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Sai acordo entre HAL e Dassault para produção do Rafale na Índia

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Rafale em teste com seis AASM dois Meteor quatro Mica e três tanques de 2000l - foto 6 Dassault

Acordo de divisão do trabalho entre as empresas é grande passo rumo ao contrato de 126 caças Rafale para a Força Aérea Indiana, após cerca de dois anos de negociações. Ainda assim, esse contrato final ainda pode estar distante

Segundo o a NDTV indiana, o Governo da Índia e a empresa aeroespacial francesa Dassault selaram o acordo sobre a divisão de trabalho entre esta e a estatal indiana HAL para produção do caça Rafale. O acordo estabelece que a HAL será responsável por 70% do trabalho nos 108 jatos  a serem manufaturados na Índia, e está sendo considerado um grande passo à frente, dois anos após o início das negociações para compra de 126 dos caças franceses para a Força Aérea Indiana. Os 30% restantes do trabalho estarão a cargo da Dassault, que também fornecerá os 18 caças que completam o total de 126 unidades, em condição “fly-away” (em outras palavras, prontos para voar, ou “de prateleira”).

Rafale C número 137 equipado com AESA na linha de produção - foto Dassault

Aparentemente, a Índia rejeitou as reservas que a Dassault tinha em relação à participação maior da HAL no programa. Porém, o contrato final ainda vai demorar para ser assinado. Por hora, o Ministério da Defesa da Índia não tem verbas no atual ano fiscal, que se encerra neste mês, para fazer o pagamento inicial, ao que se soma as eleições gerais marcadas para maio, o que levará a assinatura do contrato somente para o próximo governo – caso este concorde com os termos e condições.

Estima-se que o valor do contrato fique entre 12 e 15 bilhões de dólares. Segundo fontes da NDTV, o acordo é complexo e requer que ambos os lados estejam em sincronia sobre os fatores comerciais, logísticos e a capacidade da HAL em montar o Rafale. Por exemplo, o radar do Rafale deverá ser fabricado pela Bharat-Electronics Ltd (BEL) em Bangalore, enquanto sua cobertura, chamada de radome, será fabricada pela HAL em suas instalações em Hyderabad, e a Dassault queria clareza sobre como essas duas unidades coordenariam suas atividades. Aparentemente, a HAL concordou em em estabelecer novas instalações próximas às que a BEL possui em Bangalore.

Rafale com radome aberto para instalação de antena de RBE2 em 2007 - foto Thales

Os governos da França e da Índia estão trabalhando também num acordo de garantias para que a Dassault preste apoio ao caça pelos próximos 40 anos. Esse procedimento dos contratos de defesa indianos visa garantir que os fabricantes não voltem atrás em seus compromissos.

FONTE: NDTV (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Dassault

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45 COMMENTS

  1. Ainda bem que chegaram a um acordo. Por mais que tenha torcido pelo Gripen NG no Brasil, não gostaria de ver este belo caça com sua existência ameaçada pela falta de exportações.

    • Nautilus, também torço para enfim sair o contrato do Rafale na Índia.

      Mas é preciso lembrar que esse contrato final ainda não foi assinado. O passo dado foi importantíssimo, na verdade, foi fundamental, pois era uma das principais pendências a resolver. Só que ainda resta ao Rafale abater a questão financeira (só há verba no orçamento do próximo ano fiscal para o pagamento inicial) e política (eleições na Índia) para homologar de vez essa primeira e grande vitória.

  2. “Porém, o contrato final ainda vai demorar para ser assinado. Por hora, o Ministério da Defesa da Índia não tem verbas no atual ano fiscal, que se encerra neste mês, para fazer o pagamento inicial, ao que se soma as eleições gerais marcadas para maio, o que levará a assinatura do contrato somente para o próximo governo – caso este concorde com os termos e condições.”

    Com o texto acima, o título da matéria está errada !

    Caso a oposição vença, o blá blá blá fica oficial.

    É Lord Vader,

    não é fácil vender a Joça da Le Dan$$solt,

    o blá blá blá é a língua oficial entre as partes.

    • “Carlos Alberto Soares em 03/03/2014 as 20:49
      Com o texto acima, o título da matéria está errada !”

      O título está certo. Segundo a notícia, saiu o acordo entre a HAL e a Dassault, item fundamental para que o contrato de aquisição do caça pela Índia, com produção local de 108 exemplares, possa ser assinado.

