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Primeiros Gripen E serão configurados apenas para missões ar-ar

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Caça Saab JAS 39E Gripen voa com mísseis Meteor
Caça Saab JAS 39E Gripen voa com mísseis Meteor

Prioridade até 2021 foi estabelecida pelos clientes iniciais, com expansão das capacidades prevista para os anos seguintes

Por Guilherme Poggio
(colaborou: Fernando “Nunão” De Martini)

As primeiras aeronaves Gripen E a serem entregues para a Força Aérea Brasileira (FAB) e para a Força Aérea Sueca estarão voltadas para a execução de missões ar-ar, como superioridade aérea e interceptação. Esta foi a prioridade estabelecida pelas duas forças.

Mas isto não significa que os caças não terão outras capacidades como ar-superfície e guerra eletrônica. Elas estão incluídas tanto nos hardwares quanto nos softwares previstos para instalação nas aeronaves, e que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos. As demais capacidades serão instaladas, ensaiadas e, consequentemente, certificadas para emprego operacional num futuro próximo.

Esta ordem de prioridades na certificação das capacidades não é algo exclusivo da nova geração do Gripen. Outros caças, em seus processos para atingir as chamadas IOC (certificação de operação inicial) e FOC (certificação de operação final) costumam seguir o mesmo caminho. Como não é possível fazer tudo ao mesmo tempo (por razões logísticas, financeiras e organizacionais) os clientes definiram o desenvolvimento das capacidades ar-ar da aeronave como prioritárias. Não é à toa que temos visto matérias e reportagens sobre voos com mísseis ar-ar e ensaios de alijamento de tanques externos de combustível.

Tudo isto foi detalhadamente definido no programa de ensaios em voo e a aeronave incorporará mais e mais capacidades com o passar do tempo. Esta tarefa está a cargo da divisão de ensaios em voo da Saab e é acompanhada de perto pelo Centro de Ensaios em Voo da FMV (agência de aquisição de material bélico da Suécia) e pela FAB. Tanto a divisão de ensaios em voo da Saab como o Centro de Ensaios em Voo da FMV serão temas de matérias futuras.

No momento, é importante entender as nomenclaturas utilizadas pela Saab durante o processo evolutivo tanto do hardware como do software da aeronave.

Configurações de projeto – Os leitores mais assíduos do Poder Aéreo já conhecem o pacote de atualização da geração atualmente em operação da aeronave: trata-se do chamado MS20 dos caças Gripen C/D. Resumidamente, é um pacote de software em implantação no período 2018-2020 que atualiza a frota de quase 100 jatos dessa geração, em uso na Força Aérea Sueca, com a integração de novas armas, destacando-se o míssil ar-ar Meteor e as bombas do tipo SDB, melhorias nos modos do radar, na conectividade (datalink), na capacidade de reconhecimento em missões noturnas, na navegação e na segurança (incluindo sistema de prevenção de colisão com o solo – GCAS).

Evidentemente, essas atualizações de software envolveram voos de certificação com os novos equipamentos e armas que ela permite incorporar. Ainda que o software responda pela quase totalidade do pacote MS20, há também atualizações pontuais de hardware, em especial na área de CBRN (proteção química, biológica, radiológica e nuclear) para o piloto.

Saab JAS 39C com MS20, dotado de SDBs, Meteor e IRIS-T

A atualização foi disponibilizada para outros operadores do caça: a República Tcheca já teve sua frota de 14 aeronaves atualizada para o MS20, e no final do ano passado a Tailândia estudava a implantação do novo padrão no seu esquadrão de Gripen C/D.

As atualizações para o Gripen E/F – Em matérias anteriores publicadas aqui no Poder Aéreo, as atualizações do software para a nova geração do Gripen (E/F) foram identificadas como MS21 e MS22 (indicando, pela sequência numérica, que acrescentam capacidades em relação ao MS20 dos caças Gripen C/D) mas agora essa nomenclatura mudou. O motivo é que no programa de ensaios do Gripen E (e futuramente do Gripen F), por se tratar de uma nova geração do caça, com diferenças significativas em relação às anteriores, as principais mudanças não são apenas de software, mas também envolvem parcela considerável de hardware. Sendo assim, a equipe de ensaios em voo da Saab tem adotado uma nova nomenclatura.

Sempre que ocorrer uma mudança de software e/ou hardware na aeronave (em outras palavras, toda vez que a aeronave evoluir, seguindo o planejamento em curso) essa nomenclatura será modificada. A nomenclatura adotada possui uma letra maiúscula seguida de dois números separados pelo símbolo “:”. Até o momento, todas as aeronaves utilizadas no programa de ensaios em voo receberam a nomenclatura “M 1”. Exceção a esta regra é o jato biposto conhecido originariamente, quando foi apresentado em 2008, como Gripen NG Demo (e que passou, anos atrás, a ser denominado simplesmente Gripen 39-7). Embora a aeronave participe do programa de desenvolvimento do Gripen E, em especial nos testes dos sistemas eletrônicos e sensores embarcados, sua configuração de projeto é totalmente distinta dos demais e emprega uma versão modificada do padrão MS20.

A configuração M 1:3 (anteriormente conhecida como MS21) foi introduzida em 2017 e está presente apenas no Gripen 39-8, a aeronave de testes do Gripen E a voar. A partir dessa configuração foram produzidas mudanças e atualizações que geraram a configuração M 1:4, instalada nos jatos 39-9 e 39-10 em 2018.

Na imagem acima aparecem as quatro aeronaves utilizadas nos ensaios em voo (lado esquerdo) e suas respectivas configurações de hardware/software. No lado direito são mostradas as aeronaves já produzidas ou em processo de montagem final.

A quarta aeronave produzida (número de produção 39-6001), que se tornou o primeiro caça brasileiro (matrícula FAB 4100) e o primeiro caça de produção em série, voou com uma configuração diferente (chamada de M 1:6) das anteriores por vários motivos. Primeiramente porque essa configuração foi customizada para a Força Aérea Brasileira (rádios, IFF, sistemas eletrônicos diversos, etc.) e, em segundo lugar porque representa o primeiro Gripen E a voar com o WAD (Wide Area Display – tela de grande área).

Deve-se ressaltar, no entanto, que o 39-6001 não foi o primeiro Gripen a voar com o WAD, pois o jato biposto 39-7 recebeu uma tela do tipo, no posto traseiro, para ensaiar essa nova configuração de painel antes do Gripen brasileiro voar.

Primeiro Gripen E da FAB

Os próximos padrões – Os próximos três Gripen E que já estão na linha de montagem da Saab em Linköping (traremos uma matéria só sobre esse assunto em breve), e seus números de produção são 39-6002, 39-6003 e 39-6004. Eles comporão o primeiro lote (“batch”) de caças da Força Aérea Sueca. Este grupo receberá a configuração M 1:8 e o primeiro deles deverá voar ainda em novembro deste ano. É importante destacar que essas configurações serão atualizadas em conjunto com o andamento do programa de ensaios em voo.

Outro aspecto de destaque é que a geração Gripen E/F incorporou uma mudança significativa no padrão de seus códigos-fonte: os softwares que comandam o voo são separados dos relacionados ao sistema de combate, o que traz muito mais agilidade nas atualizações de cada um.

Seguindo o planejamento atual, no final de 2020 e início de 2021 a Saab, em conjunto com a FMV e a FAB, expandirá as capacidades do Gripen, explorando outras funções da aeronave.

Gripen E dispara míssil IRIS-T pela primeira vez
Gripen E dispara míssil IRIS-T pela primeira vez

Desta maneira, por volta de 2021 as aeronaves produzidas até aquele ano serão atualizadas com a configuração de projeto denominada N 1 (anteriormente conhecida como MS22), que deverá ser a configuração de série do caça, com incorporação de todas as suas capacidades previstas até o momento, devidamente analisadas e ensaiadas. E as aeronaves que saírem da linha de produção a partir desta época, incluindo o modelo F (biposto), já terão, de fábrica, a configuração de projeto N1 instalada.

Futuramente, como o Gripen é concebido para atualizações graduais, novos números deverão se seguir à nomenclatura N1, conforme mudanças de software (e eventualmente de hardware) forem implementadas para integração de novas armas e sistemas, ao longo das décadas em que os caças estiverem em serviço.

O editor Guilherme Poggio viajou à Suécia a convite da Saab.

198 COMMENTS

  1. Sem querer desmerecer a FAB e Gripen nem as pessoas empolgadas com o Gripen, mas o Gripen ainda não isso tudo… Quase quinta geração como alguns mais empolgados.

