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Índia deve encomendar mais 36 caças Rafale

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Primeiro Rafale indiano

A Força Aérea Indiana recebeu recentemente sua primeira aeronave do tipo na França

Diminuindo a controvérsia em torno do acordo anterior, o governo de Narendra Modi finalizou um acordo para mais 36 caças Rafale, de acordo com relatos da mídia.

Uma reportagem do Indian Defence Research Wing publicada no sábado disse que o novo pedido será assinado no início de 2020.

A Força Aérea Indiana (IAF) recebeu recentemente sua primeira aeronave Rafale da França. A entrega oficial ocorrerá no dia 8 de outubro, quando o ministro da Defesa Rajnath Singh visitará a França.

A compra de outros 36 caças Rafale levará a frota para 72 aeronaves, o que será essencial para reforçar o poder aéreo da Índia, particularmente após o ataque de Balakot, quando a IAF mergulhou profundamente no Paquistão para destruir campos de treinamento terrorista. Desde então, a Índia e o Paquistão têm se empenhado em reforçar seu poder aéreo.

Considerando o enorme mercado de defesa da Índia, fontes oficiais dizem que os EUA estão pressionando a Índia para comprar seus jatos Lockheed Martin. No entanto, desde que o comandante de ala Abhinandan Varthaman derrubou um F-16 pilotado pelo Paquistão, a reputação desta aeronave caiu em muitos pontos.

Mesmo o F-21 (nova designação do F-16 Block 70 para a Índia) não é algo que a Índia deseja adquirir, independentemente da pressão dos EUA. Mas o Boeing F-18, que tem uma versão embarcada e uma variante da Força Aérea, está sob consideração da IAF junto com Rafale, disseram fontes.

O Gripen E da SAAB está fora da corrida*, enquanto o russo MiG-35 e Sukhoi Su-35 não devem dar uma dura luta ao Rafale.

A IAF decidiu adquirir 18 caças Su-30 MKI e 21 MiG-29 da Rússia. A atualização de 272 aeronaves da frota Su-30 MKI também está sob séria consideração. A recente visita do primeiro-ministro Modi à Rússia acelerou esse processo.

A Dassault Aviation, criadora da Rafale e a Boeing dos EUA, estenderam suas ofertas para ajudar a construir o avião de caça AMCA de 5ª geração da Índia, desde que ganhem o lucrativo contrato de fornecimento de aeronaves de combate à Força Aérea Indiana.

Sistema de Armas do Rafale. Clique na imagem para ampliar
Sistema de Armas do Rafale. Clique na imagem para ampliar

FONTE: The Economic Times

*NOTA DO EDITOR: O jornal indiano força a barra dizendo que o Gripen E da Saab está fora da corrida. Mas a concorrência para os 110 caças destinados à IAF ainda está longe do final.

83 COMMENTS

  1. O Gripen E da SAAB está fora da corrida´´

    Que lástima…um mercado a menos. Agora é se concentrar em tentar vender pra Colômbia mesmo.

    • É por causa desse pensamento, não só em relação à aeronáutica, mas em relação à marinha e ao exército, que nossas fronteiras são verdadeiros queijos suíços. Afinal, como é que fuzis AR15 e Kalashnikov, bem como granadas e uma infinidade de outras armas automáticas e munições de todos os calibres chega na mão do crime organizado? Resposta: pelas fronteiras.

    • Caro Rico. Devido a depressão econômica, o PIB brasileiro caiu entre 20 a 25% nos últimos anos, estando em torno de US$ 2 trilhões. O PIB da Índia passa de US$ 2,5 trilhões. Neste contexto, o Brasil gasta cerca de 1,3% do PIB em defesa (em torno de US$ 23 bilhões) e a Índia cerca de 2,5% (cerca de US$ 48 bilhões). É bastante difícil fazer comparações diretas entre os gastos dos países, mas a diferença dos números do Brasil e da Índia explicam quase tudo. Eu diria que alguns políticos não leem Keynes.

      • Camargoer, esse número está desatualizado. A Índia investiu U$ 66,5 bi nas suas forças armadas em 2018 segundo o SIPRI.
        E se seguir o exemplo americano e europeu, este valor NÃO deverá incluir pagamento de APOSENTADORIAS.
        O nosso inclui. Ou seja, o nosso orçamento tanto o valor de U$ 29 bi como o percentual de 1,4 % do PIB são Mentirosos. Porque cerca de METADE vai para pagar aposentadorias. Ou seja, nosso orçamento Real é cerca de U$ 14 bi e 0,7% do PIB.

        • Caro Luis. Os valores oscilam em função do cambio, da paridade relativa do poder de compra. Os gastos em defesa sempre incluem os custos dos inativos. O Brasil tem um particularidade que são as polícias militares, organizadas originalmente como força de reserva e auxiliar das forças armadas. A PMSP tem um orçamento de R$ 15 bilhões, dos quais 95% são gastos com pagamento do pessoal ativo e inativos (são cerca de 82 mil tropas). O Brasil tem cerca de 600 mil policias-militares (fiz uma estimativa há algum tempo que elas custam cerca de R$ 70 bilhões apenas em pagamento ao pessoal ativo e inativo). Se esse valor for incluído como gasto em Defesa (deixando os gastos com a polícia civil, sistema prisional como Segurança publica), o aparato militar brasileiro (que seria a soma do gasto do MInDef com os gastos com pessoal das PM estaduais) o valor é da ordem de 2,5% do PIB.

