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Marinha do Brasil lança terceiro protótipo do Míssil Antinavio de Superfície (MANSUP)

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A Marinha do Brasil realizou o lançamento do terceiro protótipo do Míssil Antinavio de Superfície (MANSUP) no dia 10 de julho, tendo como alvo o casco do ex-Rebocador de Alto Mar “Tridente”.

O lançamento, realizado pela Fragata “Independência”, comprovou que todos os subsistemas apresentaram bom desempenho e se comportaram de forma harmônica. Os resultados confirmaram a evolução do projeto e o acerto dos aperfeiçoamentos realizados após os primeiros testes, ocorridos em novembro de 2018 e março de 2019, a bordo da Corveta “Barroso” e da Fragata “Independência”, respectivamente.

Neste terceiro teste foram feitas verificações adicionais, gravadas por meio dos dados da telemetria, também nacional, instalada no míssil e em unidades participantes da operação. As informações obtidas serão empregadas como subsídios para prosseguir no aperfeiçoamento dos subsistemas componentes.

O evento aconteceu na área marítima entre o Rio de Janeiro-RJ e Cabo Frio-RJ. Foram empregados três navios da Esquadra, o Navio Doca Multipropósito “Bahia”, a Fragata “Constituição”, além do navio lançador, que foi a Fragata “Independência”. A operação contou ainda com o apoio do Navio Patrulha Oceânico “Apa” e do Navio de Apoio Oceânico “Purus”, do Comando do 1˚ Distrito Naval, das aeronaves Esquilo (UH-12), SuperCougar (UH-15), Seahawk (SH-16) e Lynx (AH-11A), do Comando da Força Aeronaval, e de uma aeronave P-3AM da Força Aérea Brasileira, além do Destacamento de Mergulhadores de Combate.

FONTE: Marinha do Brasil

NOTA DO EDITOR: No final do vídeo parece que o míssil errou, passando ao lado do navio, porém segundo o fabricante o objetivo não era acertar o alvo, mas obter todos os parâmetros de lançamento e os dados de voo do míssil equipado com cabeça de telemetria. Segundo a Marinha, o lançamento foi um sucesso.

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Taso
Taso
10 meses atrás

O voo foi bonito! alvo além do alcance visual (pelo menos na imagem não aprece no visual).

João Souza
João Souza
Reply to  Alexandre Galante
10 meses atrás

Pensei que o horizonte era mais distante. Boa explicação

Bosco
Bosco
Reply to  João Souza
10 meses atrás

João,
Um adulto em pé na praia vê a linha do horizonte a 5 km.

João Souza
João Souza
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Grato pela informação

Kemen
Kemen
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Com os olhos a uma altura de 1.72 m.

João Souza
João Souza
Reply to  Alexandre Galante
10 meses atrás

Pior é que esse povo existe mesmo…credo

Fila
Fila
Reply to  João Souza
10 meses atrás

Eu acho isso muito grave. Por outro lado, comparo eles com esse povo que acredita e defende signos. Esses, não sei porque, são muito mais tolerados.

João Souza
João Souza
Reply to  Fila
10 meses atrás

Acho que signos por falar sobre questões menos objetivas são mais fáceis de adaptar na cabeça da galera. Já a forma do planeta é algo mais palpável. Penso eu.

Wilton Feitosa
Wilton Feitosa
Reply to  Fila
10 meses atrás

rapaz, eu acho que a questão dos signos e outras visões holísticas são tolerados pois a ciência não debruçou seus esforços a este tema, então, pode ser que sim pode ser que não … muito diferente do PLANETA TERRA que a ciência nem gasta mais tempo com essa questão pois é mais que comprovado a séculos …

Denis
Denis
Reply to  Wilton Feitosa
10 meses atrás

Penso que seja mais uma questão de liberdade de expressão do que de falta de estudos científicos ou de tolerância.

Ricardo
Ricardo
Reply to  Alexandre Galante
10 meses atrás

Dois terraplanistas, até agora!

Farroupilha
Farroupilha
Reply to  Ricardo
10 meses atrás

Só para divulgar: Este Farroupilha é bolista.
rsrs!

Lançamento perfeito. E performance sea skimming maravilhosa.
Valiosa essa saída sem se elevar muito. Praticamente desde o lançamento já foi voo rasante no Atlântico.
Parabéns a todos os envolvidos.

Denis
Denis
Reply to  Farroupilha
10 meses atrás

“Bolista”. Boa. 😀

Chris
Chris
Reply to  Alexandre Galante
10 meses atrás

Olha… Não acreditar que o homem foi a Lua… A gente pode até tentar entender, por mais absurdo que pareça !

