 20 milhões foram soviéticos, civis e militares). É difícil dizer ser Roosevelt teria… Read more »

Fábio
Fábio
Reply to  Bruno Moura
3 meses atrás

Grande Stalim… Quantos o regime comunista matou na sua implementação e quantos morreram em Hiroshima e Nagasaki? Infelizmente era comum na ll Guerra ataque a alvos civis. Cidades inteiras eram dizimadas. A população de Londres pode dizer isso; quantas noites passaram nas estações do metrô para fugirem dos bombardeiros alemães… E vem você falar de Stalim, um dos maiores genocidas de todos os tempos! Estuda o certo, e não o que falam pra você que é certo, ok?

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Fábio
3 meses atrás

Caro Fabio. Essa questão sobre o número de mortes é equivocada. Pol-pot ou Saddan não foram melhores porque Hitler ou Stalin foram responsáveis por mais mortes. Também é indiferente se um ditador é de extrema-direita ou extrema-esquerda. Outros ditadores como Pinochet ou Franco foram responsáveis por milhares de mortes, mas nem por isso podem ser justificados. Não existe uma ditabranda por ser menos sanguinária que uma ditadura. Por outro lado, também não é possível compreender o passado com valores atuais.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Bruno Moura
3 meses atrás

Bruno, você acha isso porque não era o seu na reta na hora de invadir o Japão, com mulheres e crianças recebendo fuzis e cartilhas mostrando como se deveria mirar e atirar, dizendo que o Imperador esperava que cada pessoa conseguisse matar pelo menos dois americanos antes de morrer gloriosamente. Aí é fácil falar. E vou te falar que nem depois de Hiroshima pensaram em se render. Que a reserva de alguns milhares de aviões para serem usados em ataques Kamikaze seriam usados para, finalmente, acertarem alvos que realmente importavam: navios de transporte de tropa. Então sim, as bombas foram… Read more »

Jagderband#44
Jagderband#44
Reply to  Bruno Moura
3 meses atrás

Mudou de nome, Tonho?

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Karl Bonfim
3 meses atrás

Olá Karl. Uma coisa importante é lembrar que os EUA já estavam bombardeando as cidades japonesas com bombas convencionais e incendiárias. A estimativa é que morreram mais de 100 mil civis em Tokyo devido as bombas e os incêndios. O problema é que uma operação dessa envolvia 200 ou 300 B29, enquanto que uma bomba atômica envolvia apenas uma B29 e duas escoltas.

Matheus S
Matheus S
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

A demanda dos Aliados por uma rendição incondicional imediata foi feita à liderança no Japão. Embora a demanda afirmasse que a recusa resultaria em destruição total, nenhuma menção a quaisquer novas armas de destruição em massa foi feita. O comando militar japonês rejeitou o pedido de rendição incondicional, mas havia indícios de que uma rendição condicional era possível. O que eles não levaram em consideração foi que os japoneses estavam tentando se render condicionalmente, que os EUA haviam quebrado os códigos japoneses e sabiam que estavam tentando se render, e que, se os EUA tivessem aceitado a oferta, a guerra poderia ter… Read more »

nonato
nonato
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Certo. Entendi. Os japoneses tiveram mais medo dos soviéticos do que das bombas…

Matheus S
Matheus S
Reply to  nonato
3 meses atrás

Não, você entendeu errado. Os japoneses queriam que os soviéticos intercedessem por eles para negociar os termos de rendição com os americanos, porém os soviéticos não intercederam e invadiram a Manchúria, algo que abalou profundamente os planos de se conquistar os termos de rendição condicional, como queriam. Você devia ler Tsuyoshi Hasegawa. Um historiador altamente respeitado da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara – reuniu evidências convincentes de que foi a entrada soviética no conflito do Pacífico, e não Hiroshima e Nagasaki, que forçou a rendição do Japão. Aliás, sobre o medo do uso da bomba atômica por parte do… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Eu tenho a impressão que os termos de rendição não foram o que os EUA queriam após jogar as bombas. O fdp do Hiroito foi poupado, diferente do que ocorreria na Alemanha se Hitler não tivesse se suicidado.

Matheus S
Matheus S
Reply to  Clésio Luiz
3 meses atrás

Um dos termos que provavelmente estava na mesa era evitar os julgamentos de crimes de guerras, algo que os EUA não poderiam aceitar. Os americanos queriam vingança contra os japoneses e realmente tiveram com o Julgamento de Tóquio. Ou seja, os japoneses queriam imunidade nos julgamentos, tanto do imperador quanto do alto comando militar. Um fato bem conhecido é que na manhã de 9 de agosto, o Conselho Supremo de Guerra japonês se reuniu para discutir os termos da rendição. (Durante a reunião, a segunda bomba atômica foi lançada em Nagasaki.) Essa reunião foi antes também da invasão soviética na… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Em Yalta e Casablanca, tinha sido acordado entre os “3 grandes” que qualquer rendição deveria ser incondicional e aceita pelos 3. Mesmo que os EUA e Inglaterra estivessem inclinados a aceitar a rendição condicional japonesa, será que Stalin aceitaria isso? Duvido muito. Quais os termos japoneses pra reneição condicional, além de, obviamente, preservar a figura do Imperador? Aposto que o Japão queria manter os territórios invadidos que eles ainda tinham posse. Isso seria aceitável? Se os EUA esperassem algumas semanas ou meses, o “Tio Stalin” ia continuar devorando territórios que tinham aido ocupados pelo Japão. Sabemos que seria muitíssimo improvável… Read more »

Matheus S
Matheus S
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Stálin não aceitou interceder pelos japoneses na busca pela rendição condicional com os EUA, ele certamente era um fanático expansionista. A invasão da Manchúria abalou os planos japoneses dessa rendição condicional. Portanto, Stálin não aceitaria isso e concordo com você. Mas os EUA sabiam que os japoneses queriam se render de forma condicional, com termos que eu desconheço, mas que poderia acabar com a guerra sem o uso das bombas atômicas. Essa é a questão, a guerra poderia ter acabado se aceitassem os termos que os japoneses queriam ou mesmo poderiam prolongar mais a guerra sem o uso de imensos… Read more »

ScudB
ScudB
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Ótima analise Matheus!
Vale lembrar que com um avanço rápido dos soviéticos a Unidade 731 ficou tomada e não restou mais nenhuma esperança de produzir ADM que , caso usada como foi planejado na costa dos EUA , abria uma boa possibilidade de negociar. Com bloqueio iminente , entrada da USSR na guerra e perda de Unidade 731 ate os mais fanáticos do partido de guerra aceitaram a derrota.
Um grande abraço!

Matheus S
Matheus S
Reply to  ScudB
3 meses atrás

Obrigado pelas considerações e pelo complemento. Abraços.

