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F-35B rumo à IOC: aeronave modificada passa por testes

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F-35B em testes após modificações para a IOC - foto 2 USAF

Mudanças relacionam-se à capacidade de decolagens curtas e pousos verticais de dois jatos do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, enviados ao complexo logístico de Ogden em fevereiro para as modificações

Em nota e fotos divulgadas na segunda-feira, 29 de junho, a Força Aérea dos EUA (USAF) informou a realização de testes de voo no primeiro de dois jatos F-35B (variante de decolagem curta e pouso vertical) do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) enviados ao Complexo Aerologístico de Ogden para modificações.

Segundo a nota, as mudanças e os testes estão relacionados às atividades para essa versão do caça atingir a capacidade de operação inicial (IOC – initial operational capability), objetivo programado para este mês de julho com um primeiro esquadrão de 10 aeronaves.

As duas aeronaves foram enviadas a Ogden em 2 de fevereiro, para modificações nível parque relacionadas a decolagens curtas e pousos verticais (depot-level short take off and vertical landing modifications) que demandaram quatro meses e 24.000 horas-homem de trabalhos.

A nota da USAF não deu detalhes sobre as modificações realizadas, apenas informou que vários desafios foram vencidos, como a “remoção de seções que muitos pensavam que nunca seriam removidas”, além de reforços estruturais nas asas e trabalhos em áreas que requerem incomuns “microtolerâncias”. Sobre reforços nas asas, vale lembrar que em 2013 e 2014 foram divulgadas informações sobre rachaduras nas nervuras principais (saiba mais em matérias da lista ao final).

O primeiro jato entregue após as modificações pode ser visto nas fotos acima e abaixo realizando testes de decolagem e pousos curtos, no dia 18 do mês passado. Ainda segundo a nota publicada em 29 de junho, o segundo jato Lockheed Martin F-35B modificado deveria ter seus trabalhos completados em poucos dias.

F-35B em testes após modificações para a IOC - foto USAF

FOTOS: USAF

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Marcos
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Marcos

Fico imaginando o custo de manutenção dessas aeronaves: revisão de 1000 horas, 2000 horas e por ai vai. Mais substituição de peças e componentes externos.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Saiu o link com o relatório completo dos testes realizados em janeiro de um F-35A sem armamentos contra um F-16D com 2 tanques subalares:

http://snafu-solomon.blogspot.com.au/2015/07/f-35-high-angle-of-attack-operational.html

O polêmico relatório vazado deve ser verdadeiro porque a Lockheed já está por aí tentando conter o prejuízo:

http://www.flightglobal.com/news/articles/f-35-deigned-for-long-range-kills-not-dogfighting-414232/

O engraçado é que antes, a Lockheed dizia que ele seria tão bom ou melhor que os caças de quarta geração:

http://www.flightglobal.com/news/articles/in-focus-lockheed-claims-f-35-kinematics-better-than-or-equal-to-typhoon-or-super-382078/

Agora não consegue nem vencer um F-16 com duas muletas.

Vader
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Caro Clésio, as próprias recomendações finais do documento trazido à luz indicam que o F-35A está voando com configuração eletronicamente limitada, pra dizer o mínimo.

Nada de alarmante ou que já não fosse de conhecimento.

Ainda assim, estes testes se demonstram de extrema utilidade para a validação de pacotes de controles de vôo e aperfeiçoamento das táticas de combate.

Vader
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Ah sim, sem contar que a aeronave (AF-2) é usada para testes de vôo apenas, e estava sem software de missão, de armas e sem o DAS, que permite travar arma (míssil) no alvo sem ter de apontar a aeronave.

https://www.f35.com/news/detail/joint-program-office-response-to-war-is-boring-blog

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

O teste visava verificar o desempenho da aeronave, não seus eletrônicos. As recomendações do piloto pediam uma melhora nas respostas aos comandos do manche, que segundo o piloto são lentas e não-intuitivas. Mas modificações de software não resolverão dois grandes problemas apontados pelo piloto de testes: – O F-35 tem má visibilidade para trás, condição causada pelo pequeno espaço para a cabeça do canopi, pelo modo como o piloto é amarrado e o tamanho do capacete e do encosto de cabeça; – O F-35 possui baixa taxa de curva sustentada, insuficiente, para com a aeronave totalmente vazia externa e internamente,… Read more »

Marcos
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Marcos

Pergunta:
Qual foi a última vez que dois caças entraram em dogfighter?
Acho que estão chegando hoje ao que se sonhou na década de 60: mísseis resolvendo tudo.