Mas que a Terra é plana ??? Esse povo só pode ter 2 neurônios apenas !

Cade as bordas ? Com milhares de aviões voando e navios navegando, nunca acharam ? Milhoes de pilotos no mundo… Nenhum deles afirma isso ? Pq é noite aqui no Japão, qdo é dia ai ? E a Terra é o unico planeta plano do universo ?

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Alexandre Galante
10 meses atrás

Então se o navio não possuir nenhuma aeronave para esclarecer o míssil ele só alcança 40 km ?

kemen
kemen
Reply to  Alexandre Galante
10 meses atrás

Radar com frecuencias na banda X, e a antena a uns 18 metros de altura.

João Souza
João Souza
10 meses atrás

Versão aerotransportada no Gripen para ontem! Fazendo o favor. Imagina o ganho de dissuasão? Já que nossos meios navais estão so o pó da rabiola…

João Souza
João Souza
Reply to  João Souza
10 meses atrás

Nossos meios navais não estão em condições de nos defender por hora. Esse tipo de estratégia utilizando a força aérea com AWACS e o Gripen como vetor de ataque pode nos ajudar a manter algum engraçadinho longe. Minha opinião.

João Moro
João Moro
10 meses atrás

Que bom que houveram evoluções nos testes.
Sei que neste momento não algo muito importante mas parece que o míssil errou o alvo.
Espero que o próximo teste seja mais exitoso que os anteriores.

Peter nine nine
Peter nine nine
10 meses atrás

O míssil mirou o que então? Não me levem a mal, já vi isto a ser feito com misseis AA contra drones, misseis de treino são lançados contra drones de simulação, o míssil simula um acerto por explosão de proximidade, o drone desliga os motores e abre um paraquedas, mas mesmo assim o dito míssil simula o acerto, ou seja, ataca o drone mas sem carga explosiva sendo possível confirmar o sucesso do disparo, no vídeo o mansup vai quase a paralelo ^^ Não estou a duvidar, gostava só de mais detalhes se houverem, obrigado ^^ Um belo de um… Read more »

Rafael Coimbra
Rafael Coimbra
Reply to  Peter nine nine
10 meses atrás

Foi lançado para errar…. assim como Gabriel Jesus foi o atacante na Copa para não fazer gols… kkkk

Nostra
Nostra
Reply to  Peter nine nine
10 meses atrás

Don’t know what happened in this test. But generally when required, missiles are fired at stimulated ” Electronic image of target “. This is done to collect telemetry data while not expending costly targets like satellites ( for ASAT tests ) , supersonic targets ( ABM tests etc ) , naval target ships etc. Also it provides means to stimulate difficult test conditions for target detection , acquisition and locking which might not be possible with actual/real targets. Includes testing proximity triggering , warhead orientation , etc. Many media sources , both useless domestic and international news channels attribute such… Read more »

Diogo de Araujo
Reply to  Nostra
10 meses atrás

thx for the precious information

Nostra
Nostra
Reply to  Diogo de Araujo
10 meses atrás

My pleasure

Interestingly this capability of ” stimulated electronic image of target ” finds use in EW ( ECCM ) inorder to protect high value ships against low flying and difficult to detect AShMs .

Here a electronic image of the ship is generated and projected so that the hostile AShM sensors locks onto it rather than the real target and misses it.

Also Brahmos AShm ECCM uses this capability to defeat interceptors by projecting it’s electronic image to decoy the interceptors

Farroupilha
Farroupilha
Reply to  Peter nine nine
10 meses atrás

Eu já considero que houve excelência dos censores, e da plotação do alvo, ou seja, perfeita solução de tiro. Pois não acertar o alvo e se dar ao luxo de passar bem do ladinho, preservando todo o equipamento nesta fase de testes, é prova de estar sendo atingido perfeito domínio da máquina… MANSUP.

O tal rebocador (navio pequeno) além do horizonte é alvo bem exigente. E o esporão passou só para dizer um alô.

Bosco
Bosco
Reply to  Farroupilha
10 meses atrás

Farroupilha,
Não tem como recuperar o míssil caído no mar. Ele afunda. A cabeça de telemetria transmite em tempo real via RF.

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Peter nine nine
10 meses atrás

Acho que com isso eles recuperam o míssil depois para recuperar dados valiosos do voo.