Conan
Conan
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Ainda bem que era Douglas McArthur que estava no comando e com ele não tinha todo esse mimimi que eu vejo por ai. Sentou o pau, acabou a guerra, ponto final. Ninguém tem como ficar apontando o dedo para os americanos, no contesto histórico foi absolutamente certo o uso das bombas A. Uma vez a muito tempo perguntei para o meu pai o que ele achava do uso das bombas, ele lutou no teatro de operações europeu no U.S. Army chegando ao ranck de capitão e a resposta dele foi enfática e me lembro ate hoje:”Não tínhamos escolha, eram eles… Read more »

Igor Lima
Igor Lima
Reply to  Conan
3 meses atrás

Seu pai foi um herói! Meu respeito!

Conan
Conan
Reply to  Igor Lima
3 meses atrás

Obrigado Igor. O velhinho amava o Brasil.

Matheus S
Matheus S
Reply to  Conan
3 meses atrás

No contexto histórico, haviam outras possibilidades que foram descartadas por motivos políticos, já disse isso logo abaixo.

O uso das bombas foram usados por motivos políticos, essa é a questão abordada, não foi se o uso foi correto ou errado. Essa ladainha de que o uso foi para acabar com a guerra contra os japoneses é mais uma estória e um conto de fadas ocidental que excluem totalmente a influência soviética no TO do Pacífico.

Quanto ao resto, puro uso do apelo sentimental para dar sustento à argumentação como os crimes de guerra orquestrado pelos japoneses.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Matheus, não existe isso de ‘uso’ político para armamento X ou Y. A decisão, no caso da bomba, é uma decisão política além de militar, mas qualquer guerra é decisão política, à menos que seja uma defesa contra uma agressão. Agressão que, inclusive, é feita por motivos e ordens políticas. De resto, discordo que a decisão de lançamento da bomba fosse por pura questão política ao invés de necessidade militar. Claro que queriam que o papel dos soviéticos no Pacífico fosse diminuto, e é claro que foi um choque para os Japoneses a invasão soviética da Manchúria, mas a perspectiva… Read more »

Conan
Conan
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Perfeito Leandro, pois com soviéticos ou sem soviéticos, tanto faz, elas seriam usadas de qualquer modo!

Matheus S
Matheus S
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Vou repetir para ficar bem claro: O Japão já estava derrotado militarmente. Com isso em mente, não tinha necessidade de se usar uma arma tão destrutiva e revolucionária ao mesmo tempo no momento em que o inimigo já estava derrotado militarmente. Repito: O Japão já estava derrotado militarmente. Se eu me basear pelo seu comentário de que: “A decisão, no caso da bomba, é uma decisão política além de militar“, se excluirmos totalmente o fator militar, a única motivação do uso foi político. Viu só. A menos que você me dê uma boa razão do uso militar da bomba, não… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Lamento você ter fugido do debate. É óbvio que o Japão estava derrotado militarmente. Mas como você bem disse, a derrota é diferente de rendição, e portanto diferente de vitória, e o Japão simplesmente não ia se render. Não havia qualquer perspectiva de término da guerra. Somente para Olympic, os aliados haviam planejado invadir Kyushu com 640 mil homens. Os japoneses já estavam aproximadamente 600 mil. Uma equiparação numérica está longe de ser confortável para uma invasão. Vai ver não foi à toa que Hiroshima e Nagasaki continham inúmeros alvos militares (Hiroshima inclusive servindo de quartel general para o sul… Read more »

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

A grande polêmica é se as bombas eram ou não necessárias. Alguns afirmam que os japoneses já estavam derrotados e que estariam para se render antes dos soviéticos entrarem na guerra do pacífico. Por outro lado alguns afirmam que por conta do espírito guerreiro japonês eles iriam resistir a invasão do seu território e as mortes entre combatentes ( dos dois lados ) e de civis passaria da casa dos milhões. Se levar em conta a primeira versão as bombas mataram muito mais que salvaram, mas se levar em conta a segunda versão muito mais gente foi salva. Posso estar… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

No contexto DA ÉPOCA, e se considerarmos a situação DA ÉPOCA, eu, infelizmente, acredito que era um maldito mal necessário. Como eu disse, lamento pelas vidas que se perderam pelas duas bombas, mas era fato de que o AltCom japonês não iria se render, e que estavam se preparando pra invasão da Operação Downfall. Seria uma carnificina infinitamente pior do que Okinawa e Iwo Jima. O fato de que setores mais radicais das FA’s japonesas tentarem um golpe de estado depois que o imperador viu o estrago das bombas e tentarem se render, para que o Japão continuasse na luta,… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Exato, Willber. No contexto da época, fazia todo o sentido jogar as bombas e ainda acredito que as bombas salvaram muito mais vidas do que ceifaram.

Kemen
Kemen
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Era só fazer um bloqueio naval, ou mesmo bombardear objetivos militares, não civis nas cidades. O Japão não tinha mais Marinha de Guerra e dependia (até hoje) de importações.

É claro que economicamente saiu mais barato lançar as bombas atômicas sobre a população de Hiroshima e Nagasaki

Last edited 3 meses atrás by Kemen
Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Olá Wilber. Concordo com você. O contexto da Guerra Fria começa depois do fim da II Guerra. É um erro tentar entender o uso das armas atômicas sobre o Japão do ponto de vista da Guerra Fria.

Kemen
Kemen
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Era só fazer um bloqueio naval, o Japão não tinha mais marinha de guerra, nem mercante. Para que matar civis indiscriminadamente, incluidos os idosos, as mulheres, as crianças de 5 anos e os bebês.

O alto comando japones, não iria por nenhuma criança para lutar, já que estamos nas especulações, eu acho que os próprios civis japoneses iriam a luta em defesa da pátria, era só o imperador tido como um Deus, pedir-lhes.

Last edited 3 meses atrás by Kemen
Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Kemen
3 meses atrás

Se hoje em dia, em pleono séc. XXI, grupos terroristas e paramilitares não pensam 2X em usar crianças como soldados, tú acha mesmo que naquela época, com a barbaridade a níveis estratosféricos, não seria feito o mesmo?
Hitler não pensou 2X em usar crianças e adolescentes da Juventide Hitlerista pra combater o Exército Vermelho. Acha mesmo que o AltCom japonês, que via o imperador como um deus vivo, não iria usar cada crianças e velho que pudesse andar e segurar numa granada, quando os americanos começassem a desembarcar em suas praias?

