Home Tática Há lugar para o Super Tucano na aviação dos ‘Marines’? (PARTE 1)

Há lugar para o Super Tucano na aviação dos ‘Marines’? (PARTE 1)

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A-29 Esquadrão Grifo - Operação Continuada - foto 3 FAB

Em longo artigo da edição de setembro da Marine Corps Gazette, dois oficiais do USMC discutem o futuro da aviação de asa fixa tripulada no apoio às tropas e introduzem o conceito de ‘Cooperação Aérea’. Ambos apontam restrições e limitações do atual modelo centralizado de comando e controle da aviação e afirmam que nenhuma aeronave do USMC (atual ou futura) é adequada à missão. A solução: comprar cem Super Tucanos ao custo de oito F-35. Leia abaixo a primeira parte (de um total de três) da tradução exclusiva feita pelo ‘Poder Aéreo’

Air Cooperation and the Marine Corps – An alternative vision for the employment of Marine fixed-wing aircraft – maj Gregory A. Thiele / maj Mitchell “Ruby” Rubinstein

vinheta-destaque-aereoUSMC - logoCom a recente entrega do primeiro F-35, é hora de repensar a forma como o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) emprega suas aeronaves de asa fixa. As aeronaves de asa fixa dos fuzileiros foram limitadas na sua capacidade de fornecer apoio aéreo integral, eficaz e de longa duração aos comandantes em terra na luta contra insurgentes no Iraque e no Afeganistão, uma lacuna que o F-35 não melhorará. Na verdade, a fim de permanecer eficaz e relevante em todo o espectro do conflito, o USMC precisa mudar a sua doutrina de aviação, adotando a Cooperação Aérea como filosofia de trabalho.

Ao longo de décadas, a aviação do USMC tem lentamente degradado sua capacidade de apoiar seus combatentes em terra. O Corpo de Fuzileiros Navais costumava ter uma variedade de aeronaves de asa fixa e pelo menos uma delas, o modelo OV-10, era otimizada para a integração com a força terrestre. O último OV-10 foi aposentado na época da Guerra do Golfo (1991). Com a sua retirada, a única aeronave de asa fixa que os fuzileiros podiam contar para prover apoio aéreo em terra eram os jatos otimizados para missões de interdição de campo de batalha. Essas aeronaves (principalmente o F/A-18 e o AV-8B) estavam abaixo do ideal quando a questão central era apoio aéreo aproximado, anteriormente fornecido pelo OV-10.

OV-10 Bronco no vietna e no golfo
Dois momentos distintos na carreira do OV-10 Bronco. Na foto da esquerda aparecem dois aviões da Marinha dos EUA patrulhando o Delta do Rio Mekong, no Vietnã e na foto da direita um Bronco do USMC sobre Kuwait City em busca de alvos iraquianos.Após a Guerra do Golfo os últimos OV-10 foram aposentados e o USMC ficou sem uma aeronave com as mesmas capacidades. FOTOS: USN/USMC

A semelhança cada vez maior entre as aviações dos Fuzileiros, da Marinha e da Força Aérea dos EUA levou ao aumento da interoperabilidade e perda da sua singularidade. Em meados da década de 1990, a aviação do USMC tornou-se mais adequada para a realização de missões de ataque anteriormente realizadas principalmente pela Marinha e pela Força Aérea. Orçamentos reduzidos, diminuição do número de aeronaves, e desejo do USMC em participar onde houvesse conflito levou os comandantes do componente aéreo das forças conjuntas (JFACC) a solicitar uma maior participação da aviação de asa fixa do USMC em missões de ataque do que no passado.

O aumento da permutabilidade entre jatos do USMC, da Marinha e da Força Aérea também levou a Marinha e a Força Aérea a se envolverem mais na arena de apoio às tropas em solo. Tanto a Marinha quanto a Força Aérea devem ter capacidade de apoiar as Forças Terrestres, mas este não é o principal papel delas. Para a aviação do USMC, esta deve ser a sua “raison d’être” (razão de existir). Chega a ser irônico o fato da Força Aérea possuir o A-10, uma aeronave muito mais indicada para apoio aéreo aproximado do que qualquer outra aeronave do USMC.