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Nas últimas vezes em que houve guerras com combates aéreos, coisa de 15 anos atrás.

Mas se for utilizar essa lógica, A Embraer estaria vendendo Super Tucanos à rodo, porque é só do que se precisa hoje em dia.

Lembre-se: seu míssil é tão bom quanto ruins forem as contra-medidas de seu adversário.

joseboscojr
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joseboscojr

Combates aéreos a curta distância serão tão raros quanto combates navais com canhões. Num mundo com radares AESA capazes de detectar um caça a 200 km não há porque haver combate aproximado. Antes havia dogfights porque os sensores eram os olhos dos pilotos e as armas eram metralhadoras. Simplesmente não tem lógica insistir na tese que combates de curta distância irá ser dominante ou mesmo, determinante. E não sou eu que digo. As estatísticas estão aí pra comprovar. Há inúmeros estudos que comprovam que agora há uma superioridade gritante na adoção de combates BVR em detrimento de combates WVR e… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

E vale salientar que até hoje não houve combates entre caças stealths e com supercruise dotados de radar AESA e com mísseis LRAAM. Hoje já é norma o combate BVR e isso com caças com RCS de mais de 10 m² usando os antiquados radares de varredura mecânica e mísseis MRAAMs. A próxima leva de mísseis BVR já adotará radar AESA operando em banda dupla (microondas e ondas milimétricas) e até combinando radar com IIR. E não é para o futuro longínquo. Esses mísseis já existem hoje. Pouco se sabe do AIM-120 D, mas tudo indica que é dotado de… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

F-15: 940 cartuchos de 20 mm, 4 SRAAMs

F-22: 480 cartuchos de 20 mm, 2 SRAAMs

F-16: 511 cartuchos de 20 mm, 2 SRAAMs
F-18: 578 cartuchos de 20 mm, 2 SRAAMs

F-35A: 180 cartuchos de 25 mm, não tem SRAAMs
F-35B: não tem canhão, não tem SRAAMs
F-35C: não tem canhão, não tem SRAAMs

joseboscojr
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joseboscojr

E todo mundo conhece mas não custa lembrar:
http://sistemasdearmas.com.br/ca/aamgrafico2.jpg

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Bosco, não nego que qualquer caça moderno, F-35 incluso, é feito pensando em combate BVR. Mas nem sempre você luta em situação favorável, ditando os termos. Nos anos 90 o AMRAAM era uma realidade, superior a tudo que os adversários dos EUA tinham e… e ainda assim não foi possível resolver tudo com ele. O problema aqui é que o F-35 está repetindo o mesmo erro do F-4 em 1960. Esse alcance de 200 km de radar é para alvos com forte retorno radar, diferente de um moderno caça de 4.5ª que pode chegar a menos de 2m² de RCS.… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Clésio, Um Su-30 ou 35 também irão sair pra combater no BVR e não levarão mais que 4 R-73. O que temos que levar em consideração é que não há duas doutrinas diametralmente diferentes, uma ocidental que visa o combate BVR e outra, russa, que foca no combate WVR. Isso não existe. Ambas focam no combate BVR e têm os mísseis de curto alcance e o canhão como armas de último recurso (dentro do contexto de combate entre caças). Eu concordo que o F-35 falha em não ter um par de AIM-9X e que pra mim deveria ser equipamento padrão.… Read more »

Groo
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Groo

F-35 se saindo bem em uma simulação contra Su-35 em uma simulação em que foi utilizado o Command Modern Air Naval Operations. O lado russo não usou radares VHF ou sistemas de detecção passiva baseados em solo.

http://aerosociety.com/News/Insight-Blog/3272/Does-the-F35-really-suck-in-air-combat

Uma interessante proposta de um ex-consultor da RAND em que ele sugere um avião stealthy subsônico do tamanho de um bombardeiro equipado IRST e com mísseis de longo alcance controlando UCAVs subsônicos também equipados IRST e mísseis de médio alcance para superioridade aérea.