    Não vi sistemas de defesa ópticos LWR e MAWS dos Tipos UV/IR, algo já em uso nós SU-35S/Rafale/MiG-35* já nasceram de projeto de 4,5 geração mas os F-22/35*/SU-57*/J-20.

    Ser centrado em rede é algo que desde 58 com os russos SU-9/SU-15/21PF-PFM/MIG-25/MIG-23 assim como os americanos F-94-98/ F-102/3/6/f-14 fazem desde os anos 58.**

    Não possui DIRCM ou similar. * No momento só SU-57 e MIG-35 e F-35***

    Não possuem TVC.

    Radar possui menor módulos que os Zhuk-AM/AME**** em torno 1016 T/R modules ( originalmente 1064 planejados) e o RBE-2AA do Rafale 838 T/R modules ****

    Resumindo só… ainda não vi o pulo do gato do Gripen NG perante os outros.

    Antes que leitores de Olavo e torcida Ocidente é mil maravilhas sempre critiquem sem argumentos , seria mas construtivos provar os pontos fortes e os sistemas que ele possui.

    **Sistemas de armas datalink
    *** Sistemas de armas, aviationweek e f-16.com
    **** Wiki

    • Arariboia, a FAB quando estuda a aquisição de um novo vetor de caça ela leva em consideração diversos fatores incluindo a situação geopolítica do pais. Nenhum desses que você mencionou são operados aqui na América Latina. Até os Su-30 venezuelanos e os F-16 chilenos estão pelo menos um nível abaixo do Gripen E.

      • Concordo Guilherme.
        Mas o ponto, é que como o Gripen Ta vindo agora o ideal seria e estar equipado para ameaças futuras também. Caso *Chile, *Peru ou até mesmo Colômbia e Venezuela venham a comprar novos vetores, a FAB não estará em desvantagem.

        • Eu diria que o balanço só seria quebrado se alguém aqui na AL adquirisse F-35. Mas há controvérsias sobre a disponibilidade desta aeronave e o custo para mantê-la furtiva.

        • A Suécia está localizada ao lado de vários países que operam quase todos modelos que você citou Arariboia.
          Deve ter tido o cuidado de preparar uma aeronave que pudesse garantir seu espaço aéreo. O que, no cenário atual, é mais “hostil” que o nosso.

      • Ué?! Mas não estava tudo certinho?! Os atrasos não eram, justamente, para deixar a aeronave efetivamente pronta em 2021 já operacionais?!
        Como falei ao Nunão, o discurso mudou! A realidade chutou a porta! Projeto é assim mesmo, atrasa.

        • Wellington, o “discurso” nesse caso não mudou. IOC, em 2021/22 é ar-ar, FOC é capacidade completa, e cada uma nos seus respectivos prazos.

          A matéria está “apenas” trazendo o assunto com muito mais riqueza de detalhes e informações do que outras publicadas até hoje.

          E essas novidades, que são a riqueza dos detalhes na matéria apurada e escrita pelo Poggio, eu considero muito mais importantes para discutir. Só vai estranhar a ordem das prioridades quem não conhece o assunto (e parte do texto é bem didática para informar essas pessoas) ou quem deveria conhecer por ser leitor e comentarista há tanto tempo, mas se faz de desentendido – que parece ser o seu caso.

          • Qual foi, então, a prioridade para se adquirir as Spice 2000, ainda em 2014?! Servir de enfeite no paiol?! Deixou-se de se investir em artefatos inteligentes nacionais, porque havia uma demanda “urgente” para se integrar aos Gripens E/F, que seriam artefatos no “estado da arte”. Que investir em armamentos nacionais, atrasaria o desenvolvimento e a integração do novo caça, que era pragmático em adquirir armamentos para ontem. Claro, tudo isto ainda em 2014.

            “Ah, mas o Wellington é uma Rafalete”. “Porque não entende do que está falando”. “Esta jogando contra”. “A COPAC é super capaz e não tem outros interesses”. “É verdade, porque foi a SAAB quem disse”.

            É, o que eu imaginava, o filme se repetiu. “AMX 2 – A saga continua”

          • “Qual foi, então, a prioridade para se adquirir as Spice 2000, ainda em 2014?!
            Servir de enfeite no paiol?!“

            Você sabe o prazo de pagamento e de entrega dessas bombas, e se já estão enfeitando paiol? Se sabe, conte por favor, pois eu não sei.

          • Ótimo, então pergunte à FAB e COPAC do porquê selecionar e botar no orçamento, se eles não foram e/ou serão entregues ainda?! Por que fazer uma seleção de quase uma década, ou uma década completos, sem ter as condições de operar os armamentos. Já que o amigo é tão próximo do pessoal desse projeto, seria interessante fazer as perguntas sobre. E questionar porque se antecipar tanto assim, quando projetos próprios e nacionais morriam por inanição financeira.

            Sugiro a pauta!

          • É isto que sempre questiono desde que anunciaram, já tu e outros é que defendem e justificam. Então se defendem estás aquisições, deveriam vocês perguntarem para manter o discurso, assim saberiam responder desde quando eu faço este questionamento… Afinal era necessário aquela aquisição naquele espaço temporal?! Do contrário é melhor dizer que o que vocês defendem é baseado em vontades, torcidas, etc….

            A minha opinião era e é de que nunca foi, pelo menos não em 2014. E tu, o que acha?!

          • Eu não defendi discurso nenhum, Wellington, isso é invenção sua. Apesar de ser pessoalmente favorável à escolha do Gripen (e deixei isso muito claro desde que comecei a comentar neste blog, no já distante ano de 2008, e reforcei mais de uma vez depois que passei a exercer função de editor) o que eu geralmente faço não é defender isso ou aquilo. Eu informo os fatos que tenho disponíveis, digo o que sei a respeito.

            E nos comentários, simplesmente, se vejo que alguém está falando besteira sobre alguma coisa, questiono de onde tirou a informação. E se tenho fatos para corrigir a besteira, comento com esses fatos. Se você acha que isso é defesa, é um direito seu. Mas não é minha motivação defender isso ou aquilo, a não ser a informação correta.

            Se era necessária aquela aquisição, naquele momento? Não sei, simples assim. Só sei um fato: ela foi anunciada naquele momento, e só sei isso. Não me interessei sobre esse caso específico para que fosse atrás do assunto, como pauta, quando editava o blog, tive outras pautas para ir atrás.

            Eu não tenho informações sobre se já foi paga, se entrou no mesmo pacote de financiamento para aproveitar juros mais baixos, se já foram entregues as bombas. Sinceramente, não sei, e não vou especular.

            E sem saber isso, a sua pergunta inicial sobre o porquê da compra ter sido anunciada naquele ano fica sem sentido para que eu faça qualquer especulação a respeito – e creio que qualquer coisa que você diga a respeito, se não sabe os fatos, será mera especulação.

            Por isso lhe perguntei: você sabe? Tem a resposta? Sem ela, não tenho como responder à sua pergunta inicial. Então sugiro que vá tentar descobrir. Eu tenho mais o que fazer, nem edito os blogs mais, desde 2016, com exceção de uma pauta ou outra que me foi pedido para cobrir (como a inauguração da SAM, por exemplo). Por ora, apenas estou usando um pouco do tempo livre para dar uma ajuda ao Poggio, que foi lá na Suécia desta vez.

            Enfim, opinião, suposição etc, isso não significa muita coisa sem fatos. Então não tenho opinião a tecer sobre sua pergunta final. Sem fatos, opinião pode ser só torcida a favor ou contra. Eu prefiro lidar com fatos, iniciei minha vida profissional na área de comunicação há 30 anos, o que inclui jornalismo, e sou historiador também. Fatos, declarações, dados, informações, tudo isso é matéria prima do que eu escrevo. Suposições, achismos sem base, teorias furadas? Tô fora.

            Então, se quer respostas, vá atrás dos fatos, não de teorias e suposições para usar de argumento na sua própria torcida particular. Em briga de torcida eu, sinceramente, não me meto.

          • Comentário retido…
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            “Se era necessária aquela aquisição, naquele momento? Não sei, simples assim. Só sei um fato: ela foi anunciada naquele momento, e só sei isso.”
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            Era, pq quem financiou esse pacote de quase 250 milhões de dólares foram os suecos…

          • Pelo visto não entende o significado do que seja financiar. Se alguém financia, alguém vai pagar. Agora te pergunto, os suecos estavam financiando armamentos israelenses e alemães para nós?! Sério?!