Kemen
Kemen
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Crianças de 5 anos como vc escreveu nunca li a respeito, mas terroristas o próprio nome os define dai não estranharia, mas quando foram utilizados jovens acima de uns 14 ou 15 anos na guerra, vejamos: O Czar da Russia se defendendo dos vermelhos, quando não tinha mais militares, retirou jovens das escolas primarias militares e cadetes mais velhos para lutar. Hitler nos momentos finais da Alemanha, tentando resistir ao avanço aliado dentro da Alemanha. Na guerra civil norte americana, pelos militares do Sul. Recentemente na Africa, Nigeria (Boko Haran) e outros paises africanos na guerra pelos diamantes, fato denunciado… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Kemen
3 meses atrás

O Paraguai…

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Olá Wilber. Tive o privilégio de visitar os dois museus (em Hiroshima e em Nagasaki). É impressionante. Além dos duas bombas atômicas, o Japão foi pesadamente bombardeado com bombas convencionais e incendiárias. Tokyo e outras cidades foram arrasadas No caso da Alemanha, há uma discussão que os bombardeio estratégicos tiveram pouco efeito sobre o resultado da guerra. O intenso bombardeio contra a Coreia do Norte e sobre o Vietnan também não mudaram o resultado da guerra. Contudo, é bastante claro que as duas bombas atômicas de fato encerraram a guerra. A guerra já estava perdida, mas era possível que os… Read more »

Kemen
Kemen
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Caro Camaergoer, geralmente leio bastante suas mensagens, a sua sensatez me incentiva a le-lo, entretanto pergunto…

O Japão iria continuar a guerra com o que?

É verdade que sobraram alguns esparsos sobreviventes escondidos pelas ilhas ocupadas, até alguns anos atrás acharam um velho soldado japones sobrevivente, que se escondia no mato acreditando que a guerra não tinha acabado.

Last edited 3 meses atrás by Kemen
Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Kemen
3 meses atrás

https://fas.org/irp/eprint/arens/chap4.htm

Segue o link que pode ter suas respostas.

Edu
Edu
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

A culpa por soltar bombas nucleares sobre mulheres, crianças e idosos é unicamente de quem as solta. PONTO FINAL!

Paulo
Paulo
Reply to  Edu
3 meses atrás

Claro, claro.

Uma análise ‘perfeita’ de quem está sentado confortavelmente em um sofá, 75 anos depois do ocorrido, desconsiderando todas as variáveis do contexto histórico da época.

Kemen
Kemen
Reply to  Paulo
3 meses atrás

Contexto na visão da época: sai mais barato matar 300.000 civis japoneses com uma bomba atômica do que bombardear com bombas convencionais quarteis, bases militares, portos e o palacio do Imperador.com bombas convencionais

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Kemen
3 meses atrás

O Palácio do Imperador nunca foi alvo. Inclusive era ordenado que tentassem evitar danos à ele. A figura do Imperador era importante demais para ser eliminada. Caso fosse, era capaz de a guerra durar até o último homem, com ou sem bomba-atômica. Era muito mais barato mesmo do que arriscar mais vidas americanas na guerra. O preço em sangue alheio é bem menor, e isso faz total sentido. Até porque usa-se o mesmo argumento para utilizar bombas convencionais, afinal de contas, sai muito mais barato arriscar algumas dezenas de milhares de homens do que arriscar centenas de milhares ou mais… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Edu
3 meses atrás

Ok, e por qual motivo os EUA jogaram duas bombas nucleares sobre o Japão? Os japoneses estavam pacificamente cuidando de seu próprio país, sem incomodar ninguem, e o “Tio Sam” malvado resolveu simplesmente jogar dois artefatos sobre o Japão, porque os EUA não iam com a cara do Hirohito? Não, né?

Kemen
Kemen
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Simples, então esta justificado, numa guerra se um pais não se render, soltem alguns artefatos nucleares nas suas cidades. E os que assinaram o tratado de não proliferação nuclear que aguentem, pois não terão como reagir.

Não se trata do Tio Sam ou do Tio Lelé, trata-se da ação ocorrida e do efeito resultante.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Edu
3 meses atrás

Caro Edu. Além as 2 bombas atômicas, cidades foram intensamente bombardeadas tanto na Europa quanto no Japão usando bombas convencionais e incendiárias. Como exemplo (mas existem outras) posso lembrar Dresden e Tokyo. Mulheres, crianças, civis foram mortos durantes esses bombardeios convencionais, que empregam centenas de aviões. Os bombardeios estratégicos usando bombas convencionais sobre áreas civis continuaram na Guerra da Coreia e na Guerra do Vietnan, por exemplo.

Kemen
Kemen
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Camaergoer, na guerra do Vietnã inicialmente os inimigos eram divergentes sul vietnamitas, depois ocorreu a intervenção aberta do Vietnã do Norte que já dava apoio aos divergentes.
Havia apoio da China e da Russia ao Vietnã do Norte, é possivel que isso evitou ao Vietnan do Norte sumir do mapa.

Provavelmente antes na guerra da Coréia o apoio da China e também da Russia evitou o uso de armamento nuclear.

PACRF
PACRF
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Todas as guerras são assim: quando acabam a narrativa que impera é do lado dos vencedores.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  PACRF
3 meses atrás

Olá PACRF. Por isso historiadores são tão importantes. São eles que são capazes de resgatar o passado. Sem os historiadores e sua capacidade analítica de juntar o passado fragmentado em arquivos, bibliotecas e outros registros para até mesmo desmentir os vitoriosos e redimir os derrotados.

Mauro
Mauro
3 meses atrás

Alguém conhece alguma pessoa que ganhou na mega sena duas vezes seguidas? Ocorre que um cidadão japonês que estava em Hiroshima a negócios no dia da explosão da primeira bomba, sobreviveu, voltou para sua casa em Nagasaki, três dias depois, outra bomba atômica, sobreviveu de novo. Seu nome era Tsutomu Yamaguch, morreu de velhos aos 93 anos de idade. É um caso de duplo azar e dupla sorte ao mesmo tempo, é o único caso oficialmente reconhecido de sobrevivente das duas explosões. Muitos dizem que o ataque foi desnecessário, outros dizem que os japoneses nunca se renderiam e lutariam até… Read more »

Marcelo
Marcelo
Reply to  Mauro
3 meses atrás

talvez o segundo ataque não fosse necessário, quiseram testar os 2 conceitos, a de Hiroshima era uma bomba tipo “canhão” mais simples e a de Nagasaki a de “implosão”.

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
Reply to  Marcelo
3 meses atrás

Bom, o que todos militares sabemos aqui nos States é que o Japão havia perdido e o sabia, e estava negociando um rendimento aos aliados com a única condição de manter Hiroito como imperador. Já víamos nesse então a USSR como o Godzilla prestes a devorar a Europa e o Oriente Médio, justamente no momento em que a União Soviética abocanha o Norte do Japão em uma operação relâmpago e começa a ameaçar com tomar o resto do Irã, país que tinha ocupado com a Inglaterra já em 1941. Foi necessário então uma demonstração do poder que somente nós nesse… Read more »

Rene Dos Reis
Rene Dos Reis
Reply to  Joao Moita Jr
3 meses atrás

concordo , e se a Alemanha não tivesse dado aquele trabalho todo a URSS já estaria socando o Japão a muito tempo.

