sábado, maio 28, 2022

Gripen para o Brasil

VÍDEO EXCLUSIVO: A história do caça F-5 “Rojão de Fogo!”

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A HISTÓRIA DO CAÇA F-5 – PARTE 23

CORTESIA

Em meados de 1981, quatro caças Mirage IIIEA da Força Aérea Argentina realizaram uma visita à Base Aérea de Canoas. Eles foram acompanhados por um C-130B para dar apoio. Foi uma data histórica, pois a base nunca havia recebido aeronaves militares argentinas.
A visita não tinha objetivos operacionais, como voos conjuntos ou combates dissimilares. Foi apenas uma cortesia. Como lembrança da hospitalidade, os argentinos pintaram ao lado da tomada de ar dos Mirage visitantes a bolacha do CATORZE, o Esquadrão Pampa, baseado em Canoas.

Um ano depois estes mesmos Mirage entrariam em combate com os britânicos pela posse das Ilhas Malvinas e com a bolacha pintada na fuselagem. Um desses aviões que esteve no Brasil, matrícula I-019, foi abatido erroneamente pela antiaérea argentina quando tentava pousar em emergência na pista do arquipélago.

ROJÃO DE FOGO!

Na manhã de 3 de junho de 1982 dois jatos F-5 do Primeiro Grupo de Aviação de Caça se preparavam, na Base Aérea de Santa Cruz, para uma missão de navegação a baixa altura. Seria apenas mais uma surtida de treinamento de rotina. Mas repentinamente, quando os pilotos se preparavam para a decolagem, surgiu um mecânico ao lado da aeronave líder. Ele abriu o cofre de munição e deu um golpe no canhão, armando-o.

Pelo rádio, o então capitão Dias recebeu o comunicado “Rojão de Fogo!”. Ou seja, aquela passou a ser uma missão real de interceptação. Os dois caças se alinharam com a pista 04 de Santa Cruz. Em contato direto com o Centro de Defesa Aérea de Brasília veio a ordem: “subir até o nível três dois zero com pós-combustão”.

O “boom” sônico ecoou por toda a cidade do Rio de Janeiro e ambos os caças seguiram rumo ao mar, vetorados pelo Centro Brasília. Mas como o radar tridimensional da região estava fora de ação, os controladores de terra só conseguiam identificar a posição do alvo, sem saber a real altitude dele.

Bombardeiro Vulcan acompanhado por dois F-5E da FAB, em 3 de junho de 1982 – Arte Aicro Junior

Voando a Mach 1,3 os dois caças varriam o céu com seus radares de bordo. Porém, o radar APG-153 não tinha capacidade look down e os pilotos não perceberam que o alvo passou cerca de dez mil pés abaixo deles. Como o Centro Brasília informava que estavam praticamente juntos ao alvo, o capitão Dias decidiu colocar seu F-5 de dorso. Assim conseguiu ver a enorme asa triangular de um bombardeiro Vulcan da RAF (Real Força Aérea britânica) voando abaixo dele.

Os dois F-5 partiram para a cauda do Vulcan. A ideia inicial era escoltá-lo até a Base Aérea de Santa Cruz, mas a aeronave britânica tinha pouco combustível, pois a sonda de reabastecimento em voo havia quebrado durante sua missão. Os caças da FAB então escoltaram o Vulcan até que este pousou no aeroporto internacional do Galeão, quase sem combustível. Em seguida os F-5 rumaram para Santa Cruz.

O grande bombardeiro possuía um míssil antirradar Shrike sob a asa, que havia sido armado e por alguma falha não foi disparado em sua missão sobre as Malvinas. Havia o risco deste míssil se desprender e buscar algum alvo na cidade do Rio de Janeiro, o que felizmente não aconteceu.

A tripulação do Vulcan foi bem recebida no Brasil, permanecendo na Base Aérea do Galeão por mais oito dias. Em 11 de junho a aeronave decolou para a Ilha de Ascensão. Mas o míssil Shrike ficou no Brasil.

GUERRA ELETRÔNICA

Em 1984 a FAB adquiriu dois casulos de interferência eletrônica do tipo Caiman. Os casulos faziam parte do pacote de equipamentos eletrônicos destinados à implantação do CINDACTA II. Coube ao então Centro Tecnológico da Aeronáutica o projeto de adaptação do casulo aos caças F-5, sendo que o “14” foi a unidade escolhida para receber os equipamentos.

