Neuron com Rafale e Falcon - foto Dassault com selo 100 anos

Segundo a Dassault, é a primeira vez na história da aviação que um avião furtivo controlado de terra voa em público. CEO da empresa diz que evento ‘contribui para as celebrações do centenário do grupo’

Em nota divulgada no último sábado, 4 de junho, a empresa francesa Dassault Aviation divulgou informações e fotos sobre apresentação realizada no mesmo dia em evento aeronáutico em Istres (França) pelo Neuron, demonstrador de veículo aéreo não tripulado (UCAV, ou ARP de Combate). Segundo a Dassault, que lidera empresas de outros cinco países europeus no programa Neuron, é a primeira vez na história da aviação que um avião furtivo controlado de terra voa em público.

O evento realizado em Istres foi organizado pela Força Aérea Francesa, e contou com a contribuição da empresa e da agência de compras de defesa DGA da França.

A 400 metros dos espectadores – Na ocasião, após a decolagem o demonstrador foi acompanhado em formatura de três aeronaves por um caça Rafale e um avião executivo Falcon 8X, fabricados pela Dassault, cujo centro de testes de voo se responsabilizou pelo controle do Neuron. As três aeronaves passaram a menos de 400 metros de milhares de espectadores, voando a 350km/h a uma altitude de 150 metros, o que segundo a empresa constitui um grande feito, tanto tecnicamente quanto em habilidade de voo.

O voo completo durou 15 minutos e a apresentação foi possível graças à confiabilidade e segurança demonstradas pelo Neuron desde o início dos testes em 2012, conforme a nota da empresa. Em 2014, o UCAV já havia voado em formatura (mas não durante um show aéreo) com um Rafale e um Falcon 7X, também pela primeira vez no mundo, segundo a Dassault.

Centenário da Dassault – O diretor executivo da empresa, Eric Trappier, destacou que “essa formatura de três aeronaves ilustra a experiência tecnológica necessária para os projetos aeronáuticos do futuro.” Trappier completou que o voo “também contribui para as celebrações do centenário do nosso grupo, que vem projetando, construindo e apoiando aeronaves civis e militares desde 1916.”
patio com cacas e avioes de ataque historicos da Dassault - foto Dassault com selo 100 anos

A imagem da formatura, acompanhada do selo de 100 anos do grupo, está entre os destaques da página da empresa, assim como outras que remetem a aeronaves já “clássicas” da Dassault, algumas das quais estão mostradas acima e abaixo.

Ainda segundo a nota, o programa europeu Neuron é o primeiro do mundo, fora dos Estados Unidos, a ter projetado, construído e voado um demonstrador de UCAV furtivo, e também o primeiro a tê-lo submetido a um programa de provas completo, que inclui testes envolvendo sistemas operacionais de detecção (radar e infravermelho) e lançamento de armas de uma baia interna de armamentos, em alta velocidade.

Linha de montagem de cacas Bloch - foto Dassault com selo 100 anos

Liderado pela francesa Dassault, o programa conta com a participação de empresas da Itália (Alenia Aermacchi), Suécia (Saab), Espanha (Airbus Defesa e Espaço), Grécia (HAI) e Suíça (Ruag). Para saber mais, clique nos links da lista a seguir.

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29 COMMENTS

  1. Parece que sim Comandante. Sobre este Mirage gigante, alguem pode falar a respeito? É o Mirage IV de pouso e decolagem vertical?

  2. O Mirage IV é um monstro! Um belo espécime, assim como o Mirage F1. Faltou nessa foto o protótipo do Mirage 4000 (‘pai de criação’ do rafale), que teve seu projeto descontinuado após a escolha dos F-15 por parte da Arábia Saudita…

    • Para os que perguntaram sobre a foto com vários jatos de combate, da esquerda para a direita, no semi-círculo interno, o que eu vejo é um Mirage 2000, um Mirage F1, um Mirage IV, um Étendard, um Mirage IIIC (diferenciado dos Mirage IIIE/5/50 pela fuselagem dianteira mais curta na área da cabine), um Super Mystère e um Mystère. Atrás, à direita, o do alto me parece ser um Mirage 5, seguido mais abaixo, talvez, por um Mirage III R (de reconhecimento, mas a resolução não permite ter certeza) e o último o selo de 100 anos não deixa ver direito a parte dianteira da fuselagem que é onde mais as versões dos deltas da Dassault se diferenciavam, mas é também da família III/5/50.

  3. Longe de querer menosprezar o feito do fabricante francês, mas trata-se de mais uma jogada de marketing do que efetivamente de algo relevante do ponto de vista de engenharia, especialmente na posição que a aeronave ocupou na formatura.

    Os EUA já realizaram ensaios bem mais complexos envolvendo esta classe de aeronaves, como catrapo e REVO. Isto é apenas marketing, algo que a Dassault faz com maestria.

  4. Sem duvida, mas dada a situação “um tanto sensivel” que vive a Dassault, qualquer grande feito vai ser enaltecido. Mas mesmo sendo apenas um desfile foi incrivel. Só espero que não aconteça com o nEUROn o mesmo que aconteceu com o Typhoon (a politicagem).