Matheus S
Matheus S
Reply to  Joao Moita Jr
3 meses atrás

É por essas razões que a cada ano, mais e mais americanos não estão mais concordando com o uso do artefato militar contra o Japão na SGM, assim como mais e mais japoneses condenam o uso da bomba atômica pelos americanos. Não aceitam as declarações dos comandantes que lutaram na guerra dizendo que o Japão já estava derrotado e o uso foi desnecessário assim como afirmam que o uso salvou milhares de vidas. Piada de muito mal gosto. O artigo que você enviou logo abaixo, irei copiar a frase que resume bem: “Myths, no matter how oversimplified or blatantly false,… Read more »

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Correto, Matheus.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Mauro
3 meses atrás

Do jeito que o japonês, na época, era belicista e expansionista, era capaz deles dizerem que a bomba era uma me tira yankee, e continuassem a se recusar em se render.

Kemen
Kemen
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

“espansionista” — O Japão deve ter seguido (anos mais tarde), a doutrina do “Destino Manifesto”, ou mesmo a interpretação errada, ocorrida anos após nos Estados Unidos da America do Norte, da “Doutrina Monroe”, que viabilizou e justificou a tomada pela força, de territorios alheios.

Last edited 3 meses atrás by Kemen
Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Kemen
3 meses atrás

Na verdade, o Japão tava invandindo territórios alheios ( Coréia e China ) desde os anos 20 e 30, décadas antes de botarem o pau na mesa e atacarem Pearl Harbour.
Eles só não atacavam as, na época, colônias européias na região ( hoje Vietnã, Indochina e Malásia ), mas com Pearl Harbour, eles tambem invadiram esses territórios em seguida.

Kemen
Kemen
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Pois é Willber, tal como escrevi acima…

Aliados Sempre Submissos Nunca
Pátria Amada Brasil

Last edited 3 meses atrás by Kemen
Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Willber Rodrigues
3 meses atrás

Na verdade, Willver, o fato de que o Japão ter se voltado para o Sudeste Asiático foi mais um motivo de sanções que os levaram à atacar Pearl Harbor. Como França e Holanda estavam sob domínio alemão, os Japoneses, após terem se dado mal no norte da Manchúria, decidiram que iriam ocupar as ‘bases’ na Indochina, colônia da França. A França de Vichy não tinha opção à não ser aceitar, e assim o fizeram lá por fins de julho de 1941, e a idéia seguinte era partir para as colônias Holandesas, ricas em petróleo. À partir da Indochina poderiam começar… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Adoro qualquer coisa relacionada sobre a WWII, obrigado pela dica, vou procurá-lo.

Matheus S
Matheus S
Reply to  Mauro
3 meses atrás

O presidente dos EUA rejeitou uma demonstração da bomba atômica para a liderança japonesa. Ele sabia que não havia garantia de que os japoneses se renderiam se o teste fosse bem-sucedido e sentiu que uma demonstração fracassada seria pior do que nenhuma.

Luiz Antonio
Luiz Antonio
3 meses atrás

Os ataques atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki foram realmente militarmente necessários? Creio que os responsáveis não faziam nem ideia dos resultados. Apesar dos bombardeios sobre Tóquio terem sido destruidores, até pelas dimensões da cidade, armas nucleares simplesmente estamparam nada mais que o terror, pelas mais de 125 mil mortes imediatas nos dois ataques e pelas outras mais de 300 mil mortes ao longo dos dias e anos seguintes. Foram experiências terríveis para o povo japonês e que jamais deveriam ser sentidas por eles ou por qualquer ser humano. As armas nucleares são o ápice da crueldade que os humanos atingiram… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Luiz Antonio
Eduardo Lima
Eduardo Lima
Reply to  Luiz Antonio
3 meses atrás

Que digam, os civis que ficaram sobre o dominio Japonês. Principalmente os Chineses que forma massacrados. Os japoneses não se difereciaram-se dos Nazistas. em termos de crueldade

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Eduardo Lima
3 meses atrás

Caro Eduardo. Acho um equívoco tentar comparar os nazistas com as atrocidades de outros exércitos de ocupação. Existem inúmeros exemplos de massacres promovidos por exércitos de ocupação. Há relatos na Bíblia, Troia. O exército alemão executou milhares de civis enquanto ocupava a Bélgica durante a Grande Guerra. Os nazistas tinham uma política de Estado inclusive amparada por leis. Por exemplo, a defesa de Eichmann era que simplesmente cumpria ordens com o máximo de seu empenho, inclusive no assassinato de cidadãos alemães. O que torna os nazistas diferentes não é a violência nem a crueldade, mas a ideologia que motivou os… Read more »

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Camargoer, acho que pelos teria comentários erre tão entusiasta da Segunda Guerra como eu. Eu tenho Hitlers War de David Irving, em Pdf. Livro magnífico, se quiser te passo uma cópia.

Abs

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Joao Moita Jr
3 meses atrás

Moita, fui eu quem negativou, só porque você sabe que eu desgosto do Irving e não poderia deixar de fazer essa nota hehehehehe

😛

Camargoer
Camargoer
Reply to  Joao Moita Jr
3 meses atrás

Olá João. Criei um endereço de email. Se você puder enviar para <camargoerpodernaval@gmail.com:> eu agradeceria bastante.

ted
ted
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

verdade! o ser humano é muito mal. um câncer na face da terra. Este planeta só fica vivo sem nós.

Kemen
Kemen
Reply to  Luiz Antonio
3 meses atrás

Concordo com o nobre colega. Ainda bem que não lançaram uma bomba nuclear limitada sobre Bagda quando o Iraque invadiu o Kwait.

A justificativa seria: “muitas vidas foram poupadas” (e dinheiro economizado) pois o Iraque tinha armas quimicas.

Ainda bem que agora estamos em outro século, onde certas ações não se justificariam de forma alguma no meio internacional.

RenanZ
RenanZ
3 meses atrás

Alguns historiadores dizem que, mesmo após dois bombardeios atômicos, o Japão não iria se render e lutar até o fim. Todavia, após a invasão maciça da Rússia na região da Manchuria, no mesmo dia do ataque a Nagazaki, abrindo uma nova frente de guerra, até os líderes militares mais fervorosos passaram a reconsiderar as opções.

Matheus S
Matheus S
Reply to  RenanZ
3 meses atrás

Exato

Bruno Moura
Bruno Moura
Reply to  RenanZ
3 meses atrás

Principal motivo da rendição japonesa : A família imperial , possui-a terras roubadas da china na Manchuria, e faziam fortuna , exportando opio. A Urss , invadiu essas mesmas terras e as usou para chantagear , o imperador com o objetivo de parar a guerra . , Com o japão rendido , as terras foram devolvidas não para o japão, e sim ,para a China e assim COMEÇOU O PROCESSO DE UNIÃO EMBRIONÁRIA , de ambas as nações , Coube ao ocidente , a maquiar e colorir a historia , com a sua versão de ” Matamos os pobres japoneses… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Bruno Moura
3 meses atrás

LOL! Tem certeza que não foi você quem fumou o ópio todo?