A FAB pretendia criar uma unidade especializada em supressão de defesas antiaéreas na região Sul, assim como eram as unidades Wild Weasel da USAF, a Força Aérea dos Estados Unidos. A plataforma seria o AMX, mas como ele ainda não estava operacional coube ao 14 desenvolver a doutrina de guerra eletrônica.

O projeto se arrastou até o ano de 1987, quando finalmente o primeiro F-5, equipado com um casulo Caiman, voou pela primeira vez. Três jatos F-5 foram adaptados para receber o casulo e os resultados dos voos foram muito satisfatórios.

O 14 continuou a empregar o Caiman até o ano de 1990, quando suas aeronaves originais foram entregues ao 1º Grupo de Aviação de Caça. O Esquadrão Pampa passou então a operar os caças F-5 usados que pertenceram à USAF e o programa do Caiman foi deixado de lado.

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Renz

Esse bravo guerreiro vai deixar saudades, junto com o Mirage III são verdadeiros ícones da FAB.

Camargoer.

Olá Renz. Eu adorava os Mirage III em alumínio polido, com as entrada de ar vermelhar e o símbolo da FAB colorido. Sem falar na assinatura Mirage III EBR próximo ao piloto

Fernando "Nunão" De Martini

“ Eu adorava os Mirage III em alumínio polido, com as entrada de ar vermelhar e o símbolo da FAB colorido.”

Os mais belos na minha opinião também.

Equilibrium

Procura https://defesacritica.com.br/forum/
Será bem encaixado!

Camargoer

Olá. Em condições normais como agora, quantia F5M estão em alerta? Eles ficam municiados? E os mísseis ar-ar, ficam nos aviões ou ficam esticados?

JCuritiba

Fica com o canhão fica municiado. Maiores informações seguramente o Cel. Nery vai prestar aqui. Quanto aos mísseis, creio que vc vai ficar desapontado.

Camargoer.

Olá JC. Segundo os budistas, o segredo para evitar desapontamentos é evitar expectativas. Há muito tempo deixei de ficar decepcionado com as forças armadas brasileiras.

Jose vians

Me too.

Flanker

Camargo, existe alerta em Anápolis, Santa Cruz e Canoas. Os hangaretes de alerta em Anápolis e Canoas (Santa Cruz não tem hangaretes específicos para alerta) são para duas aeronaves. Normalmente, salvo engano, ficam duas em alerta em cada base. Canhões sempre municiados. E já vi várias imagens de aeronaves de alerta com mísseis (já faz tempo, pois eram mísseis Python 3). Quando tivemos a Copa do Mundo e as Olimpíadas, os F-5EM portavam mísseis todo o tempo (Python 4).

Last edited 17 dias atrás by Flanker
Flanker

Alerta de Anápolis:

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Luiz Guilherme

Eu lembro quando morava em Anápolis, minha mãe falava que tinha um Mirage em alerta escondido que ninguém sabia onde ficava. (Minha mãe trabalhava no hospital, longe da pista). Agora basta um google maps e você acha o hangarete.

Flanker

Alerta de Canoas:

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Jefferson Henrique

Olá Flanker, uma visão melhor do alerta de Canoas quando a cabeceira ainda era 12. Estava vazio rsrs , ou já haviam sido acionados.

Screenshot_20220510-211909~2.png
Jefferson Henrique

Próximo da 31, existe essa estrutura. Confesso que não compreendo o propósito, seria a posição pra teste de motores talvez?

Screenshot_20220510-211544~2.png
Flanker

Sim, é para testes de motores. Observe, à esquerda, a parede/ muro inclinado para defletir a exaustão dos motores.

Camargoer.

Olá Flanker. Obrigado. Eu de fato lembro que durante os grandes eventos esportivos e durante a visita de líderes (reunioes da ONU ou durante a posse do presidente). a FAB mantém alerta de defesa aérea, fechando o espaço aéreo em algumas regiões. Sei que nestes eventos os F5M ficam armados com mísses ar-ar. A minha dúvida é se a FAB mantem algum avião com mísseis nestes períodos de normalidade. Também não sei dizer se o alerta 24/7 ocorre em todas as bases (Canos, Santa Cruz e Anápolis, já que Manaus foi desativado) ou apenas em Anápolis.

Flanker

Camargo, alerta 24 horas, 365 dias por ano, tem nas 3 bases que eu citei. Além disso, nas bases que operam os A-29, também tem alerta nos mesmos moldes.

