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Congressistas do Arizona querem esticar a vida dos A-10

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Congressistas do Arizona pretendem lutar contra um plano da Força Aérea dos EUA de aposentar parte da frota de jatos de ataque A-10 Thunderbolt II, muitos deles estão baseados na Base da Força Aérea Davis-Monthan, em Tucson.

O jornal Arizona Daily Star relata que a redução da frota faz parte de um objetivo da Força Aérea em reduzir alguns sistemas de armas mais antigos para ajudar a pagar pelos novos programas.

A senadora republicana Martha McSally , ex-piloto de A-10, e a deputada democrata Ann Kirkpatrick prometeram lutar contra a decisão de aposentar 44 dos A-10 mais antigos a partir do final deste ano.

Oficiais da Força Aérea divulgaram no último dia 10 de fevereiro um plano para começar a retirar de serviço várias células mais antigas, incluindo alguns A-10 que receberam asas novos recentemente.

A aposentadoria dos A-10 mais antigos resultará numa força composta por sete esquadrões que reúne um total de 218 A-10 modernizados que voarão pelas próximas duas décadas, disse Pletcher.

A Força Aérea revelou seus planos para começar a aposentar toda a frota A-10 em 2015, com início em 2018.

Membros do Congresso, incluindo o falecido senador John McCain e McSally, que estava na Câmara na época, lutaram contra o plano inicial e ajudaram a obter financiamento para substituir as asas dos A-10.

McSally, que faz parte da Comissão das Forças Armadas do Senado, disse em comunicado que se reuniu com líderes da Força Aérea para lhes dizer que não pretendia permitir que os 44 A-10 fossem desativados em outubro.

Kirkpatrick, que está na subcomissão de defesa da Comissão de Dotações da Câmara, disse que planeja apresentar uma resolução pedindo ao Congresso que continue com o financiamento do A-10.

“Estou trabalhando ativamente com a Força Aérea para garantir que não haja impacto negativo em nossos esquadrões em” Davis-Monthan, afirmou Kirkpatrick em comunicado.

FONTE: AirForceTimes (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

25 COMMENTS

  1. É uma maquina fantástica, todos gostam. Mas as mudanças de prioridades do pentágono (menos foco em combater terroristas e mais atenção para China e Rússia) indicam que talvez esse avião não seria o mais adequado para esse novo (ou melhor, velho) cenário. Não se precisa mais voar baixo para fazer CAS. substitui-se o canhão pelas SDB e tudo que for arma guiada.

    • Concordo, a mudança de foco empurrando de um lado e os drones empurrando de outro, mesmo as melhores máquinas tem sua hora, nos apegamos emocionalmente as vezes mas não tem jeito!

    • Entendo o seu ponto de vista e concordo em parte com ele, mas até que ponto o A-10 em sua função original (destruição de forças blindadas) pode ser irrelevante caso fosse atualizado com sensores e equipamentos de ECM modernos para aumentar ainda mais sua capacidade de sobrevivência em um cenário atual?

  2. A deputada está no direito dela de fazer o lobby da aeronave, seja pelos empregos na base, seja pelo apego ao avião que pilotou, mas não faz sentido no plano militar.
    A ameaça que levou à criação do A-10 hoje em dia é enfrentada de outras formas, e ela não é mais tão grande como já foi.
    O futuro, goste-se ou não da decisão, é colocar o F-35 de cavalo de batalha nas três forças (USAF, USN e USMC)…

    • Não é só lobby. Lá o Congresso manda de verdade. Se resolverem, a USAF vai ter que ficar com os A-10 mesmo sem querer. A USAF já quer há muito tempo se desfazer deles e até agora o Congresso não permitiu. Já pagaram até troca de asas, contra a vontade da Força Aérea.

  3. Ah como eu queria trocar pelo menos 3/4 do Congresso de Brasília por 150 congressistas ianques. Os de Brasília mandariam as FA’s ianques para roça em menos de um ano e as FAs do Brasil seriam reequipadas.

    • Veja bem, a deputada não está preocupada com reequipamento. Está preocupada com o esvaziamento da base aérea de Tucson e seu impacto no eleitorado da sua circunscrição eleitoral. Coisas do sistema de voto distrital.

  4. Mesmo que a hora de voo do A-10 seja de 15mil a 20mil dólares, ainda é menor que a do F-35, o que financeiramente justifica sua permanência em uso para conflitos menos sofisticados. Aquela estória de usar um F-35 com munição inteligente contra barbudos de AK-47.

    • Usar o A-10 para isso é overkill desnecessário. Vale mais à pena bancar dois Super Tucano para fazer essa mesma tarefa que ainda sai mais barato.

  5. ‘O jornal Arizona Daily Star relata que a redução da frota faz parte de um objetivo da Força Aérea em reduzir alguns sistemas de armas mais antigos para ajudar a pagar pelos novos programas.’

    O nome disso é: ‘A grana está ficando curta’.
    Já foram publicadas várias notícias de redução de equipamentos de diversos setores das Forças Armadas dos EUA.
    Novos tempos.

    • É uma tendência que vem ocorrendo desde 1991 por motivos que são óbvios. Interessante vai ser a adequação da sociedade e do orçamento militar americano com a ascensão da China e constante antagonismo Russo. Muita coisa já está mudando e se readequando nesse sentido.

    • Se é apenas uma questão de desejos, eu preferiria algo melhor. Melhor integrar SDB’s, Hellfires e outros equipamentos no Super Tucano do que pegar equipamentos caros de operar e que não integram em nada nossa linha logística.

      • sistema de suprimento planejado na FAB ? ta falando daquela força aerea que esta matando os AMXs por falta de peças de reposição para os motores spey

        • Estamos falando de situações hipotéticas. Mas sim, acho que a FAB tem seus motivos para ir matando o AMX. O principal deles é grana, por exemplo. Daí você pode tirar N motivos diferentes para a falta desse dinheiro.

      • Olha Leandro, tenho imenso orgulho do super tucano, mas o A10 também é ícone e até acho que podem atuar juntos e só para lembrar, que a criação do A10, deve por definição barrar a coluna de tanques russos em caso de guerra. Abraços

  6. Eu já desconfiava que eles ñ iriam comprar os 300 tucanos! Enrolou e enrolou até dizer que ñ queria mais. A mim nunca engaram!
    Vão de A-10 mesmo!!

  7. Eu acho que para manter o A-10 voando por mais tempo não seria somente substituir as asas mas também os motores. Também há de se perguntar se a ameaça blindada vale o esforço de manter esses aviões ao invés de drones comandados por caças remotamente. Mas enfim, isso é um problema interno dos EUA.

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