Igor Lima
Igor Lima
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Bwahahahaha!

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
Reply to  RenanZ
3 meses atrás

Aqui está um bom artigo a respeito. Eu já li várias biografias que tocam no assunto e confirmam o que postei acima, inclusive a do Almirante William Leahy mencionada no artigo.
Para quem não domina o inglês, podem usar o Google translate.

https://www.thenation.com/article/archive/why-the-us-really-bombed-hiroshima/tnamp/

Abs

Matheus S
Matheus S
Reply to  Joao Moita Jr
3 meses atrás

Até o pirado do LeMay, não sabia e nem esperava por essa.

Discordar diante destas revelações torna-se apenas achismo intransigente.”

Irão discordar.

Kemen
Kemen
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Ora, quem não vê o ocorrido como uma tragédia humana, no minimo é insensato.

https://www.ji.com.br/artigo/bomba-de-hiroshima-tragedia-gerou-diversas-obras-de-forte-sentido-critico

Mauro
Mauro
Reply to  Joao Moita Jr
3 meses atrás

Observador, aquela tripulação do Enoa Gay era muito experiente, e já havia feito centenas e centenas de ataques usando napalm, e consta que sentiam o cheiro de carne queimada durante essas missões, e já li que este mesmo comandante disse que ele mesmo já tinha participado de bombardeios com napalm, que foram mais devastadores que a destruição causada pela bomba atômica que ele lançou.

Billy
Billy
3 meses atrás

E se fosse possivel a massa de um projetil maciço ser reduzida a quase zero e acelera-lo até quase c e no momento do impacto reverter à condição normal??

carcara_br
carcara_br
3 meses atrás

Um horrendo crime de guerra, com a palavra os vencedores…

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  carcara_br
3 meses atrás

Olá Carcará. O conceito de “crime contra a humanidade” é posterior ao fim da II Guerra a partir dos depoimentos dos julgamentos de Nuremberg. Talvez os bombardeios dos EUA durante a Guerra do Vietnan possam ser considerados “crimes contra a humanidade”

carcara_br
carcara_br
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Tais julgamentos se referem a ações contemporâneas e até anteriores a utilização das bombas nucleares, principalmente por não se tratar de algo de consequências concretas, mas de uma reflexão sobre a ética e moralidade nas guerras.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Camargoer, no Vietnã já havia uma preocupação, que julgo eu exagerada, em poupar as vidas dos civis. Pelo menos em relação aos bombardeios no Vietnã do Norte, e Hanói sabia disso e é exatamente por isso que muitos dos alvos estavam propositadamente próximos à civis. Em uma era em que armas ‘inteligentes’ estavam engatinhando (começaram à ser usadas com certa eficiência à partir de 1970 apenas e em pouquíssima quantidade), os danos colaterais eram inevitáveis, por mais que se microgerenciasse (era McNamara apenas) os ataques. No Vietnã do Sul, os ataques eram mais voltados à apoio aéreo aproximado, sendo guiados… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Olá Leandro. Obrigado pela sugestão. Eu também gosto muito do documentário “Hearts and Minds” e do livro “A marcha da insensatez”. Creio que quanto mais avançarmos nas questões dos direitos humanos, melhor será a compreensão do que são crimes contra a humanidade. Por mais que eu lamente os bombardeios sobre as área civis durante a II Guerra, eu discordo que seja possível chama-los de “crimes conta a humanidade”, cujo conceito surge como consequência da II Guerra.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Camargoer, se ainda não teve a chance de ler, tente dar uma checada nos livros “Domínio do Ar” de Douhet e “Vitória Pela Força Aérea” de Seversky. Douhet foi o primeiro dos proponentes do poder aéreo, começando à escrever sobre o tema já em 1908 e acrescentando material até pouco depois de 1921, usando experiências da Primeira Guerra Mundial. É interessante por dar uma perspectiva da época sobre o que pensavam ser o bombardeio. Um exemplo interessante é o que Douhet usava para demonstrar o que seria um ‘mix’ de bombas ideal em um bombardeamento: Certa quantidade de bombas de… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Olá Leandro. Estou focado em Kissinger (sugestão de um colega aqui do PN), mas agradeço bastante a sugestão. Tempos estranhos estes nos quais a gente pode ler dois livros ao mesmo tempo.

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Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Esse é bom livro. Leitura obrigatória para o pessoal de RI e não fui excessão.

Pedro
Pedro
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Já li Kissinger: Sobre a China e Ordem Mundial. Indico, inclusive, acho que os Chineses seduziram o “homi” kkkkkkkkkkkkk leia para crer.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Caro Leandro, Tanto o “Domínio do Ar”, quanto “A Vitória pela Força Aérea” eu comprei na Estante durante o isolamento. O primeiro acabei de terminar de estudar o livro original de 1921 e vou iniciar a versão extendida. Já o segundo eu recebi um editado em 1943! Estou receoso de pegar e ele esfacelar. Recuperá-lo é caríssimo! Vou ver como leio ele com calma. O “Domínio do Ar” é MUITO bom e é interessante você ter mencionado porque estou lendo ao mesmo tempo que o “Da Guerra” de Clausewitz, no qual estou terminando o segundo livro. Dá para ver que… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  GFC_RJ
3 meses atrás

Olá GFC. Coisa estranha. Eu conseguia ler mais antes do isolamento do que agora. Chego no fim do dia exausto. Durmo. Antes conseguia ler uma ou duas horas antes de dormir…. agora nem não consigo terminar de assistir um filme. Acho que o isolamento impõe uma exaustão mental.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Caro Camargoer, É irônico falar isso no Dia dos Pais, mas o fato de não ter filhos facilita bastante para mim! Rs. De resto… Peguei Covid em final de Abril, ficando uma semana mal, de cama. A outra semana do isolamento total (são 14 dias) passei os dias lendo. Mais tarde tirei duas semanas de férias que estavam vencendo… Fiquei em casa e… lendo. A gente vai sempre arrumando tempo. O que eu não consigo é ler um livro por vez. Eu tenho que ler 2 ou 3 alternando.  Agora que voltei a malhar, estou experimentando audiobooks. Começando por “Has… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  GFC_RJ
3 meses atrás