A-10 lançando flare.JPG
“Chega a ser irônico o fato da Força Aérea possuir o A-10, uma aeronave muito mais indicada para apoio aéreo aproximado do que qualquer outra aeronave do USMC”. FOTO: USAF

A aviação de asa fixa do USMC enfrenta uma luta para continuar existindo, embora não seja aparente. Semelhança de plataformas (o F-35), tecnologia e “operações combinadas” estão levando a aviação do USMC cada vez mais para a órbita da JFACC (leia-se: Força Aérea). Se nada acontecer, esta tendência continuará até que, finalmente, a única diferença entre as aeronaves e os pilotos do Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha e da Força Aérea será a palavra “Marines” estampada no avião e no macacão do piloto. Nesse ponto, as pressões orçamentárias muito provavelmente levarão ao fim da aviação de asa fixa do USMC.

Ao adotar uma doutrina de Cooperação Aérea, a aviação do USMC poderá recuperar a sua singularidade. Cooperação Aérea é uma filosofia em que o emprego do Poder Aéreo se move a partir da segunda geração (atrito) para a terceira geração (guerra de movimento). A Cooperação Aérea visa a utilização da aviação não apenas como um braço de apoio, mas como parte integrante de uma unidade associada às Forças Terrestres. A Cooperação Aérea depende de um maior grau de iniciativa da aviação de acordo com a intenção do comandante da unidade em terra. Esta é a essência de ordens “missão-tipo”. A Cooperação Aérea apoia a guerra de movimento de uma forma que o atual comando da aviação centralizado e a filosofia de controle não permitem fazer.

A filosofia do atual comando conjunto de aviação ordena que praticamente todas as missões sejam rigorosamente programadas e controladas através da ordem de operações (ATO – em inglês). O caos e a imprevisibilidade da guerra, no entanto, não se prestam facilmente às nossas tentativas de se criar horários de voos detalhados. Órgãos e métodos de comando e controle são certamente necessários, mas devem ser melhor adaptados às exigências de guerra do que o ATO é. A quebra da restrição que o ATO impõe sobre a aviação do USMC permitirá aos comandantes uma maior eficácia e uma flexibilidade no emprego do Poder Aéreo do que o método atual. Os fuzileiros devem manter a integridade do MAGTF (Marine Air-Ground Task Force – Força Tarefa Ar-Terra dos Fuzileiros) com o controle necessário sobre o próprio espaço aéreo. Não devemos esquecer que o controle centralizado cede à iniciativa ao inimigo.

A segunda parte do artigo será publicada amanhã

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Rafael M. F.
Rafael M. F.
6 anos atrás

Marretada do Maurício em 3… 2… 1…

Rafael M. F.
Rafael M. F.
6 anos atrás

Agora, falando sério, eu cheguei a ler um post do Solomon (SNAFU!) postado aqui pelo mesmo Maurício R.. Pois bem. Solomon, um velho Marine, é curto e grosso: os Marines NÃO devem adquirir o F-35, pois o seu interesse primário é o CAS, para o qual o F-35 não é adequado. Longe de mim querer contestar um fuzileiro experimentado, mas não creio que deve haver uma abordagem tão radical. No caso de surgimento no TO de uma ameaça de maior desempenho, acredito que apenas uma aeronave como o ST não dará conta do recado, sendo o F-35 necessário. E a… Read more »

eduardo pereira
eduardo pereira
6 anos atrás

Olha que este negócio pode melhorar ainda mais a amizade Brasil/Usa, e ainda Boeing/Embraer e deixar a margem pra um futuro brilhantemente bem equipado pra Fab e a galera por aqui delirante !!!