Flanker
Flanker
Reply to  Space Jockey
10 meses atrás

Os dados são transmitidos em tempo real, durante o voo. Não existe isso de recuperar o míssil!

J R
J R
Reply to  Space Jockey
10 meses atrás

O míssil afunda no oceano, fora que o impacto na água que deve ser tremendo, essa tese de errar o alvo para preservar o míssil é completamente absurda!

Alessandro
Alessandro
10 meses atrás

Será que não errou o alvo e a MB deu essa desculpa? Longe de mim criticar o projeto, mas ficou estranho para quem é leigo.

Pablo
Pablo
Reply to  Alessandro
10 meses atrás

provavelmente seja isso mesmo, recém é o terceiro lançamento.

Alessandro
Alessandro
Reply to  Pablo
10 meses atrás

Mas o estranho Pablo é passar bem perto do navio, fica parecendo que errou o alvo.

Pablo
Pablo
Reply to  Alessandro
10 meses atrás

pode parecer sim, mas como falei, é apenas o terceiro lançamento. Se não me engano, o míssil Sidewinder (comentado no canal arte da guerra) fez mais de 90 disparos até estar pleno.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Pablo
10 meses atrás

E mesmo assim não estava pleno para o tipo de emprego para o qual foi utilizado hehehehe

Reginaldo
Reginaldo
Reply to  Pablo
10 meses atrás

Se o míssil não foi lançado para atingir o alvo, porque a nescidade de um então? Uns dizem que ele não atingiu para preservar o mesmo e possibilitar a recuperação de alguma informação mas a telemetria é transmitida em tempo real e o míssil deve se perder nas profundezas assim que cai… Outro detalhe, um impacto direto não implica na destruição imediata do alvo já que o míssil poderia muito bem estar sem carga explosiva. A meu ver, o míssil nem chegou a travar no alvo, passou perto por pura pontaria da guiagem, que diga-se de passagem parece estar muito… Read more »

Pablo
Pablo
Reply to  Reginaldo
10 meses atrás

como se sabe, é um protótipo, os outros lançamentos também não foram com a intenção de acertar o alvo mas sim verificar dados.

Guizmo
Guizmo
Reply to  Reginaldo
10 meses atrás

Errou feio, errou rude

Pablo
Pablo
Reply to  Guizmo
10 meses atrás

Se tu olhar o vídeo, aos 58s verá que que aparece bolas de fumaça e propulsor “ligando”. Provavelmente fazendo manobra para desviar do alvo.

Chris
Chris
Reply to  Pablo
10 meses atrás

Não sei se é possível… Mas talvez tenham desviado o missil na última hora, pra não causar danos ao navio.

João Ramos
João Ramos
Reply to  Alessandro
10 meses atrás

Acredito que a explicação da MB seja real, pois, mesmo se tivesse errado o alvo, seria um bom resultado, o alvo era muito menor do que um possível alvo real ou então os que geralmente são usados nesse tipo de teste.

Airton
Airton
10 meses atrás

“O objetivo não era acertar o alvo” kkkkkk Esses nossos teorios da guerra que levam 60 anos desenvolvendo um missil que ja vai nascer obsoleto rsrsrs
Tanto trabalho para pintar o alvo, enviar o navio para alto mar para ter como objetivo “nao acertar o alvo” kkkkkk

J R
J R
Reply to  Airton
10 meses atrás

fora que tiveram que retirar no “alvo” todos os fluídos e materiais poluentes, só pra ser alvo “fake”. Admitam logo que errou o alvo, não é feio isso.

Emerson
Emerson
10 meses atrás

Se era pra errar não precisaria de alvo.

Bosco
Bosco
10 meses atrás

Pra mim o míssil errou mas o teste foi um sucesso. Teste é exatamente pra isso mesmo. Corrigir possíveis erros.
E o míssil passou bem próximo. Deve ter sido algum problema no software.

Bueno
Bueno
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Na aproximação do Alvo , aparece duas bolha de fumaça escura, O provável fim da ignição do motor ou correção da trajetória?
O que vc acha que pode ser?