O PDF está disponível para download.

http://csbaonline.org/publications/2015/04/trends-in-air-to-air-combat-implications-for-future-air-superiority/

Gardusi
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Gardusi

Meu raciocínio segue a linha do Clésio. No Vietnã o Phantom era o suprassumo do combate BVR, mas foi obrigado a lutar próximo, pois havia o risco de abater um avião soviético ou chinês no BVR (certo?). Considerando o abismo tecnológico desde então, podem os mísseis e sistemas garantir que o alvo em questão é inimigo? Não haveria o mesmo risco de se abater um avião não beligerante e gerar um incidente com um peixe grande? Um exemplo: Se houver uma hipotética guerra entre os EUA e a Coréia do Norte e a China apoiar os comunistas, mantendo aviões nos… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Gardusi,
Se as regras de engajamento engessarem a tecnologia disponível aí os americanos são mesmo umas antas.
Investem bilhões de dólares, quiçá, trilhões, em aeronaves e armas capazes de combater à distância mas resolvem combater como na PGM.
Eu imagino que a capacidade de reconhecer quem é amigo ou inimigo tenha evoluído junto com a capacidade de atingir um alvo a grande distância.
Se os pilotos do F-22 e do F-35 forem obrigados a estabelecer contato visual pra determinar se o contato é realmente um alvo válido, aí sem dúvida esses caças não terão valido a pena.

Vader
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Já falei em outro post, essa notícia sobre suposta perda no “dogfight” do F-35A para o F-16 está errada! O F-35A que foi utilizado nos testes foi o segundo construído; era utilizado apenas para testes de “ciências do vôo”, e estava com parâmetros de limitação de vôo e manobrabilidade desatualizados do sistema utilizado nas aeronaves que estão saindo agora da produção, sem DAS, sem sistema de missão, sem sistema de armamentos, etc. Um protótipo de teste, em suma. Desatualizado de tudo o que foi feito nos últimos anos. Neste aspecto, e com o caça neste estado, desatualizado e “pelado” de… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Mas tomara mesmo que o combate à curta distância seja determinante. Só assim poderemos abrir mão dos Gripen NG, dos R-99 e dos Derby, porque se tratando de combate WVR estamos bem na fita com os F-5 + Python IV e V.

Gardusi
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Gardusi

Bosco, não se trata de engessar, mas de ser ou não tudo que se diz. Como colocado nos comentários acima, cada avanço na tecnologia de detecção e ataque, surge um avanço na tecnologia de despistamento, ocultação e interferência pra se contrapor. Acho que dos que comentam aqui, és um dos que mais conhecem a respeito. Os americanos estão fazendo um avião maravilhoso, pensado justamente naquele mesmo conceito que criou o Phantom: atirar de longe, sem ser visto. Manobrabilidade em dogfight é secundário… Mas não seria a história sendo reprisada como já ocorreu tantas vezes? O F-35 é maravilhoso e será… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Gardusi, Como ainda não vimos um F-35 pronto e acabado e armado para missão ar-ar não podemos ainda prejulgá-lo que ele não estará apto ao combate de curta distância. Pode muito bem que na sua configuração ar-ar stealth ele leve como norma 2 AIM-9X sob as asas. Esses mísseis têm RCS ínfimo e podem muito bem (junto com o cabide e o trilho) não incrementar o RCS global da aeronave. Mesmo porque, duvido muito que o cabide e o trilho não tenha recebidos cuidados acerca de reduzir seu RCS também. Levando dois SRAAMs ele não estará diferente do F-22 e… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Vader, qual é a sua fonte da informação de que o F-35 usado tinha restrições de ordem aerodinâmica e de motorização? Até onde eu li a unidade usada, AF-2, está plenamente capaz de voar todo o envelope de voo de projeto do F-35, inclusive os limites de G. Tanto é que ele é a unidade utilizada para os testes aerodinâmicos na fase atual do projeto. Esse relatório vazado é sobre um dos testes de voo dele, só que usando uma outra aeronave como referência (no caso um F-16D). O que o AF-2 não tem é a parte eletrônica completa, mas… Read more »

Vader
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Clésio, já indiquei o link acima, do F-35.com. Mas há outros pela internet. No mais, não falei nada de restrições aerodinâmicas ou de motorização: falei foi dos sistemas de controle de vôo e de missão, o que evidentemente engloba as superfícies de controle e motorização, entre outros. Lembrando que um caça moderno digital (fly by wire), qualquer que seja, jamais voa “livre”, com toda a capacidade da máquina, mas sim voa com os parâmetros máximos determinados pelos seus sistemas. Assim é que o próprio documento que vc trouxe sugere alterações nos parâmetros de vôo e manobrabilidade, alterações estad que evidentemente… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

O que o relatório sugere são mudanças na resposta aos comandos do piloto no joystick.