            Rsrsrsrs

          • “Qual foi, então, a prioridade para se adquirir as Spice 2000, ainda em 2014?!
            Servir de enfeite no paiol?!“
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            Primeiro que o Brasil não comprou Spice 2000. No pacote constam as Spice 1000 e Spice 250, extremamente superiores aos “me engana que eu gosto” que tu citou como “nacionais”. Ahhh… E fora mísseis e bombas, tem sistemas Reccelite 2 e Litening G4 na conta.
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            Segundo que o contrato com os Suecos só foi ratificado em 2015, somando-se assim o pacote de armamentos e os pacotes logísticos.
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            Como eu falei antes: a FAB tem 4 contratos grandes contratos com a SAAB. O dos caças. O suporte logístico do IOC. O suporte logístico pós FOC, que não lembro quantos anos são, mas devem ser uns 5 anos e… oras, vejam só, o contrato dos armamentos para serem integrados, não sendo a toa a quantidade voltadas a teste.
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            “porque havia uma demanda “urgente” para se integrar aos Gripens E/F, que seriam artefatos no “estado da arte””
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            Sabe qual era a demanda urgente? Fechar o pacote e assinar o contrato, já que esse pacote de armamentos está dentro do valor acertado com os suecos… Vou desenhar: A FAB fez a lista. A SAAB foi lá e comprou.
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            “Que investir em armamentos nacionais, atrasaria o desenvolvimento e a integração do novo caça, que era pragmático em adquirir armamentos para ontem.”
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            Tu investiria dinheiro do teu bolso no desenvolvimento de uma bomba nacional?
            Não né… Tu não deve ser trouxa pra isso.
            Tem que pingar na mão uma graninha, daí tu tenta. Quem sabe dá certo. Se não der, não deu. Pelo menos entrou uma grana no caixa.
            Aí pra tentar captar essa graninha, surgem os “me engana que eu gosto”, como aquelas bombas que ninguém nunca mais ouviu falar, pq chutaram essas macumbas.

    • Eu digo e não espero likes:
      1- A propaganda e a expectativa são altas demais.
      2- Ele é bom na America do Sul mas o perigo não mora só aqui.
      3- A economia vai sumir daqui 20 anos pq o bicho não tem escala e esse negócio de ToT não vai salvar o bolso de ninguém.

      • Carlos,

        A primeira geração do Gripen (A/B) entrou em operação há cerca de 20 anos. A geração seguinte (C/D) uns dez anos depois. Ambas tiveram uma escala relativamente modesta, quando comparada a caças contemporâneos como F-16 e Mirage, por exemplo.

        Porém, nesses 20 anos, o Gripen tem sido um caça relativamente barato de manter para seus operadores (tanto que os que operam o caça por leasing renovaram seus contratos, mostrando-se satisfeitos com os custos). Seus custos operacionais têm se mantido abaixo de outros com escala maior, por diferenças conceituais no projeto (como a utilização de vários componentes com escala maior e manutenção menos onerosa, como o motor e outros, compensando itens com escala menor).

        Somando as encomendas da Suécia e do Brasil, o Gripen E/F tem escala não muito diferente das versões anteriores, e tem potencial, a meu ver, para conquistar vendas externas próximas às da versão C/D (que não foram ruins, sendo comparáveis a de jatos como o Rafale, até o momento, mas também não foram muito expressivas).

        Assim, pela lógica, é de se esperar que, a não ser que algo muito errado seja feito ou que lições das versões anteriores não tenham sido aprendidas, que os custos operacionais do Gripen E/F continuem sendo bem competitivos frente a outros jatos de combate.

        • Obrigado pela resposta, adiciono o caso do nosso F5 para embasar a questão da escala e tbm atento ao fato que talvez a era do caça 4G como primeira linha esteja chegando ao fim fora da América do Sul, é difícil conjecturar para 15 ou 20 anos no futuro mas como disse ao Nunão em outro comentário, só o tempo dirá!

    • Arariboia,

      Se o Gripen E está tão em desvantagem em relação a Su-35, Rafale e Mig 35, então por que a Suécia irá operá-lo?
      Não esqueça que a indústria sueca sempre se baseou em projetar equipamentos para suplantar qualquer coisa que os russos tenham.

      • Mas meu medo a FAB perder uma oportunidade de se manter na frente por um bom e amplo tempo. Normalmente é só “Stopgap” em relação aos outros Países da AL.

        * lembramos que os Russos projetam para um possível embate com a OTAN e outros… Então eles podem estar na frente, iguais ou não. O mesmo vale pra Suécia e resto do Mundo.

    • Não vi sistemas de defesa ópticos LWR e MAWS dos Tipos UV/IR, algo já em uso nós SU-35S/Rafale/MiG-35* já nasceram de projeto de 4,5 geração mas os F-22/35*/SU-57*/J-20.
      .
      É pq tu não sabe onde procurar, pq tem…
      .
      “Ser centrado em rede é algo que desde 58 com os russos SU-9/SU-15/21PF-PFM/MIG-25/MIG-23 assim como os americanos F-94-98/ F-102/3/6/f-14 fazem desde os anos 58.**”
      .
      Tá…
      E daí?
      História disso ou daquilo não faz diferença nenhuma.
      Para a FAB será uma total revolução e isso é o que importa.
      .
      “Não possui DIRCM ou similar. * No momento só SU-57 e MIG-35 e F-35***”
      .
      O KC-390 tem DIRCM, by Elbit/AEL…
      .
      “Não possuem TVC.”
      .
      Nunca precisou ter.
      .
      “Radar possui menor módulos que os Zhuk-AM/AME**** em torno 1016 T/R modules ( originalmente 1064 planejados) e o RBE-2AA do Rafale 838 T/R modules ****”
      .
      E?
      .
      Lá nos primórdios das ofertas, o Gripen NG receberia o RBE2… Mas a Thales foi embargada pelos franceses por conta da concorrência do FX que os franceses queriam levar, e a SAAB procurou IAI e Selex como opção. Selex e SAAB desenvolveram um pacote contendo o IFF, Raven e Skyward, que é muito superior ao que se pretendia.
      .
      “Resumindo só… ainda não vi o pulo do gato do Gripen NG perante os outros.”
      .
      Talvez estejas olhando pro lado errado…

      • Olá, Michel.
        A comparação do custo de por hora de voo de uma opção com o de outra não nos traz resultado útil.
        Seria interessante avaliarmos custo versus resultado, efetividade.
        Quem quer fazer dissuasão investe muitos recursos para conseguir uma capacidade operacional 10% superior, por exemplo, pois isso pode definir resultado de um conflito (ou garantir possibilidade de causar dano significativo, de modo a dissuadir).
        Abraço,
        Justin

        • Caro Justin acho que a questão aí não é nem o que o sistema de armas; Gripen, Meteor ou Spice fazem mas sim o dinheiro que a FAB tem pra fazer. Se tivéssemos orçamento talvez teríamos até um outro caça fora o Gripen e ambos em quantidades consideráveis. Dinheiro!!! Eis a questão.

    • A vantagem do Gripen é ter tudo isso com o custo/benefício mais baixo, ele consegue competir com caças muito mais caros fazendo praticamente tudo o que esses caças caros fazem sendo mais baratos para serem adquiridos e tem um custo de manutenção e hora voo mais baixo!

      • Bom, promete fazer, daqui a quatro anos.
        E mesmo quando chegarmos a 2023, certamente considerando todo o leque de missões, não será mais capaz que F-35, senão já teria muitas outras encomendas além das originais de Brasil e Suécia.
        Acho que terá uma relação custo/benefício adequada.
        Abraço,
        Justin

    • Arariboia, vc não viu e não verá nunca, estás “comprometido” ideologicamente, aliás comparar as capacidades NCW e fusão de dados dos suécos com os russos é total falta de conhecimento:

      vou postar algumas coisas para que possa ler fora dessa bolha em que vives, amigo, aproveite :

      https://aviationweek.com/awin/saab-takes-next-step-fighter-development

      https://www.aereo.jor.br/2014/03/19/novos-sensores-do-gripen-e-poderao-detectar-alvos-com-tecnologia-stealth/

      https://www.aereo.jor.br/2019/02/10/saab-gripen-e-sistemas-de-guerra-eletronica-e-sensores/

      https://saab.com/gripen/news/blog/

      Olavo manda lembranças !

  2. Hummm…as EW dos Gripen E serão usadas nas plataformas debaixo das asas ou só alguns serão configurados pra guerra eletrônica? Alguém pode confirmar a informação de que a Saab estaria projetando com a ajuda do Brazil drones de ataque pra voar junto dos Gripen nas missões? Obrigado.

    • Fernando,
      O Gripen E já tem uma boa suíte de EW integrada ao caça (parte dos itens ocupa espaços nas pontas das asas e junto às raízes dos bordos de ataque, que visivelmente cresceram comparados a esses locais na versão C).