Bosco
Bosco
Reply to  Bueno
10 meses atrás

Bueno, Dá pra ver a fumaça escura. Não sei o que é mas não é correção da trajetória já que ela é feita pela aletas. Talvez seja mesmo já o fim do propelente ou uma “bolha” na massa de propelente sólido , mas sem maiores consequências. Engraçado que o navio alvo estava muito inclinado em relação ao eixo de voo do míssil. Talvez isso tenha prejudicado o trancamento. Interessante é que o míssil permaneceu em voo sea skimming bem baixo durante todo o voo. Uma pena não ter havido o trancamento ou se houve, não ter sido possível o sistema… Read more »

Bueno
Bueno
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Obrigado. Excelente! Aprendo muito com vc.
A marinha deve fazer um briefing para os próximos passos. .. Os contatos do naval pode nos brindar com boas informações não classificadas 🙂

Rommelqe
Rommelqe
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Caro Bosco: claro que nao podemos descartar a hipotese de que tenha havido um erro no finalzinho da trajetoria, resultando com que nao houvesse um impacto direto. Seria nao só normal ,considerando ser o terceiro lançamento divulgado (vai saber se nao ocorreram outros…) mas tambem levando em consideração a sua lista de subsistemas que operaram corretamente foi de fato uma prova de que estao no caminho certo. Mas, continuando seu raciocinio: efetividade da ogiva e espoleta de impacto sao itens que independem do voo para serem testadas….podem ficar para os testes finais. Ja a espoleta de proximidade depende de alguns… Read more »

pangloss
pangloss
Reply to  Bosco
10 meses atrás

O IFF deve ter identificado o alvo como “friend” e o míssil abortou…

Bosco
Bosco
Reply to  pangloss
10 meses atrás

Pangloss, O míssil não tem essa capacidade. Nem tem disponível um sistema de interrogação IFF e nem tem um seeker com formação de imagem capaz de fazer a identificação do alvo de forma autônoma . Essa tarefa fica para o lançador e aí ele que decide se ataca ou não. Depois de lançado não há como abortar a missão já que esse míssil não é dotado de um sistema de data link. Se no meio do caminho o lançador descobrir que o “alvo” é um navio de cruzeiro fazendo um passeio com crianças do pré-escolar, só rezando pro míssil dar… Read more »

Coutinho
Coutinho
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Me pareceu que o Pangloss estava brincando. Não parecia ser serio.

Henrique de Freitas
Henrique de Freitas
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Acredito que sem saber qual era o objetivo do teste qualquer suposição não faz sentido. Suponha que o míssil tenha uma carga de sensores e recorders que necessitem ser recuperados. Suponha que seja necessário analisar as infos até os últimos segundos. Suponha que exista um teste de interrupção e desvio do possível Target sem auto destruição. Existem milhões de hipóteses antes de se dizer acertou ou não. O fato eh que o lançamento foi um sucesso e se dirigiu ao alvo. O resto vamos aguardar.
Abraços a todos.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Errou mesmo.

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
10 meses atrás

Pelo menos o lançamento foi tudo Ok, mas acertar o alvo passou longe.

João Ramos
João Ramos
Reply to  DOUGLAS TARGINO
10 meses atrás

Longe?

Thiago Telles
Thiago Telles
Reply to  DOUGLAS TARGINO
10 meses atrás

Tirou tinta. Passou perto.

MBP77
MBP77
10 meses atrás

“… mas segundo o fabricante o objetivo não era acertar o alvo, mas obter todos os parâmetros de lançamento e os dados de voo do míssil equipado com cabeça de telemetria.” * Será mesmo que a MB “mentiu” ou este pode ser considerado um último teste de calibração fina, antes do Mansup ser equipado com ogiva explosiva? Ademais, o Exocet levou quantos lançamentos para ser declarado 100% operacional? Não sei, mas às vezes constato um certo pré-julgamento depreciativo de tudo que a MB faz ou se propõe a fazer. Ter senso crítico é aceitável e até desejável. Torcer contra, pura… Read more »

Arthur
Arthur
10 meses atrás

Quando é lançamento de mísseis já operacionais, a MB muitas vezes não mostra o alvo, só o lançamento; mas nesse, que não era pra acertar (ou não acertou), eles mostram… vai entender.
Acho q eles deveriam ter omitido as imagens finais, pois se já não era pra acertar, evitariam os burburinhos; se era e erraram, daí evitariam mostrar o erro.

LucianoSR71
LucianoSR71
10 meses atrás

Tentando ser bem racional, creio que o objetivo não era acertar o alvo, já que sem os explosivos só iria danificar o alvo e prejudicar a avaliação de danos de um teste real, c/ cabeça de guerra. Se olharmos bem aos 57 seg ele parece ir de encontro ao casco, mas desvia passando em paralelo, observem que há uma fumaça exatamente aí quando creio que faz essa mudança de trajetória.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Reply to  LucianoSR71
10 meses atrás

Acertar o alvo é um objetivo em si.
Depois, com explosivos, pode ser testada a destruição do alvo.
O certo seria a marinha divulgar o que pretendia antes do teste para sabermos se isso ocorreu ou não. Do jeito que ela faz, sempre que der errado a MB pode dizer que não queria acertar mesmo.
PS: A Agência Espacial Brasileira deveria ter usado a estratégia da MB nos lançamentos dos VLSs que deram errado, ops, cujo objetivo não era lançar satélites mas apenas testar os foguetes.