          • Mas nem todos estes policiais teriam um fuzil pra lutar em uma guerra, no máximo uns 15%, então fica difícil contar como efetivo de defesa.

          • Está completamente enganado caro colega.
            O normal no resto do mundo é Não incluir os gastos com inativos no orçamento de defesa.
            Só no Brasil e em outros países problemáticos que isso é feito.

            E essa soma que você fez das polícias militares também é um malabarismo, pois são forças policiais e não militares.

            Inclua os gastos com com o Department of Veteran Affairs dos EUA + CIA, FBI, NSA e todas as agências de segurança + todos os departamentos de Polícia e lhe garanto que vai passar facilmente de 1 tri, talvez chegue em mais de 2 tri. Isso não existe.

          • Deixo comentário do colega Ferrol sobre pagamento de aposentadorias e privilégios. O Ferrol é residente na Galicia, Espanha. Ele fez esse comentário em um fórum de defesa no Brasil no ano de 2008. (11 anos atrás). Como é público, ele não vai se incomodar de eu reproduzir aqui. Segue:

            “Os gastos en cada país son distintos. Nós, en Europa, consideramos ós militares como cidadáns comúns, polo que non teñen privilexios de ningún tipo respecto de aposentadoiras, que non pagan as Forzas Armadas, senón o Estado, igual que ó resto de pensionistas. Polo tanto, o diñeiro que se usa en Brasil para as aposentadoiras e que suma no presuposto de defensa unha boa cantidade, e que non se adica a mellora-la vida dos que traballan agora nas FAs, senón para os que estiveron antes, fai que, “aparentemente”, o presuposto de defensa sexa igual ó de Israel ou ó de España ou Italia.

            Os presupostos de defensa en Europa son só para pagar soldos, operacións e material, os gastos pasivos repercuten en toda a sociedade a través da Seguridade Social ou o sistema de Previsión, posto que os soldados, ó fin traballan para toida a sociedade, coma un pintor, un albanel ou un taxista…”

      • Caro Camargoer, a Índia gasta muito com equipamentos, mas as condições de vida da maioria da população são ruins, a taxa de alfabetização é de 74% (no Brasil 92%) e a expectativa de vida ao nascer é de 68,5 anos (no Brasil, 75,5).

        • Caro Eduardo. Apresentei os dados sem fazer juízo de mérito ou valor. Eu defendo o Estado de Bem Estar, portanto considero um erro consumir uma valor tão alto do orçamento em armas (a maioria importada). O Brasil tem uma alta concentração de renda e uma enorme exclusão social. Uma das poucas unanimidades entre direita e esquerda é saber que um regime democrático só é viável quando há redução da desigualdade social. Para mim, civilização significa uma sociedade solidária. “Darwinismo social” é uma excrecência, uma apropriação fascista e mal-intencionada do conceito científico de evolução.

    • Indian GDP is 2.9 trillion dollars (2019)

      Defence budget is 2.04% of GDP (2019) and amounts to 62 billion dollars, 60% of it is spent on salaries , pensions and other benefits.

      • Caro Nostra. Os valores de 2019 são estimativas. Apenas os valores dos anos anteriores estão consolidados (os valores de 2018 ainda poderão ser atualizados). As diferenças de valores entre Brasil e Índia são tão grandes que praticamente não importa usar valores de 2018, 2017 ou 2016 (até mesmo de as estimativas de 2019). O quadro geral não muda.

          • Caro Nostra. Há uma diferença entre o orçamento previsto e quanto foi gasto. Pode ser maior, igual ou menor… depende da arrecadação, de emergências ou de alterações de prioridade. Será uma estimativa até que encerrar o ano fiscal.

  2. A Índia está inserida em um contexto perigoso com hostilidades com a China e o Paquistão, portanto precisa ter uma força aérea poderosa. A escolha pelo Rafale é correta visto que é o melhor caça multifunção atualmente disponível no mercado.

    • “…visto que é o melhor caça multifunção atualmente disponível no mercado.”

      Se fizermos de conta que o F-35 não existe, ou se excluirmos caças de 5ª geração… Sim, é capaz de ser… 🙂

        • Luciano, o F-35 é multi-missão e cumpre todas as missões, assim como o Rafale. Mas é de 5a geração, possui furtividade, algo que o Rafale não tem, sendo um caça de 4a geração Plus.
          O F-21 (f-16 disfarçado) foi oferecido por causa das exigências indianas de produção Local e transferências de tecnologias, algo que os americanos não devem concordar sobre as tecnologias do F-35.

          • Luis Henrique, a OTAN ou os USA usam o F-35 para superioridade aérea? Creio que não.
            Teoricamente o F35 ė multifuncional, mas forte dele é o ataque.