      Evidentemente que, se você estiver se referindo a aeronave dedicada à guerra eletrônica, como a versão Growler do Super Hornet, há necessidade de se usar pods externos.

      Desconheço notícia sobre desenvolvimento conjunto de empresa brasileira com a Saab de drones de ataque. Onde você viu informação sobre isso?

      • Nunão, eu li em um fórum. A pessoa teve acesso a terceiros que participaram de um cocktail na Saab lá na Suécia, depois de um workshop. Não há material sobre isso, evidentemente, mas a conversa EXISTE, e as pessoas eram execs. da Saab. Vai ver eram entusiastas de engenheiros australianos rs
        Mas ia ser demais se fosse verdade.

      • Caro Elton. Eu lembro que quando a FAB adquiriu o F2000, a estimativa dos motores era de 1000 horas (com manutenções programadas durante seu uso). Depois disso, as turbinas precisariam de uma ampla e cara revisão. Imano que o ciclo das turbinas do AMX seja parecida. Depois 40 ou 30 anos, acho muito provável que seus motores estejam no fim da vida útil.

  3. Muito bom. Tomara que não atrase mais a nossa parte por falta de ca$calho.
    A miha maior dúvida no momento e se a FAB ira incorporar armas antinavio e se as duas compras de armas ja anunciadas são firmes.
    Este processo esta servindo pra se ver a complexidade de se produzir um caça. Serve pra meditação daqueles que acham que deveriamos ou poderiamos fazer sozinhos. A tendência será uma restrição casa vez maior no rol de capacitados. E poucos conseguirão dominar todo ciclo produtivo.

    • Eu acho que surgirão novos fabricantes nessa próxima década…ao meu ver o Gripen E é a demonstração de que mesmo com um orçamento mixuruca foi possível desenvolver um caça num curtíssimo prazo.

      • Mas o Gripen NG nâo foi desenvolvido do zero, partiu do C/D. Desenvolver do zero seria muito mais caro, Por isso entendo que a tendência é manterem-se os atuais fornecedores, que já detêm o conhecimento até a presente data.

  4. A velha história dos caças Europeus, levam 300 anos até terem uma força com um vetor de capacidade unificada, foi assim com Tornado (quando o radar de interceptação entrou em operação no F3 a guerra fria nem existia mais)…e com o Typhoon estamos vendo a mesma coisa… ah não da para esquecer que aconteceu o mesmo com nossos A1… Tínhamos 3 versões, hj 4… Será que o F-16V ou um SU-35 por exemplo será entregue pela metade?

    • Delfim,

      O conceito é bem diferente de “Tranche”, como foi o caso do Typhoon, em que as diferenças entre as dezenas de caças do Tranche 1, de aviões restritos ao emprego ar-ar, eram enormes em relação aos seguintes. O mesmo valeu para os 10 aviões da versão F1 do Rafale, que precisou ser remontada na fábrica para padronização com os novos exemplares. No caso do Gripen (e isso desde as gerações anteriores) o conceito é de atualizações com periodicidade menor, e que possam ser instaladas com relativa facilidade nas aeronaves já produzidas. No Gripen C/D tem sido assim desde o início da fabricação e implantação, não tem novidade.

      Sobre as atualizações mencionadas na matéria, até onde sei elas são objeto do contrato assinado e financiado.

      • Fernando “Nunão” De Martini,

        Até com exemplo do programa typhoon, a demora para o radar AESA que estava ou esta um entreveiro entre a Inglaterra e Alemanha sobre os pontos em serem mais aprimorados. Se não me engano, era entre maior numero de módulos ou uma maior capacidade de resistir a interferência eletrotônica.

          • Poggio é sobre o Typhoon que o colega se referiu.
            Se a Alemanha quer de um jeito e o Reino Unido de outro, qualquer solução desagrada
            Poderiam fazer logo duas versões.
            Se bem que esse assunto não me é estranho, mas não lembro detalhes, parece que é o radar AESA que está com essa dificuldade.
            Não me refiro a duas versões do gripen ar-ar e ar-superficie.

  5. Normal.
    Se não me engano, só recentemente o Rafale conseguiu 100% de capacidade ar-terra.
    Ainda temos boas quantidades de ST eAMX.
    O importante é que o Gripen já foi feito pra ser facilmente atualizado, e que a FAB tenha recursos pra fazer essas atualizações recentes.

    • Wilber,
      Até onde sei, as atualizações até a FOC (explicação da sigla no terceiro parágrafo da matéria) estão cobertas pelo contrato, que prevê as capacidades completas (ar-ar, ar-solo etc) das aeronaves que a FAB contratou.

      O que vai precisar de verbas adicionais, no futuro, é para as atualizações que forem desenvolvidas depois.

      • Então as atualizações já estão cobertas pela contrato? Excelente. O Gripen vai se manter atualizado por um bom tempo.
        Agradeço a informação.

    • Pois então, isto sabemos, o ponto foi que sempre se tentou enrolar os desinformados, dizendo que estaria tudo nos conformes, ou que são atrasos pontuais e não prejudicariam as capacidades de combate da força, mas advinha?!

      Quem conhece que projetos acarretam estes contratempos, não vende mentiras. Não foi o que aconteceu neste projeto.

    • Teropode,

      Como a matéria fala que a configuração prioritária é ar-ar, e sabendo-se que o radar é item considerado, hoje, como absolutamente fundamental para essa configuração, concluo que você está se referindo a um segredo muito bem guardado: o emprego de tijolos como meios de detecção de caças furtivos, com vantagens fantásticas em relação ao radar.

      A tecnologia AESA está ultrapassada, desenvolveu-se, com os tijolos no lugar do radar, uma nova versão da tecnologia PESA, e quanto mais tijolos, mais essa tecnologia PESA.

      Este segredo era acessível apenas a uns poucos, e agora que você o descobriu, terá que ser eliminado. Recomendo cuidados especiais para que a tecnologia dos tijolos não caia na sua cabeça em alguma ação secreta para eliminar você, agora que sabe demais.

  6. Como é que?! A realidade botando a porta no chão!!!! O discurso mudou, não foi?!

    “Ah, viúva disso, viúva daquilo” rsrsrsrs

    Desculpa, isto foi mais do que alertado e por que?! Porque é assim que o mundo real funciona. O resto é discurso ufanista, alienado ou mal intencionado.

    • Mal intencionado é você, viúva de baguete.
      .
      Não vem querer se achar profeta de porcaria nenhuma. Sempre foi isso aí no tocante ao IOC. Quem acompanhou o F-X2 sabe disso a anos.
      .
      Existem 4 contratos assinados. O dos caça. O dos armamentos. O do IOC e o suporte logístico após o FOC. O contrato de apoio logístico para o IOC sempre esteve descrito como tendo apenas capacidade voltada para configuração A2A inicialmente, quando as aeronaves passariam a operar. E é por isso que as aeronaves já estão voando Iris-T e Meteor. E tirando a parte da máquina em si, é necessário treinar pessoal para operar o pacote complete, e isso não se faz do dia pra noite.
      .
      O FOC está previsto para 2026… Tu também vai tentar “profetizar” o passado dizendo que era por isso que FAB queria um tampão, na forma de Gripen C/D?

      • Falou o “especialista de teclado” que alegou que TVC era bobagem, que o melhor para a MB seria adquirir o Ghost hawk e uma pá de baboseiras.
        Caro Bardine vai jogar seu vídeo game isso aqui é papo para gente grande .
        Falou tudo caro Wellington, eu também falei de mais essa burrada e tiro no pé de nossos militares.
        Esperem e verão !

      • Só demonstrou que não acompanha o processo. Este é o terceiro atraso e que sequer veio a público de forma oficial. Pior, só demonstra a inabilidade de algumas das decisões FABianas sobre essa questão.

        Para quê, em 2014, comprar uma série de armamentos, como as Spice 2000?! Com isto, abandonar outros armamentos nacionais, seja por causa de um painel modernoso, seja para adquirir armamentos estrangeiros, já que era sabido quem não estariam operacionais neste primeiro momento, desculpa, não consigo qual é a razoabilidade disso, podes me explicar?! Servir para enfeite de paiol?!

        Matou-se outros projetos autóctones, porque seria um “retrocesso” não investir na aquisição de armamentos estrangeiros no estado da arte, mas para quê? Matou-se o MAR-1, O SCIPIO e o AMX-M, afora os kits ACAUÃ e FRIULLI, porque iríamos, “ó meu Deus”, adquirir as Spice 2000. Não se investiu, ou a FAB não quer investir, no MTC-300, ora, “porque tem os TAURUS a disposição”, mas daí a pergunta, qual a vantagem prática e estratégica no médio e longo prazo?!