      Se o contrato final vai ser assinado, aí que está o porém. Mas o acordo entre as empresas sobre a divisão do trabalho, que estava embaçado, saiu.

      Não confundir esse acordo HAL-Dassault com o contrato de compra do Rafale na Índia. São coisas ligadas, dependentes, mas diferentes.

  3. A Dassault tem que acender velas todos os dias em todas as igrejas da França, até sair a assinatura do contrato.

    O único contrato que essa aeronave terá será esse. O Rafale simplesmente não vale o que custa: outros caças fazem quase a mesma coisa que ele, por um terço do preço.

    O Dassault Rafale já é passado. Se vingar o contrato com a Índia ele se paga, e é só. Se não vingar, o próximo caça da França será o F-35.

  4. Levando-se em consideração que esse seria um dos principais obstáculos, resta o acerto do custo total do projeto.

    Esse será o contrato salvador do Rafale, sem dúvidas. 🙂

    []’s

  5. Prezado Fernando De Martini

    “Sai acordo entre HAL e Dassault para produção do Rafale na Índia”

    Produção ?

    O título está errado.

    Nem a pau Juvenal !

    “Jus sperniandi”

    Ambos temos esse Direito.

  6. É os mãe Dinas de plantão devem rasgar as calcinhas de tanto secarem o Rafale .Mas com essa venda o projeto Rafale estara mais que pago e assim garantido .

    Uma bela e eficiente máquina! de guerra .

    sds

    • Caro Vespão,

      As costureiras por aí também devem estar com carga de trabalho imensa, e fazendo hora extra até no Carnaval de tanto remendo acumulado, devido à grande quantidade de secadores de Gripen que “rasgaram as calcinhas” nos últimos meses.

      Sem falar nas “mães Dinas” de plantão que afirmavam de pé junto que o Rafale tinha ganho no Brasil, por anos e anos a fio.

      Melhor deixar esse “papo calcinha” para outros lugares.

  7. “Carlos Alberto Soares 3 de março de 2014 at 22:24 # Edit
    Prezado Fernando De Martini
    “Sai acordo entre HAL e Dassault para produção do Rafale na Índia”
    Produção ?
    O título está errado.”

    Carlos,

    Não queria insistir, mas como você insistiu, insisto que o título não está errado.

    O acordo é relacionado à produção, à divisão do trabalho nessa produção.

    Não é contrato de compra. Não é contrato de produção.

    É acordo entre as partes que farão a produção, caso o contrato saia.

    Um acordo entre HAL (empresa estatal indiana) e Dassault (empresa privada francesa). Não é contrato do governo indiano para comprar (e consequentemente, produzir) o caça.

    Além disso, o subtítulo completa o que está escrito no título, em caso de qualquer dúvida que paire.

    Resumindo, acordo visando a futura produção é uma coisa. Contrato final para compra do caça, que viabilizará essa produção, é outra.

  8. O Projeto Rafale custou aproximadamente 60 bilhões de Euros até o momento, números do Senado Francês.

    Se a encomenda indiana sair por 20 bilhões de Euros, e a tendência é que seja bem menor do que isso (algumas fontes falam em até 20 bi de DÓLARES, mas esse número é contestado pelas autoridades hindús), ainda assim será uma gota num oceano de prejuízo.

    Se descontarmos do total as aquisições francesas, incluindo-se aí as projetadas, o Projeto Rafale meramente se pagará, leia-se: deixará de ser DEFICITÁRIO, para deixar em paz as finanças da República Francesa. Só isso.

    Isso SE sair a encomenda indiana, e SE esta for mesmo tão robusta quanto devaneiam os francos. É muito SE pra se fiar, ou seja: é bom a Dassault continuar acendendo suas velhinhas…

    De qualquer modo o Rafale JAMAIS será um caça bem sucedido comercialmente. Será ou um FIASCO total e absoluto, ou na melhor das hipóteses um “fiasquinho”.

    Quando penso que aquele celenterado do ex-presidente e seu aspones Jobim, MAG e Amorim queriam adquirir esta COISA pra FAB só tenho a agradecer que a dupla Wanda/Mantega tenham pensado com o bolso e deixado a escolha para quem sabe, ou seja: a COPAC e o TB Saito.