          • Luciano,
            Desculpe-me meter no assunto entre você e o Luís, mas dizer que o F-35 exerce um papel predominantemente de ataque e dizer que ele é um “caça de ataque” é diferente.
            O F-35 é um caça-bombardeiro (hoje são denominados de “multi” alguma coisa) , como o são todos os caças atualmente, inclusive os que exercem função de “superioridade aérea”. Na verdade não existe mais o caça puro, também denominado de “interceptador”.
            O último que existiu foi o MiG-31 mas até ele já tem papel de lançar mísseis sup-ar Kinzhal.
            O Tornado ADV já não opera mais em nenhuma força aérea. O F-15C tem retida alguma capacidade ar-sup, mas é o que mais se aproxima de um caça puro no Ocidente.
            Então, o que temos são caças bombardeiros (com funções primárias determinadas pelo usuário) e aviões de ataque.
            Com certeza o F-35 não é um simples “avião de ataque”, portanto, é um caça bombardeiro , ou se preferir um “multi” alguma coisa.
            Muito provavelmente ele não deverá ser destinado na USAF à função de estabelecer e manter a superioridade aérea tendo em vista a USAF ter o F-22 e o F-15 que realizam esse papel, mas não quer dizer que ele não possa fazê-lo em relação aos outro usuários, incluindo a USN e USMC.
            Valeu e perdão pela intromissão.

          • Tranquilo Bosco, eu sei que todos são multifuncional. Eu quis dizer que o F-35 é predominantemente de ataque. Economizei nas palavras. Em uma força aérea de menor porte onde o F-35 ė o único vetor com certeza ele fará todas as funções. Mas observe que nas forças aéreas mais estruturadas o F-35 tem sido utilizado predominantemente como caça de ataque e existe outro vetor para defesa aérea. Exemplos USAF, RAF, Itália. Apesar de ser multifuncional , o DNA do F-35 é o ataque, tanto que quando o projeto foi lançado como Joint Striker Fighter.

          • Olá Bosco! com estás professor!? Concordo em grande parte, mais no teórico rsrsrs, o detalhe é que o F-35 foi concebido, como vc diz, para ser um caça que atenda tudo, e, ao que pese o ditado do pato…de nadar e voar mas não ser muito bom em nenhum dos 2, ele, por ser furtivo, com aviônica e armas High-end, escala e eleição de ser o “futuro-presente” carrega piano da USAF (F-16), lhe coloca no mesmo patamar, no mínimo, aos seus concorrentes mais modernos, ou seja: num padrão comparativo entre caças reconhecidos “bons de briga”, poder executar, no mínimo, qualquer missão de combate aéreo, melhor, tão bom ou quase tão bom quanto um Rafale F3/F-15E na area ar-ar plena (dogfight e BVR). Isso meio que concorda com o que tu fala, não é?… porém, outras forças aéreas precisam de um caça que tenha um “sangue” de caçador aéreo com maior ênfase, e de custo conhecido e aceitável… por isso alguns caças ainda tem chances sobre o F-35… mas é algo complicado, se tiver preço/manutenção razoável, o F-35 é páreo quase imbatível para uma força aérea que pensa defesa do seu país, falo apenas no produto.

          • Luciano, o forte dele é todas as missões, mas entendo o que quer dizer, a aeronave foi otimizada para missões de ataque, foi dado maior atenção na carga de armas e em Alcance, e menos atenção em velocidade máxima, super-manobrabilidade, alta altitude, etc.
            Da mesma forma o Rafale também ficou atrás do Eurofighter em alguns quesitos voltados à superioridade aérea, justamente para privilegiar algumas características melhores para o ataque.

            Mas o F-35 é superior à qualquer caça de 4a geração, incluindo obviamente o Rafale, em missões de superioridade aérea. Seus sensores entregam capacidades superiorrs ao Rafale, mesmo que não fosse furtivo, seria melhor. Mas como é furtivo, as diferenças se sobressaem mais ainda.

            Não é certo pensar no F-35 somente cumprindo missões de ataque. Ele faz tudo.

          • Desculpe-me objetar…o F-35 é EM TEORIA um caça multi-função, mas na realidade o custo operacional impede que o mesmo se consolide como tal na maioria das forças aéreas do mundo.(Não temos sinais criveis de que isso vá mudar tão cedo) A Hora-voo do F-35A custa por volta de 44.000 dólares enquanto a do Rafale custa metade disso…sem falar da logística feita no hangar que é ultrassofisticada e deve levar horas enquanto o tempo de resposta do Rafale é muito mais reduzido.
            Resumindo: A guerra chega num momento em que empregar o F-35 é queimar dinheiro!

