Home Aviação de Caça Avro Canada CF-105 Arrow, um sonho interrompido

Avro Canada CF-105 Arrow, um sonho interrompido

5076
71
Avro Canada CF-105 Arrow
Avro Canada CF-105 Arrow

Por Luiz Reis*, especial para o Poder Aéreo

Na aviação, muitos projetos considerados promissores acabam sendo cancelados, não por causa de decisões técnicas ou questões financeiras, mas também por fatores políticos, pois a Defesa de muitos países (ou quase todos) está condicionada a decisões políticas, muitas vezes equivocadas, de seus governantes.

Um grande exemplo dessa colocação acima foi o caso do Avro Canada CF-105 Arrow, uma aeronave praticamente à frente do seu tempo, que teve sua produção cancelada (com o fechamento da própria fábrica), devido a uma controversa decisão política, que é questionada por muitos até os dias de hoje.

O Avro Canada CF-105 Arrow, também conhecido como Avro Arrow, era um avião interceptador de asas delta projetado e construído pela Avro Canada. O CF-105 foi projetado para voar a velocidades acima de Mach 2 (duas vezes a velocidade do som) e alcançar altitudes superiores a 50.000 pés (15.000 m) e teria como objetivo servir como o principal interceptador de alta velocidade e longa distância da Royal Canadian Air Force (RCAF) a partir da década de 1960.

O Arrow foi resultado de uma série de estudos iniciados em meados da década de 1950, com o objetivo de substituir o já ultrapassado Avro Canada CF-100 Canuck, principal interceptador da RCAF na época. Seria uma aeronave para interceptar os poderosos bombardeiros nucleares soviéticos em plena Guerra Fria. Após uma criteriosa análise, os canadenses selecionaram um projeto substancialmente mais moderno e inovador, com seu desenvolvimento iniciando-se em março de 1955.

A aeronave foi projetada para ser construída diretamente a partir da linha de produção, saltando da fase tradicional de construir um protótipo feito à mão (o chamado “mock-up”), a fim de cortar prazos e economizar recursos. O primeiro Arrow Mk. I, o RL-201, foi lançado ao público no dia 4 de outubro de 1957, coincidentemente no mesmo dia do lançamento do Sputnik I.

Os primeiros testes de voo começaram com o RL-201 no dia 25 de março de 1958, e o moderno e inovador design rapidamente demonstrou excelente manuseio e desempenho geral, atingindo impressionantes Mach 1,9 em voo nivelado. Alimentado pelo turbojato Pratt & Whitney J75, outros três Mk. I foram completados, RL-202, RL-203 e RL-204. Seus aviônicos e sistemas de controle de fogo eram oriundos dos Estados Unidos (Hughes), mas estavam sendo desenvolvidos sistemas próprios.

O motor Orenda Iroquois, mais leve e mais potente, logo estava pronto para testes, e o primeiro Mk. II, já equipado com o Iroquois, matrícula RL-206, estava pronto para testes de táxi em preparação para testes de voo e aceitação pelos pilotos da RCAF no início de 1959. Segundo relatos, era uma aeronave que poderia chegar a impressionantes três vezes a velocidade do som (Mach 3), e seria um importante rival do poderoso interceptador e aeronave de reconhecimento soviética Mikoyan MiG-25 Foxbat, se todos os testes tivessem sido concluídos.

A inovadora solução encontrada para a aeronave atingir altas velocidades foi o uso da asa em delta (o mesmo tipo de asa encontrado no caça Dassault Mirage III, no SAAB J-35 Draken, no Convair F-102 Delta Dagger, entre outros caças da época). Esse tipo de asa tinha muitas vantagens da asa convencional em termos de desempenho transônico e supersônico, mas oferecia muito mais espaço interno e área de superfície.

Isso proporcionou mais espaço para combustível, algo importante devido ao alto consumo dos motores a jato da época, e a grande área de asa proporcionou amplo levantamento em grandes altitudes. A asa em delta também permitiu pousos mais lentos do que as asas convencionais em determinadas condições, mesmo forçando o uso de paraquedas de frenagem, devido à longa distância percorrida durante o pouso em uma pista congelada, por exemplo.