GFC, isso aí! Ambos os livros foram publicados aqui no Brasil pelo instituto cultural da aeronática, assim como diversos outros interessantes, inclusive de autores Brasileiros. Sei como se sente em relação ao ‘Vitória Pela Força Aérea.’ Tenho aqui um exemplar lindo em primeira edição de ‘A FEB Por Seu Comandante’ do Mascarenhas de Morais, que está em estado bastante degradado. Comprei em um sebo à anos e anos atrás e ainda não tive coragem de ler ele com medo de despedaçá-lo. Vira e mexe dou uma pesquisada sobre como eu mesmo dar uma melhorada nele, mas é aquele tipo de… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Mahan eu vou buscar material em breve para estudá-lo também. Entendendo suas propostas que se conecta alguns pontos do porquê dessa marinha americana atuando globalmente.
Acho esses assuntos de estratégia, principalmente na guerra aérea, muito f…as também.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  GFC_RJ
3 meses atrás

GFC, se quiser faço uma listinha aqui de uns livros sobre estratégia de guerra aérea, coisa de período entre guerras, Segunda guerra mundial, Vietnã, Coréia e coisas assim e te passo se você quiser.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Claro! Tenho a minha listinha aqui, mas deve ser bem mais humilde que a sua.
Agradeço se puder passar para gustavocordeiro@hotmail.com

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  GFC_RJ
3 meses atrás

Vou passar, GFC. Tem essa de mais ou menos humilde não. Trocar ‘figurinhas’ é o que importa hehehehe

Raduga
Raduga
3 meses atrás

Só os vencidos cometem crimes de guerra.

Matheus S
Matheus S
Reply to  Raduga
3 meses atrás

Pois é. Deveriam além de terem criado o “Julgamento de Nuremberg” e “Julgamento de Tóquio”, o “Julgamento de Londres”, o “Julgamento de Moscou” e o “Julgamento de Washington”. Mas é conforme você mesmo disse: “Só os vencidos cometem crimes de guerra.” Esse é o mundo em que vivemos.

LUIS NATAL
LUIS NATAL
Reply to  Matheus S
3 meses atrás

Matheus, o julgamento de Tóquio existiu! Mas para julgar o alto comando Japonês! Rendeu um filme no Netflix com o mesmo nome.

Matheus S
Matheus S
Reply to  LUIS NATAL
3 meses atrás

Estou ciente. Parece que isso não ficou claro no meu comentário.

Kemen
Kemen
Reply to  LUIS NATAL
3 meses atrás

De onde se originou o filme?

Luiz Trindade
Luiz Trindade
3 meses atrás

O fato é que a popularidade do governo norte-americano estava em baixa devido ao grande número de mortos na Segunda Guerra na Europa. A solução de utilizar a bomba atômica foi óbvia até pelo fato de não ser em território aliado e sim em território única e exclusivamente inimigo que foi o Japão. Nem é preciso lembrar que se a guerra tivesse tido outros caminhos com a Alemanha se mantendo na Europa seria ela a ter a arma atômica primeiro e não os EUA. Não existe santo na história e sim interesses de guerra. A Segunda Grande Guerra foi uma… Read more »

LucianoSR71
LucianoSR71
3 meses atrás

Tinha feito um comentário ontem que não havia nenhum post sobre o tema. Alguns pontos interessantes: -O Japão tinha 2 programas de pesquisa atômicos, um do Exército e outro da Marinha ( os dois se odiavam, não havia como trabalharem juntos ). -Houve várias viagens de submarino da Alemanha p/ o Japão levando Urânio, aparentemente todos submarinos japoneses foram afundados antes de chegarem ao destino e o U-Boat U-234 estava em viagem p/ o Japão quando a guerra acabou, 2 oficiais japoneses se suicidaram a bordo e ele se entregou aos americanos, sendo que sua carga atômica ( além de… Read more »

Roger
Roger
3 meses atrás

Se não fosse as bombas nucleares e os americanos, Godzilla ainda seria uma pequena e pacata iguana e não um monstro cujo passatempo é destruir Tokyo pela enésima vez…

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
Reply to  Roger
3 meses atrás

Hehe. Boa!!!

LucianoSR71
LucianoSR71
3 meses atrás

Há 2 dias o canal do Mark Felton no YT colocou um video sobre um fato escondido na História: como os EUA estavam enfrentando problemas p/ tornar o B-29 capaz de levar a Bomba A, foi criado um esquadrão secreto na Inglaterra que levaria a Bomba no Lancaster. Não coloco o link p/ não me bloquearem, mas basta pesquisar:
“Hiroshima 1945 – The British Atomic Attack”

ted
ted
Reply to  LucianoSR71
3 meses atrás

Segundo entrevista em tv aberta ao almirante Othon. ex gerente do programa nuclear brasileiro. o Brasil tem condições de detonar um artefato bem maior do que hirochima em 4 meses.

Mauro
Mauro
Reply to  LucianoSR71
3 meses atrás

O B-29 foi modificado para transportar e lançar a bomba. Não é exatamente o original.

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Mauro
3 meses atrás

Foi o que escrevi, essas modificações ( “p/ tornar o B-29 capaz de levar a Bomba A” ) atrasaram o programa atômico. Veja o video que relata isso.
Abs.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  LucianoSR71
3 meses atrás

Luciano, gosto muito dos videos (e audio) do Mark Felton e esse está na minha listinha para assistir quando eu tiver tempo. Mas sei que os B-29 “Silverplate” tinham o sistema de lançamento de bombas do Lancaster e demoraram um tempo para conseguirem fazer essas modificações. Só fiquei mais curioso com o video agora hehehehe

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Amigo Leandro, como vai? Do Mark Felton vou lhe recomendar mais um video sobre um fato pouco conhecido: ‘B-29 Superfortress Operation Against Germany’.
Não sei se conhece o canal do Mikey McBryan da Buffalo Airways do Alasca, ele tem um video sobre qual o recorde de pessoas que voaram juntas num DC-3: ‘How many people can you put in a DC-3?’ É inacreditável. 
Abs.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  LucianoSR71
3 meses atrás

Luciano, conheço esses todos e aprendo MUITO com Plave Saaaverrsss! Hehehehehe

Joao
Joao
3 meses atrás

Olá, alguém saberia informar o motivo do desmantelamento dos P-3BR da 7210 e 7211?

Joao
Joao
3 meses atrás

Olá, alguém saberia informar o motivo do desmantelamento dos P-3BR da 7210 e 7211? Eles seriam os que haviam sido comprado para uso de peças?

Heinz Guderian
Heinz Guderian
3 meses atrás

Tá ai uma tragédia sem precedentes na história da humanidade, se foi necessário ou não, ainda tenho muitas dúvidas. Entretanto os japoneses não iriam se render, o EUA não tinham colocado os pés nem no território japonês de fato e já tinha perdido milhares de soldados nos combates em várias ilhas, os soldados japoneses eram bem treinados e tinham uma disciplina ímpar, mesmo diante de um aparato militar muito maior que o deles do meio para o final da guerra, continuavam lutando bravamente, creio que uma invasão ao Japão seria muito, mas muito custosa aos americanos. Creio que o Japão… Read more »

M65
M65
Reply to  Heinz Guderian
3 meses atrás

Acrescento o imenso desejo do povo estadunidense que a guerra acabasse logo.