  9. Nunão, kkkkkkkkk, a choradeira e “rasgação” continua e está cada vez pior: mais suja, mais baixa e mais fora da realidade a cada dia que passa, hehehe…

    Mas como o “golpe” veio de sua própria chefia, a verdade é que eles têm que engolir a bobajada ideológica e chorar na caminha, que é lugar quentinho, rsrs…

  10. Caro amigo Nunão .

    Desde já gostaria de esclarecer que não sou contra a aquisição dos gripen ..pois precisamos mesmo ter um vetor para substituir os f-5 .
    Mas como ponta de lança ainda defendo um Hi- ,LO mix .Quantidade ou qualidade? Estes parecem atributos mutuamente em um caça moderno. Uma aeronave capaz de enfrentar, com razoável segurança, qualquer ameaça atual ou em um futuro imediato, será sem sombra de dúvida extremamente cara e complexa. Por outro lado, aparelhos mais simples podem ser produzidos em maiores quantidades, mas podem ser abatidos um a um por caças mais capazes ou defesas antiaéreas bem equipadas. A evolução da aviação militar nos mostrou a superioridade de uma combinação de caças mais e menos sofisticados, com quantidades maiores do segundo tipo, caso do gripen .

    sds

  11. Caro Vespão,

    Não precisa esclarecer nada.

    Meu comentário não “fulanizou” ninguém, apenas serviu para comentar uma linha “papo calcinha” que estava no seu, tentando motivar a mudança do rumo da prosa.

    Quanto ao novo comentário, este sim está relacionado a algo muito interessante de se discutir.

    Sou partidário do Hi-Lo mix, sim, mas da forma que é praticado na França há décadas.

    Lá, o Hi não é especificamente um avião maior e mais complexo para “ponta de lança” numa frota composta por aviões menores e menos complexos, de mesma geração.

    O Hi é, simplesmente, um avião de nova geração sendo introduzido, e o Lo é formado pelos aviões de geração intermediária (tanto faz se sejam meia geração atrás ou uma geração inteira), em operação e com vida útil pela frente, sendo que o Hi chega para substituir aeronaves de geração ainda mais antiga e no fim da vida útil. E assim sucessivamente.

    Foi o que ocorreu ao longo de décadas na Força Aérea Francesa. Para não voltar demais no tempo, voltemos para a década de 1970, época em que o Brasil adquiriu seus últimos caças supersônicos novos de fábrica. A partir da segunda metade daquela década, na França o Mirage F1 era introduzido em números significativos e, por volta do final da década, tornava-se o Hi do mix com os caças da geração composta pela família Mirage III, que se tornaram o Lo (ao qual se somava alguns remanescentes mais velhos como o Mystere e jatos de origem americana, de geração ainda mais velha, que gradativamente eram substituídos pelo F1).

    Já o Mirage 2000, em meados da década de 1980, tornou-se o Hi em relação ao Mirage F1, sendo claramente de uma geração mais nova, e gradativamente substituía os caças da família Mirage III, praticamente de duas gerações atrás (ou de uma geração e meia atrás, conforme a classificação).

    O Rafale, há cerca de uma década, vem se tornando na Força Aérea Francesa o Hi do mix com a família Mirage 2000 (C, -5, N e D), aposentando caças como Mirage F1 e jatos Jaguar. Até o final desta década, deverá aposentar todos caças mais velhos da família Mirage 2000, restando apenas o Mirage 2000D (que talvez venha a ser modernizado) ou algum remanescente dos Mirage 2000-5.

    Apesar da intenção inicial de se padronizar a Força Aérea Francesa com o Rafale, o caminho que vem sendo trilhado mais recentemente é manter um mix só de Rafale (Hi) com Mirage 2000D (Lo) na próxima década.

    Quando chegar a vez de aposentar de vez o Mirage 2000 D, é possível que seu substituto não seja o Rafale, mas sim um novo caça franco-britânico, tripulado ou não, e chegará a vez do Rafale ir para o Lo da equação da Força Aérea Francesa, ao longo da década de 2030.

    E no Brasil?

    Por um bom tempo, o Gripen E/F deverá ser o Hi de uma equação em que o Lo será o F-5M e o A-1M e, conforme mais exemplares do F-5M derem baixa, o Lo ficará unicamente com o A-1M (se pensarmos na Aviação de Caça com um todo, e não só em jatos, inclui-se no Lo o A-29).