        Pragmatismo?! Kkkkkkkkkkkkkl
        Papo para enganar desinformado ou ingênuo.

        • Onde assino caro Wellington?
          Como eu disse antes, esses “programas estratégicos” atuais só servem para financiar a economia das eternas metrópoles nacionais.
          Antes era só Portugal, hoje é toda nação ocidental.
          Triste nossa “escravidão” consentida !

          • Caro Foxtrot…
            Wellington verbalizou algo que sempre correu, entre quem vive a cobertura especializada, que é o estranho enterro de iniciativas da nossa BID (Base Industrial de Defesa) por parte da FAB por fornecedores estrangeiros, notadamente de Israel…

            O pouco esforço em defender projetos como a Acauã, MAR-1, MCT-300, causa espécie…

            A alegação é sempre de necessidade premente, arguida contra a demora advinda do desenvolvimento. Só que a notícia de que as aeronaves entregues serão inicialmente voltadas apenas para ações de interceptação e superioridade aérea joga por terra o argumento fabiano…

            A estranheza destas escolhas acabam por suscitar comentários alhures, sobre filhos de Brigadeiros, falatórios com os quais não concordo. Longe de mim apontar para os filhos de brigadeiros empregados pela Elbit na AEL, tal como dito por alguns. Seria leviano, despropositado e infantil.
            Não faz parte da minha alma.

        • Caro Wellington…
          Conheço você faz muito tempo. Colaborador na Alide, pessoa de grande conhecimento e com bons contatos e fontes. Você mantém contato com especialistas do mundo inteiro, que o respeitam pelas suas qualidades.

          As suas intervenções neste espaço, como em outros mantém o seu padrão cavalheiresco. Diferente de mim, que travei discussões ásperas (infrutíferas, como qualquer bate boca, diga-se)… Você, imbuído certamente do desejo de informar faz questionamentos importantes, mas…. Ganha como resposta não o diálogo, mas o rufar dos tambores do ufanismo cego.
          Que coisa, não?

          Nada que surpreenda. A FAB é uma força que se move por interesses intangíveis aos meros mortais. Outra explicação não há… Mas, a resposta para tudo e todos é a infalibilidade das decisões da FAB. Tínhamos o Papa, agora temos a FAB…

          Enquanto isso temos que dar de cara com a lorota do custo de hora de voo de pouco mais de 4.000 dólares…
          Piada. A Força Aérea Sul Africana envelopou metade da sua frota de Gripen C devido a uma hora de voo de 12.000 dólares. A proposta para a Suíça falava em custo orbitando a casa dos 20.000…
          É sério que haja entre os presentes, quem piamente acredite, visto estarmos em um site especializado, que o custo de hora de voo do Gripen E seja da ordem de 4.000 dólares?
          Este valor, quando muito, cobre apenas os fluidos (lubrificantes e querosene).

          Eis que de ufanismo, em ufanismo, de piada em piada, o circo segue…

  7. O AMX vai fazer muita falta…. essa conversa de caça multimíssao sempre foi conversa pra boi dormir…. faz ataque ao solomeia boca apenas e taí a prova……

    • Só acho estranho essa separação.
      Ar,-ar, ar-solo, antinavio.
      Se originalmente é um caça multimissao, se demorar muito pode ficar obsoleto.
      Afinal de contas, o que falta?
      Apenas testar e integrar mísseis e radares para superfície?
      Haverá outro radar?
      O que muda em termos de hardware e software?
      Vão levar 4 anos só para a parte solo, já que nem o ar-ar aínda está pronto…

        • Não está bem claro.
          Testes e certificação?
          O que quero dizer é que já está demorando para o desenvolvimento do caça que, em grande parte, é um gripen C com modificações.
          Aí ter que esperar mais dois, três anos para ter capacidade de usar armas antisuperficie…
          Esse caça foi oferecido a FAB pelo menos desde 2008.
          Nesse período a Rússia desenvolveu o SU 57, meio que do zero.

      • Só lembrando o Gripen vai usar a Spice israelense fora outros armamentos ar-terra e dependendo da missão o Super Tucano ainda vai ser útil! Os AMX modernizados qual o tempo de vida útil deles?

  8. Do meu ponto de vista é uma boa notícia. Existe um cronograma e está sendo cumprido. As capacidades ar-ar são prioridade pois hoje nao temos nada, interdição a mach 2 e meteor e tem gente achando ruim?

  9. Vai ser um vetor banguela??! O Meteor não chegou (não sei nem se a compra foi confirmada)! O A-Darter está parado!
    A lógica seria acelerar o mais rápido possível a compra do Meteor e do Iris-T. Ainda não vi notícias da FAB encomendando o IRIS-T.
    Ou será que a Fab querer operar o Gripen com Derby e Phyton?
    Alguém sabe?

      • Fernando, uma coisa é autorização, ROP, etc. Eu quero saber se as compras foram confirmadas. Sei que há proposta/solicitação de autorização para compra de 10 Iris-T, 10 A-Darter, 100 Meteor, bombas spice, etc. Eu quero saber se isto foi aprovado.

    • Vai ser um vetor banguela, sem IRST e com um tijolo dentro do radome. A FAB fez uma concorrência de quase 20 anos para voar um caça desarmado.
      Falando sério agora, os comentários que eu leio aqui me deixam profundamente preocupado, não com o Gripen, mas com a educação no Brasil

      • O problema nem é tanto a educação no Brasil, é que esse povo não gosta de estudar mesmo. Usa o PC pra comentar besteira, mas não tem coragem de pesquisar e ler sobre o assunto.

        • Caro Guilherme. Talvez você tenha razão ou esteja errado. Eu geralmente deixo sugestões de fontes que alguns ignoram, outros criticam e outros consultam. Eu geralmente consulto as sugestões dos colegas. Eu estou ensinando minha filha a fazer igual.

      • Olá Carcará. Acho que o desempenho da economia nos próximos anos afeta pouco o ciclo do F39. Durante o ciclo do AMX a economia teve crescimentos, recessões, inflação, estabilização, PIB positivo, negativo, depois positivo de novo. Foram 7 presidentes, a FAB que era um ministério foi integrada às outras forças sob o MinDef, foram uma dezena ou mais de ministros da fazenda, da economia, depois da fazenda, depois da economia… outra dezena ou mais de presidentes do banco central. Serão tomadas decisões de curto prazo que vão definir o ritmo do programa e ações de curto prazo. A longo prazo, acho improvável que qualquer pessoal do primeiro escalão do governo tenha qualquer importância. Para ter um ideia, a escolha do F39NG envolveu três presidentes, cada um tendo que decidir a partir das decisões tomadas pela administração anterior.

  10. Muito difícil de se empolgar um patriota. Na qual situação de seu país com as fronteiras todas vulnerável.assistir o desenrolar com tamanha lentidão.
    Os netos e bisnetos verão a necessidade supridas.
    Se tudo ocorrer no planejado.
    Isso que é o resultado de não negociar com uma potência. A Suécia e o que no cenário mundial
    Com todo respeito.deixar Rússia e EUA fora da negociação dando preferência a um país sem expressão.

  11. Começou o lero lero.
    Agora que o pai vai chiar para o projeto Gripen.
    Agora é que veremos se o Brasil receberá por todas as promessas feitas pelos Suecos.
    Esse é o momento em que serão divididos os empolgados dos que tem pé no chão.
    Veremos se compramos um “avião de papel” ou um verdadeiro caça de superioridade aérea.
    Torço para que todos os parâmetros do Gripen sejam atingidos, porque se não terá muito brigadeiro e político com o coração na mão e garganta seca para dar inúmeras explicações !

  12. Eu penso que esse negócio de ficar “esmerilhando” os protótipos do Gripen e depois os mesmos virem para a FAB como um parte integrante do pedido de 36 aeronaves está difícil de entender e aceitar!
    Protótipo é protótipo uai!
    Seria mais lógico e justo pelo valor investido aeronaves “novas de fábrica” velocímetro zerado!
    Agora vai chegar lá em Anápolis toda “arranhada, chamuscada,etc. Tipo maçaneta de porta de banheiro publico uai!!!

    • Sergio, acho que você não leu direito.
      Os protótipos do Gripen são uma coisa, aeronaves de série são outra coisa.
      Os jatos de número 39-7, -8, -9, -10 são os protótipos, e são todos suecos.

      Aliás, nem se usa a palavra protótipo lá, e sim aeronave de testes, porque o conceito é diferente no desenvolvimento dessa geração do Gripen, para encurtar o processo.