  5. Muitos gostam de jogar pedra, mas que é uma grande e importante empresa, isso é. E importantíssima para o estado francês.

  6. Fernando “Nunão” De Martini 6 de junho de 2016 at 23:20

    o que esta abaixo do selo dos cem anos, deve ser o IIIE, ja que eh uma versao importante e nao esta no resto da foto!

  7. Realmente, beleza é uma questão de gosto. Não consigo achar o rafale bonito. Aquele nariz excessivamente curto, e o probe espetado na “cara” do caça. Tudo isso faz a silhueta do rafale desagradável aos olhos (aos meus olhos pelo menos). Mas como disse, tudo é questão de gosto.

  8. Inovação é para poucos e para quem pensa grande. Parabéns aos franceses e seus associados. Será que eles possuem muitas Escolas?………………………………………………………..de Samba!!!!!!!

    Dai que as tecnologias de ponta, vanguarda, ficam muito difíceis de frutificarem no Brasil, já que aqui o coro carnavalesco (tô exagerando?) do: “Isso é demais, o Brasil não precisa.” é extremamente grande. E que vença então a eterna mediocridade latina.
    Alguém duvida?
    Vai construir um arranha-céu de verdade em São Paulo, com mais de 200, 150, 100, ou vai lá… apenas 80 andares, para ver a chiadeira que vai ser criada, e os inúmeros obstáculos a serem colocados contra sua construção (inclusive de subornos mil).
    Até parece que o brasileiro, de modo geral, se sente incomodado em ser grande, em mirar seus objetivos e vida para cima e muito menos ainda para projetos ousados.
    O que acaba provocando quê praticamente em todo lugar, se a pessoa demonstrar cultura, alguma riqueza, senso estético, senso indagativo (filosófico), acaba se tornando imediatamente alvo de desprezo e isolamento. Triste, muito triste, essa nossa carga social de preconceito quanto ao que deveria ser incentivado e almejado… qualidade superior de vida individual e coletiva.
    A grande ironia fica sendo que o brasileiro quer ser rico e bem posicionado na comunidade, mas ironicamente cultiva uma raiva irracional contra todos que se destacam demonstrando um nível existencial superior. Assim para se transitar dentro da tribo brasileira, pertencer a tribo, e não viver isolado, a receita é se comportar como um manezinho (sempre rindo e debochativo).
    Estrategicamente o ideal então é mirarmos na África e nossos vizinhos latinos. Ter como aliado e modelo os americanos e europeus isso é pecado.

    Sabem quando vamos ver um trio desses (Made in Brazil) voando? Nunca.
    E dá-lhe TOT ($$$$$), Compras de prateleira maquiadas, rios de dinheiro para fora, projetos inconclusos, mentes brilhantes em fuga, genocídio anual (já falam em 70.000 homicídios /ano), enquanto uma maioria grita: “Ai que maravilha nosso Carnaval!”

    Apesar disto aqui – https://www.youtube.com/watch?v=KaC5QAtBlrI
    Sigam em frente franceses e seu Neuron! Um dia a gemti brasilera alegris se compramus alguns de voceis.
    Eita!

  9. Roberto,
    .
    Eu selecionei a foto justamente pensando em quem repararia primeiro no motor “torto”.
    .
    A família Bloch 151/152/153 etc é uma das provas de que nem tudo que leva a marca Dassault (na época ainda era Bloch) é bonito, rsrsrs. Mas é a exceção que confirma a regra.
    .
    Para quem não sabe, Dassault foi o sobrenome adotado por Marcel Bloch após a Segunda Guerra Mundial, em homenagem ao codinome utilizado por seu irmão, general Paul Bloch, na Resistência. Dassault é uma adaptação da expressão francesa “de assalto”, dos char d’assaut, nome francês para carros de combate (tanques).
    https://books.google.com.br/books?id=eSIhzKnNUf4C&pg=PA134&lpg=PA134&dq=Marcel+Bloch+adopted+name+Dassault&source=bl&ots=C6LKG1uilK&sig=yf2ocDwS2fTRnS-HaX0ot2kw63I&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjniLf1mpbNAhWJ0iYKHWiWDnUQ6AEIPjAE#v=onepage&q=Marcel%20Bloch%20adopted%20name%20Dassault&f=false

  10. Sobre a diferença entre o motor ser torto para compensar o torque e o “segurar na base do pé”, vale lembrar que o Messerschmitt Bf-109 tinha a cauda ligeiramente “torta” para ajudar nessa compensação – só ajudar, pois ainda era preciso bastante força no pedal. Nos modelos de fim de produção (meados de 1944 em diante, grosso modo) do Bf-109 a superfície vertical tinha uma área maior para compensar os motores que já tinham praticamente o dobro da potência do projeto inicial do caça.

  11. Tivessem sido fabricados em maior número, os Bloch e os Dewoitine teriam segurado o rojão da Luftwaffe e a invasão da França teria tido um rumo completamente diferente.