Leandro Costa

Oi Camargoer, bom vê-lo por aqui.

As pouquíssimas vezes em que estive em Santa Cruz, vi aeronaves de alerta. Em ambas as ocasiões (isso faz tempo, eram F-5E não modernizados ainda), as aeronaves estavam armadas com Python III.

Rinaldo Nery

O alerta é 24/7 em TODAS as Bases onde há UAE de Defesa Aérea, inclusive nos Terceiros.

Jefferson Henrique

Olá Camargoer, sei que diariamente não existe a necessidade das aeronaves levarem os mísseis, desde a questão de estarmos em tempos de paz, até o fato de não serem necessários os mísseis para que tenha a interface com o avião para os treinamentos. Mas sempre foi uma curiosidade minha referente ao armazenamento e o manuseio destas armas. Por exemplo, tirei muito serviço no paiol de munições da BACO em 2013, mas nunca vi nenhum movimento de tais artefatos. Próximo a cabeceira 31 de Canoas existem essas duas construções, provavelmente paióis pelas características. Acredito que nesse local fica mais fácil de… Read more »

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John

Tempo de paz? Mas e nem pra mostrar pros Ovnis visitantes eh o fim da picada. Presumidamente que sao inuteis, mas toda FA de respeito tem a doutrina.

Rinaldo Nery

Há UMA aeronave de Alerta por base, municiada e com mísseis Python, sim. Dois mísseis no avião, em ESTALE (Estado de Alerta) 0. Se o ESTALE mudar p 1 ou acima, daí serão duas aeronaves (ou mais). Só vi mudar o ESTALE durante o motim dos controladores, em 2007.

Clésio Luiz

O piloto do Vulkan foi bem tratado aqui, mas quando voltou pra Inglaterra deu uma entrevista típica de fanfarrão mal agradecido, falando que deu baile nos F-5 (com o Vulkan dele voando em linha reta…) e que só conseguiram intercepta-lo quando ele já estava em cima do aeroporto Galeão. Típico de um mala que quebrou a sonda na hora de reabastecer, mas tinha que inventar uma para desviar a atenção da m***a que fez.

Tivesse o pessoal da FAB uma bola de cristal, tinha deixado ele na base do pão e água até a hora dele ir embora.

Last edited 17 dias atrás by Clésio Luiz
Rommelqe

Entendi que nesse episódio do Vulcan, os caças de Canoas não foram ativados (provávelmente por que o avião britânico estava muito afastado…) e que os canhões de um dos F-5 não foi destravado….tinha pouca gente?

Camargoer

Olá Rommelq. Creio que o Cindacta 2 em Curitiba foi criado depois do incidente do Vulcan. Acho que na época, meados de 82, o único sistema de radares de defesa aéreo em operação no Brasil era o Cindacta 1.

Rommelqe

O CINDACTA foi criado devido ao “incidente” com um Canberra peruano que caiu , se bem mem lembro, no RS. Mas antes do Cindacta o território do RS era coberto parcialmente por outros radares que certamente, de certa forma, englobava parte sul do nosso litoral riograndense, certo?

Leandro Costa

Rommelqe, não estou duvidando do que disse, mas estou me perguntando como um Canberra Peruano chegou até o RS. Veio fazer exercício com algum vizinho nosso?

BK117

Caro Leandro, essa matéria da Cavok detalha o ocorrido. Iam para Buenos Aires, mas parece história mal-contada…
https://www.cavok.com.br/julho-de-1972-a-historia-do-bombardeiro-peruano-que-caiu-no-sul-do-brasil

Leandro Costa

Obrigado, BK!

Rommelqe

Esse Canberra era enviado em missões de observação (espionagem mesmo), cobrindo Bolivia, Paraguai, Brasil, Argentina e Chile. Passou incolume por todos os respectivos sistemas de defesa (se é que poderiam ser assim definidos, né?) e só foi descoberto por ter caido no Brasil. O BK117 publicou o link (obrigado BK117, seu nick deveria ser F35, o verdadeiro back-up do 117rsrsrsr)

Leandro Costa

Foi uma informação muitíssima interessante. Tempos interessantes aqueles.

Rinaldo Nery

Errado. Só havia UM radar em Porto Alegre.