As desvantagens do projeto foram o arrasto aumentado em velocidades e altitudes mais baixas e, especialmente, o arrasto mais alto durante as manobras de combate aéreo. Para o papel de interceptador, essas eram pequenas preocupações, pois a aeronave passava a maior parte do tempo voando em linhas retas em altas altitudes e velocidades, anulando essas desvantagens.

No dia 20 de fevereiro de 1959, o então primeiro-ministro do Canadá, John Diefenbaker, surpreendentemente interrompeu o desenvolvimento do Arrow (e de seus motores Iroquois), ordenando o encerramento das atividades da Avro Canada antes do encerramento da fase de testes do programa. Segundo fontes, o primeiro-ministro sofreu pressão dos Estados Unidos (que dividia com o Canadá a implantação do sistema de Defesa Aérea conjunta NORAD) para cancelar a aeronave. Os canadenses tentaram vender o projeto do Arrow para os Estados Unidos e para a Grã-Bretanha, mas nenhum acordo foi concluído.

Dois meses depois, a linha de montagem, ferramentas, planos e estruturas e motores existentes foram simplesmente destruídos e os protótipos sucateados. O cancelamento foi objeto de considerável controvérsia política na época, e a subsequente destruição da aeronave em produção continua sendo um tópico para debate entre historiadores e especialistas do setor.

Como “prêmio de consolação”, a RCAF em 1961 começou a receber o interceptador norte-americano McDonnell F-101 Voodoo, uma aeronave que substituiu o Canuck como principal interceptador da força. Essa aeronave inicialmente havia sido anteriormente rejeitada pelos militares canadenses, mas devido à falta de opções e a forte pressão política norte-americana, o Canadá foi obrigado a “engolir” essa aeronave, que operaria em céus canadenses e a serviço do NORAD pelos próximos trinta anos.

O Avro Arrow é de um design e de um projeto tão à frente do seu tempo que alguns setores canadenses consideraram seu ressurgimento como opção (em uma versão com motores e sensores atuais) para a substituição dos atuais McDonnell Douglas/Boeing CF-188 Hornet, mas o governo canadense não concordou e provavelmente irá escolher uma versão do caça furtivo Lockheed Martin F-35A (extraoficialmente chamada de CF-35).

Os canadenses são apaixonados pela aeronave, embora não havia tido nenhuma aeronave das cinco originais preservadas, inúmeras réplicas e modelos em escala foram produzidos ao longo dos anos e algumas dessas réplicas estão em museus.

Em 1997, a televisão local CBC transmitiu uma minissérie de duas partes, chamada “The Arrow”, com a produção utilizando uma combinação de filme de arquivo, modelos voadores de controle remoto e animação por computador para as sequências estática, solo e voadora, sendo uma das séries mais vistas no Canadá até os dias de hoje, com milhares de DVDs vendidos.

ESPECIFICAÇÕES (Arrow Mk.1)

Características gerais:

  • Tripulação: 2 (Piloto e Navegador)
  • Comprimento: 23,70 m (77 ft 9 in)
  • Envergadura: 50 pés (15 m)
  • Altura: 21 ft 2 in (6,45 m)
  • Área da asa: 113,8 m2
  • Aerofólio: raiz: NACA 0003.5 (modificado); dica: NACA 0003.8 (modificado)
  • Peso vazio: 22.244 kg (49.040 lb)
  • Peso bruto: 56.920 lb (25.818 kg)
  • Peso máximo de decolagem: 31.119 kg (68.605 lb)
  • Unidade de potência: 2 × motores turbojato com pós-combustão Pratt & Whitney J75-P-3, 16.500 lbf (73 kN) de impulso cada; 23.500 lbf (105 kN) com pós-combustor.