Um dos objetivos seria uma maior rapidez na resposta aos comandos em arfagem e rolamento. O piloto achou as respostas não satisfatórias.

Porém, essas mudanças em nada afetam a taxa de curva sustentada, que no fim das contas foi o que gerou toda a polêmica, sendo o F-35 incapaz de encaudar o F-16 numa curva sustentada após o merge inicial.

Ivan
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Ivan

Ao longo da história o homem sempre tentou lutar ‘de longe’, buscando atingir o inimigo sem se expor ao contra ataque. Mas inevitavelmente os combates muitas vezes encurtam as distâncias em terra, mar e ar. O problema que se apresenta para o F-35 Lightning II é a idéia que o combate nunca será próximo, assim como aconteceu com o F-4 Phantom. Priorizar o combate a longa distância é uma boa idéia, se mantendo longe do inimigo as chances de sobrevivêcia são maiores. Entretanto imaginar que o inimigo não vai eventualmente encurtar as distâncias (e o combate) é um erro. Mirages… Read more »

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Todo mundo leu as constatações do piloto de testes, assim como as suas sugestões, mas se esqueceu de constatar que pode se aferir das conclusões e recomendações que a estrutura do aparelho permite que ele seja mais manobrável, até porque nós estamos falando de um aparelho que faz uso do FBW

Control
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Control

Srs Quanto ao combate WVR estar literalmente extinto: paradoxalmente, se os caças stealth funcionarem conforme seus defensores, ele está bem vivo. Afinal, se os aviões ficarem invisíveis aos radares, o combate retorna ao alcance visual e os mísseis de curto alcance continuarão seu reinado e a capacidade de manobra volta a ter importância e até os canhões podem representar a salvação da lavoura. Aliás, cabe observar que, até agora, os combates aéreos têm sido, em sua maioria, WVR, podendo-se citar poucos abates BVR. De fato, por enquanto o maior fator comprobatório da eficácia do combate BVR tem sido exercícios militares… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Control,
De acordo com o gráfico que eu postei no dia 9 às 23:25 o combate BVR tem sido a norma dos combates aéreos.
Quanto ao combate entre caças stealths se dar no alcance visual, eu concordo plenamente. Não sei se haverá um ressurgimento do canhão como salvador da pátria, mas com certeza será no alcance visual.
Um abraço.

joseboscojr
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joseboscojr

Tudo bem que as lições do passado não devem ser esquecidas, mas sempre lembrarmos o F-4 e compararmos com algo sobre o F-35 é descabido. Quando afirmaram que o F-4 não precisaria de canhão ele tinha um radar de válvula era incapaz de olhar para baixo, seu míssil BVR tinha 30 km de alcance e era guiado por radar semi-ativo e seu míssil de alcance visual sequer tinha capacidade all aspect. Hoje a coisa tá um pouco diferente quando afirmam que o combate BVR irá ser determinante. E mesmo assim, não acho que o combate aproximado foi relegado a um… Read more »

Vader
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HMS TIRELESS
15 de julho de 2015 at 11:22 #

Cansei de falar isso prezado, mas sempre tem os que preferem ver chifre em cabeça de cavalo aos fatos.

Desisto. Deixa os “do contra” falarem, Não muda uma vírgula no jato ou em suas vendas já concretizadas.

Abraço.

Gardusi
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Gardusi

Pô, Vader, não se trata de ser contra ou a favor. Claro que há gente assim, mas não são todos, muito menos a maioria. A discussão está ótima. Vivemos um momento incrível, que vai além de uma mera mudança numérica (da 4ª para a 5ª). Isso é fascinante. Procurar chifre na cabeça do cavalo é fundamental. Os americanos estão fazendo o certo. Alguns podem ver as criticas do tal piloto como um atestado de óbito prévio do F-35. Outros enxergam como sendo os americanos fazendo o dever de casa, procurando maneiras de melhorar o seu produto. Não é isso que… Read more »

Jackal975
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Jackal975

O fato fala por si: se antes da operacionalidade total estão fazendo testes e comparações com aeronaves atualmente em serviço é porque o produto está sendo constantemente testado e aperfeiçoado. Na engenharia sempre se diz que “na prática, a teoria é outra”, ou seja, nem tudo o que é projetado e previsto se confirma no teste mais preciso de todos, o da pura e simples “realidade”. Se um dia os cenários reais mudarem a tal ponto que obriguem o F-35 a lutar em um ambiente para o qual jamais foi pensando, se trata de um risco que, em maior ou… Read more »