      O primeiro Gripen E da FAB, apresentado há duas semanas, é a primeira aeronave de série, que agora passará por testes, homologações e integrações contratados, relacionados principalmente às especificações da FAB, algumas das quais mencionadas no texto. E os próximos na linha de montagem são os caças Gripen E de série da Suécia.

      Sugiro ler o texto de novo, com mais atenção.

      • Nunao,
        com todo respeito a sua colaboração no texto acima mas discordo de vc!
        Esse 4100 é protótipo ou ñ???
        Esse 4100 é da FAB ou ñ?
        Esse 4100 vai ficar no hangar ou vai voar pela Suécia afora dando tiro pra todos lados ou ñ?
        Esse 4100 vai cherar aqui zerado ou ñ?
        Se for vai estar “esmerilhado” sim!
        Lembro também que esse fórum é de livre opinião certo!?!

        • “Esse 4100 é da FAB ou ñ?”

          É da FAB.

          “Esse 4100 vai cherar aqui zerado ou ñ?”

          Não. Vai ter voado na Suécia para integração e homologação de armas e sistemas específicos do Brasil, não muito diferente do que é feito em outros contratos mundo afora. A comparação com carros é absurda, são indústrias totalmente diferentes. Mesmo quando uma força aérea adquire caças de prateleira, muitas vezes os pilotos já treinam no país fornecedor com as aeronaves produzidas no contrato, então elas não chegam “zeradas” ao país comprador.

          • Então ñ serve!
            Sabe onde esses protótipos costumam ir parar?!?
            -Alguma praça!
            -Entrada de base aérea!
            -Museu
            Do conta ñ!
            Prefiro um zerado!

          • Sergio, já falei, não é protótipo…
            Leia de novo.

            Protótipos / Aeronaves de testes são os quatro exemplares suecos iniciais, e que fazem a campanha de testes relacionada a todo o programa.

            Depois do programa de testes completado os suecos podem espetar como monumento ou mandar pra museu à vontade, seja um deles ou todos os quatro. Afinal, são deles. Tem protótipo original da primeira versão do Gripen, do fim dos anos 80, em museu. Até aí nenhuma novidade. Aqui no Brasil também tem protótipo de A-1 e A-29 em exposição.

            Mas o primeiro Gripen E do Brasil não é protótipo. A aeronave brasileira, ainda que contribua com o programa como um todo, faz principalmente a parte de homologação para a IOC voltada para os sistemas e armas específicos da versão brasileira.

          • De algum modo, todos os aviões que participam do desenvolvimento e da campanha de certificação podem ser considerados protótipos. Alguns serão retrofitados e entregues para uso operacional pelo contratante. Outros podem virar peça de museu ou continuar a apoiar novos desenvolvimentos a serem adicionadas às novas “tranches” operacionais. Esses “protótipos” que vierem a fazer parte do acervo operacional certamente não serão entregues “zerados”, mas essa é uma opção muito mais vantajosa para os governos do que contratar a construção protótipos adicionais.

          • “Esses “protótipos” que vierem a fazer parte do acervo operacional certamente não serão entregues “zerados”, mas essa é uma opção muito mais vantajosa para os governos do que contratar a construção protótipos adicionais.”

            Certamente, Justin.

          • Já li. Está escrito:

            “Ops! Parece que a sua requisição gerou um erro 404.
            Caso o erro persista, entre em contato com um administrator.”

          • Nos textos do PA você não leu que o 4100 é protótipo! Se você leu em algum lugar, quem escreveu, escreveu bobagem…
            O 4100 é aeronave de série, será usada para testes e certificações e, finalizado isso, será revisada, colocada no padrão operacional de hardware e software e entregue para o setor operacional para voar e operar normalmente.

    • Não é mais protótipo, é de série. Como o Brasil participa do desenvolvimento do Gripen E/F, é normal que os primeiros de série, sejam da FAB ou da Força Aérea da Suécia sejam utilizados para os testes finais visando o IOC.

        • A FAB não está comprando de prateleira, está participando do projeto, desenvolvendo em conjunto com a Suécia e, nesse caso, tanto a FAB quanto a Força Aérea da Suécia vão receber esses primeiros aviões já voados em testes. Faz parte do contrato. Isso é normal. Não é compra de prateleira!

      • Os últimos protótipos foram os citados na matéria que você comentou: 39-9 e 39-10.
        O 39-6001 é a primeira aeronave de produção e seria um suposto 39-11.

        • Tem avisar lá para eles uai!
          Poxa é a FAB que é protótipo moço!!
          Postei o link da FAB e deste site mas o povo tá contradizendo ainda!?!?!
          Rsrsr

          • “Postei o link da FAB e deste site mas o povo tá contradizendo ainda!?!?!”

            O link da FAB que você postou abre uma mensagem de erro, Sérgio.

      • Sergio,
        A matéria é um clipping / tradução de outra da Aviation Week e, se o jornalista em questão quer chamar de protótipo o que a Saab chama de aeronave de testes, está no direito dele. É uma questão conceitual, controversa até. Tanto que está protótipo na chamada e no texto.

        Só que a matéria que você postou é sobre um dos aviões de testes (ou protótipo, se preferir) da Suécia, o exemplar 39-9.

        Repito: avião da Suécia.

        Não é o primeiro exemplar do Brasil, de matrícula 4100.

        Então continuo a perguntar onde você leu que o 4100 é um protótipo.

        Entenda: não é um desafio. É curiosidade.

  13. Às vezes acho que a galera comenta de sacanagem, não é possível! Será que fazem ideia da diferença entre IOC e FOC? Será que fazem ideia de como ocorre esses processos? Nesse último caso… eu não, mas me recolho à minha ignorância!

    Mesmo na minha ignorância, vejo todo sentido… Tu já ganha valor no uso do vetor a partir de 2021, mas continua desenvolvendo ele, acumulando as certificações. Método Agile, caramba!

  14. Por gentileza, exclareçam um leigo.
    Os caças bipostos adquiridos são caças dedicados ao ataque ao solo ????( exceto a função de guerra eletrônica).

      • Com os contínuos contingenciamentos, e falta de interesse e verba para atualizações, se esses mosquitos não vierem 100% “prontos para o combate” não será amanhã que serão atualizados. Há quantas décadas o AMX está esperando esta atualização? Quanto tempo se passou desde que o primeiro A-1M foi entregue e quantos foram entregues de lá para cá? Quem já viu um AMX operacional armado com pouco mais que dois AIM-9 e bombas burras? Todo um potencial desperdiçado pela cultura do amanhã a gente termina.

      • Os contratos mudaram, mas a forma “mais ou menos” como se faz tudo no Brasil permanece. Pelo andar das coisas será um “AMX VERSÃO MILLENIUN”. Para se tornar operacional pleno demorará tanto que nem dará tempo (Como o AMX/A1 que durante decadas operou cego e desdentado e quando resolveram fazer o certo, modernizaram alguns para logo mais acabar. Desculpe, mas não dá para acreditar mais nessas palhaçadas.

  15. Será que existe a possibilidade, devido a economia estar estagnada , do Brasil não honrar o compromisso e a compra dos caças ser menor que a prevista?

    • Caro Reginaldo. Um ciclo econômico dura uma década (com uma recessão de 2 ou 3 anos). Atualmente há uma depressão que já dura 7 anos e levará mais 10 a 15 anos para atingir os níveis de 2015. Um ciclo político dura em média uma década. Um programa militar como o FX2 (ou Scorpenes, ou KC390, ou de novas corvetas) leva 10 anos para implementar e depois mais 30 a 40 anos até ser substituído por outro modelo. Ao longo desses 50 anos, talvez passe por um ou dois processos de atualização. Um programa estratégico desse tipo considera variáveis de longo prazo, ajustado para a execução ao longo de 3 pu 5 anos. Considerando a situação econômica e política do país hoje, há pouca coisa que afete um decisão sobre o longo prazo.