Rommelqe

Caro Nery, eu respeito muito a FAB, instituição essa eivada de bons exemplos e realizações fantásticas. É uma entidade de defesa que consegue realmente uma efetiva integração com a industria e a academia brasileiras e não é à toa que a frota que opera é predominantemente de fabricação e projeto nacional (todas de excelente qualidade e altamente efetivas, incluindo o brilhante programa de modernização dos F5). A detecção de aviação inimiga é uma preocupáção que resultou em vários programas com soluções irrepreensíveis, tais como os CINDACTAS e os R99 que são tão de seu conhecimento profundo e excelentes exemplos. Mas… Read more »

Leandro Costa

Rommelqe, no caso do Vulcan, ele foi detectado antes de entrar em contato via rádio. Inclusive o Vulcan e mais duas aeronaves que o acompanhavam (VC-10 reabastecedores, salvo engano), estavam sendo rastreadas fora do espaço aéreo Brasileiro, quando finalmente o Vulcan aproou para o Rio de Janeiro e o rojão de fogo foi acionado. O Vulcan entrou em contato rádio já com os F-5 à caminho da interceptação.

Rinaldo Nery

Quanto ao “vexatório”, acredito ser porquem em 1982 não havia cobertura radar suficiente. Hoje, todo o território nacional é coberto. A Amazônia corresponde à toda,Europa. Só na FIR Amazônica são 19 radares. A França inteira (tamanho de Minas Gerais) deve ser coberta por 3 ou 4. Voar do Rio pra Manaus equivale a voar de Lisboa a Moscou. E, como já postei “n” vezes, após o 11/09 o Chefe do Estado Maior da USAF veio ao COMDABRA ver como trabalhávamos e como era um sistema integrado. Vexame foi o 11/09… Assista o filme “Vôo 193” e veja o bate boca… Read more »

Rommelqe

Caro Rinaldo: no episódio do Vulcan entendo que seria extremamente difícil, à época, realizar em quase qualquer outro lugar do mundo, uma detecção tão complexa. Também não havia um estado de beligerância declarada entre o BRASIL e o UK, assim como, muito melhor que eu os senhores da FAB sabem, a rota de reabastecimento de retorno típico do Vulcan era bem mais ao largo do espaço aéreo brasileiro. Isso até porque tal rota representa um desvio em relação ao traçado original até a pista inglesa implicando em maior consumo de combustivel e só foi adotada como alternativa justamente por causa… Read more »

Rommelqe

Para aqueles que tiverem a oportunidade, um VICTOR foi restaurado e hoje econtra-se exposto no War Museum em Londres. Vale a pena ver:
https://www.facebook.com/rafhandleypagevictor/

Camargoer.

Caro Rommelqe. Segundo a própria FAB, o CINDACTA 2 foi criado em novembro de 1982, portanto depois do incidente do Vulcan que ocorreu em meados de 82. Claro que a sua implantação foi decidida muito antes deste incidente. Acho que seria um erro dizer que o CINDACTA 2 foi criado em função do incidente do Vulcan. Peço desculpas se não deixei claro isso.

Rommelqe

Caro professor, não tem que se desculpar não. Grande abraço.

Overandout

Os caças de Canoas não foram ativados por justamente estarem em Canoas e o episódio estar acontecendo no Rio de Janeiro. Os canhões foram destravados pelo mecânico, assim como explícito na matéria

Saldanha da Gama

Exatamente, eu trabalhava na praia de Botafogo e os f5 quebraram a barreira do som bem em cima…..

Rommelqe

Prezado Saldanha: o cone sul queimando em guerra e nossos F5 de Canoas deveriam estar em alerta, ou não?

Flanker

Sim, claro que estavam.

Rinaldo Nery

Sim. Sempre estiveram.

Rommelqe

Claro, o VULCAN deve ter vindo da Groelândia, passando primeiro pelo rio …..

Flanker

Acredito que quando ele passou pelo litoral do RS, talvez não estivessem dentro do nosso espaço aéreo, ainda.

Leandro Costa

Rommelqe, a rota mais curta para Ascencion Island é, obviamente, uma linha reta, que não o leva para perto do RS, mas sim mais para perto do RJ, e foi justamente na altura do RJ que a sonda quebrou. É só olhar no mapa. Não faria o menor sentido a RAF gastar mais combustível no vôo de retorno sombreando toda a costa Sul-Americana, quando o local para onde querem ir fica do lado oposto. Isso junto com alcance do radar, etc., então você tem o RJ.