    Quando chegar a vez de aposentar definitivamente o A-1M (por volta de 2030), poderá se optar por mais Gripen E/F, e essa é a ideia há anos, que o vencedor do F-X, depois F-X2, fosse o caça padrão para tomar o lugar de todos os jatos de combate em serviço. Mas será que essa ideia vai continuar por volta de 2030? Ou será que, quando o A-1M for aposentado, seu espaço será ocupado (não necessariamente suas funções específicas) por um caça de quinta geração?

    Afinal, foi mostrado claramente, na última audiência no Senado, que o programa F-X2 buscou junto à indústria quais as capacitações que esta via como lacunas nacionais para o desenvolvimento um caça de quinta geração, e essas demandas da indústria foram incorporadas às exigências de transferência de tecnologia do programa.

    Se essa alternativa vai vingar, não sei dizer.

    Só sei que dificilmente vai se adquirir um Hi da mesma geração que o Gripen E/F, de forma que este se torne o Lo, independentemente do que pensem ou sonhem viúvas de Sukhoi, viúvas de Rafale, viúvas de Super Hornet e outras tantas. A não ser que os planos mostrados mudem radicalmente, por algum motivo.

    O Gripen E/F será o Hi da FAB (e com todos os méritos para isso) até que um novo caça, mais avançado que os de sua geração, seja viabilizado e adquirido, o que aparentemente é coisa para depois de 2030, caso o desenvolvimento do mesmo seja iniciado por volta da próxima década (o que poderá ser uma parceria, conforme a indústria do país se capacite para ter papel relevante junto a outros parceiros num projeto de quinta geração). É a minha opinião.

  12. O Gripen NG é mais do que capaz de enfrentar de igual para igual QUALQUER aeronave de sua geração, nas missões que a FAB precisa, como deixou bem claro a avaliação da COPAC.

    Esse papinho de hi low entre aeronaves de mesma geração é, como o Nunão bem iniciou e o Carlos Alberto complementou, blábláblá de viúva chorosa.

  13. Caro amigo Nunao.

    Compartilho da mesma opinião.
    Não tenho nada. A acrescentar no seu comentário.

    Sds.
    Caro amigo do outro lado da força :apesar do seu desdem quase irracional pelo rafale as notícias vem sendo favoráveis da India.

  14. Não tenho desdém algum pelo Rafale, que é um ótimo caça para a França (e só para ela).

    Mas eu me pauto pelas EVIDÊNCIAS, não pela ideologia antiamericana (e seus aliados) a qualquer custo. Os indianos estão descobrindo a duras penas o quanto custa compartilhar os devaneios nacionalistas e individualistas franceses. O futuro lhes mostrará…

    Quanto a nós, só nos resta agradecer a Deus e ao TB Saito por termos escapado, por pouco (é bem verdade), dessa barca furada.

  15. Senhores, ainda estamos com isto de “Hi-Lo”? Se existisse isso o Rafale seria o “Lo” da Índia. Mas acho que os indianos não veem a coisa desta forma.

    Acho uma boa notícia para a Dassault, imagino a imensa paciência dos franceses em negociar este acordo com a HAL e toda a idiosincrassia da burocracia governamental indiana. A Dassault vai receber muito dinheiro na Índia, mas este dinheiro vai ser suado…

  16. Fernando “Nunão” De Martini 4 de março de 2014 at 13:52 #

    Caro Vespão,

    As costureiras por aí também devem estar com carga de trabalho imensa, e fazendo hora extra até no Carnaval de tanto remendo acumulado, devido à grande quantidade de secadores de Gripen que “rasgaram as calcinhas” nos últimos meses.

    Sem falar nas “mães Dinas” de plantão que afirmavam de pé junto que o Rafale tinha ganho no Brasil, por anos e anos a fio.

    Melhor deixar esse “papo calcinha” para outros lugares.

    Caro Nunão! Off topic..

    Continuamos, já quase impacientes com,a indicação de qual ponte vamos nos jogar após o anúncio do Rafale como vencedor do FX 2.

    Grande abraço

    • Juarez,

      Até o momento, também não recebi nenhuma indicação de ponte, dado que o Rafale aqui não ganhou, apesar de tantas e tantas previsões nesse sentido.

      Mas a esperança é a última que morre, então sempre inventam um argumento qualquer para falar mal e brigar com os fatos.

      Afinal, quem morre de véspera é peru, já dizia o chefe do Asterix, este sim um gaulês de muita fibra e bom humor, coisa que falta por aí.

