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Saab busca fornecedores de componentes na Índia para o Gripen E

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Gripen IN – imagem Saab – página da campanha do Gripen para a Índia

A Saab, que está na disputa para fornecer 110 aeronaves de combate à Índia, iniciou discussões com empresas indianas para a aquisição de peças de aeroestruturas, como subconjuntos, peças usinadas e peças de chapa metálica.

Ela estará realizando reuniões detalhadas com empresas, incluindo visitas de avaliação de fábrica em outubro de 2019. A empresa possui um centro de desenvolvimento em Hyderabad e está trabalhando com a Tech Mahindra em determinados trabalhos de desenvolvimento. Eles também estão adquirindo componentes e sistemas da Índia para fornecimento à Boeing e Airbus.

À margem do Dia da Inovação da Índia na Suécia, Mats Palmberg, vice-presidente de Parcerias Industriais e chefe da Campanha Gripen India disse: ”O tour de avaliação da indústria ocorrerá por 10 dias em meados de outubro. Doze PMEs indianas adequadas para a fabricação de sistemas serão visitadas por uma equipe composta por diferentes empresas Saab, fornecedores internacionais de sistemas liderados por membros da equipe Gripen for India.”

Ele informou ainda que ”algumas discussões resultaram em memorandos de entendimento (MoU) com a intenção mútua de trabalhar juntos em uma base mais ampla na defesa e também na fase de execução do programa Gripen E na Índia. Também temos contratos com fornecedores de peças para máquinas e chapas. Todos esses produtos são exportados da Índia para nossos programas comerciais com Airbus e Boeing.”

Palmberg disse: “Estamos trabalhando ativamente para aumentar e ampliar o fornecimento da Índia para aumentar os níveis de volume e a complexidade. A oferta do Gripen E também consiste na transferência mais abrangente de pacotes de recursos focados no desenvolvimento de recursos indianos para projetar, desenvolver, produzir e manter uma moderna plataforma de sistemas de combate de ponta.

“O desenvolvimento dessas capacidades exigirá investimentos substanciais da Índia e de parceiros internacionais. Investimentos precisarão ser feitos em instalações, treinamento, máquinas etc. ”

FONTE: The Transport Journal

41 COMMENTS

  1. Entendi que esse projeto do GRIPEN com o Brasil tinha sido a melhor escolha, porém agora fico com dúvidas, quase certezas.
    A Saab esta fazendo parcerias como as que fez com o Brasil, até com o Zimbabue. Então o Brasil participa do projeto e entra como fornecedor também, claro, assim como a India, etc, etc. E sobra o que para a EMBRAER? 15 caças para a FAB e mais meia duzia de unidades de dois assentos para Pinguela do Norte? Se a Embraer não colocar em carteira pelo menos 200 unidades, vendendo para quem for, já era.
    A justificativa da Saab: “customização em função das necessidades das Forças Aéreas interessadas” Cada país fica com sua customização de baixissimo volume e a Saab vende o “Basicão”. legal né? Transferência de Tecnologia do que? Daquilo que praticamente ja dominamos? Quando esse projeto estiver plenamente realizado o que aprendemos já estará obsoleto em pelo menso 40% de tecnologias. Vamos ser capazes de construir células, porém no estado da arte estaremos sempre atrás, para não dizer muito atrás. Ainda mais de bolsos vazios.
    É, estou achando sueco muito bonzinho e ja estou sentindo M..no ar.

    • A SAAB não é boba e nem bobéia. É o ramo dos negócios. O Brasil contingenciando verbas de todas as áreas, inclusive da FAB, deve ter deixado os suecos na dúvida. As suas dúvidas meu caro Luiz Antonio. Sucateando até o caminhão-pipa que apaga fogo a Amazônia o Brasil vai de mal a pior. Brigado com o “Manelzin” da França não dá pra comprar nem brioche. Os EE.UU não querem transferir tecnologia. Vai mal o país. Se insistir em realizar o negôcio com os nórdicos, vai ter que ser bem experto senão leva fumo. Os branquelas já miram na Índia cousa de 100 Grippen NG/E. É mole?

    • Boa noite Luiz. Acho q sua crítica é injusta. Se a Embraer precisar montar 200 unidades do gripen para ter sucesso então ela certamente pode esperar um fracasso. A parte mais interessante do projeto gripen é a cadeia de fornecedores q se forma no país inclusive com vale notar que a fabricante do diplay panorâmico vai se tornar um fornecedor global dos gripens. O projeto é bom por tudo que traz desde engenheiros até técnicas adquiridas pelas empresas. No final se contar tudo que ganhamos foi um tiro certo.
      Tchau e saudações.

    • O Brasil queria um caça que pudesse haver transferência de tecnologia. Alguma fabricação local.
      Está obtendo isso.
      A índia é um grande cliente.
      Exige fabricação local.
      Você prefere tá Saab fique de fora?

    • Sr luiz antonio vai sobrar para Embraer somente essas celulas mesmo e se não tomarmos cuidado nem isso. A questão ai ao meu ver é que esse acordo foi costurado pensando em uma Embraer nossa s não como uma sucursal da Boeing. Projetos militares sempre forneceram substrato tecnológico para a área cívil da empresa, com o Xavante e na sequência o AMX, que renderam verdadeiros sucessos comerciais a ponto de atraírem a cobiça da gigante dos EUA. Nas condições atuais da Embraer defesa essa transferência de tecnologia vai gerar muito pouco, já que não vamos fabricar 120 caças e muito menos desenvolver outro. E não duvido que arrumem alguma desculpa para melar essa produção e abrirem caminho para a Boeing nos empurrar o SH.