        • Não.
          O F-35 é 100%/um verdadeiro caça multi-role, multifunção.
          O F-35 Lightning II foi criado e desenvolvido para substituir não só o A-10 na USAF e os Harrier II no USMC, na RAF e na RN, mas sim também para substituir o F-16 na USAF e forças aéreas aliadas, e o F/A-18 Hornet na US Navy.
          Já só por isso, não podia ser (e não é!) simplesmente “um caça de ataque”.
          Se o programa JSF pedisse apenas por uma aeronave de ataque, o F-35 simplesmente não existiria. Seria outro avião, bem diferente, que hoje existiria…

          E eis o que o website oficial da F-35 tem a dizer sobre sua função:
          https://www.f35.com/about

          𝘛𝘩𝘦 𝘔𝘶𝘭𝘵𝘪-𝘷𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘵, 𝙈𝙪𝙡𝙩𝙞𝙧𝙤𝙡𝙚 5𝘵𝘩 𝘎𝘦𝘯𝘦𝘳𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘍𝘪𝘨𝘩𝘵𝘦𝘳
          𝘛𝘩𝘦 𝘍-35 𝘓𝘪𝘨𝘩𝘵𝘯𝘪𝘯𝘨 𝘐𝘐 𝘪𝘴 𝘢 5𝘵𝘩 𝘎𝘦𝘯𝘦𝘳𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘧𝘪𝘨𝘩𝘵𝘦𝘳, 𝘤𝘰𝘮𝘣𝘪𝘯𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘥𝘷𝘢𝘯𝘤𝘦𝘥 𝘴𝘵𝘦𝘢𝘭𝘵𝘩 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘧𝘪𝘨𝘩𝘵𝘦𝘳 𝘴𝘱𝘦𝘦𝘥 𝘢𝘯𝘥 𝘢𝘨𝘪𝘭𝘪𝘵𝘺, 𝘧𝘶𝘭𝘭𝘺 𝘧𝘶𝘴𝘦𝘥 𝘴𝘦𝘯𝘴𝘰𝘳 𝘪𝘯𝘧𝘰𝘳𝘮𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯, 𝘯𝘦𝘵𝘸𝘰𝘳𝘬-𝘦𝘯𝘢𝘣𝘭𝘦𝘥 𝘰𝘱𝘦𝘳𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘢𝘥𝘷𝘢𝘯𝘤𝘦𝘥 𝘴𝘶𝘴𝘵𝘢𝘪𝘯𝘮𝘦𝘯𝘵. 𝘛𝘩𝘳𝘦𝘦 𝘷𝘢𝘳𝘪𝘢𝘯𝘵𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘍-35 𝘸𝘪𝘭𝘭 𝘳𝘦𝘱𝘭𝘢𝘤𝘦 𝘵𝘩𝘦 𝘈-10 𝘢𝘯𝘥 𝘍-16 𝘧𝘰𝘳 𝘵𝘩𝘦 𝘜.𝘚. 𝘈𝘪𝘳 𝘍𝘰𝘳𝘤𝘦, 𝘵𝘩𝘦 𝘍/𝘈-18 𝘧𝘰𝘳 𝘵𝘩𝘦 𝘜.𝘚. 𝘕𝘢𝘷𝘺, 𝘵𝘩𝘦 𝘍/𝘈-18 𝘢𝘯𝘥 𝘈𝘝-8𝘉 𝘏𝘢𝘳𝘳𝘪𝘦𝘳 𝘧𝘰𝘳 𝘵𝘩𝘦 𝘜.𝘚. 𝘔𝘢𝘳𝘪𝘯𝘦 𝘊𝘰𝘳𝘱𝘴, 𝘢𝘯𝘥 𝘢 𝘷𝘢𝘳𝘪𝘦𝘵𝘺 𝘰𝘧 𝘧𝘪𝘨𝘩𝘵𝘦𝘳𝘴 𝘧𝘰𝘳 𝘢𝘵 𝘭𝘦𝘢𝘴𝘵 𝘵𝘦𝘯 𝘰𝘵𝘩𝘦𝘳 𝘤𝘰𝘶𝘯𝘵𝘳𝘪𝘦𝘴.

          𝘛𝘩𝘦 𝘓𝘪𝘨𝘩𝘵𝘯𝘪𝘯𝘨 𝘐𝘐 𝘪𝘴 𝘢 𝘴𝘪𝘯𝘨𝘭𝘦-𝘴𝘦𝘢𝘵, 𝘴𝘪𝘯𝘨𝘭𝘦-𝘦𝘯𝘨𝘪𝘯𝘦 𝘧𝘪𝘨𝘩𝘵𝘦𝘳 𝘢𝘪𝘳𝘤𝘳𝘢𝘧𝘵 𝙙𝙚𝙨𝙞𝙜𝙣𝙚𝙙 𝙛𝙤𝙧 𝙢𝙖𝙣𝙮 𝙢𝙞𝙨𝙨𝙞𝙤𝙣𝙨 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘢𝘥𝘷𝘢𝘯𝘤𝘦𝘥, 𝘪𝘯𝘵𝘦𝘨𝘳𝘢𝘵𝘦𝘥 𝘴𝘦𝘯𝘴𝘰𝘳𝘴 𝘣𝘶𝘪𝘭𝘵 𝘪𝘯𝘵𝘰 𝘦𝘷𝘦𝘳𝘺 𝘢𝘪𝘳𝘤𝘳𝘢𝘧𝘵. 𝙈𝙞𝙨𝙨𝙞𝙤𝙣𝙨 𝙩𝙝𝙖𝙩 𝙬𝙚𝙧𝙚 𝙩𝙧𝙖𝙙𝙞𝙩𝙞𝙤𝙣𝙖𝙡𝙡𝙮 𝙥𝙚𝙧𝙛𝙤𝙧𝙢𝙚𝙙 𝙗𝙮 𝙨𝙢𝙖𝙡𝙡 𝙣𝙪𝙢𝙗𝙚𝙧𝙨 𝙤𝙛 𝙨𝙥𝙚𝙘𝙞𝙖𝙡𝙞𝙯𝙚𝙙 𝙖𝙞𝙧𝙘𝙧𝙖𝙛𝙩, 𝘴𝘶𝘤𝘩 𝘢𝘴 𝘪𝘯𝘵𝘦𝘭𝘭𝘪𝘨𝘦𝘯𝘤𝘦, 𝘴𝘶𝘳𝘷𝘦𝘪𝘭𝘭𝘢𝘯𝘤𝘦 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘦𝘤𝘰𝘯𝘯𝘢𝘪𝘴𝘴𝘢𝘯𝘤𝘦 𝘢𝘯𝘥 𝘦𝘭𝘦𝘤𝘵𝘳𝘰𝘯𝘪𝘤 𝘢𝘵𝘵𝘢𝘤𝘬 𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯𝘴 𝙘𝙖𝙣 𝙣𝙤𝙬 𝙗𝙚 𝙚𝙭𝙚𝙘𝙪𝙩𝙚𝙙 𝙗𝙮 𝙖 𝙨𝙦𝙪𝙖𝙙𝙧𝙤𝙣 𝙤𝙛 𝙁-35𝙨, 𝙗𝙧𝙞𝙣𝙜𝙞𝙣𝙜 𝙣𝙚𝙬 𝙘𝙖𝙥𝙖𝙗𝙞𝙡𝙞𝙩𝙞𝙚𝙨 𝙩𝙤 𝙢𝙖𝙣𝙮 𝙖𝙡𝙡𝙞𝙚𝙙 𝙛𝙤𝙧𝙘𝙚𝙨.
          …”