JT8D
JT8D
Reply to  Rafael Oliveira
10 meses atrás

A MB faz bem de não divulgar detalhes, para não alimentar críticos gratuitos com informações que estão além de sua capacidade de compreensão

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Reply to  JT8D
10 meses atrás

Fale por você sobre compreensão.
O que eu falei é o básico. Um ente público divulgar o que está fazendo, prestando contas aos órgãos fiscalizadores e ao contribuinte.
Mas se você se contenta com as notas da MB que pouco dizem e imagens inconclusivas eu só lamento.

Benjamim
Benjamim
10 meses atrás

Me corrijam se estiver errado, mas se a cabeça é de telemetria, como descrita pela marinha e pelo autor, ela não era de busca, então sua capacidade de identificar, travar no alvo e corrigir a trajetória não estaria comprometida?
Outro ponto, se a marinha estivesse agindo de má fé, como alguns comentaram, por que ela mostraria exatamente o momento em que o míssil “erra” e diria que foi de proposito. Isso seria achar que alem de mal intencionada a Marinha é burra.

Nostra
Nostra
Reply to  Benjamim
10 meses atrás

In my knowledge warhead section generally houses the onboard telemetry equipments , depending on mission test requirements obviously.

Diogo de Araujo
10 meses atrás

Só espero que não haja cortes e simplesmente parem de testar o míssil, isso tem que ser feito enquanto os técnicos aguentarem fazer, 1000x se for o caso… Mas claro que pra isso precisa de dinheiro senão fica difícil.

Marcos
Marcos
10 meses atrás

Qual a lógica em utilizar um navio como alvo para não ser acertado, desperdiçar tempo pintando, gastar dinheiro rebocando e tudo mais… Se fosse só para mais um teste podiam usar qualquer outra coisa como “alvo para testar sistemas”…

ELTON R
ELTON R
Reply to  Marcos
10 meses atrás

tem um detalhe,não da de construir uma boia do tamanho de uma fragata e deixar la para fazer figuração

Bosco
Bosco
Reply to  ELTON R
10 meses atrás

Uma boia com um refletor de sinal de radar pode imitar o RCS de um navio mas um navio real é interessante para avaliar a efetividade da ogiva. Muitas vezes há câmeras instaladas dentro dos diversos compartimentos que mandam informação em tempo real para avaliação.

JT8D
JT8D
Reply to  Marcos
10 meses atrás

É preciso haver uma referência para a navegação. Simplesmente lançar um míssil em direção ao nada seria bem pouco inteligente

Rommelqe
Rommelqe
Reply to  Marcos
10 meses atrás

Por mais que em testes vc empregue os chamados “dummies” na medida em que o desenvolvimento do sistema avance vc tera que efetuar ensaios em condiçōes cda vez mais realistas. Por exemplo, a imagem magnetica de um casco, a geometria do perfil e assim por No caso eu nao descarto a hipotese de que a guiagem do missil tenha sido fixada para testar os sistemas considerando com que o navio alvo fizesse uma manobra posicionando-se com o eixo longitudinal paralelo à trajetoria do missil; logicamente o navio esta parado, assim deveria ser ativado comando de desvio (vejam as “fumaças” geradas… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Rommelqe
10 meses atrás

Rommelqe, Pode ser que tenha havido essa programação mas pessoalmente nunca vi nada parecido. Sinceramente nem sei se tem jeito de fazer isso na prática. Ou seja, programar o processador para após o seeker radar trancar no alvo (porque isso com certeza aconteceu tendo em vista a proximidade que o míssil passou do alvo) e nos segundos finais desviar-se dele. Será? Vale salientar que na distância que ele passou creio eu que seria suficiente para acionar a espoleta de proximidade. Se é que o míssil a tenha. Em geral mísseis antinavios têm espoleta de proximidade mas não sei se é… Read more »