      E falando em humor e em ponte, pelo que sei de inconformados de plantão em outros espaços (e que chamavam este de “Gripenlândia”, mesmo sendo este o site brasileiro que provavelmente publicou mais notícias legais sobre o Rafale), daqui a pouco o último argumento que vai restar é nos mandar para a ponte que partiu.

      O que seria inútil pois, como a ponte partiu, ninguém vai conseguir se jogar dela, ora pois.

      Que o céu caia sobre suas cabeças. Ops, já caiu.

      • “dado que o Rafale aqui não ganhou, apesar de tantas e tantas previsões nesse sentido.”

        Nunão

        Não era previsão, era sim uma realidade. Um caminho que o Executivo havia adotado. Por motivos que nós conhecemos (embora alguns continuem obscuros), este caminho não seguiu em frente e o F-X2 tomou outro rumo.

  17. Poggio,

    Estava falando, ao responder ao Juarez, de torcidas e devaneios de gente chata, de má fé, de pouco caráter e baixíssima credibilidade, entre outros atributos, como você bem sabe.

    Não estava falando de fatos, realidades, de coisas concretas.

    Mas deixa pra lá, isso foi apenas um desvio bem-humorado de conversa e não tem mais nada a ver com o assunto.

  18. O Vader comentou que o projeto do Rafale custou aos cofres franceses 60 bilhões de Euros, o que dá um total de mais de 180 bilhões de Reais.

    Se for mesmo esse o valor do projeto, então é o maior escândalo de corrupção da história francesa. Talvez da história mundial. É dinheiro demais. É absurdamente muito dinheiro. Valeria muito mais a pena o governo francês comprar 122 caças americanos (o mesmo nº de Rafales que vão ficar) do modelo mais Top e trocar toda a frota a cada 10 anos. Fazendo isso desde os anos 80 ainda seria muito mais barato.

    Não tenho nada que ver com os impostos dos contribuintes franceses, mas por muito menos que isso seus antepassados decapitaram um rei, uma rainha, sua côrte e vários pensadores da época.

  19. Poggio:

    Não era previsão, era sim uma realidade. Um caminho que o Executivo havia adotado. Por motivos que nós conhecemos (embora alguns continuem obscuros), este caminho não seguiu em frente e o F-X2 tomou outro rumo.”

    Guilherme, desculpe-me por insistir no off-topic, mas a verdade é que a “compra” do Rafale jamais passou de um factóide populista-demagogo do PR da época (mais um dos muitos). Para prova disso batou o seu Min Def à época desmentí-lo, alguns dias depois do evento, com a sensata lembrança de que a COPAC/FAB não havia ainda entregue seu relatório, que fora inclusive encomendado pelo dito cujo.

    Foi um factóide. Mas como o verminoso em questão de burro nada tem, é claro que era uma tentativa de de desmerecer a FAB, alevantar as hostes PeTralhas contra esta Força, e de quebra ainda tumultuar o processo o suficiente para que o atraso criminoso que depois se verificou se justificasse perante seus acólitos, como sendo “culpa da FAB, que teimava em ir contra a vontade do Iluminado de Garanhuns”.

    Sds.

  20. cristiano.gr disse: …
    5 de março de 2014 at 18:15 #

    Cristiano, boa tarde.

    Independentemente do custo, quantos Euros saíram da França durante o desenvolvimento, a produção, a operação e a logística?
    O dinheiro apenas circulou dentro da França.
    Você sugere que teria sido melhor aquele país enviar navios de divisas (dólares) para comprar caças americanos e ainda ficar completamente dependente de seu fornecedor estrangeiro?
    E ainda, jogar no lixo toda a sua indústria aeronáutica de defesa?
    Eu acho que não seria um bom negócio para qualquer país.
    Existem motivos pelos quais o Brasil pretende ter uma indústria de defesa decente e evitar compras de prateleira. O menor custo não está entre esses motivos.
    Abraço,

    Justin

  21. “O dinheiro apenas circulou dentro da França.”

    Menos, caro Justin. Sabemos que há inúmeras partes estrangeiras dentro do Rafale.