      • Caro Camargoer
        Sua análise se aplica para países sérios, jamais para o BRASIL. Aqui depende de quem esta com a caneta e com a chave do cofre. Temo que o FX2, se não afundou, vai ficar navegando a deriva com algumas correções de rumo apenas para não passar vergonha. A culpa não é apenas dos militares que aceitam bovinamente as decisões dos políticos, estes sim os verdadeiros bandidos e isso não vai mudar pelos próximos 300 anos.
        Vai faltar grana para operar.
        Vai faltar grana para armamentos
        Vai faltar grana para treinar
        Vai faltar grana para preparar novas equipagens.
        Esse filme é velho. Vão ficar voando meia duzia de células “segurando o dinheiro que não existe”. Atualizações nem em sonho em situações dessas. Então alguns colegas ainda falam em “operações desdobradas”. Será que não imaginam o que significa isso em termos logísticos, apenas para treinar isso?
        Fui entusiasta do GRIPEN e achei que foi a melhor escolha na epoca, uma vez que SERIA uma plataforma de armas e não apenas um caça, mas pelo jeito compramos uma plataforma de armas..SEM ARMAS.
        O Brasil não tem competência (não estou dizendo técnica apenas) para projetar, fabricar, operar e vender aeronaves desse nível de forma séria e planejada. Para isso precisa-se de muito dinheiro que existe, porém não destinado para esse fim e sim para as farras politicas. Isso sempre foi assim, é assim e sempre será.
        Infelizmente

  16. A FAB/COPAC comprou, em 2014, as SPICE 2000, para quê?! Não quer investir no MTC-300 ar-sup, mas quer o TAURUS para quê?! Servir de enfeite?! Matou o AMX-M, o MAR-1, sequer fez questão dos kits ACAUÃ e FRIULLI, porque a SPICE 2000 no GRIPEN seria o “ó do borogodó”. Que em 2021 teríamos os “melhores e mais modernosos caças da região”. Gastou-se 120 milhões de dólares em três dúzias de painéis modernosos. “Ah, olha como o meu painel é bonito?!”

    Como mais uma vez a história se repete. A mediocridade FABiana aflora, falsos argumentos para justificar estás patacoadas. Ainda bem que o toupeira do Maduro é um frouxo e de que temos um exército grande, porque se formos só depender do nosso “fuderento” Aeroclube….. Putz!!!

    AMX 2, a saga se repete!

    • WAD é uma realidade cada vez mais frequente. Veja o caso da Força Aérea Sueca que fez a mudança. Veja o lançamento do WAD no MiG-35. Quem gerencia melhor as informações tem vantagem no combate. O WAD seque essa filosofia.

      • A Flygvapnet não queira, tanto que sempre preferiu os Rockwell Collins, afinal para quê bancar algo que não faz lá grande diferença e drena dinheiro de outras prioridades operacionais?! “Deixa isto para os ixpertos tupiniquins. Depois de pronto vemos se funciona”.

        “Ah, mas a Suécia vai comprar para colocar nos 60 Gripens E”. Ok, então ficará em 96 aeronaves?! Qual é a previsão de exportação, para outros vetores?! Nos T-7 da BOEING/SAAB?! Não, espera, lá não é WAD, lá é LAD (olha como é parecido), mas a ELBIT, que é dona da AEL, não pagará um único centavo de royalties à FAB e por que?! Porque eles não são otários.

        É tudo uma questão de prioridade, diante da realidade. Nossa FAB é medíocre em capacidade de projeção de poder. A Rússia, EUA, ou Suécia, podem se dar a esse luxo de gastar umas migalhas (já que eles já possuem estas indústrias consolidas), nós não.

        Os 120 milhões de dólares que bacamos, matou outros projetos autóctones que dariam maior projeção militar e maiores possibilidades de exportação, afinal poderiam ser usados por diversas aeronaves. Que o diga as unidades ao Paquistão, mas…..

        Brasileiro é ixpertos mesmo. Putz!!!

    • De novo: critica, mas critica certo. …são as Spice 250 e 1000. Infelizmente, não foram compradas as Spice 2000….e nem o Taurus….e nem o RBS15! Mas, quem sabe a FAB não consegue ainda comprar esses últimos 3 itens? Hehehehehehe
      Toma um depurativo para o fígado. ….senão, você vaicricar bem mal….

  17. Juro que eu não entendo tanta celeuma. Não conheço avião militar no mundo que já saia da fabrica com toda sua capacidade operacional, é somente ver a novela do F-35. Em 2007 e 2009 os Rafales que atuaram Afeganistão precisavam dos Mirages para disparar bombas guiadas a laser. Foi somente em 2011 que o Rafale passou a utilizar o Dâmocles.

    O Gripen é o caça que a FAB escolheu queiram ou não, e vai ser o principal vetor da força no mínimo por vinte anos. O resto é chororô sem sentido.

    • O problema parece ser a distância entre expectativa criada e realidade desvelada aos poucos. Nossa sorte é que os F-X2 ainda não estão fazendo falta. Ou seja, quanto mais demorarem a chegar, mais durarão…

    • Sim, mas o problema foi a venda de um projeto milagrosos, como se num passe de mágica a SAAB fosse a mais experta e capacitada indústria aeronáutica do planeta, que montaria um projeto em dois tempos.

      A questão, Rico, é que não podemos nos dar ao luxo de ficar brincando de montador e testador as eternum de aviões que entram fora do chamado “time to market”. No Brasil, mais precisamente, depende de janelas de oportunidades, no caso uma convergência entre vontade política e recursos disponíveis. Quando a gente nisto, temos um Comando ideológico que faz beicinho, igual a garoto mimado, cria-se oportunidade para atrasos e problemas e?! Bingo!!!

      A FAB se tornou um aeroclube. Todos que têm miolos pensantes sabem que projetos do zero atrasam e problemas surgem, daí a necessidade de projetos paralelos. Forças aéreas com capacidade plena se adequam aos atrasos, sem grandes perdas operacionais. Forças aéreas como a FAB, entram num parafuso chato (parafraseando a linguagem aeronáutica).

    • Reginaldo. A FAB tem os F5M. Ela sabe operar e dar manutenção. Há uma logística conhecida e provavelmente tem estoques de peças. Qualquer avião que for incorporados agora (desconsiderando que qualquer contrato de leasing vai levar de um a dois anos para entregar as aeronaves), a FAB vai precisar treinar pilotos, mecânicos e contratar uma manutenção especializada por 5 anos ou mais. Quando essas aeronaves alugadas atingirem a operacionalidade, a FAB já terá recebido pelo menos um esquadrão de F39E.

  18. O importante é a transferência de tecnologia, não estamos em guerra! Os brasileiros são criativos e quando dominarem essa tecnologia segura que vai desenvolver um caça espetacular, como os aviões da Embraer que o Bozo entregou a preço de banana para os americanos. Se tem um país de olho no nosso é o Estado Unidos. Se preocupar com os vizinhos da América latina é ser no mínimo alienado.

    • Vc tocou na raiz da questão… Tecnologia…
      Apenas a SAAB aceitou abrir o código fonte para que a FAB tivesse controle total de seu novo caça.
      Os sukhois sao bons? São.
      Os hornets são bons? São.
      Os rafales são bons? São.
      Porém, nem russos, nem americanos e nem os franceses, aceitaram que a FAB tivesse condiçoes de fazer o que bem entendesse com sua compra. Foi isto que decidiu o FX2.
      E, Deus escreve certo por linhas tortas, o GripenEBR por tudo o que possibilita acabou sendo a melhor escolha.

      Quanto a Embraera, e seus disdobramentos negativos, muito ja foi discutido por aqui. Agora é esperar que as piores previsoes nao ocorram.

  19. o Gripen E faz ás mesmas coisas que o F-22 Raptor Americano, o F-15 o F-16 o SU-57 o SU-35 o Sukoi 21 ou 22 o Problema do Brasileiro é achar que os Engenheiros de Aeronaves são mais Inteligentes que os do Brasil, o que muda da Europa do Brasil é que lá Eles foram Colonizados Primeiros e com isso já Fabricava Arma Primeiro que o Brasil e com isso saíram na Frente de nós, mais o Brasil pra quem não sabe faz hoje qualquer Arma seja Ela qual For, não é Atoa que já estar no Mar o Submarino Scorpene e outro Nuclear com Tecnologia toda Nacional sem falar de enriquecimento de Urânio que o Brasil tem de tonelada na Amazônia e Minas Gerais. o Brasil hoje não fica Atrás de nenhum País da Europa ou da Asia ou America do Norte. o Astro 2020 é prova disso, o Exemplo disso foi quando o Estados Unidos invadiu o Iraque pelo deserto, só fizeram isso porque o Iraque não conseguiu Operar o Astro 2020 se não a Baixa de Soldados Americanos seria de mais de 5 Mil soldados Mortos pelo Astro 2020 fora os tanques de Guerra tudo destruídos. o Poder de Fogo do Astro 2020 é Enorme quem a Possui tem uma vantagem Avassaladora. aquilo lá Cospe Fogo como um Dragão, podendo usar qualquer tipo de Míssil de Diversos tamanho. numa Guerra Real cada Carro e Caças tem uma Missão diferente para cada Região e Setor de Guerra.

    • ”Alô? Alô? Planeta Terra, Planeta Terra, Planeta Terra chamando…
      Alô?
      Esta é mais uma edição do diário de bordo
      de Lucas Silva & Silva falando diretamente do mundo da lua
      onde tudo pode acontecer….”
      Só pode ser brincadeira um cara desses kkkkkkk.