Ivan
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Ivan

Mestre Bosco & MyLord Vader, Há muitos críticos do JSF que apresentam suas opniões com equilíbrio e de forma construtiva. Eu sou um deles, mesmo que sem muito equilíbrio. Devo inclusive deixar bem claro que seria, para mim, ver o nosso Primeiro Grupo de Aviação de Caça com duas dúzias de F-35A Lightning II seria um sonho de consumo, sem abrir mão dos Gripens em outros esquadrões. São várias críticas, mas o foco agora é no combate a curta distância. Efetivamente o F-35 não foi pensado na origem do projeto para combate aproximado, até porque sua prioridade sempre foi combater… Read more »

Ivan
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Ivan

Control, Vc escreveu: “O que parece claro, hoje, é que o F35 foi pensado, antes de tudo, como um avião de ataque…” É isso mesmo, sua origem são projetos de aviões de ataque, mas o principal é que sua missão prioritária é ataque ar-superfície. Por mais multirole (ou multi tudo) que os vendedores da Lockheed e planejadores do Pentagono tentem vender a idéia que o JSF é excelente em tudo, algo repetido por outros fabricantes de caças, o concreto é que sempre (sempre mesmo) um projeto terá parâmetros que priorizão as missões. Multirole não é novidade. . F-18 Hornet que… Read more »

Vader
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Gardusi 16 de julho de 2015 at 14:51 Prezado, não me referia a você, e concordo plenamente com suas considerações. O que alguns críticos não enxergam é exatamente isso: estes testes tão sofregamente divulgados pelos detratores são precisamente o modo como os americanos e demais membros do programa JSF melhoram o produto F-35. Mestre Ivan: Como o Bosco já disse antes, a hipótese de o F-35 se envolver em um dogfight com um caça de 4a geração não é nem remota. É remotíssima. Detendo invariavelmente a surpresa, por conta de seu stealth e sensores que o permite em geral ver… Read more »

Vader
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Ah sim: SE e QUANDO os caças de 5a geração de outras origens (China, Índia, Rússia, Coréia, Japão, Turquia, etc.) se mostrarem operacionais e igualmente eficientes, pode ser que o F-35 acabe por se ver em maus lençóis em um eventual combate ar-ar, tendo de necessariamente decair para o dogfight. Pode ser que um dia o F-35 finalmente perca sua incontestável vantagem proporcionada pelo conjunto stealth/sensores. Mas até lá (2030 em diante) muuuita água há de rolar por baixo da ponte, e pode ser que o F-35 como caça tripulado sequer seja mais necessário em termos de combate ar-ar. Ninguém… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Ivan, Quanto à forte concentração de ECM não será uma tática boa para ser usado contra o F-35 tendo em vista ele ser quase tão bom em ELINT quanto o F-22, por conta do sistema ASQ-239 Barracuda e ainda contar não com um, mas com 7 IRSTs. Assim como não será uma tática boa o caça inimigo emitir em qualquer banda. O Barracuda possibilita que o F-35 opere de forma passiva em ambiente com forte ECM e mesmo assim ainda permite que ele designe seus mísseis contra os alvos emissores, estejam no ar ou na superfície. Podemos criticar os mísseis… Read more »

Gardusi
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Gardusi

Como sempre lembram, existe o fato do AIM-9X não ter sido incluído para disparo pelas baias. Mas parece ser apenas uma questão de opção. (Acho que até já foi bem debatido aqui).
“Bastaria” preparar software do avião. Não haveria limitações de hardware.
Também imagino se aquele conceito da Boeing de casulos furtivos não pudesse vir a ser o meio de aumentar a carga do F-35.
Se ficou bom no SH, imagina como ficaria no F-35…

joseboscojr
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joseboscojr

Em tempo: dei uma conferida e o AIM-9X Block III parece que teve seu desenvolvimento cancelado. E vale salientar que apesar de ter citado o NCADE, duvido muito que ele siga adiante no seu desenvolvimento, se é que já não foi cancelado. Ou seja, no frigir dos ovos o F-35, pelo menos a médio prazo, terá que contar apenas com os Amraam’s AIM-120C7 e D e com o AIM-9X (Block I e II), tendo em vista que o CUDA também pode ser só um sonho numa noite de verão. Em nome dos “puristas” rsrsrss apesar de haver uma possibilidade do… Read more »