    Não precisamos toda vez ficar colocando links de matérias anteriores aqui né? Senão a coisa fica chata e parece que estamos tratando com crianças…

    Não que a questão seja essa, mas sim o gigantesco volume de recursos aplicados num projeto que é o maior fracasso comercial da história da França…

  22. Vader,

    O retorno do investimento público é o serviço prestado à Sociedade. O principal serviço, no caso, é a Defesa Externa. Há outros retornos, como conhecimento, tecnologia, empregos…
    É muito diferente do investimento privado, que exige o retorno monetário.
    Você acha que o F-22 foi um fracasso? O Tornado? O AMX?
    Eu não acho. Até o KC-390. Mesmo que venda apenas 28 aeronaves para a nossa Força Aérea Brasileira, só poderemos dizer que seria um fracasso se os aviões forem incapazes de cumprir sua missão.

    Justin

  23. Caro Justin, penso haver deixado bem claro em meus comentários se tratar o Rafale de um retumbante fracasso COMERCIAL.

    Nada falei sobre seu status operacional.

    O que creio que todos entendem, menos o amigo, e já discutimos isso inúmeras vezes, é que o Rafale é um bom negócio para a França. E APENAS para ela.

    Como a Índia está a descobrir, diga-se voltando ao tópico…

  24. Caros : como mesmo disse nosso amigo Justin:

    A venda de um avião de combate mobiliza toda uma cadeia de atores, dos políticos aos construtores, (Dassault, Thales, Snecma) .
    Como dizer que o projeto ao todo seja ruim , varias tecnologias e conhecimentos adquiridos se refletem em todo o sistema fabril da França ,vide os aviões civis familia Falcon.
    A execução do multibilionário contrato de compra pela Índia dos 126 caças franceses Rafale é o maior em andamento nos dias atuais.

    Realmente está longe da realidade dizer que o Rafale seja um fracasso ,

  25. Justin, Justin, tsc tsc tsc…

    Elogio em boca própria é vitupério… O cara que escreveu o artigo é francês, foi do ADLA e trabalha num tal ParisTech. Creio que não é minimamente isento para falar do Rafale né?

    No mais, usou dos mesmos argumentos já destroçados ao longo do tempo aqui e nos 4 cantos do mundo. Nem vou perder meu tempo comentando: se virar post eu penso no caso…

    A pergunta é: porque o Canadá pagaria mais de US$ 100 milhões num avião de 4a geração que faz menos que um F-35, que custa a mesma coisa ainda no LRIP?

    Tem que ser muito… indiano para pensar em algo assim.

    Se o Canadá quiser uma alternativa barata ao F-35 com certeza não será o bibelô francês “arromba cofres” que ele escolherá.

    Sds.

  26. Vader,

    Também achei o artigo exagerado, mas não há dúvida que existem outras oportunidades de negócio.
    Quanto aos exageros de propaganda, há que se usar os filtros e tentar identificar o que é informação confiável.
    Por exemplo, eu não creio que nem Rafale nem Gripen NG possam cumprir supercruise útil operacionalmente. Se conseguirem alcançar esse regime, será com poucas armas e baixa velocidade supersônica. O pequeno ganho de velocidade não justificaria o consumo de combustível necessário para compensar o arrasto supersônico, mesmo considerando o motor operando mais eficientemente, em potência militar.

    Justin

  27. Hornet:

    O Typhoon equipa Forças Aéreas de 7 países. O Gripen outras tantas, e está desenvolvendo sua Next Generation já com duas vendas engatilhadas. Até o Super Hornet que só vendeu pra US Navy e RAAF tem quase o triplo de aeronaves vendidas que o Rafale terá um dia SE os indianos fecharem contrato e SE a França mantiver suas encomendas.

    Até o novíssimo F-35 já tem mais aeronaves produzidas que o Rafale. E nem vou falar dos “Teen Fighters” F-16, F-15 e F/A-18…

    O que você chama de sucesso se demonstra um fracasso retumbante até mesmo quando em comparação com os números do antecessor Mirage-2000… 😉

    Cada um enxerga o que quer então oras…

    • Justin e Vader, aproveitando essa conversa de vocês:

      A briga pela substituição dos CF-18 canadenses, pelo visto, está num momento de esquentar bastante e isso está se refletindo claramente em matérias na imprensa de lá. A fase de avaliação de alternativas ao F-35 foi cumprida e agora os interessados estão cobrando do governo um passo à frente: estabelecer de vez a competição para decidir entre se comprometer de vez com o F-35 ou partir para uma das alternativas estudadas.