          E eis também o que diz a página sobre o F-35A no website da USAF:
          https://www.af.mil/About-Us/Fact-Sheets/Display/Article/478441/f-35a-lightning-ii/
          “…
          𝘗𝘳𝘪𝘮𝘢𝘳𝘺 𝘍𝘶𝘯𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯: 𝙈𝙪𝙡𝙩𝙞𝙧𝙤𝙡𝙚 𝙛𝙞𝙜𝙝𝙩𝙚𝙧
          …”

          Website da Northrop Grumman:
          https://www.northropgrumman.com/Capabilities/F35Lightning/Pages/default.aspx
          “𝘛𝘩𝘦 𝘍-35 𝘓𝘪𝘨𝘩𝘵𝘯𝘪𝘯𝘨 𝘐𝘐 𝘪𝘴 𝘢 𝘴𝘵𝘦𝘢𝘭𝘵𝘩𝘺, 𝘴𝘶𝘱𝘦𝘳𝘴𝘰𝘯𝘪𝘤, 𝙢𝙪𝙡𝙩𝙞𝙧𝙤𝙡𝙚 𝙛𝙞𝙜𝙝𝙩𝙚𝙧 𝘥𝘦𝘴𝘪𝘨𝘯𝘦𝘥 𝘵𝘰 𝘮𝘦𝘦𝘵 𝘵𝘩𝘦 𝘳𝘦𝘲𝘶𝘪𝘳𝘦𝘮𝘦𝘯𝘵𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘜𝘯𝘪𝘵𝘦𝘥 𝘚𝘵𝘢𝘵𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘢𝘭𝘭𝘪𝘦𝘥 𝘥𝘦𝘧𝘦𝘯𝘴𝘦 𝘧𝘰𝘳𝘤𝘦𝘴 𝘸𝘰𝘳𝘭𝘥𝘸𝘪𝘥𝘦 𝘧𝘰𝘳 𝘢𝘯 𝘢𝘧𝘧𝘰𝘳𝘥𝘢𝘣𝘭𝘦 𝘯𝘦𝘹𝘵 𝘨𝘦𝘯𝘦𝘳𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘧𝘪𝘨𝘩𝘵𝘦𝘳. 𝘐𝘵 𝘸𝘪𝘭𝘭 𝘳𝘦𝘱𝘭𝘢𝘤𝘦 𝘢 𝘸𝘪𝘥𝘦 𝘳𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘰𝘧 𝘢𝘨𝘪𝘯𝘨 𝘧𝘪𝘨𝘩𝘵𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘴𝘵𝘳𝘪𝘬𝘦 𝘢𝘪𝘳𝘤𝘳𝘢𝘧𝘵 𝘤𝘶𝘳𝘳𝘦𝘯𝘵𝘭𝘺 𝘪𝘯 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘯𝘵𝘰𝘳𝘪𝘦𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘜.𝘚. 𝘈𝘪𝘳 𝘍𝘰𝘳𝘤𝘦, 𝘕𝘢𝘷𝘺, 𝘔𝘢𝘳𝘪𝘯𝘦 𝘊𝘰𝘳𝘱𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘢𝘭𝘭𝘪𝘦𝘥 𝘥𝘦𝘧𝘦𝘯𝘴𝘦 𝘧𝘰𝘳𝘤𝘦𝘴.
          …”

          E se ainda não acredita em mim pergunte pessoalmente aos profissionais da USAF, USMC, US Navy, RAF, Royal Navy, etc, etc…, e verá o que eles dirão.