  20. Dúvida que não quer calar.
    Um gripen é vendido por menos de 100 milhões de dólares.
    Ele não tem um sistema de combate?
    🤔
    Não seria o software que gerencia a parte de “combate” do avião?
    Sensores, armas, IFF, datalink.
    Passado o custo de desenvolvimento do software, para cada novo avião (e navio) é só instalar e testar.
    Não me parece haver custos diretos elevados para instalar o “sistema de combate”.
    Isto é, não importa se usa em um, cem ou mil aviões.
    O custo direto é infimo.
    Certamente aparecerão vários criticando…
    Especialmente sem nenhuma argumentação em sentido contrário…

    • Prezado Nonato, a duvida sua tem lá alguma razão de ser – e respeito – mas não confere com a realidade.
      Vou fazer um paralelo com um software editor de texto. Voce pode comprar um World da Microsoft mas voce terá que escrever o livro….essa realidade não estou simplesmente inventando mas sim está baseada em experiencia própria de alguns anos vivendo com isso.
      O altíssimo grau de complexidade envolvido em um software de controle do automatismo de voo de um caça, totalmente dependente de posicionadores tipo servomotores elétroomecânicos, dotados de sistemas digitais/hidráulicos de enormes pressões de trabalho e outros componentes complexos, tem que ser objeto de ajustagem caso a caso e dependem da “resposta” aeroelástica dinâmica da aeronave. E não tem jeito, cada uma é uma.
      Fazendo outra analogia, é como se voce estivesse em um jogo de volei ou tenis entre times numa final olimpica ou no master series: não adianta não forçar um saque! Se voce não for violento perde o jogo. Abraços.

  21. Então esperamos 10 anos pra comprar um caça “puxadinho” de um projeto dos anos 1980, pequeno, monomotor, defasado tecnologicamente para superioridade aérea? Melhor seria se tivéssemos comprado F-16, já estaríamos com nossa Força Aérea equipada.

    • “Então esperamos 10 anos pra comprar um caça “puxadinho” de um projeto dos anos 1980, pequeno, monomotor, defasado tecnologicamente para superioridade aérea?”

      Não. Acho que você precisa ler de novo a matéria e as anteriores.

      “Melhor seria se tivéssemos comprado F-16, já estaríamos com nossa Força Aérea equipada.”

      Concordo, levando em conta não 10 anos atrás, mas quase 20. Em 2002 eu achava exatamente isso que você escreveu.

      O F-16 era minha escolha preferida para o programa F-X original, que o governo FHC se acovardou em decidir, deixando para o governo Lula, que anos depois decidiu não decidir nada, comprar uma dúzia de Mirages usados e abrir uma nova concorrência, cuja decisão ele e sua sucessora empurraram com a barriga até 2013.

      Os 10 anos de espera ou perdidos, arredondando, foram esses, de 2002 a 2013.

      • Olá Nunão. Lá no FX, uns 20 anos atrás, eu achava o M2000 lindo (acho que foi oferecido o M2000-9) mas torcia pelo F39C/D. Durante o FX2, torcia pelo Rafale, mas sabia que a melhor opção era o F39NG. É fácil ser profetado do passado, seja em política, economia ou programas militares.

        • De fato, Camargoer, o desafio na história é se colocar no passado, entender o contexto dos fatos naquele período e quais os limites em que se poderia lidar com os fatos no passado.

          • Olá Nunão. Neste anos todos aqui na trilogia, lendo vários colegas com formações diferentes da minha, inclusive alguns historiadores, foi uma das principais coisas que aprendi aqui. Dar atenção ao contexto e às fontes.

          • Camargoer,
            Isso aqui é uma oportunidade diária de aprendizado, de ver e confrontar os mais variados pontos de vista. Pena que sempre tem muita gente que não está interessada nessa troca, e enche o saco de quem está. Mas, na média, considero o saldo sempre positivo.

          • Verdade Nunão. Eu aprendo muito com o Bosco, o Bardini, o Bob Santana, o Camargo, o Luis Henrique e o Dalton, entre outros, embora nem sempre concorde com eles. O difícil é ter paciência com quem quer apenas tumultuar

          • É verdade.
            Sem dúvida muitas matérias trazem informações valiosas (até acho que poderiam ser ainda melhores em algumas aéreas tipo estratégia militar), alguns colegas trazem informações importantes, como você falou, tipo Bosco que é uma enciclopédia ambulante, há uma grande quantidade que mesmo não sendo especialista, pois poucos há, contribuem ao fazer perguntas, comentar, dar opinião, até porque muitos assuntos estão dentro do conhecimento do chamado homem médio, e infelizmente temos alguns que causam tumultos ou têm como objetivo provocar com suas ideologias ultrapassadas.
            O fato de discutirmos e trocarmos ideias, mesmo que não seja num alto nível de profundidade técnica, já é um aprendizado.
            Mas sinto falta de maiores informações relacionadas a formação militar, táticas de guerra. Por exemplo, o que é um fuzil, como funciona, tipos.
            Como um exército invade outro país.
            Quais as estratégias?
            Quem vai primeiro?
            Infantaria, tanques?
            Sinto que muitas vezes as informações ficam no nível de notícias sobre defesa.
            Tipo país tal pretende compras navios, aviões.
            Mas poderia se aprofundar.
            É minha opinião.

    • Você entendeu perfeitamente, caro Jabba.
      Melhor fosse a escolha voltada para os demais concorrentes da short-list, eram produtos em linha de produção, debugados, prontos, operativos…

      Não é por nada, mas estou a rir… Muito.

  22. Com esta configuração gastos e pessoal da FAB o que e viável e gripen. Devemos aprender com tempo, mais náo e isto que ocorre. Lá no ano 2000 deveria ter comprado gripen c/d com condição de participarmos projeto e construção do ng. Hj teríamos caças capazes e náo ficaríamos desespero decorrente fim vida operacional do f5 e AMX. Seria gasto menos dinheiro e estaríamos melhor defendidos.

      • Eu devo confessar que o Gripen nem passava pela minha cabeça. Precisávamos de um caça para “ontem” e pra mim um que ainda tava no papel não teria chances.
        Mas em Pindorama a lógica não é exatamente uma característica muito levada a sério.
        Mas felizmente o Estado brasileiro combinou com o resto do mundo pra esperar termos uma aviação de caça minimamente capaz para que sejamos vítimas de alguma aventura militar. Tivessem me avisado eu também teria torcido para o Gripen.

      • É o SH era minha primeira opção, mas cada dia que passa fico mais convicto de que a melhor escolha foi pelo GRIPEN. Infelizmente não é que seja o avião errado, mas sim o pais que está nessa penuria em decorrencia de todas as maracutaias que ocorreram. Com o mesmo investimento que estamos fazendo com 36 Gripens certamente teríamos umas duas dezenas só de SH…e não sei quanto à efetividade deles por que não teríamos uma configuração tão boa quanto teremos com o GRIPEN, seja em termos de armamentos seja principalmente em termos de sistemas…

    • Mas, meu amigo dom Bosco, no final acho que realmente a melhor opção ainda foi (é) pelo Gripen. Hoje acho que incute tanto terror quanto o SH….principalmente por causa da suite eletronica que teremos (espero). Na função defesa aérea (e concordo que essa é a primeira urgencia a ser atendida…) em um elemento (um F39E e um F39F) fazendo CAP com um total de seis ou oito meteor mais uns dois ou tres sidewinder vai deixar qualquer um dos Su vizinhos bem quietinhos em terra…nessa hipótese o E99 fica voando lá no sul de RR ou ao norte de Manaus e só chama os Gripens.

  23. Cada vez mais me convenço de como foi acertada a decisão pela Saab na escolha destes caças.
    A flexibilidade e facilidade como as coisas vão evoluir e vão ser implementadas nos permitirão ter um vetor de ponta por muitos anos.
    Se me permitem uma comparação simplória, é como um armário com extrema funcionalidade, que pode caber tudo e de forma fácil, inteligente e racional, sem ter que ficar mudando prateleiras ou portas de posição…quando não o próprio armário…
    Sem contar que possui o tamanho certo!! Na medida da FAB.

  24. Nada de anormal no projeto, assim como a galera que torce em dar errado….as viúvas dos derrotados aparecem em cena para lembrar seus mortos …como se fosse acrescentar muito….

    • Ninguém torce para dar errado, caro Plínio.
      A única torcida parte dos ufanistas.

      Nada há de errado em apontar erros.
      Isto irrita, todavia, quem crê na infalibilidade fabiana…

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