      Vale dizer que essas alternativas também são bimotores como o Rafale, o Typhoon e o Super Hornet, lembrando que bimotores são preferência de boa parte dos pilotos da RCAF devido aos não desprezíveis riscos de ingestão do grande ganso canadense pelo motor, muitas vezes em voos sobre regiões remotas.

      Esse analista da matéria abaixo, um acadêmico, argumenta que o fato do EUA estar empurrando para a frente boa quantidade de compras de F-35(vide outra matéria publicada ontem aqui sobre cortes nas encomendas próximas de F-35C) traz mais incertezas para o programa desse caça e dúvidas sobre a validade do Canadá comprometer 100% do futuro de sua aviação de caça com ele.

      Isso porque os CF-18 têm data de aposentadoria prevista para 2020, sendo que esse prazo já leva em consideração trabalhos feitos para esticar essa vida útil com upgrades e revitalizações (vale sempre lembrar que os caças são da primeira geração do Hornet, e começaram a operar em 1982, participando de coalizões como a da Guerra do Golfo, Kosovo, voando bastante e se desgastando).

      Ele acha que até 2020 o F-35 ainda não estará com a operacionalidade adequada às necessidades canadenses de substituir todos os seus CF-18. A solução? Comprar F/A-18 Super Hornet para substituir parte dos CF-18 e só se comprometer com o F-35 para substituir os restantes quando este último se mostrar menos arriscado, com custos e desempenho dentro do desejado.

      Segue a matéria, de hoje:

      http://www.theglobeandmail.com/globe-debate/decision-time-canada-needs-new-fighter-jets-now/article17311959/

  28. Nunão,

    Pelo jeito, é outro torcedor disfarçado.
    Não existe obrigatoriedade de desativar aviões. Certamente há uma data planejada, o que é bem diferente.
    Depois, faltam ainda seis anos para 2020. Isso é mais do suficiente para que o F-35 alcance uma operacionalidade aceitável. O preço do pacote ainda pode ser um problema.
    Não creio que seja justificável incorporar Super Hornets apenas como tampões para o F-35. Seria um investimento muito grande.
    No entanto, considero uma opção válida avaliar esses caças, como únicos para a força aérea ou como complementares a um lote menor de F-35.
    Nesse caso, investir em aeronaves como Super Hornet, Rafale, Typhoon ou até mesmo Gripen NG poderia ser uma saída válida.
    Abraço,

    Justin

    • Justin, bom dia.

      Não há de faltar na mídia canadense matérias de “torcedores disfarçados” nessa disputa dos próximos meses, como vem ocorrendo toda vez que essa longa discussão chega perto de um momento de decidir algum caminho novo. Artigos para todos os gostos, provenientes de todos os lobbies e torcidas.

      Quanto à obrigatoriedade de desativar aviões, certamente há meios de se esticar ainda mais as vidas úteis, mas como já debatemos várias vezes, mas isso implica numa relação de custo-benefício, que precisa ser continuamente calculada. O caso australiano é um exemplo, como mostra o link abaixo (embora na Austrália o multifuncional Super Hornet tenha substituído o jato de ataque F-111 e não o Hornet – mas, se isso não tivesse ocorrido, podemos supor que a pressão sobre a frota de Hornet provavelmente ficaria inaceitável, fora a lacuna aberta pela aposentadoria dos F-111).

      http://www.aereo.jor.br/2012/09/27/atrasos-do-f-35-ampliarao-custos-de-manutencao-dos-hornets-da-australia/

      Curiosamente o caso australiano, segundo alerta de 2012 do escritório de auditoria do país, tem a data de 2020 como coincidência com o caso canadense, pelo texto do link acima.

      “…a extensão da data planejada de baixa da frota (de Hornet) para além de 2020 vai requerer que a frota passe por um regime maior e consequentemente mais custoso de inspeções de segurança, além de programa de modificações estruturais e atualização das capacidades.”

  29. O Super Hornet poderia ser adquirido em quantidades mínimas, apenas as essenciais, com cabeamento para conversão em Growler, como feito pela Austrália, complementando-se depois a frota com o F-35.

    Enfim, o Canadá tem muitas alternativas. Todas elas, repito, mais baratas que o Rafale.

  30. Canada ?

    SH e ponto.

    O resto é blá blá blá …..

    A Le Dan$$olt está fora ou eu passo a me chamar Maria Joaquina.

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