          A razão pela qual até hoje a Lockheed Martin só ofereceu/oferece F-16/F-21, e ainda não houve nenhuma oferta de F-35, deve-se simplesmente ao fato de que o Tio Sam ainda não estará 100% disposto e confortável em o vender à Índia…

  3. Eu gosto do Gripen e acho que foi uma boa escolha da FAB.
    Mas não adianta se iludir, o Gripen não terá chances em grandes mercados como: Índia e Canadá.
    Sobrará para a Saab mercados de segunda e terceira divisão.

  4. Para mim é a melhor opção para a Índia.
    A Índia terá quase 300 Su-30 MKI, quase 100 MiG-29. Pela política indiana de não colocar todos os ovos na mesma cesta, acho que chega de caças russos, por enquanto.
    O Tejas é uma realidade e será melhorado com o tempo, portanto acho muito difícil a Índia adquirir um caça leve como o Gripen ou o F-16, ainda que ambos sejam muito superiores ao Tejas atual, todos eles possuem quase o mesmo porte, e isso conta em certas capacidades requeridas, principalmente em carga de armas.

    Portanto, para mim o Rafale é o grande favorito, colocaria 80% de chance nele. E os outros 20% no Super Hornet.

    Os americanos querem se aproximar da Índia em uma estratégia de contenção da China. O inimigo do meu inimigo pode ser meu amigo.
    E possui grande peso político, econômico e militar para tentar fazer a Índia comprar seus caças, portanto não ficarei surpreso se o Super Hornet vencer.

    Mas como a Índia valoriza sua indústria bélica e a autonomia de uso, e os EUA costumam ser mais restritivos, a França costuma levar vantagem nessas concessões.
    E como a Índia Já adquiriu 36 Rafale e pretende adquirir outros 36, o contrato para 110 caças fabricados na Índia deveria dar Rafale também para maior comunalidade e redução no número de vetores, para favorecer a logística.

    O Rafale pode levar 36 + 36 + 110 + 57 (da marinha indiana), e totalizar 239 Rafale.

    Assim a Índia terá cerca de 290 Su-30 MKI, cerca de 240 Rafale e mais uma grande quantidade de Tejas.
    E no futuro mais distante substituirá os MiG-29 modernizados e os Mirage 2000 modernizados com o caça de 5a geração Médio indiano, e começará a complementar e a substituir os Su-30 com um 5a geração Pesado, provavelmente o FGFA / Su-57. E o caça médio AMCA talvez com assistência francesa.

    • Estava concordando contigo até a questão do número de Rafales. Acho difícil encomendarem 239 deles, é um avião muito caro de adquirir e manter. Acho que vão ficar com 72 no total, apenas para não depender 100% dos russos.

  5. Rapaz… depois de todo aquele tempo e todo aquele estardalhaço do MMRCA, com fabricantes de Eurofighter, Gripen, Rafale, F-16, F-18 e MIG se digladiando e gastando tubos de dinheiro para seguir na competição, depois de todo aquele foguetório de exigência política “make in India”… vem os indianos e simplesmente compram 72 caças de prateleira?! Definitivamente, a Índia consegue ganhar de lavada o troféu bagunça!

    • Sim. Eles tiveram divergências, queriam que a Dassault garantisse o trabalho da HAL. Ocorre que a IAF não pode esperar essas discussões industriais e políticas, eles precisam de caças Rápido.
      A Índia resolveu lançar um novo programa, primeiro visando monomotores, depois aceitando bimotores, para 110 caças produzidos na Índia com transferências de tecnologias, porém como a IAF não pode esperar, foram lá e compraram 36 Rafale e parece que irão comprar mais 36.
      Estão certíssimos.

    • Augusto you have no idea of the scale of ” benefits ” included in the rafale deal.

      Anyways some officially known benefits.

      1. Dassault and their related companies will help India to integrate nuclear vectors with the rafale , this will include integration and related consultancy with Indian long range supersonic LFRJ , RUDRAM-2A , RUDRAM-3 for tactical and strategic strikes.

      2. 50% offset for 36 rafale deal , around 4 billion dollars to be ploughed back into India by Dassault and its related companies. Around 70+ Indian companies will benefit from ToT and production orders.

      3. Rafale F4.2 and beyond standard technology will be shared for 5th generation AMCA and LCA and it’s derivatives.

      4. Understanding for future cooperation with building electronic support version of Rafale aka a Growler type 2 seater rafale for dedicated electronic attack missions. ( You may have heard of it for the first time but remember you heard it from me ).

      5. Access to and cooperation in strategic systems .eg A month or so back India and France signed an agreement to develop and launch a constellation of satellites for maritime surveillance.

      Etc
      Etc

      • Nostra, I’m certain nobody knows exactly what are the specific terms of both contracts, MMRCA and the present Rafale deal. On the other hand, what gives reason to what I wrote previously is the fact that India paid 40% more for each Rafale compared to what’d be in 2012 in MMRCA, obviously without the industrial benefits demanded in the original plan.