Rommelqe

Prezado Leandro: isso é claro, a rota prevista originalmente para esse Vulcan passava muito ao largo do espaço aéreo do RS. O ponto de reabastecimento dele também era perto das costas de São Paulo porém fora de nosso território (vide o infografico publicado). Assim a sua repentina aparição em nossos céus brazucas foi uma surpresa e tanto (guardadas as devidas proporções, foi como uma mini Pearl Harbor…). A rota traçada é bem conhecida (veja por que a cidade Cabo Frio tem esse nome…). MAS isso não tira a nossa responsabilidade de manter um alerta eficaz e efetivo em Santa Cruz…… Read more »

Rommelqe
Rommelqe

A matéria informa que UM sargento chegou correndo e destravou os canhões de UM caça. Se vc ler matérias da época verá que foi assim mesmo…

Leandro Costa

Até onde eu sei ambos os aviões tiveram seus canhões armados. O problema é que normalmente se conta o que ocorreu à partir do ponto de vista de apenas um dos pilotos.

ANDRE DE ALBUQUERQUE GARCIA

Até os alertas da FAB decolam desdentados (somente com o canhão armado e sem mísseis ar-ar). Será que essa realidade mudou nos dias de hj?

Jefferson Henrique

Mas que tipo de interceptação hoje no Brasil precisaria ser feita com mísseis?

Camargoer.

Durante a Guerra Fria, a USAF mantinha 4 F15 em alerta 24/7 armados com mísseis ar-ar na Alemanha. O dormitório dos pilotos era sobre o abrigo das aeronaves. O prédio era simples, sem qualquer reforço estrutural porque imaginava-se que estas quatro aeronaves já teriam decolado em caso de ataque soviético. Eu não sei como ficou isso hoje. Na FAB, fico pensando em qual seria a demanda de alerta 24/7 em tempos de normalidade. No 11/set, a USAF também estava despreparada para interceptar os aviões sequestrados.

Flanker

Camargo, tendo demanda, ou não, a FAB mantém o alerta 24/7. Quanto à USAF, eles tem o NORAD, do qual fazem parte esquadrões de caça, responsáveis pelo alerta.

Rinaldo Nery

Antes do 11/09 a USAF NÃO tinha aeronaves de Alerta no CONUS (Continental US). Já falei isso várias vezes.

Rinaldo Nery

Os F-5 de Alerta (e os Mirage, no passado) SEMPRE estão/estiveram armados com mísseis Python.

Leandro Costa

Andre, se não me engano as aeronaves de alerta no dia da interceptação do Vulcan, estavam armadas com mísseis AIM-9B Sidewinder, além dos canhões. As aeronaves que decolaram para a interceptação em si, não eram as aeronaves de alerta, que já haviam sido acionadas naquela manhã em exercício e já estavam retornando para fazer o turn-around ou estavam sendo reabastecidas.

JCuritiba

Essa é exatamente a informação que eu tinha a respeito do caso do Vulcan, que as aeronaves de alerta estavam indisponiveis por um acionamento anterior, o que acabou gerando essa partida com aeronaves apenas com os canhões municiados e AMBOS armados, diga-se de passagem.

Rommelqe

E tem mais ainda: porque o radar 3 D estava inoperante? O F5 foi projetado para voar de dorso? Pra que existia Santa Cruz?

Flanker

– O radar poderia estar em manutenção;
– O F-5, obviamente, pode voar de dorso. Qual a tua dúvida quanto à isso?
– Não entendi a pergunta sobre Santa Cruz. De onde foi que os F-5 decolaram?

Rinaldo Nery

Qual radar 3D?

Leandro Costa

Agora você está de zueira, né? HEheheheheh

Rommelqe

Claro…abs!

Bueno

OFF TOPIC
FAB2461 BARÃO 61 em Punta Arena, em voo para Antártida…
Estamos temporariamente sem os 2 rebastecedor KC130, significa que o KC390 esta pronto para esta função!

https://www.flightradar24.com/BRS61/2bd07aee

Last edited 16 dias atrás by Bueno
Flanker

Interessante mandarem um KC-130 para a Antártida. O seu espaço para cargas é menor que os C-130, devido aos tanques internos.

Jefferson Henrique

Olá Bueno, não é o FAB 2461, é o FAB2477 , BRS61 é o código do voo.

Captura de tela 2022-05-11 150051.jpg
Bueno

Verdade, errei feio, olhei o numero do Voo e nao a Matricula

Angelo

O F5 parece uma agulha; pontudo e fino; tem sua beleza característica…já os Mirage III impunham respeito..imponência…..

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