Desempenho:

  • Velocidade máxima: 1.136 kn (1.307 mph, 2.104 km / h) a 50.000 pés (15.000 m) no máx. velocidade registrada (potencial Mach 2+)
  • Velocidade máxima: Mach 1,98
  • Velocidade de cruzeiro: 527 kn (606 mph, 976 km / h) / M0,91 a 36.000 pés (11.000 m)
  • Alcance de combate: 360 nmi (410 mi, 670 km)
  • Teto de serviço: 53.000 pés (16.000 m)
  • Carregamento da asa: 467 lb / sq ft (227 kg / m2)
  • Empuxo / peso: 0,825 no peso carregado

Armamento: (Provável)

  • Mísseis: 2 × foguetes nucleares não-guiados por AIR-2A Genie ou Até 8 × Canadair Velvet Glove (cancelado em 1956) ou AIM-4 Falcon ou 3 mísseis de orientação ativos AIM-7 Sparrow II 2D (cancelado)

Aviônicos:

  • Sistema de controle de fogo Hughes MX-1179
Protótipos do CF-105 sendo desmantelados por ordem do governo canadense

*Professor de História no Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, Historiador Militar, entusiasta da Aviação Civil e Militar, fotógrafo amador. Brasiliense de alma paulista, reside atualmente em Fortaleza-CE. Articulista com artigos publicados em vários sites sobre Defesa.

Subscribe
Notify of
guest
71 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Luciano Antunes
Luciano Antunes
1 mês atrás

Eu vi um filme uma vez sobre essa estória! Tem até uma lenda que um piloto fugiu com um dos protótipos…
 

Luiz
Luiz
Reply to  Luciano Antunes
1 mês atrás

Infelizmente esse final é ficcional.
Mas o restante é quase totalmente calcado em fatos reais.

Marcos Rêgo
Marcos Rêgo
Reply to  Luciano Antunes
1 mês atrás

Também vi parte desse filme. Queria saber o nome.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Marcos Rêgo
1 mês atrás

“The Arrow”

André Bueno
André Bueno
1 mês atrás

Impressionante a situação que um país economicamente superior, de um lado, e um governo relativamente fraco e submisso, de outro, pode criar. É impossível dizer o que ocorreria, de fato, se o Arrow tivesse entrado em operação. muita coisa poderia dar errado: motores, aviônicos e armas canadenses. Mas o desenvolvimento da indústria seria realizado e novas e melhores aeronaves poderiam surgir no futuro, bem como motores, aviônicos e armas. Claro que tudo dependeria da economia do país e dos custos envolvidos nos projetos. A ação americana foi um ataque preventivo para eliminar um potencial forte concorrente. Os canadenses precisam ter… Read more »

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  André Bueno
1 mês atrás

O poderia dar certo e ajudar a manter a indústria canadense de alta tecnologia ativa e produzindo tecnologia própria sem depender tanto dos vizinhos americanos.

Augusto L
Augusto L
Reply to  André Bueno
1 mês atrás

Na vdd não foi nada disso, o projeto não era unanimidade no Canada e o governo queria cortar gastos.
A entrada do Canada no NORAD foi uma forma disso e o caça canadense n estava certificado para operação fo míssil nuclear Bromac. Foi uma conjunção de fatores

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Augusto L
1 mês atrás

Também fiquei surpreso de a matéria não ter abordado os principais motivos do cancelamento do Arrow. O fato de que havia uma percepção de que os ICBM passaram à ser uma ameaça bem maior do que a de bombardeiros e que contra os ICBM o Arrow seria inútil, da mesma forma de que o projeto caro que já havia ultrapassado em muito o orçamento que lhe foi designado, junto com a oferta do BOMARC por parte dos americanos que prometia ter efeito contra os ICBM e que no final das contas seria muito mais barato do que finalizar o Arrow.… Read more »

J R
J R
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Ou seja, o Arrow é o Osório dos canadenses… rsrsrs
 

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  J R
1 mês atrás

Eu não faria essa comparação. São casos bem diferentes.

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Que resposta informada e bem fundamentada. Não sabia que havia mesmo espiões soviéticos infiltrados.
Infelizmente os seus factos vão perturbar a narrativa de quem é bom ou mau, por isso não lhe vão dar a devida atenção positiva.
Mas obrigado!

Renato B.
Renato B.
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

O que acho que funcionou mesmo foi a estratégia de “cenoura e bastão” americana. Cenoura se obedecer, bastão se continuar aprontando.
 
Ele teria sido o Mig-25 canadense. De qualquer forma, espião soviético tinha para todo o lado, o projeto da bomba nuclear que o diga.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Renato B.
1 mês atrás

Não acho que se tratasse de ‘cenoura e bastão’ mas sim da realidade e percepção Canadense mesmo.
 