Sds.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
6 anos atrás

Rafael, o raciocínio de Solomon é o de um infante do USMC em terra, clamando por CAS. Por isso essa opção radical pelo ST.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
6 anos atrás

Mas acho que é a oportunidade dos Fuzileiros fazerem história lembrando que em 1970 eles pegaram a grana que era para comprar 17 novos Phantoms e adquiriram os primeiros 12 Harriers

Fighting Falcon
Fighting Falcon
6 anos atrás

Se a Boeing modificar demais o ST a EMBRAER logo logo vai oferecer a versão para o Brasil em um programa de modernização.
Aliás creio que já deve ser considerado isso, visto que o Equador já possui uma versão muito mais moderna que a nossa.
Agora para alfinetar, esse novo ST será o nosso novo caça rsrs

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
6 anos atrás

Poggio:

Longe de mim criticar os autores do artigo. Pelo contrário: Acho que estão cobertos de razão. Mas acho que o ST deve adicionar à aviação do USMC e não provocar a supressão de vetor. Nesse espírito ele poderia fazer CAS muito bem em conjunto com os AH-1W/Z, escoltando os CH-53, V-22 e UH-1Z, talvez até operando embarcados de LHDs como o OV-10 já fez:
https://en.wikipedia.org/wiki/File:OV-10A_USS_Nassau_1983.jpeg

Gilberto Rezende
Gilberto Rezende
6 anos atrás

Para mim o ST faz o serviço de CAS à la carte para os Marines no solo. Numa quantidade e FREQUÊNCIA absurda que só o Tio Sam pode fazer. Imagine um classe Wasp (maior classe anfíbia com 8 unidades) que pode carregar em configuração de assalto a terra 46 helicopteros CH-46 Sea Knight (o irmão menor do Chinook) ou 22 MV-22 Osprey, quantos Super Tucanos de asas dobráveis caberiam neste navio numa configuração exclusiva ? Quanto sobraria de espaço para os STs numa configuração mista com os atuais 6 AV-8B Harrier II (ou futuros F-35B no seu lugar) que um… Read more »

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
6 anos atrás

Gilberto:

O USMC praticamente enfiou a fórceps o Harrier quando trocou a verba de 17 Phantoms pelos primeiros 12, que foram fabricados na Grã-Bretanha. No caso do ST creio que eles deverão partir para expediente parecido. Lembre que aquele aparelho da Blacwater foi extensivamente testado pelos Marines. Quem garante que não foram feitos testes a partir de LHDs?

Gilberto Rezende
Gilberto Rezende
6 anos atrás

Como no artigo eles falarão na aquisição de 100 Super Tucanos, imagine dois navios da Classe Wasp cada um cuspindo 50 Super Tucanos em 4 vagas de 20 aeronaves na sua cabeça…

Tá doido…

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
6 anos atrás

Não creio que coubesse 50 STs de uma vez em um LHD Gilberto. A dotação nominal seria algo em torno de 8-12 aparelhos em conjunto com os demais tipos ( AH-1, V-22, AV-8/F-35B, CH-53). Ainda assim seria um excepcional incremento nas ações CAS dos fuzileiros. Certamente farão uma dupla terrível com os AH-1

Gilberto Rezende
Gilberto Rezende
6 anos atrás

A fascinação dos Marines não se discute, lembro-me de uma reportagem de um site americano com os pilotos do programa Imminent Fury que dizia justamente que os pilotos combatentes dos Marines eram intransigentemente defensores da aeronave e que a “DESCULPA” dada para não aquisição era que as aeronaves tinham que ser adquiridas pela Marinha e não “fazia sentido” a US Navy comprar uma aeronave não navalizada sem gancho de parada e asas não dobráveis…

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
6 anos atrás

Os OV-10 Bronco operavam de LHDs sem ganchos de parada Gilberto

Gilberto Rezende
Gilberto Rezende
6 anos atrás

Tireless basei-me na configuração de Assalto à terra onde um Wasp carrega 46 unidades do CH-46 que é 2 metros maior em comprimento e mais que o quádruplo do peso de um ST…