Allan Lemos
Allan Lemos
3 meses atrás

É uma pena o Brasil ter aberto mão de possuir esse poder.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Allan Lemos
3 meses atrás

Caro Allan. Discordo, como já expliquei em outros postagens. A doutrina dos EUA, por exemplo, asseguram que não usarão armas nucleares contra países não-nucleares, mas deixam aberta a possibilidade de responder ataques convencionais com armas nucleares contra países que possuem armas nucleares. Isso mostra que a simples posse de armas nucleares obriga o país a manter sua capacidade de ataque nuclear ofensiva, algo que é extremamente caro. Há anos, li um estudo do governo japonês que concluía que a posse de armas nucleares consumira metade do orçamento militar apenas para manter a capacidade nuclear ativa. São recursos essencialmente empregados para… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Camaergoer,com todo o respeito,acho que você está sendo um pouco ingênuo.No final das contas,qualquer lei não passa de um conjunto de palavras escritas em um pedaço de papel,que no momento em que não for conveniente será simplesmente descartado ou alterado. A lei chinesa diz que o país só usará armas nucleares para responder uma outra agressão nuclear e jamais como primeiro ataque.Mas em um cenário hipotético onde a inteligência chinesa descobrisse planos americanos concretos para lançar um ataque à China por parte do território japonês e que esse ataque fosse iminente,você tem dúvidas de que os chineses lançariam um ataque… Read more »

Kemen
Kemen
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Não acho que seja aconselhavel abrir mão de ter o poder de dissuadir, cada vez mais paises dispõe de armas nucleares, começou com um e agora são quantos? E quantos serão daqui a 30 / 50 anos?

A doutrina dos EUA nosso aliado, muda de acôrdo com o presidente eleito. Aliás isso não é prerrogativa única dos Estados Unidos, dependendo de quem esta no poder as coisas mudam, temos exemplos históricos a respeito.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Camargoer, sempre acho estranho quando as pessoas revelam desejo de que o Brasil tenha armamento nuclear. Normalmente são pessoas que falam muito mal de governos anteriores ou do governo atual de maneira enfática, inclusive dando tons que esses governantes eram malvados ou malucos. E ainda assim querem justamente colocar artefatos nucleares na mão dessas pessoas.

Além de se tornar mais um alvo para todas as potências nucleares do Mundo e ser algo absolutamente desnecessário dentro do contexto geopolítico Brasileiro (pelo menos no momento), o Brasil simplesmente não tem maturidade política para ter armamentos nucleares. Nem pensar. Neca tchubitchubiriba.

Jefferson Ferreira
Jefferson Ferreira
3 meses atrás

Qualquer pessoa com 2 neuronios sabe que o uso das bombas foi político!! O EUA quis passar uma mensagem para o mundo e principalmente para URSS!!

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Jefferson Ferreira
3 meses atrás

Olá Jefferson. A URSS e os EUA eram aliados durante a II Guerra na luta contra a Alemanha. É amplamente conhecido que os EUA forneceram enorme quantidade de material militar e suprimentos (incluindo alimentos) enquanto que 20 milhões de soviéticos foram mortos durante a guerra, ou cerca de 1/3 das vítimas de toda a guerra. Também é conhecido que os EUA e a Inglaterra eram oponentes ideológicos da URSS desde o fim da I Guerra. Os EUA em especial reprimiram violentamente o movimento sindical no entreguerras. Os EUA com apoio da Inglaterra construíram a bomba em razão da ameaça nazista,… Read more »

Heitor
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

A política de bombardeio a cidades remetiam a desde planos franco ingleses de bombardear cidades da urss acho que 32, todo os bombardeios tinham o objetivo dessa mensagem conter e ameaçar a urss

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Heitor
3 meses atrás

Não Heitor. Era doutrina de qualquer arma aérea que tivesse bombardeiros estratégicos (detalhe interessante: A Alemanha não era uma delas, que tentou usar bombardeiros médios para fazerem papel de bombardeio estratégico e se demonstraram inadequados na função)

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Lembrando que já na 1ªGM os alemães bombardearam a população civil de Londres c/ dirigiveis e depois c/ aviões como os Gotha e o Zeppelin-Staaken R.VI. Houve um famoso caso de uma escola p/ crianças pequenas que foi atingido c/ várias mortes e isso foi divulgado amplamente pela imprensa p/ inflamar a opinião pública buscando vingança.

Heitor
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Não falei em doutrina de força aéreo ,falei em política de bombardeio da cidades e civis com fins políticos para ameaçar a urss ,que era o caso de depois de 43 quando a guerra já estava decidida e foi se intencificando com a derrota iminente

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Heitor
3 meses atrás

Pois é, mas isso é doutrina, e não um caso específico para a URSS ou quem quer que fosse. Na verdade ainda nem era doutrina porque não havia se tornado realidade ainda, mas faziam parte dos planos de TODOS que tinham forças aéreas. Tanto que antes da Segunda Guerra Mundial, quem tinha e estava em conflito, usou isso da maneira como os meios lhes deixaram.

Lembre-se que falar que bombardeiam lugar X ou Y por fim político é um pleonasmo.

Matheus S
Matheus S
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

A primeira coisa é que no final de 1944, os Estados Unidos chegaram à conclusão de que, para forçar a rendição do Japão, seria necessária uma invasão do Japão pela sua pátria. A execução bem-sucedida dessa estratégia exigiria a entrada soviética na guerra a fim de dominar as forças japonesas na China e na Coréia. A Conferência de Yalta foi realizada em fevereiro de 1945. Para garantir a promessa de Stalin de entrar na guerra, o presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt prometeu que os Estados Unidos concederiam recompensas à União Soviética. Este foi o chamado Acordo de Protocolo Secreto de Yalta. Lá,… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Jefferson Ferreira
3 meses atrás

Jefferson, é por essas e mais outras que o ideal é ter bem mais que apenas dois neurônios. 🙂

Jagderband#44
Jagderband#44
3 meses atrás

Milhares de vidas ceifadas, no entanto, imaginem como teria sido uma ocupação russa no Japão/China?
Com certeza teríamos uma terceira guerra mundial nos anos 60, por exemplo.
Então os fins justificam os meios.
Prefiro os EUA como “xerife” mundial do que um país não democrata.
Lembrem-se que a democracia não é perfeita, mas ainda é o melhor regime governamental já inventado pelo homem.

Heitor
Reply to  Jagderband#44
3 meses atrás

Usa não e uma democracia clássica e uma ditadura financeira de partido duplo ,que depois do governar um pode botar a culpa no outro e no final e culpa do povo que só tem para votar em dois políticos diferentes com mesma politica e seu xerifismo no mundo tá mais para roubo e estorcao

Jagderband#44
Jagderband#44
Reply to  Heitor
3 meses atrás

Entendo teu ponto de vista Heitor.
O povo norte americano, pelo que sei, não reclama do seu modelo de democracia muito menos do modo de vida. Aliás sabemos que milhões de pessoas ao redor do mundo querem é tentam viver lá.
Será que é tão ruim assim?