Da mesma forma que acho que acho que o texto foi infeliz em dizer que teria sido um rival para o MiG-25, que veio à nascer anos depois, mas sei que não foi o que você quis dizer no seu post.
 
Uma coisa é certa. O Arrow é uma controvérsia e tanto e vai sempre permanecer assim.

MMerlin
MMerlin
Reply to  André Bueno
1 mês atrás

Existem basicamente três tipos de pressão: militar, política e comercial. As duas últimas normalmente estão ligadas e fazem parte do relacionamento entre países. O Canadá lucrou muito devido a proximidade dos EUA, tanto territorial quanto política, pós WWII. O equilíbrio da balança comercial sempre foi um dos diálogos centrais em discussões entre países. Isto é normal e faz parte do jogo. Dizer que “…o Canadá foi obrigado a engolir essa aeronave…” é forçar bastante a barra. Tudo é uma questão de negociação e até hoje o Canadá se beneficia muito por possuir a maior linha de fronteira com a maior… Read more »

Last edited 1 mês atrás by MMerlin
J R
J R
Reply to  André Bueno
1 mês atrás

Difícil esperar alguma coisa da Inglaterra essa época, eles mesmo acabaram com projetos fantásticos com decisões totalmente suspeitas em favor de aviões americanos

Luiz
Luiz
1 mês atrás

Eu lembro ter assistido a minissérie citada no texto. Interessantíssima. Está no Youtube [https://www.youtube.com/watch?v=aJwBHtYHIaw], sem legendas.
 
Uma das coisas que eu lembro da série e que não está citada no texto é que a França teria se interessado em adquirir os motores Iroquois para utilizar nos Mirage.
Será verdade?

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

Parecia um bom projeto, mas tinha uma falha em decorrência de um pensamento da época não tinha canhões essa era uma falha que poderia ser corrigida como foi corrigida no F-4. Na época achavam que os mísseis eliminariam a necessidade do uso do canhão o que foi demonstrado ser um erro na Guerra do Vietnã.
 

Last edited 1 mês atrás by Fabio Araujo
Mauro
Mauro
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

Esse avião não tinha a mesma função do F-4.
 
Esse campanha aí era um avião de interceptação a grande altitude, 100% interceptor, canhão pra ele seria muito secundário, inútil ou contra producente.
 
O F-35 não pega o Tu160M2 na carreira, fica pra trás, o Arrow da década de 50 ainda hoje daria conta.
 
A gente fica até com pena do F-35. 1.6 de máxima contra Mach 2.2 do Cisne Branco, piada.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Mauro
1 mês atrás

“O F-35 não pega o Tu160M2 na carreira, fica pra trás, o Arrow da década de 50 ainda hoje daria conta.
 
A gente fica até com pena do F-35. 1.6 de máxima contra Mach 2.2 do Cisne Branco, piada.”
 
É verdade esse “bilete”? onde você viu essa “notícia”?
 
E partindo dessa premissa por que o Mirage III argentino ( velocidade máxima Mach. 2.2) não acelerou e deixou para trás os Sea Harriers da Royal Navy (Mach 0.97) durante a Guerra das Falklands?

Marcos10
Marcos10
Reply to  Ari Levinson
1 mês atrás

Ari, boa tarde!
De fato um Tu-160 simplesmente acelerou e deixou o F-35 para trás. Evidente que o F35 poderia ter disparado um míssil, mais não há guerra entre os dois países para justificar, então a vantagem do F35 se foi.
Quanto ao evento Mirage X Sea Harrier, o Mirage nem se deu conta que estava sendo engajado.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Marcos10
1 mês atrás

Continuo na mesma! Qual a fonte dessa informação?
 
Quanto aos Mirage, sabiam da presença dos SHAR…

Marcos10
Marcos10
Reply to  Ari Levinson
1 mês atrás

A fonte está aqui no Poder Aéreo. É só pesquisar.
E não houve contestações oficiais por parte de desmentir a informação.
Em relação aos Mirage, como disse, foram engajados por trás. Segundo o piloto inglês o Mirage não fez qualquer manobra evasiva, portanto não sabia do Harrier. Quanto a não estar voando supersônico, primeiro, estavam longe do continente, segundo, manter pós combustor acionado para manter alta velocidade, queimaria combustível que ele não tinha.
 