Acho que estás sendo muito conservador…

Claro só caberiam 50 STs numa configuração de asas dobráveis, mais é só um chute educado. Só um oficial americano que conheça a classe poderia avaliar com as dimensões de um hipotético ST de asas dobráveis quantos caberiam num LHD que é 10.000 ton maior que o Porta-aviões São Paulo…

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
6 anos atrás

Gilberto, no site da US Navy consta que os navios da classe Wasp levam 12 CH-46 mas logicamente esse não é um número fechado. De toda sorte, como são navios muito grandes talvez dê para encaixar mais de 12 STs junto com o grupo aéreo usual.

http://www.navy.mil/navydata/fact_display.asp?cid=4200&tid=400&ct=4

Ivan
Ivan
6 anos atrás

Gilberto e Tireless, O Super Tucano não é um vetor adequado para um LHD ou qualquer outro navio aeródromo. Sua função seria, ao ser ‘desembarcado’, operar de pistas improvisadas próximas a linha de frente atuando em missões ISTAR e CAS. As cobertas e hangares de um navio aeródromo devem representar o espaço mais caro de uma força aeronaval, devendo ser ocupado por vetores com mais recursos operacionais. Além disso, apesar imaginar que é possível decolar um Super Tucano do convoo de um Wasp ou America, acredito firmemente que aterrisar o ‘danado’ deve ser muito difícil, principalmente de forma constante (operações… Read more »

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
6 anos atrás

Ivan:

Mas aí o ST não iria perder seu principal apelo para ser adotado pelo USMC, que seria a capacidade de decolar de um LHD e apoiar as tropas sitiadas em um cabeça de ponte na praia?

Ivan
Ivan
6 anos atrás

Tireless, Operar a partir de um LHD está longe de ser o “principal apelo” do Super Tucano. Talvez esta venha a ser uma dificuldade operacional (adaptar o ST para um convoo balançando no mar) e/ou econômica (o espaço do convoo no mar é muito valioso). O “principal apelo” do Super Tucano, assim como era do Bronco, é sua robustez, simplicidade, baixo custo operacional e capacidade de estar ao lado do fuzileiro na linha de frente, em qualquer pista mais o menos plana. Baixo custo operacional e disponibilidade, este é o apelo. Observe que o Tucanão é para uma guerra assimétrica,… Read more »

Lyw
Lyw
6 anos atrás

Olá Ivan,

Não tenho muito conhecimento técnico neste aspecto e por isto o meu questionamento:

Quais os impedimentos técnicos que impediriam o desenvolvimento de uma versão navalizada do SuperTucano?

Quanto ao uso destas aeronaves em LHDs, creio que na verdade com a divisão de tarefas entre USAF, US NAVY e USMC, haveria espaço tático para o uso dos A-29 embarcados. Além disto ele seria tão vunerável ao fogo inimigo quanto um Blackhawk por exemplo, a função de fornecer proteção aérea ficaria para aeronaves como o F-35B.

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
6 anos atrás

HMS TIRELESS disse:

Mas aí o ST não iria perder seu principal apelo para ser adotado pelo USMC, que seria a capacidade de decolar de um LHD e apoiar as tropas sitiadas em um cabeça de ponte na praia?

——————————————-

Acho q se o USMC chegasse ao ponto de ficar sitiada em uma cabeça de praia, a superioridade aérea, e a supressão das defesas AA inimigas, estariam longe de estar nas mãos americanas…
E esses dois itens, seriam primordiais para um vetor COIN operar

Marine
Marine
6 anos atrás

Amigos, Otimos comentarios de todos, voces basicamente ja tocaram em todos os pontos importantes do tema, deixando pouca coisa de for a, sendo assim gotaria apenas de ressaltar alguns detalhes: 1 – Pessoalmente eu seria a favor de sacrificar um esquadrao de F-35 por dois ou tres de Super Tucano. O problema ficaria primeiramente com o lobby do F-35 que e muito forte e lutaria contra isso. E tambem o fato de que um maior numero de STs requer um maior numero de esquadores, com mior pagamento da folha de pessoal, infraestrutura de apoio e por ai vai. 2 –… Read more »

Marine
Marine
6 anos atrás

Perdoem os inumeros erros de caligrafia. Meu computador esta utilizando correcao automatica para o ingles e as vezes troca as palavras antes que eu possa ver o erro. Espero que possam ter entendido o foco to texto acima.