        Those “benefits” you now point are nothing compared to what was expected initially in MMRCA, with included fighters been built under licence with a transfer of technology (ToT) by HAL that ALSO included all those specific points you pointed, not as a “benefit”, but as a minimum part of the whole plan which was MUCH BIGGER AND MUCH LESS EXPENSIVE.

    • São espertos, não lambem bota de ninguém assim, e de quebra em caso de conflito não ficam dependentes de um só fornecedor que poderia embargá-los.

  6. A Índia além do Paquistão, tem problemas sérios com os chineses, ou seja, precisa estar armada até os dentes, pois inimigos próximos não faltam.

  7. enquanto isso em uma distante republica com territorio continental so tera caças meia sola que terão apenas capacidade ar-ar em 2023 ou 2024 para formar um misero esquadrão,mais importante e que vai ter abertura de codigos fontes ,agora para integrar o que e que não sabe pois o governo dessa republica esta adiando o maximo possivel os pagamentos das aeronaves e provavelmente não vai comprar os armamentos em quantidades adequadas que pelo menos compense integrar

    • Olá Elton. Coloquei alguns números na resposta que escrevi ao “Rico Zoho” que explicam a diferença entre Brasil e Índia. Só para resumir, o orçamento brasileiro é da ordem de US$ 23 bilhões e da Índia US$ 48 bilhões. Os dados aproximados que encontrei indicam que a Índia consome 35% do seu orçamento com previdência (military pensions) ou US$ 14,4 bilhões, com uma razão de 1,7 de inativos/ativos, o que representaria US$ 8,5 bilhões com ativos (total de 47% com pessoal). O Brasil gasta cerca de 80% com pessoal, mas em valor absoluto são US$ 18 bilhões (enquanto a Índia gasta US$ 22 bllhões). O orçamento militar da Índia corresponde a mais de 15% do orçamento do governo central, enquanto o MinDef brasileiro consome 3,3% do orçamento federal). A Índia tem 1,3 milhão de tropas, o Brasil 380 mil. Os indianos colocam os recursos em pesquisa nuclear e fabricação de combustível fora do orçamento militar. A Índia gasta mais de US$ 5 bilhões e armas nucleares, aproximadamente 80% do orçamento da França no mesmo gasto, praticamente o dobro do que o Paquistão gasta. Por fim, a India usa cerca de 23% do seu orçamento militar para aquisição de equipamentos (cerca de US$ 11 bilhões).

  8. Eu acho que o Gripen E vai ficar só com Suécia e Brasil mesmo, se bem que na época do F-X2 quando o Justin Case falava que a França poderia integrar novos armamentos não franceses no Rafale se assim os novos clientes quisessem, tinha um pessoal que debochava do Justin falando que o Rafale nunca teria outros clientes que não fosse a França, bom, o tempo passou e calou a boca de uns e outros…O Gripen E e o tempo podem calar a minha boca também, até lá, acho difícil a Índia escolher o Gripen.

    • Não tem sentido a Índia gastar tanto tempo e dinheiro com o Tejas para depois comprar o gripen que é do mesmo porque, mesmo o gripen sendo melhor, acredito que os indianos irão prestigiar o produto nacional.

      • Olá Lucianno. Acho que não tem sentido gastar tanto em defesa. O melhor caminho seria um acordo de paz com o Paquistão que interrompesse a corrida armamentista e reduzisse os gastos militares, liberando recursos públicos para investimento social (educação, saúde, assistência básica à criança, saneamento básico).

        • A grande preocupação da Índia é com o agressivo expansionismo da China que está criando um “cinturão” ao redor dos indianos.
          O Paquistão mesmo ė hoje um país alinhado com os chineses. Por exemplo os chineses estão construindo uma base aérea no Djibuti, na África, as margens do oceano Índico.

          • Olá Lucianno. Excelente ponto, contudo não consigo imaginar a China entrando em guerra com a Índia. Eles têm mais interesses em comum do que divergências. Mas também acho que a corrida armamentista entre a Ìndia e o Paquistão deveria se espelhar no Brasil e Argentina quando encerram a disputa entre os dois países na década de 80. Esses dois países têm tantos problemas que beira o absurdo a quantidade de recursos gastos em mateiarl militar importado

  9. Mesmo que os “especialistas “ da trilogia, reclamem. Os Caças franceses desde a década de 60 fazem grande sucesso.
    O que falar de mais esta aquisição?
    Nossos comentaristas de sofá não sabem muita coisa, correto ?

  10. Podem me chamar de viúva do Rafale, mas que é muito mais caça que o Gripen, isso é. O Rafale é um ótimo caça, só tem um defeito: caro demais. Porém, por que não adquirir ao menos algumas unidades? por que não mesclar Rafale (maior preço, maior qualidade) com Gripen (mais barato)?

    Ah, já sei! Porque o Gripen é matador de Sukhoi. Então tá.

    • “100nick-Elâ 23/09/2019 às 20:06”

      Parabéns! Já pode abrir seu blog, porque você já consegue fazer sozinha as perguntas e responder, então já seria um blog autossuficiente e com bastante interação!

  11. “…enquanto o russo MiG-35 e Sukhoi Su-35 não devem dar uma dura luta ao Rafale.”