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Marcos10
1 mês atrás

Marcos, desculpe a insistência mas a fonte primária da notícia é a Sputnik, que tem menos credibilidade que uma nota de 3 reais e já inventou outras bravatas tal como “O Su-24 que paralisou um Destroyer da USN no Mar Negro”.   Diante disso não cabe ao Pentágono desmentir uma fake news inventada com o claro propósito de diminuir um pouco o complexo de inferioridade dos russos.   Quanto ao confronto entre o Mirage e o Sea Harrier, um fator preponderante aí foi a relação empuxo-peso pois a despeito de ser bem mais veloz a relação empuxo-peso do Mirage é… Read more »

Marcos10
Marcos10
Reply to  Ari Levinson
1 mês atrás

Você pediu a fonte, então você contesta a fonte.
A Sputnik tem baixa credibilidade, não significa que a notícia seja falsa, porém o TU160 tem velocidade máxima de m. 2,0 contra 1,6+ do F35, então…

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Marcos10
1 mês atrás

Você está esquecendo da relação empuxo peso! Embora capaz de Mach 2 um Tu-160 possui uma relação empuxo peso de 0.37 ao passo que o F-35 em configuração ar-ar possui no mesmo quesito a relação de 1.05. Ou seja, acelera bem mais rápido que o jato russo, que além de demorar mais para tal ainda corre o risco de ter uma pane seca.

Rival Sensor
Rival Sensor
Reply to  Ari Levinson
1 mês atrás

Ari Levinson, matou a pau! Realmente os Harriers são lentíssimos e nem por isso deixaram de abater Mirages, muito mais rápidos, pra quem fala mal do F-35 e usa esse argumento essa sua sacada foi muito boa!

Marcelo
Marcelo
Reply to  Mauro
1 mês atrás

por isso que eu digo, o F-35 eh um excelente aviao de ataque/bombardeiro, mas usa-lo como interceptador realmente eh forcar a barra. Para UK/EUA/Italia/Japao que possuem bons avioes de superioridade aerea eh uma boa, mas nao eh tao adequado como unica aeronave de caca de um pais…

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Marcelo
1 mês atrás

Coitados dos belgas, noruegueses e dinamarqueses não?

Marcelo
Marcelo
Reply to  Ari Levinson
1 mês atrás

Só disse que não é o ideal como interceptador. Vai fazer o serviço mas é lento.

Argos
Argos
Reply to  Ari Levinson
1 mês atrás

Esqueceu do apoio da OTAN? Esses países não estão sozinhos na Europa.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Mauro
1 mês atrás

Besteira ter que relacionar tudo ao F-35. No caso, ele não foi feito para ser interceptador puro, mas pode ser usado como tal sim.   E na verdade é até bem simples. Com um monstro do tamanho do Tu-160, por exemplo, cuja velocidade máxima NÃO equivale à velocidade de cruzeiro (que muita gente confunde) e nem à ‘velocidade de combate’ por assim dizer, você detecta ainda bem distante, e coloca os F-35 em posição de vantagem para interceptação. Enquanto isso o Tu-160 simplesmente nem faz ideia de que os F-35 estão no ar e se posicionando em seu caminho, o… Read more »

Marcelo
Marcelo
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Em caso de guerra os Tu-160 irão lançar os seus mísseis de cruzeiro a milhares de quilômetros do alvo. Nem o F-35 e nem ninguém irão vê-los. E em tempos de paz os pilotos do Tu-160 só dão um totozinho no manete de potência e dão um tchauzinho pros pilotos dos F-35…

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Marcelo
1 mês atrás

Leia isso:
 
https://www.defensenews.com/smr/hidden-troubles-f35/2020/05/22/the-inside-story-of-two-supersonic-flights-that-changed-how-america-operates-the-f-35/
 
E outra… se vão lançar mísseis à milhares de quilômetros do alvo, não há interceptador na Terra que seria capaz de interceptar os Tu-160. Mais fácil tentar interceptar os mísseis.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Marcelo
1 mês atrás

“E em tempos de paz os pilotos do Tu-160 só dão um totozinho no manete de potência e dão um tchauzinho pros pilotos dos F-35…”
 
Tá precisando estudar “un poquito más” de física companheiro! No mais faço a você a mesma pergunta que fiz acima: Qual a fonte da notícia?