Rommelqe
Rommelqe
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Claro que estou especulando e varias das hipoteses aventadas sao mutualmente excludentes.
Mas apenas se olharmos de um ponto de vista de realizaçao fisica, ate o acionamento da espoleta de proximidade (lembrando que esse prototipo certamente estava sem explosivos) pode ter sido certificado pelo simples acionamento de um contato eletrico que acionou o jato da esquerda (veja a fumaça em ~ 57) que causou, posivelmente de forma proposital, o desvio final da trajetoria….estou forçando a barra? Sim, mas tecnicamente é algo muito simples de ser Abraços

Bosco
Bosco
Reply to  Rommelqe
10 meses atrás

Rommelge,
Só de curiosidade, os exaustores triplos do Mansup, semelhantes aos do Exocet, são os dois laterais referentes ao “booster” e o central de menor diâmetro referente ao motor de cruzeiro.comment image?resize=640%2C480

Daglian
Daglian
10 meses atrás

Tenho a impressão que muitos aqui não têm a menor noção de como funciona a engenharia. Alguns comentários beiram o patético. Na engenharia, o maior problema de se fazer, projetar ou construir algo, não é minimizar o erro, mas sim encontrar ou desenvolver o algoritmo que resolva o problema, ou pelo menos tentar encontrar uma solução teórica que o faça. A partir disso, a cada teste, os erros serão minimizados e a solução se tornará mais próxima do desejado. Engenharia não é a Mega-Sena, onde você chuta seis dezenas e reza para acertar; se errar, chuta outras seis. O erro… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Reply to  Daglian
10 meses atrás

Sucesso retumbante seria se ele tivesse acertado o alvo.
Até concordo que pode ser dito que houve evolução e que o projeto está no caminho certo, mas sucesso retumbante, não.
No mais, o míssil tem que evoluir bastante ainda, dado que os navios inimigos não ficarão parados esperando serem acertados.
Enfim, a MB ainda irá gastar bastante dinheiro e levará bastante tempo para ter um míssil equivalente àqueles dos anos 70.
E vale lembrar que semana passada o míssil deu problema e sequer foi lançado.

JT8D
JT8D
Reply to  Rafael Oliveira
10 meses atrás

Ele poderia acertar o alvo ao acaso, o que não agregaria nada de útil ao desenvolvimento, só iludiria os desinformados

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Reply to  JT8D
10 meses atrás

Não deveria acertar ao acaso. Deveria acertar porque funcionou direito.

Luiz Henrique
Luiz Henrique
10 meses atrás

A marinha não iria rebocar um navio desativado para o alto mar para não acertar, o rebocador era para estar debaixo d’água.
Porém não dá pra chamar de fracasso até pela proximidade que o míssil passou do alvo, teste é teste.

Antunes 1980
Antunes 1980
10 meses atrás

Quanto tempo mesmo de projeto para errar o alvo?

ELTON R
ELTON R
Reply to  Antunes 1980
10 meses atrás

a pergunta não deve ser quanto tempo mas sim quantos disparos reais foram feitos.

JT8D
JT8D
Reply to  ELTON R
10 meses atrás

Este é o terceiro disparo de teste. Isso é praticamente nada. Pode-se considerar que os testes até aqui foram muito bem sucedidos. Só na cabeça dos desinformados um sistema tão complexo estaria em nível operacional no.terceiro teste

ELTON R
ELTON R
10 meses atrás

pessoal e teste ,so dele ter saido do tubo sem explodir ou incendiar o lançador(ja aconteceu isso em um destroier russo)ter voado ate a proximidade do alvo (acontece bastante de um missil lançado ter defeito no sistema de voo)ja e considerado um sussesso porque ele ainda e um PROTOTIPO,muitos disparos vão dar defeito em um ou outro sistema ate ele ficar no ponto para produção em massa e todos esses testes são para validar sistemas e analizar falhas ,desenvolver um missil não e como fabricar um foguete de São João

Marcos
Marcos
10 meses atrás

Se o míssil deveria evitar o alvo para “preservar” alguns dados, então porque a Marinha não utilizou uma grande lona com um alvo pintado? O míssil iria perfurar a lona e continuaria voando

Errou e acabou

ELTON R
ELTON R
Reply to  Marcos
10 meses atrás

ele e um missil guiado por radar ,tem que ser detectado um alvo com massa e tamanho equivalente ao de um navio e não dar para mandar um navio tripulado para fazer isso ,todo mundo aqui sabe o potencial de dar em desastre um navio rebocando um alvo para um missil PROTOTIPO.

Reginaldo
Reginaldo
Reply to  ELTON R
10 meses atrás

Mais fácil ainda, por ele ser guiado por radar, um simples emissor trabalhando na mesma frequência poderia simular qualquer alvo.

