terça-feira, maio 18, 2021

Gripen para o Brasil

PAK DA ou não PAK DA, eis a questão

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Autoridades russas não se entendem sobre o futuro da aviação estratégica

 

O escritório russo Tupolev está no momento desenvolvendo uma nova geração de bombardeiros estratégicos chamados PAK DA, que deverão entrar em serviço em torno de 2025. A nova aeronave substituirá a atual frota de Tu-160, Tu-95MS e Tu-22M3.

O futuro da aviação de combate russa de longo curso tem sido fruto de intensos debate s em meses recentes.

O Vice-Primeiro Ministro da Rússia, Dmitry Rogozin, disse em junho que é a favor do desenvolvimento do PAK DA, depois de dizer que o projeto não era necessário horas antes, em uma parente oposição ao que o presidente Putin havia dito uma semana antes para a indústria aeroespacial russa para desenvolver tal aeronave.

Rogozin, que possui responsabilidade especial sobre o complexo militar- industrial, insistiu anteriormente que a Rússia n~]ao necessita desenvolver um bombardeio de longo alcance para substituir a frota existente.

“Esta aeronave não vai a lugar nenhum. Nem o nosso, nem o deles”, disse Rogozin durante uma entrevista ao periódico Izvestia em junho.

“Estou preparado para insistir no meu ponto de vista”, disse Rogozin em seu Twitter. “Com sistemas de defesa aéreo modernos, estes alvos serão destruídos durante o seu percurso”, disse.

Em maio, Rogozin pediu para que a indústria de defesa da Rússia desenvolva armamentos hipersônicos aspirados como sistemas de aras do futuro. Ele citou o trabalho de desenvolvimento norte-americanos X-51, Falcon, HiFire e HyFly como exemplos do que ele descreveu como a ameaça representada pela perspectiva EUA o trabalho de desenvolvimento hipersônico.

Por outro lado a Rússia pode colocar em operação um bombardeiro estratégico não tripulado de sexta geração em 2040, segundo o comandante de aviação de longo curso da Força Aérea Russa, o major-brigadeiro Anatoly Zhikharev, informou na última quinta-feira.

“Pode ser entre 2040 e 2050,” disse Zhikharev.

Até o momento somente a Rússia e os EUA operam bombardeiros intercontinentais. Muitas das outras nações nucleares apoiam-se em mísseis balísticos intercontinentais em submarinos em terra, ou mísseis de cruzeiro.

A Rússia opera um total de 63 Tu-95MS e 13 Tu-160.

FONTE: RIA Novosti

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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Marcelo

a China opera o H-6, cópia do Tu-16, mas não sei se podem ser considerados “intercontinentais”.

Observador

Piada sem graça:

A manchete devia ser: Pak Da ou Pak NÃO Da.

Depois de um silêncio constrangedor pela falta de graça, e voltando ao assunto:

Não era o SU-34 Fullback o substituto do Tu-22M3.

De mais há mais, ainda faz sentido o desenvolvimento de bombardeiros estratégicos hoje em dia, gastando-se bilhões para tanto?

Mauricio R.

O Su-34 Fullback é o substituto do Su-24 Fencer.
No mais como os americanos estão discutindo um novo sistema estratégico, então os russos tb estão discutindo um novo sistema estratégico; somente isso.

Ivan

Nos EUA e provavelmente na Rússia há duas correntes de pensamento estratégico nuclear. Os mais conservadores entendem que deve ser mantido a ‘Tríade Nuclear’; com bombardeiros de longo alcance (1), mísseis balísticos intercontinentais – ICBMs (2) e mísseis balísticos lançados de submarinos – SLBMs (3). Acredito que a ‘Tríade’ foi inicialmente criada para aproveitar todos os meios tecnológicos disponíveis à época para entregar armas nucleares, mas operacionalmente mostrou ser mais difícil de ser contornada e, principalmente, flexível na utilização dos meios (1, 2 e 3) tanto como planejamento de ação como em uma eventual (quantas houveram?) escalada político/militar das relações… Read more »

Ivan

Um texto interessante do Dr. Adam Lowther, do Instituto de Pesquisa da US Air Force, sobre a ‘Tríade Nuclear’:

http://www.airpower.au.af.mil/apjinternational/apj-p/2009/4tri09/lowther.html

É curto e já traduzido para o portugues do Brasil.

Sds,
Ivan.

Giordani RS

É bem possível e ao que tudo indica estamos presenciando o fim, tanto do bombardeiro quanto do caça. Qualquer bombardeiro que vier, seja ele PAK DA ou B-3, será apenas um paliativo para o avião final, assim como será com o PAK FA e o F-50(se esse conseguir existir). Acredito que em 2050 haverá apenas um tipo de avião, grande, muito rápido, capaz de “guardar suas asas”. Será dotado de lasers. Levará em suas baias armas “inteligentes” e comandando varios UAV´s. Serão as verdadeiras fortalezas do Ar!

Ah! E lá por 2050 o Forevis-5 ainda vai estar na “banda”… 🙂

Observador

Mauricio R. disse:
4 de agosto de 2012 às 7:24

Tem razão.

Na verdade, me referi a versão Tu-22MS (função anti-navio).

Inclusive, o SU-34 veio para substituir vários aviões: MIG-23, Su-17, Su-24, MIG-25 RB (função de bombardeiro e reconhecimento) e o Tupolev Tu-142, além da versão citada do Tu-22MS.

E Ivan:

Até acho que PAK DÁ, por pura manutenção de doutrina (para manter a redundância tripla de sistemas que você bem citou). Ou por pura teimosia doutrinária mesmo.

Mas,que será um programa muito contestado, disto ninguém duvida.

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