SF!

juarezmartinez
juarezmartinez
6 anos atrás

Senhores tudo muito banca, muito bonito, mas….

como tirar o ST armado e abastecido do deck de um LHd sem catapulta, aaahh teria quer vento relativo, velocidade do navio, reza braba e macumba….
volta da missão, cadê os cabos de parada?????

Outra cosita, para torna-lo operacional embarcado tem que reprojetar totalmente a aeronave, longarina mais forte, trem de pouso, proteção anti corrosiva e tudo isto é peso,e aí tem que trocar o motor, xiii esquece, agora ele operar a partir de terra naquilo que ele faz melhor que é COIN e CAS, show de bola.

Grande abraço

Ivan
Ivan
6 anos atrás

Lyw, Entendo que é complicado adaptar um Super Tucano para operar em um navio aeródromo e até mesmo adaptar um navio aeródromo, principalmente um LHD/LPA para lança e receber o Super Tucano. Deixa ele na praia. Outro ponto é a sobrevivência. Entendo que um helicóptero (Blackhawk, Cobra, Sea Cobra ou Apache) tem muito maior capacidade de sobrevivência em um espaço contestado, pois irá voar baixo, acompanhando o terreno e usando o terreno. Qualquer heli pode simplesmente pairar atrás de uma proteção, sendo esta uma colina ou uma árvore. _____________ Marine, Obrigado pelos esclarecimentos. _____________ Juarez, Realmente para jogar um Super… Read more »

Nick
Nick
6 anos atrás

Bons comentários, e considero a opinião dos autores válidas.

O ST como CAS é “buit for the mission”. Mas não serve como avião de apoio em ambiente hostil (MANPADS). Então a dotação de 100 ST, com o sacrifício de 8 F-35 é totalmente válido ao ao retorno esperado (maior tempo de persistência/patrulha).

[]’s

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás

“…eles pegaram a grana que era para comprar 17 novos Phantoms e adquiriram os primeiros 12 Harriers…”

O USMC trocou a verba p/ a compra de 17 F-4 por 102 AV-8A.

Ao falar em ST, talvez o USMC queira dizer isto:

“Is this the real future? A return to an A-4 SkyHawk type fighter.
Fast, nimble and rugged. Able to go where you don’t want to send your expensive fighter but UAVs would prove inadequate?”

(http://snafu-solomon.blogspot.com.br/2013/08/return-of-a-4-type-fighter.html)

Rafael M. F.
Rafael M. F.
6 anos atrás

Um fato digno de nota:

Incansável e Gilberto conversando amigavelmente.

Não podia deixar essa passar…

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás
Rafael M. F.
Rafael M. F.
6 anos atrás

Só para te pentelhar um pouco, Maurício, eu acho que o USMC quer dizer justo o contrário: “Air Cooperation has the added virtue of keeping pilots in the cockpit. No unmanned aircraft system, no matter how good the sensors on board, can provide a pilot remotely located from the action with the same understanding as that possessed by a pilot in an aircraft circling over the battlefield at the point of friction. Flying a “drone” requires a skilled technician; Air Cooperation requires pilots with a comprehensive understanding of the ground commander’s intent. To be effective, Air Cooperation requires human beings… Read more »

Rafael M. F.
Rafael M. F.
6 anos atrás

Se bem que qualquer um dos dois o USMC tá bem servido. Me arrisco a dizer que o A-10 é um Skyraider com turbinas.

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás

Rafael M. F.,

Considere que o pivô americano paro o Pacífico, poderá expor esses pilotos a espaço aéreo densamente contestado.
Vc não pode deixar tdo ao acaso da ECM e nem da furtividade, desempenho cinemático e robustez serão características necessárias.
E o ST, assim como a atual geração de drones, não tem nenhuma das duas, na medida certa.