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Viu como eu disse alguns comentários acima??
Factos não são aceites. Para alguns círculos, toda a viagem é feita a máximo valor de Mach possível, combustível e stress na fuselagem não interessam. Mais velocidade = Melhor e mais imbatível.
Excepto se for o SR-71, que como era dos mesmo idiotas que desenharam o F-35, era facilmente detectado e abatido.
Mesma lógica o melhor caro familiar deve ser um F1. Não interessa que não tenha lugar para a bagagem e o cachorro.

Marcos10
Marcos10
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Durante os ataques de 11 de setembro os F16 que acompannharam o Presidente Busch tiveram de pedir para o AF01 reduzir a velocidade.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Marcos10
1 mês atrás

Desconheço essa informação, mas basta dar uma olhada na diferença de tamanho entre as duas aeronaves que você pode imaginar que quanto mais combustível se economizar, mais tempo a escolta pode ficar grudado na aeronave que estava protegendo até que fosse rendida por outro par ou que a escolta não fosse mais necessária, ainda mais em uma situação em que simplesmente não se sabe quanto tempo devem ficar no ar, então faria total sentido.

Michel C
Michel C
1 mês atrás

Logo depois da 2a GM, o engenheiro chefe Kurt Tank da Focke-Wulf se refugiou na Argentina e sob as ordens do Peron desenvolveu um prototipo promissor de um caça supersonico no fim nos anos 50 o Pulqui 2 que acabou como o Arrow.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Michel C
1 mês atrás

Na verdade não…..
 
O Pulqui 2 fez seu primeiro vôo em 1950 mas o seu desenvolvimento foi tão lento que quando estava pronto para ser produzido já estava obsoleto

Marcos10
Marcos10
Reply to  Michel C
1 mês atrás

Kurt Tanks desenvolveu o Pulqui II, um caça subsônico, que depois foi cancelado por falta de fundos. Tanks chegou a fazer estudos para o desenvolvimento de um caça supersônico, mas isso não foi a frente, pois os argentinos cancelaram seu contrato. Esses estudos Tanks levou para a India, sendo lá desenvolvido o Marut, que só não atingiu velocidades supersônicas por falta de motor. Willy Messerschmidt desenvolveu um caça supersônico para o Egito, que depois também foi cancelado. Como se vê, países picaretas nunca terminam o que começam.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Marcos10
1 mês atrás

Verdade Marcos! O caça desenvolvido no Egito foi o HA-300 e o projeto era tão megalomaníaco que previa a construção de um turbojato local cujo projeto ficou a cargo de Ferdinand Brandner, o mesmo que anos antes projetara o espetacular motor turboélice NK-12, que até hoje é usado pelos Tu-95. Só que como você bem colocou o picareta Nasser preferiu gastar dinheiro comprando armas russas para guerrear com Israel. E como sabemos o resultado foi desastroso

Marcos10
Marcos10
Reply to  Ari Levinson
1 mês atrás

No caso do HA-300 houveram dois problemas: um o alto custo de desenvolvimento e o segundo que o Mossad começou a ameaçar os engenheiros alemães de assassinato, o que levou a uma debandada.

A C
A C
1 mês atrás

Off-topic
Na 1a foto, em voo, os longevos e bravos Canadair CT-114 Tutor representando o nosso querido “Snowbirds”.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  A C
1 mês atrás

Que infelizmente perderam um dos seus integrantes em acidente na semana passada, salvo engano.

A C
A C
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Correto Leandro. E as investigacoes preliminares indicam bird strike durante a decolagem

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  A C
1 mês atrás

Sério? Uma pena. Eu vi o video da queda. Total infelicidade mesmo. Também soube do flyby que fizeram sobre Vancouver para homenagear a Capitão. Acho que já deve estar na hora de atualizar os assentos ejetores dos Tutors . Tenho grande desejo de assistir aos Snowbirds, todos falam muito bem deles.

A C
A C
1 mês atrás

Obrigado Luiz e PA por nos trazer esta reportagem resgatando a historia do “Flecha”.

GUSTAVO
GUSTAVO
1 mês atrás

Um design moderno até nos dias atuais. Os canadenses fizeram cagada nessa.