    Se o usuário do Su-30, do Mig-29 e do Rafale está falando, eu não posso duvidar

      • Realmente não são os mesmos, mas ninguém, nesta galaxia, está mais perto de conhecer e comparar os aviões soviéticos com o Rafale. Ainda acho que a opinião deles é mais forte do que da grande maioria.

  12. Interessante ver o Rafale tirando o pé da lama e faturando vendas.
    Para quem acha que o mercado de caças 4G de valor acima de US$100 milhões estava acabado, deve ser uma surpresa.

  13. Estou trazendo a minha pergunta do outro post, para êste post.

    De onde vem a receita (o dinheiro) que a Índia investe em sua defesa.

    Quem se prontifica a responder?

    • Olá Tadeu. O PIB da Índia hoje é maior que o brasileiro. Há um documento do Senado (de 2009 mas serve de referência) que compara os sistemas tributários do Brasil e Índia (OS SISTEMAS TRIBUTÁRIOS DE BRASIL, RÚSSIA, CHINA, ÍNDIA E MÉXICO: COMPARAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS). Acredito que a situação continue igual, já que nenhum país muda a estrutura fiscal em apenas uma década. A carga tributária é da ordem de 18% do PIB, mas uma despesa pública é da ordem de 25%, financiada pelo aumento da dívida pública. A renda per capita é baixa (porque a população é imensa) com uma base fiscal pequena e elevada evasão e sonegação fiscal (devido uma alta concentração de renda). Os gastos sociais do governo indiano são baixos e o sistema previdenciário é atrofiado, que por sua vez resulta em uma pobreza disseminada por todo o país e uma enorme exclusão social. Eles consomem de 15 a 18% do orçamento público em defesa (dependendo da conta que é feita) principalmente compras internacionais. Resumindo, eles arrecadam relativamente pouco de um PIB absoluto grande, priorizando gastos militares, tributando pouco a renda e focando em impostos indiretos. Os gastos sociais são baixos e insuficientes para mudar o cenário social. O resultado é conhecido de todos.

      • Caro Camargoer,

        Obrigado pelo esclarecimento.

        Então seria sensato concluir que os gastos sociais no Brasil, estragulam as verbas para defesa.

        Eu gostaria de saber qual seria a melhor opção para defesa nacional?

        Reduzir as despesas de pessoal (via redução de efetivo) e para com isso, aumentar os gastos com armamentos???

        A impressão que eu tenho é que as Fôrças Armadas brasileiras, se tornaram um mega cabide de emprêgos.

        Não estaria na hora de reduzir os quadros, investiga profissionalização das tropas e acabar com o recrutamento obrigatório?

        • Olá Tadeu. O que estrangula os gastos públicos no Brasil são os juros da dívida. O problema fiscal hoje é devido a queda do PIB (praticamente 25% em 5 anos) e não a carga tributária. Quando avaliamos as condições de exclusão e desigualdade social e concentração de renda, a conclusão é que os gastos sociais no Brasil são a prioridade. Uma democracia só é estável em uma sociedade com baixa desigualdade. A tradição diplomática do Brasil é (ou era) de solidariedade e resolução pacífica de conflitos, o que reduz a pressão por gastos militares. O custo do serviço militar obrigatório é irrisório (1% do orçamento para custear 25% da tropa). As forças armadas brasileiras já são profissionais há anos (nenhum oficial é voluntário ou presta serviço parcial). O custo por soldado no Brasil é menor do que o de outros países de orçamento similar o que sugere que existe um grande potencial para ampliar o uso de tecnologia. O atual nível de investimento militar brasileiro é maior do que de muitos países e o nível de nacionalização dos equipamentos é bem alto. Em minha opinião o maior problema do orçamento militar brasileiro é o baixo custeio (manutenção, treinamento, operação) ao invés de ser investimento (compra de novos equipamentos). Tenho pensado que a militarização das polícias estaduais também é um problema, porque usa recursos preciosos da segurança pública para o treinamento de uma tropa de reserva profissional de cerca de 600 mil, sem que isso signifique uma elevação na qualidade da defesa nacional. O exemplo da integração do controle de tráfego aéreo com a defesa aérea é uma excelente experiência porque é eficiente e barato, além de usar os recursos da prestação de serviço para custear a operacionalidade militar de defesa. Por fim, as forças armadas deveriam priorizar as compras de custeio no Brasil. É um erro comprar coturno chinês pela metade do preço e gerar renda e crescimento econômico na China.

  14. Tenho desconfiança que um grande Masterchef indiano esta no comando do Ministério da Defesa da Índia, porque tudo nas forças armadas de la, vira uma verdadeira salada indiana com um monte de temperos e ingredientes e coisas que nao combinam entre si mas que eles adoram rs.

    Obs: alguém em sã consciência mistura azeite com leite de coco e curry kkkk

  15. Alguém quer apostar qual será a primeira força aérea do mundo que opera Rafales a ser perdido em um acidente aéreo?
    Obs: Até 2030

    Catar?
    Egito?
    França?
    Índia?

  16. Será que os americanos não irão oferecer o F-35 para a Índia? Certamente não viria com a quantidade de ToT que os indianos querem, mas para quem tem a China como vizinho e deseja uma capacidade de ataque nuclear mais furtiva poderia ser uma boa.

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