Rafael M. F.
Rafael M. F.
6 anos atrás

Agora, outro fato: uma publicação do USMC menciona pela primeira vez a hipótese do uso do ST em missões de Air Cooperation. Bom, seria um up e tanto na imagem da aeronave ter nada menos que o USMC como um dos principais operadores –

Brasilsilsil…

Mas creio que isso dependerá de como a aeronave se sairá no Afeganistão.

Alguém sabe a que pé está o ST na USAF?

Rafael M. F.
Rafael M. F.
6 anos atrás

Mauricio R. disse: 12 de setembro de 2013 às 1:33 Considere que o pivô americano paro o Pacífico, poderá expor esses pilotos a espaço aéreo densamente contestado. Vc não pode deixar tdo ao acaso da ECM e nem da furtividade, desempenho cinemático e robustez serão características necessárias. E o ST, assim como a atual geração de drones, não tem nenhuma das duas, na medida certa. Ah, meu camarada, isso é fato. Concordo sem qualquer porém. Mas acho que a idéia de uso do ST que os Marines imaginam nem seja para esse tipo de cenário, creio que seja em defesas… Read more »

G-LOC
G-LOC
6 anos atrás

“ST como CAS é “buit for the mission”. Mas não serve como avião de apoio em ambiente hostil (MANPADS).”

qualquer aeronave opera em ambiente hostil com as medidas certas:
– maws
– flares
– disparo a média altitude com um FLIR e designador laser
– opera a noite

Os A-10 e helicópteros fazem isso o dia inteiro no Afeganistão e Iraque.

Ivan
Ivan
6 anos atrás

MANPADS ??? Basta voar alto. Esta não é uma arma que vai, sozinha, contestar o TODO o espaço aéreo. Pelo seu alcance, tamanho e finalidade irá ameaçar as aeronaves voando baixo e, mesmo assim, em um raio limitado de ação, normamente próximo do alvo. Contra MANPADS o atual Super Tucano equipado com designadores de alvo e armas guiadas pode combater sem grandes problemas mantendo uma altitude segura, algo em torno dos 10.000 (dez mil) pés. O problema está nas IADS (Integrated Air Defense System) que cobrem todas as altitudes, em camadas, com armas diferentes protegendo umas as outras e criando… Read more »

Lyw
Lyw
6 anos atrás

Olá Ivan, Bom terei de continuar discordando de você pelas seguintes razões: Eu te perguntei: Quais os impedimentos técnicos que impediriam o desenvolvimento de uma versão navalizada do SuperTucano? E sua resposta foi: “Entendo que é complicado adaptar um Super Tucano para operar em um navio aeródromo e até mesmo adaptar um navio aeródromo, principalmente um LHD/LPA para lança e receber o Super Tucano. Deixa ele na praia.” Bom, me desculpe, você não tinha a obrigação de responder minha pergunta, mas eu não vejo nenhum dado técnico em sua afirmativa que impessa um super tucano adaptado a pousos em Porta… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Lyw
6 anos atrás

“Lembrando que as primeiras aeronaves embarcadas não eram nem turbohélices e sim à pistão e utilizando pistas bem curtas (em relação à dos Porta Aviões e LHDs disponíveis na tualidade) decolavam às dezenas destes navios.” Lyw, Tomo a liberdade de entrar na conversa só para acrescentar um detalhe importante. Apesar da decolagem desses antigos aviões em antigos porta-aviões serem feitas sem uso de catapulta, o pouso era enganchado. Os LHD da USN, apesar de seus grandes convoos, não têm aparelho de parada para uma aeronave enganchar num cabo e pousar em segurança. Afinal, toda essa discussão está no contexto do… Read more »

Lyw
Lyw
6 anos atrás

Valeu Nunão,

É algo realmente a se pensar!

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
6 anos atrás

Post super atrasado: a tradução correta de ATO é Air Tasking Order, a nossa OFRAG (Ordem Fragmentária), e não Ordem de Operações (OPORDER).