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Jagderband#44
3 meses atrás

Olá Jagder. Os EUA foram a primeira experiência democrática inspirada nas ideias iluministas. Sua Constituição foi um avanço para a época, mas permitiu coisas que hoje são inaceitáveis, como a escravidão e depois as leis de segregação racial. Os autores de “Como as democracias morrem” pontuam que o avanço democrático ocorre para ampliação do direito e exercício do voto. Infelizmente, os EUA adotam até hoje um sistema adaptado para um período pós-colonial, na qual a correspondência era tão rápida quando o cavalo poderia correr. O período do pós-guerra foi beneficiado pelo domínio econômico dos EUA (que chegou a representar 35%… Read more »

Jagderband#44
Jagderband#44
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Concordo caro MSc. Dr. Camargo.
Apenas pontuei a questão de que, após o arranjo surgido da 2 GM, há a necessidade de uma liderança global. Devido ao resultado da guerra, os EUA se tornaram o referido “xerife, com todos os seus defeitos. Poderia ter sido a URSS, ou o terceiro reich, e pelo que sei de história, prefiro o atual.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Jagderband#44
3 meses atrás

Caro Jagder. Há um tipo de literatura de ficção que cria histórias alternativas. Talvez as mais comuns sejam aquelas nas quais Hitler venceu a guerra. Um evento pouco discutido foi a vitória de Truman sobre Henry Wallace para a vice-presidência de Roosevelt na Convenção do Partido Democrata. Wallace foi Secretário da Agricultura durante o New Deal, Vice-presidente de Roosevelt durante praticamente toda a Ii Guerra e era Secretário de Comércio quando Roosevelt faleceu. Truman o manteve no cargo mas o demitiu quando ele proferiu um discurso em favor da reconciliação com a URSS. Talvez, se ele tivesse sido indicado como… Read more »

Jagderband#44
Jagderband#44
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

É uma possibilidade, que, no meu ponto de vista, é remota. Mas é uma possibilidade.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Jagderband#44
3 meses atrás

Olá Jagder. Infelizmente, é uma impossibilidade. Seria apenas uma obra de ficção. Wallace foi demitido por Truman e ficou bilionário vendendo a patente de seu milho híbrido.

jagderband#44
jagderband#44
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Levando em consideração que a lei de propriedade industrial norte americana prevê patentes de plantas, e a nossa não.

Kemen
Kemen
Reply to  Heitor
3 meses atrás

É uma democracia a seu modo…, mas realmente causa estranhesa existirem apenas dois partidos. E o povo norte americano encara isso com naturalidade, dificil de entender.
É uma democracia a seu modo…, mas realmente causa estranhesa existirem apenas dois partidos. E o povo norte americano encara isso com naturalidade, dificil de entender.

Deve ser mais econômico. kkkkkkkk

Last edited 3 meses atrás by Kemen
Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Kemen
3 meses atrás

Quem disse que só há dois partidos nos EUA? Existem VÁRIOS. E ao contrário de certos lugares no Mundo, qualquer pessoa pode concorrer como independente. A questão é que os Partidos Democrata e Partido Republicano são os mais bem sucedidos e dominam o cenário político à nível nacional. Nada impede que um outro partido eventualmente se destaque por qualquer motivo e ganhe projeção, mas isso é improvável até o momento.

Heitor
Reply to  Leandro Costa
3 meses atrás

Nada impede? Tudo impede principalmente antes de se candidatar inclusive com alguns caso de morte antes e depois de eleitos se contrariasse o interesse s da elite
São dois partidos sim !
O resto e mais do mesmo sem financiamento ou conteúdo . Fachada . como uma corrida de moto contra bichicleta em que a imprensa fica debochando que não vence por falta de vontade. Político bom e bem intencionados nem tenta

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Heitor
3 meses atrás

Eu posso inventar uma teoria qualquer sobre o por que de você acreditar em teoria. Se eu publicar em algum site doido de teorias da conspiração, as pessoas podem muito bem acreditar que você é um alienígena que inclusive mata aqueles que mantém seu segredo, mas isso não o torna um ET, né?

Pessoal, se esse post foi difícil de fazer sentido, não liguem não, porque o dele também foi. 😉

Kemen
Kemen
Reply to  Jagderband#44
3 meses atrás

Concordo com a democracia, um detalhe, a Russia não teria condição de invadir o Japão na época, suas forças armadas que tiveram auxilio norte americano estiveram enfrentando a Alemanha na frente leste, varias cidades suas estavam destruidas, o povo passava fome, tiveram uns 20 milhões de mortos e foi por isso que o regime conseguiu se manter por tanto tempo, não houve quem contestasse, o inimigo externo consolidou a união, com perseguições aos poucos opositores, comandadas por Stalin e seus comandados no partido.

Heitor
3 meses atrás

Os bombardeios no Japão foram crimes de guerra contra civis matando velhos mulheres e crianças fazendo propaganda de terror e extermínio ,. Quando jogaram a bomba atômicas Japão já tava derrotados nem foi considerado nos documento reunião do comando com imperador e não foi mais muito destrutivo que os bombardeiros de bombas insendiarias nas cidades de casas de madeira o choque foi quando a elite aristocrata perderam para os sovieticos a Manchúria perto de suas fronteiras e não tinham para onde fugir e o imperador terminaria emforcado era só uma questão de tempo , Japão não sobreviveria isolado e sem… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Heitor
3 meses atrás

Espero que você não seja professor de História eheheheh

Mgtow
Mgtow
3 meses atrás

Covardia terrivel.
E pensar que hoje o Japão se comporta como um lacaio desses terroristas sanguinários

Mgtow
Mgtow
3 meses atrás

Isso aí não foi para forçar a rendição japonesa, pois ja estavam em conversação.
Isso foi para mostrar poder. Sadismo e egolatria no mais alto grau.

Reginaldo
Reginaldo
3 meses atrás

Caraca! Nunca tinha visto esse video. Os carinhas dando um retoque final na bagaça usando apenas bermudas e sem camisas como se fosse uma oficina de fundo de quintal! Aliás, acho espantoso como os americanos conseguiram fazer isso em 1945 partindo do zero, sem computadores ou outros facilitadores técnicos e em meio ao maior esforço de guerra da história!

LucianoSR71
LucianoSR71
3 meses atrás

Como aqui muitos comentaram sobre outros ataques atômicos, recomendo muito um novo video do canal do Mark Felton no YT, lançado ontem, dia do ataque a Nagasaki: “Third Atomic Bomb Attack – Japan 1945”. É abordado o lançamento de uma 3ª Bomba, além dos bastidores da negociação de rendição, principalmente do lado japonês.