    • O contrato assinado deve esclarecer esta questão. Não adianta criticar os suecos e nos comportarmos eternamente como pobres-coitados-enganados-por-todos. Recebemos aquilo que combinamos e o que pagamos. Ou quem assinou o contrato não teve capacidade de entender a transferência de tecnologia ou foi assinado assim mesmo e venderam para vocês que haveria tecnologia transbordando.

    • O Brasil nunca se cansará de alçar seus voos de galinha. Toda essa história de transferência de tecnologia é uma grande besteira para alguém passar a mão. O gripen não terá 200 unidades nem em escala mundial, que dirá a embraer o ter. A Índia, se entrasse na barca, certamente seria mais relevante do que o bostil.
      Como bostileiros são estúpidos por natureza, aceitamos essas porcarias de bom grado achando que seremos importantes em algum momento da história mundial, mas só entramos na lista das grandes barbáries.
      Se no FX-1 tivessemos ido com o mais simples, o F-16, sem frescura, estaríamos muito melhor encaminhados. Desenvolver tecnologia é para países com visão de futuro, responsabilidade, consistente em suas ações, com políticas de estado. Não nos enquadramos em qualquer uma dessas categorias. Vamos operar o gripen por uns 40 anos enquanto o resto do mundo utiliza aeronaves não tripuladas. Só acho que o Brasil não durará 40 anos.

      • Halley:
        Puxa vida quanto desconhecimento de sua parte.Até entendo sua raiva,mas tú és muito mal educado.Tenha mais respeito pelo nosso país,não se refira a ele de uma forma tão desrespeitosa.Se ficou frustrado porque não compramos o ultrapassado F-16,de desenpenho inferior,e ainda por cima o caça mais feio do mundo com aquela entrada problemática,critique,mas não seja tão ignorante.Procure melhorar.

    • Luiz Antonio:
      Eles estão em uma concorrência na Índia,nada mais natural que eles procurem parceiros por lá para essa concorrência.Estranho seria se fizessem parcerias aqui pra vender pros Indianos.
      A obrigação deles conosco é cumprir os termos do contrato com o Brasil,com isso sim devemos nos preocupar.De maneira nenhuma a Saab tem o dever de incluir fornecedores daqui em contratos com outros países,não tem nada a ver uma coisa com a outra,é uma empresa que atua no mundo inteiro.Não é “casada” com o Brasil pra ser fiel a nós.
      “praticamente dominamos”
      Dominanos o quê?Tú estás se enganando.
      “Quando esse projeto estiver plenamente realizado o que aprendemos já estará obsoleto em pelo menso 40% de tecnologias.”
      Nada mais incorreto.É um projeto atualíssimo que entregará todos os aviões em poucos anos.Se não gostas do caça,ok,é um direito seu,mas por favor,não força a barra pra criticar.

  2. Sobre os 110 aviões.
    A exigência é serem monomotor Se for, só poderia ser F 16 ou gripen.
    Há muito tempo defendo que a sacada seria a Índia solicitar a compra desses 100 caças estrangeiros e pedir auxílio para resolver os problemas do Tejas.
    Com mais 100 SU 57 ou F 35 daria para ter uma força equilibrada.
    200 SU 30, 200 Tejas, 100 gripen, 100 F 35 ou SU 57…

    • Sobra mais um operador de gripen, mais produção de peças, mais logística, mais linha de produção, e mais um comprador para o gripen F produzido aqui, mais um para utilizar em missões de guerra eletrônica…etc. Quanto mais operadores de Gripen melhor para o Brasil.

  3. Se for só os cabides será pouco interessante para os indianos!
    Eles estão acostumados à fazer quase tudo nas aeronaves que eles compram por transferência!

  4. Espero que a Saab consiga convencer a índia a compra estes 100 aviões, assim o Brasil ganha fornecendo sub partes da aeronave. E que venha a tão sonhada economia de escala.
    Abraço

  5. Se olharmos a questão técnica, as chances do Gripen são ótimas.
    Se for olhar pelo viés político, o F-16 leva grande vantagem pelo lobby norte americano.
    Nesta concorrência tudo pode acontecer.

    • Se olhar o viés político ai q o F16 não tem chances, pois a imprensa deles volta e meia divulga q a Índia não tem interesses em uma aeronave q também é operada pelo Paquistão.

  6. É uma boa alternativa para a SAAB para tentar colocar o Gripen no mercado indiano, segue algum dos passos da venda para nós, mas não acredito que iriam montar ou fabricar algum lá, como na Embraer.

  7. A Dassault e a Boeing podem oferecer compensações industriais muito mais generosas.
    A chance do Gripen no MMRCA é a mesma que eu tenho de sair com a Pamela Anderson…rsrsrsrs

  8. Gripen na Índia é ótimo.

    Assim, o modelo ganha escala e mais opção de peças e logística haja o que houver aqui. Isto é importante para que o modelo ganhe alavancagem e suas chances são boas.

    Além do NG, se este sair lá, automaticamente acabará saindo o Sea Gripen também. Isto tem valor para eles pois atualmente somente possuem o MIG29k, ao tempo que irão operar na mesma hora tanto Nae Stobar quanto Catobar. O Sea Gripen seria uma solução para ambos os tipos de Nae.

    Existir mais esta opção seria boa ao Brasil caso um dia voltemos a operar e seria um caça já dentro de nossa cadeia industrial e logistica

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