Mauro
Mauro
1 mês atrás

Atenção.   Sobre os Mirage nas Malvinas contra os Sea Harrier, eu também sempre critiquei os pilotos argentinos por não serem capazes de fazer frente a um avião, em tese ao menos, “inferior”.   Certa vez vi a entrevista de um piloto argentino de Mirage e demais caças dessa família, e ele disse que era muito difícil combater esses Harrier pois esses aviões atiravam contra eles de “qualquer direção” segundo ele. Talvez não fosse bem assim, mas realmente o Harrier podia disparar de posições não necessariamente das 12 horas, uma boa vantagem. Outra coisa é que o Harrier é muito… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Mauro
1 mês atrás

O motor não foi testado em um avião comercial. Foi testado em um B-47B emprestado pelos EUA à Canadair e designado de CL-52 pela RCAF. Não é que a aeronave não aguentaria pela potência do motor, mas imagina o empuxo assimétrico avassalador que o sétimo motor, instalado abaixo do estabilizador, não fazia com o B-47, que já não era conhecido pela facilidade de voar…     Taí a foto do bicho em vôo:   Uma coisa interessante. Esse foi o ÚNICO B-47 à voar sob as cores de outro país que não os EUA.   E salvo engano, o exercício… Read more »

Mauro
Mauro
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Li em outro site que eles foram pouco antes da Guerra, já depois da invasão. E que depois esses pilotos ingleses em exercícios com a Austrália, já depois da guerra, contra M3 australiano, estes conseguiam vencer os Harrier, provavelmente os engajassem com mísseis, e tem também mais treinamento e sem a limitação de usar o pós combustor para atingir velocidade maior.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
1 mês atrás

Eu vou escrever algo aqui que não será popular, mas vá lá.   Por muito tempo eu via casos como esse do Arrow e os projetos britânicos cortados pelo Sandys, com a mesma reação geral dos entusiastas, “políticos corruptos safados”, etc etc.   Até que eu me dei conta de uma coisa. O principal interceptador americano na época era o F-106. Um caça caro, enorme e sofisticado, com um também enorme e sofisticado motor P&W J75. Agora prestem atenção no tal do Arrow. Não só ele voou com DOIS J75, mas as unidades de série teriam motores ainda maiores e… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Clésio Luiz
Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Clésio Luiz
1 mês atrás

Bem colocado! deveriam ter pensado em uma versão monomotora mais simples que poderia ter tido mais chances de ver a luz do sol. Aliás, a comparação com o F-35, que passa muito longe de ser um avião pequeno, deixa claro porque ele era inviável.

Jad Bal Ja
Jad Bal Ja
Reply to  Clésio Luiz
1 mês atrás

É só ver a história do North American XF-108 Rapier, que tbm era um projeto de superinteceptador só que americano. Nem os eua deram conta de tocar o projeto pra frente. Sem falar que naquela época o pessoal assustou com o projeto soviético o M4 Bison e saíram projetando esses interceptadores gigantes, depois quando o projeto da Myasishchev se mostrou um bicho bem menos perigoso e contribuído em baixa escala, o pessoal saiu cancelando os superinteceptadores….

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Clésio Luiz
1 mês atrás

Bem colocado Clésio. Quanto a começar um projeto ambicioso demais em termos financeiros, só lembro do nosso submarino nuclear. Não há orçamento hoje capaz de sustentar a operação de um equipamento desse tipo. Vai ficar no cais, comendo o pouco orçamento disponível para investimento e manutenção da MB.
Por isso também fiquei feliz com a escolha do Gripen. Entre todas as alternativas, ficamos com a mais em conta, que é o que podemos manter.

Washington Menezes
Washington Menezes
1 mês atrás

Nada de novo nesta história. Sempre o tio Sam

Carlson
Carlson
1 mês atrás

Mais uma Vitima dos EUA não foi só o Brasil, qualquer projeto que incomode o Tio SAM eles agem para proteger seu império contra efetuais emaças seja contra inimigo ou aliado, eu estou surpreso que o projeto do submarino nuclear Brasileiro ainda esteja em andamento mas duvido que venha a se concretiza sem ser sabotado eu ser alvo de espionagem ou sanções americanas…Eu os comparam com o Eucalipto ondes eles estão ninguém consegue prosperar próximo porque eles ejetam uma secreta substância por suas raízes afetam e impedem o crescimento de todas as plantas que estão ao seu redor.