  12. *estralando os dedos* Vamos lá
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    Roberto:
    .
    – Você só falou mal do MiG-19 porque ele superou o seu amado F-100 como caça 🙂 A asa do MiG é uma façanha da engenharia aeronáutica (da época), por sua excepcional resistência torcional, em que pese a enorme aleta no dorso da asa para “evitar que o ar desertasse para as pontas”. Até onde me lembro, é o único caça supersônico onde os ailerons, posicionados na ponta da asas, são os únicos responsável pelo controle lateral acima de Mach 1. Os outros caças da época, ou apelaram para ailerons no meio da asa (como o F-100) ou adotaram flaperons (F-8). O Lightning inglês não sei se usa os ailerons acima de Mach 1 ou se possui estabilizadores diferenciais (tailerons);
    .
    – Acho que o americano de motor “torto” é o F6F não é?
    .
    Nunão:
    .
    – Aquela fenda na asa do Mirage III foi posteriormente transformada em dente no “Mirage III em regime CDK” Kfir;
    .
    -Realmente você definiu bem as qualidades da asa delta. Só para complementar para que os outros comentaristas que tem pouco conhecimento nessa área: quando o Nunão disse que permitiu que a asa em delta não fosse fina demais, ele se refere a relação espessura/corda da asa. Uma asa de corda (a distância entre o bordo de ataque e o de fuga) curta supersônica precisaria ser bem fina para oferecer baixo arrasto. Um exemplo fácil é a asa do F-104. Porem, se a corda for longa (como a delta), a sua espessura pode ser maior, contribuindo pouco para o aumento do arrasto. Para manter a relação espessura/corda baixa, as asas delta obrigatoriamente serão mais finas nas pontas do que na raiz.
    .
    – Obrigado por dizer a origem do nome Dassault, não sabia que derivava de “char d’assaut”.

  13. Clésio Luiz 7 de junho de 2016 at 13:24
    (…) – Obrigado por dizer a origem do nome Dassault, não sabia que derivava de “char d’assaut”.



    Roberto F Santana 7 de junho de 2016 at 14:42
    (…) A informação do De Martini sobre a origem da palavra Dassault foi mesmo de primeira!



    Essa eu já tinha lido na Wikipédia. Algum desavisado poderia imaginar que o nome derivava das práticas comerciais da empresa, ao fixar os preços de seus produtos.

  14. Dassault era alcunha, mas tornou-se sobrenome em 1949, provavelmente por sua aproximação com o catolicismo, ao qual ele e sua esposa, ambos judeus de nascimento, se converteram em 1950. Cristãos-novos via de regra alteram seus sobrenomes.

  15. Pra min não existem avião mais bonito no mundo que o Mirage III, só rivalizando com a imponência do F-14 Tomcat. E apesar de muitos falarem mau não a como negar da grande importância da Dassault no cenário mundial da aviação e tecnologia, que continue assim, porque de mesmice a industria tá cheia de exemplos.

    Aproveitando vejam no youtube esse dia histórico das três pontas de lança da Dassault voando juntos em formação:

    https://www.youtube.com/watch?v=y_AXBcxDxL4

  16. Feio foi a exibição de 3 T-34 na Escola de Aviação da FAA em 2001.
    O Brig. Comandante da escola decidiu liderar a formatura e esqueceu dos alas e tirou um fino da torre.
    O ala esquerdo se enrroscou na torre e morreram o instrutor e um cadete, um dos primeiros lugares da escola, escolhido para ser saco(acompanhante) pelo desempenho acadêmico
    O CMT da escola argentina foi condenado a dois anos de prisão domiciliar e encerrou a carreira.
    https://youtu.be/onIOoUB2zRg

  17. Olha não me impressionou!
    .
    Vamos fazer um exercício, o que precisa para voar? turbina, altímetro, radar, piloto, asas etc.
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    como controlar? Via satélite com comunicação encriptada, usando de gps. O irã capturou um brinquedo por erro de projeto dos engenheiros Estadunidenses que confiaram apenas no GPS.
    .
    Eu ( eu eu eu) para fazer isso voar, usaria recurso do satélite, um reconhecimento de terreno, radar, raio laser para permitir voar tão perto em formação e ou montanha, giroscópio ( sistema de navegação inercial), isso permitiria o avião ir ao alvo lançar a bomba e voltar…câmeras para reconhecimento de ameaças e alvos, mais os sensores infravermelhos. só para ser triste colocaria tudo num wafer só…
    .
    pronto deu até vontade de montar um só por passa tempo.
    .
    fica discutir como fazer o software para interdição e combate..
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    não quero parecer arrogante, que me conhece aqui sabe que sempre me esforço para ser simpático, a ideia é fazer pensar, mesmo que comecemos falando de mulher pelada e depois besteiras… a coisa vai aquecendo e saem idéias, bem esse é meu processo de criação, um relaxamento antes de ativar o cérebro para o desenvolvimento.
    https://www.youtube.com/channel/UCCLyNDhxwpqNe3UeEmGHl8g

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