Uma aeronave C-130 da Força Aérea Colombiana foi equipada com sistemas da FAB de combate à incêndios

204 incêndios por mês – cerca de oito por dia! Centenas de pessoas atingidas! Essa é a situação de desastre natural que assola a Colômbia depois que os incêndios florestais atingiram todo o país. Em meio a essa crise ambiental sem precedentes, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou uma missão de colaboração com a Força Aérea Colombiana (FAC).

Logo que acionada, no dia 31/01, a FAB, reconhecendo a magnitude do desastre, mobilizou uma aeronave KC-390 Millenium, operada pelo 1º Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus, para participar dessa missão. A aeronave multimissão decolou da Base Aérea de Anápolis (BAAN) – equipada com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS II, sigla em inglês para Modular Airborne Fire Fighting System), essencial para realizar ações de Combate a Incêndio em Voo – com destino à Base Aérea do Galeão (BAGL).

Na capital do Rio de Janeiro, uma aeronave C-130 da FAC estava à espera da aeronave brasileira para assim ser equipada com o sistema MAFFS I da FAB e seguir de volta ao aeroporto colombiano de El Dorado (SKBO), o maior e mais importante da Colômbia, para, então, iniciar o combate aos incêndios que apresentam focos em diversas áreas do país.

A bordo, encontravam-se militares do efetivo da BAAN e da BAGL que participaram do processo de preparação e testes do Sistema MAFFS na aeronave colombiana, cuja coordenação ficou a cargo da Segunda Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica e do Comando de Operações Aeroespaciais. O transporte do Sistema viabiliza que a Colômbia eleve suas capacidades de combate a incêndios florestais, sendo um importante aliado para a preservação das florestas, como por exemplo, a Floresta Amazônica existente nos territórios dos países.

O Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo, também ficou responsável pela instalação dos equipamentos a serem enviados à Colômbia. De acordo com o Comandante do Esquadrão Gordo, Tenente-Coronel Umile Coelho Rende, o sistema pode ser rapidamente instalado ou removido do compartimento de carga da aeronave, uma vez que sua estrutura foi projetada de forma a tornar eficiente sua instalação e a desinstalação na aeronave, o que leva em torno de 3 horas para a completa montagem ou desmontagem do vetor aéreo. Para essa missão, o conjunto de proteção ambiental disponibilizado tem 16 metros de comprimento e capacidade para o lançamento de 12.000 litros de água e retardante de fogo.

“O sistema foi instalado na aeronave C-130 da Colômbia com o suporte da Base Aérea do Galeão. As conexões elétricas e estruturais do aparelho foram adaptadas de forma a compatibilizar o equipamento brasileiro com o avião estrangeiro, além disso, uma equipe de técnicos da FAB prestou todo o apoio às operações de solo da aeronave e do equipamento e seguiu a bordo da aeronave para prestar todo o auxílio caso fosse preciso”, explicou o Comandante do 1º/1º GT.

Já o Comandante da aeronave KC-390 empregada na missão, Major Aviador Anderson Dias, destacou que participar desta ação ratifica a vocação do 1º GTT em realizar transportes com pronta resposta, auxiliando em demandas nacionais e internacionais. “Essa missão demonstra as capacidades, por meio do KC-390, de suportar demandas de cooperação entre o Brasil e seus países vizinhos sempre que necessário, sendo motivo de grande orgulho para nós tripulantes”, explica.

MAFFS II

O Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios projeta a água pela porta lateral na fuselagem, permitindo manter o interior da aeronave pressurizada, ou seja, sem comprometer sua performance.

Entre as principais características do sistema MAFFS II, estão o baixo custo de manutenção, rápida configuração e flexibilidade multimissão, podendo ser utilizado no combate a incêndios, derramamento de produtos químicos, contaminação nuclear, radiológica e biológica, entre outros.

Por possuir esse sistema, a FAB faz parte do rol das Forças Aéreas capazes de realizar grandes missões de combate à incêndios, assim como já ocorreu em 2023, quando auxiliou no combate aos incêndios florestais que atingiram a cidade de Concepción, no Chile, zona centro-sul do país. A operação contabilizou o lançamento de 636 mil litros de água e mais de 40 horas de voo.

Atualmente, essa colaboração não apenas reforça os laços entre Brasil e Colômbia, mas também evidencia a necessidade de uma pronta-resposta para desafios ambientais. A situação na Colômbia serve como um alerta para a urgência de ações coordenadas e eficazes em escala internacional para preservar o meio ambiente.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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EduardoSP

Assim como a Colômbia, o Chile também enfrenta enormes incêndios florestais com dezenas de mortos e centenas de desaparecidos.

Marcelo Andrade

E aproveitamos pra demonstrar o 390 em acao!

adriano Madureira

propaganda é a alma do negócio…

Fabio Araujo

O C-130 colombiano foi equipado com o sistema MAFFS I da FAB, que equipava os nossos C-130 desativados, e um KC-390 foi equipado com o MAFFS II foi junto para a Colômbia para ajudar no combate ao incêndio, como o sistema que o KC-390 é o MAFFS II esse MAFFS I emprestado não vai ser usado quando o empréstimo terminar, ele vai voltar ( pode ser doado ou vendido para a Colômbia )? E se voltar vai ficar disponível para ser emprestado para outros países ou a FAB vai se desfazer vendendo ou doando para outro país? Esse MAFFS I… Read more »

Jadson S. Cabral

Esse equipamento é fabricado no Brasil?

Santamariense

O MAFFS é resultado de um requerimento do Congesso dos EUA, para desenvolver um equipamento para combate a incêndios. A Guarda Aérea Nacional, a Reserva da Força Aérea e o Serviço Florestal foram incumbidos de desenvolver esse sistema. A FMC Corporation foi encarregada dos serviços de projeto e engenharia. Hoje, esse sistema é fabricado pela Aero Union, também dos EUA.