ELTON R
ELTON R
Reply to  Reginaldo
10 meses atrás

e justamente o que não pode ser feito pois ele tem que ser resitente a ECM e a maioria das contra-medidas eletronicas são baseadas em sistemas que simulam a imagem de radar ou frequência como iscas rebocadas ou lançadores de chaff .

Oséias
Oséias
10 meses atrás

Vou ficar uns dias sem entrar nos foruns argentinos kkk

ODST
ODST
Reply to  Oséias
10 meses atrás

Até porque os argentinos possuem um sistema nacional muito melhor do que o nosso, né? Não, espera….

Alexandre
Alexandre
10 meses atrás

Quanta ignorância, se não me falha a memória, na última unitas, um harpoon errou um alvo a apenas 30 km de distância. Então podemos dizer que o harpoon é um fracasso, ou então , dizer que o Mansup tem desempenho igual ao do Harpoon.
Na verdade, nem uma coisa, nem outra, protótipo é pra isso mesmo, observar os parâmetros e corrigir se necessário.

Gelson
Gelson
Reply to  Alexandre
10 meses atrás

Ah tá, agora entendi a tática da MB. Vão usar o Mansup para dar aquele velho tiro de aviso, que sempre é feito à frente da nave inimiga. A mensagem seguinte seria: “se não parar atiramos um Exocet”.
Deve ser isso!

JT8D
JT8D
Reply to  Gelson
10 meses atrás

É isso mesmo! Continue se esforçando, você está quase entendendo!

Gelson
Gelson
Reply to  JT8D
10 meses atrás

Que bom que agora temos entre nós um novo “gênio” de tecnologia de mísseis dos anos setenta (isso mesmo, século passado). E sem nenhum senso de humor, é claro! … Até para copiar as coisas são difíceis neste país. Aprendam com os chineses como se faz e parem de desperdiçar dinheiro com ToT em outros projetos que jamais vão em frente. Mesmo que o Mansup venha a se tornar operacional é quase certo que não haverá a demanda necessária para manter uma linha de produção ativa. Exportar?! Será apenas mais um entre tantos e vai perder nos lobbies, com certeza.… Read more »

JT8D
JT8D
Reply to  Gelson
10 meses atrás

Isso mesmo, melhor não fazer nada, tudo dá tanto trabalho … como já dizia Macunaíma

Gelson
Gelson
Reply to  JT8D
10 meses atrás

Enquanto você fica com o seu herói nacional!? Eu prefiro as palavras do Otto von Bismarck que dizia que só os idiotas aprendem com os erros próprios. E há tantos erros alheios para buscar embasamento que não faz mais sentido conduzir alguns tipos de experimentos. Principalmente se é apenas para copiar algo existente. De parabéns a Royal Navy por inovar o uso do Thales Martlet (Lightweight Multi-role Missile), concebido para ser lançado de helicóptero, foi adaptado para operar no mesmo reparo do canhão de 30mm padrão dos seus navios e assim oferecer defesa contra lanchas menores usando uma plataforma já… Read more »

marco gandolfi
marco gandolfi
10 meses atrás

aos 58s aparece uma fumaça escura , não sera o sensor de aproximação?

JT8D
JT8D
Reply to  marco gandolfi
10 meses atrás

Não

Carlos Eduardo Broglio Gasperin
Carlos Eduardo Broglio Gasperin
10 meses atrás

Desculpem sou leigo no assunto mas no final do vídeo o míssil faz a curva tentando acertar o alvo e não consegue. E então vejo a nota do editor. Será que teve tanto sucesso assim?

JT8D
JT8D
Reply to  Carlos Eduardo Broglio Gasperin
10 meses atrás

Um teste é bem sucedido quando se aprende alguma coisa. Se o missil acertasse o alvo ao acaso o teste seria péssimo

Guizmo
Guizmo
10 meses atrás

Só faltava a MB dizer que o rebocador era “istésfi”, por isso nao foi atingido

Paulo Costa
Paulo Costa
10 meses atrás

Pode ser também que após chegar perto do alvo e que tudo tenha ocorrido como planejado,o Mansup desvia do alvo e segue para verificar o alcance medido,se esta de acordo com os 70km do alcance estimado.Fase de testes é isto mesmo.