J R
J R
Reply to  Carlson
1 mês atrás

Não estou defendendo os EUA, mas o Canadá é um país muito próspero, mesmo ao lado deles, são um dos países mais desenvolvidos do mundo, enquanto o México por sua vez, é uma eterna catástrofe…

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Carlson
1 mês atrás

Cara, sua comparação com o eucalipto é totalmente furada. Ao falar que os eucaliptos ejetam uma substância secreta por suas raízes, isso me sugere que você é um daqueles que tem certeza que a cloroquina funciona, porque você tem “convicção”.
 

Last edited 1 mês atrás by EduardoSP
Roger
Roger
1 mês atrás

Resumindo: É a versão canadense do tanque Osório do Brasil…
 

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
1 mês atrás

EMBRAER, olha a chance aí ….

J R
J R
Reply to  Saldanha da Gama
1 mês atrás

de que???

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  J R
1 mês atrás

Bom dia, de aproveitar o valor do tot pago pelo governo ao Gripen. Abraços

Jad Bal Ja
Jad Bal Ja
1 mês atrás

Olha me desculpem, mas acreditar que os EUA obrigaram o Canadá a abandonar esse projeto, é muita teoria da conspiração. Claro que os EUA devem ter feito pressão pros canadenses comprarem seus produtos, mas o projeto em si era muito exagerado, no mesmo estilo de outros grandes projetos grandiosos que se mostraram caros demais para irem pra frente. Os próprios EUA tiveram seu projeto de super-interceptor que foi cancelado devido aos custos, o North American XF-108 Rapier. Assim como no caso do Canadá, faltou dinheiro.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Jad Bal Ja
1 mês atrás

Se o Canadá realmente podia bancar o Arrow, se eles realmente podiam operá-lo, porque não equiparam a força aérea canadense inteira com o F-4, o melhor que os EUA podiam oferecer?
 
Mas não, compraram F-101 para defesa continental (repassados usados da USAF) e, para ser a contribuição canadense para a OTAN na Europa, o F-104, o mais barato caça americano disponível na época. E ainda assim, já no final da década de 1960, estavam diminuindo a quantidade de Starfighters lá por economia.
 
E por falar em economia, até F-5 os canadenses operaram…
 

Last edited 1 mês atrás by Clésio Luiz
Skyraider
Skyraider
1 mês atrás

Osório canadense

Jhon
Jhon
1 mês atrás

Que avião bonito, também era gigante! Caneta azul, azul caneta , acabou com melhor inteceptador do planeta.

Carvalho2008
Carvalho2008
1 mês atrás

Sempre digo isto

A pesquisa sobre projetos demonstra que excelentes produtos ficaram no caminho por motivos torpes ou estranhos.

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Carvalho2008
1 mês atrás

Ou por inadequação orçamentária e financeira.

RENAN
RENAN
1 mês atrás

Minha visão deste fato.
É mais fácil você matar um pássaro no ninho do que no ar.

Simplesmente o EUA temendo uma potência ao seu lado. Fez de tudo para os canadense parar de ter sua própria tecnologia militar de ponta.

Na geopolítica internacional os EUA fez o correto, e ainda conseguiu um cliente que será capacho de seus capricho e venderá bilhões de dólares em armas.

Tristeza para o Canadá que se curvou.

Alexandre
Alexandre
23 dias atrás

O fim do Arrow por pressões dos EUA ainda é um espinho atravessado na garganta dos canadenses. Agora que o Canadá planeja adquirir seu novo avião de combate para substituir os CF-18 Hornet, será que eles virão a se “vingar” dos Estados Unidos, escolhendo o Gripen E/F como seu novo caça? A Airbus (EF2000 Typhoon) e a Dassault (Rafale) pularam fora da concorrência, restando a Boeing (Super Hornet), Lockheed (F-35) e a Saab (Gripen E/F). Por conta da birra com a Boeing por causa do processo dessa contra a Bombardier, as chances do Super Hornet parecem prejudicadas. Resta saber se… Read more »