JT8D
JT8D
10 meses atrás

O pior lugar do mundo para quem trabalha em pesquisa e desenvolvimento é o Brasil. Além de ganhar bem menos que em outros países, tem que se aturar críticas sem fundamento de pessoas semi-alfabetizadas

Farroupilha
Farroupilha
10 meses atrás

Pessoal vamos ler com mais atenção os artigos, caso contrário seus comentários podem ser meio ou totalmente errôneos, isso se não forem até ofensivos. Algumas considerações sobre este teste do protótipo do Mansup: 1º) O Mansup não é um pedaço de chumbo (um projetil, bala), que custam quase nada, mas é um equipamento cheio de detalhes, cheio de projetistas, cheio de verbas, que não pode ser descartado sem mais nem menos, pois aquele simples míssil do vídeo tem dezenas de milhões de reais por trás. 2º) Está em fase de testes de funcionamento geral. Provar sua cabeça de guerra, ou… Read more »

Fernando Turatti
Fernando Turatti
10 meses atrás

Esse teste demonstra a ausência de um bom marketeiro e de noção da nossa Marinha. Eu sei, vocês aqui também sabem que o objetivo provavelmente não era mesmo acertar o alvo, mas meter no YouTube um vídeo errando o alvo sem NENHUMA legenda avisando é uma burrice sem tamanho! Pega mal com o público leigo que é quem elege os representantes, não acrescenta em nada a moral da força com o povo.

Santiago
Santiago
10 meses atrás

Acho que o objetivo do teste de telemetria do míssil era esse mesmo: abortar a missão.

Bosco
Bosco
Reply to  Santiago
10 meses atrás

Santiago,
Esse míssil é fire and forget sem comunicação com o lançador após o lançamento. Depois de lançado não tem como interferir nele e portanto, é impossível abortar a missão.
Depois de lançado ele irá seguir o planejamento inserido no seu processador e irá ligar o radar na posição indicada e irá trancar na primeira coisa que seu radar identificar como tendo um retorno de sinal compatível com um alvo válido.

Santiago
Santiago
Reply to  Bosco
10 meses atrás

Entendido Bosco. Sds

Kemen
Kemen
10 meses atrás

Ora não entendi. O teste não era com o Tridente como alvo? Então qual a finalidade do teste? Falta aperfeiçoar bastante esse missil.

JT8D
JT8D
Reply to  Kemen
10 meses atrás

É óbvio que falta aperfeiçoar, ele está em desenvolvimento! O míssil lançado é o terceiro protótipo.

JT8D
JT8D
10 meses atrás

Esse míssil acertou em cheio na deficiência de interpretação de texto dos leitores

carvalho2008
carvalho2008
10 meses atrás

se era teste de algoritmo, o engenheiro pode fazer qualquer coisa.

calcular + 10 metros, – 10 metros, + 50 metros do tracker real… etc…..

A MB tem muito casco para testar?

O acerto só é essencial com a cabeça montada completa.

o resto é calculado se o desvio foi no esperado ou não.

Depois testam de novo outros perfis.

Track de seção transversal, frontal, range….etc….este casco provavelmente será usado varias vezes…

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  carvalho2008
10 meses atrás

Casco para testar imagino que seja o forte de nossa Marinha…

Denis
Denis
10 meses atrás

É apenas minha opinião, e sintam-se à vontade para discordar, mas a Marinha do Brasil parece ser, das três forças, a que possui maior know-how tecnológico. Já desenvolveu do zero e no muque o programa nuclear brasileiro (inclusive temos hoje as melhores centrífugas para enriquecimento de urânio do mundo), e agora este fantástico projeto de mísseis e seus motores. Imagino o que fariam se tivessem o investimento necessário.

Cristiano Gr
Cristiano Gr
10 meses atrás

Todos aqui sabemos da falta de verba da MB para manter uma mínima frota de navios para defesa, então imaginem que ela estaria disperdiçando um navio, mesmo que velho, a cada teste. Por mais que sejam vistos como sucatas, são navios sucatas. Bem diferente de um automóvel sucata, e, com certeza, com custo $$$$ muito maior, além, claro, da sabida falta dos mesmos.
Por isso, vejo aí, mais um grande motivo para não se afundar um navio a cada teste. Com esse poupado já há um para o próximo teste.

Diogo
Diogo
10 meses atrás

Ah tá! Tiveram o trabalho de colocar um navio de alvo, mas a intenção não era acertar o alvo.

Cairo
Cairo
4 meses atrás

Acho que está acontecendo um problema de interpretação do que foi dito.

O objetivo não era acertar o alvo, o que não significa que o objetivo era errar. Me parece que o míssil errou o alvo, de toda forma, mas este lançamento não era para acertar.
Acertar era só “parte do pacote”.